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Christiane Amanpour deixa a CNN após uma carreira premiada de 43 anos

By: Lusa
19 October 2026 at 21:42

A jornalista da CNN, Christiane Amanpour, que começou como assistente de nível inicial e tornou-se uma das correspondentes e âncoras mais visíveis, com reportagens em zonas de guerra e pontos quentes durante décadas, deixa a cadeia televisiva após 43 anos de carreira.

Amanpour, âncora internacional principal da rede CNN, vai reduzir o seu programa diário, “Amanpour”, na CNN International, para uma vez por semana no início de 2027, e encerrá-lo em maio, saindo da TV no mês seguinte. A jornalista disse esta segunda-feira em comunicado que está ansiosa por “novos projetos interessantes no futuro”.

Amanpour, de 68 anos, também vai encerrar o seu programa na PBS, “Amanpour & Co,” no final do ano, disse no mesmo comunicado, partilhado pela CNN. Porém, Christiane Amanpour continuará com o seu podcast, “The Ex Files”, com o seu ex-marido, Jamie Rubin, um ex-diplomata dos EUA.

Amanpour, âncora internacional principal da rede CNN, vai reduzir o seu programa diário, “Amanpour”, na CNN International, para uma vez por semana no início de 2027, e encerrá-lo em maio, saindo da TV no mês seguinte.

“Depois de muitos meses de reflexão e algumas noites sem dormir, decidi separar-me da CNN, meu parceiro de 43 anos fantásticos.”, afirmou Amanpour. E sublinhou que iria “sempre torcer pela CNN e mantendo a sua história de jornalismo independente. Lembra-te: sê sempre honesto, não neutro”.

Amanpour não deu uma razão para a sua saída, nem referiu especificamente mudanças na na cadeia televisiva. Mas, a sua saída coincide com uma nova era na CNN, à medida que passa para um novo proprietário, Skydance.

Depois de um processo que durou um ano, a Paramount, propriedade da Skydance, concluiu a aquisição da Warner Bros. Discovery por 81 mil milhões de dólares a 6 de outubro. A fusão une sob o mesmo teto dois gigantes do jornalismo televisivo, CBS e CNN.

A nível pessoal, Amanpour tem falado abertamente sobre o seu diagnóstico de cancro do ovário, em 2021, e duas recidivas posteriores, chamando-lhe “o assassino invisível”. E tem incentivado outros a “fazer todos os exames que possam”.

Amanpour juntou-se à CNN como assistente em Atlanta em 1983. Na sua mensagem desta segunda-feira, o diretor executivo da CNN, Mark Thompson, escreveu que na altura, o seu potencial não era universalmente reconhecido. “Curiosamente, um dos seus chefes disse-lhe na altura que ela não ‘tinha o que era preciso para se tornar correspondente estrangeira, ou para ocupar qualquer cargo em direto'”, escreveu Thompson.

Mas, Amanpour tornou-se repórter, e sete anos depois correspondente internacional. Ganhou fama no início dos anos 90, cobrindo a Guerra do Golfo, conflitos no Médio Oriente e muitos outros pontos quentes.

Reportar sobre guerras é “um sentido de missão, é um sentido de propósito, é a capacidade de contar uma história”, afirmou. O seu objetivo era trazer notícias internacionais, incluindo histórias complicadas, para o público americano.

“Nunca acreditei que as coisas fossem complicadas demais para passar na televisão americana”, disse à agência de notícias Associated Press em 2023. “Nunca falei de forma condescendente com o público. Nunca acreditei que eles só querem saber o que se passa no seu quintal”. Na altura, Amanpour também referiu que a sua educação lhe deu uma perspetiva única.

“Por causa da minha educação – sou meio iraniana e meio britânica – tive o grande privilégio de poder ver o mundo a partir de duas perspetivas muito distintas”, acrescentou. “Sempre defendi a necessidade de reduzir as divisões. Sei que podemos viver num mundo que não seja 100% tribalizado”, frisou.

Nas suas declarações desta segunda-feira, Amanpour agradeceu às equipas de reportagem e de programação. “Desde a minha primeira grande e emocionante missão a cobrir a primeira Guerra do Golfo, até aos horrores da Guerra da Bósnia, Ruanda, Afeganistão, Ucrânia e Irão e todos os pontos pelo caminho, foram as equipas e a camaradagem que tanto contaram”, escreveu. “Enquanto juntos lutámos para buscar os factos, as provas e a humanidade, para que a CNN pudesse sempre transmitir a verdade sobre o mundo e para o mundo, sem medo nem favoritismos”, concluiu.

Governo de Milei planeia cortar mais 20 mil empregos públicos e provoca protesto sindical

By: Lusa
19 October 2026 at 21:33

O Governo argentino planeia cortar mais 20.000 empregos no setor público, com rescisões voluntárias antecipadas, o que desencadeou a convocação para quarta-feira de uma marcha de protesto até à residência oficial do Presidente, Javier Milei. Após várias críticas, a iniciativa para contestar a medida partiu da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE).

De acordo com um decreto publicado esta segunda-feira no Jornal Oficial, o novo regime de rescisão voluntária oferecerá aos funcionários do quadro do Governo nacional que tenham entre 58 e 63 anos a possibilidade de terminarem o vínculo laboral em troca de uma indemnização e do compromisso de não voltarem a ser contratados por organismos públicos nos oito anos seguintes.

Na Argentina, o número de trabalhadores que reúnem as condições para optar por este programa de rescisões voluntárias ascende atualmente a 21.187 pessoas, segundo a ATE.

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a associação classificou o plano do Governo de Milei como uma forma de “despedimento coercivo” e convocou para quarta-feira um protesto em frente à residência presidencial de Olivos, na província de Buenos Aires.

A idade de reforma no país é de 60 anos para as mulheres e 65 para os homens. Em ambos os casos, é necessário comprovar, no mínimo, 30 anos de trabalho registado, com as devidas contribuições para a segurança social.

O ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger – um dos signatários do decreto, juntamente com Milei e o chefe do Governo, Diego Santilli -, celebrou a medida na rede social X: “Continuamos a procurar formas de reduzir a despesa pública para continuar a baixar os impostos”.

“Não é rescisão voluntária, é despedimento coercivo. Não há vontade própria, quando a opção é: ou se assina, ou se acaba na rua, sem trabalho e sem seguro de saúde. Já não aguentamos mais”, declarou o secretário-geral da ATE, Rodolfo Aguiar, num comunicado.

A ATE, o principal sindicato do setor público da Argentina, afirmou ainda que existem pressões nos organismos públicos para que os funcionários elegíveis aceitem as condições de despedimento oferecidas.

