Quatrocentas pessoas em Coimbra exigem direito a "um teto"

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Um sismo de magnitude 5.2 na escala de Richter foi hoje sentido na ilha de São Miguel, nos Açores, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com um comunicado do IPMA, o sismo foi sentido pelas 18:07 locais (19:07 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de 40 quilómetros a oeste de Ginetes, no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.
“Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli modificada) nas freguesias de Ponta Delgada (São Sebastião) e Relva (São Miguel)”, adiantou a fonte.
De acordo com a informação do IPMA, na ilha de São Miguel, no grupo Oriental açoriano, o abalo foi ainda sentido com menor intensidade nas freguesias de Arrifes, Capelas, Covoada, Fajã de Baixo, Fajã de Cima, Fenais da Luz, Feteiras, Ginetes, Ponta Delgada (São José), Ponta Delgada (São Pedro), Rosto do Cão (São Roque), Santa Bárbara, Santo António, São Vicente Ferreira, Pico da Pedra, Rabo de Peixe, Ribeira Grande (Conceição), Ribeira Grande (Matriz), Ribeirinha e São Brás (São Miguel).
O sismo foi também sentido, com menor intensidade na ilha Terceira (grupo Central), em Porto Judeu, Posto Santo, Lajes, Praia da Vitória (Santa Cruz) e Vila Nova.
Entretanto, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) referiu em comunicado que o abalo (a que atribui uma magnitude de 5.1) foi sentido nas ilhas de São Miguel, Terceira e Santa Maria.
“De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima V/VI (escala de Mercalli Modificada) no concelho de Ponta Delgada. O evento foi ainda sentido com intensidade V nos concelhos de Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo e Povoação, com intensidade IV/V no concelho de Nordeste, com intensidade IV nos concelhos de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (ilha Terceira) e com intensidade III em Vila do Porto (ilha de Santa Maria)”, indicou.
O CIVISA adianta que “continua a acompanhar o evoluir da situação”.
De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).
A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.
Com intensidade VI, considerado bastante forte, o sismo é sentido por todos e muitas pessoas assustam-se e correm para a rua, de acordo com a descrição do IPMA na sua página da Internet.
Já com intensidade V, considerada forte, os sismos são sentidos fora de casa, as pessoas são acordadas, os líquidos oscilam e alguns extravasam, pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados, as portas oscilam, fecham-se ou abrem-se, ao passo que os estores e quadros se movem e os pêndulos de relógios param ou alteram o estado de oscilação.
Em casos de sismos com uma intensidade IV, considerada moderada, “os objetos suspensos baloiçam, a vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, os vidros e loiças chocam ou tilintam e na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem”, indica o IPMA.
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O Chega admitiu hoje viabilizar propostas do PS para a habitação e desafiou os socialistas a aprovarem as suas, num “esforço conjunto”, e defendeu que as soluções para a crise têm de estar previstas no Orçamento do Estado.
Em conferência de imprensa na Assembleia da República, o presidente do Chega mostrou-se disponível para apoiar a proposta do PS para isentar de mais-valias a venda de casas até 300 mil euros, num sinal de “boa vontade”, apesar de considerar que essa medida terá um impacto residual.
Quanto aos arrendatários, André Ventura considerou que “só há duas formas” de apoiar as famílias com o aumento do valor das rendas: “Ou se apoia diretamente as famílias cuja taxa de esforço superou os 60%, num apoio direto, ou se permite deduzir esse valor no IRS”.
“É só dizer qual é a solução, nós estamos dispostos às duas. Aprovaremos a que for possível”, indicou, acrescentando que o Chega “está aberto” a encontrar soluções”, mas devem passar pelo Orçamento do Estado ou “não servirão para nada”.
“Ou consta do documento orçamental que as pessoas vão poder ter mais apoio quando as rendas são mais altas ou poderemos estar a ter reuniões as vezes que entendermos, não vai valer de nada. Ou aumentamos as deduções fiscais do IRS no crédito à habitação ou não vai valer de nada andarmos a reunir uns com os outros para fazer regimes legislativos muito interessantes mas que não podem violar a norma-travão constitucional. É agora no orçamento do Estado que temos que ajudar as pessoas”, argumentou.
O líder do Chega apelou ao PS que viabilize as propostas do pacote anunciado pelo Chega no fim de semana, apesar de ter voltado a acusar o partido de hipocrisia.
“Façam também a vossa parte, vamos lá ajudar a resolver este problema”, desafiou.
Ventura alargou este desafio também ao PSD, para que “seja uma coligação positiva” e um “esforço conjunto para melhorar a vida das pessoas”, porque “o país precisa de uma mudança total na habitação, precisa de uma revolução na habitação”.
O líder do Chega acusou ainda o Governo de estar “preocupado em passar uma qualquer imagem de dureza ‘cavaquista’ do exercício do poder” e de ter perdido “toda a ligação com os cidadãos, toda a empatia com os seus problemas”.
