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Meta usa influenciadores para direcionar debate sobre proteção a crianças nas redes

25 August 2026 at 19:50

Uma investigação do Projeto de Transparência em Tecnologia (Tech Transparency Project, TTP, em inglês), centro de informação e pesquisa da organização sem fins lucrativos Campaign for Accountability (CfA), revela como a Meta vem mobilizando influenciadores, grupos de pais, organizações da sociedade civil e especialistas para promover seus próprios mecanismos de proteção infantil e influenciar o debate sobre novas leis de segurança digital em diferentes países, inclusive no Brasil.

Segundo o TTP, a estratégia combina eventos patrocinados, pesquisas de opinião encomendadas pela própria Meta e parcerias pagas com influenciadores e organizações que passam a divulgar mensagens favoráveis às soluções da empresa. O relatório chama atenção para o risco de que essa atuação transfira o debate sobre políticas públicas para campanhas de comunicação conduzidas pela própria plataforma.

O levantamento identificou iniciativas semelhantes na Austrália, Nova Zelândia, Índia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Japão, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Canadá, França e Espanha. Em comum, está a tentativa da empresa de promover ferramentas como o recurso Contas de Adolescente Instagram e os controles parentais como alternativas à adoção de medidas regulatórias mais restritivas, especialmente limites de idade para acesso às redes sociais.

O caso brasileiro

O Brasil é um dos maiores mercados do Instagram e, desde março de 2026, está sob as novas regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que estabelece obrigações para plataformas digitais relacionadas à proteção de crianças e adolescentes, incluindo mecanismos de aferição de idade, supervisão parental e prevenção de riscos.

De acordo com o TTP, a empresa realizou um evento em junho deste ano semelhante aos chamados Acampamentos de Segurança do Instagram (Instagram Safety Camps em inglês), voltado à promoção das ferramentas de segurança do Instagram, que aqui no Brasil ganhou o nome de “Em Modo Seguro”. O evento contou com a participação do humorista Fábio Porchat e de influenciadores, incluindo Talitah Sampaio. A organização também denuncia uma série de publicações patrocinadas de influenciadores brasileiros promovendo as Contas de Adolescente. Entre os nomes citados estão Fernanda Fabris, Douglas Silva e o casal Maju Mendonça e Arthur Luis Cardoso.

A reportagem tentou contato com todos os influenciadores brasileiros mencionados na investigação para saber os seus posicionamentos sobre as ações da Meta, mas não recebemos retorno até o momento da publicação. O espaço segue aberto para respostas.

  • Publicação de Talitah Sampaio no Instagram sobre o evento da campanha “Em Modo Seguro”, promovido pela Meta, ao lado do apresentador Fábio Porchat
    Publicação de Talitah Sampaio no Instagram sobre o evento da campanha “Em Modo Seguro”, promovido pela Meta, ao lado do apresentador Fábio Porchat
  • Publicação do perfil Mãe Por Amor no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação do perfil Mãe Por Amor no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
  • Publicação de Douglas Silva no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação de Douglas Silva no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
  • Publicação de Maju Mendonça no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta
    Publicação de Maju Mendonça no Instagram sobre a ferramenta Contas de Adolescente da Meta

Um dos pontos destacados pelo levantamento é a repetição da mesma mensagem utilizada pela Meta em outros mercados: a ideia de que ferramentas de supervisão parental e contas específicas para adolescentes seriam uma alternativa mais adequada do que restrições amplas de acesso às redes sociais.

O ECA Digital entrou em vigor em março deste ano, com novas responsabilidades para as plataformas, enquanto parlamentares continuam discutindo propostas que podem ampliar as restrições de acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, como o Projeto de Lei 94/26 na Câmara dos Deputados, que debate sobre a proibição do acesso de menores de 16 anos a redes sociais. 

A estratégia da Meta não começou agora

A atuação identificada pelo TTP também se insere em um movimento mais amplo de profissionalização do lobby das Big Techs no Brasil. Uma investigação da Agência Pública e do Centro Latino-americano de Investigação Jornalística (CLIP), parte do projeto A Mão Invisível das Big Techs, mapeou 74 profissionais de 16 grandes plataformas que atuam diretamente nas articulações das empresas com os poderes Executivo e Legislativo. Dois em cada três desses profissionais tinham passado anteriormente por órgãos públicos, como ministérios, casas legislativas, Presidência da República ou agências reguladoras, prática conhecida como porta giratória.

A Meta aparece como a empresa com o maior contingente identificado: com 19 profissionais em posições de políticas públicas ou relações governamentais, ela fica à frente do Google, se considerados também os profissionais ligados ao YouTube. A reportagem aponta ainda que Meta e Google tiveram atuação particularmente agressiva contra o PL das Fake News entre 2022 e 2024, com anúncios em jornais, aeroportos e outras ações públicas para pressionar contra o projeto.

Um modus operandi global de lobby

Para André Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), a estratégia identificada pelo TTP é parte de um modus operandi global das Big Techs. Segundo ele, o uso de influenciadores não é um recurso secundário, mas uma ferramenta já incorporada às estratégias de lobby das grandes empresas de tecnologia: “Os próprios influencers são mapeados como um recurso lobístico a ser utilizado por essas empresas”, afirma.

Fernandes diferencia ainda lobby de advocacy. Enquanto o lobby corresponde à defesa de interesses privados perante tomadores de decisão, o advocacy estaria relacionado à apresentação de informações e evidências para a construção de políticas públicas voltadas à proteção de direitos. 

No caso analisado pelo TTP, porém, ele identifica uma atuação que vai além da interlocução direta com autoridades. “A intenção realmente é uma mobilização pública orquestrada para a defesa da solução que a empresa entende”, afirma.

Para o diretor do IP.rec, essa estratégia ganha ainda mais relevância no Brasil porque o lobby não possui regulamentação capaz de estabelecer, de forma ampla, mecanismos de transparência e controle sobre essas relações. Segundo ele, a ausência de registros sobre reuniões, temas discutidos e atores envolvidos dificulta o escrutínio público das estratégias de influência.

Ele também chama atenção para práticas como eventos patrocinados e reuniões fechadas. Na avaliação de Fernandes, esse tipo de atuação pode produzir “uma falsa percepção da realidade”, especialmente quando estudos produzidos pelas próprias empresas são utilizados para sustentar suas posições.

Para Maria Mello, gerente de Digital do Instituto Alana, as ferramentas anunciadas pela Meta podem representar algum avanço, mas não enfrentam, por si só, problemas estruturais do funcionamento das plataformas. 

O recurso Contas de Adolescentes concentra-se principalmente na restrição de interações, com configurações privadas por padrão, filtros de mensagens e redução do contato com pessoas desconhecidas. O problema é que ainda faltam informações que permitam verificar como a empresa efetivamente modera os conteúdos destinados a esse público: “Precisamos ter acesso aos relatórios de risco”, afirma Mello, defendendo mais transparência sobre a atuação das plataformas e sobre a moderação de conteúdo.

Ela também chama a atenção para uma questão central do ECA Digital: a necessidade de enfrentar mecanismos de design que estimulam o uso prolongado das plataformas. Notificações excessivas, reprodução automática de conteúdos e recompensas relacionadas ao tempo de uso são previstos na regulamentação como exemplos de práticas que podem incentivar um uso excessivo, problemático ou compulsivo.

“Essa é uma ação que isoladamente, sem adoção de mudanças relacionadas ao design, não funciona”, avalia. Para Mello, existe ainda um risco importante na forma como a Meta vem promovendo suas ferramentas: o deslocamento da responsabilidade das plataformas para famílias e adolescentes.

Ao divulgar controles parentais e recursos de segurança por meio de influenciadores, especialistas e campanhas voltadas às famílias, a empresa pode fazer com que a discussão deixe de ser sobre a responsabilidade estrutural das plataformas e passe a ser sobre como pais e adolescentes utilizam esses serviços, critica. “A supervisão parental é parte da política de proteção online à criança e adolescente”, afirma Mello. Mas, segundo ela, “sozinha, ela não vai substituir a responsabilidade das plataformas de construir ambientes seguros e transparentes.

Restrição de idade e o limite da autorregulação

A discussão também envolve uma questão central para o avanço de leis de proteção infantil: até que ponto cabe às próprias plataformas estabelecer os limites de segurança de seus produtos. Para André Fernandes, a sucessão de controvérsias envolvendo as Big Techs enfraqueceu a possibilidade de confiar exclusivamente na autorregulação. Ele resume a questão a partir de uma formulação do filósofo da tecnologia Luciano Floridi: “o tempo da autorregulação acabou.”

