A campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou nesta quarta-feira (14) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após constatar restrições na entrega de postagens aos usuários de plataformas da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp).
Além das restrições relacionadas às postagens, a campanha também citou que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitem a criação de conteúdos sobre Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.
Na petição enviada ao TSE, os advogados da campanha afirmaram que o algoritmo da Meta está “enviesado” e pratica “seletividade algorítmica” para beneficiar Flávio.
“A Meta AI, motor de inteligência artificial que integra todas as plataformas geridas pela Meta – Instagram, Whatsapp e Facebook – é, por si, enviesado e busca, a todo custo, entregar ao usuário um resultado favorável a Flávio Bolsonaro, ainda que o mesmo usuário insista em Lula”, afirmaram os advogados.
Trump
A campanha também afirmou que Meta é alinhada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exerce “pressões” sob o eleitor brasileiro.
“Enquanto restringe, sem explicação, a entrega do conteúdo do representante e do seu campo político, em território nacional, quadro que revela, na conduta da empresa estrangeira alinhada ao governo Trump, a materialização, no interior do pleito, do vetor de pressão externa sobre o eleitorado”, afirmou a campanha.
A suposta seletividade da Meta já está judicializada no TSE desde a semana passada. Conforme representação enviada ao tribunal, o PT disse que há pelo menos 255 perfis falsos contra a campanha de Lula.
O caso é avaliado pelo ministro Marco Aurélio Belizze.
Outro lado
Em nota, a Meta informou que proibiu a recomendação ou geração de imagens de candidatos.
“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.
Matéria atualizada às 19h para acrescentar posicionamento da Meta
Um corte de gastos públicos no Brasil de grandes proporções que preserve os programas sociais e os reajustes do salário mínimo, pensões e aposentadorias é inviável, calculam economistas ouvidos pela Agência Brasil.
O professor Pedro Paulo Zahluth Bastos, do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou que cortes expressivos, como os de cerca de R$ 200 bilhões discutidos durante a campanha presidencial, tendem a alcançar as áreas sociais.
“Cerca de 90% do gasto primário federal é obrigatório: Previdência, BPC [Benefício de Prestação Continuada], pessoal, pisos de saúde e educação, Bolsa Família. O que sobra, as despesas discricionárias, soma pouco mais de R$ 200 bilhões”, disse.
Bastos acrescenta que, dentro das despesas discricionárias, que são aquelas que podem ser usadas livremente pelo governo, estão os investimentos, além dos custeios de universidades, de hospitais federais e da Polícia Federal (PF).
“Um corte de R$ 200 bilhões que preserve os benefícios sociais zera o resto. Se não zera, entra nos benefícios. Não há terceira opção”, concluiu o economista.
A professora de economia Maria Lourdes Mollo, da Universidade de Brasília (UnB), explicou que não é possível fazer cortes substanciais no orçamento público sem afetar a área social.
“Não apenas em função das políticas sociais especificamente, que serão comprometidas, mas porque os gastos públicos têm um efeito multiplicador na renda e no emprego que é perdido”, disse.
A professora sustenta que as despesas públicas contribuem para estimular a economia e que, com as altas taxas de juros praticadas no Brasil, os cortes de gastos tendem a causar retração na economia como um todo.
“Além disso, como a arrecadação cai com o produto, o que será destinado para educação e saúde, que é uma proporção da receita, cai também”, acrescentou.
Após defender um “tesouraço” inspirado no governo de Javier Milei, que fez cortes em áreas como saúde, educação e alimentação na Argentina, o candidato Flávio Bolsonaro tem sustentado que não pretende reduzir programas e benefícios sociais caso seja eleito.
Na equipe de Lula, o discurso é de que o ajuste fiscal será necessário em um eventual quarto mandato, mas que ele seria gradual e ao longo dos quatro anos.
Em entrevista exclusiva à Folha de São Paulo, o ministro do planejamento, Bruno Moretti, projeta sair de um déficit das contas públicas de 0,5% do PIB neste ano para um superávit de 1,5% em 2030.
“Nós estamos falando de desacelerar despesas obrigatórias, compatibilizar o direito das pessoas com o processo de manter as contas públicas em ordem", afirmou Moretti.
Corte de 1,5% do PIB
Em agosto deste ano em entrevista à Globo News, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto, algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva aponta que o “tesouraço” de Flávio deve prejudicar os aposentados e pensionistas do INSS e os beneficiários dos programas sociais, o que é negado pelo senador fluminense.
“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil”, reforçou o presidenciável do PL.
Supersalários e desperdícios
Nos últimos dias, a campanha de Flávio tem defendido que os cortes seriam limitados aos supostos privilégios do funcionalismo público, como os supersalários, entre outras despesas na máquina pública. Ele também defende aumentar as ações de combate às fraudes.
O professor Pedro Paulo destaca que essas despesas somam alguns bilhões, não centenas de bilhões.
“Supersalários e penduricalhos acima do teto são um problema de justiça, não de orçamento. Extinguir dez ministérios economiza o custo administrativo, que é pequeno; o dinheiro está nos programas que os ministérios executam”, comentou.
Ainda segundo o especialista, combater fraudes no INSS pode render recursos uma vez, mas não o ano todo. “Nenhum governo cortou R$ 200 bilhões em desperdício. Quem cortou, cortou da população”, completou.
Para o economista da Unicamp, a única forma de chegar a cortes de 1,5% a 2% do PIB é por meio de cortes em despesas obrigatórias ou mudanças nos cálculos dos reajustes dos benefícios atuais.
“Ninguém perde o benefício de hoje, perde o reajuste de amanhã. O aposentado que ganha um salário mínimo deixa de ter o ganho real que teve todos os anos desde 2023. Em dez anos, isso é uma reforma da Previdência feita sem votar reforma da Previdência”, pontuou.
