Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade, conforme os traders reagiam a avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,03% (US$ 0,03), a US$ 108,82 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,68% (US$ 0,67), a US$ 97,15 o barril, na Nymex.
O petróleo passou a recuar, revertendo alta observada mais cedo, em meio à posição dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra na Ucrânia.
Putin recebeu nesta quarta-feira, em São Petersburgo, o enviado dos EUA Steve Witkoff para discutir uma saída negociada para a guerra. O encontro ocorreu um dia após o representante de Donald Trump conversar com Zelensky e líderes europeus em Oslo.
A commodity vinha mais firme antes dessa informação diante dos estoques de petróleo nos EUA, que apresentarem queda de 3,06 milhões de barris na semana.
Já no Oriente Médio, petroleiro foram atingidos nesta quarta-feira por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de UKMTO (Operações de Comércio Marítimo, em inglês).
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em artigo publicado no Financial Times que Teerã está disposta a buscar uma solução diplomática para o conflito, mas preparada para se defender.
Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis pré-guerra. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima do nível pré-guerra de 23,3 milhões de barris por dia, de acordo com a Kpler.
A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) intensificou o acompanhamento das condições de navegação e operação das travessias no Amazonas diante dos impactos provocados pela época de estiagem.
Nessa última terça-feira (20), equipes da agência realizaram visitas técnicas coordenadas às travessias de Igapó-Açu e Manaus-Careiro da Várzea para verificar as condições dos serviços e as providências adotadas diante dos problemas identificados nas últimas semanas.
Além disso, a Antaq busca identificar os possíveis riscos à continuidade das operações na região.
Na travessia entre Manaus e Careiro da Várzea, localizada no corredor da BR-319, um dos pontos avaliados foi a formação de um banco de areia no canal de navegação, que altera as condições de passagem das embarcações e pode demandar serviços de dragagem.
As equipes também verificaram a situação das rampas de embarque e desembarque, podendo necessitar de adequações em razão do recuo das águas durante o período sem chuvas.
Durante a visita, foi acompanhada ainda a operação do Consórcio Rio Negro SPE, selecionado por meio de chamada pública para a prestação do serviço de transporte aquaviário de veículos e passageiros na travessia.
Atuação preventiva
Ainda em comunicado divulgado nesta quarta (21), a agência afirmou que as discussões concentraram-se nas condições de navegação e nas necessidades de infraestrutura para manter o funcionamento das travessias durante a estiagem.
Entre as medidas avaliadas estão a possível dragagem do canal de navegação e as adequações nas rampas de acesso, intervenções que são de responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Segundo o diretor-geral, Frederico Dias, a agência tem acompanhado os problemas que a seca tem trazido para as travessias e buscando antecipar as situações que possam comprometer a prestação dos serviços.
Os ativos das entidades fechada de previdência complementar registraram um crescimento de cerca de 82% em termos nominais nos últimos dez anos, saltando de R$ 790 bilhões em 2016 para R$ 1,438 trilhão em junho de 2026, cerca de 11% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, conforme dados divulgados pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) nesta quarta-feira (21).
Os números foram apresentados nesta quarta-feira (21), durante o 47º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, em São Paulo.
A associação aponta que a expansão ocorreu de maneira praticamente contínua ao longo da década, passando por R$ 1,049 trilhão em 2020, R$ 1,176 trilhão em 2022, R$ 1,275 trilhão em 2024 e R$ 1,374 trilhão em 2025.
Ao CNN Money, Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp, cita a qualificação técnica de equipes como fator determinante para gerenciar os ativos e alcançar a cifra. “É um patrimônio formado para garantir benefícios no longo prazo, mas que também tem um papel relevante na economia brasileira”, disse.
No que se refere à alocação de recursos, a carteira de investimentos das entidades somava R$ 1,362 trilhão em junho.
A renda fixa manteve-se absoluta na preferência dos gestores e concentrava 86,1% dos investimentos (o equivalente a R$ 1,173 trilhão), superando os percentuais de 85,2% no encerramento de 2025, 82,9% em 2024 e 75,7% em 2021. Desse total aplicado em renda fixa, R$ 264,1 bilhões estavam em títulos públicos e R$ 900,7 bilhões em fundos de investimentos do segmento.
Em contrapartida, a participação da renda variável recuou de 15,8% da carteira em 2021 para 6,7% em junho de 2026, totalizando R$ 91,3 bilhões, dos quais R$ 55,7 bilhões foram aplicados diretamente em ações.