Na avaliação de Fernandes, diante de sucessivos episódios de desrespeito a direitos e de estratégias de influência das empresas, medidas como restrição de acesso e verificação etária passam a ser necessárias. “Me parece que é preciso, sim, uma medida mais enérgica da sociedade”, afirma.

Publicidade nas escolas e a disputa pelo discurso

Maria Mello chama atenção ainda para outro episódio relacionado à estratégia de comunicação da Meta no Brasil. Ela menciona como exemplo as recentes denúncias da organização Ctrl Z sobre a promoção de publicidade das Contas de Adolescentes do Instagram na porta de escolas em São Paulo, em uma ação de comunicação mercadológica diretamente direcionada a crianças e adolescentes. Para o Instituto Alana, a prática configura publicidade abusiva e ilegal no país.

A partir disso, Mello questiona o volume de recursos empregados pela empresa na promoção das Contas de Adolescentes. “Eu fico me perguntando se o volume de investimento que a empresa faz para a divulgação dessas contas […] não valeria a pena se usado justamente para fazer as mudanças previstas no ECA Digital”, afirma.

A observação coloca em perspectiva a estratégia global descrita pelo TTP: não se trata apenas de a Meta desenvolver ferramentas de proteção, mas também de como a empresa escolhe comunicar essas ferramentas e ocupar o debate público sobre segurança infantil.

Procurada para comentar a estratégia apontada pelo levantamento, a Meta defendeu as parcerias com pais e criadores de conteúdo como parte de uma atuação de longo prazo para ampliar a conscientização sobre ferramentas de segurança: 

“Trabalhamos com pais e criadores de conteúdo há muitos anos para difundir as ferramentas que ajudam a manter os adolescentes seguros online. Firmar parcerias com criadores de conteúdo para aumentar a conscientização sobre recursos de segurança é uma prática comum em todo o setor, e é uma das formas mais eficazes de garantir que os pais conheçam as proteções disponíveis para eles e suas famílias. Temos orgulho desse trabalho e continuaremos a atuar em conjunto com pais e especialistas nessa área”.

Em 2019, Mark Zuckerberg afirmou que, em sua própria casa, não queria que seus filhos passassem muito tempo diante de uma televisão ou de um computador. “De modo geral, não quero que meus filhos fiquem sentados diante de uma televisão ou de um computador por muito tempo”, disse o CEO da Meta.

Para Mello, a discussão deveria estar centrada em saber se as plataformas são seguras “by design”, ou seja, se seus próprios sistemas, funcionalidades e arquiteturas são construídos para proteger direitos de crianças e adolescentes, e não apenas se famílias e usuários estão utilizando corretamente as ferramentas disponíveis.

Diante do poder econômico e político das Big Techs, André Fernandes aponta ser necessário garantir que a construção e a implementação das regras ocorram em ambientes transparentes e plurais, nos quais o setor privado não seja o único ator capaz de definir os termos do debate.

Colisão entre dois pesados e um ligeiro corta EN118 em Samora Correia e mobiliza meio aéreo do INEM

25 August 2026 at 20:18
📷OS MONHACAS

Duas pessoas sofreram ferimentos ligeiros na sequência de uma colisão rodoviária entre dois veículos pesados e um ligeiro na EN118, ao quilómetro 24,613, na freguesia de Samora Correia, concelho de Benavente.

O alerta para o acidente foi dado às 16:39 desta terça-feira, dia 25 de agosto, mobilizando 20 operacionais e 5 veículos de socorro. Para o local foram acionados os Bombeiros Voluntários de Samora Correia e de Alcochete, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Vila Franca de Xira e o helicóptero do INEM sediado em Évora. O meio aéreo acabou por ser desmobilizado após a chegada das equipas terrestres e a avaliação das vítimas na via.

Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do sinistro resultaram quatro vítimas: dois feridos ligeiros que foram transportados para o Hospital de Vila Franca de Xira e duas pessoas assistidas no local que recusaram transporte hospitalar. Devido às operações de socorro e remoção dos veículos pesados, a circulação na Estrada Nacional 118 esteve totalmente cortada ao trânsito.

Por: Dino Frazão
25/08/2026

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La tumba de una joven vikinga con restos de tejido de un vestido de hace 1300 años encontrada en Jutlandia Occidental

La arqueología danesa se enfrenta a uno de los descubrimientos más singulares de la última década en el ámbito de la indumentaria nórdica antigua. Durante la excavación en el yacimiento conocido como Skonager (ARV 661), llevada a cabo en las proximidades de Varde, en el corazón de Jutlandia Occidental, un equipo de arqueólogos ha localizado […]

Ainda sobre a inflação de alimentos no Brasil

25 August 2026 at 16:00

Começo a coluna aproveitando o gancho do meu colega Gustavo Faleiros, que gentilmente me trouxe para conversa ao falar sobre a inflação de alimentos, em sua coluna da semana passada. (Para quem ainda não leu, Gustavo traz uma excelente explicação sobre o impacto das mudanças climáticas no preço dos alimentos.) 

Trago aqui mais algumas camadas desse problema tão complexo, me baseando no relatório “A Inflação de Alimentos No Brasil: Um Fenômeno Estrutural, Específico E Sistêmico”, do economista Valter Palmieri Junior., e nas formulações dos que são, indiscutivelmente, os maiores especialistas no assunto: o Instituto Fome Zero (IFZ).

Como bem colocado pelo Gustavo, a inflação de alimentos se tornou uma preocupação em vários países, especialmente a partir da pandemia do COVID-19. Mas, aqui no Brasil, o fenômeno propriamente dito é mais antigo, e já é percebido há duas décadas. 

A inflação de alimentos acontece quando os preços de alimentos e bebidas crescem mais do que a inflação como um todo. Ou seja, quando o Índice de Preços de Alimentos e Bebidas (IPAB) cresce mais do que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) –pelo qual normalmente medimos a inflação no Brasil. 

E isso acontece praticamente todo ano desde 2007. De lá para cá, o preço dos alimentos subiu 1,6 vez mais do que o restante dos preços. Por isso, especialistas vêm alertando para o problema da inflação dos alimentos há bastante tempo. 

Mas, desde a pandemia, uma coisa mudou: o grupo que puxava o crescimento do IPAB até então era, sobretudo, o da alimentação fora do domicílio. Ou seja, preços de comida em bares, lanchonetes e restaurantes. Desde 2020 é o grupo de alimentos consumidos no domicílio quem cresce mais, acumulando uma alta de 65% em apenas seis anos! 

Essa mudança tem efeitos perversos. A despesa com alimentação é incontornável: todos precisam comer. É claro que existem diferenças na alimentação de pessoas com mais e menos dinheiro, mas, no limite, todos gastam com isso. É uma conta que pesa mais para quem ganha menos e precisa destinar uma parcela maior de seu orçamento para a comida. 

Dados do IBGE mostram que a alimentação representava, em 2018, 23,8% dos gastos das famílias que ganhavam até dois salários-mínimos. Já para as que ganhavam mais de 25 salários-mínimos, era apenas 11,5%. Com a escalada dos preços desde então, é bem provável que essa proporção tenha subido, com ainda mais intensidade para os mais pobres. 

Comer fora muitas vezes é um luxo, a base da alimentação da maioria dos brasileiros é de refeições preparadas em casa. Essa opção segue sendo a mais barata, mas seu custo vem crescendo com maior rapidez. 

Aqui, vale destacar: são os alimentos in natura e minimamente processados – aqueles colhidos diretos do pé ou compostos de poucos ingredientes – que recebem a maior alta de preços, o que também é grave do ponto de vista nutricional. 

O preço das frutas cresceu 2,8 vezes mais do que a inflação geral nos últimos vinte anos, e o dos legumes, 1,9 vez mais. 

Em resumo, o biscoito recheado é mais barato que a maçã. Assim, quem tem menos renda também está perdendo, aos poucos, o direito a uma alimentação saudável. 

No relatório, Palmieri Junior. destaca cinco principais fatores que explicam a inflação de alimentos. Um deles, o Gustavo trouxe: as mudanças climáticas. 

Escolho focar em outro: nosso modelo agroexportador. Em especial porque, curiosamente, defensores históricos do agronegócio decidiram ligar, neste período eleitoral, para o custo de vida dos brasileiros. 

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mencionou, em seu discurso de lançamento da campanha, a preocupação das famílias brasileiras com os preços nas prateleiras.