Juros pressionam a dívida
O corte de gastos públicos é uma das principais exigências do mercado financeiro para os governos e candidatos sob o argumento de que as despesas pressionam a dívida pública e colocariam em risco a sustentabilidade das contas do Estado brasileiro.
“O setor público tem déficit de 0,6% do PIB. Os juros custam 8,9% do PIB. Cortar 1,5% do PIB de quem recebe aposentadoria e Bolsa Família, enquanto se paga 8,9% do PIB a quem tem título público, não é ajuste. É escolha de quem paga”, comentou.
Arcabouço fiscal
Ainda no início do atual governo Lula, foi aprovado o Novo Arcabouço Fiscal, que limitou o crescimento das despesas em relação ao PIB de acordo com o crescimento da receita.
O candidato à reeleição tem prometido manter esse arcabouço que, segundo o plano de governo de Lula, “controlou o crescimento das despesas sem prejudicar as políticas sociais e permitiu uma redução significativa do déficit primário”.
O candidato do PT tem defendido que o resultado fiscal virá pela “retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público”.
A campanha de Flávio tem defendido mudanças no atual arcabouço fiscal focadas na “estabilização e na redução da dívida pública” para entregar superávits primários e limitando o crédito subsidiado.
“A meta é alcançar, no menor prazo possível, a estabilidade e depois a queda da relação Dívida/PIB”, diz o documento oficial da campanha do PL.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) subiu 1,3 ponto em outubro, para 46,2 pontos, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Apesar da melhora, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, faixa que separa a confiança da falta de confiança. Com isso, a indústria brasileira completa 22 meses consecutivos sem confiança.
O avanço foi impulsionado pela melhora nas expectativas dos empresários para os próximos seis meses. Em contrapartida, a avaliação sobre as condições atuais das empresas e da economia piorou, atingindo o menor nível desde julho de 2020, durante a pandemia de covid-19.
O Índice de Expectativas, que mede as perspectivas para os próximos seis meses, subiu 2,1 pontos em outubro, alcançando 49,3 pontos. O resultado aproxima o indicador da linha dos 50 pontos e sinaliza uma redução do pessimismo dos empresários nos próximos 180 dias.
O índice considera as perspectivas para o desempenho das próprias empresas e para a economia brasileira. Embora tenha apresentado avanço, ainda permanece abaixo do patamar que indica confiança.
Condições atuais
Na contramão das expectativas, o Índice de Condições Atuais recuou 0,2 ponto em outubro, passando para 40 pontos. Esse é o menor resultado desde julho de 2020.
A queda foi influenciada principalmente pela avaliação negativa dos empresários sobre a situação de suas próprias empresas.
Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, a percepção desfavorável está relacionada à redução da demanda por produtos industriais, à pressão dos custos e às incertezas no cenário internacional.
“Esse patamar bastante negativo é explicado por uma série de fatores. Alguns elementos já vêm de algum tempo, como a queda da demanda por produtos industriais, mas outros, mais recentes, agravaram o quadro”, explicou Azevedo em nota.
A CNI também destacou que os custos elevados têm pressionado a saúde financeira das empresas, agravando as dificuldades enfrentadas pelo setor.
Confira os principais resultados do levantamento de outubro:
Icei: 46,2 pontos, alta de 1,3 ponto;
Índice de Expectativas: 49,3 pontos, avanço de 2,1 pontos;
Índice de Condições Atuais: 40 pontos, recuo de 0,2 ponto;
Período sem confiança: 22 meses consecutivos.
Metodologia
A pesquisa da CNI foi realizada entre 1º e 7 de outubro, com 1.103 empresas industriais de diferentes portes em todo o país.
A amostra foi composta por 456 pequenas empresas, 414 médias e 233 grandes empresas.
O Icei reúne a percepção dos empresários sobre a situação atual da indústria e as perspectivas para os seis meses seguintes. Resultados abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança no setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (14) o decreto que regulamenta o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos, sancionado em 2024. A medida estabelece diretrizes para fortalecer o setor por meio de ações voltadas à produção nacional, inovação tecnológica, qualificação profissional, internacionalização e proteção da propriedade intelectual.
Segundo o governo, a regulamentação busca dar segurança jurídica ao segmento e estimular o desenvolvimento da indústria brasileira de jogos eletrônicos. O decreto também amplia a integração dos jogos eletrônicos com políticas públicas de cultura, educação, saúde e acessibilidade.
Durante a cerimônia, Lula afirmou que o objetivo é transformar o Brasil em um produtor de tecnologia e conteúdo digital.
“O Brasil não pode se limitar a ser um grande mercado consumidor de jogos criados em outros países. Temos condições de criar, desenvolver, financiar e exportar nossos produtos, gerando empregos qualificados, renda e inovação”, disse.
Trabalho e empreendedorismo
O presidente destacou ainda o potencial dos games para abrir novas oportunidades de trabalho e empreendedorismo, especialmente entre os jovens.
“O papel do Estado é criar oportunidades. A gente está dizendo para vocês: façam que nós damos a cobertura, porque o Brasil precisa de vocês”, afirmou.
Produto cultural
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse que o decreto consolida o reconhecimento dos games como produtos culturais e obras audiovisuais interativas, permitindo ao setor acessar mecanismos de fomento já existentes.
“Game é cultura, game é audiovisual”, ressaltou.
Segundo ela, a regulamentação fortalece a produção nacional, a formação de profissionais e a proteção da propriedade intelectual, além de ampliar o uso dos jogos eletrônicos em iniciativas de educação e saúde, estimular a geração de empregos e impulsionar o desenvolvimento tecnológico.
A ministra também ressaltou o peso econômico da indústria de jogos eletrônicos no país. Segundo ela, o Brasil reúne cerca de 115 milhões de jogadores, está entre os maiores mercados de games do mundo e movimenta entre R$ 12 bilhões e R$ 13 bilhões por ano.
