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Crise na França pode afetar grau de investimento do país, afirma economista

22 October 2026 at 20:54

A situação fiscal da França está no centro das tensões que levaram às recentes manifestações no país. Com a dívida pública projetada para se aproximar de 122% do PIB, segundo estimativas oficiais, o governo enfrenta pressão para reduzir despesas, o que tem provocado forte insatisfação popular.

O cenário também reacende comparações com a Grécia, cuja crise da dívida abalou a União Europeia entre 2009 e 2015. Em entrevista ao CNN Money, o economista e ex-diretor do Brasil no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Márcio Sette, analisou os riscos de agravamento da crise fiscal francesa e os possíveis impactos para a economia global e o Brasil.

Segundo o especialista, o governo francês está preso em uma “grande armadilha”, marcada pela deterioração simultânea do cenário político e econômico. Sette destacou que medidas de austeridade, como o aumento da idade mínima para aposentadoria, a redução de benefícios, a demissão de funcionários públicos e os cortes salariais, são “totalmente impopulares” e ampliam os conflitos com a população.

A proximidade das eleições previstas para abril de 2027 também dificulta as negociações, uma vez que os partidos de oposição têm menos incentivos para firmar acordos com o governo.

O crescimento da economia francesa ficou em torno de 1% no ano passado, abaixo da média europeia. Para Sette, o desempenho é “bastante fraco e insuficiente para fazer frente ao crescimento da dívida pública”.

Ao mesmo tempo, a elevação dos juros exigidos pelos investidores para comprar títulos públicos franceses aumenta o custo de financiamento do Estado e reduz o espaço para estimular a economia.

“O governo está de mãos atadas e as principais resoluções virão a partir de abril do ano que vem, ou seja, após as eleições”, afirmou o economista.

Risco ao grau de investimento

Sette também alertou que a deterioração das contas públicas pode comprometer a classificação de risco da França. Segundo ele, a redução de impostos promovida pelo país nos últimos anos contribuiu para agravar a situação fiscal e aumentar a exposição do governo.

Ao comparar a França com países como Bélgica, Alemanha, Holanda e Luxemburgo, que possuem classificação de risco AAA, o economista avaliou que o país pode perder posições caso a crise se prolongue.

Os títulos públicos franceses apresentam níveis de remuneração elevados, refletindo o aumento do prêmio de risco exigido pelos investidores. A ampliação do diferencial de juros entre os papéis franceses e alemães também sinaliza uma piora na percepção de risco da economia francesa.

Embora considere improvável um calote no curtíssimo prazo, Sette ressaltou que os investidores estão mais cautelosos e exigem juros maiores para financiar o governo francês.

Questionado sobre a possibilidade de a crise se espalhar para outros países, incluindo o Brasil, Sette avaliou que o risco de contágio não é imediato, mas permanece no horizonte.

Ele lembrou que, durante a crise dos chamados PIGs — Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha — e a crise da dívida soberana europeia de 2011, os países afetados passaram por ajustes fiscais graduais que contribuíram para melhorar suas condições financeiras.

“Hoje, Grécia e Itália têm uma posição fiscal pior do que a da França, mas eles melhoraram muito e continuam aplicando o seu programa de austeridade”, observou.

Para o Brasil, o principal risco seria uma elevação do custo de capital no mercado internacional, tornando o crédito mais caro. Na avaliação do economista, porém, isso não afastaria diretamente os investimentos no país neste momento.

Sette acrescentou que uma eventual crise de liquidez global poderia restringir o crédito destinado às operações de exportação e afetar o comércio internacional de forma mais ampla. Ainda assim, ressaltou que o problema permanece concentrado na França.

Para o economista, os possíveis efeitos sobre o Brasil dependerão também da capacidade do país de demonstrar solidez econômica e fiscal nos próximos anos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Habitação em Vila Real: os milhões do PRR e um PDM que tarda

22 October 2026 at 17:11

VTM

Cinquenta anos depois, ter casa continua a ser um dos maiores problemas sociais do país. A Constituição consagra esse direito, mas a realidade mostra como está longe de ser acessível a todos.

A crise tem várias causas, mas os governos de António Costa, entre 2015 e 2024, tiveram tempo e responsabilidade para enfrentar a escassez de oferta habitacional. Falharam na resposta estrutural. Segundo o Banco de Portugal, entre 2015 e 2023, o número de habitações concluídas foi inferior a metade do registado nos oito anos anteriores. O resultado está à vista: preços elevados, rendas incomportáveis e jovens adiados nos seus projetos de vida.

Vila Real não escapa a esta realidade. Como polo de ensino superior, saúde, administração pública, comércio e serviços, precisa de condições para fixar jovens, atrair profissionais e permitir que as famílias construam aqui o seu futuro.