Desde que assumiu o poder, em dezembro de 2023, o Governo de Milei tem promovido uma redução do quadro de pessoal da administração pública.

Segundo a ATE, o número de trabalhadores desceu, desde então, até ao início de outubro deste ano, de 343.357 para 269.025 pessoas (-21,6%).

Seguro pede medidas urgentes para a habitação e outras duradouras “com o contributo de todos”

By: Lusa
19 October 2026 at 20:42

O Presidente da República apelou esta segunda-feira a que um entendimento alargado entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”.

“Há de facto um problema de habitação no país e, portanto, ele precisa de ser resolvido. E se há contributos de todos, Governo, partidos da oposição, então é útil que todos se entendam para encontrarem as melhores soluções para resolver os problemas“, declarou António José Seguro aos jornalistas, no Campus XXI, em Lisboa.

O chefe de Estado, que falava no fim da sessão de apresentação do livro “Álvaro Siza Vieira — Arquiteto de Sonhos” de Fátima Campos Ferreira, e tinha perto de si o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, referiu que “há vários partidos e também o Governo” com iniciativas sobre esta matéria.

“Agora é necessário dar o passo seguinte: é entenderem-se sobre essas propostas, umas através de políticas duradouras – é esse o entendimento a que eu tenho apelado -, e outras com medidas urgentes“, defendeu.

“Por exemplo, de estudantes que têm dificuldades em pagar o quarto quando estão deslocados, de pessoas que mesmo tendo trabalho têm dificuldades em pagar a renda porque elas têm subido, os preços das casas têm aumentado. Portanto, é necessário olhar para esse problema com seriedade e com o contributo de todos. É esse o meu apelo”, acrescentou.

António José Seguro mencionou que tem “chamado a atenção para a necessidade de se resolver esse problema” desde o seu discurso de posse, em 09 de março deste ano. Nessa ocasião, perante a Assembleia da República, anunciou que iria convidar os partidos a iniciar os trabalhos para obter um compromisso interpartidário sobre a saúde, que ultrapasse ciclos políticos, e manifestou o desejo de que o mesmo “fosse alcançado noutras áreas essenciais como, por exemplo, o acesso à habitação”.

Esta segunda-feira, no discurso que fez na sessão de apresentação do livro da jornalista Fátima Campos Ferreira sobre o arquiteto Álvaro Siza Vieira, o chefe de Estado também abordou o tema da habitação, enquadrando-o como “um problema concreto, humano”, que exige “respostas igualmente concretas e humanas”, e como “uma das preocupações centrais” do país.

O Presidente da República considerou que, neste momento, “é fundamental ouvir Álvaro Siza Vieira quando dizia ter dúvidas sobre a expressão ‘habitação social’, porque ‘toda a habitação é social'”.

“A habitação é uma das preocupações centrais do nosso tempo e do nosso país. É aqui que a dignidade humana e a casa se encontram. E a casa, aqui, não é uma metáfora. A casa é o centro do mundo, assim como a rua, o bairro e a cidade são o centro da vida em comum”, disse.

Segundo António José Seguro, toda a obra de Siza Vieira “fala dessa ligação entre o espaço e os humanos que o ocupam” e a sua arquitetura “faz do mundo um lugar melhor, mais atraente, mais simples e mais habitável – para todos”.

Esta sessão contou com a presença do anterior Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Pela parte do Governo, estiveram presentes o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos.

Sindicato da PSP dá prazo ao Governo para apresentar “propostas concretas” e “sérias”

By: Lusa
19 October 2026 at 20:10

O Sindicato Nacional da Polícia (Sinapol) deu ao Governo até dia 28 para apresentar “propostas concretas, sérias e verdadeiramente valorizadoras dos polícias“, prometendo ações de protesto caso não haja avanços em negociações.

Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o Sinapol adianta que tem marcada para 28 de outubro uma reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, “que poderá ser decisiva para o futuro das negociações sobre a valorização profissional e salarial dos polícias”, estabelecendo essa data como prazo para apresentação de propostas efetivas.

“Até ao momento, as reuniões realizadas não produziram resultados concretos capazes de traduzir-se numa verdadeira valorização das carreiras e das condições remuneratórias dos profissionais da PSP”, afirma o sindicato, acrescentando que “os polícias continuam à espera de respostas, enquanto as reivindicações do Sinapol, apresentadas há anos, e as sucessivas promessas políticas continuam sem passar das palavras aos atos”.

O Sinapol manifesta no comunicado a sua “crescente preocupação com a ausência de propostas concretas por parte do Governo” e garante que “não aceitará que o processo continue indefinidamente sem soluções efetivas, num prolongamento artificial das negociações”.

O sindicato adianta que se não houver progressos no processo negocial “avançará para (…) ações de protesto, começando pela realização de plenários nos diversos aeroportos e comandos policiais, durante as horas de serviço, no respeito pela legalidade aplicável”.

“Chegou o momento de passar das promessas às decisões. Os polícias não podem continuar à espera da valorização que lhes é devida e merecida”, afirma o sindicato.

O Sinapol “mantém-se disponível para negociar, mas não confundirá diálogo com adiamento, nem aceitará que a ausência de resultados continue a ser apresentada como progresso”, afirma.

Preço médio da hotelaria no verão sobe 3%, mas reservas para outono abrandam

By: Lusa
19 October 2026 at 20:02

Entre junho e setembro, o preço médio por quarto ocupado (ARR, na sigla inglesa) da hotelaria nacional aumentou 3%, para 171 euros, tendo a ocupação descido ligeiramente, mas, no outono, os hoteleiros apontam um abrandamento nas reservas.

De acordo com as conclusões do inquérito “Balanço Verão & Perspetivas Outono 2026”, da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), apresentadas esta segunda-feira, “entre junho e setembro, a hotelaria nacional registou uma taxa de ocupação média de 80%, menos 1 ponto percentual face ao período homólogo de 2025”.

Mas, “em contrapartida, o preço médio por quarto ocupado aumentou 3%, para 171 euros, acarretando um rendimento por quarto disponível (RevPAR) de mais 1%, fixando-se nos 137 euros”, destacou a AHP.

Segundo o inquérito, “esta evolução reflete-se também na avaliação dos proveitos totais: 53% dos hoteleiros consideram que o verão foi melhor ou muito melhor do que em 2025, enquanto 19% reportam resultados semelhantes e 28% assinalam um desempenho inferior”, destacou.

Num comunicado, a AHP indicou que “os resultados evidenciam diferenças significativas entre regiões”, tendo o Alentejo registado a evolução mais favorável, com um crescimento de 7% no RevPAR, em resultado de aumentos de 5% no preço médio e de 2 pontos percentuais na ocupação”.