Game Brasil
O governo também anunciou a plataforma Game Brasil, destinada à divulgação e promoção de jogos produzidos no país, e uma rede nacional de espaços de formação, pesquisa e desenvolvimento. Para Lula, a política representa uma aposta em setores intensivos em conhecimento.
“O Brasil não pode ser eterno país exportador de soja, de minério de ferro e de milho. O Brasil tem que ser exportador de inteligência, de conhecimento”, afirmou.
A legislação abrange jogos para computadores, consoles, celulares e plataformas on-line, incluindo aplicações de realidade virtual e aumentada, mas não se aplica a apostas esportivas, jogos de azar e outras modalidades com premiação em dinheiro.
Revelar uma Europa negra, apagada das narrativas oficiais, é o que propõe o autor luso-cabo-verdiano Joaquim Arena, que revisita a presença de africanos e seus descendentes no continente europeu por meio do livro Debaixo da nossa pele (2017).
A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.
Arena nasceu na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, em 1964. É filho de pai português e de mãe cabo-verdiana e viveu grande parte da sua vida em Lisboa. Em Portugal, ele se formou em direito e iniciou a carreira em jornalismo.
O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).
Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.
Cabo Verde e Brasil
Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.
A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.
O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.
“Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.
O escritor luso-cabo-verdiano, Joaquim Arena, que participará do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB-RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Preenchendo vazios
Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.
“Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.
Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.
“Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso".
"Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.
O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.
“Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.
I resti dei militari, caduti durante la campagna del 1968, sono stati trovati per caso in fosse comuni in un parco di Ho Chi Minh quest’estate. Ci sono voluti tre mesi di lavori per cercare i resti, la maggior parte non sono stati identificati. Migliaia di persone al corteo...
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, nesta quarta-feira (14), os finalistas de cada categoria da 68ª edição do Prêmio Jabuti.
A cerimônia de entrega dos prêmios será realizada em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista, com transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.
No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.
No eixo Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar.
O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução.
Já o eixo Inovação contempla Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
Novidades
A organização também revelou os cinco selecionados da nova categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. Os nomes foram definidos após votação popular encerrada em 9 de outubro.
Esta 68ª edição traz também uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.
A presidente da CBL, Sevani Matos, afirmou que os finalistas desta edição representam a diversidade e a qualidade da produção literária e editorial brasileira:
“O Prêmio Jabuti tem um papel importante nesse reconhecimento e em dar visibilidade aos profissionais que fazem parte de toda a cadeia do livro.”
O curador do prêmio, Hubert Alquéres, destacou o trabalho dos jurados e o grande volume de obras que concorreram neste ano. Segundo ele, isso evidencia a importância e o prestígio do Jabuti.
“O volume também reflete a grande qualidade da produção literária e editorial brasileira. Agradecemos profundamente aos jurados pela dedicação e pelo excelente trabalho para selecionar, entre tantas obras, os finalistas desta edição”, acrescentou.
Premiação
Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.
Já os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.
Confira a lista de finalistas abaixo.
Literatura
1.1 Conto
Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro | Autor(a): Marcos Vinicius de Paula | Editora(s): Viseu
Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio
Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras
Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record
Não Ficção
2.1 Artes
Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia
Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar
Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
Vaqueiro de gibão | Autor(a): Pablo Pinheiro | Editora(s): Deu na Telha
2.2 Biografia e Reportagem
A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record
Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record
João Gilberto e a insurreição Bossa Nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM
Quem é essa mulher? : uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia
Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras
2.3 Economia Criativa
A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo
Economia Azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BEĨ
Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial
Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes
Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente
2.4 Educação
A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil
Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica
Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente
Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben
Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições
2.5 Negócios
De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin
Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real
Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual
Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record
O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil
2.6 Saúde e Bem-Estar
A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia
A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio
As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial
O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record
Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira
Produção Editorial
3.1 Capa
Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares
Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras
O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha
3.2 Ilustração
Eletricista | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): Elo
Gran Circo | Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): ÔZé
Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica
Pantaleão e Serapião | Ilustrador(a): Alexandre Camanho | Editora(s): Passarinho
Pinóquio | Ilustrador(a): Gonzalo Ivar Cárcamo Luna | Editora(s): Figura
3.3 Projeto Gráfico
Dobra | Responsáveis: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac
O capital | Responsáveis: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo | Responsáveis: Casa Rex | Editora(s): Ateliê Editorial, Mnema
Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz | Responsáveis: Carlos Bocai, Julia B. Aguiar, Lucas D'Ascenção | Editora(s): Act.
3.4 Tradução
O Cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia)
O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
O retorno do Barão de Wenckheim | Tradutor(a): Zsuzsanna Spiry | Editora(s): Companhia das Letras
Os irmãos Karamázov | Tradutor(a): Cecília Rosas, Lucas Simone | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
The head of the U.S. Army Space and Missile Defense Command (SMDC) was initially skeptical about the utility of high-altitude balloons, but now sees them as a “game-changing” capability. Lt. Gen. John Rafferty’s comments follow a separate disclosure that the Army axed plans for a balloon swarm test in the Pacific last year and instead sent those systems to support real operations in the Middle East. TWZ has been closely tracking the expanding use of high-altitude balloons and other lighter-than-air systems globally for intelligence gathering, as platforms for launching drones, and in support of other missions, for years now.
Lt. Gen. Rafferty was asked about high-altitude balloons during a media roundtable today, at which TWZ was in attendance, on the sidelines of the Association of the U.S. Army’s (AUSA) main annual convention. Army Col. Joseph Mroszczyk, head of SMDC’s Transformation Integration Directorate for Space Superiority (TID-Space Superiority), also discussed the service’s use of balloons during the roundtable. Breaking Defensefirst reported on the shift of balloon-based capabilities from the Pacific to the Middle East on Monday.