A aquisição de 180 habitações na Quinta do Centenário, num investimento de cerca de 24 milhões de euros financiado pelo PRR, é um passo importante. Seria desonesto não o reconhecer. Mas seria igualmente irresponsável apresentar este investimento como solução para o problema da habitação no concelho.

E os jovens que começam a trabalhar? E os casais com rendimentos intermédios? E os profissionais que querem viver em Vila Real, mas não conseguem suportar os preços do mercado? A política de habitação não pode limitar-se à emergência social. Tem de aumentar a oferta, recuperar imóveis devolutos e criar condições para que mais pessoas possam viver no concelho.

É aqui que entra uma questão incontornável: o planeamento do território.

A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) começou em 2018, com um prazo inicial de 24 meses. Estamos em outubro de 2026 e o processo continua sem aprovação e publicação da revisão. Oito anos depois, Vila Real permanece à espera de um instrumento essencial para ordenar o crescimento urbano, enquadrar a construção, reabilitar o edificado e dar previsibilidade a quem pretende investir.

Em reunião de Câmara, foi apontado outubro; na Assembleia Municipal, surgiu dezembro como horizonte para a conclusão. Esperemos que o prazo seja cumprido. Mas os anúncios não substituem resultados. Os munícipes e os agentes económicos merecem conhecer o ponto de situação, o trabalho em falta e um calendário credível.

Um PDM atualizado não resolve, por si só, a crise da habitação. Mas a sua demora também não pode ser tratada como um pormenor burocrático. Governar não é apenas captar fundos e inaugurar projetos. É planear, antecipar necessidades e criar condições para o futuro.

O governo de Luís Montenegro já avançou com várias medidas fiscais: – aprovou uma linha de crédito de 1,5 mil milhões de euros para apoiar a construção ou reabilitação de cerca de 50 mil habitações sociais; reduziu o IVA para 6% em algumas operações de construção e reabilitação habitacional; criou benefícios fiscais para rendas moderadas e o aumento das deduções de rendas no IRS; isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação e a simplificação dos licenciamentos.

O investimento público é necessário, mas o planeamento municipal também conta. Vila Real continua a ser um concelho que tarda em planear o seu território, comprometendo a capacidade de construir esse futuro.

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Fusões e aquisições no sul da Europa mobilizam mais 37% de capital no primeiro semestre

22 October 2026 at 11:15

O valor movimentado em fusões e aquisições (M&A) do sul da Europa cresceu 37% no primeiro semestre, para um total de 147,7 mil milhões de euros, de acordo uma análise da auditora internacional Forvis Mazars divulgada esta quinta-feira. Apesar de uma ligeira descida de 6% no número de operações, o mercado transacional nesta região do Velho Continente mobilizou mais capital.

As grandes transações – os chamados megadeals – e o contínuo interesse dos investidores internacionais contribuíram para impulsionar a atividade nesta zona da Europa, onde se insere Portugal. No entanto, o mercado português prossegue em contraciclo, com um total de 800 milhões de euros entre janeiro e junho, abaixo dos 6,3 mil milhões de euros registados no período homólogo.

Segundo o grupo de auditoria, fiscalidade e consultoria, o número de operações de M&A em Portugal caiu 37%, para 82, embora nesta contabilização apenas entrem transações de valor mais alto, porque a Forvis Mazars baseou-se nos dados da Mergermarket – que só olha para negócios acima de cinco milhões – em Itália, Espanha, Suíça, Turquia, Portugal e Grécia.

Os investimentos em destaque no radar da Forvis Mazars foram o do grupo Sabseg, de mediação de seguros e gestão de risco, na gestora de investimento Miura Partners (600 milhões de euros) e o aumento da participação da Schroders na empresa de 2% para 20%. Segue-se a compra do hotel de cinco estrelas Caesar Park, um resort de golfe em Sintra, por 140 milhões de euros, por parte do Catterton Management e da Cedar Capital Partners.

“As três maiores operações anunciadas em Portugal no primeiro semestre de 2026 foram lideradas por compradores internacionais – do Reino Unido, de Espanha e dos Países Baixos – o que confirma o interesse dos investidores estrangeiros no mercado português de fusões e aquisições”, lê-se no estudo “Investing in Southern Europe: M&A and Private Equity Activity in 2026”.

Embora o mercado português de M&A registe um número de transações menor, a verdade é que existem muitas oportunidades. A atividade subjacente em operações de menor e média dimensão continua presente, embora seja menos visível nos dados de transações com valores divulgados.

Filipa Matias

Senior Manager de Transaction and Advisory Services da Forvis Mazars em Portugal

A Forvis Mazars considera que as perspetivas para a atividade de M&A no sul da Europa continuam positivas, porque as condições de financiamento mantêm-se globalmente favoráveis, existe um volume significativo de empresas disponíveis para venda devido a processos de sucessão e as empresas continuam a reavaliar e a ajustar os seus portefólios de negócios. Ademais, a digitalização, a transição energética, a inovação na saúde e a transformação da indústria deverão continuar a impulsionar os negócios a longo prazo, apesar das tensões geopolíticas e da subida dos preços da energia e das taxas de juro.

