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Tem telemóvel da MEO, NOS ou Vodafone? Nova ferramenta vai permitir aos bancos detetar estas burlas

Os portugueses que utilizam os serviços da MEO, NOS ou Vodafone poderão beneficiar de uma nova camada de proteção contra fraudes bancárias. As três principais operadoras de telecomunicações anunciaram duas ferramentas que permitem aos bancos e a outras empresas verificar informações associadas aos números de telemóvel, ajudando a identificar possíveis tentativas de burla antes de serem autorizados acessos ou transações.

A novidade foi apresentada esta terça-feira, 20 de outubro, em Lisboa, durante um encontro que reuniu representantes das três operadoras, da Nokia e da GSMA, associação internacional que representa o setor das comunicações móveis.

De acordo com o Expresso, as novas funcionalidades permitem confirmar se um utilizador está a aceder a uma conta através do número de telemóvel associado e identificar se esse número foi recentemente transferido para outro cartão SIM.

Bancos vão poder verificar se o seu cartão SIM foi trocado

Uma das principais novidades chama-se SIM Swap, uma ferramenta que permite verificar se determinado número de telemóvel foi recentemente associado a um novo cartão SIM.

Esta funcionalidade poderá ser particularmente útil no combate a um tipo de fraude em que os criminosos conseguem obter uma segunda via do cartão SIM de uma vítima, fazendo-se passar pelo verdadeiro titular.

Quando conseguem controlar o número de telemóvel, os burlões podem receber mensagens e códigos de autenticação enviados pelos bancos, aumentando o risco de acesso indevido às contas.

Segundo o Expresso, a nova ferramenta permite verificar se ocorreu uma alteração do cartão SIM nas últimas 24 ou 48 horas, fornecendo aos bancos um sinal de alerta antes de autorizarem determinadas operações.

Uma troca recente não significa necessariamente que exista uma fraude, mas poderá justificar verificações adicionais de segurança.

Nova tecnologia também permite confirmar o número de telemóvel

A segunda ferramenta, denominada Number Verification, permite confirmar se o acesso a determinada aplicação está a ser realizado através do número de telemóvel associado à conta.

Ao contrário dos métodos tradicionais, que exigem a introdução de códigos recebidos por SMS, esta verificação pode decorrer automaticamente, em segundo plano.

O objetivo é reforçar a segurança sem obrigar os utilizadores a realizar procedimentos adicionais sempre que pretendem aceder a determinados serviços.

As duas ferramentas podem também funcionar em conjunto, permitindo às empresas confirmar a associação do número à conta e verificar se existiu alguma alteração recente do cartão SIM.

MEO, NOS e Vodafone juntam-se para combater fraudes

O lançamento integra a iniciativa internacional GSMA Open Gateway, que pretende facilitar a utilização de funcionalidades das redes móveis por empresas e serviços digitais.

As ferramentas funcionam através de interfaces de programação de aplicações, conhecidas como APIs, que permitem a comunicação automática entre diferentes sistemas informáticos.

A plataforma tecnológica utilizada é fornecida pela Nokia e chama-se Network as Code.

Na prática, um banco poderá realizar verificações relativas a clientes das três operadoras através de uma única ligação tecnológica, sem necessidade de desenvolver sistemas completamente diferentes para cada rede.

Segundo Judite Reis, diretora de Engenharia de Redes da NOS, estas funcionalidades representam também uma oportunidade de negócio para as operadoras, que poderão disponibilizar serviços de segurança a outras empresas.

E os dados pessoais? Operadoras esclarecem questão da privacidade

A possibilidade de empresas consultarem informações associadas às redes móveis levantou questões relacionadas com a proteção dos dados pessoais.

Durante a apresentação, os representantes das operadoras explicaram que as ferramentas apenas permitem realizar consultas previamente definidas, não correspondendo a um acesso generalizado às informações dos utilizadores.

A MEO referiu ainda a existência de um portal de gestão de consentimentos, através do qual os clientes poderão acompanhar e controlar o acesso à informação disponibilizada por estas ferramentas.

De acordo com o Expresso, as empresas não divulgaram os valores investidos no desenvolvimento das soluções nem identificaram contratos comerciais já estabelecidos para a sua utilização.

Há outra novidade prevista para 2027

As três operadoras preparam também uma terceira funcionalidade, cuja disponibilização está prevista para o início de 2027.

Denominada Number Recycle, esta ferramenta permitirá verificar se um número de telemóvel foi entretanto atribuído a outra pessoa.

O objetivo é evitar situações em que códigos de autenticação, mensagens bancárias ou outras informações associadas a contas antigas sejam enviados ao novo titular de um número.

Esta situação pode ocorrer quando um cliente deixa de utilizar determinado número e a operadora o atribui posteriormente a outra pessoa.

Com estas novidades, a MEO, a NOS e a Vodafone pretendem disponibilizar aos bancos e a outras empresas novos mecanismos de prevenção de fraudes, embora a sua utilização efetiva dependa da integração das ferramentas nos serviços de cada entidade.

Leia também: Perdeu o telemóvel? Banco de Portugal alerta para o que deve fazer de imediato para proteger o seu dinheiro

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Elon Musk, o homem mais rico do mundo, garante que o dinheiro vai deixar de ter importância: “Trabalhar será opcional”

O homem mais rico do mundo acredita que o dinheiro poderá deixar de ter importância nas próximas décadas. Elon Musk, cuja fortuna está atualmente avaliada em cerca de 921 mil milhões de dólares, defende que os avanços na inteligência artificial e na robótica poderão transformar completamente a forma como as pessoas trabalham, recebem rendimentos e vivem.

Segundo o Business Insider, o empresário partilhou esta visão em conversas com Walter Isaacson, autor da sua biografia, defendendo que a evolução tecnológica poderá tornar a moeda convencional praticamente desnecessária.

As declarações foram recordadas por Isaacson durante uma participação no podcast The Builders, onde abordou algumas das previsões mais ambiciosas do fundador da Tesla e da SpaceX.

Elon Musk acredita que o dinheiro poderá deixar de existir como o conhecemos

Para o empresário norte-americano, o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial cada vez mais avançados, combinado com a utilização generalizada de robôs, poderá criar uma economia radicalmente diferente da atual.

Musk acredita que estas tecnologias serão capazes de produzir bens e prestar serviços de forma tão eficiente que a escassez de muitos produtos poderá diminuir significativamente.

Nesse cenário, o dinheiro deixaria de desempenhar o papel central que atualmente ocupa na sociedade, podendo o valor económico passar a estar mais diretamente associado à disponibilidade de energia e à capacidade de produção.

Durante as conversas com Walter Isaacson, Musk terá defendido que chegará um momento em que os robôs e a inteligência artificial conseguirão realizar praticamente todas as tarefas humanas com maior eficiência.

Trabalhar poderá tornar-se uma escolha e não uma obrigação

Uma das previsões mais surpreendentes de Elon Musk está relacionada com o futuro do emprego.

Numa publicação partilhada em julho na rede social X, o empresário afirmou que os avanços tecnológicos poderão permitir que as pessoas deixem de depender de um emprego para garantir o seu sustento.

A ideia assenta na possibilidade de os robôs assumirem grande parte das tarefas produtivas, criando bens e serviços em quantidades suficientes para satisfazer as necessidades da população.

Segundo Musk, esta transformação poderá permitir a criação de um sistema de rendimento alto universal, através do qual os cidadãos receberiam recursos suficientes para viver confortavelmente.

Ao contrário do rendimento básico universal, normalmente associado a um pagamento destinado a assegurar necessidades essenciais, a proposta do empresário pressupõe um nível de abundância económica muito superior.

Poupar para a reforma poderá deixar de fazer sentido

As previsões de Musk não se limitam ao mercado de trabalho. O empresário também já sugeriu que poupar dinheiro para a reforma poderá tornar-se desnecessário nos próximos 20 anos.

Na sua perspetiva, os ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial e pela robótica poderão transformar os sistemas económicos e sociais, reduzindo a necessidade de acumular poupanças ao longo da vida profissional.

Contudo, estas afirmações representam uma visão especulativa sobre o futuro e não existem garantias de que a evolução tecnológica venha a produzir os resultados descritos.

A concretização deste cenário dependeria também de decisões políticas e económicas relacionadas com a distribuição da riqueza gerada pelas novas tecnologias.

Nem todos acreditam nas previsões do homem mais rico do mundo

A visão otimista de Elon Musk está longe de reunir consenso, especialmente entre especialistas e investidores preocupados com as consequências da automatização.

Michael Burry, investidor conhecido por ter antecipado a crise financeira de 2008, reagiu às previsões do empresário com uma perspetiva bastante diferente.

Segundo o Business Insider, Burry considera que a substituição de trabalhadores por sistemas de inteligência artificial poderá provocar fortes tensões sociais antes de qualquer cenário de prosperidade generalizada.

O investidor chegou mesmo a antecipar a possibilidade de uma revolução, argumentando que a perda de empregos poderá gerar instabilidade à medida que as empresas substituem trabalhadores por máquinas.

Inteligência artificial poderá transformar a economia nas próximas décadas

Apesar das divergências, a possibilidade de a inteligência artificial alterar profundamente o mercado de trabalho é uma questão cada vez mais discutida.

A automatização de tarefas, o desenvolvimento de robôs humanoides e a utilização de sistemas inteligentes em diferentes setores poderão modificar a forma como as empresas produzem bens e prestam serviços.

No entanto, o aumento da produtividade não significa necessariamente que todos os cidadãos venham a beneficiar de forma igual dos ganhos económicos.

Para já, as previsões de Elon Musk continuam a ser uma visão de longo prazo, sem garantias quanto à sua concretização ou ao calendário apresentado.