“I’ll just give a little personal history on high-altitude balloons. I started in the Army Futures Command in the Long Range Fires-Cross Functional Team. There was this talk of high-altitude balloons. I think it was the ISR [intelligence, surveillance, and reconnaissance] task force was talking about it,” Rafferty said. “It just sounded crazy to me that we were considering this.”
US Army personnel prepare to launch a high-altitude balloon during an exercise. US Army
“Then, a few years later, when the Sergeant Major [SMDC Command Sgt. Maj. Rickey Jackson] and I were together in the multi-domain community in Europe, I went with the 2nd MDTF [Multi-Domain Task Force] to Morocco for training and experimentation,” he continued. “[I] saw the high-altitude balloons in action, and I was immediately convinced after I understood better how they worked and how their ability to station-keep, and their ability to sense and even deliver effects from high altitude. It was game-changing for me.”
Broadly speaking, the main benefit that modern high-altitude balloons offer is their ability to be deployed persistently for days, weeks, or even months at a time. Designs available on the market today can hold their position, in spite of prevailing winds, and moderate their altitudes to keep on station, after precisely navigating to an assigned operating area.
On top of their persistence, the altitudes at which these balloons operate provide excellent fields of view for radars, cameras, and other sensors in all directions and across very broad areas. From a perch of 60,000 feet or more, they also offer a way to peer into certain denied areas while still soaring in international airspace and keeping further away from potential threats.
The video below from high-altitude balloon maker Aerostar offers a good general overview of the kind of capabilities on the market today.
As Lt. Gen. Rafferty noted today, ISR is not the only use case for high-altitude balloons, either. They can serve as communications relay nodes, as well as launch platforms for swarms of drones and other expendable payloads. These are all capabilities the Army has explicitly talked about as part of broader plans for balloons in the past. Other countries, especially China, are already actively employing high-altitude balloons for ISR and other missions, as we will come back to later on.
“In my former role as an MDTF commander, we experimented a lot in the Pacific with those [balloon-based] capabilities. We have leveraged different size platforms,” Col. Mroszczyk added today. “In this [TID-Space Superiority] role, as a proponent, what I’m pushing for is a family of stratospheric systems that really covers smaller size all the way up to larger size types of platforms in terms of balloons.”
“What that enables us to provide is space-like capabilities, really exploiting a transition point between what is normally considered the aerial layer and the space domain,” he continued. “Really, where you go from about 60,000 feet to 100,000 feet is what we focus on in the stratosphere. That operational space allows some persistence and broad coverage in an area where you can deliver space-like capabilities in terms of payloads, but then also take advantage of the deep access that you get from a stratospheric balloon.”
An element of a sensor payload called Wallabee designed to be carried aloft by high-altitude balloons. Urban Sky
“So, being able to go, take advantage of winds that are pushing you where you want to go already to be able to get either launched effects or other types of payloads for sensing and communications and extension of your launched effects portfolio,” he added. “That is a way that we can help exploit the stratosphere, and we’re looking to do that throughout multiple experiments over the course of the coming year.”
“Launched effects,” is a catch-all term the U.S. military now routinely uses to talk collectively about uncrewed aerial systems designed to be launched from other platforms in the air, on the ground, and/or at sea. This encompasses drones configured for a wide variety of missions, including surveillance and reconnaissance, electronic warfare, signal relay, and even kinetic attack.
A high-altitude balloon with an Apollo-R drone suspended underneath, seen demonstrated here during the U.S.-led Exercise Orient Shield 26 in Japan earlier this year. US Army
Col. Mroszczyk talked about plans to further demonstrate how high-altitude balloons will be commanded and controlled, as well as networked together with other Army capabilities, when asked to elaborate on what the forthcoming experimentation would entail.
As mentioned, the Army had also planned to demonstrate the ability of balloons to operate in swarms with a high degree of autonomy in the Pacific region last year before those assets were redirected to the Middle East. When exactly that deployment occurred and how long it lasted are unclear.
“We were asked to pivot and do some experimentation in combination with operations, and we pivoted and supported operations in CENTCOM [U.S. Central Command],” Andrew Evans, Director of Strategy and Transformation with the Office of the Deputy Chief of Staff of the Army, or G-2, told Breaking Defense, per the story that outlet published on Monday.
“They were effective for the mission that they were assigned,” he also said, but declined to elaborate further, according to Breaking Defense. “Balloons can be a little finicky in terms of temperature, and you have to contend with environmental characteristics.”
“We had a lot of help from vendors in this space, but as you think about employing your systems and going from something like a Pacific [theater] to something like a CENTCOM [theater], you learn where those friction points might exist between what the military might need to inherently own, and … what a vendor could help provide in terms of the service,” Evans added. Furthermore, “balloons can be a little finicky in terms of temperature, and you have to contend with environmental characteristics.”
Another stock picture of a US Army soldier inflating a high-altitude balloon during training. US Army/Staff Sgt. Brandon Rickert
The remarks today from Lt. Gen. Rafferty and Col. Mroszczyk underscore the Army’s commitment to fielding new high-altitude balloon-based capabilities and the immense benefits the service sees in them. However, the continued emphasis on testing and experimentation highlights a discrepancy with the state of the service’s current efforts, and even more so in light of global trends.
A graphic the Army released in 2020 showing a notional “operational view” for how a “Multi Domain Sensing System” made of various capabilities, including high-altitude balloons, might be employed. US Army
The Middle East deployment does show new efforts on the Army’s part to operationalize high-altitude balloons on a more widespread basis, but also that it is still relying on largely experimental capabilities to do so. Earlier this year, the service called attention to the establishment of a new schoolhouse for high-altitude balloon training to help further lay this groundwork, further underscoring how all of this is still very much in its infancy.
