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Desmatamento cai 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado em um ano

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O desmatamento caiu 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado entre agosto de 2025 e julho de 2026, na comparação com os 12 meses anteriores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (16) pelo governo federal com base no monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com a queda, o desmatamento nos dois biomas em um ano chegou às menores extensões das séries históricas. Veja abaixo:

  • Amazônia: de 5.731 km² para 3.335 km², a menor área desde 1988;
  • Cerrado: de 7.235,27 km² para 5.516,69 km², a menor área desde 2001.

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>> Confira aqui os dados completos por estado

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, comemorou os números, que classificou como "um sonho para ambientalistas como ele".

“Quantas vezes não ouvimos essa frase de que é impossível obter o desmatamento zero? Estamos trazendo resultados concretos para os biomas Amazônia e Cerrado”, disse.

Segundo ele, a redução gradativa, ano a ano, pode ser explicada com base em três “pilares essenciais”, que garantem a execução de políticas de combate ao desmatamento.

O ministro descreve que o primeiro pilar é seguir a ciência, respeitando dados e estudos; o segundo é a democracia, trazendo a sociedade para participar dos debates, com conselhos estaduais e municipais; e o terceiro pilar é o pacto federativo, com prefeitos e governadores aderindo ao plano de combate ao desmatamento, não importando o partido ou se são políticos de oposição ou da base do governo federal.

 

Carolina MA), 12/10/2025 – Vista do Rio Itapecuru. em meio à vegetação do cerrado, que abastace mais de 50 municípios do Maranhão. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Carolina MA), 12/10/2025 – Vista do Rio Itapecuru. em meio à vegetação do cerrado, que abastace mais de 50 municípios do Maranhão. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Vista do Rio Itapecuru, que abastace mais de 50 municípios do Maranhão. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, também reforçou a importância da integração entre todos esses fatores.

“Houve uma coordenação ministerial eficaz para contribuir com esse resultado. Houve cooperação com estados e municípios e participação da sociedade. Foi um jogo de ganha-ganha. Todo mundo trabalhou”.

O governo federal acrescenta que, entre as ações que contribuíram para a queda no desmatamento, estão o fortalecimento das operações da Polícia Federal, com quase 8 mil inquéritos instaurados sobre crimes contra o meio ambiente entre 2023 e 2026.

Também foi citado o aumento do investimento no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a criação de 18 novas unidades de conservação e a homologação de 20 terras indígenas.

Agronegócio

Na opinião do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o mercado exportador do agronegócio nacional é o maior beneficiário da redução do desmatamento. Ele cita a exigência cada vez maior de vários países e blocos de países de que seus parceiros comerciais promovam uma agricultura sustentável.

André de Paula citou como exemplo a União Europeia, que proíbe a entrada de produtos oriundos de áreas desmatadas.

“Esse é um passaporte para entregar os produtos brasileiros. Sem esses números, seria muito difícil comercializar os produtos brasileiros no mundo”.

Segundo ele, o Brasil superou os Estados Unidos em 2026 e se tornou o maior exportador de alimentos do mundo.

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Manaus é capital com maior poluição atmosférica do país nesta sexta

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Manaus voltou a registrar a pior qualidade do ar entre as capitais brasileiras na manhã desta sexta-feira (16) por causa da fumaça provocada por queimadas.

Por volta das seis horas da manhã, a plataforma internacional IQAir registrou índice de qualidade do ar de 167, classificado como insalubre. Com isso, a capital amazonense voltou ao primeiro lugar no ranking de capitais com maior poluição atmosférica do país, após ter apresentado melhora nos índices no dia anterior.

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O sistema eletrônico de vigilância ambiental da Universidade do Estado do Amazonas também apontou agravamento da situação. Na maior parte da cidade, a qualidade do ar variava entre as categorias muito ruim e péssima.

No bairro Aleixo, na zona centro-sul, a concentração de partículas chegou a 139,6 microgramas por metro cúbico, considerado péssimo. Já no bairro Tarumã, na zona oeste, o índice era de 39 microgramas por metro cúbico, considerado moderado.

Por causa da piora da qualidade do ar, as aulas presenciais da rede municipal de ensino foram suspensas nesta sexta-feira como medida preventiva para reduzir a exposição de alunos e profissionais da educação à fumaça.

A Universidade do Estado do Amazonas também suspendeu as aulas e as demais atividades acadêmicas presenciais em todas as unidades, na capital e no interior, durante os três turnos. Na universidade, parte das atividades administrativas passou a ser realizada remotamente.

Saúde

A fumaça que atinge Manaus é resultado de queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos, como Rondônia, Pará e Mato Grosso. As partículas liberadas pelo fogo podem permanecer suspensas no ar por vários dias e ser transportadas pelo vento por longas distâncias. A falta de chuvas também contribui para a permanência dos poluentes na atmosfera.

O avanço das queimadas levou o governo federal a reforçar o monitoramento dos impactos sobre a saúde da população amazonense.