O economista Ricardo Amorim explicou ao CNN Money que não há motivos para o setor optar por diversificação de investimentos enquanto a taxa de juros no Brasil continuar em patamares mais altos.
“Enquanto a gente tiver um problema fiscal grave, a taxa de juro real brasileira vai ser muito alta, que é o que acontece. Enquanto a taxa de juro real brasileira for superior ao que é a meta atuarial dos fundos de pensão, que em geral é juro real de 6%, ou seja, 6% acima da inflação, […] até título público que vence em 2060, pagando juros superiores a isso, não tem razão para o gestor diversificar, não vai acontecer”, explicou Amorim.
Para o fechamento de 2026, a Abrapp projeta que os ativos das entidades possam atingir R$ 1,51 trilhão.
Além da robustez financeira, a previdência complementar fechada protege cerca de 8,4 milhões de pessoas, considerando participantes ativos, dependentes e assistidos.
No ano de 2025, as entidades realizaram o pagamento de R$ 82 bilhões em benefíciospara aposentadoria programada, aposentadoria por invalidez e para pensões.
Acesso ao sistema previdenciário por autônomos e informais
A Abrapp aponta que cerca de 50 milhões de brasileiros estão fora do sistema previdenciário, em meio ao avanço do trabalho autônomo, informal e por plataformas digitais.
O setor debate a criação de um modelo de micropensões inspirado em experiências internacionais. A proposta busca criar alternativas de proteção de longo prazo para os trabalhadores que hoje encontram dificuldades para participar dos modelos tradicionais de previdência complementar.
Para viabilizar essa inclusão, o sistema prevê a formação de reservas previdenciárias diretamente vinculadas ao CPF, sustentadas por contribuições de baixo valor e com a possibilidade de contar com aportes vindos das próprias plataformas digitais.
Devanir Silva classifica o alto nível de informalidade dos profissionais independentes como “um verdadeiro exército de invisíveis” formado, por exemplo, por motoristas de aplicativo, entregadores ou autônomos que trabalham na internet.
“São pessoas que trabalham muito, 12, 13 horas por dia, e não tem uma proteção social adequada”, argumenta.
“Se a cada R$ 10,00 esse motorista [de aplicativo] ou esse entregador contribuir com R$ 0,50 e a plataforma [para a qual ele presta serviço] com R$ 0,60, ele vai ter uma aposentadoria digna, aí em torno daí dos R$ 3.000 a R$ 4.000. É importante isso, porque nós vamos trazer essas pessoas com a esperança de uma velhice segura, de uma longevidade segura e autônoma”, sugere Devanir.
Trata-se, portanto, de um plano de capitalização, onde o regime de juros compostos favorece a formação de patrimônio.
O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou a sessão desta quarta-feira (21) com queda de 0,24% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 12,45 por bushel. Segundo a Granar, a oleaginosa completou o oitavo pregão consecutivo de perdas, pressionada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos.
As condições climáticas secas em grande parte do Meio-Oeste americano favorecem os trabalhos no campo, com previsão de continuidade desse cenário por pelo menos sete dias. O ritmo acelerado da colheita amplia a entrada da nova safra no mercado e contribui para pressionar os preços.
As cotações também não reagiram às novas vendas de soja americana da safra 2026/2027 confirmadas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Nesta quarta-feira, o órgão informou negócios de 134 mil toneladas para a China e 165 mil toneladas para a Espanha.
As operações se somam às vendas anunciadas entre segunda e terça-feira, que totalizaram 726 mil toneladas para a China e 261 mil toneladas para destinos não identificados.
No Brasil, o plantio da safra de soja avança em ritmo relativamente normal, ligeiramente acima do registrado no ano passado e da média dos últimos cinco anos. De acordo com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a semeadura alcançou 30,1% da área prevista até terça-feira, ante 21,4% no mesmo período de 2025 e média histórica de 26,4%.
Apesar do avanço dos trabalhos, a necessidade de chuvas permanece concentrada em regiões do Centro-Oeste e do Sul do país, onde a disponibilidade de umidade é importante para o desenvolvimento das lavouras.
Milho
O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou a sessão com valorização de 0,27% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,63 por bushel.
Segundo a Granar, a alta interrompeu uma sequência de seis sessões consecutivas de perdas. O movimento foi favorecido por operações de hedge dos investidores, após a recente liquidação de contratos, e pela possibilidade de ampliação das exportações americanas para a União Europeia.