Nikolas Ferreira (PL-MG) lançou um vídeo em que faz compras no mercado e, com preços mentirosamente inflacionados, reclama do custo das coisas. 

No vídeo, o Nikolas acompanha uma mulher fazendo uma compra de cinco alimentos (café, ovo, feijão, leite e picanha), que soma R$255,96. Porém, o jornalista Guga Noblat foi a um supermercado de Brasília (DF) e comprou as mesmas coisas, a fim de fazer uma checagem de preços, e chegou a uma conta de R$137,36 – 86% a menos.

Acontece que é incoerente defender a expansão desenfreada do agronegócio e depois reclamar de uma de suas consequências mais imediatas, como fazem ambos os candidatos mencionados e muitos outros. 

Explico. 

A guinada agro do Brasil levou à redução expressiva dos hectares destinados ao cultivo de alimentos básicos, que foram perdendo espaço, principalmente, para a soja, o milho e a cana de açúcar, mais vendidos no mercado externo, como mostra o gráfica abaixo. 

Infográfico sobre a inflação de alimentos no Brasil
Fonte: Palmieri Junior (2026). A inflação de alimentos no Brasil: um fenômeno estrutural, específico e sistêmico

Isso mudou bastante a dinâmica e os custos de produção agrícola no Brasil, mesmo para alimentos que são mais consumidos internamente do que exportados. O feijão, por exemplo. 

Como explica Palmieri Junior, ao privilegiar as culturas de exportação, recursos fundamentais, como terras, crédito e incentivos fiscais são deslocados para esses cultivos, o que acaba esvaziando a produção dos demais alimentos, que se tornam menos atrativos. 

Também o preço da terra sobe, porque a agricultura se torna uma zona de investimento lucrativo, o que também encarece os alimentos à mesa. 

Ainda que esse deslocamento produtivo não signifique uma escassez literal da comida no supermercado, certamente influencia sua dinâmica de preços, tanto pela falta de incentivos quanto pela redução da oferta.

O modelo agroexportador que prioriza o cultivo de commodities ao de alimentos não é o único fator para a elevação do preço da comida. Mas é um bem importante. 

E em um mundo de instabilidades internacionais, guerra e mudanças climáticas, é um dos poucos sobre os quais a política interna ainda consegue decidir. 

Talvez não possamos controlar totalmente o preço dos combustíveis e fertilizantes ou o tamanho do El-Niño – mesmo que a ação humana contribua para todos esses fatores.  

Mas a forma como produzimos comida ainda é uma escolha política nossa. 

Direcionar incentivos produtivos para alimentos –  como feijão, arroz, mandioca e batata – em vez de commodities, como a soja, retomar os estoques reguladores da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e investir na logística de transporte e armazenagem para o mercado interno são políticas públicas importantes, eficazes e, sobretudo, muito possíveis. Mas requerem vontade política. 

Por isso, fica o apelo para que a soberania alimentar seja uma bandeira – atenta, e não demagógica – também nestas eleições. 

INSIDE VACCINES’ NIGHTMARE: 5 Footages by US Epidemiologist Hulscher on Cancer, Microclots, Miscarriages, Genomic Integration, Autism

A Fast Trip Inside Vaccines’ Nighmare from Serious Adverse Reactions 

We have compiled into a single video just over 5 minutes long five videos recorded by renowned American epidemiologist Nicolas Hulscher, who has published dozens of studies in leading international medical journals questioning the safety of vaccines:

The questionable safety of experimental genetic vaccines with the new mRNA biotechnology used for Covid-19 and now already used in Moderna’s new products against influenza and melanoma (on which we will write soon.).

From SONG ON COVID-VACCINE (Video) to the “Brief Battle” vs LETHAL TURBO-CANCER. The Tragic and Mysterious Story of Dolly Parton

The first three videos analyze adverse reactions such as turbo-cancer, microclots, and fetal mortality among vaccinated women.

The questionable safety of pediatric vaccines, which have not been subject to review for over a decade despite their potential to cause genomic integration from fetal DNA and neurological conditions such as autism and other brain disorders (last two videos).

Below you can find investigative posts on the topics and study quoted by Hulsher

Investigative Posts on the topics and study quoted by Hulsher from Turbo-Cancer to Autism

BOMBSHELL on CANCER DANGERS after COVID VACCINES (Video). Korean Study on 8 millions Individuals confirms the Italian Alarm: Higher Risks to Lung and Prostate

Embalmer Survey: KILLERS “CALAMARI” of BLOOD CLOTS raise after mRNA Covid Vaccination linked to Toxic Spike-Fibrin interactions of SARS-Cov-2 BioWeapon

FAUCI & CDC KNEW THAT COVID VACCINES COULD TRIGGER MISCARRIAGE (5 videos). As Denounced by Gospa News in 2021 on 3,573 Cases of Fetal Death among Vaccinated Women

VITAL! US Centers for Disease Control (CDC) on AUTISM AND VACCINES: “Studies supporting a link IGNORED by Health Authorities”

Disturbing WARNING on Childhood Vaccines from PUBMED Study! FETAL DNA FRAGMENTS correlated to Genomic Integration and Autism Spectrum Disorders


 

São Brás de Alportel despede-se da sua rainha, a mulher mais idosa de Portugal

25 August 2026 at 11:16

O Município de São Brás de Alportel manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Maria da Conceição, aos 113 anos de idade, a mulher mais idosa de Portugal.

Carinhosamente conhecida como “Rainha” na Estrutura Residencial para Idosos da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, onde residia, Maria da Conceição nasceu em 1912, dois anos antes da fundação do concelho de São Brás de Alportel.

Ao longo dos seus 113 anos de vida, foi testemunha de momentos marcantes da história de Portugal e do mundo, atravessando diferentes épocas e profundas transformações do país, desde o nascimento do concelho de São Brás de Alportel até à democracia, à integração de Portugal na União Europeia e à atualidade.

Ao longo dos anos, a sua longevidade e a sua história de vida foram motivo de carinho e reconhecimento por parte da comunidade são-brasense, que acompanhou e celebrou vários dos seus aniversários.

Em setembro de 2020, durante uma visita oficial ao concelho, o então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, teve oportunidade de conhecer Maria da Conceição. Desde então, fez questão de lhe dirigir uma mensagem de parabéns por ocasião do seu aniversário.

Mulher de atitude e boa disposição , Maria da Conceição conquistou o carinho de todos os que com ela privaram, deixando na memória de quem a conheceu a marca de uma personalidade singular e de uma vida extraordinariamente longa.

O Município de São Brás de Alportel recorda, com respeito, carinho e gratidão, esta são-brasense que deixa uma história de vida singular, marcada por mais de um século de memórias e vivências.

À família e muito especialmente à Santa Casa da Misericórdia, à que foi família, com uma dedicação e abnegação inexcedíveis, o Município apresenta as mais sentidas condolências, com profunda gratidão.

“Famílias Navegadoras”: Visita Orientada e Peddy Paper pela História de Quarteira

25 August 2026 at 11:00

O Museu Municipal de Loulé convida as famílias a embarcarem numa viagem pelo património marítimo com a atividade “Famílias Navegadoras”, no próximo dia 28 de agosto, às 18h30.

O evento decorre na Antiga Lota de Quarteira, no âmbito da exposição “Com os Pés na Terra e as Mãos no Mar. 6000 anos de História de Quarteira”.

A iniciativa propõe um fim de tarde dinâmico que cruza cultura, história e lazer. O programa arranca com uma visita orientada projetada para dar a conhecer a evolução do território e da comunidade que moldou a economia e a identidade local ao longo dos séculos. 

A jornada culmina com um peddy paper desafiante, no qual os participantes vestem a pele de verdadeiros exploradores e utilizam o “Diário de Bordo” como mapa para desvendar a exposição de forma envolvente. Trabalhando em equipa, as famílias serão convidadas a desvendar desafios didáticos e de observação enquanto percorrem os quatro núcleos da exposição: «Explorar a Terra», «Explorar o Mar», «Ocupar e Viver» e «Território». 

As vagas são limitadas. Os interessados devem realizar a sua inscrição através do e-mail servicos.educativos@cm-loule.pt ou pelo telefone 289 400 611.