The remarks today from Lt. Gen. John Rafferty, especially, show there is substantial support within the Army for pushing ahead with high-altitude balloon programs. At the same time, there is clearly much work to be done if they are to have a truly game-changing impact, while the gap with China and others only continues to grow.
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (14) que “uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais” está prestes a começar na Groenlândia — uma declaração polêmica sobre um território que tem resistido aos seus esforços para controlá-lo e proibiu novas perfurações em busca de petróleo bruto.
Trump descreveu a ilha dinamarquesa do Ártico, administrada por um governo semiautônomo, como “nossa nova e bela Groenlândia”. Ele divulgou mensagem nas redes sociais elogiando o que chamou de ganhos dos EUA, decorrentes de um acordo de segurança assinado em setembro.
O gabinete do primeiro-ministro da Groenlândia se recusou a comentar a declaração de Trump.
O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca e o Ministério de Recursos Minerais da Groenlândia não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
A Groenlândia está envolvida em uma disputa com Trump, que vem afirmando desde 2019 que os EUA deveriam comprar ou tomar posse da ilha, estrategicamente localizada e rica em minerais, por razões de segurança. Em várias ocasiões, ele se recusou a descartar o uso da força.
Juntamente com a Dinamarca, os EUA e a Groenlândia chegaram a um acordo no mês passado para permitir que os Estados Unidos reforçassem sua presença militar na ilha — um acordo que parecia ter resolvido o impasse.
O acordo não concedeu quaisquer direitos de mineração ou perfuração.
“Uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar”, escreveu Trump em postagem em sua plataforma Truth Social.
“Há especialistas que afirmam que a quantidade de petróleo facilmente acessível é muito maior do que a de praticamente qualquer outro território, em qualquer lugar do mundo”, acrescentou ele, sem citar nenhum acordo específico ou projeto de desenvolvimento concreto.
A Groenlândia proibiu a mineração de urânio em seu território, bem como toda futura exploração de petróleo, em 2021.
O governo afirmou que está analisando se uma empresa do Texas, a Greenland Energy, pode utilizar licenças anteriores a essa proibição.
A empresa informou, em agosto deste ano, que tinha planos de perfurar em busca de petróleo em 2027 em uma bacia ainda não explorada na costa leste da Groenlândia, embora não tivesse licença própria para tal. A proprietária anterior, a Arco, investiu pesadamente em trabalhos sísmicos na década de 1970, mas nunca chegou a perfurar.
O consultor independente dinamarquês em política de segurança Jacob Kaarsbo disse que os comentários de Trump poderiam ser vistos como um sinal de que seu desejo de controlar a Groenlândia permanece inalterado.
“É extremamente perigoso considerar esse acordo entre o governo Trump e a Dinamarca como algo que tenha alterado as intenções de Trump”, declarou.
O acordo de 10 páginas entre EUA, Dinamarca e Groenlândia abriu caminho para duas novas bases militares e para o sistema de defesa antimísseis “Domo de Ouro” de Trump, ao mesmo tempo em que reafirmou a soberania dinamarquesa e o direito dos groenlandeses à autodeterminação.
“Qualquer ataque futuro aos Estados Unidos terá que passar pela Groenlândia, onde nossa Defesa derrubará rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outra forma de arma ainda nem sequer concebida”, disse Trump em postagem hoje.
“Isso nos dá tempo, localização e linha de visão como em nenhum outro lugar do mundo!”, acrescentou.
Mais de 114 mil urnas eletrônicas do estado de São Paulo começaram a ser preparadas nesta quarta-feira (14) para o segundo turno das eleições 2026, marcado para 25 de outubro. Somente na capital paulista, mais de 28 mil máquinas serão utilizadas no pleito.
No processo de preparação, cada urna começa a receber informações oficiais das eleições, tais como os dados sobre as candidaturas.
Uma cerimônia pública realizada no final desta manhã, na 1ª Zona Eleitoral da capital, no centro, marcou o início desse trabalho. Responsável por 449 seções eleitorais, a zona conta com 505 urnas em preparação.
O número de urnas supera o de seções para que elas possam substituir algum equipamento que enfrente problemas durante a votação.
A previsão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) é de que essa preparação seja encerrada em todo o estado até 23 de outubro, antevéspera do pleito.
Cerimônia publica de geração de mídias e preparação das urnas no primeiro turno, na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil
A preparação das urnas
Para o segundo turno, o processo de preparação das urnas costuma ser mais rápido do que para o primeiro turno, explicou o chefe de cartório da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Erick Viana. Isso acontece porque, agora, essas urnas só precisam ser reprogramadas.
“O processo é mais simples porque, no primeiro turno, a gente tem que inserir o ambiente de votação, que a gente chama da carga de seção. Mas, agora, essa preparação do ambiente já está na urna eletrônica. Então, a única coisa que precisa ser feita é reprogramá-la para que a urna entenda que só um cargo está em disputa [no estado de São Paulo], com somente dois candidatos”, disse ele.
O primeiro passo dessa preparação é a geração das mídias contendo os dados das candidaturas. Segundo o TRE-SP, as mídias são dispositivos semelhantes a pen drives, em que são gravadas as informações necessárias para o funcionamento das urnas. Depois de receberem a gravação, os dados dessas mídias são inseridos nas urnas.
Assim que esse processo é finalizado, as urnas passam por um teste de funcionamento e, estando em condições ideais, elas são lacradas para a votação, com identificação do município, local de votação e seção eleitoral.
Depois disso, elas ficam armazenadas em caixas devidamente lacradas e assinadas pelas autoridades presentes, como juízes eleitorais, promotores e representantes de partidos e coligações. Elas são distribuídas para os locais de votação somente na véspera das eleições.