Já a Madeira “voltou a destacar-se pela taxa de ocupação mais elevada do país (90%)”, com o Algarve a manter “os valores absolutos mais elevados, com um ARR de 228 euros e um RevPAR de 195 euros”.

“A Grande Lisboa foi a única região a registar quebras simultâneas na ocupação, no preço médio e, consequentemente, no RevPAR. A ocupação recuou 2 pontos percentuais, para 82%, o preço médio desceu 1%, para 173 euros, e o RevPAR caiu 4%, para 142 euros”, indicou.

Por outro lado, “questionados sobre quais os 3 principais mercados emissores no período, o mercado nacional manteve-se como o mais referido pelos hoteleiros entre os principais mercados emissores do verão, com 77% das menções”, seguindo-se o Reino Unido (49%), Espanha (44%) e Estados Unidos da América (41%).

Já as perspetivas para o último trimestre do ano são “mais cautelosas”, destacou a AHP, apontando que “para outubro, 45% dos hoteleiros reportam reservas em carteira inferiores às do período homólogo de 2025, percentagem que aumenta para 61% em novembro e 53% em dezembro”. “Apesar deste cenário, as expectativas relativamente ao preço médio mantêm-se mais favoráveis”, disse a associação.

Segundo os resultados do inquérito, a instabilidade económica e geopolítica “continua a ser a principal preocupação identificada pelos hoteleiros para o final de 2026, referida por 61% dos inquiridos”, seguida do aumento do custo da energia e combustíveis, com 58% das menções, enquanto o aumento dos custos operacionais é apontado por 52%.

“Também a oferta excessiva de alojamento turístico (23%) e a contenção do consumo turístico nos mercados emissores (22%) ganham relevância entre as preocupações do setor”, destacou.

“Apesar dos sinais de abrandamento das reservas e da pressão sobre os custos, o grau médio de confiança dos hoteleiros no turismo nacional recuperou de 6,8 pontos, registados no inquérito de maio, para 7,1 pontos. No entanto, fica ainda aquém dos 7,4 registados em janeiro”, realçou a associação.

A AHP deixou ainda as suas estimativas para o conjunto do ano de 2026, antecipando receitas de 30 mil milhões de euros, mais 3% do que os dados oficiais de 2025 e 32,9 milhões de hóspedes, mais 1,5%.

O inquérito decorreu entre 28 de setembro e 11 de outubro, junto de 403 estabelecimentos turísticos associados.

BdP aplica coimas de 819 mil euros no 3.º trimestre e instaura 239 processos

By: Lusa
19 October 2026 at 19:25

O Banco de Portugal (BdP) instaurou, no terceiro trimestre deste ano, 239 processos de contraordenação e concluiu 173, tendo aplicado coimas de 818,7 mil euros, adiantou, numa nota divulgada esta segunda-feira,

Segundo a entidade, dos 239 processos instaurados, 170 dizem respeito a infrações de natureza comportamental, 30 a infrações às regras em matéria de recirculação de numerário, 27 a infrações a deveres relativos à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, sete a infrações de natureza prudencial e cinco a infrações relacionadas com atividade financeira ilícita.

Por outro lado, dos 173 processos concluídos, 146 respeitam a infrações de natureza comportamental, 17 a infrações de natureza prudencial e sete a infrações a deveres relativos à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo. Dois dizem respeito a infrações relacionadas com atividade financeira ilícita e um a infrações às regras em matéria de recirculação de numerário.

“No contexto dos processos concluídos foram aplicadas coimas que totalizaram 818.750,00 euros”, disse o BdP, detalhando que, deste valor, 75.875 euros estão suspensos na sua execução.

França decreta recolher obrigatório noturno em zonas de Paris e de quatro cidades do norte

By: Lusa
19 October 2026 at 19:09

O Governo francês anunciou esta segunda-feira o recolher obrigatório noturno em alguns bairros de Paris e em zonas de quatro cidades do norte de França – Lille, Douai, Wattignies e Denain -, após pilhagens e violência durante protestos no fim de semana.

A medida concretiza o anúncio feito hoje pelo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, sobre a imposição de recolheres obrigatórios parciais em determinadas zonas do país, para travar a onda de violência desencadeada durante o fim de semana em protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do Presidente, Emmanuel Macron.

Em Paris, foi instaurado o recolher obrigatório entre as 23 horas de hoje e as 06 horas de terça-feira (22:00-05:00 de Lisboa), após as pilhagens que destruíram no sábado e no domingo várias áreas da cidade.

O recolher obrigatório proíbe “estritamente qualquer presença” nas zonas “da praça da República e do setor de Les Halles”, no centro da capital.

A delegação do Governo central no departamento do Norte precisou que o recolher obrigatório vigorará em zonas concretas das quatro cidades referidas, com o acordo dos respetivos presidentes de Câmara. Espera-se que o executivo divulgue ainda hoje o mapa de todos os municípios abrangidos.

O recolher obrigatório parcial tem como objetivo proteger os estabelecimentos comerciais, na sequência de pilhagens ocorridas em cerca de 3.000 e os episódios de grande violência registados em muitas cidades francesas durante a jornada de protestos de sábado e que continuaram, em algumas delas, também no domingo, especialmente na capital francesa, Paris.

Trata-se de uma medida temporária, sublinhou Lecornu, e antecede uma eventual declaração de estado de emergência, que confere poderes alargados às forças de segurança.

“É um recolher obrigatório localizado, parcial; creio que, neste momento, é um instrumento mais adequado do que decretar o estado de emergência“, declarou o primeiro-ministro francês, sublinhando, contudo, que não foi excluída tal possibilidade.

Até às 08:00 desta manhã (07:00 de Lisboa), 2.331 pessoas permaneciam sob custódia policial devido aos distúrbios e pilhagens, segundo o Ministério da Justiça, que indicou que 70% eram maiores de idade e que o Ministério Público requereu a prisão preventiva em mais de 80% dos casos.

Os distúrbios de sábado incluíram pilhagens de estabelecimentos comerciais, ataques a edifícios públicos e confrontos com as forças de segurança em Paris e noutras cidades francesas. O ministro do Comércio, Serge Papin, anunciou que serão aplicadas ao setor comercial, a partir de terça-feira, medidas de redução do horário de trabalho (equivalentes a um regime de desemprego parcial), além da criação de um “fundo de apoio específico”.

Esta segunda-feira, o Governo convocou também representantes de várias plataformas ‘online’ para exigir a remoção dos anúncios de revenda de produtos provenientes de lojas saqueadas.

Estarão presentes plataformas como Vinted, Amazon, eBay, Leboncoin, Meta e TikTok, bem como a Aliança Francesa de Marketplaces e a Federação de E-commerce e Venda à Distância (Fevad).