25 de agosto, Galileu Galilei apresenta ao mundo o telescópio

25 August 2026 at 00:01
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1900) e o escritor português Eduardo Prado Coelho (2007) nasceram neste dia, em que se recorda Galileu Galilei, que apresentou a 25 de agosto um equipamento ao qual poucos deram importância… Corria o ano de 1609 quando, a 25 de agosto, o astrónomo italiano Galileu Galilei exibia ao mundo o […]

Encuentran en Yucatán el asentamiento maya de K’oxol Ja’II que revela como era la vida cotidiana entre las poblaciones no privilegiadas

En el interior de la península de Yucatán, donde la vegetación selvática se entrelaza con la roca caliza característica de la región, un equipo de arqueólogos del Instituto Nacional de Antropología e Historia ha sacado a la luz un asentamiento que viene a completar el complejo mosaico de la civilización maya. Se trata de K’oxol […]

Descubren sumergido a dos metros de profundidad en la costa de Roma un puerto etrusco del siglo IV a.C., el más antiguo vinculado a un templo

Un equipo de arqueólogos submarinos y geólogos de la Universidad Sapienza de Roma y del Centro de Estudios Marítimos ha localizado frente a la localidad de Santa Marinella, al norte de Roma, los restos de un antiguo muelle y dársena que, según los investigadores, constituyen la evidencia más temprana conocida de un punto de atraque […]

EU reaffirms solidarity with Ukraine on 35th anniversary of independence

25 August 2026 at 08:00

24 August 2026 marked Ukraine's 35th anniversary of its independence. This occasion embodies Ukrainians' bravery, resistance and resilience in the face of Russia's continuous and vicious war of aggression. It also symbolises their aspiration to be a democratic and European country. On the Independence Day, the European Commission reaffirms its unshakable solidarity and commitment to Ukraine's sovereignty, independence, and territorial integrity. We continue standing with Ukraine in pursuing a comprehensive, just and lasting peace, and supporting their European path.

Over the past months, the EU has secured the first disbursements under the €90 billion Ukraine Support Loan to sustain the country's defence capabilities and reconstruction. The EU has also adopted the 21st package of sanctions further restricting Russia's ability to fund its illegal war and to carry out attacks on Ukrainian civilians and civilian infrastructure. In July 2026, President Ursula von der Leyen visited Kyiv, launching a new EU-Ukraine Defence Industrial Partnership and the EU-Ukraine Drone Deal, including an additional €1 billion in support for drone production.

The EU is leading the efforts in terms of ensuring the recovery and long-term investment in Ukraine's economy, also confirmed at the Ukraine Recovery Conference in June. It is playing a crucial role in securing the return of Ukrainian children forcibly transferred or deported by Russia, as well as in holding Russia accountable for its crimes, including through the International Claims Commission and the Special Tribunal for the Crime of Aggression against Ukraine.

Since Russia's full-scale invasion began in February 2022, the EU and its Member States have mobilised a total of €220.2 billion in humanitarian, financial, and military assistance to Ukraine and its people. Since 2024, the EU has made available €8 billion in proceeds generated by immobilised Russian Central Bank assets to support Ukraine, including €3.8 billion channelled through the European Peace Facility and the Ukraine Facility. The remaining part of the proceeds supports the repayment of G7 Extraordinary Revenue Acceleration loans through the Ukraine Loan Cooperation Mechanism.

More information on the EU's support for Ukraine is available on the webpage and factsheet.

La Batalla de Navarino, el día que la flota otomana fue borrada del mapa y Grecia consiguió su independencia

«Le he enviado una cinta cuando, en realidad, lo que merecía era una soga». Esta frase se atribuye al rey Jorge IV de Inglaterra y la cinta en cuestión sería la de la Orden del Baño, que acababa de conceder a Edward Codrington, el almirante que había obtenido la victoria en la batalla naval de […]

Trump punta a instillare sfiducia per Spezzare l’Asse Putin-Kim

25 August 2026 at 00:13
L’architettura geopolitica globale sta subendo una trasformazione in cui le alleanze tradizionali lasciano il posto a intese transazionali e strategie di sopravvivenza. Analizzando le dinamiche tra Washington, Mosca, Pyongyang, Seul ...

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BOMBSHELL on CANCER DANGERS after COVID VACCINES (Video). Korean Study on 8 millions Individuals confirms the Italian Alarm: Higher Risks to Lung and Prostate

24 August 2026 at 20:07

Introduction by Fabio Giuseppe Carlo Carisio

VERSIONE IN ITALIANO

Originally published on October, 6, 2025 – updated with VIDEO on August, 24, 2026

VIDEO – Two MASSIVE COVID shot studies on 8 MILLION people confirm that can trigger Turbo-Cancer in Vaccinated

Excerpt from American Thinker interview to American Epidemiologist Nicolas Hulscher

Korean Medical Doctors: “1-Year Cancer Risk Associated with COVID-19 Vaccination”

«The oncogenic potential of SARS-CoV-2 has been hypothetically proposed, but real-world data on COVID-19 infection and vaccination are insufficient. Therefore, this large-scale population-based retrospective study in Seoul, South Korea, aimed to estimate the cumulative incidences and subsequent risks of overall cancers 1 year after COVID-19 vaccination. Data from 8,407,849 individuals between 2021 and 2023 were obtained from the Korean National Health Insurance database».

We can read in the Abstract of the Korean study Kim et al. titled “1-year risks of cancers associated with COVID-19 vaccination: a large population-based cohort study in South Korea” which was conducted by Hong Jin Kim (Department of Orthopedic Surgery, Kyung-in Regional Military Manpower Administration, Suwon) Min-Ho Kim (Informatization Department, Ewha Womans University Seoul Hospital, Seoul), Myeong Geun Choi and Eun Mi Chun (both in Division of Pulmonary and Critical Care Medicine, Department of Internal Medicine, Ewha Womans University Mokdong Hospital, 1071, Anyangcheon-ro, Yangcheon-gu, Seoul).

Oxford Academic: Fatal TURBO-CANCERS Even inside HEART after COVID VACCINES! New Chilling European Study on Malignant Pericardial Effusions linked to Fast Metastases

The research was published on  BMC Biomarker Research 13 (part of Springer Nature).

«The participants were categorized into two groups based on their COVID-19 vaccination status. The risks for overall cancer were assessed using multivariable Cox proportional hazards models, and data were expressed as hazard ratios (HRs) and 95% confidence intervals (CIs). The HRs of thyroid (HR, 1.351; 95% CI, 1.206–1.514), gastric (HR, 1.335; 95% CI, 1.130–1.576), colorectal (HR, 1.283; 95% CI, 1.122–1.468), lung (HR, 1.533; 95% CI, 1.254–1.874), breast (HR, 1.197; 95% CI, 1.069–1.340), and prostate (HR, 1.687; 95% CI, 1.348–2.111) cancers significantly increased at 1 year post-vaccination» adds the Abstract.

«In terms of vaccine type, cDNA vaccines were associated with the increased risks of thyroid, gastric, colorectal, lung, and prostate cancers; mRNA vaccines were linked to the increased risks of thyroid, colorectal, lung, and breast cancers; and heterologous vaccination was related to the increased risks of thyroid and breast cancers. Given the observed associations between COVID-19 vaccination and cancer incidence by age, sex, and vaccine type, further research is needed to determine whether specific vaccination strategies may be optimal for populations in need of COVID-19 vaccination».

Update – EVEN THE POPE KILLED BY COVID VACCINES. Pulmonary Pathology and Fatal Stroke after mRNA Genetic Serums Predicted by Chinese Universities in 2020

The Korean study indirectly confirms the warning raised by two Chinese universities in October 2020, even before the Covid-19 vaccines were released, regarding the very serious risks of lung disease that both mRNA and mDNA gene sera could cause.

Furthermore, the study found that booster doses were associated with significantly higher risks of gastric and pancreatic cancer. For pancreatic cancer, the risk more than doubled in booster recipients.

Diabolical Molecule inside mRNA Vaccines generates Harmful Proteins as Killer Prions, “Brain-Eating Amoeba”. Explosive Study by prof. Perez (Montagnier Foundation)

These statistics confirmed the validity of the warning raised by the late virologist Luc Montagnier and British oncologist Angus Dalgleish.

More details below inside the analysis of American epidemiologist Nicolas Hulscher.