Como os sistemas estão previamente programados, não é possível utilizar as urnas antes do dia das eleições.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) distribui urnas eletrônicas para o 1º turno das Eleições 2026. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Para o segundo turno, a expectativa é de que não ocorram mais atrasos, disse o presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré.
“O primeiro turno foi muito satisfatório, mas tivemos algumas interferências por causa de chuvas e ventanias. Houve necessidade, inclusive, de remoção de toda uma seção eleitoral, mas isso não comprometeu as eleições”, disse ele a jornalistas.
“Agora [no segundo turno], por se tratar de apenas um cargo [em disputa], temos a expectativa de que tudo vá se processar mais rapidamente”, completou.
La scrittrice irlandese ha appoggiato Palestine Action, gruppo radicale per la causa palestinese definito “organizzazione terroristica” dal governo laburista di Keir Starmer nel 2025
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou o Cartão de Confirmação da Inscrição para a reaplicação da Prova Nacional Docente (PND) 2026 aos candidatos que tiveram a solicitação aprovada pelo órgão.
A PND será reaplicada em todo o país no próximo domingo (18) e o novo documento traz as informações sobre data, horário, endereço do local da prova e, também, se o candidato terá direito ao atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social, se as respectivas solicitações foram aprovadas pelo Inep.
O cartão está disponível online na Página do Participante dentro do Sistema PND, com login da plataforma Gov.br.
Quem teve direito
A reaplicação é para os candidatos que faltaram à aplicação regular do exame, em 20 de setembro, porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia da prova ou que estavam infectados por uma das doenças contagiosas listas no edital, dentre elas: tuberculose, meningites, varíola, sarampo, rubéola, catapora ou covid-19.
A prova
A PND é composta por duas partes: formação geral e componente específico.
Os candidatos terão o total de cinco horas e trinta minutos para responder às questões do exame apelidado de CNU dos Professores ou Enem dos professores.
Cronograma
Após a reaplicação, em 18 de outubro, o cronograma da PND 2026 segue a seguinte ordem:
divulgação do resultado dos recursos da aplicação regular da prova e correção preliminar da questão discursiva: 10 de novembro de 2026;
prazo para recursos da correção da questão discursiva: 10 a 12 de novembro;
divulgação do resultado final: 15 de dezembro.
PND
Criada pelo Ministério da Educação em 2025, a Prova Nacional Docente tem o objetivo de promover a realização de concursos públicos ou de outros processos seletivos para a contratação de docentes qualificados pelas redes públicas de ensino.
Os resultados obtidos pelos candidatos podem ser usados por estados e municípios que fizeram a adesão formal ao programa. Os entes podem adotá-lo como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais para trabalhar no magistério público.
A iniciativa federal integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne ações integradas para valorizar e a qualificar a educação básica pública e incentivar a busca pela carreira da docência no Brasil.
A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pela participação no dia 31 de janeiro deste ano no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos de idade, em um apartamento em Copacabana, na zona sul da cidade.
Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin, que tinham idades entre 18 e 19 anos, quando o crime foi cometido.
Além da condenação, a sentença da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e ao Adolescente da Capital do Rio de Janeiro determina o pagamento de indenização pelos danos morais causados à vítima, no valor de 40 salários mínimos.
Os quatro foram absolvidos da acusação de cárcere privado.
Conforme as investigações, a vítima foi levada por um jovem de 17 anos a um apartamento que seria de um amigo e quando chegou lá ele insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi recusado por ela. Em um quarto do imóvel estavam os quatro que foram condenados agora pela Justiça do Rio e que insistiram em manter relações com a vítima.
Em abril deste ano, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude da Capital, determinou a internação do adolescente que planejou a ida da jovem ao local, onde outros homens também participariam de estupro coletivo.
A magistrada considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no entendimento de que ele armou uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo.
Na época, o jovem foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses.
“A gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”, argumenta a juíza na sentença, que teve como um dos pontos centrais, a valorização do depoimento da vítima.
A Receita Federal deve ser vista sobretudo como ferramenta estratégica do Estado brasileiro, e não só como órgão de arrecadação e fiscalização. De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o grande volume de informações reunidas pelo Fisco pode orientar políticas públicas, aperfeiçoar mecanismos de controle e aumentar a eficiência da atuação estatal.
Durigan participou, nesta quarta-feira (14), da abertura do 4º Congresso de Direito Tributário e Aduaneiro.
“Vejo a Receita como plataforma de inteligência do Estado brasileiro, mais do que um mero órgão que tem que coletar tributo.”
A avaliação do ministro tem por base quatro frentes relacionadas à Receita, destacadas em seu discurso:
atuação como infraestrutura crítica do Estado;
uso de dados para subsidiar políticas públicas;
modernização da fiscalização por meio da análise de informações agregadas;
incorporação de inteligência artificial.
"A Receita precisa contribuir mais para o desenho de políticas públicas", acrescentou.
Segundo ele, as informações produzidas pelo órgão podem auxiliar Executivo, Legislativo, Judiciário e órgãos de controle em tomadas de decisão.
Fiscalização
O ministro defendeu mudança de paradigma, com maior uso de dados para identificar padrões e anomalias. Como exemplo, citou o trabalho conjunto da Receita com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ao monitorar os efeitos da desoneração de combustíveis.
"A fiscalização que nós estamos pedindo é uma fiscalização que olha para o dado agregado", afirmou, ao destacar, nesse contexto, o potencial da inteligência artificial.
De acordo com ele, o volume de dados que passará a ser compartilhado entre União, estados e municípios, com a implementação da reforma tributária, ampliará significativamente a capacidade analítica da Receita.
