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- Ele importou 12 mudas raras da Ásia há 160 anos, mas só uma sobreviveu — e hoje é um monumento protegido por lei que ‘chora’ cristais sob a lua cheia
Ele importou 12 mudas raras da Ásia há 160 anos, mas só uma sobreviveu — e hoje é um monumento protegido por lei que ‘chora’ cristais sob a lua cheia
Há mais de 160 anos, um proprietário de terras levou 12 árvores da Ásia para a Argentina, mas apenas uma delas permanece viva. O exemplar centenário está localizado no Parque Pereyra Iraola, na província de Buenos Aires, e chama atenção por produzir uma resina que forma gotas brilhantes, semelhantes a pequenos cristais.
Conhecida como “árvore de cristal”, a espécie foi introduzida no país por Leonardo Higinio Pereyra Iraola, que cultivava plantas de diferentes partes do mundo em sua propriedade. As mudas foram plantadas por volta de 1860, mas a maioria não conseguiu chegar à fase adulta.
Gotas de resina explicam o nome da árvore de cristal
Originária do sudeste asiático, a árvore pertence à espécie Agathis alba e apresenta uma característica que a diferencia de muitas outras plantas. Sua casca libera uma resina que pode se acumular no tronco, formando pequenas gotas com aparência semelhante à de lágrimas.
Quando recebem luz, essas gotas produzem reflexos que lembram pequenos cristais. O efeito é especialmente associado às noites de lua cheia, quando o brilho da substância pode se destacar na superfície do tronco.
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Apesar da aparência, não se trata de cristais verdadeiros, mas de uma resina produzida naturalmente pela árvore. A espécie também apresenta tronco alto, casca acinzentada e folhas verdes que permanecem ao longo do ano.
Exemplar sobrevivente recebeu proteção legal em 1992
A chegada da árvore à Argentina está ligada à antiga Estância San Juan, propriedade herdada por Leonardo Higinio após a morte de seu pai, em 1852. Interessado em paisagismo e no cultivo de espécies estrangeiras, ele introduziu diferentes plantas na região, incluindo as mudas provenientes do arquipélago malaio.
Atualmente, a sobrevivente daquele grupo está no terreno da Escola de Formação Policial Juan Vucetich, dentro do Parque Pereyra Iraola, no município de Berazategui, próximo à cidade de La Plata.
Em 1992, a província de Buenos Aires aprovou a Lei 11.341, que declarou a árvore de cristal Monumento Natural. A medida reconheceu a importância histórica e ambiental do exemplar e estabeleceu sua proteção legal.
A preservação também enfrenta desafios. De acordo com o Ministério do Ambiente provincial, a árvore não possui outro exemplar compatível nas proximidades para realizar a reprodução sexuada, o que dificulta a formação de novos indivíduos por esse processo.
Assim, a árvore permanece como um registro vivo das espécies introduzidas na antiga propriedade durante o século XIX, além de representar uma parte da história ambiental da região.
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© Anadolu via Getty Images
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Economia da Argentina recua 1,7% em agosto sob risco de recessão
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Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina, instituição oficial responsável por medir os indicadores sociais e econômicos do país.
No acumulado de 2026 terminado em agosto, a economia argentina cresceu 1,2%, ante um crescimento de 1,7% registrado no acumulado do ano terminado em julho.
A economista Clara Brenck, professora adjunta no Departamento de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explicou à Agência Brasil que a Argentina pode estar entrando em uma recessão econômica.
“O desemprego também aumentou muito, o que também é indício disso [recessão]. Acho que o cenário é preocupante da Argentina. Talvez a única coisa boa que se pode tirar disso é a redução da inflação, que eles conseguiram, mas também muito dependente da variação do dólar”, comentou.
Recessão técnica
As atividades que mais contribuíram para derrubar a economia argentina em agosto deste ano foram, principalmente, o setor de pesca (-15,7%); intermediação financeira (-3,8%); comércio atacadista, varejista e reparações (-3,5%), indústria manufatureira (-3,2%); transportes e comunicações (-2,9%); e construção (-2,5%).