Quanto ao convite da presidente da IL aos líderes de todos os partidos com representação parlamentar para uma “conversa aberta e franca” destinada a encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação, Ventura admitiu participar mas considerou que “não é com estas reuniões que se encontram soluções”.
“Há aqui propostas concretas que os partidos têm que decidir se aprovam ou não aprovam. A Iniciativa Liberal […] tem votado contra sistematicamente propostas para ajudar os inquilinos a pagar as rendas”, referiu, dizendo que na matemática parlamentar apenas três partidos (PSD, Chega e PS) têm capacidade de aprovar ou rejeitar diplomas.
Sobre a revisão da lei do arrendamento, proposta do Governo aprovada na generalidade após um acordo escrito entre PSD e Chega, André Ventura disse que as negociações para a especialidade ainda não começaram e considerou que essa legislação “é apenas uma parcela da crise da habitação” porque “também quem comprou casa e está a pagar crédito à habitação sente a crise da habitação”.
Nesta conferência de imprensa, o presidente do Chega elogiou ainda a atuação das forças de segurança nas acampadas em Lisboa e no Porto, saudando a sua “paciência, proporcionalidade, educação e a capacidade de dizer que em Portugal tem que se cumprir regras”.
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Cerca de 99% das empresas do distrito de Bragança são micro e pequenas empresas, com dificuldades em contratar pessoas qualificadas e em investir em tecnologia, revelou, hoje, a presidente do NERBA, que entende que é preciso ambição e transformação.
Dados do NERBA – Associação Empresarial do Distrito de Bragança, revelam que nesta região 95 a 96% são micro empresas (com menos de 10 trabalhadores), 3,5 a 4,2% são pequenas empresas (entre 10 a 49 trabalhadores) e apenas 0,1% são grandes empresas (com mais de 250 trabalhadores).
A “natureza das próprias empresas é o principal obstáculo”, segundo Ana Carvalho, para a contratação de gente qualificada, essencial para o crescimento da firma e para apostar no digital.
“É evidente que negócios de menor dimensão não permitem os desenvolvimentos de carreira e pessoais, que talento altamente qualificado procura. Portanto, temos dificuldade em fazer transformações e crescimento, porque temos fuga de talento”, referiu a presidente do NERBA.
Por isso, defende, a “estratégia dos negócios locais tem de mudar”, os “negócios locais têm de procurar mercados fora, têm que ganhar a ambição e têm que procurar transformar os seus produtos ou as suas formas de venda de forma a captar mercados nacionais e internacionais”.
Numa região onde muitas empresas são do setor agrícola, Ana Carvalho entende que o crescimento depende não só de colaboradores qualificados, mas também de investimento na transformação.
“É importante que o território se capacite de indústria transformadora. (…) Só com um grande investimento no agroalimentar e na transformação daquilo que são os produtos endógenos é que nós conseguimos alavancar a economia regional, porque é fundamental nós centrarmo-nos nas atividades que acrescentam valor ao produto e que permitem vender esse produto com maior lucro”, explicou.
Como exemplo, falou da produção de castanha, que é vendida a granel, devido à baixa transformação na região. No seu ponto de vista, se houver mais transformação do fruto, poderia tornar-se num “produto de nicho”, “setor premium”, o que iria “aumentar margens”, porque ao ser produzido em baixa escala, “os custos logísticos diminuem”, criando-se um negócio “ideal” para a região.
No entanto, a falta de indústria transformadora, diz, deve-se à “incapacidade de investir e de assumir riscos e ambição”.
“O desafio é fazer este crescimento através destes jovens altamente qualificados, mas as empresas locais, os empresários locais, o tecido empresarial local, [tem de] permitir-se a esta junção entre o jovem talento e aquilo que são negócios familiares, já com características e personalidades próprias, e permitir-se a essa transformação”, frisou.
A presidente do NERBA admitiu, à Lusa, que existe “conservadorismo” nas empresas da região e que, em termos digitais, estão “um ponto mais atrás” em relação ao país, com uma literacia digital “mais atrasada”, mas começam a ser dados “passos lentamente” para mudar este cenário com a entrada da nova geração.
Ainda de acordo com dados da associação empresarial, apenas entre “55 a 59% das empresas regionais mantêm ‘website’ ou página oficial”, apenas “28 a 33%” adotam tecnologias de computação em nuvem, sendo que a média nacional é de 38,7%, e menos de 6% usa inteligência artificial, abaixo da média nacional que é de 11,5%.
“A nova geração está a mudar e eu diria que, a junção da nova geração com a geração que está a deixar o seu legado, esta junção, também está a trazer frutos, mas é algo que acontece lentamente”, sublinhou.
O NERBA tem vindo a desenvolver projetos ligados ao digital, o Emprego+Digital, que decorreu entre 2023 a 2025, e contou com a participação de 1922 pessoas, e o Líder+Digital, para empresários ou gestores de pequenas e médias empresas, e contou com 54 participantes.
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