Ainda assim, a ideia de um mundo onde trabalhar deixa de ser obrigatório e o dinheiro perde importância mostra até que ponto o empresário acredita no potencial transformador da inteligência artificial.

Leia também: Suspeitas de fraude no Museu dos Coches: PJ investiga bilhetes gratuitos e com desconto emitidos a visitantes sem direito

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Chuva continua sem dar sinais de regresso a Portugal: outubro termina com temperaturas até 5 graus acima do normal

O mês de outubro está a chegar ao fim, mas o outono parece continuar sem se instalar em pleno em Portugal continental. As previsões meteorológicas para a semana de 26 de outubro a 2 de novembro apontam para temperaturas acima do habitual e pouca precipitação, apesar da formação de várias depressões no oceano Atlântico.

De acordo com a Meteored, que analisou as mais recentes projeções do modelo europeu ECMWF, o anticiclone deverá continuar a proteger a Península Ibérica, impedindo que os principais sistemas de chuva atinjam o território português.

O resultado poderá ser uma última semana de outubro marcada por grandes diferenças de temperatura entre as primeiras horas da manhã e o período da tarde, com algumas regiões a aproximarem-se dos 26 graus.

Chuva continua afastada de Portugal apesar das depressões no Atlântico

A segunda-feira, 26 de outubro, deverá começar com uma depressão bastante profunda posicionada a oeste das Ilhas Britânicas, acompanhada por um extenso sistema frontal.

Apesar da dimensão desta perturbação atmosférica, o seu núcleo deverá permanecer afastado de Portugal, enquanto as altas pressões continuarão a exercer influência sobre a Península Ibérica.

Segundo a Meteored, esta configuração tem sido frequente nos últimos dias. As depressões formam-se no Atlântico Norte e avançam em direção à Europa, mas acabam por ser desviadas para latitudes mais elevadas devido à presença do anticiclone.

Algumas frentes poderão aproximar-se do território português, mas deverão chegar bastante enfraquecidas, sem capacidade para provocar episódios significativos de precipitação.

Termómetros podem descer até aos 6 graus nestas regiões

Apesar da previsão de temperaturas acima da média, as manhãs deverão continuar bastante frescas, especialmente no interior Norte e Centro.

Na madrugada de segunda-feira, 26 de outubro, os termómetros poderão descer para valores inferiores a 10 graus em várias localidades destas regiões.

De acordo com as projeções do ECMWF, Bragança poderá registar temperaturas mínimas próximas dos 7 graus, enquanto na Guarda os valores poderão descer até aos 6 graus.

Nas regiões mais próximas do litoral e no Sul, as temperaturas mínimas deverão ser mais elevadas, proporcionando manhãs menos frias.

Estas diferenças deverão contribuir para amplitudes térmicas consideráveis, obrigando os portugueses a adaptar o vestuário às mudanças de temperatura ao longo do dia.

Tardes podem chegar aos 26 graus e surpreender os portugueses

Se as manhãs prometem ser frescas, as tardes poderão apresentar um cenário bastante diferente.

Segundo a Meteored, as temperaturas deverão recuperar significativamente durante as horas de maior exposição solar, podendo ficar entre 3 e 5 graus acima da média climatológica em várias regiões do interior.

No Sul do país, algumas localidades poderão mesmo aproximar-se dos 25 a 26 graus durante a tarde de segunda-feira.

Este comportamento deverá prolongar-se ao longo da semana, contribuindo para que o balanço térmico entre 26 de outubro e 2 de novembro seja superior ao habitual para esta altura do ano.

Contudo, importa esclarecer que uma temperatura média semanal acima do normal não significa que todos os dias sejam quentes. As manhãs poderão continuar frias, sobretudo nas zonas do interior.

Outubro pode terminar sem chuva significativa em grande parte do país

A precipitação deverá ser um dos elementos meteorológicos mais afastados dos valores habituais para esta época.

De acordo com os mapas analisados pela Meteored, não está prevista, até pelo menos 31 de outubro, a passagem de qualquer sistema frontal capaz de provocar chuva generalizada e significativa em Portugal continental.

As projeções semanais do ECMWF apontam para um défice de precipitação relativamente à média climatológica, sugerindo que a última semana do mês poderá ser mais seca do que seria habitual.

Isto não significa que não possa chover pontualmente em algumas regiões, mas indica que as quantidades acumuladas deverão ficar abaixo dos valores normais para o final de outubro.

E novembro? Previsões ainda podem mudar

A tendência para o início de novembro continua a apontar para temperaturas superiores à média e precipitação inferior ao habitual, mas a incerteza aumenta à medida que o horizonte de previsão se prolonga.

Segundo a Meteored, Portugal deverá permanecer afastado dos principais corredores de depressões atlânticas, pelo menos de acordo com as projeções atualmente disponíveis.

Ainda assim, a posição do anticiclone e a trajetória das depressões poderão sofrer alterações nos próximos dias, pelo que será importante acompanhar as atualizações meteorológicas.

Para já, tudo indica que outubro terminará com um cenário pouco habitual para esta fase do outono: manhãs frias, tardes amenas e chuva abaixo do normal em grande parte de Portugal continental.

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Joaquim de Almeida recebe reforma de 8.500€ por mês, mas há outra fortuna por detrás da riqueza do ator português

Com uma carreira construída ao longo de várias décadas em Hollywood, Joaquim de Almeida é um dos atores portugueses mais reconhecidos internacionalmente. No entanto, a fortuna do artista de 69 anos poderá ter uma origem que muitos portugueses desconhecem e que vai muito além dos rendimentos obtidos no cinema.

A revelação foi feita esta terça-feira, 20 de outubro, durante um programa televisivo do universo da TVI, onde foram discutidos vários pormenores sobre o património familiar do ator e a ligação dos seus antepassados à indústria farmacêutica.

Segundo o Correio da Manhã, Adriano Silva Martins explicou que Joaquim de Almeida não construiu a sua riqueza exclusivamente através da representação, uma vez que pertence a uma família tradicionalmente abastada.

Família de Joaquim de Almeida esteve ligada a um negócio milionário

Durante o programa, Adriano Silva Martins destacou que o ator português já possuía uma ligação familiar a um património significativo antes de alcançar o reconhecimento internacional.

“Joaquim de Almeida não é só rico porque fez filmes, é rico porque vem de uma família muito rica”, afirmou o apresentador.

Cláudia Jacques acrescentou que o artista pertence a uma família numerosa, composta por oito irmãos, e que todos são netos do fundador de uma importante empresa farmacêutica portuguesa.

Trata-se da JABA, um laboratório cujo nome resulta das iniciais do seu fundador, José António Baptista de Almeida.

Segundo a comentadora, os pais de Joaquim de Almeida também eram farmacêuticos e estiveram ligados à atividade da empresa durante vários anos.

Laboratório da família terá sido vendido por 40 milhões de euros

Um dos momentos que mais chamou a atenção durante a conversa foi a referência à venda do laboratório farmacêutico, concretizada em 2006.

Inicialmente, Cláudia Jacques mencionou um valor de 80 milhões de euros, mas Adriano Silva Martins corrigiu a informação, indicando que o negócio terá envolvido cerca de 40 milhões de euros.

A comentadora fez então uma simulação, explicando que, caso esse montante tivesse sido distribuído igualmente pelos oito irmãos, cada um poderia ter recebido cinco milhões de euros.

Contudo, a própria Cláudia Jacques salientou que o valor não corresponderia necessariamente ao dinheiro efetivamente recebido, uma vez que seria necessário considerar impostos e outros encargos.

Importa também sublinhar que esta divisão foi apresentada como um exercício hipotético, não tendo sido confirmados os montantes que Joaquim de Almeida ou os restantes familiares terão efetivamente recebido.

Ator português recebe uma reforma de cerca de 8.500 euros

Além do património familiar, Joaquim de Almeida acumulou rendimentos ao longo de uma carreira internacional que se prolongou por quase cinco décadas.

Depois de 48 anos a trabalhar nos Estados Unidos, o ator regressou a Portugal em abril de 2025, passando a viver em Sintra.

De acordo com informações anteriormente reveladas pelo próprio à revista Sábado, Joaquim de Almeida tem direito a uma pensão do sindicato norte-americano de atores de aproximadamente 8.500 euros.

A este valor juntam-se ainda os montantes relativos à reforma atribuída pelo Estado português.

Joaquim de Almeida vendeu mansão nos Estados Unidos e regressou a Portugal

A mudança definitiva para Portugal implicou também alterações no património imobiliário do ator.

Joaquim de Almeida vendeu a mansão que possuía em Santa Mónica, na Califórnia, antes de se instalar em Sintra, onde passou a residir depois de décadas nos Estados Unidos.

Apesar de ser conhecido pelas participações em produções internacionais, a ligação da família ao setor farmacêutico mostra que o património do ator poderá ter várias origens.

Ainda assim, não foi divulgado qualquer valor oficial relativo à fortuna pessoal de Joaquim de Almeida, pelo que os montantes associados ao negócio familiar não permitem determinar com precisão a riqueza atual do artista.

Leia também: “O algarvio que construiu a Lisboa moderna”: conheça a história de Duarte Pacheco, ministro de Salazar

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Costuma reservar hotéis pela Booking? Bruxelas investiga plataforma por suspeitas de burlas e anúncios falsos

Quem costuma reservar hotéis, apartamentos ou alojamentos de férias através da Booking.com deverá estar atento. A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira, 21 de outubro, a abertura de uma investigação formal à plataforma, devido a suspeitas de falhas no combate a burlas, anúncios fraudulentos e esquemas que podem colocar em risco os dados e o dinheiro dos consumidores.