Fabio Giuseppe Carlo Carisio – Gospa News director


BREAKING: Second Massive Population Study Finds COVID-19 “Vaccines” Increase Risk of 6 Major Cancers

Originally published by Nicolas Hulscher, MPH on Substack Focal Points – Courageous Discourse by McCullough Foundation

About a month ago, the first-ever population cohort study reported increased cancer risks following COVID-19 vaccination. In Italy, nearly 300,000 residents were tracked for 30 months, showing that mRNA shots significantly increased the risk of overall cancer, breast cancer, bladder cancer, and colorectal cancer

BOMBSHELL! INCREASING RISK of MULTIPLE CANCERS from COVID Vaccines unveiled by First Population-Wide Study on 245,000 Vaccinated

Now, a second—and far larger—population-based cohort study by Kim et al from South Korea has corroborated and expanded upon those findings. Drawing on a massive sample of more than 8.4 million people, this is one of the most powerful cancer-safety datasets ever analyzed.

The results are striking. After accounting for age, sex, comorbidities, income level, and prior COVID-19 infection, COVID-19 vaccination was linked to significant increases in multiple major cancers, with the signal consistent across all vaccine platforms, both sexes, and age groups:

Study Design at a Glance

  • Design & data: Population-based retrospective cohort using the Korean National Health Insurance database (2021–2023).
  • Population: 8,407,849 adults.
  • Exposure: COVID-19 vaccination (analyzed overall and by platform: mRNA, cDNA, and heterologous schedules).
  • Matching: Large-scale propensity score matching (1:4 vaccinated:unvaccinated for the main analysis; 1:2 within vaccinated for booster vs non-booster).
  • Modeling: Multivariable Cox proportional hazards models (adjusted for age, sex, comorbidity index, income level, and prior COVID-19 infection), estimating hazard ratios (HRs) with 95% confidence intervals (CIs); analyses stratified by sex and age.
  • Outcome window: 1-year incidence of overall and site-specific cancers post-vaccination.

“COVID-19 mRNA-Induced TURBO CANCERS”. Extremely Serious Oncological Disease enters Medical Literature after Peer-Reviewed US Study


Key Results — Cancers with Significant Increases (1-year follow-up)

  • Overall cancer: HR 1.27 (95% CI, 1.21–1.33) → 27% higher risk of all cancers combined in vaccinated vs. unvaccinated at 1 year.
  • Lung cancer: HR 1.53 (95% CI, 1.25–1.87) → 53% higher risk
  • Prostate cancer: HR 1.69 (1.35–2.11) → 69% higher risk
  • Thyroid cancer: HR 1.35 (1.21–1.51) → 35% higher risk
  • Gastric (stomach) cancer: HR 1.34 (1.13–1.58) → 34% higher risk
  • Colorectal cancer: HR 1.28 (1.12–1.47) → 28% higher risk
  • Breast cancer: HR 1.20 (1.07–1.34) → 20% higher risk

Interpretation: An HR of 1.53 for lung cancer means that vaccinated individuals developed lung cancer at a rate 53% higher than matched unvaccinated peers, over the same one-year follow-up period. Similar interpretations apply to each cancer type.


By Vaccine Platform

  • cDNA vaccines (AstraZeneca type): linked to higher risks of thyroid, gastric, colorectal, lung, and prostate cancers.
  • Overall cancer HR 1.47 (95% CI 1.39–1.56) → 47% higher risk

AstraZeneca Taken to British Court for as many as 80 Damages Claims on “Defective” Covid Jab

  • mRNA vaccines (Pfizer/Moderna): linked to higher risks of thyroid, colorectal, lung, and breast cancers
  • Overall cancer HR 1.20 (95% CI 1.14–1.26) → 20% higher risk

TURBO-CANCER, HEARTBREAK & TOXIC SPIKE. Lethal Risks from Covid mRNA Vaccines: Exclusive Interviews with 3 World-Famous Italian MD

  • Heterologous (mixed schedules): linked to higher risks of thyroid and breast cancers.
  • Overall cancer HR 1.34 (95% CI 1.21–1.48) → 34% higher risk

Interpretation: The elevated cancer risks were not confined to one vaccine platform. Whether adenoviral-vector (cDNA), mRNA, or mixed schedules, each vaccine type was associated with a measurable increase in overall cancer — and each had specific cancer sites driving the signal. In other words, no vaccine technology was free of cancer risk in this dataset.


Booster-Dose Analysis

  • Gastric cancer: HR 1.23 (p = 0.041) → 23% higher risk with boosters
  • Pancreatic cancer: HR 2.25 (p < 0.001) → 125% higher risk with boosters

Interpretation: Booster doses were associated with notably higher risks of gastric and pancreatic cancers. For pancreatic cancer, the risk more than doubled in boosted individuals.

COVID Boosters Trigger Metastasis. UK Oncologist and US Medical Doctor confirmed the Montagnier’s Warning


Overall Cancer Trends/Sex & Age Stratification

Overall cancer: Incidence was higher in the vaccinated across every demographic group.
  • Women showed the highest relative burden, with 48.4 per 10,000 vaccinated vs. 38.2 per 10,000 unvaccinated at one year.
  • Elderly adults (≥75 years) carried the greatest absolute burden, at 119.9 per 10,000 vaccinated vs. 91.7 per 10,000 unvaccinated.
  • Younger adults (<65 years) also experienced a clear overall increase, despite lower baseline rates

New Study Finds Covid-Vaccinated Kids Face ELEVATED CANCER RISK, Immune System Damage

Site-specific patterns:
  • Men: elevated risks for gastric and lung cancers
  • Women: elevated risks for thyroid and colorectal cancers
  • Under 65 years: stronger signals for thyroid and breast cancers
  • ≥75 years: markedly higher risk of prostate cancer

 

Interpretation: Both the overall and site-specific results show a consistent pattern — every demographic group experienced elevated cancer risks, though the type and absolute burden varied. Women and the elderly were hit hardest, but no population segment was spared.


Conclusions: Major Increases in Cancer Risk from Chortes Studies in Italy and South Korea. 

Taken together, the evidence is now impossible to ignore. The only two population-level cohort studies ever conducted on COVID-19 vaccination and cancer — one in Italy and one in South Korea — have both found major increases in cancer risk.

The Italian study (≈300,000 people, 30-month follow-up) identified significant elevations in overall cancer, breast, bladder, and colorectal cancers. The South Korean study (8.4 million people, 1-year follow-up) confirmed and expanded these findings, documenting increased risks of overall cancer plus six site-specific cancers (lung, prostate, thyroid, gastric, colorectal, and breast).

BOMBSHELL! INCREASING RISK of MULTIPLE CANCERS from COVID Vaccines unveiled by First Population-Wide Study on 245,000 Vaccinated

Critically, the signal was observed across all vaccine types — both mRNA and viral-vector (cDNA) shots — and in every demographic group analyzed. In plain terms: both major COVID-19 vaccine platforms appear to be carcinogenic

With two independent national datasets converging on the same conclusion, governments, regulators, clinicians, and researchers must confront a sobering reality: nearly 70% of the global population has been injected with a carcinogenic product. The evidence demands immediate market withdrawal of these products.

17 Ways mRNA Shots May CAUSE CANCER, According to Over 100 STUDIES

At the McCullough Foundation, we are deeply investigating both the molecular mechanisms and the population-level data linking COVID-19 vaccination to cancer. We are currently preparing several new studies to expand this critical line of evidence.

This work requires substantial time, expertise, and resources, and we ask for your support in funding this urgent research: mcculloughfnd.org/products/donate-1

Oririnally published by Nicolas Hulscher, MPH on Substack Focal Points – Courageous Discourse by McCullough Foundation

Nicolas Hulscher, MPH – Epidemiologist and Foundation Administrator, McCullough Foundation


MAIN SOURCES

FOCAL POINTS – COURAGEOUS DISCOURSE

Study by Kim et al. 1-year risks of cancers associated with COVID-19 vaccination: a large population-based cohort study in South Korea

GOSPA NEWS – TURBO-CANCER AND VACCINES DOSSIER


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O ano letivo de 2024 seguia seu curso normal quando Jadir Anchieta, professor de História, começou a ouvir comentários de estudantes que diziam ter saudades de Jair Bolsonaro. Era uma aula sobre o período entreguerras, ministrada a uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental na Escola Estadual São Tarcísio, no município catarinense de São Bonifácio. O professor havia acabado de entrar na sala quando um grupo de alunos passou a fazer provocações sobre temas políticos. Foram poucos minutos, mas, para Jadir, a cena durou uma eternidade. A dinâmica parecia ensaiada. Cerca de quatro alunos o bombardearam com perguntas e cobraram um posicionamento sobre o tema. Ele sabia que aquele comportamento fugia ao perfil da turma e a direção da escola precisou mediar o conflito. O que o professor de História não sabia, contudo, era que a cena havia sido gravada pelos estudantes.