Por outro lado, contribuíram para elevar a economia da Argentina os setores de mineração e petróleo (+11,1); eletricidade, gás e água (+4,3); e hotéis e restaurantes (+3,1%).
A professora Clara Brenck, que também é pesquisadora do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (Made/USP), disse que são os setores de petróleo, gás e mineração o que tem “segurado que essa recessão não fosse pior”.
“Porém, são setores que dependem muito do mercado externo, de preços internacionais. O que está crescendo são coisas que não dependem da economia doméstica, basicamente. Por isso, não acho que dá para comemorar esse resultado”, disse.
Clara cita as quedas dos setores industriais e comerciais como preocupantes por empregarem mais trabalhadores. Ela avalia que as políticas de corte de gastos do presidente Javier Milei contribuíram para esse cenário.
“Os cortes de imposto que o Milei fez com a promessa de que isso iria gerar investimento e aumentar a atividade econômica no setor privado, a gente não está observando isso”, concluiu.
Para especialista, o dado mais positivo foi o crescimento do setor hoteleiro “no sentido de segurar a queda do desemprego, mas, claro, é um setor também que tem um peso muito pequeno comparado com os outros”.
Governo Milei
O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, destacou o crescimento de 0,1% em agosto se comparado com julho. “Com essa dinâmica, o indicador tendência-ciclo se posicionou 6,6% acima do nível de dezembro de 2023”, explicou em uma rede social.
Medido pelo Indec, o indicador tendência-ciclo, que busca isolar as tendências sazonais, registrou 0% em agosto.
Caputo acrescentou ainda os dados das exportações agroindustriais de setembro, que teriam alcançado um máximo histórico do mês.
“Nos primeiros 9 meses do ano, as exportações da agroindústria somaram US$ 43.206 milhões de dólares, crescendo 13% em relação ao mesmo período de 2025 e registrando também um recorde histórico em volume”, comemorou o ministro.
*texto ampliado às 14h04
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Ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González é presa
A ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González foi presa, informou nesta quinta-feira (22) a líder do partido de esquerda Revolução Cidadã, Gabriela Rivadeneira.
González, aliada do ex-presidente Rafael Correa, está sendo investigada por supostas irregularidades no financiamento político e nos gastos de campanha.
Ela já havia afirmado que seu partido apresentou os gastos da campanha presidencial de 2023 ao órgão eleitoral e que a promotoria não possui provas para fundamentar suas acusações.
González perdeu a eleição antecipada para o presidente Daniel Noboa.
“Prenderam Luisa González. Basta!”, compartilhou Correa no X.
Quem é Daniel Noboa
Em 2025, o presidente Daniel Noboa Azin, movimento Ação Democrática Nacional (ADN), foi reeleito após vencer no segundo turno um mandato que durará até o ano de 2029.
Noboa derrotou a candidata da oposição Luisa González, do partido Revolução Cidadã, que declarou em outra coletiva de imprensa que não reconheceria os resultados.
Noboa foi eleito presidente em 15 de outubro de 2023, após enfrentar González nas eleições antecipadas realizadas no Equador, depois que o então presidente Guillermo Lasso decretou a chamada “morte cruzada”, que renovou os Poderes Legislativo e Executivo.
Sem constar entre os favoritos e de maneira surpreendente, Noboa foi escolhido pelo voto popular no segundo turno para completar o mandato restante de Lasso, por um ano e meio, e aos 35 anos, tornou-se o presidente mais jovem a vencer a Presidência na história republicana do país.
A disputa eleitoral foi marcada pelo assassinato do candidato Fernando Villavicencio, um incidente sangrento que remodelou o cenário eleitoral.
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Bensafrim: entre a Escrita do Sudoeste, menires e uma necrópole perdida
O novo centro interpretativo e as Rotas Rurais explicam e divulgam o património arqueológico de Bensafrim, em Lagos, os achados e as perguntas em aberto.