Segundo o Ministério da Saúde, 12 municípios já foram identificados como necessitados de algum tipo de apoio nos serviços de saúde. Equipes da Força Nacional do SUS, em articulação com as autoridades sanitárias do estado e dos municípios, realizam diagnóstico da situação da rede de atendimento.

O Ministério da Saúde também avalia o consumo e a capacidade de fornecimento de oxigênio nas unidades de saúde, incluindo os distritos sanitários especiais indígenas. O objetivo é preparar a rede para eventuais emergências e garantir a disponibilidade de insumos essenciais.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças pré-existentes estão entre os grupos que exigem maior atenção, já que a exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares.

No combate aos incêndios, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que extinguiu 303 focos de incêndio no Amazonas desde o início das operações.

Para reforçar o trabalho, 11 aeronaves foram disponibilizadas, entre aviões de combate direto ao fogo, helicópteros e uma aeronave de apoio logístico. Entre os equipamentos, estão seis aviões Air Tractor e um avião KC-390 mobilizado pelo Ministério da Defesa para o lançamento de grandes volumes de água.

No dia 10 de outubro, o governo do estado decretou situação de emergência em cerca de 36 municípios por causa das queimadas.
 

Ouça na Radioagência 


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Cidade de São Paulo terá mais chuvas nesta sexta-feira

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A madrugada desta sexta-feira (16) no estado de São Paulo foi marcada por chuva forte, raios e rajadas de vento, além de granizo em algumas localidades. Entre as 2h e 5h horas da manhã, a Defesa Civil do estado emitiu 15 alertas preventivos.

Os avisos abrangeram municípios das regiões de Avaré e Botucatu, Campinas, Registro e Vale do Ribeira, região metropolitana da capital, litoral paulista, Bragança Paulista, Vale do Paraíba e litoral norte.

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Por volta das 2h30, a região da Água Espraiada entrou em alerta para transbordamento. Às 4h19, a subprefeitura do Ipiranga entrou em estado de alerta em razão do extravasamento do Ribeirão dos Meninos. Até o momento, a Defesa Civil não obteve relatos de ocorrências graves.

Nas últimas 24 horas, diversas cidades do estado registram grandes índices de acúmulo de chuva. O município de Diadema concentrou 64mm de chuva, Arujá teve 58mm e Taboão da Serra, 57mm.

Foram enviados 10 alertas por SMS e cinco por Cell Broadcast, sistema que permite o envio de mensagens diretamente aos celulares em áreas sob risco.

Previsão para o dia

De acordo com a Defesa Civil, o tempo deve permanecer instável ao longo desta sexta-feira (16). São esperadas pancadas de chuva isoladas, que podem vir acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas.

Na faixa leste paulista e nas regiões próximas à divisa com Minas Gerais, a atenção deve ser redobrada. Nesses locais, o solo encharcado aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e elevação dos níveis de rios e córregos. Nas demais regiões do estado, as chuvas apresentam menor potencial para provocar transtornos.

Confira mais detalhes sobre a situação das chuvas em São Paulo no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

 

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Focos de incêndio no Amazonas diminuem após ação de força-tarefa

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Mais de 300 focos de incêndio florestal foram extintos, nos últimos cinco dias, pelas equipes da força-tarefa que atuam no combate às chamas que atingem o Amazonas.

Após o pico de 494 novos focos, no dia 10 de outubro, o estado registra nesta sexta-feira (16) 188 focos de incêndio, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, atuam na força-tarefa 330 brigadistas em equipes coordenadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Também foram deslocadas para o estado 11 aeronaves, além de 32 veículos terrestres e oito embarcações.

Segundo o ministro do MMA, João Paulo Capobianco, ao focos resultam de ação humana intencional e as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas já investigam a origem dos incêndios.

Entenda

A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, explica que quase a totalidade dos incêndios na Amazônia têm origem na ação humana.

“A única forma natural de ignição para incêndios na Amazônia são os raios, mas normalmente quando eles acontecem, está chovendo e a vegetação está úmida, então é muito difícil carregar um fogo, tem que ter uma condição muito especial”, explica.

Em regra geral, o uso do fogo na vegetação é proibido pela legislação brasileira, salvo em exceções previstas em lei, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que exigem autorizações e condições legais.

O período de estiagem na Amazônia, de agosto até novembro, é quando a vegetação fica mais propensa a propagação do fogo, por isso historicamente é o período em que a região mais sofre com incêndios florestais. Neste ano, no entanto, o dado aumentou pois a base de comparação em 2025 teve redução dos focos.

“Ano passado foi o ano que a gente menos teve fogo na Amazônia como um todo, na série histórica. Então, neste ano a gente teve um aumento, mas esse aumento, quando a gente compara com os meses de agosto a outubro de outros anos, a gente teve anos anteriores com muito mais fogo”, explica Ane Alencar.