Em diferentes regiões do Brasil, o roteiro percorrido por Jadir Anchieta tem se repetido. Há um padrão em curso, segundo Rodrigo Timm, advogado do Observatório Nacional da Violência Contra Educadores (Onve). Primeiro, estabelece-se um clima de desconfiança em torno do ambiente escolar e de seus profissionais. Em seguida, os alunos são incentivados, muitas vezes pelos próprios pais, a gravar os professores em vídeo ou em áudio. Essas gravações são, então, retiradas de seu contexto original e repassadas a parlamentares da extrema direita. O material ganha espaço nas redes e se transforma em um ativo político. 

Um levantamento da Agência Pública identificou, desde as últimas eleições gerais, em 2022, até 2025, ao menos 18 parlamentares, a maioria do Partido Liberal (PL), que fizeram ataques a professores. Entre eles estão nomes como Júlia Zanatta (PL-SC), Jessé Lopes (PL-SC), Alex Brasil (PL-SC), Ana Campagnolo (PL-SC), Alan Lopes (PL-RJ) e Fernando Cordeiro (PL-SC), todos em busca de uma vaga nas eleições de outubro. A estratégia de atacar professores é, ainda, uma maneira de ascender politicamente: é o caso do vereador Fernando Cordeiro (PL) de Chapecó, no oeste catarinense, que quase triplicou a votação no município após liderar ataques contra uma docente e agora se prepara para disputar o cargo de deputado federal por Santa Catarina. Cordeiro recebe apoio da deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que, em seu mandato, ficou conhecida por denunciar “professores doutrinadores”, ganhando projeção política após processar sua orientadora de mestrado.

A gravação da aula de Jadir, por exemplo, foi parar nos perfis da deputada federal Júlia Zanatta, do PL de Santa Catarina. O professor e a direção da escola foram surpreendidos pela exposição nas redes sociais. Dias depois, em uma nova publicação, Zanatta comemorou as providências imediatas tomadas pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, também do PL. Tratava-se da abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado para apurar a conduta de Jadir por agir “de forma inadequada no exercício de suas funções”. A postagem que expôs o professor de História alcançou mais de 30 mil curtidas e foi compartilhada por outros nomes da extrema direita, como o vereador Fernando Cordeiro, do PL de Chapecó.

A repercussão do caso escalou até a Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado federal Gustavo Gayer, do PL de Goiás, apresentou uma moção de repúdio contra Jadir na Comissão de Educação, então presidida por Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, mas a proposta foi rejeitada por 20 votos a 13. Durante a sessão, outros parlamentares denunciaram a instrumentalização do episódio. O deputado Tarcísio Motta, (PSOL-RJ), afirmou que o caso era mais uma manifestação de uma parcela da extrema direita, em busca de ganhos eleitorais por meio da perseguição a profissionais da educação.

Apesar da moção de repúdio ter sido barrada no Congresso Nacional, as consequências estaduais seguiram seu curso. Em decorrência do PAD aberto pela Secretaria de Educação de Santa Catarina, Jadir foi afastado de suas funções em março de 2024. O afastamento foi prorrogado duas vezes até que, em agosto do mesmo ano, ele foi demitido. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) anulou o PAD apenas em maio de 2025 e determinou a readmissão do professor. Na decisão, o desembargador responsável argumentou que a “sala de aula não é um campo de polícia ideológica” e que o docente não pode estar “submetido a censores discentes, tampouco à disposição de visões idiossincráticas de bedéis mascarados como pais”.

Montagem mostra incitação à violência contra o professor Jadir Anchieta

Processos contra educadores aumentam nas eleições

No levantamento da Pública, também foram analisadas as características de 596 PADs abertos pela Secretaria de Educação de Santa Catarina e publicados no Diário Oficial entre janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2024. Os dados mostram que, em ambos os anos eleitorais, a abertura de processos contra educadores como Jadir foi maior. Fernando Penna, coordenador do Onve, observa que, em períodos de disputas políticas, o número de processos contra educadores aumenta, o que evidencia que as escolas se consolidaram como espaços de embate ideológico.

A análise dos PADs também identificou indícios de punições desproporcionais, espetacularização dos casos e prolongamento indevido dos trâmites. Cerca de um terço dos processos analisados pela reportagem no período foi arquivado, seja pela inocência do servidor, seja pela inexistência do fato. Para Penna, o índice revela que muitos PADs são abertos sem materialidade, desprovidos de testemunhos efetivos ou de evidências de infração. São instaurados de forma vazia, com o propósito de intimidar.

Para Jadir, o arquivamento do processo não apaga os impactos da exposição. O professor conta que ficou profundamente abalado pela violência sofrida. Precisou deixar São Bonifácio, foi alvo de ameaças e viu milhares de pessoas o xingarem na internet. Eram desconhecidos, e ele não sabia se representavam um perigo real. Quase dois anos após a abertura do PAD, Jadir avalia que a ação orquestrada serviu para “faturar cliques e votos”.

A situação de Jadir, contudo, não se encerrou com a decisão judicial. Em julho de 2025, mesmo sob a vigência da Lei Federal nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares em sala de aula, o professor teve, mais uma vez, a aula gravada por alunos. O áudio foi, novamente, divulgado nas redes sociais. Entre os comentários, o deputado estadual Sargento Lima, do PL, que já havia discursado contra “professores doutrinadores” na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, afirmou que o episódio provava a importância da instalação de câmeras nas salas de aula. 

Lima já havia se envolvido em outro episódio, em fevereiro de 2023, relacionado à orientadora educacional Juliana Andozio, que foi vítima de uma sindicância acusatória, suspensa e afastada, após permitir que uma aluna trans usasse o banheiro feminino da escola. De acordo com a educadora, seis famílias queriam saber “qual banheiro a aluna trans usava” e “queriam proibir as discussões sobre gênero, orientação sexual, diversidade, questões da mulher, da democracia e do grêmio estudantil na escola”.

Juliana sofreu ataques após as “denúncias” feitas pelo vereador Bericó (PL) nas redes sociais. Seu carro foi alvo de ovos, pedras e limões. “Jogavam coisas na escola, jogaram fogos de artifício em mim, jogaram lixo na minha casa. Eu tive que ir morar três meses na casa da minha mãe porque passavam motoqueiros na frente da minha casa me xingando de coisas horrorosas”, desabafa.

O caso chegou à tribuna da Alesc quando o deputado Sargento Lima (PL) ameaçou a educadora. “Fosse minha neta, uma das minhas enteadas, meu filho, uma dessa, um suplente estaria assumindo a minha vaga aqui porque eu estaria na cadeia. Simplesmente isso”, disse o parlamentar na sessão de 15 de março de 2023. O processo que acusava Juliana de “doutrinação político/partidária” foi anulado em janeiro de 2024.

O relatório “Um estudo quantitativo da perseguição a educadoras/es no Brasil”, publicado em 2025 pelo Onve, aponta que a violência contra professores começou a se intensificar a partir de 2010. Os picos ocorreram em 2016, 2018 e 2022, anos marcados pelo impeachment de Dilma Rousseff e por duas eleições presidenciais. A pesquisa, que ouviu mais de três mil educadores nas cinco regiões do país, indica que o Sul concentra o maior número de casos, seguido pelo Sudeste. Fernando Penna observa que o dado não surpreende, uma vez que Santa Catarina, estado com maior presença de políticos de extrema direita, foi um dos que registraram o maior número de respondentes.

O coordenador do Onve projeta que, em 2026, a direita mobilizará todas as estratégias políticas que já deram retorno eleitoral para voltar ao poder. A perseguição a educadores e a incitação do pânico moral em torno da ideologia de gênero devem estar no centro dessa mobilização. A hipótese de Penna é que 2026 será um ano particularmente difícil para os profissionais da educação.

Todos os parlamentares citados foram procurados pela reportagem, mas não houve retorno até a publicação. Já a Secretaria de Educação de Santa Catarina afirmou “seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da comunidade escolar”. 

LEIA A RESPOSTA NA ÍNTEGRA

O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SED), ressalta seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da comunidade escolar. Todos os procedimentos correcionais instaurados pela pasta seguem critérios técnicos e rigorosa análise jurídica, conforme prevê a legislação vigente.

A abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) ocorre apenas quando há indícios de eventual irregularidade funcional, sempre com garantia plena do contraditório e da ampla defesa aos servidores envolvidos. A instauração de um PAD não representa punição antecipada, mas instrumento legal de apuração.