A investigação surge no âmbito do Regulamento dos Serviços Digitais, legislação europeia que estabelece obrigações específicas para as grandes plataformas digitais. Bruxelas pretende perceber se a Booking.com tem adotado medidas suficientes para identificar e reduzir os riscos associados às reservas efetuadas através do seu serviço.

Segundo a agência Lusa, que cita um comunicado da Comissão Europeia, estão em causa várias práticas potencialmente prejudiciais para os utilizadores, desde anúncios de alojamentos que não existem até mensagens fraudulentas enviadas em nome de estabelecimentos turísticos.

Reservas de hotéis podem esconder burlas

Uma das principais preocupações das autoridades europeias está relacionada com a existência de anúncios fraudulentos na plataforma.

Entre as situações que serão analisadas encontram-se alojamentos inexistentes, ofertas que não cumprem as regras e esquemas de usurpação de identidade, através dos quais os burlões se fazem passar por entidades legítimas.

Estas práticas podem levar os consumidores a efetuar pagamentos por reservas que não correspondem a serviços reais ou a fornecer informações pessoais e bancárias a terceiros.

A Comissão Europeia pretende determinar se a Booking.com avaliou adequadamente estes riscos e se implementou mecanismos eficazes para impedir que os utilizadores sejam prejudicados.

Atenção às mensagens recebidas depois de fazer uma reserva

Outro dos pontos centrais da investigação está relacionado com os esquemas de phishing, uma forma de fraude informática utilizada para obter dados pessoais, palavras-passe ou informações bancárias.

Bruxelas vai analisar particularmente os riscos associados à utilização indevida dos dados das reservas e dos hóspedes, incluindo a forma como estas informações são partilhadas com os alojamentos.

O funcionamento do sistema de mensagens da Booking.com também estará sob escrutínio, uma vez que poderá ser utilizado em tentativas de fraude que exploram a confiança dos consumidores na plataforma.

Por precaução, os utilizadores devem desconfiar de mensagens inesperadas que solicitem pagamentos adicionais, dados bancários ou a confirmação urgente de uma reserva através de páginas externas.

Há hotéis que podem aparecer primeiro por pagarem mais

A investigação europeia não se limita às burlas. A Comissão Europeia também pretende esclarecer se a Booking.com identifica corretamente os anúncios de alojamentos que recebem maior destaque nos resultados de pesquisa mediante o pagamento de comissões mais elevadas.

Segundo Bruxelas, os consumidores devem conseguir distinguir claramente os resultados apresentados como publicidade daqueles que surgem por outros critérios de ordenação.

As regras europeias exigem transparência relativamente à identidade de quem promove os anúncios, à entidade responsável pelo pagamento da publicidade e aos motivos pelos quais determinado conteúdo é apresentado ao utilizador.

Caso estas informações não estejam suficientemente claras, a plataforma poderá estar a violar as obrigações de transparência previstas no Regulamento dos Serviços Digitais.

Booking pode enfrentar consequências se as suspeitas forem confirmadas

A abertura do processo não significa que a Booking.com tenha cometido alguma infração. Nesta fase, a Comissão Europeia está a recolher elementos para determinar se existem violações da legislação comunitária.

De acordo com a Lusa, Bruxelas poderá solicitar informações adicionais, realizar entrevistas e avançar com inspeções no âmbito da investigação.

Se forem identificadas irregularidades, o executivo comunitário poderá adotar medidas provisórias, emitir uma decisão formal de incumprimento ou aceitar compromissos apresentados pela empresa para corrigir os problemas.

A Booking.com foi classificada em abril de 2023 como uma plataforma em linha de muito grande dimensão, ficando sujeita a obrigações reforçadas de proteção dos consumidores.

Uma vez que a empresa está sediada nos Países Baixos, a Comissão Europeia está a colaborar com a Autoridade Neerlandesa para os Consumidores e os Mercados.

O que devem fazer os portugueses que utilizam a Booking?

Apesar da investigação, não existe qualquer indicação de que todas as reservas efetuadas através da plataforma sejam fraudulentas ou de que os consumidores devam deixar de utilizar o serviço.

Ainda assim, é aconselhável confirmar cuidadosamente os dados dos alojamentos, verificar as condições de pagamento e evitar transferências para contas bancárias desconhecidas.

Também é importante desconfiar de mensagens que pressionem o consumidor a efetuar pagamentos urgentes para evitar o cancelamento de uma reserva, sobretudo quando incluem ligações para páginas externas.

A investigação agora iniciada pretende precisamente esclarecer se a Booking.com está a cumprir as obrigações europeias destinadas a proteger os utilizadores destes riscos.

Leia também: Perdeu o telemóvel? Banco de Portugal alerta para o que deve fazer de imediato para proteger o seu dinheiro

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Homem sobe à estátua de D. Pedro IV em Lisboa e arranca cartazes: “O que me traz aqui é a falta de respeito com as autoridades”

Um homem decidiu agir por iniciativa própria esta quarta-feira, 21 de outubro, ao subir à estátua de D. Pedro IV, na Praça do Rossio, em Lisboa, para retirar cartazes associados ao movimento de protesto pelo direito à habitação. O episódio aconteceu ao final da manhã e foi acompanhado por jornalistas que se encontravam no local.

Segundo o Diário de Notícias (DN), o homem recusou identificar-se, apresentando-se apenas como um cidadão comum que não concordava com a utilização do monumento para colocar materiais de protesto.

Perante os jornalistas, justificou a sua intervenção com o estado em que considerava encontrar-se aquele espaço público, defendendo que os monumentos devem ser respeitados, independentemente das causas que motivam as manifestações.

Homem sobe ao monumento e retira cartazes

O episódio ocorreu numa altura em que os protestos relacionados com o acesso à habitação continuam a marcar a atualidade em Lisboa.

De acordo com o DN, o homem dirigiu-se à estátua de D. Pedro IV e começou a retirar os cartazes que tinham sido colocados no monumento.

Questionado sobre os motivos da sua atitude, afirmou que não gostava de ver a cidade naquela situação e criticou aquilo que considera ser uma falta de respeito pelos espaços públicos.

O cidadão dirigiu também críticas à comunicação social, defendendo que os jornalistas deveriam denunciar situações que classificou como vandalismo.

“Não reagi agressivamente, fiz uma limpeza”

Apesar de ter retirado os cartazes associados aos protestos, o homem garantiu que não se opõe ao direito de manifestação.

Segundo explicou, compreende as razões que levam os cidadãos a protestar, mas considera que essas ações devem decorrer com respeito pelas autoridades e pelas restantes pessoas.

O homem afirmou ainda que a sua intervenção não teve qualquer intenção agressiva, descrevendo o gesto como uma ação de limpeza do monumento.

Durante as declarações, apelou aos serviços municipais de limpeza para recolherem os materiais que tinha retirado da estátua.

Homem garante que poderá regressar ao Rossio

O cidadão deixou também um aviso sobre a possibilidade de os cartazes voltarem a ser colocados no monumento.

Perante os jornalistas, garantiu que está disposto a regressar ao local para repetir a intervenção, caso considere necessário.

O episódio ficou ainda marcado por uma troca de palavras com um jovem que, segundo o DN, tinha colocado cartazes na estátua durante a manhã.

O homem criticou o comportamento do jovem, fazendo referência à sua nacionalidade e acusando-o de desrespeitar as autoridades portuguesas.

Nas declarações reproduzidas pelo jornal, chegou a afirmar que, caso pretendesse desrespeitar as autoridades, deveria fazê-lo na Colômbia.

Protestos pela habitação continuam a gerar discussão

A situação ocorreu num contexto de mobilização em torno do direito à habitação, tema que tem motivado manifestações e ações de protesto em diferentes pontos de Lisboa.

O episódio no Rossio colocou em evidência posições distintas sobre a utilização dos monumentos e dos espaços públicos durante estas iniciativas.

Por um lado, os movimentos pela habitação procuram chamar a atenção para as dificuldades de acesso a uma casa. Por outro, o homem que retirou os cartazes defendeu que as manifestações devem respeitar o património e as autoridades.

Até ao momento, a informação divulgada pelo Diário de Notícias não indica que tenha existido qualquer intervenção policial relacionada com a retirada dos cartazes.

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‘Roubo do século’: ladrões assaltam camião e levam quase 1 milhão de dólares em cartas Pokémon

Um roubo de grandes proporções abalou o mercado de colecionismo de cartas nos Estados Unidos. Mais de 200 encomendas contendo cartas Pokémon e desportivas, avaliadas em aproximadamente 963 mil dólares (cerca de 830 mil euros), desapareceram de um camião da FedEx estacionado junto às instalações da Professional Sports Authenticator (PSA), em Santa Ana, na Califórnia.

O incidente ocorreu na semana passada e foi divulgado pela canal norte-americano Fox News, que cita informações fornecidas pela polícia de Santa Ana. As cartas tinham acabado de passar pelo processo de avaliação e certificação da PSA e estavam a ser devolvidas aos respetivos proprietários.

Segundo as autoridades, o responsável pelo roubo terá arrombado a fechadura do veículo enquanto o motorista da FedEx se encontrava ausente. O suspeito conseguiu retirar as encomendas, que continham centenas de cartas colecionáveis, algumas consideradas extremamente raras.

Cartas Pokémon e desportivas entre os artigos roubados

Entre os artigos desaparecidos encontram-se cartas Pokémon e cartas desportivas, dois segmentos do mercado de colecionismo que têm registado transações de valores elevados nos últimos anos.

A PSA é uma das principais empresas mundiais de autenticação e classificação de cartas colecionáveis. Depois de avaliadas, as cartas são encapsuladas em suportes de proteção e recebem uma classificação que pode influenciar significativamente o seu valor de mercado.

Neste caso, os artigos já tinham sido classificados e encontravam-se em trânsito para os seus proprietários quando ocorreu o roubo.