Apesar da recuperação, os ganhos foram limitados pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, que caminha para se tornar a segunda maior da história do país. As condições climáticas secas no cinturão produtor de milho e soja favorecem os trabalhos no campo e aceleram a entrada de novos grãos no mercado, ampliando a oferta e pressionando os preços.
Trigo
O contrato futuro do trigo para entrega em dezembro encerrou a sessão com queda de 2,33% na bolsa de Chicago, cotado a US$ 6,25 por bushel.
Segundo a Granar, os preços do cereal voltaram a recuar nos mercados americanos, pressionados pela intensificação da liquidação de contratos por fundos de investimento. O movimento contribuiu para a sétima semana consecutiva de perdas para o trigo.
Entre os fatores que influenciam as cotações está o início da colheita no Hemisfério Sul, que deve ampliar a oferta global e abrir novas possibilidades de abastecimento para os importadores. A disponibilidade adicional pode favorecer compradores que buscam alternativas aos embarques prejudicados pela turbulência na região do Mar Negro.
A retomada das negociações diplomáticas em busca de uma solução para a guerra entre Rússia e Ucrânia também contribui para o movimento de baixa, diante das possíveis mudanças nas perspectivas de oferta e comercialização do cereal na região.
O setor de previdência complementar fechada no Brasil registrou crescimento expressivo na última década, com avanço de 82% do patrimônio em dez anos, segundo dados da Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar).
Apesar do crescimento robusto, o setor reconhece que mais de 50 milhões de brasileiros ainda estão fora do sistema previdenciário.
Para enfrentar esse desafio, a Abrapp propõe a criação de um modelo de micropensões, inspirado em experiências internacionais, voltado especialmente para trabalhadores autônomos, informais e de plataformas digitais.
A proposta prevê a formação de reservas previdenciárias vinculadas ao CPF de cada trabalhador, independentemente do modelo de contratação, com contribuições de baixo valor mensal feitas tanto pelo trabalhador quanto pelas empresas ou plataformas digitais.
O tema foi um dos destaques nos debates do 47º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, reallizado nesta quarta-feira (21), em São Paulo, reunindo especialistas e empresários do segmento.
Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp, explicou a lógica do modelo: “Se a cada R$ 10 esse motorista ou esse entregador contribuir com R$ 0,50 e a plataforma com R$ 0,60, ele vai ter uma aposentadoria digna.”
Silva destacou ainda que o sistema contemplaria um plano de capitalização baseado em juros compostos, além de uma proteção por seguros contra danos pessoais e materiais.
Um terceiro pilar também está sendo estudado: o microcrédito, para permitir que o trabalhador atualize seus instrumentos de trabalho.
“Nós pagamos hoje, todos os meses, 10 bilhões de reais em benefícios para quase um milhão de pessoas”, afirmou Silva, acrescentando que o objetivo agora é que a previdência alcance muito mais trabalhadores.
“Precisamos que essa previdência seja de muito mais trabalhadores, seja uma previdência de todos”, concluiu.
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Os contratos futuros do café arábica fecharam em alta na sessão desta quarta-feira (21) bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro avançou 1,56%, cotado a US$ 3,16 por libra-peso, recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior.
Segundo a Barchart, a valorização reverteu grande parte da queda de 1,39% observada na terça-feira, quando o mercado foi pressionado pela informação de que quase 28 mil sacas de café arábica aguardavam classificação na bolsa internacional, o maior volume em mais de um mês.
Apesar desse aumento na fila de classificação, os estoques certificados de arábica na ICE recuaram para 234.901 sacas na terça-feira, o menor patamar em cinco semanas. O volume permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro.
Cacau
O contrato futuro do cacau para entrega em dezembro encerrou o pregão com alta de 0,72%, cotado a US$ 5.843 por tonelada.
Segundo o Barchart, os preços da commodity avançaram pela terceira sessão consecutiva nesta sessão, diante de sinais de redução da oferta na Costa do Marfim. Dados do governo do país mostram que os produtores entregaram 78.212 toneladas de cacau aos portos entre 1º e 18 de outubro, volume 41% inferior às 133.209 toneladas registradas no mesmo período do ano passado.
Os indicadores de demanda, por sua vez, apresentaram resultados distintos entre as principais regiões consumidoras. Na América do Norte, a moagem de cacau recuou 2,5% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025, para 109.978 toneladas, segundo a Associação Nacional de Confeiteiros.