O fluxo de potenciais operações aponta também para um segundo semestre e um período subsequente potencialmente ativos. Das 608 notícias sobre empresas do sul da Europa disponíveis para venda identificadas pela Mergermarket no primeiro semestre, 126 diziam respeito a empresas de bens de consumo e 114 aos setores industrial e químico. Itália concentrou 237 destas notícias, seguida de Espanha, com 177. Por outro lado, em Portugal foram identificadas apenas 33 oportunidades de M&A em 12 diferentes setores.

“A perspetiva positiva é sustentada por algumas operações com o apoio de fundos de capital de risco, pelo interesse contínuo de investidores estrangeiros e pela consolidação em setores fragmentados. A atividade é particularmente visível em áreas como a tecnologia, os serviços empresariais, a indústria e os ativos imobiliários e hoteleiros”, defende a consultora Filipa Matias.

Bruxelas considera acordo sobre securitização o “primeiro grande passo” da União da Poupança e do Investimento

22 October 2026 at 11:10

A comissária europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, saudou o acordo político alcançado entre o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia sobre a revisão do quadro europeu de securitização, considerando-o “um marco importante” para a União da Poupança e do Investimento (Savings and Investments Union – SIU).

Numa publicação na rede social LinkedIn, a responsável portuguesa classificou o entendimento alcançado em Estrasburgo como “o primeiro grande resultado legislativo” da nova estratégia europeia destinada a mobilizar poupanças privadas para financiar a economia.

Segundo Maria Luís Albuquerque, a revisão das regras da securitização pretende aumentar a capacidade dos bancos para financiarem famílias e empresas, em particular as pequenas e médias empresas (PME), ao mesmo tempo que canaliza mais investimento para a economia real europeia.

A comissária explicou que as alterações passam pela simplificação de requisitos, redução de encargos administrativos considerados desnecessários e pela adaptação das exigências de capital aos riscos efetivos das operações. O objetivo é criar condições para um mercado europeu de securitização “mais forte e dinâmico”.

“A estabilidade financeira continua a não ser negociável. Mas a resiliência e a competitividade devem caminhar lado a lado”, afirmou.

Maria Luís Albuquerque defendeu ainda que um mercado de securitização eficiente pode contribuir para diversificar as fontes de financiamento, melhorar a partilha de riscos e desbloquear financiamento adicional para investimento, inovação e criação de emprego.

A responsável enquadrou o acordo na estratégia mais ampla da União da Poupança e do Investimento, destinada a aproximar as poupanças dos europeus das necessidades de financiamento de empresas e cidadãos e a mobilizar capital privado para reforçar o crescimento económico e a competitividade da União Europeia.

“Este primeiro acordo demonstra que conseguimos transformar as nossas ambições em resultados concretos. E devemos manter o impulso”, sublinhou.

Maria Luís Albuquerque agradeceu ainda ao Parlamento Europeu e ao Conselho pela “colaboração construtiva” durante as negociações, deixando também uma palavra de reconhecimento às equipas da Direção-Geral da Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais (DG FISMA) e ao seu gabinete pelo trabalho desenvolvido ao longo do processo.

Apesar de considerar o acordo um passo significativo, a comissária salientou que a execução da União da Poupança e do Investimento continua e que “há muito mais para concretizar”.

Habitação: as casas não aparecem por decreto

22 October 2026 at 09:00
Construir leva anos e implica custos elevados de terreno, construção, financiamento, licenciamento e fiscalidade. A solução passa por aumentar a oferta. Mas exige que todos façam parte da solução.

Consultora Bain prevê contratar quase 50 pessoas em Portugal até ao final de 2027

22 October 2026 at 07:07

A consultora internacional Bain & Company pretende contratar quase 50 pessoas para o escritório de Lisboa, para atingir os 150 trabalhadores em Portugal, até ao final do próximo ano. A empresa de assessoria estratégica a organizações e fundos de investimento tem como objetivo crescer de forma transversal em todos os departamentos, da consultoria à tecnologia.

Especializada em fusões e aquisições, transformação digital e sustentabilidade, a consultora norte-americana conta neste momento com pouco mais de uma centena colaboradores em Portugal, onde está presente desde 2022.

O objetivo do recrutamento é “continuar a servir empresas que operam nos principais setores económicos, assim como de continuar a fazer crescer o negócio a um ritmo de duplo dígito”, disse fonte oficial da Bain & Company ao ECO. As áreas que precisam de reforços são consultoria, conhecimento e desenvolvimento de metodologias, serviços globais ao negócio, inteligência artificial (IA) e analítica e perceções do consumidor (consumer insights).