Carbono Oculto
Como exemplo das possibilidades abertas por esse modelo, o ministro citou a Operação Carbono Oculto, investigação que apura estruturas de lavagem de dinheiro usadas para ocultar os reais controladores de empresas ligadas ao setor de combustíveis, incluindo a aquisição de uma das maiores distribuidoras do país.
Em uma das fases da operação, foram identificadas movimentações de cerca de R$ 11 bilhões por diferentes camadas da estrutura investigada.
A investigação revelou o uso de fintechs e de pelo menos 40 fundos de investimento para ocultação patrimonial e blindagem de recursos, dificultando a identificação dos reais controladores dos ativos e da origem do dinheiro utilizado nas operações.
Metodologia
Mais do que os resultados da operação, Durigan destacou o método empregado. Para ele, a análise de grandes bases de dados permite identificar estruturas que fogem aos padrões comuns do mercado e direcionar investigações de forma mais eficiente.
Durigan mencionou também, com base em uma apresentação feita pela equipe da Receita, estruturas associadas à Reag e ao Banco Master como exemplos de casos que chamaram a atenção por apresentarem características atípicas.
Para o ministro, a combinação entre análise de dados, integração de informações e inteligência artificial pode ampliar a capacidade do Estado de formular políticas públicas e aperfeiçoar a fiscalização.
"A Receita Federal pode mudar o patamar de funcionamento do Estado brasileiro para um patamar de um Estado eficiente e inteligente."
A seleção feminina de futebol concluiu, na noite desta terça-feira (13), mais uma data Fifa - nome dado ao período do calendário em que as equipes nacionais se reúnem para jogos mundo afora. No caso do Brasil, foram dois amistosos diante da Argentina. Após a vitória do sábado (10), por 3 a 1, no Beira-Rio, em Porto Alegre, o time comandado por Arthur Elias ficou no empate por 2 a 2 com as hermanas na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana de Recife.
Em relação ao jogo anterior, Arthur promoveu nove mudanças na formação titular, mantendo apenas as laterais Isabela e Raíssa Bahia. No gol, Thaís Lima ficou na vaga de Lorena. A dupla de zaga reuniu Tayla e Tarciane.
Do meio para frente, as escolhidas foram Kaylane, Kerolin, Bia Zaneratto, Gio Garbelini, Priscila e Jhonson. O quinteto substituiu, respectivamente, Duda Sampaio, Angelina, Maiara, Luany, Taina Maranhão e Geyse.
Assim como no triunfo em território gaúcho, as brasileiras tomaram a iniciativa e abriram o placar logo aos 12 minutos, com Bia Zaneratto, de cabeça, após cruzamento de Raíssa Bahia pela esquerda. Aos 27, em contra-ataque, Gio Garbelini aproveitou asobra para balançar as redes e aumentar a vantagem.
A reação argentina começou aos 34 minutos, com a meia Daiana Falfán. Na etapa final, aos sete, Agostina Holzheier foi derrubada na área por Isabela. A também atacante Florencia Bonsegundo, de pênalti, deixou tudo igual.
A seleção verde e amarela ficou com uma jogadora a mais a partir dos 11 minutos, quando a meia Sofía Dominguez puxou o cabelo de Kerolin, sendo expulsa. Apesar da vantagem numérica, que perdurou por mais de meia hora, o Brasil não criou chances de grande perigo, frustrando os cerca de 30 mil torcedores que marcaram presença na Arena de Pernambuco.
Brasil abre 2 a 0, mas cede a igualdade diante de 30 mil torcedores - Foto: Luciana Vermell/CBF
"Tivemos dificuldade de jogar com uma mais. Tem coisas que não foram boas e viram alertas e tem coisas positivas que nos aproximam de uma convocação em maio do ano que vem", disse Arthur, em entrevista coletiva após a partida.
Ao todo, 27 das 28 jogadoras convocadas foram testadas. Ao longo da partida de terça, foram dez substituições, com a estreia da zagueira Carol Gil, do São Paulo, com a Amarelinha. No sábado, o auxiliar Rodrigo Iglesias - Arthur estava suspenso - mexeu outras dez vezes no time, promovendo a primeira vez de Carlinha, mais uma campeã brasileira pelo Tricolor paulista. A também goleira Yanne, do Bahia, foi a única a não participar das partidas.
"Existem jogos em que a prioridade máxima é vencer, como foi com os Estados Unidos [na data Fifa anterior, em junho]. E temos confrontos que são estratégicos, em que tomamos decisões difíceis, mas importantes", justificou o técnico.
Em 2026, a seleção feminina ainda terá dois amistosos contra o Japão, ambos fora de casa. O primeiro será dia 29 de novembro, em Hiroshima, e o segundo em 5 de dezembro, na cidade de Okayama. Já em 2027, são duas datas Fifa (fevereiro e abril), com espaço para até três partidas em cada, antes da convocação para a Copa do Mundo, que será aqui no Brasil.
Uma parte do reboco do teto do chamado “túnel do tempo” da Câmara dos Deputados desabou durante a madrugada desta quarta-feira (14). O túnel forma um corredor que liga o Anexo II da Câmara, onde ficam as comissões permanentes, até o Salão Verde, que é o espaço que dá acesso ao plenário.
Não houve feridos e a passagem para funcionários ou visitantes pelo corredor foi fechada. Equipes de engenharia da Câmara estão no local para reparar o dano.
Não foi detectado qualquer dano à estrutura do prédio, segundo informou a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados.
“A circulação entre o Edifício Principal e o Anexo II deverá ser feita pela área externa. Para facilitar o acesso, o fluxo de pessoas na Chapelaria estará liberado para todos os públicos nesta quarta-feira”, informou a Câmara.
O plenário da Câmara dos Deputados tem sessão deliberativa marcada para as 13h55 para debater projetos de lei e decreto legislativo.