Na Ásia, a moagem avançou 29% na comparação anual, para 233.767 toneladas, de acordo com a Associação de Cacau da Ásia. O crescimento superou a expectativa de alta de 15% e representou um recorde.
Já na Europa, a moagem aumentou 3,2% no terceiro trimestre, para 348.215 toneladas, conforme dados da Associação Europeia de Cacau. O resultado também surpreendeu o mercado, que esperava uma retração de 3,9% na comparação anual.
Açúcar
O contrato futuro do açúcar para entrega em março fechou o pregão com queda de 0,34% na bolsa de Nova York, cotado a 20,45 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, os preços do açúcar recuaram pela quarta sessão consecutiva, pressionados pela liquidação de posições compradas após a commodity atingir a máxima do contrato na quarta-feira passada.
O movimento também reflete o posicionamento dos fundos de investimento. O relatório semanal Compromisso dos analistas, divulgado na última sexta-feira, mostrou que os fundos ampliaram em 16.184 contratos suas posições compradas em açúcar na Bolsa de Nova York na semana encerrada em 13 de outubro. Com isso, a posição líquida comprada chegou a 228.743 contratos, o maior nível em mais de cinco anos, o que aumenta a pressão para realização de lucros.
Além disso, os preços foram pressionados pela decisão do governo da Índia de determinar que as distribuidoras estatais de combustíveis interrompam, a partir de 1º de novembro, as compras de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. A medida pode direcionar mais matéria-prima para a produção de açúcar, ampliando a oferta do adoçante no mercado.
Suco de Laranja
O contrato futuro do suco de laranja para entrega em janeiro encerrou o pregão na Bolsa de Nova York com queda de 2,42%, cotado a US$ 1,45 por libra-peso.
Algodão
O contrato futuro do algodão para entrega em dezembro encerrou o pregão com valorização de 1,17%, cotado a 81,83 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo o Barchart, o mercado Seam registrou a venda de 2.550 fardos na terça-feira (20), a um preço médio de 76,22 centavos de dólar por libra-peso. No mesmo dia, o índice Cotlook A avançou 20 pontos, para 91,15.
Os estoques de algodão certificados pela ICE aumentaram em 2.000 fardos em 20 de outubro, totalizando 18.618 fardos. Já o preço mundial ajustado subiu 80 pontos na semana passada, alcançando 64,61 centavos de dólar por libra-peso.
O governo federal criou três subsecretarias e remanejou 23 cargos e funções de confiança para estruturar o funcionamento do CIMCE (Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos), criado em setembro para coordenar a política brasileira para o setor.
A medida consta de decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 16 de outubro e publicado no Diário Oficial da União na segunda-feira (19).
A nova estrutura ficará no MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), responsável pela secretaria-executiva do conselho.
O colegiado, vinculado à Presidência da República, foi instituído pela Lei nº 15.506, sancionada em 16 de setembro, com o objetivo de ampliar a participação brasileira nas cadeias globais de minerais críticos, como terras raras, lítio e níquel, e estimular o processamento desses recursos no país.
Entre suas atribuições estão a aprovação de projetos considerados estratégicos e a análise de determinadas operações empresariais, incluindo mudanças de controle de mineradoras, transferências de direitos minerários e acordos internacionais de fornecimento.
Análise de negócios e projetos
Uma das três novas estruturas será a Subsecretaria de Análise de Operações, responsável por receber e examinar requerimentos, elaborar relatórios técnicos e preparar propostas de decisão sobre negócios submetidos ao conselho.
A área também poderá instruir a abertura de procedimentos por iniciativa do próprio governo, além de preparar propostas de medidas cautelares e acompanhar o cumprimento das condições impostas às empresas.
Já a Subsecretaria de Projetos ficará encarregada de analisar pedidos de enquadramento de empreendimentos nos instrumentos da política mineral, organizar o cadastro de projetos estratégicos e monitorar sua execução.
A terceira área, de Gestão e Assessoramento ao Pleno, será responsável pela organização das reuniões, preparação de documentos e acompanhamento da PNMCE (Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos).
Ao todo, o decreto remaneja 23 cargos comissionados e funções de confiança do Ministério da Gestão para o MDIC, incluindo os postos de secretário-executivo, três subsecretários, coordenadores e assessores. A medida não representa, necessariamente, a contratação de novos servidores.
Poder de decisão
Pelas regras estabelecidas o conselho poderá homologar operações sem restrições, impor condições ou impedir determinados negócios envolvendo minerais críticos e estratégicos.