O movimento surge na sequência da inauguração do novo escritório na capital portuguesa, mais precisamente no Príncipe Real. Este verão, a empresa decidiu reunir, num mesmo espaço, a atividade de consultoria e as equipas dedicadas às outras funções mais digitais e de análise de dados, que também trabalham para outros mercados globais. A sede lisboeta da Bain instalou-se no empreendimento Anjos Urban Palace e conta com cerca de 2.000 metros quadrados distribuídos por quatro pisos e capacidade para até 250 pessoas.

“O novo escritório e o polo de competências avançadas assinalam uma nova fase do compromisso da Bain com Portugal, com mais escala e maior amplitude de capacidades. Reunimos hoje, sob o mesmo teto, diferentes valências da Bain, desde a consultoria às equipas de conhecimento, serviços globais e IA, numa operação em Lisboa cada vez mais preparada para responder ao mercado nacional e contribuir para clientes e equipas da Bain em todo o mundo”, disse o sócio Álvaro Pires, aquando da inauguração oficial em setembro.


O sócio Francisco Montenegro explicou que Portugal superou as expectativas iniciais. “No primeiro ano, atingimos mais de 50% do plano projetado para 2028, um resultado que demonstra a robustez da nossa operação e o impacto que a Bain já está a ter no mercado. Estamos agora numa fase de crescimento acelerado, em equipa, volume de negócio e impacto junto dos clientes, que marca uma nova etapa da presença da Bain em Portugal”, referiu.

Em entrevista ao jornal espanhol Expansión, divulgada na semana passada, o presidente global da Bain & Company confirmou que o negócio na Península Ibérica estava a crescer a um ritmo superior. “Globalmente, a nossa previsão para este ano é de um aumento de 12% no número de colaboradores, devido ao crescimento do negócio. Em Espanha e em Portugal, aumentaremos o pessoal em mais de 20%, em linha com as vendas”, revelou Manny Maceda, quando questionado sobre os receios de vagas de despedimentos no setor da consultoria devido à IA.

Restaurar a natureza requer mais investimento do Estado português

22 October 2026 at 00:08

A dimensão das populações de vida selvagem monitorizadas teve uma diminuição média de 73% desde 1970, segundo o Relatório Planeta Vivo 2026 da WWF. Num mundo em que cerca de metade do PIB global, aproximadamente 58 biliões de dólares americanos em 2023, depende moderada ou fortemente da natureza, a perda de biodiversidade representa muito mais do que uma ameaça ambiental: é um risco económico e social crescente.

Os fluxos financeiros globais continuam, porém, a ignorar o problema. Em 2023, cerca de 7,3 biliões de dólares americanos foram canalizados para atividades prejudiciais à natureza, enquanto apenas 220 mil milhões financiaram a sua proteção ou restauro.

Ainda assim, há sinais concretos de que é possível inverter esta tendência. Em Portugal, o lince-ibérico passou de Criticamente em Perigo a Vulnerável. Também a sardinha recuperou a certificação em julho desse ano e o atum-rabilho deixou de ser considerado sobre explorado. Estes exemplos mostram que, com compromisso, investimento e uma gestão adequada dos recursos, a recuperação da natureza é possível.

É esta convicção que está na origem da D-EVOLUÇÃO, a iniciativa nacional de restauro ecológico da WWF Portugal, que assinala esta semana o seu primeiro aniversário. Ao longo deste primeiro ano, foram mobilizados cerca de 482 mil euros, com o contributo de vários parceiros, empresas e cidadãos. Este apoio já se traduz em intervenções concretas no território: no Gerês, estão em recuperação 46 hectares de floresta e habitats afetados por incêndios; na serra do Caldeirão, prepara-se o restauro dos primeiros 19 ha de montado; e, no Estuário do Tejo, foram instalados nove abrigos subaquáticos para cavalos-marinhos, construídos a partir de carrinhos de supermercado reaproveitados, num exemplo de economia circular ao serviço da biodiversidade, enquanto se consolida um esforço conjunto e de longo prazo para a recuperação plena do seu ecossistema.

Mais do que reparar ecossistemas degradados, estas intervenções são um investimento na resiliência do país e na redução de riscos, nomeadamente de incêndio. Os benefícios ambientais traduzem-se, assim, em ganhos económicos e sociais concretos. Como já reforçámos noutros artigos, segundo a Comissão Europeia, cada euro investido no restauro da natureza pode gerar entre 8 e 38 euros em serviços de ecossistema.

O desafio está agora em ampliar estes resultados. Para concretizar o plano até 2030, a D-EVOLUÇÃO precisa de mobilizar cerca de 1,25 milhões de euros adicionais, um montante relativamente modesto face aos benefícios esperados. Centenas de cidadãos e mais de uma dezena de empresas portuguesas já se juntaram à WWF neste esforço, demonstrando que a sociedade civil e o setor privado podem ter um papel determinante. Mas essa mobilização, por si só, não chega. O investimento privado não substitui a responsabilidade do Estado, a quem cabe assumir a liderança através de políticas ambiciosas, financiamento adequado e uma aplicação efetiva da Lei Europeia do Restauro da Natureza.