O valor total estimado pelas autoridades aproxima-se de um milhão de dólares, tornando o incidente particularmente significativo para os colecionadores afetados.

Colecionador perdeu 104 cartas, algumas únicas no mundo

Um dos lesados é o colecionador e criador de conteúdos SKY-B, que revelou ter perdido 104 cartas na sequência do assalto.

Segundo o próprio, muitas das cartas roubadas são praticamente impossíveis de substituir, incluindo exemplares extremamente raros e cartas conhecidas como one-of-one, das quais existe apenas uma unidade.

Entre os artigos desaparecidos encontram-se também cartas consideradas case hits, designação utilizada para exemplares particularmente difíceis de encontrar em determinados produtos de colecionismo.

A perda representa, por isso, mais do que um prejuízo financeiro, uma vez que algumas das peças não poderão ser facilmente adquiridas novamente no mercado.

PSA tomou medidas para impedir a venda das cartas roubadas

Na sequência do incidente, a Collectors, empresa responsável pela PSA, confirmou ter conhecimento do roubo e garantiu estar a colaborar com as autoridades e com a transportadora.

A empresa anunciou ainda que desativou os certificados associados às cartas roubadas, procurando dificultar a sua comercialização através dos canais habituais.

Os parceiros comerciais e plataformas de venda também foram alertados para a possibilidade de surgirem cartas raras ou numeradas provenientes das encomendas desaparecidas.

Esta medida poderá ajudar a identificar exemplares roubados caso sejam colocados à venda, especialmente aqueles que possuem números de certificação ou características únicas.

Colecionadores afetados vão receber compensações

A Collectors confirmou igualmente que a sua equipa de apoio ao cliente já contactou os proprietários das cartas desaparecidas.

Segundo a empresa, estão a ser organizadas compensações financeiras com base no valor justo de mercado dos artigos roubados.

Contudo, esta solução poderá não resolver completamente a situação de alguns colecionadores, sobretudo daqueles que perderam cartas únicas ou exemplares com elevado valor sentimental.

A empresa reconheceu que muitos proprietários consideram estas peças muito mais do que simples investimentos financeiros e garantiu que continuará a colaborar com as autoridades para identificar os responsáveis.

Até ao momento da divulgação da notícia, não tinham sido anunciadas detenções relacionadas com o caso.

O incidente volta a colocar em destaque os riscos associados ao transporte de colecionáveis de elevado valor, especialmente numa altura em que o mercado de Pokémon e de cartas desportivas movimenta quantias cada vez mais expressivas.

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CP alerta para greve que poderá afetar comboios durante três dias: saiba as datas e como pedir reembolso

Quem costuma viajar de comboio deverá estar atento ao final do mês de outubro. A CP – Comboios de Portugal anunciou esta quarta-feira, 21 de outubro, que uma greve convocada pelo sindicato SFRCI poderá provocar perturbações na circulação ferroviária, afetando milhares de passageiros em diferentes regiões do país.

A paralisação está marcada para sexta-feira, 30 de outubro, mas os seus efeitos poderão fazer-se sentir também na quinta-feira, dia 29, e no sábado, dia 31. A transportadora recomenda, por isso, que os passageiros acompanhem as informações sobre os serviços antes de iniciarem as suas viagens.

De acordo com a informação divulgada pela CP, citada pela agência Lusa, ainda não é possível determinar a dimensão exata dos constrangimentos, mas estão previstas possíveis alterações à circulação habitual dos comboios.

Greve poderá afetar comboios durante três dias

Embora a paralisação esteja oficialmente marcada para 30 de outubro, a empresa admite que possam existir perturbações tanto no dia anterior como no seguinte.

O aviso abrange a circulação ferroviária em Portugal, sendo que a CP ainda não identificou quais os comboios que poderão ser efetivamente suprimidos ou sofrer atrasos.

Perante esta situação, os passageiros que tenham viagens programadas para estas datas deverão consultar os horários e eventuais alterações comunicadas pela transportadora.

CP permite reembolso total dos bilhetes

Para minimizar os transtornos, a CP anunciou que os passageiros com bilhetes adquiridos para determinados serviços poderão solicitar o reembolso integral do valor pago ou trocar gratuitamente a viagem.

Esta possibilidade aplica-se aos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional. No caso da troca, deverá ser escolhido outro comboio da mesma categoria e na mesma classe.

Segundo a transportadora, os passageiros que tenham comprado bilhetes através dos canais digitais poderão tratar do processo no site oficial da CP, na área «Pós-Venda», ou na aplicação móvel, através da opção «As minhas viagens».

O pedido deverá ser efetuado até 15 minutos antes da partida do comboio da estação de origem do passageiro.

Quem preferir poderá dirigir-se às bilheteiras da CP, antes ou depois da data prevista para a viagem, tendo até 10 dias após o fim da greve para solicitar o reembolso ou a troca.

Existe ainda a possibilidade de apresentar o pedido através do formulário online «Reembolso por Atraso ou Supressão», embora a empresa avise que esta opção poderá implicar tempos de resposta superiores.

Metro de Lisboa também terá greves nestas datas

As perturbações nos transportes não deverão ficar limitadas à ferrovia. Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa também têm duas greves parciais agendadas para os dias 28 e 30 de outubro.

As paralisações estão previstas para o período compreendido entre as 5h e as 10h, podendo afetar as deslocações de milhares de passageiros durante a hora de ponta da manhã.

De acordo com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), as reivindicações estão relacionadas com a falta de trabalhadores, o recurso excessivo a horas extraordinárias, os turnos prolongados e problemas na organização dos serviços.

A administração do Metropolitano de Lisboa já anunciou que irá solicitar a fixação de serviços mínimos ao Tribunal Arbitral, procurando reduzir os constrangimentos para os utilizadores.

O que devem fazer os passageiros?

Com duas paralisações previstas para o final de outubro, os passageiros que utilizam regularmente os transportes públicos deverão preparar antecipadamente as suas deslocações.

No caso da CP, é aconselhável confirmar a situação do comboio antes da viagem e, caso seja necessário, recorrer aos mecanismos de troca ou reembolso disponibilizados pela empresa.

Para esclarecimentos adicionais, a transportadora disponibiliza a linha de atendimento 210 900 032, bem como os seus gabinetes de apoio ao cliente e bilheteiras.

As alterações concretas à circulação deverão ser acompanhadas através das informações oficiais divulgadas pelas transportadoras, uma vez que o impacto das greves poderá variar consoante os serviços e os horários.

Leia também: “O algarvio que construiu a Lisboa moderna”: conheça a história de Duarte Pacheco, ministro de Salazar

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Taxa de juro no crédito à habitação sobe em setembro para valor mais alto num ano

Casas 17,6% mais caras em 2025

A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, divulgou hoje 21 de outubro o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O valor registado em setembro (3,194%) representa mais 3,2 pontos base que os 3,162% de agosto e é o mais elevado desde setembro de 2025, em que se fixou nos 3,228%.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,910% em agosto para 2,959% em setembro.

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Miles de personas deciden seguir con la acampada por la vivienda en Lisboa tras el desalojo: “La indignación es muy grande"

Miles de personas deciden seguir con la acampada por la vivienda en Lisboa tras el desalojo: “La indignación es muy grande"

El movimiento de protesta contra la crisis de la vivienda en Portugal se prepara este miércoles para desafiar de nuevo a las autoridades tras una intervención policial que dejó 55 detenidos

La Policía portuguesa desaloja las acampadas por la vivienda de Lisboa y Oporto y detiene a 55 manifestantes

Después del fin de la acampada de Lisboa, varios miles de personas volvieron al centro de la ciudad este martes para llamar la atención sobre la crisis de la vivienda y pedir soluciones. “La indignación es muy grande, pero hay muchas formas de mostrar la indignación y nuestra indignación es pacífica”, dice Ana Carmo, una de las manifestantes. Pese al carácter pacífico del campamento, la policía ha reprimido a quienes protestaban, acusándolos de desobediencia por pernoctar en tiendas instaladas en el espacio público.

La policía ha prometido “tolerancia cero” ante un nuevo campamento, pero miles de personas decidieron, en una multitudinaria asamblea en la céntrica plaza del Rossio, volver a montar las tiendas de campaña en la capital este miércoles, desafiando a las autoridades. Además de Lisboa y Oporto, a las concentraciones de la noche de este miércoles se sumaron manifestaciones en Coimbra, Évora y Faro con varios cientos de personas.

“La propuesta es la siguiente: ¿existe voluntad popular en esta plaza para volver a la acampada con tiendas a partir de mañana?”, preguntó una de las portavoces del movimiento por la vivienda. Tras los alegatos, los asistentes votaron “sí” a volver a montar las tiendas este miércoles.

Desalojo con 55 detenidos

Aún no despuntaba el día en las calles de Lisboa este martes cuando un grupo de agentes de las fuerzas especiales de la policía confiscó las tiendas y detuvo a manifestantes que, desde el pasado sábado, acampaban en tiendas improvisadas en la plaza del Rossio, en el centro de la capital portuguesa. Pasaban pocos minutos de las 5:30 de la mañana, sin previo aviso, en una acción realizada simultáneamente en el campamento de la ciudad de Oporto, que comenzó antes que el de Lisboa y ya duraba diez días.

El portavoz de la policía, Sérgio Soares, había dicho que el campamento, inspirado en las protestas que se suceden en varias ciudades de España, no se podía prolongar in aeternum, pero nadie esperaba que la intervención se produjera esa misma noche, tras las imágenes del pasado jueves que conmocionaron al país: a las 3:00 de la mañana, cuando los periodistas ya habían abandonado el lugar del campamento de Oporto, los policías cargaron de forma indiscriminada contra los manifestantes, algunos de los cuales aún dormían en sus tiendas, dejando 37 heridos y ofreciendo una imagen de violencia policial desproporcionada ante la naturaleza pacifica de las protestas. Las imágenes llevaron a muchos a salir a las calles en los días posteriores.