Estão previstas novas manifestações: o movimento dos “coletes amarelos” anunciou um “Ato II” para o próximo sábado, 24 de outubro, seguido de novas mobilizações a 31 de outubro e 05 de novembro.

Trabalhadores do Conta Lá avançam para pedido de insolvência

By: Lusa
19 October 2026 at 17:52

Um grupo de trabalhadores do canal Conta Lá pretende avançar com um pedido de insolvência porque é a única forma de recorrerem ao fundo de garantia salarial, disseram esta segunda-feira várias fontes da empresa contactadas pela Lusa.

De acordo com uma das fontes, há “um grupo de trabalhadores”, mais de 50, que “vai avançar com o pedido de insolvência”, uma vez que não estão a ver uma solução do projeto, têm salários em atraso há vários meses e esta é “a única forma de recorrer ao fundo de garantia salarial”.

Contactado pela Lusa, Filipe Caetano, ex-trabalhador do Conta Lá também confirmou à Lusa que existe “um movimento de trabalhadores que vai pedir a insolvência“. Outra duas fontes contactadas, que pediram para não ser identificadas, confirmaram à Lusa que havia esta intenção do “pedido de insolvência”.

Ao que tudo indica, já terá sido escolhido o escritório de advogados para avançar com o pedido.

Os primeiros salários em atraso no projeto Conta Lá começaram em maio, algumas pessoas – com salários mais baixos – terão recebido em setembro, mas de um modo geral, a maioria tem atraso de pagamentos entre quatro e cinco meses, segundo uma das fontes contactadas pela Lusa.

Entretanto, os diretores estão demissionários desde sexta-feira, devendo formalizar a saída esta semana, segundo outra fonte.

A Lusa tentou contactar vários diretores do Conta Lá, mas até ao momento apenas um deles atendeu e não quis fazer comentários.

Em 12 de agosto, a assembleia-geral do Conta Lá elegeu uma Comissão de Gestão, composta por Rui Rego, Diogo Alexandre e Paulo Rego, com mandato até dezembro, a qual nunca tomou posse.

O projeto precisava de uma injeção de capital de cinco milhões de euros, que até ao momento ainda não se concretizou.

TAP. Ex-autarca de Beja revela contacto da Lufthansa em 2025 sobre escola de pilotos

By: Lusa
19 October 2026 at 16:54

Uma comitiva da Lufthansa, empresa vencedora da privatização da TAP, reuniu-se em 2025 com a Câmara de Beja para avaliar a possibilidade de instalar uma escola de pilotos na cidade, indicou o ex-presidente do município.

A revelação foi feita pelo agora vereador do PS Paulo Arsénio, que liderou a Câmara de Beja entre 2017 e 2025, após o anúncio do Governo, no passado dia 14, de que a proposta da Lufthansa para a aquisição de 44,9% do capital da TAP inclui um investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, no distrito de Santarém.

Numa nota publicada na sua página pessoal no Facebook, consultada pela agência Lusa, Paulo Arsénio revelou ter recebido, a 18 de junho de 2025, um “e-mail muito particular”, assinado por Maximilian Kiewel, responsável da Lufthansa pela Política de Defesa e Relações com a NATO.

Segundo Paulo Arsénio, Kiewel indicou na mensagem “que Beja era uma solução de excelência para uma escola de pilotos de nova geração da Força Aérea Alemã (formados atualmente pela Lufthansa), bem como da NATO“.

O responsável da Lufthansa, acrescentou o socialista, disse também “que acreditava que o projeto seria, a médio e longo prazo, uma tremenda mais-valia para Beja […], nomeadamente com a possibilidade de criação de muitos novos postos de trabalho”.

Quase um mês depois, a 16 de julho de 2025, uma comitiva da Lufthansa, liderada precisamente por Maximilian Kiewel, foi recebida na Câmara de Beja, onde anunciou que pretendia instalar em Portugal uma escola de pilotos ou, “na prática”, duas.

“Uma para formação de pilotos militares da NATO, que começaria com pilotos alemães, numa fase inicial, e que progressivamente se estenderia a pilotos de vários países”, e, por outro lado, “uma escola, de menor dimensão, para treinos de pilotos da Lufthansa“, escreveu Paulo Arsénio.

Segundo o antigo presidente da câmara, “a Lufthansa veio, como cortesia, informar-nos que Beja era uma forte possibilidade para instalação destas valências”.

Por isso, Paulo Arsénio manifestou-se agora “surpreendido” com a escolha de Tancos para acolher a nova escola de pilotos da Lufthansa em Portugal, embora reconheça que não são permitidas escolas de pilotagem na Base Aérea n.º 11, Beja.

“Porém, esta ‘escola de pilotagem’, caso tivesse sido instalada em Beja, seria totalmente diferente das demais”, porque “seria uma escola vocacionada, em primeiro lugar, para a formação de pilotos da área militar” e, depois, “iria abranger o universo NATO”, argumentou.

Na nota que publicou nas redes sociais, Paulo Arsénio considerou “importante saber quem tomou a decisão de Tancos em ‘desfavor’ de Beja e com que argumentos”. “Quando reuni com o Grupo Lufthansa e os seus responsáveis por este investimento, percebi claramente que a sua preferência para esta escola recaía em Beja. Algo se passou, portanto, entre julho de 2025 e outubro de 2026”, frisou o ex-presidente.

O investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, no âmbito da privatização da TAP, foi igualmente questionado, na semana passada, pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).

“A opção do Governo configura mais uma forte desconsideração pelo Baixo Alentejo e, evidentemente, mais um contributo para desvalorizar estrategicamente e de forma clara o Aeroporto de Beja”, disse à Lusa o presidente da CIMBAL, António José Brito.

Também o deputado do Chega por Beja, António Carneiro, criticou a escolha de Tancos para acolher uma escola de pilotos em detrimento da região, considerando tratar-se de “uma decisão que merece uma explicação séria aos habitantes do distrito”.

Por sua vez, o deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, afiançou que a utilização permanente do espaço aéreo em Beja pela Força Aérea Portuguesa não era “compatível com a utilização do aeródromo para a formação de pilotos com alta intensidade, por uma empresa como a Lufhtansa Tecnics”.

Indústria alemã perde meio milhão de empregos em seis anos

By: Lusa
19 October 2026 at 15:12

A indústria alemã perdeu quase meio milhão de postos de trabalho com contribuição para a Segurança Social entre 2019 e 2025, enquanto no setor de serviços foram criados mais de 2,2 milhões empregos, foi anunciado esta segunda-feira.

Segundo um estudo publicado esta segunda-feira pelo instituto económico Ifo, no final de 2025, havia menos 496.000 ou menos 7,1% pessoas empregadas na indústria face ao início de 2019.