A decisão caberá ao Comitê Executivo do CIMCE, formado por representantes de nove ministérios e presidido pelo MDIC.
O novo decreto não amplia esses poderes, mas estabelece a estrutura técnica responsável pela análise dos processos que serão submetidos ao colegiado.
Apesar do avanço administrativo, a norma não apresenta novos critérios para determinar quais operações deverão passar pela análise do conselho, nem detalha as condições que poderão ser exigidas das empresas.
O decreto também prevê que o regimento interno do CIMCE, responsável por disciplinar seu funcionamento, será proposto pelo Comitê Executivo.
Os municípios brasileiros que aderiram ao TAGP (Termo de Adesão à Gestão de Praias) receberam prazo até 12 de dezembro para prestar contas à União. As prefeituras precisam entregar ao governo federal o relatório sobre a gestão e o estado da infraestrutura de suas praias em relação ao ano de 2025.
O Brasil conta com 279 cidades com praias e orlas marítimas ou presentes em estuários, lagos e rios. Desse grupo, 80 assumiram a gestão dos espaços por meio do compromisso firmado no TAGP.
A data limite para o envio da prestação de contas foi divulgada no DOU (Diário Oficial da União) de terça-feira (21). A portaria em questão estabelece 60 dias para que sejam enviados os RAGPs (Relatórios Anual de Gestão de Praias) ao Executivo.
No documento, as prefeituras devem registrar as condições ambientais, os usos, a infraestrutura e a forma de gestão dos ambientes sob sua responsabilidade, incluindo também atualizações sobre as áreas de uso comum com exploração econômica, como calçadões, praças e parques públicos, além das ações realizadas.
O TAGP e mudanças para os próximos anos
O TAGP é um mecanismo criado pelo governo federal que permite que cidades passem a gerir praias e orlas que são, originalmente, da União.
Por meio da assinatura do termo junto à SPU (Secretaria do Patrimônio da União), do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), as prefeituras assumem o compromisso de administrar as áreas no dia a dia, além de assumir compromissos com o governo.
Segundo o MGI, neste ano, os municípios devem preencher e enviar o relatório à União até dezembro, mas, a partir de 2027, os dados relativos ao ano anterior devem ser entregues até o dia 30 de abril do ano seguinte.
Ainda segundo a pasta, municípios com relatórios pendentes anteriores a 2025 também ficam dispensados de entregar os documentos.
O ministério também reforça que o descumprimento do prazo para a entrega do RAGP pode provocar consequências como a rescisão da participação do município.
O Brasil continua sendo o principal alvo de ataques hackers na América Latina. Um relatório da NETSCOUT apontou que, no primeiro semestre deste ano, foram 1,1 milhão de tentativas de ataque DDoS na região. Desse número, quase metade (487 mil) foram direcionados ao Brasil.
Ataques DDoS (Distributed Denial of Service, ou Negação de Serviço Distribuída) são tentativas de derrubar um serviço online, site ou servidor por meio de tentativas excessivas de acesso ou solicitações. Isso causa uma sobrecarga no sistema.
Peru, Argentina, Chile e Equador também aparecem entre os cinco países mais visados da América Latina.
Segundo o “Relatório de Inteligência sobre Ameaças de Negação de Serviço Distribuída”, os ataques no Brasil no primeiro semestre de 2026 representaram um aumento de 3,56% em relação ao semestre anterior.
A duração média dos ataques no país foi de 59,31 minutos.
O levantamento analisou 209 países, nas regiões da AMérica Latina, Ásia-Pacífico, Europa, Oriente Médio e África, e América do Norte. Foram mais de 9,1 milhões de ataques DDoS registrados no total no período.
Principais setores afetados
No Brasil, o setor mais impactado foi o de operadores de telecomunicações sem fio (exceto via satélite), que registrou mais de 141 mil ataques no período.
Serviços de hospedagem/infraestrutura de computação vieram na sequência, com 50 mil ataques, seguido de operadores de telecomunicações com fio (28 mil).
A maior duração média de ataques foi no setor de lojas de brinquedos e jogos de hobby. Apesar de ter registrado apenas pouco mais de 2 mil casos, o tempo médio entre detecção e solução foi de 735 minutos.
Em comparação, o menor tempo médio foi no setor de serviços de consultoria em distribuição e logística, com 2.500 casos e média de 13 minutos por ataque.
O relatório ainda apontou que ataques curtos, com duração de um minuto ou menos, quase dobraram sua participação desde o segundo semestre de 2023.