A SED também esclarece que denúncias relacionadas à atuação em sala de aula são analisadas com responsabilidade, considerando o contexto pedagógico, a liberdade de cátedra e os deveres funcionais previstos na legislação.

Em relação às decisões judiciais, a SED respeita integralmente as determinações do Poder Judiciário e cumpre todas as decisões nos termos estabelecidos pela Justiça, mantendo permanente aperfeiçoamento dos seus fluxos e procedimentos internos.

Por fim, a Secretaria reforça que atua de forma séria, equilibrada e responsável para garantir um ambiente escolar seguro, respeitoso e alinhado aos princípios da educação pública catarinense.

Quando a perseguição é transformada em voto

A partir de uma denúncia feita pelo vereador Fernando Cordeiro, de Chapecó, a professora de Língua Portuguesa Ibriela Sevilla foi alvo de um PAD por trabalhar, em sala de aula, o livro Não Alimente a Escritora, da autora catarinense Telma Scherer. A atividade ocorreu em uma turma do primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professora Angela Lourdes Lago. Pais de alunos acionaram a direção da escola e pediram a demissão da professora, alegando que o livro continha linguagem inapropriada. A obra, que consiste em um poema de 94 páginas, já havia sido utilizada por Ibriela em 2023, na mesma escola, sem suscitar qualquer problema.

O PAD aberto contra Ibriela em 2024 foi arquivado quase um ano depois, quando a comissão responsável concluiu pela inocência da docente. Durante o trâmite do processo, a professora foi exposta nas redes sociais e nas câmaras legislativas municipais e estaduais. Desde o episódio, Ibriela tem acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Montagem mostra incitação à violência contra a professora Ibriela Sevilla

O vereador Fernando Cordeiro, então em pré-campanha para a reeleição, publicou, em março de 2024, uma crítica à conduta da professora em suas redes sociais. Três dias depois, o caso chegou à deputada estadual Ana Campagnolo, do PL, que repercutiu o assunto na tribuna da Assembleia Legislativa.

Para Fernando Penna, a dinâmica indica uma atuação em rede entre os parlamentares. “Quando um vereador faz a denúncia e uma deputada estadual a divulga, há uma articulação clara. A deputada serve como plataforma, enviando a mensagem de que outros vereadores que fizerem o mesmo também ganharão projeção. Um parlamentar reforça o outro, construindo, assim, um empreendimento político”, diz.

Em 2020, Fernando Cordeiro foi eleito com 1.422 votos, a 14ª maior votação em Chapecó. Em 2024, ele quase triplicou seu eleitorado e tornou-se o vereador mais votado do município. Para o coordenador do Onve, o crescimento expressivo da votação após a perseguição a uma professora exemplifica como esse tipo de violência tem sido convertido em capital político.

Montagem mostra incitação à violência contra a professora Marlene de Fáveri

A própria deputada Ana Campagnolo, que auxiliou Cordeiro na exposição do caso, ganhou projeção política após um conflito com sua orientadora de mestrado, a historiadora Marlene de Fáveri, da Universidade do Estado de Santa Catarina. O episódio foi exposto publicamente durante a campanha eleitoral de 2018, quando Campagnolo foi eleita deputada estadual com mais de 34 mil votos. Até então, ela nunca havia concorrido a cargos políticos e atuava como professora de História em escolas de Chapecó. Após denunciar “professores doutrinadores” em seu primeiro mandato, Campagnolo reelegeu-se em 2022 como a deputada mais votada da história do parlamento catarinense, com 196.571 votos.

Procurado, Fernando Cordeiro alegou que “o objetivo foi representar os pais e alunos que me procuraram solicitando ajuda, representando-os nas instâncias legais e competentes, relatando material apresentado pela referida professora”.

LEIA A RESPOSTA NA ÍNTEGRA

Um padrão repetido pelo Brasil

Os casos de Jadir, Ibriela e Marlene não são exceção. O roteiro de perseguição e violência se repete esporadicamente em outras regiões do país. Em Magé, no Rio de Janeiro, a professora de Artes Daniela Abreu enfrentou uma situação semelhante. Ela trabalhava há 17 anos no Colégio Estadual Professor Alfredo Balthazar da Silveira e nunca tinha registrado problemas com os alunos. A escola sempre foi reconhecida por sua atuação combativa, com grande adesão do corpo docente ao sindicato. Em contrapartida, grupos locais pressionavam pela militarização da instituição.

Nesse contexto de tensão, em 2022, Daniela passou a ter conflitos com estudantes que faziam declarações racistas em sala de aula. No início do ano, um aluno a agrediu verbalmente e a ameaçou fisicamente. O estopim da violência, no entanto, ocorreu em setembro daquele ano, quando um casal de alunos abordou a professora na sala dos docentes e pediu materiais da campanha do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Daniela recusou o pedido, mas, diante da insistência dos estudantes, cedeu um adesivo e pediu que o aluno o guardasse. Ela não sabia que a interação estava sendo filmada.

Quinze minutos depois, policiais militares e fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) entraram na escola. Segundo relatos de funcionários, a abordagem ocorreu sem mandado. Vídeos da entrada dos policiais e da entrega do adesivo eleitoral circularam nas redes sociais. Daniela foi acusada de ser doutrinadora, e as imagens simulavam uma prisão que, de fato, nunca ocorreu.

A professora relata que passou por instantes de terror e se sentiu minúscula em meio à barbárie. Ao longo de 2022, ela havia sido gravada em outras aulas sem o seu conhecimento. Mais tarde, compreendeu a intencionalidade daquelas filmagens, que foram utilizadas na sindicância instaurada contra ela.

Montagem mostra incitação à violência contra a professora Daniela Abreu

A perseguição ganhou contornos institucionais em 2023, quando o deputado estadual Alan Lopes, do PL, passou a atacar publicamente a professora. Eleito presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em abril de 2023, o parlamentar foi ao colégio de Daniela para gravar um vídeo no qual afirma ter “desmascarado a maior doutrinadora ideológica do Estado”. Lopes reuniu filmagens clandestinas feitas nas aulas de Daniela e declarou que o período de denúncias engavetadas por doutrinação em sala de aula havia acabado no Rio.

Um levantamento publicado pelo Onve em 2024 revela que, em quatro anos, a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro abriu 1.320 sindicâncias contra professores. O número representa a média de uma sindicância por dia entre 2020 e 2024. O estudo aponta que agentes públicos têm manipulado o instrumento da sindicância para criminalizar, isolar e silenciar educadores. O pico de aberturas de sindicâncias ocorreu em 2022, ano eleitoral, com quase 500 procedimentos instaurados.

Após a publicação do vídeo pelo deputado Alan Lopes, Daniela foi alvo de uma sindicância e, quatro meses depois, de um PAD. Ela foi acusada de realizar campanha eleitoral na escola, fazer apologia às drogas e enaltecer a vereadora Marielle Franco, assassinada. Segundo o processo, a professora teria descumprido os deveres previstos no Estatuto dos Funcionários Públicos e os preceitos éticos do Código de Ética Profissional do Servidor.

Nesse período, Daniela ficou extremamente fragilizada. Ela conta que grupos organizavam reuniões e a chamavam de “Marielle de Magé”, não como um elogio, mas como um alvo. Diziam que não precisavam mais matá-la, pois já haviam conseguido quebrá-la por dentro.

Em setembro de 2025, o PAD foi arquivado. Assim como no caso de Jadir Anchieta, o arquivamento não apagou as violências sofridas. Daniela foi alvo de ameaças e precisou deixar a cidade para evitar uma tragédia. Desenvolveu crises de ansiedade, falta de ar e depressão. Pensou em abandonar a sala de aula e teve medo de morrer. Foi, segundo ela, o momento mais difícil de sua vida.

Infográfico mostra dados de censura em sala de aula

Os resultados dessa violência

Quase dois anos após a gravação que resultou na abertura de seu Processo Administrativo Disciplinar, Jadir Anchieta continua a ministrar aulas de História. Diante de novas turmas, ele continua abordando temas como o nazifascismo, as crises democráticas e os conflitos políticos do século 20. A diferença, agora, é que a sensação de estar sendo gravado nunca o abandona. Hoje, ele pensa duas ou três vezes antes de falar, o que torna a rotina exaustiva.

Para os pesquisadores do Onve, o método de alguns políticos da extrema direita produz um efeito que vai além dos episódios individuais: cria um ambiente de insegurança e medo, levando os educadores à autocensura. 