Importa, por isso, contrariar a ideia de que enfraquecer a legislação ambiental em nome da competitividade protege a economia. Na realidade, trata-se de uma não-poupança.

Proteger e recuperar os ecossistemas é proteger o capital natural, a atividade económica e o bem-estar das comunidades. Restaurar a natureza não é um custo, mas um investimento no futuro de Portugal e uma das decisões mais certas que podemos tomar.

Como montar uma carteira diversificada

21 October 2026 at 23:00

Montar uma carteira diversificada é uma das estratégias utilizadas por investidores para reduzir a dependência do desempenho de uma única aplicação. Ao distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos, setores e mercados, é possível combinar diferentes fontes de risco e retorno e construir uma estratégia mais adequada aos objetivos financeiros.

Diversificação, porém, não significa simplesmente acumular produtos. Uma carteira com muitos investimentos pode continuar concentrada se todos estiverem sujeitos aos mesmos fatores de risco. O ponto central é combinar ativos com características e comportamentos diferentes.

A definição dessa composição deve levar em conta fatores como perfil de risco, prazo e objetivos financeiros. Também é importante entender que uma carteira bem estruturada não precisa ser modificada sempre que a Bolsa, o câmbio ou os juros oscilarem.

O que é uma carteira de investimentos diversificada?

Para a gerente de Estratégia de Investimentos do Inter, Daniela Barreto, uma carteira diversificada é aquela que distribui o patrimônio entre diferentes investimentos de acordo com uma estratégia previamente definida. A ideia é evitar que o resultado financeiro dependa excessivamente de um único ativo, setor ou cenário econômico. A gerente pontua que a diversificação pode envolver diferentes classes de ativos:

  • Renda fixa: pode contribuir para previsibilidade, preservação de capital e objetivos de diferentes prazos
  • Renda variável: oferece maior potencial de valorização, mas também está sujeita a oscilações mais intensas
  • Fundos de investimento: permitem acesso a estratégias e mercados variados por meio de uma mesma estrutura
  • Investimentos internacionais: ampliam a diversificação geográfica e reduzem a dependência exclusiva da economia brasileira
  • Alternativas: podem ser consideradas conforme o perfil, o horizonte e os objetivos do investidor

O benefício da diversificação está na combinação de investimentos que não necessariamente reagem da mesma maneira aos movimentos do mercado. Quando um ativo tem desempenho negativo, outro pode sofrer impacto menor ou até apresentar resultado positivo. Nesse contexto, o investidor precisa observar quais riscos estão por trás de cada aplicação e como eles se relacionam.

Como definir a composição de uma carteira diversificada

Daniela Barreto observa que a alocação precisa ser compatível com a capacidade e a disposição do investidor de assumir riscos, além do prazo e da finalidade de cada recurso.

Um dos primeiros passos é separar os objetivos financeiros. Dinheiro destinado à reserva de emergência, por exemplo, possui necessidades diferentes daqueles recursos que serão utilizados para aposentadoria ou para um projeto de longo prazo. Também é importante considerar:

  • Perfil de risco: investidores conservadores, moderados e arrojados podem ter diferentes níveis de exposição a ativos voláteis
  • Horizonte de investimento: quanto mais distante estiver o objetivo, maior pode ser a capacidade de suportar oscilações, desde que isso seja compatível com o perfil
  • Objetivo financeiro: comprar um imóvel, formar uma reserva ou buscar crescimento patrimonial exige estratégias diferentes
  • Necessidade de liquidez: recursos que podem ser necessários no curto prazo não devem ser submetidos aos mesmos riscos de um investimento de longo prazo
  • Diversificação geográfica e setorial: distribuir os investimentos entre diferentes mercados pode diminuir a dependência de uma única economia ou segmento

A idade também pode influenciar a estratégia, mas não deve ser analisada isoladamente. Uma pessoa mais jovem pode ter um horizonte maior para determinados objetivos, enquanto alguém próximo de utilizar o patrimônio pode priorizar maior estabilidade. Em ambos os casos, perfil de risco, renda, patrimônio e metas precisam ser considerados em conjunto.

Quando é preciso mudar ou rebalancear a carteira?

Revisar uma carteira não significa trocar constantemente os investimentos. Uma estratégia pode permanecer praticamente igual durante longos períodos quando os objetivos e as condições que justificaram a alocação continuam válidos.