Este martes, la actuación policial fue más contenida, pero uno de los portavoces del campamento de Lisboa, João Veloso, explica a elDiario.es que lo ocurrido fue una acción “completamente desproporcionada”, ya que el movimiento se manifestaba “pacíficamente”, descansando en silencio a la hora en que los agentes intervinieron. Sobre el futuro a partir de ahora, João promete que el movimiento va a “resistir”, defendiendo que la “capacidad de movilización no ha terminado”.

Un grupo de varias decenas de ciclistas recorrió este lunes algunas de las principales calles de Lisboa en apoyo a la acampada en defensa de la vivienda asequible instalada desde el sábado en la turística plaza de D. Pedro IV, popularmente conocida como Rossio.
Un grupo de varias decenas de ciclistas recorrió este lunes algunas de las principales calles de Lisboa en apoyo a la acampada en defensa de la vivienda asequible instalada desde el sábado en la turística plaza de D. Pedro IV, popularmente conocida como Rossio.

La acción policial de este martes se saldó con 55 detenidos y la incautación de 228 tiendas. Algunos de los manifestantes “resultaron heridos y tuvieron que ser trasladados al hospital”. Desde el sábado, la policía advertía a los acampados de que no tenían autorización para permanecer en el centro de la plaza y les pedía que se retiraran.

João Veloso señala que “se confiscaron bienes donados a los manifestantes”, quienes siguen sin conocer el paradero de sus tiendas y de otros objetos, como los libros donados por la Fundación José Saramago. La organización del campamento de Lisboa afirma que, a diferencia de lo ocurrido en Oporto esa misma noche, “la policía ni siquiera dio tiempo a los presentes para recoger sus pertenencias, empujando violentamente a las personas que estaban allí reivindicando sus derechos”. 

La policía justifica su actuación en los campamentos de Lisboa y Oporto basándose en una ley de 1974, de la época posterior a la Revolución de los Claveles, que limita el derecho de manifestación “más allá de la medianoche y media, salvo que se realice en un recinto cerrado, sala de espectáculos o edificios”. Sin embargo, la Constitución aprobada posteriormente en 1975 garantiza que los “ciudadanos tienen derecho a reunirse, pacíficamente y sin armas, incluso en lugares abiertos al público, sin necesidad de autorización alguna”. En la historia del Portugal democrático existen diversos antecedentes de momentos en los que esta ley de 1974 fue incumplida sin consecuencias, incluso por las juventudes del PSD, actualmente en el Gobierno, que en 2020 decidieron acampar frente al Ministerio de Educación para pedir más residencias universitarias. Lo hicieron sin consecuencia alguna.

Hacia una “gran huelga general ibérica”

La organización del campamento ha prometido resistir y parece cada vez más firme la voluntad de los movimientos por la vivienda de Portugal de unirse el próximo 11 de noviembre para lo que definen como una “gran huelga general ibérica”. La acampada exige “el fin de los desahucios sin alternativa habitacional”, la “prohibición de la compra de viviendas por parte de fondos inmobiliarios”, el “aumento de la vivienda pública” y la “aplicación de topes a los precios del alquiler” en el país.

Las organizaciones promotoras de la acampada portuguesa buscan tender más puentes con colectivos y sindicatos de vivienda españoles para coordinar una jornada de protesta inédita que movilice a ambos países. La idea de una respuesta conjutna gana adeptos a medida que los manifestantes señalan que los fondos de inversión y las dinámicas del mercado inmobiliario operan a escala global, mientras que las respuestas de los gobiernos siguen siendo “insuficientes”.

El primer ministro llamó “egoístas” a los manifestantes

Tras pedir a los manifestantes que “no sean egoístas” respecto al orden público, palabras que no sentaron bien y llevaron a más gente a la calle, el primer ministro, Luís Montenegro, ha moderado su discurso en los últimos días debido al efecto explosivo que tiene la vivienda en la sociedad portuguesa.

El Gobierno de derechas intenta agitar el fantasma del “caos” de los disturbios de Francia para justificar las intervenciones policiales. Este miércoles, el ministro del Interior, Luís Neves, declaró “el fin de los campamentos” y lanzó a modo de advertencia: “Que nadie se atreva a intentar traer el caos o la violencia”. Ni en Lisboa ni en Oporto se ha registrado ningún acto violento provocado por los manifestantes.

Lo que ocurre por estos días en ambas ciudades no es un hecho aislado ni una anomalía portuguesa: es el reflejo amplificado de una crisis que atraviesa sin frenos a todo el sur de Europa. Si en Madrid, Barcelona o Málaga la presión del alquiler, la turistificación y la especulación inmobiliaria han expulsado a miles de familias de los centros urbanos, Portugal representa hoy la versión más acelerada y drástica de ese mismo proceso, dados los salarios aún más bajos y el coste todavía más alto de la vivienda en las principales ciudades del país.

Portugal aprobó en los últimos años medidas agresivas para atraer capital extranjero, como los visados de oro y el régimen fiscal para residentes no habituales, que convirtieron a las principales ciudades en polos de inversión especulativa. El resultado ha sido demoledor: en la última década, los precios del alquiler en Lisboa se han duplicado, mientras que los salarios medios y mínimos continúan entre los más bajos de Europa occidental. El acceso a una vivienda digna ha dejado de ser un derecho constitucional para transformarse en un privilegio inalcanzable para los jóvenes y la clase trabajadora.

La respuesta que den las calles en los próximos días determinará si la contencion y la presión policial lograrán frenar el movimiento o si, por el contrario, servirán de catalizador para una movilización social aún mayor, en un momento en que el coste de la vida no deja de encarecerse.

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Netflix cai mais de 5% com apresentação de resultados do terceiro trimestre

Os investidores não reagiram bem à apresentação dos resultados da Netflix no terceiro trimestre. A plataforma de streaming está a cair 5,6% em pré-mercado nesta quarta-feira 21 de outubro depois de ter fechado a sessão de terça-feira 20 de outubro com uma quebra de 1,6%.

Isto vem agravar as quedas que as ações da empresa de streaming estão a acumular desde o início do ano. A Netflix soma uma desvalorização 24,5% desde o início do ano e no espaço de um ano já caiu 44,6%.

A plataforma de streaming recentemente viu um aumento na concorrência. Tal se deveu à luz verde que foi dada à fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros Discovery. Isto fez com que os serviços de streaming da Paramount e da HBO também se fundissem. A junção cria o segundo maior operador no streaming com 210 milhões de subscritores ficando atrás dos 325 milhões da Netflix, de acordo com o The Current.

A Paramount Skydance venceu a corrida à aquisição da Warner Bros tendo pago para o efeito 110 mil milhões de dólares (95,1 milhões de euros), em final de fevereiro, superando a oferta da Netflix.

A empresa de streaming teve mesmo o negócio fechado, a 5 de dezembro de 2025, para a aquisição da Warner Bros, que incluía os estúdios de cinema e televisão, a HBO Max e a HBO, por 82,7 mil milhões de dólares (73,6 mil milhões de euros). Mas o negócio ficou em suspenso devido ao surgimento, a 8 de dezembro de 2025, de uma oferta pública de aquisição da Paramount Skydance para adquirir a totalidade das ações em circulação da Warner Bros Discovery por 30 dólares (25,60 euros) por ação, o que totalizaria 108,4 mil milhões de dólares, ou 92,4 mil milhões de euros. Esta oferta incluía a totalidade da Warner Bros Discovery, ao contrário do acordo que foi fechado com a Netflix.

Lucro da Netflix subiu 44%

A empresa reportou um crescimento de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

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Netflix aumenta lucro em 44% no terceiro trimestre

Netflix

A plataforma de streaming Netflix reportou na terça-feira 20 de outubro uma subida de 44% no seu lucro líquido de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) para 3,6 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), no terceiro trimestre, face ao ano anterior. E o lucro operacional teve um incremento de 37% de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros).

Os lucros por ação diluído passaram de 0,59 dólares (0,53 euros) para 0,87 dólares (0,78 euros), um crescimento de 49%.

As receitas no terceiro trimestre subiram 11,8% de 11,5 mil milhões de dólares (10,2 mil milhões de euros) para 12,8 mil milhões de dólares (11,4 mil milhões de euros), “ficando em linha com as projeção”, refere a empresa.

“No terceiro trimestre, o crescimento da receita foi impulsionado principalmente pela receita de subscrições, refletindo aumentos no número de membros e nos preços, crescimento das receitas publicitárias e um impacto favorável das taxas de câmbio, líquidas de cobertura. O crescimento do número de membros beneficiou da retenção contínua e saudável em todas as regiões; globalmente e nos Estados Unidos, a taxa de cancelamento melhorou em relação ao ano anterior e foi melhor do que a prevista”, salientou a plataforma de streaming.

E a margem operacional passou de 28,2% para os 34,6%. “Tanto o lucro operacional como a margem do terceiro trimestre superaram as previsões, principalmente devido ao cronograma das despesas e ao ligeiro aumento da receita”, explicou.

O fluxo de caixa subiu ao passar de 2,6 mil milhões de dólares (2,3 mil milhões de euros) para os 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), um crescimento de 7,6%.

Guidance para o quarto trimestre

A Netflix espera um crescimento da receita de 12% no quarto trimestre para os 13,4 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), “impulsionado pelo crescimento das subscrições, dos preços e das receitas publicitárias”. É estimada uma margem operacional de 26%, que “inclui um impacto negativo de aproximadamente 120 pontos base associado às nossas recentes reduções de pessoal, e compara com 24,5% no mesmo trimestre do ano anterior”. A empresa de streaming explica que estas mudanças organizacionais “permitem continuar a investir agressivamente em áreas de alto impacto para melhorar o nosso serviço e impulsionar o crescimento e a inovação”.