El Niño

A atuação de um super El Niño em 2026 agrava ainda mais a situação dos incêndios em toda a região amazônica. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e torna os volumes de chuvas irregulares.

Para Ane Alencar, todos esses fatores contribuíram para que os focos de incêndio aumentassem:

“A gente está tendo um momento da influência do El Niño, em uma região onde passamos por um período em que o fogo tende à propagação. E, eu não sei se é uma coincidência ou não, mas as pessoas começaram a usar mais o fogo depois das eleições.”

Grilagem

As imagens de satélite analisadas pela pesquisadora mostram que, nos 19 municípios próximos a Manaus, onde estão concentrados os focos, são áreas de floresta – seja floresta alagada, seja floresta de terra firme –, em terras públicas ainda não destinadas a cumprir função socioambiental.

“Então, aí tem um indício forte de grilagem que pode estar incentivando esse processo de geração desses focos”, explica.

A pesquisadora Ane alerta que nos próximos meses é preciso controlar ainda mais novas fontes de ignição, porque a região estará mais seca e os efeitos do El Niño estarão mais intensos.

“A gente começa a sentir os efeitos do El Niño a partir de agora, nessa região centro-norte da Amazônia. Então, a partir de agora, essa região de Manaus, de Santarém, do nordeste paraense, do norte do Maranhão, Amapá, Roraima, todas essas áreas vão sofrer bastante”, conclui.

Saiba mais sobre a situação da qualidade do ar em Manaus no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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ZERO alega falhas no estudo da Barragem da Foupana e questiona imparcialidade das entidades

A associação ambientalista ZERO pediu um parecer desfavorável ao projeto da Barragem da Foupana, cuja consulta pública termina hoje, alegando riscos para o saramugo, falhas no estudo ambiental e dúvidas sobre a imparcialidade das entidades envolvidas.

O projeto prevê a construção de uma barragem com cerca de 52,5 metros de altura em Alcoutim e Castro Marim, ligada por um túnel ao sistema Odeleite-Beliche, representando um investimento estimado entre 150 e 200 milhões de euros.

De acordo com a organização, este ameaça a sobrevivência do saramugo, uma espécie de peixe protegida e classificada como ameaçada, sendo que um dos seus últimos refúgios em Portugal é a Ribeira da Foupana. O próprio Estudo de Impacte Ambiental (EIA) reconhece que o saramugo “não sobreviverá aos efeitos do projeto”, mas conclui simultaneamente que a Rede Natura 2000 não será significativamente afetada, uma contradição que a associação considera injustificada.

Ao mesmo tempo, os ambientalistas consideram que o estudo apresenta insuficiências graves e não demonstra que a infraestrutura seja a melhor solução para reforçar a disponibilidade de água na região, visto que “não compara adequadamente a barragem” com alternativas como a redução de perdas de água, a eficiência hídrica, a reutilização de águas residuais ou outras medidas de gestão da procura.

Outro dos argumentos é que os “benefícios previstos são limitados”, estimando-se um acréscimo médio de cerca de 10 hectómetros cúbicos anuais de água disponível, enquanto os impactes ambientais seriam permanentes.

A associação levanta ainda dúvidas sobre possíveis conflitos de interesses entre várias entidades: “A existência de ligações recentes entre elementos do conselho de administração da empresa Águas de Portugal, AQUA e a associação promotora suscita dúvidas sobre as garantias de isenção e imparcialidade na execução da estratégia, que devem ser esclarecidas antes de qualquer decisão sobre o projeto”.

É, assim, defendida a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental desfavorável, a realização de uma Avaliação Ambiental da estratégia Água Que Une, o reforço da proteção do saramugo através da integração da sub-bacia da Foupana na Rede Natura 2000 e a clarificação de eventuais conflitos de interesses, antes de qualquer decisão sobre licenciamento, financiamento ou contratação da obra.

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Fortes chuvas em Istambul e em ilhas gregas fazem 5 mortos

Inundações causaram danos avultados em habitações, no comércio e infraestruturas nas duas regiões. Último balanço dá conta de cinco mortos, três pessoas estão desaparecidas.

© LEFTERIS DAMIANIDIS/EPA

Em algumas zonas do norte desta cidade de 16 milhões de habitantes, foram registados 261 litros de precipitação por metro quadrado durante a noite
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Mosquito-tigre detetado em Braga e Amares

Vigilância prossegue no terreno, em articulação com os municípios de Amares e de Braga, que implementam ações de verificação de espelhos de água e de espaços públicos.

A ULS diz que as deteções mostram que a vigilância está a funcionar e que isso se deve também às pessoas que nos fizeram os alertas
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Moedas recusou reunião com gestores do Volta

A SDR, responsável por implementar e gerir o Volta, pediu encontro com o presidente da Câmara de Lisboa para discutir medidas de mitigação na limpeza urbana. Resposta foi "falta de disponibilidade".