Ataques mais comuns
Segundo o levantamento, o método mais comum de ataque DDoS foi o de caminho direito (direct-path), com 64% dos casos. Nesse ataque, os cibercriminosos sobrecarregam o alvo com tráfego malicioso por meio de IPs reais de dispositivos comprometidos, criando um fluxo contínuo.
O carpet-bombing (bombardeio massivo) também foi destaque, com participação subindo 3,97% dos casos no semestre anterior para 4,54% no primeiro semestre deste ano. Nesse caso, em vez de focar em um único hospedeiro, o tráfego malicioso vai para um bloco inteiro de endereços IPs, como uma rede.
A conclusão do relatório é que equipes de defesa precisam continuar se preparando para uma intensidade de ataques cada vez maior.
A ação da WEG se desvalorizava nesta quarta-feira (21) após o grupo publicar um desempenho, segundo analistas, abaixo do esperado para o terceiro trimestre.
Às 11h, os papéis se desvalorizavam 4,6% a R$ 46,53, a maior queda do índice Ibovespa. No acumulado do ano, as ações da WEG mostram queda de cerca de 3,6%.
A fabricante de motores elétricos e equipamentos de geração de energia teve lucro líquido de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 1% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado antes da abertura do mercado nesta quarta-feira.
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,35 bilhões para o período, expansão de 3,1% ano a ano.
Analistas esperavam lucro líquido de R$ 1,71 bilhão e Ebitda de R$ 2,40 bilhões no período, de acordo com dados da LSEG.
Segundo a UBS BB, a reação negativa do mercado ocorre devido a uma queda da margem Ebitda mais forte que a esperada, já que o mercado havia antecipado recuo de 0,4 ponto percentual.
A WEG teve margem Ebitda de 21,6% no terceiro trimestre, recuo de 0,6 ponto percentual. A companhia citou como fatores o aumento nos custos de matérias-primas como cobre, além de um câmbio desfavorável e impactos das tarifas de importação implementadas pelos Estados Unidos.
Já os analistas da Citi destacaram que tanto o Ebitda como o lucro líquido ficaram cerca de 1% abaixo do esperado.
A empresa teve receita líquida de R$ 10,86 bilhões, expansão de 5,7% na comparação anual, ante expectativa média do mercado de faturamento de R$ 10,92 bilhões, segundo a LSEG.
A receita cresceu 1,8% no mercado interno e 8,3% no externo. Atualmente, o faturamento no Brasil representa 37,5% da receita do grupo, enquanto o mercado externo é responsável por 62,5%.
A WEG citou no balanço que o desempenho internacional foi “sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período”.
Para a equipe de analistas do Santander liderada por Lucas Barbosa, o grupo apresentou um resultado sólido de rentabilidade apesar das despesas com pessoal mais elevadas e do impacto das tarifas dos EUA.
A WEG disse que investiu R$ 905,4 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva no trimestre, acima dos R$ 672,6 milhões do terceiro trimestre de 2025. Do total, 39,8% foram destinados às unidades produtivas no Brasil e o restante ao exterior.
A empresa anunciou anteriormente que prevê investir em 2026 cerca de R$ 3,54 bilhões, acima do nível de 2025.
O contrato futuro do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (21) revertendo parte das perdas registradas recentemente. Investidores ponderam os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e no Leste Europeu – que pressionam os preços do petróleo.
Os juros dos Treasuries e o dólar operam perto da estabilidade, o que dá fôlego ao metal precioso.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,18%, a US$ 4.150,00 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês recuou 0,5%, a US$ 57,71 por onça-troy.
A posição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que teria concordado em retomar as negociações trilaterais com os EUA e a Ucrânia para encerrar a guerra no Leste Europeu pressionaram os preços do petróleo, o que abriu espaços para a alta do ouro.
No radar geopolítico, também há expectativas para um diálogo diplomático para resolver o conflito no Irã, após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, dizer que Teerã está disposto a buscar uma solução para encerrar a guerra.
Apesar da queda nos preços do petróleo hoje, analistas da Kotak Neo afirmam que os valores elevados da commodity continuam a complicar as perspectivas para a política monetária, o que implica pressão de baixa para o ouro.
No entanto, a análise destaca que uma fraqueza do dólar americano e dos rendimentos dos títulos do Tesouro temlimitado maiores perdas para os metais preciosos.