Para o ano de 2026 é esperada uma receita de 51,1 mil milhões de dólares (45,5 mil milhões de euros), ou um crescimento de 13%. “Isto representa 0,2% abaixo do ponto médio da nossa previsão de receitas anterior para 2026”, salienta.

“Embora o crescimento da receita de subscrições tenha superado as nossas expectativas, esperamos atualmente uma receita de anúncios de aproximadamente 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) em 2026, contra cerca de 3 mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) anteriormente (devido à implementação um pouco mais lenta do que o esperado de algumas características do produto de anúncios). Prevemos uma margem operacional de 31,5% para 2026 (31,4% com base nas taxas de câmbio de 1 de janeiro de 2026), contra 29,5% em 2025. A nossa projeção atualizada de margem para 2026 inclui um impacto negativo de aproximadamente 30 pontos base associado às nossas reduções de pessoal no quarto trimestre. A nossa previsão implica um crescimento anual do resultado operacional de mais de 20% para 2026”, acrescenta.

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DECO alerta para conteúdos comerciais não identificados como publicidade por influencers

30 DIAS, 30 DENÚNCIAS DE PUBLICIDADE NÃO IDENTIFICADA POR INFLUENCERS

DECO alerta para feeds de redes sociais inundados de conteúdos comerciais não identificados como publicidade pelos influencers. A DECO apresenta uma denúncia diária às autoridades, durante 30 dias, para mostrar a dimensão do problema e os perigos que representa. A Associação pede mais fiscalização e que sejam introduzidas proibições específicas.

Como a DECO já havia denunciado há pouco mais de um ano, apesar do marketing de influência dominar o ambiente digital e estar cada vez mais profissionalizado, é reduzido o número de influencers que identifica corretamente a natureza comercial dos conteúdos que publica e rara a utilização das etiquetas de “parceria remunerada” disponibilizadas pelas plataformas digitais de forma a tornar claro que se trata de um anúncio.

O exercício realizado pela DECO demonstra como o scroll nas redes sociais está carregado de conteúdos comerciais de influencers que preferem apresentar os conteúdos como sugestões desinteressadas e experiências pessoais e que exploram, cada vez mais, setores e produtos que trazem outro tipo de complexidade e de potenciais danos.

Entre publicidade mais banal a hotéis, marcas de roupa e cosméticos, com códigos de desconto e sorteios à mistura, está cada vez mais presente também a publicidade não identificada a suplementos alimentares, sem a sua identificação enquanto tal e a procedimentos estéticos, incluindo aplicação de injetáveis como botox.

A grande maioria das denúncias foi encaminhada para a Direção Geral do Consumidor – DGC, mas também a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – ASAE e a Entidade Reguladora da Saúde – ERS receberam denúncias no seu âmbito de competências.

A DECO vê com preocupação que a natureza comercial dos conteúdos continue de forma reiterada a não ser identificada e que as publicações de influenciadores cada vez mais explorem áreas como a saúde e alimentação e promovam a publicidade a produtos e serviços potencialmente mais problemáticos a diferentes níveis.

Defende, por isso, mais fiscalização e que produtos e serviços que trazem maiores riscos exigem regras mais apertadas, apelando à introdução de um conjunto de restrições que melhor proteja os consumidores nos canais digitais e não só.

Como reconhecer publicidade disfarçada no seu feed

O elemento comercial está presente sempre que o influenciador recebe qualquer forma de contrapartida pela recomendação.

  1. Há um código de desconto ou um link para o produto? Provavelmente há um acordo comercial por trás.
  2. Sorteios com marcas raramente são espontâneos.
  3. Na dúvida, procure a etiqueta “parceria remunerada” ou menções como #pub, mas lembre-se que a sua ausência não significa que não seja publicidade.
  4. Desconfie de recomendações sobre saúde ou suplementos feitas por quem não é profissional na área.

Informe-se connosco.

Conte com o apoio da DECO MADEIRA através do número de telefone 968 800 489/291 146 520, do endereço electrónico deco.madeira@deco.pt. Pode também marcar atendimento via Skype. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Bluesky, Instagram, Linkedin e Youtube!

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Euromilhões: já saiu a chave desta terça-feira e há 59 milhões de euros em jogo

Já é conhecida a chave do Euromilhões desta terça-feira, 20 de outubro, num sorteio que colocou em jogo um jackpot de 59 milhões de euros. O valor milionário voltou a alimentar a esperança dos apostadores portugueses, que aguardavam pelos números para saber se tinham acertado na combinação vencedora.

Com um primeiro prémio desta dimensão, o vencedor poderá garantir uma fortuna capaz de mudar completamente a sua vida. No entanto, para conquistar o jackpot, é necessário acertar nos cinco números e nas duas estrelas sorteadas.

Estes são os números e as estrelas do Euromilhões

De acordo com os Jogos Santa Casa, a chave vencedora do sorteio desta terça-feira, 20 de outubro, é composta pelos seguintes números:

Números: 9 – 15 – 16 – 37 – 43

Estrelas: 7 e 10

Esta é a combinação que permite disputar o primeiro prémio de 59 milhões de euros. Ainda assim, os apostadores que não tenham acertado em todos os números e estrelas poderão ter direito a prémios de categorias inferiores.

Não acertou nos cinco números? Pode ter direito a prémio

O Euromilhões contempla 13 categorias de prémios, pelo que não é necessário acertar na totalidade da chave para receber dinheiro.

As diferentes categorias dependem da quantidade de números e estrelas acertados, sendo possível obter prémios com apenas dois números certos ou com um número e duas estrelas.

O valor atribuído a cada categoria varia consoante o número de apostas premiadas e a distribuição do montante destinado aos prémios.

Quanto recebe quem ganhar os 59 milhões de euros?

Em Portugal, os prémios dos jogos sociais superiores a 5.000 euros estão sujeitos a Imposto do Selo de 20% sobre a parte que excede esse montante.

Assim, caso um único apostador residente em Portugal conquiste o jackpot de 59 milhões de euros, o valor líquido será de aproximadamente 47,2 milhões de euros, depois da aplicação do imposto.

Os resultados apresentados são informativos e não dispensam a consulta da chave oficial disponibilizada pelos Jogos Santa Casa, entidade responsável pela exploração do Euromilhões em Portugal.

Leia também: Perdeu o telemóvel? Banco de Portugal alerta para o que deve fazer de imediato para proteger o seu dinheiro

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Luís Montenegro tem 55 casas? Saiba quantos imóveis pertencem realmente ao primeiro-ministro

As manifestações pelo direito à habitação, que têm levado milhares de portugueses às ruas, voltaram a colocar o património imobiliário de Luís Montenegro no centro das atenções. Nas redes sociais, multiplicam-se as publicações que afirmam que o primeiro-ministro possui 55 casas, mas a informação não corresponde à realidade.

De acordo com uma verificação realizada pela SIC Notícias, através da rubrica SIC Verifica, o chefe do Governo declarou efetivamente 55 imóveis à Entidade para a Transparência (EpT). Contudo, existe uma diferença importante entre o número de imóveis declarados e a quantidade de habitações que possui.

Afinal, quantas casas tem Luís Montenegro?

Dos 55 imóveis declarados pelo primeiro-ministro, 49 são classificados como prédios rústicos, enquanto apenas seis correspondem a imóveis urbanos.

Os prédios rústicos são, geralmente, terrenos destinados a atividades agrícolas ou florestais, podendo não ter autorização para construção. Por esse motivo, não podem ser automaticamente considerados casas.

Já os imóveis urbanos incluem diferentes tipos de propriedades, como habitações, apartamentos, lojas, escritórios e garagens.

Segundo a SIC Verifica, entre os seis imóveis urbanos declarados por Luís Montenegro encontram-se uma casa em Espinho, um duplex em Lisboa, uma casa em Bragança e uma propriedade em Resende.

Neste último caso, a habitação possui duas garagens que são contabilizadas separadamente. Assim, a casa e as duas garagens representam três imóveis distintos na declaração patrimonial.

Maioria dos imóveis foi herdada da família

Os restantes 49 imóveis são prédios rústicos, localizados maioritariamente no distrito de Bragança.

O primeiro-ministro já esclareceu publicamente que estes terrenos foram herdados da família, uma circunstância que ajuda a explicar o elevado número de propriedades registadas em seu nome.

A distinção é particularmente relevante porque a existência de dezenas de terrenos não significa que o seu proprietário disponha de dezenas de habitações.

Porque deixou o património de Montenegro de estar acessível ao público?

A polémica em torno do património imobiliário do primeiro-ministro não é recente. Em 2025, foi noticiado que Luís Montenegro tinha restringido o acesso público a informações relativas aos imóveis declarados à Entidade para a Transparência.

Na altura, o chefe do Executivo justificou a decisão com a necessidade de proteger dados pessoais sensíveis, a privacidade e a segurança dos seus familiares.

Segundo esclarecimentos da Entidade para a Transparência, citados pelo Correio da Manhã, Montenegro tinha solicitado apenas a ocultação dos números das matrizes dos prédios urbanos.

No entanto, devido ao funcionamento da plataforma informática, a restrição acabou por abranger todo o campo relativo à identificação matricial do património imobiliário, impedindo a consulta pública desses dados.

É falso que Luís Montenegro tenha 55 casas

A conclusão da SIC Verifica é que as publicações que atribuem 55 casas ao primeiro-ministro apresentam uma interpretação incorreta da sua declaração patrimonial.