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Carlos Moedas diz que sistema Volta agrava a acumulação de lixo em Lisboa
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Identificadas mais de 380 infrações ambientais e rodoviárias

PSP realizou uma operação em que procurou reforçar a fiscalização de atividades suscetíveis de comprometer a preservação dos recursos naturais. Foram detetadas 74 infrações na área ambiental.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

No que esse refere à fiscalização rodoviária, foram detetadas infrações relacionadas com o estacionamento, excesso de velocidade, excesso de álcool no sangue, entre outras
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Formação de ciclone próximo à Região Sul traz ventos costeiros

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A formação de um ciclone extratropical próximo à costa da Região Sul, nesta sexta-feira (16), pode ocasionar ventos costeiros intensos no litoral da região e favorecer o avanço de ar frio sobre o centro-sul do Brasil.

Na Região Sul, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para ventos costeiros em toda a faixa litorânea do Rio Grande do Sul e no litoral de Santa Catarina até a região de Florianópolis.

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Com a entrada de ar mais seco e frio, a nebulosidade diminui e o sol predomina, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul. Já os termômetros continuam marcando temperaturas amenas. A mínima será de 13°C, em Curitiba, e a máxima não ultrapassa 22°C, em Florianópolis.

No Sudeste do país, as condições de chuvas com trovoadas continuam. Um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no Triângulo Mineiro, no centro, sul e sudeste de Minas Gerais, no centro e sul do Espírito Santo, em todo o estado do Rio de Janeiro e nas porções norte e leste de São Paulo.

A massa de ar seco e frio proveniente da Região Sul começa a diminuir o volume de chuvas em São Paulo e no Triângulo Mineiro, somente durante a noite. Nas capitais, a mínima será de 15°C, em São Paulo, e a máxima de 30°C no Rio de Janeiro.

No Centro-Oeste, há um aviso laranja de perigo para tempestades no sul de Goiás e aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no noroeste, norte, centro e leste de Mato Grosso, no leste de Mato Grosso do Sul, no Distrito Federal e nas demais áreas de Goiás.

As temperaturas apresentam tendência de queda na região e, entre as capitais, a mínima será de 18°C, em Campo Grande, e a máxima de 30°C, em Goiânia.

Na Região Nordeste, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no oeste, centro e sul da Bahia, incluindo áreas em torno de Salvador. Também deve chover no centro e sul do Maranhão e no sudoeste do Piauí.

Entre as capitais, a temperatura mínima será de 22°C, em Maceió, e a máxima será de 39°C, em Teresina.

Na Região Norte, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no Amazonas, em Rondônia, no Acre, no sul do Pará e no centro e sul do Tocantins. Também pode chover de forma isolada no centro do Pará, no norte do Tocantins e em Roraima.

A temperatura nas capitais varia entre a mínima de 24°C, em Rio Branco, e a máxima de 37°C, em Palmas.

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Torna Miveg a Milano: due giorni di festival vegan tra cibo, santuari e attivismo

di Roberta Parazzani

Il 24 e 25 ottobre torna Miveg, l’undicesima edizione del festival vegan più importante d’Italia che mette insieme liberazione animale, cultura, attivismo, buon cibo e voglia di stare insieme.

C’è chi arriva per una conferenza, chi per incontrare la Rete dei Santuari o le tante altre associazioni presenti, chi per curiosare tra gli stand e chi, diciamolo, ha già in mente cosa mangiare prima di varcare l’ingresso. A Miveg c’è posto per tutti. Ed è proprio questo il bello: persone diverse, interessi diversi, un’occasione per incontrarsi, scoprire qualcosa di nuovo e tornare a casa con qualche certezza in meno e qualche idea in più.

Miveg torna con un messaggio che è anche una dichiarazione d’intenti: “Un altro mondo è già qui”.
Non si tratta soltanto di immaginare un futuro migliore, ma di mostrare quello che esiste già. Santuari, associazioni, attiviste e attivisti, imprese e progetti che ogni giorno costruiscono relazioni diverse con gli altri animali e con il pianeta. Un mondo di cui la Rete dei Santuari di Animali Liberi è parte concreta, attraverso luoghi in cui gli animali sottratti allo sfruttamento possono finalmente vivere per se stessi. Per due giorni tutto questo si incontra, si racconta e, perché no, fa festa.

Miveg, del resto, non nasce intorno al veganismo inteso soltanto come scelta alimentare, ma alla liberazione animale. Per questo conferenze e workshop sono una parte centrale del festival. Oltre 40 appuntamenti dedicati all’antispecismo e alla condizione degli animali, ma anche incontri che incrociano ambiente, società, diritti e attivismo. Accanto alle conferenze avremo momenti più pratici e partecipativi, perché Miveg deve essere anche un posto dove si sperimenta e si impara qualcosa.

Cerchiamo ogni anno di tenere insieme approfondimento e divulgazione: parlare a chi è già dentro questi temi da anni senza dimenticare chi entra a Miveg per curiosità e incontra certe questioni per la prima volta. Se riusciamo a far dialogare queste due persone, abbiamo già fatto una cosa importante.