No mesmo período, o número de postos de trabalho no setor dos serviços subiu 2,2 milhões ou 9,8%, principalmente nas áreas de saúde e serviços sociais, bem como na administração pública.

“A Alemanha está a passar por uma mudança estrutural cada vez mais acentuada. Precisamente os setores que até agora sustentaram a nossa prosperidade estão em declínio”, afirmou Joachim Ragnitz, diretor adjunto da delegação do Ifo em Dresden, encarregada do estudo.

Ragnitz destacou que “os novos postos de trabalho não estão a ser criados onde a Alemanha é especialmente produtiva e inovadora”, o que, advertiu, pode travar o potencial de crescimento do país no futuro.

Precisou que o emprego está a diminuir em quase todos os setores industriais, o que atribuiu para uma menor competitividade, especialmente em relação à China.

O responsável do Ifo apontou que os setores chave tradicionais alemães, como a indústria automóvel e a engenharia mecânica, são especialmente afetados.

Assim, a indústria automobilística e os respetivos fornecedores eliminaram 123.500 postos de trabalho, o que representa um decréscimo de 13%, no fabrico de produtos metálicos foram cortados 115.600 empregos, menos 13,7%, e na engenharia mecânica, 64.500 – menos 5,9%. Estes três setores representam cerca de 60% dos cortes de pessoal na indústria, estimou.

Se somarmos o setor de trabalho temporário, no qual se perderam 243.000 empregos, muitos na produção, a indústria perdeu até cerca de 628.000 postos de trabalho ou 8,6%.

Por outro lado, o setor de serviços experimentou um forte crescimento, com 391.500 novos postos de trabalho na área da saúde, mais 15,6%, e 254.200 no setor social, mais 18,8%, além de 102.400 em lares de idosos, mais 9,7%.

A razão principal, segundo Ragnitz, é o envelhecimento da população. O número de trabalhadores com contribuição para a segurança social na administração pública cresceu em 328.700 ou em 18%, em parte porque os postos dos funcionários que se aposentavam foram preenchidos novamente.

Entre os prestadores de serviços privados, as empresas de tecnologias da informação foram as que mais cresceram, com 328.600 postos de trabalho ou 39,2%, provavelmente como consequência de uma maior digitalização, aponta o estudo.

Enquanto isso, o número de trabalhadores com formação profissional diminuiu em 252.000, menos 2,2%, enquanto para os com grau de licenciatura foram criados 1,8 milhões de postos de trabalho ou mais 32,5%.

Provedora de Justiça pede declaração de inconstitucionalidade de alterações ao Código de Processo Penal

By: Lusa
19 October 2026 at 14:56

A provedora de Justiça requereu ao Tribunal Constitucional que “declare inconstitucionais, com força obrigatória geral”, algumas alterações ao Código de Processo Penal (CPP).

Em comunicado, a provedora Luísa Neto refere que desde que tomou posse em 15 de julho recebeu “queixas e preocupações de cidadãos quanto às soluções contidas” na referida lei, de 27 de julho, e ouviu, a seu pedido, o bastonário da Ordem dos Advogados sobre a mesma questão, tendo ainda analisado as alterações e concluído “que se justifica avançar com um pedido de fiscalização abstrata sucessiva da constitucionalidade junto do Tribunal Constitucional”.

Segundo a provedora, em cinco das alterações podem estar em causa as garantias de defesa de quem é acusado – na confissão em crimes graves, no caso das testemunhas que deixam de ir a julgamento, no processo abreviado para crimes graves, no direito de resposta no recurso e na nova multa por atos dilatórios.

Em relação ao processo abreviado para crimes graves, por exemplo, “a provedora pede que essa possibilidade seja declarada inconstitucional sempre que possa ser aplicada pena superior a cinco anos, à semelhança do que o Tribunal Constitucional decidiu em 2014 quanto ao processo sumário”, refere o comunicado.

“Dada a importância destas matérias, a provedora pediu, ainda, que o processo seja apreciado com prioridade, desde que obtido o acordo da Assembleia da República, enquanto autora da Lei n.º 34/2026, de 27 de julho”, adianta.

Em 16 de outubro o jornal Expresso noticiou que o grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) decidiu levar ao Tribunal Constitucional (TC) a fiscalização sobre as alterações ao Código de Processo Penal.

No mesmo dia, a Ordem dos Advogados (OA) congratulou-se com a decisão e referiu que tinha enviado em julho a “todas as entidades com legitimidade para requerer a fiscalização sucessiva da constitucionalidade” uma carta “apelando a que submetessem ao Tribunal Constitucional diversas normas deste diploma”.

Taxas Euribor sobem em todos os prazos

By: Lusa
19 October 2026 at 13:41

A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.

  • A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou para 2,994%, mais 0,024 pontos percentuais do que na sexta-feira.
  • No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu, para 3,233%, mais 0,018 pontos que no final da semana.
  • A Euribor a três meses avançou, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,001 pontos.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do stock de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024. A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Conselho da UE recomenda medidas contra despejos e apoio a rendas

By: Lusa
19 October 2026 at 13:33

O Conselho da União Europeia (UE) adotou esta segunda-feira uma recomendação na qual os Estados-membros se comprometem a reforçar esforços para prevenir a exclusão habitacional, sugerindo medidas destinadas a travar despejos ou a apoiar o pagamento de rendas.

Esta recomendação, aprovada esta segunda-feira pelo Conselho da UE — que representa os governos dos 27 Estados-membros –, não é vinculativa e serve apenas como uma orientação para propostas e ações que os países poderão vir a adotar a nível nacional.

Apesar disso, a instituição refere em comunicado que os países da UE se comprometeram a “intensificar os esforços para prevenir e combater situações de sem-abrigo e a exclusão habitacional, garantindo que as pessoas em situações de vulnerabilidade têm um lugar a que podem chamar casa”.

O Conselho da UE salienta que, na recomendação adotada esta segunda-feira, avança com um “conjunto abrangente de medidas que combinam apoio de emergência com soluções a longo prazo para prevenir situações de sem-abrigo e garantir o acesso a habitação adequada e segura”.

“O Conselho apela a uma abordagem centrada na pessoa e orientada para a habitação no combate à exclusão social, que inclua o reforço dos instrumentos para identificar e apoiar as pessoas em risco de ficar sem-abrigo, a simplificação do acesso aos serviços sociais e o aumento da oferta de habitação a preços acessíveis e de habitação social“, pede a instituição.

Para prevenir situações de sem-abrigo, o Conselho da UE propõe a criação de “sistemas de alerta precoce” e “intervenções específicas” para apoiar agregados familiares em risco, incluindo “aconselhamento em matéria de dívidas, garantias contra o despejo forçado” ou ainda “apoio de emergência ao pagamento das rendas”.