“Na ausência de dados econômicos relevantes dos EUA, as movimentações no mercado de títulos e a evolução dos preços do petróleo bruto devem ditar o ritmo das negociações nas próximas sessões”, pondera.
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos tiveram queda de 3,06 milhões de barris, a 412,517 milhões de barris, na semana encerrada em 16 de outubro, informou nesta quarta-feira (21) o DoE (Departamento de Energia, na sigla em inglês) do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam queda de 300 mil barris.
Os estoques de gasolina caíram 2,952 milhões de barris, a 205,31 milhões de barris, enquanto a projeção era de estabilidade. Já os de destilados subiram 1,675 milhao de barris, a 104,286 milhões de barris, enquanto a previsão era de queda de 1,3 milhão de barris.
A taxa de utilização da capacidade das refinarias caiu de 93,5% na semana anterior para 93,4% na mais recente, contra expectativa de alta a 93,6%.
Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram crescimento de 987 mil barris, a 27,594 milhões de barris. Já a produção média diária dos EUA caiu 410 mil barris na semana, em 16,269 milhões de barris.
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira (21) que a UE (União Europeia) continuará aberta ao comércio com a China e que o bloco buscará evitar uma guerra comercial com Pequim.
“A China é uma parceira confiável e muito importante para muitas empresas alemãs e além. Então, não queremos um conflito comercial”, disse ele, durante evento promovido pela Bloomberg.
Merz, porém, defendeu a necessidade de proteção diante de “uma nova dimensão” de excesso de capacidade e de uma moeda subvalorizada.
Para o chanceler, o objetivo europeu é alcançar “um novo equilíbrio comercial com a China”. “Queremos ter um comércio justo com a China, com interesses mútuos, mas precisamos estar prontos para defender nossa indústria“, destacou.
Os investimentos no setor de Transportes previstos no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 somam R$ 16,07 bilhões, considerando os orçamentos da União e das empresas estatais, segundo levantamento da CNT (Confederação Nacional do Transporte).
O montante é uma redução de 4% em relação à proposta orçamentária de 2026 para o setor, que previa R$ 16,73 bilhões, em valores corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) até agosto de 2026 – quando o projeto foi apresentado ao Congresso.
A Confederação destaca que a retração contrasta com a variação positiva dos investimentos previstos diretamente no orçamento da União. Nesse recorte, os recursos para transportes passam de R$ 14,42 bilhões na proposta de 2026 para R$ 14,61 bilhões na de 2027.
Por outro lado, a redução vem da redução dos investimentos previstos para as empresas estatais do setor, de R$ 2,31 bilhões para R$ 1,45 bilhão.
Entre os modais considerados pela CNT, o transporte rodoviário concentra a maior parcela dos investimentos previstos, com R$ 12,46 bilhões, equivalente a 85,2% do total destinado às subfunções do setor.
O levantamento destaca R$ 808,61 milhões para o transporte ferroviário, R$ 640,73 milhões para o aquaviário e R$ 212,61 milhões para o aéreo.
A CNT também destaca a diferença entre os recursos previstos para rodovias e a necessidade estimada de investimentos na malha pública federal.
Segundo a entidade, seriam necessários R$ 49,93 bilhões para atender às demandas identificadas nas rodovias sob gestão federal, cerca de quatro vezes os R$ 12,46 bilhões previstos para o transporte rodoviário na proposta orçamentária de 2027.
Estatais
No orçamento das empresas estatais do setor (Infraero e Companhia das Docas), os investimentos recuam de R$ 2,31 bilhões no PLOA de 2026 para R$ 1,45 bilhão no de 2027.
A previsão para o setor aquaviário cai de R$ 1,79 bilhão para R$ 1,04 bilhão. Para o setor aéreo, os investimentos previstos diminuem de R$ 522,44 milhões para R$ 412,95 milhões.
Ministérios
No Ministério dos Transportes, os investimentos previstos somam R$ 13,67 bilhões no PLOA de 2027, ante R$ 13,65 bilhões na proposta do ano anterior.
Para o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), a previsão é de R$ 12,42 bilhões, aumento em relação ao PLOA de 2026, mas abaixo do valor aprovado na LOA deste ano, segundo os dados compilados pela CNT.
A entidade observa ainda que o orçamento do Ministério de Portos e Aeroportos apresenta redução no total de recursos previstos, de R$ 4,12 bilhões para R$ 3,18 bilhões.