Ma tra una riflessione e l’altra ci sarà parecchio da fare. E soprattutto da assaggiare. Il cibo sarà ancora una volta uno dei grandi protagonisti, con un’offerta capace di mettere in difficoltà anche le persone più decise. Lasagne, fritti, polenta, panini, pizza, pita, sushi, dolci e tante altre proposte: il vero problema sarà trovare abbastanza spazio nello stomaco.

Anche quest’anno, ogni corner gastronomico gestito dai volontari Miveg sarà legato a una famiglia di animali del santuario Porcikomodi di Vitadacani. Un modo per ricordare che dietro ogni scelta alimentare ci sono delle vite.

Torna anche il Tattoo Circus, dove tatuatrici e tatuatori metteranno a disposizione i propri flash per sostenere i 150 animali del gregge di Porcikomodi. Ci si porta a casa un tatuaggio e, contemporaneamente, si contribuisce a pagare fieno, cibo e cure veterinarie. Un segno sulla pelle che lascia un segno anche altrove.

E poi ci sono gli oltre 150 stand di associazioni, santuari, artigiani, aziende e progetti provenienti da tutta Italia. Un grande spazio da esplorare, tra prodotti, idee, incontri e storie. Ovviamente ci saranno anche i santuari della Rete, luoghi di resistenza e cambiamento che mettono al centro gli animali e il loro diritto a vivere liberi. Perché Miveg è anche il piacere di fermarsi a parlare, scoprire qualcosa che non si conosceva e incontrare persone con cui magari nasceranno collaborazioni destinate a durare ben oltre il festival.

Tutto questo è possibile grazie a una grande squadra di volontarie e volontari che mette a disposizione tempo, energie e competenze. Chiunque può dare una mano, prima e durante l’evento. E chi volesse continuare anche dopo troverà in Vitadacani, Porcikomodi e nei santuari della Rete tante possibilità per partecipare, sostenere i rifugi, adottare a distanza o contribuire ai progetti. Perché Miveg dura due giorni, ma gli animali hanno bisogno di noi gli altri 363.

Non serve essere vegan, antispecisti o attivisti per partecipare. Basta avere voglia di esserci, di lasciarsi incuriosire, di ascoltare, incontrare, assaggiare. Magari si arriva soltanto per un panino e si torna a casa con una storia che non si dimentica. O con un tatuaggio. O con entrambi.

Il mondo che vorremmo è ancora lontano, ma ogni volta che qualcuno sceglie di prendersi cura invece di sfruttare, di liberare invece di imprigionare, diventa un po’ più reale. E a Miveg, per due giorni, possiamo vedere quanto sia già grande. Possibilmente con qualcosa di buono in mano.

L’appuntamento è per il 24 e 25 ottobre 2026. East End Studios – Events Point, Studio 90, Milano, Via Mecenate 88/A. L’ingresso è gratuito, ma è richiesta la prenotazione del biglietto su www.miveg.org. Un altro mondo è già qui. E vi aspetta!

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Stelvio di cemento: arriva un hotel da 15mila metri cubi nel cuore del Parco. Ricorso degli ambientalisti al Tar per fermare la costruzione in mezzo ai boschi

“Rispetta la montagna”. La leggenda racconta che un giorno il padrone del maso di Stallwies, il più alto della Val Martello, prese il fucile e seguì il sentiero per la montagna. Andava dietro a un cervo bianco per cacciarlo, ma quello non la smetteva di salire e l’uomo dietro di lui. Su per valli, canaloni, precipizi. Finché a un certo punto il cacciatore capì che doveva fermarsi. Imparò la lezione: “Rispetta la montagna”, appunto. Chissà se tra sindaci e consiglieri della Val Martello qualcuno ricorda la leggenda che si tramandavano i loro antenati. Siamo ai piedi dell’Ortles, in Alto Adige, nel cuore del Parco dello Stelvio. Proprio qui si trova la zona chiamata Gallenmahd: sono boschi e prati a perdita d’occhio. Eppure il comune di Martello il 25 giugno scorso ha dato il via libera alla realizzazione di un nuovo albergo quattro stelle: 15.650 metri cubi (cioè oltre 5mila metri quadrati di superficie che sarà coperta di cemento) per 120/140 letti e 70 stanze. Senza contare una ‘diga’ anti valanghe lunga 150 metri, larga alla base 40 e alta 12. Non esattamente una costruzione che possa passare inosservata. Siamo a 1.665 metri, persi nei boschi di conifere, e il paese più vicino è a oltre sei chilometri di distanza.