Em um contexto de polarização política e com a aproximação de novas eleições, especialistas alertam que o uso de estratégias de perseguição contra educadores tende a se intensificar. As explicações sobre crises democráticas, questões de gênero ou temáticas religiosas continuam no quadro negro. Mas agora, entre os cadernos e os livros, paira sempre a possibilidade de um celular gravando em silêncio.

12 puntas de flecha neolíticas encontradas en Anatolia llevan raras marcas geométricas cuyo propósito se desconoce

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Senior European political figure questions 'necessity and proportionality' of Albanian mayor's detention

24 August 2026 at 09:28

A senior political figure has questioned whether the continued detention of the Mayor of Albania’s capital city is “strictly necessary”.

Erion Veliaj (pictured) has remained nominally in office as mayor of Tirana despite being held in what is known as pre-trial detention (PTD) since February 2025.

He is accused of corruption and money laundering but strongly denies any wrong doing.

The latest in a protracted series of court cases takes place on 15 September when his case will be considered by Albania’s Supreme Court.

This comes after the country’s Constitutional Court recently called for a review as required by Albania's constitution.

The hearing has assumed particular importance as it is a review of both his pretrial detention and its proportionality.

The mayor’s local lawyer Plarent Ndreca said that following the Constitutional Court's judgment "the legal basis for maintaining Mr Veliaj in detention has fundamentally changed.”

In an exclusive interview with this website,  a senior figure with the European Democratic Party, a pan-European political party, said the case “raises serious questions of necessity and proportionality.”

Sandro Gozi, the party’s Secretary-General and also a senior French MEP with Renew Europe, a mainstream group in the European Parliament, questioned if his continued detention may be “excessive.”

This website asked Gozi what specific concerns he had about the case.

He said: “Let me be very clear: fighting corruption is essential, particularly in a country seeking EU membership, and asking for respect for the rule of law can never mean asking for impunity.

“Serious allegations must be investigated and prosecuted independently, whoever is involved. But the rule of law also means proportionality, due process and the presumption of innocence.”

He pointed out that Veliaj has been in pre-trial detention since February 2025, adding, “and after such a long period it is legitimate to ask whether continued detention remains strictly necessary or whether alternative measures could be used.”

Some have argued the case “shines a light” on current flaws in the judiciary and rule of law in Albania.

On this,Gozi, secretary general since 2021, said , “One case cannot define an entire judicial system, and Albania has made important progress in fighting corruption.”

He added, “However, there is a broader issue that deserves attention: Council of Europe SPACE data show that 58% of Albania's prison population was being held without a final sentence, the highest proportion in Europe, compared with a European average of 29%.

“The same analysis notes that very high levels of pre-trial detention can be associated with slow proceedings or an excessive reliance on detention as a precautionary measure.”

The MEP said: “These are concerns Albania should address as part of its European path.”

Albania is a leading front runner to join the EU, possibly as soon as 2030, and has been widely lauded by the 27-strong bloc and others, including MEPs, for closing most of the negotiating chapters required for EU membership although some caution that ongoing issues with its judiciary may slow progress towards accession.

Gozi, a member of Mouvement Democrate in France, said: “I strongly support Albania's European perspective, but accession must remain merit-based.

“No judicial system is perfect, including those of existing member states, but respect for the rule of law, judicial independence and fundamental rights must be firmly guaranteed before accession,” added the Euro deputy, who chairs the Delegation to the EU-UK Parliamentary Partnership Assembly.

Asked about the use of PTD in the case of the mayor, not least as an elected official, and also the time taken for his case to come to trial,he said, “Eighteen months of pre-trial detention is an extremely long period and raises serious questions of necessity and proportionality.

“This concern remains entirely unchanged regardless of Mr Veliaj’s political position.”

The MEP, who is from Italy and was former Undersecretary of State for European Affairs in the Matteo Renzi and Paolo Gentiloni governments, declined to be drawn the length of time the case was taking to come to court, saying: “I will not speculate on allegations concerning an independent court.”

The European Democratic Party also recently posted a statement on the case which pointed out the mayor had been as been in PTD since 10 February 2025 —  a year and a half.

The statement adds that formal charges were notified only in July 2025, after 163 days in detention and that, recently, Albania’s Constitutional Court overturned a Supreme Court decision and ordered a new review of his detention “questioning its proportionality in light of his mandate as Tirana’s democratically elected mayor”.

It goes on: “We join those calling on the Albanian authorities to uphold the rule of law, the presumption of innocence and the principle of proportionality. This case comes against a deeply concerning backdrop for Albanian democracy.

“We will keep the spotlight on it, because Albania deserves a European future — one that is fully democratic, transparent and firmly committed to fighting corruption, while guaranteeing that justice is always exercised with fairness, independence and respect for fundamental rights.”

European Democratic Party members include Renew Europe MEPs and, in 2025, RE “strongly condemned” what it called the “politically motivated” arrest on corruption charges against another elected official: Varna Mayor Blagomir Kotsev.

Speaking earlier this year, RE Lithuanian MEP Petras Auštrevičius, the European Parliament's rapporteur on enlargement, highly praised Albania's reform effort but said that concerns regarding pre-trial detention practices in Albania "demonstrate precisely why judicial reforms must deliver real results.”

Ben Brandon, of Mishcon de Reya LLP, is one of Veliaj's international counsel based in London. He is just returned from Tirana where he was able to visit the mayor in prison for the first time since the official's arrest.

Speaking to this site,  Brandon said: "We have long argued that Erion Veliaj's pre-trial detention is unnecessary and disproportionate. Until the Constitutional Court examined his case, no court in Albania properly considered the relevance of his status and responsibilities as the democratically elected Mayor of Albania's capital city, or the available alternatives to detention. The Supreme Court has been directed to re-examine the proportionality of his continued detention by the Constitutional Court on 15 September.

“We hope that the Supreme Court will follow the clear reasoning of the superior court, correct the obvious errors that have been made in Mayor Veliaj's case over the past 18 months, and release him immediately."

Currently, there are local media reports that a separate investigation has now been opened against the Mayor, focused on expenses, though this has not been confirmed.

With the clock ticking on Albania seeking to close its last remaining EU negotiating chapters, some argue it is not a coincidence there has been a perceived crackdown in the justice sphere, with a spate of cases brought against high profile public figures and elected officials, including Veliaj.

Veliaj’s case is not the only one to have captured the Albanian media’s attention in recent times, with a former environment minister among those charged with corruption.

However, for Veliaj the most immediate concern is his detention at a centre close to the Albanian coast.

His local lawyer points out it is not the first time concern has been raised about the use of pre-trial detention in Albania with most recent data showing that  about 58 per cent of its prison population, approximately, 2,653 people, are held in remand, a rate up to five times higher than the EU average.

PTD is said to frequently be used for crimes like corruption but Veliaj and his lawyers argue that to detain someone for so long – the average stay is 253 days  – is “highly unusual” unless it is a case relating to drug trafficking, organised crime and/or terrorism.

The spotlight has, to some extent, also fallen on the organisation in Albania charged with the task of rooting out corruption and tackling serious crime.

SPAK, as it’s commonly referred to, has been widely praised for its concerted efforts in this regard and has been hailed by many for its work, including by the European Parliament’s rapporteur on Albania, Socialist MEP Andreas Schieder, as being “essential”, not least in helping to fulfil the country’s pre-accession reforms.

The MEP has, in the past, said SPAK was playing a “crucial role” in the fight against corruption and “shows the Albanian government is taking this task very seriously”.

Asked to comment on the Veliaj case a SPAK spokesman said: “We can confirm that the Special Prosecution Office has concluded its investigation and has formally submitted the case for trial before the Special Court Against Corruption and Organised Crime (GJKKO), where proceedings are now under way.Any submissions relating to these matters should be made directly to the Court (GJKKO), in accordance with the procedures and timeframes set out under the Criminal Procedure Code.”

The comment was made in July and, at the time of going to press, no-one from SPAK had replied to a most recent query from this site.

Was wollte Wadephul in Kiew?

24 August 2026 at 08:14
Das beherrschende Thema dieser Ausgabe des Anti-Spiegel-Podcast war mal wieder die Ukraine, weil dort gerade sehr viel passiert, was die deutschen Medien verschweigen. So stellen sie die überraschende Kiew-Reise von Außenminister Wadephul als Akt der Solidarität mit der Ukraine dar, dabei hatte der Besuch offensichtlich ganz andere Gründe. Aber das war nur eines der vielen […]
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