❌

Reading view

Miu Miu em queda penaliza crescimento de Prada no terceiro trimestre


Os resultados muito positivos da marca Miu Miu em 2025 fizeram crescer o interesse no seu desempenho este ano. O terceiro trimestre do ano, porém, não deixou boas notícias para o grupo Prada, que apresentou os seus resultados esta quinta-feira. As vendas a retalho recuaram 3% entre julho e setembro, bem longe dos 29% de crescimento de há um ano.

As receitas do grupo Prada atingiram 1,49 mil milhões de euros entre julho e setembro (incluindo a Versace, adquirida no final de 2025), o que representa um crescimento orgânico de 1% nas receitas no terceiro trimestre. À desaceleração da Miu Miu juntam-se as vendas mais fracas na Europa e no Médio Oriente. Andrea Guerra, CEO da companhia, atribui a situação ao “contexto particularmente difícil para o setor”.

Nos primeiros nove meses, o grupo avançou 1%, face a uma base de comparação de 41%. A Prada atribui o desempenho trimestral às bases de comparação exigentes e a uma composição geográfica menos favorável. Com exceção do Médio Oriente, as vendas ficaram globalmente estáveis.

No conjunto dos primeiros nove meses, as receitas líquidas somaram 4,54 mil milhões de euros, mais 12% a taxas de câmbio reportadas. Em termos orgânicos, excluindo a contribuição da Versace e considerando as taxas de câmbio constantes, o crescimento foi de 4%. As vendas a retalho aumentaram 2% em termos orgânicos, abaixo dos 9% registados no mesmo período de 2025, e ficaram estáveis no terceiro trimestre.

Receitas do grupo Prada

Desempenho regional desigual

A Europa registou uma queda orgânica de 3% nas vendas a retalho nos primeiros nove meses e manteve, no terceiro trimestre, uma tendência semelhante à do trimestre anterior. No Médio Oriente, a descida foi de 23% no período. Na Ásia-Pacífico, o crescimento orgânico de 5% até setembro coexistiu com vendas estáveis no terceiro trimestre, quando o menor tráfego na China continental foi compensado por outros mercados da região. As Américas cresceram 13% em termos orgânicos nos nove meses, mas o ritmo abrandou no trimestre.

O presidente e administrador executivo Patrizio Bertelli afirmou que o contexto permanece “complexo e volátil” e exige “foco, agilidade e rigor na execução”.

O grupo Prada destacou também a abertura de uma unidade de produção de artigos de pele em Piancastagnaio, na Toscânia, e disse que a integração da Versace decorre conforme previsto. As mudanças criativas previstas para a marca, agora sob direção de Pieter Mulier, estão previstas para 2027.

  •  

Hermès vê desaceleração nas vendas com cenário ainda difícil para o luxo

A Hermès afirmou nesta quinta-feira (22) que o crescimento das vendas perdeu fôlego no terceiro trimestre, à medida que diminuem as esperanças de uma recuperação da demanda por artigos de luxo.

A casa de luxo francesa registrou receita de 4,1 bilhões de euros no trimestre encerrado em setembro, alta de 4,3% em relação ao mesmo período de um ano antes, a taxas de câmbio constantes.

No segundo trimestre, a fabricante parisiense de bolsas de alto padrão e lenços de seda havia registrado avanço orgânico de 6,7% na receita.

Empresas do setor de luxo vêm enfrentando um mercado difícil nos últimos anos, principalmente por causa da queda da demanda por produtos de alto padrão, sobretudo na China, onde marcas europeias também lidam com a concorrência crescente de grifes locais.

O momento de uma recuperação na China tem sido uma das principais dúvidas para a indústria, que passou a depender dos gastos dos consumidores mais ricos do país, dentro e fora de suas fronteiras.

No entanto, a economia chinesa segue instável, levando os consumidores a manter o orçamento apertado.

Na semana passada, a LVMH, dona da Louis Vuitton, alertou que a demanda fraca na China pesou no desempenho de sua importante divisão de moda e artigos de couro.

A Hermès afirmou que, apesar das incertezas econômicas, geopolíticas e monetárias, continua esperando crescimento da receita, a taxas de câmbio constantes, no médio prazo.

Mercado de luxo no Brasil supera ritmo global, revela estudo

 

  •  

Hermès perde vendas na moda, relógios e perfumes


A Hermès registou receitas de 12,26 mil milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 5,5% a taxas de câmbio constantes. No terceiro trimestre, as vendas cresceram 4,3% a taxas constantes, para 4,1 mil milhões de euros, divulgou esta quinta-feira a empresa francesa.

Os artigos de pele, em que se incluem as populares Birkin e Kellys, foram o segmento que mais cresceu: 10,2% desde o início do ano e 10,8% no terceiro trimestre. Mas moda, relógios e perfumes não acompanham o crescimento.