Così nei giorni scorsi un gruppo di associazioni (Mountain Wilderness Italia, Federazione Ambientalisti Alto Adige, Heimatpflegeverband Südtirol, Umweltschutzgruppe Vinschgau e CAI Alto Adige) ha presentato ricorso al Tar. Il punto, dopo l’approvazione da parte del Comune, non è tanto se l’albergo si possa costruire. “La Val Martello – dicono le associazioni – promuove l’immagine di un luogo ancora in gran parte incontaminato, che punta sul turismo dolce. È proprio questo patrimonio che un grande albergo mette a rischio. La domanda non è se a Gallenmahd si possa costruire, ma se sia opportuno farlo”. Ma per portare la questione davanti al Tar serviva un appiglio giuridico. Ed ecco il nodo: “L’area dove si vuole costruire ricade in piena zona rossa per pericolo di valanghe, dove non è possibile edificare”. Ma allora come è stato possibile ottenere il via libera? “Si è prevista la costruzione di un grande vallo che proteggerà dalle valanghe”. Qui si scontrano le diverse tesi giuridiche: le associazioni che hanno proposto il ricorso sostengono che la diga anti valanghe sia in fondo opera accessoria all’albergo.

Qualcuno, intanto, fa notare che non molto lontano nel 1952 era già stato costruito un altro albergo, il Grand Hotel Paradiso della famiglia Fuchs, quella proprietaria della Birra Forst. L’edificio, firmato nientemeno che dal genio dell’architettura Giò Ponti, è da tempo abbandonato e in rovina. Ora l’ultima parola spetta ai giudici amministrativi. Però le stesse associazioni che hanno presentato ricorso ci tengono a precisare: “Noi non ci opponiamo allo sviluppo turistico di Martello. Un comune del parco nazionale ha bisogno di uno sviluppo adeguato alla propria realtà: di piccola scala, nell’esistente, con un reale beneficio locale”. Il punto è che Martello ha tutto il territorio compreso nel Parco, quindi pianificare è difficile. Soprattutto in assenza del famoso Piano del Parco che, fanno notare le associazioni, sarebbe compito della Provincia di Bolzano e che invece non arriva mai. Il sindaco Georg Altstatter spiega: “La possibilità di costruire è prevista nel piano urbanistico del 2000. Quando abbiamo votato il via libera al progetto c’è stata l’unanimità. Capisco le cautele degli ambientalisti, ma abbiamo 15mila ettari di territorio, siamo tra i comuni più grandi dell’Alto Adige, e appena 60mila prenotazioni l’anno. Selva di Val Gardena e l’Alta Badia sono sopra il milione. E io devo pensare ai 900 abitanti del mio paese, devo dare loro lavoro e non devo farli andare via. Oggi si basa tutto sull’agricoltura – le famose fragole – e l’artigianato”.

L’albergo della Val Martello, però, non è l’unico progetto che ha suscitato polemiche in Alto Adige. A Bressanone c’è il progetto per la costruzione del maxi hotel del gruppo Athesia sulla Plose: parliamo di 124 camere, cinque torri per 398 posti letto. A Riscone, ai piedi di Plan de Corones (Brunico) è stato dato il via libera all’ampliamento e alla costruzione di hotel a 5 stelle, tra cui l’hotel Heinz, che passerà da 70 a 142 posti letto. Il comproprietario della struttura, racconta Il Dolomiti, è il sindaco di Brunico, Bruno Wolf. La questione del cemento e degli alberghi da tempo divide l’Alto Adige, una provincia che ha fatto della cura del territorio una delle sue bandiere e delle sue ragioni d’orgoglio. Qui ogni balcone è ornato da gerani, ma negli ultimi decenni si è costruito, e non poco. In provincia di Bolzano viene promosso il turismo di lusso, con tutti gli impatti ambientali, energetici e di risorse naturali che comporta. È la cosiddetta battaglia per i letti freddi, quelli cioè destinati ai turisti e non agli abitanti. In alcuni paesi delle Alpi, soprattutto in Piemonte, si arriva fino al 90 per cento del totale. In Alto Adige si era deciso di porre un tetto, ma dal 2019 la corsa non si è fermata: si è passati da 230mila a 240mila posti letto in strutture ricettive (con 38 milioni di pernottamenti complessivi all’anno nella sola provincia di Bolzano).

Insomma, in discussione c’è l’intero modello economico. È il tema del turismo che porta da vivere, ma rischia di soffocare la stessa montagna che lo attira. L’equilibrio è molto fragile e non riguarda soltanto il cemento. Proprio sabato a Trento si terrà un convegno sullo sviluppo di nuove vie ferrate. E anche qui si confrontano opinioni opposte, tra chi chiede di realizzarne di nuove e chi invece sostiene che aprirne di altre renderebbe ancora più massiccio l’assalto alla montagna. Forse la vecchia leggenda raccontata in Val Martello sul padrone del maso di Stallwies che insegue il cervo bianco è stata dimenticata.

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António Guterres: apoio às energias fósseis é suicídio

Hidrocarbonetos "estão a fazer ferver o nosso planeta e constituem um flagelo para a biodiversidade", defendeu o secretário-geral da ONU num discurso em Erevã, capital da Arménia, antes da COP17.