“Além disso, a recomendação estabelece o compromisso dos Estados-membros da UE de garantir que nenhuma criança seja privada de habitação adequada e que as crianças e os jovens que saem de instituições de acolhimento ou de famílias de acolhimento tenham acesso a habitação e a apoio”, salienta a instituição.

No que se refere à oferta de habitação a preços acessíveis, o Conselho da UE apela a um maior “investimento público e privado na construção e reabilitação de habitações”, a uma “melhor utilização do parque habitacional existente” e a apoio a “modelos alternativos de habitação e a modelos de habitação sem fins lucrativos”.

A recomendação exorta ainda os Estados-membros a “adotarem quadros estratégicos destinados a combater a exclusão habitacional e a situação de sem-abrigo ou a reforçarem os quadros já existentes”. “Estes quadros estratégicos devem assentar em políticas centradas na pessoa e orientadas para a habitação, incluindo objetivos pertinentes, com prazos definidos, exequíveis e mensuráveis”, defende a instituição.

Para os casos em que as pessoas já estão em situação de sem-abrigo, a instituição pede uma “abordagem simplificada que garanta às pessoas um acesso facilitado aos serviços de que necessitam”, designadamente através da criação de um “balcão único”.

Esse balcão, segundo a instituição, serviria para que as pessoas em situação de sem-abrigo possam “obter, de forma célere e simplificada, encaminhamento para os organismos competentes de Segurança Social, os serviços de assistência social e os serviços de saúde”.

A recomendação foi adotada esta segunda-feira no âmbito do Plano Europeu para Habitação Acessível, divulgado pela Comissão Europeia em dezembro de 2025, e numa altura em que se têm multiplicado em toda a UE, incluindo em Portugal, manifestações pela habitação.

Grupo Volkswagen estará a ponderar congelar salários até 2030

By: Lusa
19 October 2026 at 12:54

O Grupo Volkswagen, que integra as marcas automóveis VW, Seat, Cupra, Audi, Porsche e Skoda, está a ponderar um congelamento salarial dos seus trabalhadores até 2030, pretendendo reduzir os custos além da reestruturação já apresentada.

O jornal Süddeutsche Zeitung, citado esta segunda-feira pela agência Efe, diz ter tido acesso a documentos internos da empresa e que “o maior grupo automóvel europeu prevê congelar os salários de muitos dos seus 600.000 colaboradores em todo o mundo até 2030“.

Segundo os planos da empresa, este congelamento “implicaria, para os afetados, uma perda real de rendimentos de 10%”.

O jornal acrescenta que esta medida afetaria todas as unidades de produção do grupo, já que “todas as marcas, regiões e empresas” teriam de contribuir para os objetivos de poupança.

O grupo alemão recusou-se a comentar a notícia, que classificou como especulações.

O principal sindicato do setor, o IG Metall, apontou que o plano da administração é absurdo e, em comunicado, alertou que deverá motivar “uma forte resistência” a nível mundial.

O congelamento salarial somar-se-ia aos esforços do grupo para reduzir as despesas, que incluem, entre outros, um corte de 100.000 postos de trabalho nos próximos anos, assinala a Efe.

O grupo, que, com as joint-ventures chinesas chegou aos 680.000 postos de trabalho em 2023, anunciou em dezembro de 2024 um primeiro corte de 50.000 lugares até 2030 na Alemanha.

Já este ano, o grupo anunciou o corte de mais 50.000 postos de trabalho, dos quais metade na Alemanha e os restantes noutros países da Europa. Entre as medidas apresentadas está, ainda, a redução do número de modelos em oferta do Grupo para metade.

Marco Rubio nega pausa na partilha de informações dos EUA com a Ucrânia

By: Lusa
19 October 2026 at 12:08

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, afirmou hoje que não houve “nenhuma pausa” na partilha de informações de inteligência com Kiev e instou a Ucrânia a “terminar a guerra”.

No domingo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que os EUA voltaram a partilhar informações com Kiev ao fim de “três dias”, agradecendo a Washington o fim do bloqueio, que dificultou a resposta da Ucrânia aos ataques russos.

Numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky disse que a partilha de informações “esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano”, referiu. “Estamos gratos por isso. Agora está a funcionar”, afirmou, acrescentando que a ausência durou “três dias, durante os ataques balísticos” de Moscovo.

“Não sei onde é que ele vai buscar tudo isto ou porque é que partilha isto com a imprensa. Deviam perguntar-lhe. Não houve qualquer pausa”, declarou o secretário de Estado norte-americano. “Onde ele se deve concentrar (…) é em acabar com a guerra”, enfatizou Marco Rubio, durante uma visita a Samarcanda, no Uzbequistão.

Os EUA e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que Washington limitou a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.

No domingo, o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de “não querer pôr fim” à guerra com a Rússia.

O líder norte-americano defendeu a decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.

Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que Moscovo se retirasse das negociações.

O republicano associou os ataques ucranianos contra as refinarias de petróleo russas à subida dos preços dos combustíveis a nível mundial, agudizada com a guerra no Médio Oriente desencadeada com os ataques dos EUA e de Israel ao Irão. Marco Rubio reafirmou que as isenções de 60 dias visam ganhar tempo, “para ver se as discussões podem levar a algo positivo”.

Questionado a propósito de uma notícia do jornal norte-americano Wall Street Journal, segundo a qual o Presidente russo, Vladimir Putin, terá proposto a Trump e ao homólogo chinês, Xi Jinping, um encontro em novembro para discutir o fim do conflito — excluindo, portanto, a Ucrânia — o secretário de Estado foi evasivo. “Não sei se isso foi concretizado”, disse Rubio. Mas o presidente norte-americano “foi claro: deseja que a guerra entre a Ucrânia e a Rússia chegue ao fim”.

“Quanto à nossa relação [com a Ucrânia], o nosso objetivo é acabar com a guerra”, um conflito que “ninguém está a ganhar”, acrescentou Rubio, sublinhando, mais uma vez, os riscos de o conflito se espalhar pela Europa.

Travessias irregulares de fronteiras da UE recuam até setembro

By: Lusa
19 October 2026 at 11:57

O número de travessias irregulares das fronteiras da União Europeia (UE) manteve uma tendência de queda entre janeiro e setembro, com uma descida homóloga de quase um terço, divulga hoje a Frontex.

De acordo com os dados preliminares da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira, as travessias irregulares das fronteiras diminuíram para 91 mil no acumulado dos primeiros nove meses do ano, tendo sido registados recuos em quase todas as rotas migratórias.