Embora Luís Montenegro tenha declarado 55 imóveis, apenas seis são classificados como urbanos, incluindo duas garagens. Os outros 49 correspondem a propriedades rústicas, maioritariamente herdadas da família.

Assim, os dados conhecidos não sustentam a afirmação de que o primeiro-ministro português seja proprietário de 55 casas.

Leia também: Montenegro defende orçamento ambicioso e uma Europa mais competitiva

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Duas frentes frias estão a caminho de Portugal: saiba onde e quando vai chover até sexta-feira

O mau tempo começa a dar sinais de aproximação a Portugal, com duas frentes frias previstas para os próximos dias. Apesar de um anticiclone continuar a proteger grande parte do território continental, a chuva deverá regressar a algumas regiões entre esta terça-feira, 20 de outubro, e sexta-feira, dia 23.

De acordo com a Meteored, o Atlântico está a apresentar uma atividade cada vez mais característica do outono, com sucessivas depressões a circularem a norte de Portugal. No entanto, a presença de um anticiclone robusto impede, para já, que os sistemas mais intensos atinjam diretamente o país.

Ainda assim, duas frentes frias conseguirão ultrapassar parcialmente esta barreira atmosférica, trazendo períodos de precipitação, sobretudo às regiões Norte e Centro.

Primeira frente fria chega esta noite a Portugal

A primeira frente deverá atingir o Noroeste do território continental durante a noite desta terça-feira e a madrugada de quarta-feira, 21 de outubro.

Segundo a meteorologista Marta Godinho, da Meteored, esta frente está associada a uma depressão cujo centro deverá deslocar-se em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa.

Como o anticiclone permanece instalado a oeste da Península Ibérica, apenas a extremidade do sistema frontal deverá alcançar Portugal, transportando quantidades reduzidas de humidade.

A precipitação deverá concentrar-se principalmente nos distritos de Viana do Castelo e Braga, podendo também atingir algumas zonas de Vila Real.

Os acumulados previstos são pouco expressivos, devendo ficar, em geral, abaixo dos três milímetros nas regiões mais afetadas. Por isso, não se espera um episódio de chuva intensa nesta primeira passagem.

Quinta-feira chega uma segunda frente com mais chuva

A situação meteorológica deverá voltar a alterar-se na quinta-feira, 22 de outubro, com a aproximação de uma nova depressão atlântica.

Desta vez, o sistema deverá passar mais perto da Península Ibérica, permitindo que a frente associada transporte mais humidade e provoque precipitação em áreas mais extensas do território.

Segundo as previsões divulgadas pela Meteored, a chuva poderá começar a atingir o Noroeste de Portugal ao final da tarde ou início da noite de quinta-feira, aproximadamente a partir das 20 horas.

Ao contrário da primeira frente, esta segunda perturbação atmosférica terá condições para avançar gradualmente para sul, embora continue condicionada pela presença do anticiclone.

Chuva poderá chegar à região de Lisboa na sexta-feira

Durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, 23 de outubro, a faixa de precipitação deverá deslocar-se de noroeste para sudeste, atravessando parte das regiões Norte e Centro.

A chuva poderá atingir diferentes zonas do interior e do litoral, embora a sua intensidade deva diminuir à medida que a frente avança pelo território.

Já durante a manhã de sexta-feira, existe a possibilidade de alguma precipitação residual chegar à região de Lisboa, mas de forma fraca e dispersa.

No Algarve e em grande parte do Alentejo, a influência destas duas frentes deverá ser bastante reduzida, não estando prevista precipitação significativa neste episódio.

Anticiclone continua a impedir a chegada de chuva mais intensa

Apesar do aumento da atividade no Atlântico, Portugal continua parcialmente protegido por uma área de altas pressões situada a oeste da Península Ibérica, com o seu núcleo nas proximidades dos Açores.

Esta configuração atmosférica funciona como uma barreira que desvia as depressões mais intensas para latitudes superiores, impedindo que avancem diretamente sobre o território continental.

Ainda assim, a chegada destas duas frentes mostra que a circulação atmosférica está a tornar-se mais dinâmica, numa altura em que o outono começa a ganhar força no Atlântico.

Para já, os meteorologistas não antecipam episódios de precipitação generalizada e abundante até sexta-feira, embora a evolução das depressões e do anticiclone possa trazer alterações às previsões nos próximos dias.

Leia também: Frio ‘aperta’ em Portugal: temperaturas até 6 ºC abaixo da média e este poderá ser o dia mais frio da semana

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Vai viajar de avião em 2027? Presidente da Ryanair avisa que os bilhetes vão ficar muito mais caros

As viagens de avião poderão ficar consideravelmente mais caras em 2027, segundo as previsões do presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary. O responsável pela companhia aérea de baixo custo alertou esta terça-feira, 20 de outubro, para um aumento significativo dos preços dos bilhetes, numa altura em que as transportadoras enfrentam custos mais elevados com combustíveis e impostos.

De acordo com o Observador, Michael O’Leary considera que o próximo ano poderá trazer um agravamento expressivo dos custos suportados pelas companhias aéreas, com consequências diretas para os passageiros.

O responsável explicou que a Ryanair conseguiu proteger-se temporariamente das oscilações dos preços do petróleo através de contratos que lhe permitem comprar parte do combustível a valores previamente definidos.

No entanto, essa proteção está prestes a terminar, o que poderá obrigar a companhia a suportar custos substancialmente superiores.

Preços dos bilhetes de avião podem disparar em 2027

Segundo Michael O’Leary, a Ryanair garantiu a compra de parte do combustível a cerca de 67 dólares por barril. Contudo, quando esses contratos terminarem, o preço suportado pela transportadora poderá duplicar.

O presidente executivo assegurou que a companhia não pretende introduzir sobretaxas específicas de combustível, mas reconheceu que o aumento dos custos terá consequências nos preços das viagens.

“Não há dúvida de que as passagens aéreas irão aumentar significativamente em 2027”, afirmou o responsável, citado pelo Observador.

Apesar do alerta, O’Leary não apresentou uma percentagem concreta para o aumento dos bilhetes, pelo que ainda não é possível determinar quanto poderão pagar a mais os passageiros.

Impostos europeus também estão a encarecer as viagens

Além dos combustíveis, o presidente executivo da Ryanair apontou as políticas fiscais e ambientais europeias como outro dos fatores que poderão contribuir para o aumento dos preços.

Michael O’Leary criticou a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, considerando que determinadas regras prejudicam a competitividade das companhias aéreas sediadas na União Europeia.

O responsável defendeu que as transportadoras norte-americanas, asiáticas e chinesas deveriam estar sujeitas a encargos ambientais equivalentes aos aplicados às companhias europeias.

Na sua opinião, as diferenças de tratamento criam condições de concorrência desiguais e acabam por penalizar as transportadoras que operam dentro da União Europeia.

O líder da Ryanair defendeu ainda a aplicação de taxas ambientais a voos com partida ou chegada em território europeu, independentemente da nacionalidade da companhia aérea.

Ryanair anuncia cancelamento de 20 rotas na Bélgica

As declarações foram feitas em Bruxelas, onde a Ryanair anunciou uma redução significativa da sua operação na Bélgica durante o inverno.

A companhia pretende eliminar cerca de um milhão de lugares e cancelar 20 rotas, numa decisão que surge após o aumento da taxa belga sobre viagens aéreas.

O imposto passou de cinco para sete euros por bilhete, uma alteração que levou Michael O’Leary a considerar que o mercado belga perdeu competitividade.

O responsável dirigiu críticas semelhantes a França e à Alemanha, países onde considera que os encargos fiscais também dificultam a atividade das companhias aéreas.

Perante este cenário, a Ryanair admite transferir parte da sua capacidade para outros mercados, incluindo destinos fora da União Europeia, onde considera existirem condições mais favoráveis.

Quem pretende viajar no próximo ano deve estar atento

Embora as previsões apontem para uma subida dos preços, o impacto concreto dependerá de fatores como o destino, a época do ano, a procura e a evolução dos custos das transportadoras.

Os passageiros que pretendem viajar em 2027 poderão, por isso, encontrar diferenças significativas entre rotas e períodos de reserva.

A Ryanair não anunciou ainda um aumento generalizado com valores definidos, mas o aviso do seu presidente executivo indica que os preços praticados atualmente poderão não se manter no próximo ano.

Para quem costuma aproveitar os voos de baixo custo para viajar pela Europa, acompanhar a evolução das tarifas e comparar diferentes datas poderá tornar-se ainda mais importante.

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Tem câmaras no local de trabalho? Saiba o que o patrão está proibido de fazer com as imagens

A presença de câmaras de videovigilância nos locais de trabalho é cada vez mais comum, sobretudo em fábricas, lojas e estabelecimentos comerciais. No entanto, há uma questão que continua a levantar dúvidas entre os trabalhadores: pode o patrão utilizar estas imagens para controlar aquilo que os funcionários fazem durante o horário de trabalho?

De acordo com a SIC Verifica, a resposta está prevista no Código do Trabalho, que estabelece regras específicas para a utilização de sistemas de vigilância à distância. Embora a instalação de câmaras não seja necessariamente ilegal, existem limites que as entidades empregadoras são obrigadas a respeitar.

A questão surgiu depois de um trabalhador de uma fábrica ter denunciado a existência de um monitor no gabinete do responsável, onde podiam ser visualizadas as imagens captadas pelas câmaras instaladas nas diferentes zonas da empresa.

Segundo o trabalhador, a justificação apresentada pela entidade patronal era a necessidade de controlar a entrada de clientes nas instalações. Contudo, levantou dúvidas sobre a possibilidade de o sistema estar também a ser utilizado para acompanhar permanentemente a atividade dos funcionários.

O patrão pode utilizar câmaras para vigiar os trabalhadores?