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Ecuador detiene a la excandidata presidencial del correísmo Luisa González
- El Independiente
- El modelo que Milei recomienda a España: datos macro positivos, a costa del empobrecimiento de la población
El modelo que Milei recomienda a España: datos macro positivos, a costa del empobrecimiento de la población
Aunque en un primer momento Javier Milei pretendía hacer de su visita a España una gran declaración política, sus amigos de Vox han querido darle un perfil más bajo a la convocatoria. Ante la falta de grandes actos de campaña en los que ser protagonista, el mandatario ha optado por sacar pecho de su gestión económica al frente de Argentina. Y el "león" ha dejado un mensaje claro a los españoles: sacar a los socialistas "a patadas" para devolver el liberalismo a nuestro país.
Milei llegó a la presidencia de Argentina con una promesa: sacar al país de la nefasta situación económica en la que se encontraba. ¿La receta? Disminuir drásticamente el gasto público, privatizar las empresas estatales, reducir los impuestos y la reestructuración del Banco Central. Un modelo de recortes en el estado del bienestar, simbolizado en su famosa motosierra.
Su programa de austeridad ha dado sus frutos. Argentina cerró el 2025 con un crecimiento de un 4,4% en el producto interior bruto. Cuando Milei accedió a la presidencia, el dato de inflación era del 200%; ahora se encuentra en un 33%. Por fin hay un superávit fiscal. A nivel macroeconómico, el país ha mejorado sus indicadores. Es la opinión de Beltrán Briones, desarrollador inmobiliario y fiel defensor del modelo libertario del presidente.
La sensación en la calle es diferente. "El programa de recortes ha afectado considerablemente la vida y el desarrollo, afectando el futuro de Argentina", asegura a El Independiente el economista Eduardo González Olguín. Los hospitales, el programa para discapacitados, las jubilaciones, los programas científicos, las universidades o el programa nuclear son solo algunos de los servicios que se han visto mermados por la motosierra de Milei que este profesor de la Universidad Nacional de Córdoba enumera.
¿Pan y trabajo?
La reducción del gasto público que prometió Milei se materializó inmediatamente después de su llegada a la Casa Rosada. Su Ejecutivo ha recortado millones de euros en programas de ayudas sociales en estos tres años. Ya lo avisó durante la campaña. En el primer semestre de 2024, nada más implantarse su ambicioso plan para acabar con el "derroche" de fondos públicos, la pobreza rozó el 53% en toda Argentina.
En la actualidad, el dato del primer semestre de este año muestra que la tasa ha descendido hasta 32,3%. Sin embargo, las estimaciones de especialistas al margen del Gobierno apuntan a que el dato podría ser mucho mayor. También preocupa la tasa de indigencia, que se sitúa en el 7,5% de la población.
Los datos de pobreza contrastan con los de empleo. La tasa de paro subió una décima en el segundo trimestre, hasta alcanzar el 7,9 %, lo que la sitúa por debajo de las cifras de desempleo españolas. Así, buena parte de la población en activo se encuentra por debajo del umbral de la pobreza. A esto se añade que la informalidad alcanza ya al 45% de la población ocupada. Es decir, casi la mitad de la población trabaja al margen de la legislación laboral argentina.
Cambios en la política monetaria
Una de las promesas estrella de la campaña libertaria fue la dolarización de la economía argentina. Tres años después, dicha posibilidad no ha llegado a materializarse completamente, sino que se ha permitido el pago de ciertos productos y servicios con el dólar, sin renunciar al peso argentino.
Briones resalta en conversación con El Independiente los beneficios surgidos de poder cobrar en la moneda estadounidense. "Los salarios medidos en dólares han experimentado una importante recuperación", asegura. Como asesor inmobiliario, destaca que la recuperación de los salarios en dólares, sumada a la mejor relación salario-metro cuadrado y al regreso de los préstamos hipotecarios, han impulsado "fuertemente" el mercado de la vivienda.