Apenas no mês de setembro, foram detetadas cerca de 14.300 travessias, menos 28% do que em setembro de 2025, embora represente um aumento de 11% em relação a agosto, devido à melhoria das condições ao longo dos principais corredores marítimos.

A rota do Mediterrâneo Oriental e a do Mediterrâneo Central continuaram a ser as mais movimentadas, representando em conjunto quase 60% de todas as entradas irregulares na UE, e registaram recuos homólogos de, respetivamente, 56% e 15%.

A rota do Mediterrâneo Ocidental foi a única das mais importantes a registar um aumento, com as deteções a subirem 26%.

As deteções na rota da África Ocidental aumentaram acentuadamente em setembro, embora a rota continue a registar uma queda de 45% no conjunto dos nove meses.

Este período abrangeu também o primeiro verão completo sob o Pacto da UE sobre Migração e Asilo, que introduz um processo de triagem único e padronizado nas fronteiras externas da UE.

Os agentes da Frontex apoiam os Estados-membros em etapas do novo processo, incluindo a determinação da nacionalidade dos recém-chegados, a recolha de dados biométricos e a verificação de documentos.

Sistema do SNS em baixo. Médicos impedidos de passar receitas e consultar processos

By: Lusa
19 October 2026 at 11:57

O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10 horas desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou a FNAM.

“Há cerca de 25 minutos que estamos sem sistema informático e isto provavelmente é mesmo nacional, porque já tenho relatos da ULS São João, da ULS de Matosinhos, da ULS de Médio Ave” e continuam a chegar mais relatos, disse à agência Lusa, às 10h30, a vice-presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Joana Bordalo e Sá.

Segundo a dirigente sindical, a Prescrição Eletrónica Médica (PEM) “está completamente em baixo” e os médicos não conseguem passar “uma única receita”. O Registo de Saúde Eletrónico (RSE) também está indisponível.

“Mais uma vez, isto é da responsabilidade inteira do Ministério da Saúde, de Ana Paula Martins, que não moderniza, não nos dá as ferramentas adequadas para conseguirmos completar um ato médico simples, como passar uma receita, como ter acesso ao processo eletrónico dos doentes”, afirmou Joana Bordalo e Sá, que é também presidente do Sindicato dos Médicos do Norte (SMN).

A dirigente sindical vincou que a indisponibilidade do Registo de Saúde Eletrónico impede os profissionais de saúde de consultar os dados clínicos dos doentes nos respetivos processos eletrónicos.

“Isto limita o nosso ato médico, é uma insegurança nas consultas que estamos a fazer, além de atrasar todo o nosso trabalho“, disse, dando o seu próprio exemplo: “Estou em consulta neste momento e tenho a consulta toda atrasada por não estar a conseguir passar as receitas que os meus doentes precisam”.

Para Joana Bordalo e Sá, esta falha no sistema informático do SNS é, “mais uma vez, uma prova de falta de competência e de um modus operandi que continua a ser inaceitável no Serviço Nacional de Saúde”, onde os médicos não conseguem fazer “uma coisa tão básica como passar uma receita e consultar o processo eletrónico dos doentes”.

“No fim, quem é prejudicado são sempre os mesmos, são os utentes, os milhares ou milhões de utentes que têm hoje uma consulta num centro de saúde ou num hospital por este país fora”, lamentou.

Segundo a sindicalista, o problema repete-se com frequência e, apesar das notificações, “o Ministério da Saúde continua impávido e sereno, sem tomar qualquer atitude, quando é da sua responsabilidade que, de facto, milhões de utentes e doentes estejam a ser prejudicados”, considerando esta situação “absolutamente inaceitável”.

Ao tentar aceder à PEM, os médicos deparam-se com a mensagem “não é possível aceder a esta página”. Já no acesso ao RSE, surge a indicação “Não está ligado”, segundo imagens disponibilizadas pela FNAM.

A agência Lusa contactou os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, que gere este processo, às 10h45, aguardando resposta.

Adiado início do julgamento por branqueamento de capitais de José Sócrates

By: Lusa
19 October 2026 at 10:52

O início do julgamento do antigo primeiro-ministro José Sócrates por branqueamento de capitais foi adiado esta segunda-feira para 30 de outubro, para que o tribunal possa decidir questões prévias que podem pôr em causa a realização do julgamento.

A decisão foi anunciada pelo juiz-presidente do coletivo, Rúben Vieira, na sequência de dois requerimentos apresentados ao final da tarde de sexta-feira pela defesa de José Sócrates, sobre os quais o Ministério Público pediu um prazo de três dias para se pronunciar.

No processo, que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, em 2021, é ainda arguido o empresário Carlos Santos Silva, igualmente por branqueamento de capitais.

Entre as questões que serão apreciadas pelo tribunal está o facto de José Sócrates, chefe de Governo entre 2005 e 2011, e Carlos Santos Silva poderem ser julgados duas vezes pelos mesmos atos, o que a lei não permite.

Em causa está a alegada utilização pelos arguidos, entre 2011 e 2014, de contas bancárias de uma sociedade controlada por Carlos Santos Silva, da mulher deste e do motorista de José Sócrates para que entrassem na esfera do antigo primeiro-ministro verbas com origem ilícita.

Segundo a acusação do Ministério Público, datada de 2017, o empresário terá sido um dos testas-de-ferro a quem o ex-governante socialista terá recorrido para ocultar montantes com os quais terá sido corrompido para beneficiar o Grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o empreendimento de luxo de Vale do Lobo.

Os crimes de corrupção que alegadamente precedem os de branqueamento de capitais estão a ser julgados desde 3 de julho de 2025 no processo principal da Operação Marquês, que conta com 21 arguidos, incluindo José Sócrates e Carlos Santos Silva.

“Espero, sinceramente, que haja um mínimo de razoabilidade para que não se passe um outro limiar de violência e de arbítrio“, afirmou esta segunda-feira, à saída do tribunal, o antigo chefe de Governo, sustentando que, caso seja dado esse passo, é “a própria ideia de justiça que fica em causa” e de “um Estado democrático que dá garantias às pessoas”.

“Eu espero que isso não aconteça e que o juiz reconheça: ‘Desculpe, mas não é possível fazer este julgamento. Não é possível fazê-lo. É possível fazer aquilo que é razoável fazer, que é juntar os processos’“, frisou.

Para já, há sessões agendadas até abril de 2027, mas o julgamento pode vir a não realizar-se caso seja dada razão ao antigo primeiro-ministro, com eventual integração destes crimes no processo principal da Operação Marquês.

Inicialmente, José Sócrates, de 69 anos, e Carlos Santos Silva, de 67, respondiam também por falsificação de documento neste processo mais pequeno, tendo o crime prescrito entretanto.