Apesar disso, as despesas classificadas como investimentos aumentam de R$ 768,24 milhões para R$ 941,53 milhões. A variação reflete, em parte, a forte queda nas inversões financeiras previstas para a pasta.
Os números do levantamento comparam propostas orçamentárias e, em alguns casos, valores autorizados na lei orçamentária vigente. Portanto, não representam necessariamente o montante que será efetivamente gasto em 2027.
A execução dependerá da aprovação do orçamento, da configuração da Esplanada dos Ministérios, de eventuais alterações durante a tramitação e da liberação dos recursos ao longo do exercício.
O primeiro leilão de gás da União, realizado pela PPSA (Pré-Sal Petróleo), que ocorrerá nesta quinta-feira (22), terá com 36 proponentes habilitados para disputar os 110 lotes de gás natural que serão ofertados ao mercado.
O certame está marcada para às 9h e será feito em formato on-line, por meio da plataforma eletrônica da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
Ao todo, cinco setores da indústria de base poderão participar.
O leilão, que oferecerá diretamente aos consumidores o gás natural processado pertencente à União, busca ampliar o número de agentes no mercado de gás, promovendo uma maior liquidez, e contribuir para a competitividade da indústria brasileira.
Ao final de cada etapa do leilão, a CCEE divulgará os resultados da rodada, incluindo os vencedores e o preço médio do gás natural comercializado.
A primeira terá início às 9h, com a oferta total de 100 mil m³/dia (10 lotes) para o setor vidreiro. Na sequência, às 9h50, será a vez do setor ceramista, com 200 mil m³/dia (20 lotes).
Às 10h40, começará a etapa destinada aos setores siderúrgico, metalúrgico e de mineração, com 320 mil m³/dia (32 lotes).
Já o segmento químico e petroquímico participará a partir das 11h30, com oferta de 350 mil m³/dia (35 lotes).
O último bloco deve ocorrer às 12h20, e será dedicada ao setor de fertilizantes nitrogenados, com 130 mil m³/dia (13 lotes).
Cada lote corresponderá a 10 mil metros cúbicos de gás natural por dia. Os compradores participarão virtualmente da etapa referente ao seu segmento e poderão adquirir, inicialmente, de um a 16 lotes, respeitando o limite de consumo de sua indústria previamente declarado na fase de habilitação.
As empresas deverão apresentar suas propostas indicando a quantidade de lotes desejada e o prêmio oferecido. Após a abertura das propostas iniciais, terá início a etapa dinâmica, na qual os participantes poderão apresentar novos lances, aumentando o prêmio. Serão vencedoras as propostas que oferecerem os maiores prêmios ao governo.
Caso haja lotes remanescentes ao final das cinco etapas, será realizada uma última rodada, prevista para começar às 13h10.
As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira (21) impulsionadas por balanços corporativos positivos e pela recuperação de ações ligadas à tecnologia, após perdas recentes no setor.
O avanço ocorreu apesar da persistência dos preços elevados do petróleo, que seguem acumulando alta na semana, das preocupações com a inflação e da instabilidade política na França, onde protestos violentos têm afetado a atividade econômica.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,19%, a 10.752,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,35%, a 25.647,11 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,06%, a 7.921,68 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,17%, a 49.643,69 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,01%, a 19.285,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,46%, a 9.374,46 pontos. As cotações são preliminares.
No Reino Unido, a CPI (Inflação ao Consumidor, na sigla em inglês) acelerou acima das expectativas. Segundo a Capital Economics, a alta refletiu principalmente os combustíveis e reforça a perspectiva de elevação de 25 pontos-base nos juros pelo BoE (Banco da Inglaterra) em novembro.
Entre as ações, a EssilorLuxottica saltou 16% em Paris, após divulgar vendas acima das expectativas, impulsionadas pelos óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Meta. Na contramão, o Carrefour tombou 13,2%, depois de reduzir suas projeções para 2026 diante dos impactos dos protestos violentos na França sobre suas lojas.
A Randstad subiu 20,9%, após resultados melhores que o esperado da empresa holandesa especializada em soluções de trabalho flexível e recursos humanos.
Em Madri, a Iberdrola avançou 1,2%, depois de registrar crescimento de 10% no lucro e de 6% na receita dos primeiros nove meses do ano.
No setor tecnológico, cujo subíndice no Stoxx 600 ganhou 2%, a ASML subiu 2,4% em Amsterdã, acompanhando a recuperação de empresas ligadas à IA (Inteligência Artificial). Em Milão, a petrolífera Eni ganhou 1,7%.