Para este joven convencido de la efectividad del modelo económico de Milei, otro de los logros en política monetaria del presidente ha sido la estabilización del tipo de cambio: "Gracias a la apreciación del peso, ha aumentado el poder de compra internacional de los argentinos". Destaca también que el superávit comercial "contribuye al ingreso de divisas y al fortalecimiento de la economía". Asimismo, la apertura de las importaciones permitió acceder a productos, tecnología y materiales del exterior, subraya.
Las empresas sufren
Briones destaca que el sector agro, la minería y el energético –especialmente el petróleo y el gas– se han beneficiado notablemente del crecimiento económico del que Milei saca pecho. Pero el encarecimiento de los salarios y de los servicios básicos ha mermado la capacidad de consumo de las clases populares. Y esto repercute directamente en las pequeñas empresas.
Según el Centro de Economía Política Argentina (CEPA), 31.342 compañías han cerrado desde que Milei llegó a la Casa Rosada, alrededor de un 6% del total. La apertura a las importaciones que alaba el joven libertario es también un arma de doble filo. Y es que la manufactura local se ha visto afectada por la entrada de productos del exterior.
Un país endeudado
El joven libertario apunta también a la recuperación del crédito al sector privado. "Los bancos comenzaron a destinar una mayor proporción de sus recursos a financiar la economía real, en lugar de concentrarse en financiar al Estado", detalla. Por ejemplo, la vuelta del crédito hipotecario ha sido "fundamental" para que la clase media pueda acceder a la vivienda.
En este sentido, se enfoca en los beneficios para la clase media: ha recuperado su capacidad de ahorro, consumo y acceso a la vivienda. Sin embargo, dado que más de un tercio de la población vive en la pobreza, estos datos no muestran la imagen completa.
González Olguín denuncia que los salarios no crecen al mismo ritmo que la inflación. El profesor, que es también miembro del Partido Humanista Internacional, tiene así otra visión sobre el crédito: "Las familias se endeudan, primero, para mantener su nivel de vida y luego para poder subsistir, y las empresas para mantenerse".
En diciembre de 2023, 9,5 millones de personas tenían algún tipo de deuda en el sistema financiero formal. En la actualidad, se calcula que son cerca de 21 millones. El índice de morosidad era del 2,7% cuando Milei llegó al poder, mientras que en la actualidad ronda el 17,5%.
El economista de la Universidad Nacional de Córdoba arroja datos preocupantes: el 54% de las deudas con tarjetas de crédito tienen como destino la compra de alimentos o bienes esenciales, el 16% combustibles, servicios públicos 12% e indumentaria el 11%. "En el año 2023 y anteriores las deudas de tarjetas de crédito eran para la compra de bienes de consumo durable, en la actualidad sólo el 11,8% se endeudó con esta finalidad", denuncia.
Se suman además las deudas simultáneas múltiples. El año pasado, solo el 12% de las familias acumulaba más de tres deudas a la vez. Ahora, el 28,4% de los hogares deudores ya arrastra más de tres obligaciones financieras simultáneas (tarjeta, servicios públicos atrasados y un préstamo personal), denuncia.
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© Juan Ignacio Roncoroni/EPA
Associação argentina se manifesta contra plano de demissões voluntárias
O Governo da Argentina anunciou no início desta semana um plano de demissões voluntárias para os funcionários que integram o quadro permanente da administração pública do Estado.
O presidente argentino Javier Milei diz que a medida faz parte de um pacote de reorganização do país, buscando reduzir gastos e alocar os recursos públicos de forma mais eficiente.
A ATE (Associação dos Trabalhadores do Estado) da Argentina criticou a medida. Em nota, a entidade disse que o plano do governo de Milei “é um acordo multimilionário” que ameaça os direitos trabalhistas.
A Associação explica que esse plano de desligamento voluntário atinge mais de 21 mil funcionários e ponta que quem não aderir fica impedido de retornar à administração pública por oito anos.
“Além disso, foi confirmado que os cargos desocupados não serão substituídos e que aqueles que ocuparem um cargo sindical em vigor ou forem candidatos a eleições deverão renunciar para se inscrever na aposentadoria”, escreveu a ATE.