Uma revisão formal pode ser realizada semestralmente ou anualmente, além de ser antecipada quando ocorrer algum evento relevante. Entre os principais gatilhos estão:

  • Mudança no cenário econômico: alterações significativas em juros, inflação ou câmbio podem modificar as perspectivas de determinadas classes de ativos
  • Mudança de objetivo: a proximidade da compra de um imóvel ou da aposentadoria, por exemplo, pode exigir uma nova distribuição dos recursos
  • Alteração do horizonte: quanto mais próximo estiver o momento de utilizar o dinheiro, menor tende a ser a capacidade de suportar grandes oscilações
  • Desvio na participação dos ativos: uma forte valorização pode fazer determinado investimento ocupar uma parcela muito maior da carteira do que a planejada
  • Mudança no perfil de risco: circunstâncias financeiras e pessoais podem alterar a capacidade ou a disposição de assumir riscos

Nessas situações, uma das alternativas é o rebalanceamento. O processo consiste em ajustar os pesos dos investimentos para que a carteira volte, total ou parcialmente, à distribuição definida na estratégia.

Por exemplo, se a renda variável deveria representar 30% da carteira, mas uma forte valorização fez essa participação chegar a 40%, o investidor pode avaliar a necessidade de reduzir essa exposição e direcionar recursos para outras classes.

É preciso mudar os investimentos sempre que o mercado oscila?

Não. Oscilações de curto prazo, por si só, não são necessariamente motivo para modificar uma carteira. Um dos riscos para o investidor é tomar decisões impulsivas diante de quedas ou altas do mercado. Vender um ativo depois de uma desvalorização e recomprá-lo quando os preços já subiram pode transformar uma oscilação temporária em uma perda efetiva. Uma rotina de acompanhamento pode ser mais eficiente quando segue alguns princípios:

  • Definir previamente a alocação de acordo com objetivos e perfil
  • Acompanhar a participação de cada classe de ativo
  • Estabelecer critérios para o rebalanceamento
  • Revisar a estratégia diante de mudanças estruturais
  • Evitar alterações motivadas exclusivamente por notícias ou movimentos de curto prazo
  • Considerar o prazo de cada objetivo antes de aumentar ou reduzir a exposição ao risco

Plataformas digitais também podem facilitar o acompanhamento. O Super App Inter reúne alternativas de investimento para diferentes perfis e permite acompanhar os recursos em um mesmo ambiente. A ferramenta pode ajudar na visualização da carteira, mas a decisão sobre a alocação deve continuar baseada nos objetivos e no perfil de cada investidor.

FAQ – Perguntas frequentes sobre carteira diversificada de investimentos

O que significa ter uma carteira diversificada?

Significa distribuir o patrimônio entre diferentes classes de ativos, setores, estratégias ou regiões, buscando reduzir a dependência de uma única fonte de risco ou retorno.

Quantos investimentos são necessários para uma carteira ser diversificada?

Não existe um número ideal. O mais importante é analisar a exposição aos diferentes riscos. Muitos produtos semelhantes podem continuar formando uma carteira concentrada.

Como escolher a proporção entre renda fixa e renda variável?

A divisão deve considerar perfil de risco, objetivos, prazo, necessidade de liquidez e capacidade financeira. Não existe uma proporção única adequada para todos os investidores.

Com que frequência devo revisar minha carteira?

Uma revisão formal pode ser feita semestralmente ou anualmente. Também é recomendável reavaliar a estratégia diante de mudanças importantes nos objetivos, no perfil, no horizonte financeiro ou no cenário econômico.

Preciso mudar minha carteira quando a Selic muda?

Não necessariamente. A mudança dos juros altera as condições de diferentes investimentos, mas não significa que seja necessário fazer alterações bruscas. A decisão deve considerar a estratégia como um todo.

O que é rebalanceamento de carteira?

É o ajuste da participação dos investimentos para aproximar a carteira das proporções estabelecidas originalmente. Ele permite corrigir concentrações sem necessariamente abandonar a estratégia de longo prazo.

Investimentos internacionais ajudam a diversificar?

Sim. Ativos de outros países podem ampliar a diversificação geográfica e reduzir a dependência do desempenho da economia brasileira. A proporção adequada depende dos objetivos e do perfil do investidor.

Qual é um erro comum ao diversificar investimentos?

Um dos principais é confundir quantidade de produtos com diversificação. Outro é concentrar recursos em um ativo que teve bom desempenho recentemente ou alterar a carteira frequentemente por causa das oscilações de curto prazo.

Trabalhadores da saúde e população na rua em defesa do SNS

21 October 2026 at 17:02

VTM

Paula Dias, da União de Sindicatos de Vila Real, referiu à VTM que o objetivo da tribuna pública “foi defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dar a conhecer os problemas que enfrenta. No caso concreto de Chaves registamos uma constante desvalorização e retirada de valências deste hospital”.