A legislação portuguesa é clara quanto a esta matéria. O artigo 20.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, proíbe expressamente a utilização de meios de vigilância à distância com a finalidade de controlar o desempenho profissional dos trabalhadores.

Isto significa que uma empresa não pode instalar câmaras para verificar se os funcionários estão a trabalhar, avaliar a sua produtividade ou acompanhar constantemente a forma como desempenham as suas funções.

A advogada Patrícia Santos Ferreira explicou à SIC que os sistemas de videovigilância não podem ser utilizados para observar o desempenho profissional dos trabalhadores.

No entanto, existem situações em que a instalação destes equipamentos é permitida, nomeadamente quando está em causa a proteção e segurança de pessoas e bens ou quando a natureza da atividade desenvolvida apresenta exigências particulares.

As câmaras podem estar apontadas para zonas onde os funcionários trabalham?

A resposta depende da finalidade da instalação e das características do sistema. Uma câmara colocada para proteger equipamentos, mercadorias ou determinadas áreas de uma empresa pode acabar por captar imagens dos trabalhadores.

Contudo, essa captação deve ser necessária e proporcional à finalidade que justificou a instalação do equipamento.

Por exemplo, uma empresa pode recorrer à videovigilância para proteger uma zona de armazenamento de mercadorias, desde que respeite as regras legais aplicáveis. O que não pode fazer é utilizar esse sistema como instrumento de fiscalização permanente da atividade dos funcionários.

A localização das câmaras, os respetivos ângulos de captação e a utilização dada às imagens são fatores importantes para determinar se a vigilância respeita a legislação.

E se o patrão estiver a ver as imagens em direto?

A existência de um monitor no gabinete do responsável da empresa, com acesso às imagens das câmaras, não constitui automaticamente uma ilegalidade.

Segundo a advogada ouvida pela SIC Verifica, é necessário perceber se a visualização em tempo real corresponde a uma finalidade legítima e se respeita os princípios da necessidade e da proporcionalidade.

Se o objetivo for controlar a entrada de visitantes ou garantir a segurança das instalações, a visualização poderá ser admissível, dependendo das circunstâncias concretas.

Por outro lado, se as imagens forem utilizadas para acompanhar constantemente os funcionários e verificar o seu desempenho, a utilização do sistema poderá violar o Código do Trabalho.

Trabalhadores têm direito a pedir esclarecimentos

Os funcionários podem solicitar à entidade empregadora informações sobre a existência e o funcionamento do sistema de videovigilância.

Entre os esclarecimentos que podem pedir encontram-se a finalidade das câmaras, os locais abrangidos, a existência de gravações, o período de conservação das imagens e a identificação das pessoas autorizadas a consultá-las.

O artigo 21.º do Código do Trabalho estabelece ainda obrigações relacionadas com a utilização destes meios, incluindo o dever de informar os trabalhadores sobre a existência e a finalidade dos sistemas de vigilância.

Caso existam suspeitas de utilização indevida das imagens, os trabalhadores podem apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) ou à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Assim, embora as empresas possam instalar câmaras para garantir a segurança das instalações, a lei não permite que estes equipamentos sejam utilizados para controlar permanentemente o trabalho dos funcionários.

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Portugal bate recorde de apreensões de cocaína em 2026: já foram confiscadas 42 toneladas

As apreensões de cocaína em Portugal atingiram um novo recorde em 2026, com as autoridades policiais a confiscarem 42 toneladas desde o início do ano. O valor representa um aumento de 17 toneladas face a todo o ano de 2025, numa altura em que o combate ao tráfico internacional de droga continua a mobilizar diferentes forças de segurança.

De acordo com a agência Lusa, os números foram divulgados esta terça-feira, 20 de outubro, pelo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, durante a cerimónia comemorativa do 81.º aniversário da instituição, realizada em Lisboa.

O responsável destacou os resultados alcançados pelas autoridades portuguesas nos últimos anos, sublinhando a importância da cooperação entre as diferentes forças policiais e os serviços de segurança.

Apreensões de cocaína quase duplicaram face a 2024

Os dados apresentados pelo diretor nacional da PJ mostram um crescimento significativo das quantidades de cocaína apreendidas em Portugal.

Em 2024, as autoridades confiscaram 23 toneladas desta droga, valor que aumentou para 25 toneladas em 2025. Já em 2026, quando ainda faltam mais de dois meses para terminar o ano, o total atingiu as 42 toneladas.

Isto significa que as apreensões registadas desde janeiro já ultrapassaram em cerca de 68% o total do ano passado e representam um aumento de aproximadamente 83% relativamente a 2024.

Carlos Cabreiro considerou que estes resultados demonstram a eficácia da colaboração entre os diferentes órgãos de polícia criminal, forças e serviços de segurança.

O responsável destacou ainda o contributo das Forças Armadas, frequentemente mobilizadas para apoiar operações de combate ao tráfico de droga realizadas em alto mar.

Algarve também tem sido palco de grandes apreensões

O combate ao tráfico internacional de cocaína tem passado igualmente pela costa algarvia, onde as autoridades têm realizado operações de grande dimensão.

Um dos casos mais recentes ocorreu a 12 de outubro, quando foram apreendidas cerca de três toneladas de cocaína ao largo de Faro, numa operação que terminou com a morte de um alegado traficante.

A operação voltou a colocar em destaque a utilização das rotas marítimas no transporte de grandes quantidades de droga e a importância da vigilância das águas portuguesas.

Poucos dias depois, a 16 de outubro, a Polícia Judiciária anunciou também a apreensão de 556 quilogramas de cocaína no Porto, tendo sido detido um suspeito.

Apesar do aumento das apreensões, estes números não permitem, por si só, concluir que a quantidade de droga traficada em Portugal tenha aumentado na mesma proporção.

Polícia Judiciária identificou 108 milhões de euros em ativos

Durante a cerimónia, Carlos Cabreiro apresentou também resultados relacionados com o combate ao crime económico-financeiro organizado e transnacional.

Segundo o diretor nacional da PJ, o Gabinete de Recuperação de Ativos identificou, durante o primeiro semestre de 2026, cerca de 108 milhões de euros em ativos.

No mesmo período, foram apreendidos ou arrestados bens avaliados em 11 milhões de euros e identificados 60 milhões de euros de património incongruente.

O organismo respondeu ainda a 313 pedidos de cooperação internacional provenientes de 40 países, números que, segundo o responsável, refletem a dimensão transnacional das investigações.

Diretor da PJ destaca cooperação com o Ministério Público

Carlos Cabreiro aproveitou igualmente a intervenção para reafirmar a importância da colaboração institucional com o Ministério Público.

As declarações surgiram quase um mês depois de terem sido realizadas buscas na sede e na escola de formação da Polícia Judiciária, no âmbito de um inquérito por suspeitas de falsidade de testemunho e abuso de poder em que o diretor nacional é suspeito.

O responsável garantiu que a lealdade da PJ ao Ministério Público continua a ser um princípio fundamental da instituição.

Por fim, deixou também um alerta sobre os desafios colocados pela Inteligência Artificial à investigação criminal e ao sistema de justiça, defendendo que a tecnologia não pode substituir a dimensão humana da atividade policial.

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Deutsche Bank acredita que IA pode atingir ‘superinteligência’ em 2030

O Deutsche Bank acredita que até 2030 os modelos de inteligência artificial (IA) com melhor desempenho teriam as qualidades de “superinteligência”, ou seja, seriam superiores aos especialistas humanos em todos os domínios.

“Estes seriam modelos de ponta: usá-los seria exatamente como reunir os melhores especialistas humanos numa sala para resolver qualquer problema de negócio. E os equivalentes dos modelos topo de gama de hoje estariam disponíveis, literalmente, em todo o lado, suficientemente comprimidos para serem executados em qualquer telemóvel, tablet ou portátil”, projeta o banco alemão.

A mesma instituição refere que no início de 2026 já existiam exemplos do que uma IA altamente capaz pode fazer. “Dão uma ideia de um mundo com superinteligência, mesmo que a realidade represente um salto muito maior, tanto quantitativa como qualitativamente. Neste ponto, a superinteligência marcaria uma rutura de paradigma, não uma versão mais rápida do que já temos. Em vez de simplesmente executar o que os humanos especificam, só que um pouco melhor, ela especificaria a própria tarefa”, descreve a nota.

Quanto ao custo este poderá tornar-se uma restrição “cada vez menor”, à medida que a inteligência artificial cada vez mais avançada se torna “acessível a preços acessíveis”.

O Deutsche Bank salienta que entre as tecnologias analisadas, “nenhuma se tornou mais barata tão rapidamente” como a IA, com o seu preço a “reduzir-se quase para metade” a cada trimestre nos últimos três anos, em termos comparáveis, ou 13 vezes por ano, segundo dados da Epoch. “Se estes sistemas puderem ser amplamente disponibilizados, as empresas poderão comprar mais serviços complexos, dispendiosos e raros de análise, design e engenharia do que compram hoje”, sublinha.

“Atividades anteriormente antieconómicas poderão tornar-se viáveis ​​​​e, num mercado competitivo, a poupança poderá ser passada para os clientes. O principal factor determinante será se a procura crescerá suficientemente rápido para preservar as margens de lucro. No entanto, uma capacidade superior, por si só, não conduz automaticamente à adoção de inteligência barata e abundante”, refere.

“Tarefas que ainda não se prestam à superinteligência, talvez por exigirem coordenação no mundo real, acabarão, por isso, por exigir preços significativamente mais elevados. Nesta altura, o trabalho cognitivo deixa de ser escasso e o estrangulamento passa a ser os ativos físicos e práticos que não podem ser criados apenas com mais poder computacional, como a eletricidade, os terrenos, o aço e as licenças”, perspetiva a instituição bancária.

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