O decreto do governo da Argentina também determina que o plano de demissão voluntária pode ser prorrogado apenas uma única vez por mais 30 dias.
- Il Fatto Quotidiano
- “Non è necessaria alcuna ulteriore terapia”: gli esami istologici di Papa Leone XIV confermano l’adenocarcinoma polmonare ma escludono ulteriori trattamenti
“Non è necessaria alcuna ulteriore terapia”: gli esami istologici di Papa Leone XIV confermano l’adenocarcinoma polmonare ma escludono ulteriori trattamenti
“Non è necessaria alcuna ulteriore terapia“. Lo hanno annunciato mercoledì sera Luigi Carbone, medico personale del Papa, e Stefano Margaritora, il chirurgo che pochi giorni fa ha guidato l’équipe che gli ha asportato un tumore ai polmoni, dopo l’esame dei referti istologici definitivi e delle indagini di biologia molecolare sul materiale asportato chirurgicamente. Confermata la diagnosi finora ipotizzata: si tratta di un adenocarcinoma polmonare, fortunatamente localizzato, per il quale non è necessaria alcuna ulteriore terapia.
Una buona notizia che dimostra come quel cauto ottimismo che era trapelato nel corso della degenza in ospedale del pontefice fosse più che motivato. Un sospiro di sollievo per tutta la comunità cristiana che arriva alla fine di una giornata che aveva visto il Santo Padre sorridente e di nuovo in piazza in mezzo ai fedeli, con un giro di saluti in papamobile – per l’occasione munita di tettuccio trasparente per proteggerlo dall’acqua. “La prima cosa che vorrei dirvi è grazie! Grazie per il sostegno delle vostre preghiere” le parole del Papa alle oltre 30mila persone presenti per la catechesi settimanale.
Il tema che tiene banco adesso è il tanto desiderato viaggio in Sudamerica tra Uruguay, Argentina e soprattutto il suo amato Perù dove Prevost ha vissuto per oltre vent’anni: se durante il ricovero ospedaliero la Sala stampa vaticana e i vari cardinali intervistati avevano predicato una certa cautela, sottolineando la complessità di un impegno del genere, adesso la partenza – prevista per il 6 novembre – diventa più probabile. Lo stesso Margaritora, all’indomani dell’operazione e visto il rapido recupero del Papa, aveva detto che “non ci sono motivi per cui il viaggio non venga fatto”.
L'articolo “Non è necessaria alcuna ulteriore terapia”: gli esami istologici di Papa Leone XIV confermano l’adenocarcinoma polmonare ma escludono ulteriori trattamenti proviene da Il Fatto Quotidiano.
7h. Rossio. Noite marcada por invasão de homem com bandeira

Mercado revê aposta na Argentina enquanto dívida de 2027 entra no radar
O risco-país da Argentina voltou a superar os 700 pontos nesta semana e atingiu o maior nível em cerca de um ano. O movimento chama atenção, mas o número sozinho explica pouco sobre o que está acontecendo com os ativos argentinos.
Por trás da piora está uma combinação de fatores externos, movimentos técnicos do mercado e uma discussão que deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos meses: como a Argentina chegará a 2027, ano de eleição presidencial e de vencimentos relevantes da dívida em moeda estrangeira.
São mais de US$ 30 bilhões em principal e juros no próximo ano, segundo levantamento do FMI (Fundo Monetário Internacional). A conta inclui compromissos com credores privados e organismos internacionais.
O volume não é um problema imediato de pagamento. Hoje, o país mantém pouco mais de US$ 50 bilhões em reservas. Parte das obrigações pode ser refinanciada e outra parcela envolve o próprio FMI.
O aumento do risco-país das últimas semanas, portanto, não deve ser explicado apenas por essa conta.
Parte importante da alta recente veio de fora da Argentina, avalia Daniel Marcatto, sócio e analista da Exploritas. A abertura das taxas dos títulos norte-americanos e o fortalecimento do dólar pressionaram os mercados emergentes.