A proposta de Orçamento de Estado que está em discussão na Assembleia da República prevê uma redução de verbas para a saúde, uma situação que deixa preocupações. “É mais um desinvestimento no setor da saúde e nos seus profissionais, quando as necessidades são cada vez maiores e deveria era haver um reforço no SNS”.

A dirigente sindical sustenta que “não podemos ter um bom sistema de saúde público se não tivermos profissionais valorizados, com carreiras bem definidas e haja uma progressão justa, de forma a terem boas condições de vida”.

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Baterias chinesas: 80 mil milhões para o mundo

21 October 2026 at 16:38
Empresas chinesas anunciaram este ano investimentos de 10,6 mil milhões de euros, distribuídos por 14 projetos no estrangeiro. Na Europa os investimentos são de 28 mil milhões de euros desde 2023.

© ANDRÉ KOSTERS/LUSA

A fabricante chinesa Gotion anunciou em setembro um investimento superior a mil milhões de euros numa parceria com a alemã Volkswagen para produzir baterias em Espanha, na Eslováquia e em Marrocos

Quando uma empresa entra em bolsa, vale a pena investir?

21 October 2026 at 15:01
Quando uma empresa entra em bolsa, pode abrir novas oportunidades para os investidores. Mas como distinguir uma oportunidade real do entusiasmo do mercado? Saiba o que deve analisar antes de investir.

Dinamarquesa ‘energiza’ fábrica de Esposende com investimento de 50 milhões e 580 trabalhadores

20 October 2026 at 13:00

A gigante dinamarquesa NKT investiu cerca de 50 milhões de euros na expansão da produção de cabos de energia de média e alta tensão em Esposende, reforçando também em centena e meia o número de trabalhadores integrados na fábrica da antiga Solidal, que emprega agora um total de 580 pessoas neste concelho do distrito de Braga.

Comprada em junho de 2024 à Njord Partners numa operação avaliada, em termos de enterprise value, em 192 milhões de euros — o fundo de private equity tinha adquirido o negócio em 2019 –, a unidade industrial fundada em 1968, e que em meados dos anos 1990 passou a ser controlada a 100% pelo grupo Quintas & Quintas, produz cabos para tensões de 1 kV a 225 kV.

A conclusão deste investimento, que amplia a capacidade produtiva e introduz novas valências técnicas para “responder à forte procura de sistemas de cabos de energia impulsionada pela transição energética”, foi assinalada esta terça-feira pela empresa cotada na Nasdaq de Copenhaga, que emprega 6.500 pessoas a nível global e que no ano passado registou um volume de negócios de 3,6 mil milhões de euros.

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“Em pouco mais de dois anos, passámos da aquisição da Solidal [faturava 150 milhões de euros] à integração e expansão significativa da unidade. O reforço da capacidade produtiva e as novas valências técnicas aumentam a nossa capacidade de apoiar os clientes na expansão e modernização das suas redes elétricas, ao mesmo tempo que afirmam Esposende como uma parte importante da rede de unidades industriais da NKT na Europa”, destacou Carlos Fernandez, vice-presidente executivo e responsável pela área de distribuição da NKT.

Num contexto de “maior eletrificação, integração de energias renováveis e crescimento da procura de eletricidade”, o responsável da empresa nórdica, que opera a partir de mais de 30 localizações, sublinhou ainda o “compromisso de longo prazo” com Portugal, a valorização das competências e da tradição industrial que já existiam na unidade minhota e o facto de “contribuir para o papel do país na cadeia de fornecimento europeia de cabos elétricos”.

Investimento aumenta a nossa capacidade de apoiar os clientes na expansão e modernização das suas redes elétricas e afirma Esposende como parte importante da rede de unidades industriais da NKT na Europa.

Carlos Fernandez

Vice-presidente executivo e responsável pela área de distribuição da NKT

Numa mensagem transmitida em vídeo, o ministro da Economia e da Coesão Territorial relevou a importância desta aposta “também para o futuro industrial de Portugal e para a transição energética da Europa”. “É o tipo de investimento que queremos atrair e reter. Queremos uma economia industrial competitiva, aberta ao investimento internacional, fortemente ligada às cadeias de valor europeias e cada vez mais capaz de combinar produção industrial, tecnologia, inovação e sustentabilidade”, referiu Manuel Castro Almeida.

Tudo a postos para a 3ª edição da BiG Investor Week?

20 October 2026 at 12:56
Investir levanta perguntas em praticamente todas as fases do percurso. Se procura compreender melhor o universo dos investimentos, está a chegar a semana certa para si. Não fique às escuras!

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Continental Mabor constrói centro tecnológico com 500 trabalhadores em Famalicão

20 October 2026 at 12:55

A gigante alemã Continental Mabor vai avançar para a construção de um novo centro de competências tecnológicas no complexo industrial localizado em Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão, onde produz anualmente mais de 18 milhões de pneus.