A recuperação do papa Leão 14 após a cirurgia pulmonar está ocorrendo conforme o esperado. Ele já começou a caminhar em seu quarto no hospital e a se alimentar normalmente, informou o Vaticano nesta quarta-feira (14).
Exames de sangue e uma radiografia de tórax realizados hoje mostraram resultados pós-operatórios normais, disse o Vaticano, acrescentando que o pontífice, de 71 anos, passou por fisioterapia respiratória.
O papa foi diagnosticado na terça-feira com adenocarcinoma, a forma mais comum de câncer de pulmão, depois que os médicos removeram o lobo inferior do pulmão direito durante uma cirurgia.
De acordo com o Vaticano, o papa deverá passar cerca de uma semana em recuperação no hospital. Todos os seus compromissos públicos foram cancelados até 20 de outubro.
Eleito pelos cardeais de todo o mundo em maio de 2025, Leão XIV é relativamente jovem para um líder da Igreja. Ele gosta de esportes, incluindo tênis, e não é conhecido por ser fumante nem por ter tido problemas de saúde recentes.
Os participantes do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 que tiveram a solicitação de reaplicação autorizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) podem consultar o local onde farão a prova, neste domingo (18) em todo o país.
A informação do endereço está no Cartão de Confirmação da reaplicação do exame, disponível na Página do Participante dentro do Sistema Enamed.
A reaplicação é destinada somente aos candidatos que faltaram à aplicação regular do Enamed 2026, em 13 de setembro, porque foram comprovadamente afetados por problemas logísticos no dia da prova ou que estavam infectados por uma das doenças contagiosas listas no edital.
Cronograma
Após a reaplicação, em 18 de outubro, o gabarito preliminar da reaplicação do exame será divulgado em 20 de outubro.
Os participantes poderão apresentar recursos entre 20 e 22 de outubro.
O resultado dos recursos, o gabarito definitivo e o resultado final do exame estão previstos para 4 de dezembro.
Enamed
Criado pelo Ministério da Educação, o Enamed tem duas funções principais: avaliar a formação dos estudantes de medicina no Brasil e servir de critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).
O exame será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses a partir de 2027 a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.
Com isso, os formados só poderão se inscrever no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para exercer a profissão de médico no Brasil.
A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória 1370/2026.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
O texto agora está pronto para análise no plenário do Senado. Se aprovada sem alterações, a PEC 18 de 2025 será promulgada uma vez que já foi aprovada na Câmara.
De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.
Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para área da segurança, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometendo criar um ministério da segurança pública após aprovação da PEC.
Os requerimentos, porém, não foram votados porque os autores dos requerimentos Carlos Portinho (PL-RJ) e Alessandro Viera (MDB-SE) não estavam presentes na sessão.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou, com base no Artigo 300 do regimento interno do Senado, que os destaques apresentados ficaram prejudicados com a ausência dos senadores.
“Não tendo solicitado a palavra o autor do destaque para encaminhamento, ficam prejudicado os destaques”, disse.
Alencar informou à imprensa que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para votar o tema no plenário ainda antes do segundo turno das eleições, marcadas para 25 de outubro.
“Pelo que o Davi me falou ontem, nós temos condição de aprova-la ainda nesse período antes do segundo turno. Vamos trabalhar por isso, para que a matéria possa ser promulgada e o presidente [Lula] possa criar o Ministério da Segurança Pública do país."
A PEC
Entre outras medidas, A PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.
A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.
“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.
Facções e milícias
A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.
Também são previstas medidas patrimoniais contra o produto do crime, a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas e a proteção a denunciantes e seus familiares.
Outra novidade da PEC é a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, submetidas ao controle externo do Ministério Público, com a atribuição de realizar policiamento ostensivo e comunitário no âmbito das cidades onde atuarão.
A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.
Fundos de financiamento
Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.
“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.
A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, "reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal".
A proposta ainda prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo.
A decisão também se aplica aos produtos Retatrutude 120 mg, Caneta Retatrutide 60 mg, Tirzepatide 150mg e Caneta Tirzepatide 75 mg, comercializados na página https://www.zphcstore.com.br/, sob responsabilidade da ZPH Contabilidade.
A medida atinge ainda produtos com tirzepatida e retatrutida, sem o devido registro, comercializados por meio do endereço eletrônico https://peptideosdobrasil.com.br/, além de itens vendidos por meio do site oxygenkwpharmabrasil, incluindo Retagen 40 mg (retatrutida).
Em nota, a Anvisa informou que os produtos não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados nem utilizados.
“A medida visa a prevenir a utilização pela população, com fundamento no risco sanitário decorrente da disponibilização ao consumo de produtos sem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia.”
Sem autorização
A resolução da Anvisa também proíbe os seguintes produtos, anunciados e vendidos por empresa de origem desconhecida:
NAD+ Liberty Pharma
Retatrutida Liberty Pharma
Glow GHK-Cu Liberty Pharma
Tirzepatida Liberty Pharma
GHK-Cu Liberty Pharma
“Vale destacar a retatrutida, à venda na internet, é uma substância que ainda não possui registro em nenhum país do mundo. Isso porque a empresa que desenvolve os estudos a respeito do medicamento sequer solicitou o registro à Anvisa ou em qualquer agência reguladora internacional.”
Alegações terapêuticas
Por fim, a publicação atinge ainda diversos produtos fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda. que, segundo a Anvisa, não têm registro, notificação ou cadastro.
“Os itens são divulgados com alegações relacionadas, entre outras, a ações antifúngica, antimicrobiana, anti-inflamatória, ao alívio de dores, à desparasitação, à desintoxicação e ao fortalecimento da imunidade, ou seja, finalidade compatível com medicamento.”
Veja a lista de itens:
Kit Detox – Desparasitar – Desinflamar – Desintoxicar – Infantil de 1 a 5 Anos;