© MICK TSIKAS/EPA

A declaração de Guterres ocorreu numa reunião de preparação da cimeira da COP17 sobre biodiversidade
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Sul nucleare siamo solo all’inizio

L’approvazione della legge delega non significa l’adozione automatica e immediata del nucleare. È l’atto con cui il Parlamento chiede al governo di scrivere le regole del gioco. Due le grandi decisioni da prendere: il tipo di reattori e dove localizzarli.

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La Sardegna non tollererà altra speculazione sull’eolico: così deciderà il suo destino energetico

di Enza Plotino

Gli sciocchi crescono e fanno danno! Ma come si può demonizzare l’arrivo di un cargo cinese che trasporta pale eoliche e accusarlo di contribuire alla “distruzione” dell’isola? Sottintendendo la complicità della Regione?

Cavalcare le polemiche o creare informazioni parziali o completamente errate sulle pale eoliche in Sardegna è pura azione di disturbo e basta! Sui social è tutto un fiorire di foto di colline con turbine eoliche accompagnate da frasi indignate sulla “deturpazione del paesaggio”. Si accusa l’eolico di uccidere uccelli, di fare rumore, di costare troppo, di servire solo a “fare guadagnare i soliti noti”. Ma sono, a volte, gli stessi che negli anni passati hanno colpevolmente taciuto quando la deregulation, la speculazione energetica ha colpito anche l’isola e i governi regionali hanno fatto “affari d’oro”, lasciando alle imprese, per la maggior parte straniere, di fare scempio del territorio con progetti di grandi impianti speculativi localizzati in lungo e in largo su coste, aree interne, territori protetti e via dicendo.

Quando è arrivata Todde a governare una regione ormai preda di un vero e proprio “assalto eolico”, con oltre 800 richieste di autorizzazione alla realizzazione di impianti, on e off-shore, e ha introdotto come prima misura utile una moratoria per fermare la speculazione e il blocco di nuove autorizzazioni, gli stessi che avevano in passato “governato” colpevolmente la deregulation hanno tacciato di incoerenza la presidente, rappresentante di un Movimento che dell’ambiente e delle fonti rinnovabili aveva fatto la sua battaglia identitaria. A questi attacchi scomposti in casa, si è aggiunto il conflitto con il Governo nazionale che ha impugnato la moratoria di 18 mesi sul blocco della realizzazione di nuovi impianti eolici e fotovoltaici, aprendo un contenzioso davanti alla Corte Costituzionale che ancora va avanti.

Ma già durante la campagna elettorale, prima della sua elezione, la governatrice aveva promesso battaglia contro la speculazione energetica che stava colpendo la Regione. “Ci siamo presi la responsabilità di governare e sappiamo bene cosa dobbiamo fare per fermare la speculazione senza interrompere la transizione ecologica”, ha spiegato ad ogni piè sospinto, e “non sulla pelle dei sardi”. Oggi, finalmente, la Sardegna ha conquistato un ruolo attivo e confermato un cambio di registro rispetto al passato: “sulla Sardegna decidono i sardi” afferma Todde in ogni sua dichiarazione.

Non c’è pregiudizio alcuno sull’eolico offshore, si vuole promuovere il fotovoltaico flottante sui bacini, l’agrivoltaico e si vuole potenziare l’idroelettrico e favorire la nascita di impianti geotermici. Quello che la Regione non è più disposta ad accettare è il pericolo concreto che imprenditori e aziende non sardi, e spesso neanche italiani, approfittino ancora del contesto normativo fino a qualche tempo fa estremamente favorevole e delle caratteristiche di insolazione e ventosità della Sardegna, per installare i loro impianti, “senza che la popolazione sarda riceva da ciò un reale beneficio e imponendo delle modifiche al paesaggio che in tanti casi sono semplicemente inaccettabili”.

Il Decreto sulle aree idonee risponde proprio a questo pericolo, definendo le prerogative della Sardegna sulla dislocazione degli impianti eolici e fotovoltaici sul territorio per raggiungere entro il 2030 la quota di 6,2 GWp aggiuntivi rispetto agli impianti già entrati in esercizio prima del 2021. E’ un nuovo campo di gara in cui la Sardegna decide il suo destino energetico. Se ne facciano una ragione tutti coloro che speculano demagogicamente sulle difficoltà con cui la Regione si sta riprendendo il governo di se stessa!

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Il proprietario risponde dei rifiuti abbandonati da altri sul suo terreno? Arriva il chiarimento

Nel diritto ambientale ci sono questioni che si ripropongono continuamente e che ancora non risultano chiarite definitivamente dalla giurisprudenza. Una di queste riguarda il proprietario di un terreno adibito abusivamente da altri a discarica di rifiuti. In questi casi, fermo restando che chi vi deposita rifiuti è soggetto alle sanzioni di legge e che ne risponde anche il proprietario del terreno se, in qualche modo, lo consente, il problema è se ne risponde, in qualche modo, anche il proprietario incolpevole del terreno e se, in particolare, può essere obbligato dal sindaco a bonificare e a recintare questa sua proprietà.