Ready-to-wear e acessórios tiveram uma quebra de 2,1% nos primeiros nove meses e 1,4% no 3º trimestre. O segmento de relógios caiu 4,4% nos primeiros nove meses e 5% em julho, agosto e setembro. Perfumes e beleza recuperou 7,9% no último trimestre, mas estes ganhos não cobrem as quebras de 1,5% do que levamos de ano.

Os segmentos em recuo tiveram resultados fracos na região de Ásia-Pacífico, que compreende a China e que continua a ser responsável por uma boa fatia dos resultados – 6,3 mil milhões – mas foi também aquela que menos cresceu entre janeiro e setembro: 1,6%.

O continente americano foi a região que mais cresceu nos primeiros nove meses de 2026. Ao todo, 13,1%. O Japão cresceu 10,5% e a Europa, sem França, teve aumentos de 9%.

Segundo os dados divulgados pela Hermès, a margem operacional recorrente manteve-se nos 41% no primeiro semestre (e o comunicado trimestral não apresenta resultados de rentabilidade para o terceiro trimestre).

Apesar de um contexto complexo, a Hermès continua a crescer de forma rentável e mantém o seu rumo. Convictos da força e da relevância do nosso modelo artesanal, vemos a nossa visão firmemente ancorada no longo prazo e encaramos o futuro com confiança

Axel Dumas

Presidente executivo da Hermès

“Apesar de um contexto complexo, a Hermès continua a crescer de forma rentável e mantém o seu rumo. Convictos da força e da relevância do nosso modelo artesanal, vemos a nossa visão firmemente ancorada no longo prazo e encaramos o futuro com confiança”, diz Axel Dumas, presidente executivo da empresa, em comunicado.

O chairman executive da Hermès deixou ainda informações relacionadas com as áreas com pior desempenho neste momento. “Preparamo-nos para um novo ano rico em criação, com a primeira coleção de pronto-a-vestir masculino assinada por Grace Wales Bonner e a apresentação da Couture de Nadège Vanhée, em janeiro próximo”. Éric du Halgouet ,Chief Finance Officer, acrescentou que a marca está a trabalhar no lançamento de novos itens de calçado. “Vamos desenvolver itens como botas, desenvolver novos modelos”.

A Hermès mantém no seu calendário a abertura de três novos ateliers: em Charleville-Mézières até 2027, em Colombelles até 2028 e em Les Andelys, até 2030.

Receitas da Hermès no 1.º semestre de 2026
  •  

Ferrari F50 com menos de 200 km poderá ser leiloado por R$ 100 milhões

Um Ferrari F50 de 1997 com apenas 170 km rodados pode estabelecer um novo recorde de preço para o modelo. O superesportivo será oferecido em um leilão marcado para 31 de outubro, com expectativa de superar US$ 20 milhões (cerca de R$ 108 milhões).

Se a estimativa se confirmar, o exemplar poderá se tornar o F50 mais caro já vendido em um leilão público. Produzido entre 1995 e 1997, o Ferrari F50 teve apenas 349 unidades fabricadas. A quilometragem excepcionalmente baixa é um dos principais fatores que explicam a expectativa de valorização.

O carro em questão é do último ano de produção e foi entregue novo no Reino Unido. Desde então, permaneceu praticamente parado por quase três décadas.

Como é o esportivo?

O F50 é equipado com motor V12 aspirado de 4,7 litros, derivado da experiência da Ferrari na Fórmula 1. O conjunto mecânico privilegia a condução direta e a conexão entre motorista e máquina, sem os sistemas híbridos que se tornaram comuns nos superesportivos atuais.

Por isso, o modelo é considerado uma peça importante na história da fabricante italiana e desperta o interesse de colecionadores.

F50 é um dos carros mais icônicos da marca
F50 é um dos carros mais icônicos da marca • Divulgação

A cifra projetada supera os valores recentes alcançados por outros exemplares. Em agosto, um F50 amarelo, na cor Giallo Modena, foi vendido por US$ 14,575 milhões, cerca de R$ 78,7 milhões, tornando-se o modelo mais caro da linha vendido publicamente até então.

Outro F50 vermelho, que pertenceu ao ex-boxeador Mike Tyson, foi negociado por US$ 12,1 milhões, aproximadamente R$ 65,3 milhões, também em agosto.

Até recentemente, exemplares do F50 costumavam ser negociados por valores entre US$ 4 milhões e US$ 5 milhões. A valorização ganhou força em 2025, quando um modelo amarelo que pertenceu ao estilista Ralph Lauren foi vendido por US$ 9,2 milhões, cerca de R$ 49,7 milhões.

Caso o exemplar de 1997 ultrapasse a marca de R$ 100 milhões, o F50 entrará em um grupo restrito de carros de coleção com valores comparáveis aos do lendário McLaren F1.

F50 é um dos carros mais icônicos da marca
F50 é um dos carros mais icônicos da marca • Divulgação

Ferrari F76 é obra de arte sem motor e que só existe no mundo virtual

 

  •  
❌