Zelensky sugere que Trump está a tentar forçar capitulação de Kiev perante Moscovo

By: Lusa
19 October 2026 at 10:06

O Presidente da Ucrânia afirmou no domingo que “parece que” o seu homólogo norte-americano tenta forçar uma capitulação da Ucrânia perante a Rússia com medidas como o acordo para comprar gasóleo russo ou restrições à ajuda militar a Kiev.

“Penso que foram dados passos no sentido de convencer a Ucrânia a capitular. Não estou a dizer que este seja o objetivo dos nossos aliados. Não quero pensar que os nossos aliados norte-americanos possam querer pôr fim ao conflito mais cedo à custa da Ucrânia. Mas é isso que parece”, disse Volodymyr Zelensky, numa entrevista à agência de notícias Bloomberg publicada no domingo.

O Presidente ucraniano tem criticado, nos últimos dias, as limitações que o sistema de comunicação por satélite norte-americano Starlink parece ter para a sua utilização para fins militares em território russo, bem como o abrandamento dos envios de mísseis de interceção Patriot.

Na mesma entrevista, Zelensky afirmou que os Estados Unidos liderados pelo republicano Donald Trump enviam apenas 12 mísseis Patriot por mês para a Ucrânia, um quarto do que o anterior presidente, o democrata Joe Biden, enviava. “Pagámos por essas armas”, argumentou. “Parte das entregas já está autorizada, mas o resto não, e não se trata de uma questão técnica”, sublinhou.

Zelensky sugeriu a Washington que Kiev poderia deixar de atacar as refinarias russas, tal como pretendem os Estados Unidos, se acelerassem a entrega dos mísseis Patriot para proteger as infraestruturas ucranianas. “Mas eles só querem que deixemos de atacar o gasóleo e, se atacarmos, cortam-nos o acesso a alguma coisa”, afirmou o líder ucraniano.

O Presidente norte-americano defendeu no domingo a sua decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo. Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que a Rússia se retirasse das negociações. E apontou outro argumento: “A Rússia está a fazer muito pouco para ajudar a República Islâmica do Irão comparado com o que poderia estar a fazer”. Por fim, insistiu no “grave dano” que os ataques ucranianos contra as refinarias russas estão na sua visão a causar, “também nos Estados Unidos”.

Ainda na entrevista à Bloomberg, o líder ucraniano alertou que estes são “dias perigosos antes das eleições”, referindo-se às eleições intercalares nos Estados Unidos, marcadas para 03 de novembro e nas quais os republicanos de Trump tentam manter o controlo do Congresso.

“Mas depois das eleições a vida continua e acredito que ficará mais tranquila”, afirmou.

TechHub da Havi em Lisboa já tem 143 trabalhadores e quer recrutar mais 20

By: Lusa
19 October 2026 at 09:54

O Havi TechHub Lisboa cresceu, em dois anos e meio, “de sete para mais de 140 profissionais” e agora vai expandir o escritório, contando contratar mais 20 no próximo ano, diz o administrador Reto Sahli à Lusa.

“O Havi TechHUB Lisboa foi inaugurado em março de 2024 com uma ambição que ia muito além da abertura de um novo escritório: criar, a partir de Portugal, uma capacidade tecnológica com impacto global“, explica, em entrevista à Lusa o administrador (Chief Digital Information Officer) da Havi, Reto Sahli.

Lisboa foi escolhida pela “qualidade e diversidade do talento português, pela força do ecossistema tecnológico nacional e pela capacidade de Portugal ligar pessoas, culturas e fusos horários” e “estas vantagens revelaram-se ainda mais significativas do que antecipávamos”, sublinha o responsável.

Ou seja, “em apenas dois anos e meio, a operação em Lisboa cresceu de sete para mais de 140 profissionais” e, “atualmente, as equipas sediadas na capital contribuem para capacidades globais nas áreas de inteligência artificial, dados e analytics, produtos digitais, ‘cloud’, cibersegurança e transformação de negócio”.

O TechHUB terminou 2024 com 34 colaboradores e, aquando da inauguração oficial do escritório, em setembro de 2025, já tinha atingido os 87 colaboradores. Atualmente, conta com 143 profissionais especializados.

Lisboa “é uma das operações de crescimento mais acelerado dentro da estrutura tecnológica global da Havi”, sublinha.

Agora o centro de inovação tecnológica Havi TechHub Lisboa, que é um dos quatro TecHubs do grupo, expandiu, com mais um piso adicional, prevendo continuar a recrutar talento das áreas especializadas.

“Temos atualmente cerca de 20 posições abertas ou planeadas para 2027“, avança Reto Sahli, referindo que está previsto continuar a “recrutar profissionais nas áreas de engenharia de software, dados e analytics, automação, inteligência artificial [IA], cibersegurança, cloud e infraestruturas, produtos digitais e transformação de negócio”.

Acima de tudo, “procuramos pessoas que queiram trabalhar em desafios com impacto global, colaborar com equipas de diferentes países e disciplinas e perceber claramente a ligação entre o seu conhecimento técnico e os resultados que ajudam a alcançar”, salienta o responsável.

A Havi conta atualmente com quatro TechHUBs: Chicago, Cracóvia, Lisboa e Kuala Lumpur.

“Estes não funcionam como centros isolados com responsabilidades geográficas independentes”, mas “operam como uma rede tecnológica global integrada e interligada“, explica.

Temos atualmente cerca de 20 posições abertas ou planeadas para 2027.

Reto Sahli

Chief Digital Information Officer da Havi

Tal permite que “as equipas trabalhem de forma colaborativa além-fronteiras, entre diferentes disciplinas e fusos horários”, sendo que “este modelo ‘follow the sun’ de operação contínua reforça a colaboração, a capacidade de resposta, a continuidade do negócio e a resiliência da organização”, salienta o administrador.

A partir de Lisboa, “os profissionais contribuem para capacidades e soluções tecnológicas que apoiam as operações globais da HAVI e geram valor para clientes em mais de 30 mercados“.

A estratégia para o mercado português em 2027 “passa por continuar a investir nas pessoas e por atribuir às equipas de Lisboa uma responsabilidade crescente no desenvolvimento de capacidades tecnológicas globais“.

“Da automação em armazéns e centros de distribuição ao planeamento preditivo e à tomada de decisões baseada em dados, o nosso foco é transformar conhecimento operacional e informação em soluções que tornem as cadeias de abastecimento mais conectadas, eficientes, resilientes e preparadas para o futuro”, aponta Reto Sahli.

A tecnologia “é um elemento essencial dessa transformação, mas serão as pessoas a concretizá-la. O talento, a criatividade e o espírito colaborativo que encontramos em Portugal reforçam a nossa confiança no contributo que Lisboa continuará a dar para o futuro da Havi”, remata.

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