L’ultima sentenza in proposito proviene dal Consiglio di Stato (sez. 4, 1 settembre 2026, n. 6736) e riguarda, appunto, il caso di un terreno nel Comune pugliese di Vernole cui il sindaco aveva ingiunto la rimozione e lo smaltimento “dei rifiuti abbandonati all’interno delle aree suindicate, consistenti in rifiuti di vetro, gomma e metallo derivanti da lastre di vetrocamera in frantumi, occupanti una superficie irregolare di circa mt. 10×2, altezza mt 0,5 circa…”.

L’ordinanza veniva, tuttavia, impugnata dall’interessato ma il suo appello veniva respinto dal Tar di Lecce che riteneva avesse colpa in quanto, “pur non sussistendo l’obbligo da parte del proprietario del terreno, oggetto di abbandono di rifiuti, di attivare un servizio di vigilanza a protezione del fondo per impedire l’accesso di ignoti sullo stesso, il proprietario medesimo deve impedire, o comunque, rendere difficoltoso l’accesso sull’area, attraverso recinzioni, cancelli e cartelli che prevengano e vietino l’accesso stesso, nonché deve mantenere efficienti, nel tempo, le misure di protezione e prevenzione”.

Ricorreva, allora, al Consiglio di Stato che, con la sentenza in esame, gli dava, invece, ragione, richiamando il suo orientamento prevalente in proposito, secondo cui “il proprietario di un fondo non è responsabile dell’abbandono incontrollato di rifiuti o del loro deposito sulla propria area, salvo che non sia ravvisabile un comportamento doloso o colposo dello stesso”, aggiungendo che, nel caso in esame, non era stata dimostrata a sufficienza la sua colpa tanto più che, secondo gli accertamenti, i rifiuti “erano stati oggetto di un unico abbandono avvenuto di recente da ignoti”, ribadendo che “il proprietario non ha l’obbligo di recintare il suo terreno, cosicché la mancata recinzione non può essere valorizzata quale indizio della negligenza”. E, per completezza, si deve segnalare che, in precedenza lo stesso Consiglio di Stato aveva precisato che sussiste, tuttavia, la colpa, quando si tratta di un fatto prevedibile e prevenibile, aggiungendo, tuttavia, che occorre sempre restare “nei limiti di una ragionevole esigibilità, escludendo quindi, ad esempio, un obbligo di vigilanza 24 ore su 24 per prevenire condotte illecite di terzi”.

Del resto, questo è anche l’orientamento della Cassazione secondo cui “in materia di gestione e smaltimento dei rifiuti, il proprietario del sito ove i rifiuti son stati illecitamente depositati, o a fine di abbandono o a fine di smaltimento, non risponde, per la sola ragione della sua qualifica dominicale rispetto al terreno o comunque al sito in questione, dei reati dì realizzazione e gestione di discarica non autorizzata commessi da terzi, anche nel caso in cui non si attivi per la rimozione dei rifiuti stessi, in quanto tale responsabilità sussiste solo in presenza di un obbligo giuridico di impedire l’evento lesivo, il che potrebbe verificarsi solo nell’ipotesi in cui il proprietario abbia compiuto autonomi atti di gestione o di movimentazione dei rifiuti”.

Infine, si deve osservare che la sentenza in esame è sostanzialmente conforme al parere, anche se non recentissimo, della Corte di giustizia europea, la quale ha chiarito anche essa che il principio “chi inquina paga” non giustifica l’imposizione automatica di obblighi di bonifica a carico del proprietario solo in ragione della sua titolarità sul bene, se questi non è responsabile dell’inquinamento; aggiungendo, peraltro, che il diritto dell’Unione non osta a disposizioni nazionali, come quelle italiane, le quali non addossino l’obbligo di bonifica in via principale al proprietario incolpevole e che, quando l’inquinatore non è individuabile, l’autorità pubblica non può trasferire l’obbligo di bonifica in capo al proprietario del terreno che non abbia colpa o dolo nella contaminazione.

In conclusione, quindi, si può affermare che oggi, in sostanza, vi è un generale accordo, in giurisprudenza, secondo cui il proprietario del terreno non può, solo per la sua qualifica, essere oggetto di condanne o di obblighi per illeciti commessi sul suo terreno se non vi sia nel caso concreto la prova (risultante da specifici accertamenti) di un suo contributo causale, doloso o colposo, rispetto al verificarsi dell’evento.

Resta solo da aggiungere che tanti contenziosi di questo tipo non esisterebbero se le autorità non considerassero, molto spesso, l’abbandono di rifiuti, un fatto ineluttabile e, comunque, non molto grave; ed esercitassero con scrupolo i loro doveri di sorveglianza nelle zone di loro pertinenza, svolgendo, in caso di violazione, accurate indagini per identificare i responsabili dell’abbandono, evitando così il rischio di addossare al proprietario gli oneri di ripulitura del suo terreno.

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