Este novo espaço da quarta maior exportadora portuguesa vai juntar cerca de 500 colaboradores de áreas tecnológicas e “proporcionar um ambiente de trabalho moderno, concebido para promover a colaboração, a investigação, a engenharia e a especialização digital”.

Segundo a informação partilhada pelo grupo e pela autarquia, “este investimento representa um importante passo para o desenvolvimento da empresa e para a dinamização económica da região, encontrando-se atualmente o projeto em fase de terraplanagem”.

A cerimónia que assinala o arranque das obras está agendada para esta quinta-feira, 22 de outubro, nas instalações da empresa que iniciou a atividade em 1946 como Mabor e que em 1990 foi integrada no Grupo Continental, tendo recentemente atingido ali a produção do seu pneu número 450 milhões.

O grupo alemão emprega atualmente mais de 3.800 pessoas em Famalicão, distribuídas por quatro empresas integradas no negócio de pneus: Continental Mabor, Continental Solutions Center, Continental Pneus Portugal e Continental Indústria Têxtil do Ave.

Pedro Carreira, presidente da Continental Mabor Portugal, em entrevista ao ECORicardo Castelo/ECO

Em junho, a multinacional alemã, que tem feito grandes investimentos ao longo dos últimos anos na fábrica de Lousado e que em Portugal é liderada por Pedro Carreira, garantiu ao ECO que tem “vários investimentos em curso, uns iniciados já no ano passado e que [pretende] continuar” a investir no Norte de Portugal.

Na mesma altura, assinou um memorando de entendimento com o município de Famalicão e a Escola Profissional Tecnológica do Vale do Ave (FORAVE), uma instituição que “desempenha um papel fundamental na preparação de jovens talentos para a indústria moderna, oferecendo formação em automação, robótica, manutenção industrial, eletrónica e mecatrónica, entre outras áreas”.

Anthropic e Nscale negoceiam acordo de milhares de milhões de dólares

20 October 2026 at 11:34

A Anthropic e a Nscale estão próximas de fechar um segundo acordo de milhares de milhões de dólares para aumentar a capacidade de computação da dona do Claude. Segundo o Financial Times, a startup britânica especializada em infraestruturas de inteligência artificial, com uma presença relevante na Start Campus, em Sines, procura também reforçar a confiança dos investidores antes de uma oferta pública inicial (IPO) em Nova Iorque, com a qual pretende captar cerca de 35 mil milhões de dólares.

O novo contrato deverá permitir à Anthropic duplicar o compromisso de compra de capacidade de computação à Nscale e abrange um segundo centro de dados, com 460 megawatts de capacidade, no campus Monarch, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. O acordo deverá seguir os moldes do contrato de 45 mil milhões de dólares assinado pelas duas empresas em agosto, embora as negociações ainda não estejam concluídas.

A concretização do negócio poderá ajudar a Nscale a recuperar a confiança dos investidores, numa altura em que o setor dos centros de dados enfrenta dúvidas sobre a capacidade financeira das empresas para executar projetos de grande dimensão. A Microsoft abandonou recentemente os planos para um centro de dados no Reino Unido, enquanto a OpenAI desistiu de uma parceria com a Nscale em abril.

A pressão sobre a startup é agravada pelos resultados financeiros. A Nscale registou prejuízos líquidos de mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, durante o qual obteve receitas de 141 milhões de dólares. Além disso, a empresa ainda não garantiu o financiamento necessário para avançar com o primeiro centro de dados contratado pela Anthropic, podendo esta última abandonar o acordo se o dinheiro não estiver assegurado dentro do prazo estabelecido.

O projeto na Virgínia Ocidental enfrenta também obstáculos regulatórios. Algumas licenças ambientais continuam pendentes e o campus deverá recorrer a uma central própria a gás natural para produzir eletricidade, uma solução que aumenta os custos e a complexidade da operação, mas evita atrasos na ligação à rede elétrica. A Nscale pretende concluir a primeira fase do campus no primeiro semestre de 2028, com três edifícios que deverão exigir dois gigawatts de capacidade de produção elétrica para alimentar 1,37 gigawatts de capacidade de computação.

Para a Anthropic, o reforço da parceria permitirá aumentar os recursos computacionais disponíveis para acompanhar o crescimento da procura pelos seus sistemas de inteligência artificial, num contexto em que a empresa também se prepara para uma eventual entrada em bolsa. Ao abrigo do modelo contratual, a Nscale ficará responsável pela propriedade e operação do centro de dados e dos chips, enquanto a Anthropic pagará pela capacidade de computação à medida que esta for disponibilizada.

Algarve: 6 milhões para casas de função destinadas a médicos, professores e polícias

19 October 2026 at 11:59

Uma verba de 6 milhões de euros, com recurso a fundos europeus, está disponível para dotar o Algarve de casas de função associadas a serviços públicos essenciais, nomeadamente para médicos, professores e elementos das forças de segurança.

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