A diferença é que a Argentina tende a responder de maneira mais intensa a esses movimentos: “o crédito argentino tem um beta muito elevado”, segundo Marcatto.
Na prática, quando o ambiente piora para emergentes, os títulos argentinos costumam sofrer mais. E o mesmo acontece no sentido contrário, quando há melhora global nas condições financeiras.
Se não bastasse isso, outubro também costuma ser um mês menos favorável para esse mercado.
Marcatto explica que fundos norte-americanos tradicionalmente fazem o rebalanceamento de suas carteiras neste período, antes do início de um novo ano fiscal em novembro. Historicamente, a janela entre dezembro e abril tende a ser mais favorável para títulos de mercados emergentes.
No caso argentino, houve ainda pressão de fluxos locais. Com a retomada das remessas de dividendos ao exterior, empresas argentinas passaram a vender posições em títulos soberanos para levantar caixa e fazer remessas. O fim da restrição retirou do mercado um comprador importante.
Essas tesourarias poderiam comprar papéis argentinos. Agora, parte delas está fazendo o contrário.
Daniel Marcatto diz que mais de US$ 4 bilhões já teriam sido enviados ao exterior nesse processo e que o volume pode ir de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões até o fim do ano.
A aposta ficou menos otimista
Se os fatores técnicos ajudam a explicar a velocidade do movimento recente, há também uma mudança mais profunda na maneira como investidores enxergam a economia argentina.
Para Fabio Giambiagi, argentino que é pesquisador no FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o mercado exagerou no otimismo em relação à capacidade de recuperação do país.
“O mercado fez uma aposta na Argentina que estava ‘comprando lotes na Lua’. Era delirante”, afirma.
Os números ajudam a entender a crítica. No início de 2025, o REM (Relevamiento de Expectativas de Mercado), levantamento do Banco Central argentino semelhante ao Focus brasileiro, apontava crescimento próximo de 3,7% para a economia em 2026. A expectativa de inflação para este ano estava em torno de 15%.
As projeções mudaram. No REM mais recente, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é projetado em apenas 1,5% em 2026. A inflação estimada para dezembro chegou a 30%.
“Aos poucos, o mercado foi percebendo a dimensão do problema. No começo havia uma perspectiva irrealista da evolução das principais variáveis”, diz Giambiagi.
A eleição presidencial argentina acontece apenas no próximo ano e a capacidade de Milei de manter apoio político e dar continuidade ao programa econômico começa a importar mais à medida que o calendário avança.
“Achar que o governo vai aprovar o que quiser é uma prova de miopia da análise econômica sobre a política”, diz Giambiagi. Para o economista, investidores subestimaram as dificuldades políticas do governo e também os efeitos do próprio estilo do presidente na construção de alianças.
Nesta semana, uma nova controvérsia surgiu durante uma viagem de Milei à Espanha. O argentino chamou o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, de “ditador inapresentável” pouco mais de um mês antes das eleições espanholas. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha respondeu dizendo que não aceita interferências externas e classificou a postura do presidente argentino como “indigna”.
Giambiagi cita episódios semelhantes dentro da própria Argentina e aponta para a postura que falta ao mandatário do país platino: “presidente em uma república faz política”.
O próximo governo continuará dependendo do Congresso para aprovar reformas e o ambiente político pode afetar diretamente a confiança dos investidores.
Giambiagi vê o calendário com preocupação. Segundo ele, a popularidade de Milei caiu em relação aos níveis observados no início do governo e uma eventual disputa de segundo turno pode se tornar especialmente difícil caso a oposição consiga concentrar o voto contrário ao presidente.
O país entra em 2027 com uma situação muito diferente daquela encontrada por Milei no início do governo. A inflação caiu, o resultado fiscal melhorou, as reservas cresceram e a balança comercial melhorou.
Ao mesmo tempo, as expectativas ficaram menos exuberantes e o mercado começa a olhar com mais atenção para a capacidade política do governo de sustentar o programa econômico.
“O mercado aos poucos está percebendo que não é uma festa”, diz Giambiagi.
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