❌

Normal view

George Soros elege 7 deputadas trans pelo Brasil

By: A A
11 October 2026 at 16:05

Sete trans eleitas no Brasil com financiamento indireto de George Soros via ANTRA, ABGLT e Washington Brazil Office. Política identitária artificial.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

Sete políticos autodenominados “mulheres trans” foram eleitos para cargos legislativos nas eleições gerais ocorridas no último domingo (04) no Brasil.

Erika Hilton (PSOL) e Duda Salabert (PSOL) foram reeleitas, enquanto Thabatta Pimenta (PSOL) estreará na Câmara Federal. Por sua vez, nos estados foram reeleitas Linda Brasil (PSOL) em Sergipe e Dani Balbi (PCdoB) no Rio de Janeiro, enquanto Sofia Favero (PSOL) foi eleita pela primeira vez para a Assembleia Legislativa de São Paulo e Natasha Ferreira (PT) também estreará na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

A principal pauta dessas candidaturas é o transativismo. É a típica política identitária: defender seus próprios interesses, interesses de um setor minúsculo da classe média, contra os interesses da maioria dos explorados e oprimidos. Os transativistas vêm se destacando no Brasil por sua oposição aos direitos básicos das mulheres e pela utilização do aparato repressivo do Estado (Judiciário e polícia) para perseguir os cidadãos comuns, geralmente trabalhadores humildes, tachados de “transfóbicos”.

Tal empreitada não é feita através de um trabalho de conscientização política, nem muito menos é fruto de esforços dos oprimidos que, organizados de forma independente, conseguem criar um movimento social contra os interesses dos poderosos. Não. É um movimento integralmente artificial e financiado pelos mais poderosos entre os poderosos.

As Open Society Foundations, do especulador financeiro multibilionário George Soros, admitem abertamentem há dez anos que “há muito tempo apoiam organizações trans e intersexo em todo o mundo”. Ainda em 2013, as OSF apresentavam seu ponto de vista sobre a transexualidade: “a identidade de gênero é o sentido interno de uma pessoa de ser um homem, uma mulher ou outro gênero.”

As OSF são a ponta de um guarda-chuva, pelo qual repassam fundos para organizações captadoras de forma hierárquica. Assim, a organização mãe originada da iniciativa de George Soros ainda na década de 1980 para derrubar a União Soviética e seus aliados consegue levar financiamento a um número incontável de ONGs.

No Brasil, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) recebe financiamento indireto das OSF. Estas repassaram 25,8 milhões de reais ao Fundo Brasil de Direitos Humanos entre 2016 e 2024. O Fundo Brasil, por sua vez, aportou 400 mil reais à ANTRA em 2024.

Além disso, Bruna Benevides, presidente da ANTRA, é integrante do conselho deliberativo da Conectas Direitos Humanos, ONG que é a maior receptora de fundos das OSF (34 milhões de reais até 2024).

Em relatório com mapeamento e lista de candidaturas para as eleições deste ano, a ANTRA assegura ter um “compromisso inegociável de eleger pessoas trans”. No total, foram 116 candidaturas registradas como “trans” pelo Brasil.

Após o resultado eleitoral, a organização comemorou a eleição das sete “mulheres trans” para cargos legislativos: “estávamos ansiosas por este resultado! Ampliamos nossas presenças com votações extremamente expressivas e demos uma bela resposta à transfobia!”

Quem também celebrou o resultado foi a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT): “as pessoas LGBTQIA+ ampliaram sua participação política e demonstraram, nas urnas, a força que construímos”, destacando a eleição de “mulheres trans” para a Câmara Federal. A publicação foi feita nas redes sociais, em parceria com a ANTRA e Bruna Benevides.

A ABGLT é afiliada ao Washington Brazil Office, entidade de lobby sediada na capital dos Estados Unidos e que recebeu 300 mil dólares de financiamento das Open Society Foundations em 2023. Ela também é parceira institucional da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), que recebeu R$ 4,3 milhões de financiamento das OSF entre 2016 e 2024.

A Abong também recebeu, no ano passado, R$ 1,5 milhão em recursos de emendas parlamentares de Erika Hilton, que é presidente da Frente Parlamentar Mista por Cidadania e Direitos LGBTI+ do Congresso Nacional. Esse montante era destinado a ações de “empoderamento e capacitação da comunidade LGBTQIA+”, “fortalecimento das paradas LGBTQIA+” e “advocacy e colaboração com a Frente Parlamentar LGBT+” da própria Hilton.

Hilton tem relações mais profundas com o guarda-chuva de George Soros. Um documentário biográfico de Hilton recebeu financiamento do William Greaves Research & Development Fund. Dirigido por Chica Andrade, que é um dos organizadores da Associação de Profissionais Audiovisuais Trans, o filme aparentemente ainda não foi concluído, ou ao menos ainda não foi lançado – embora a previsão de lançamento fosse para o início deste ano. O Fundo William Greaves contemplou o documentário em seu programa de financiamento de 2023-2024 com 25 mil dólares. O Fundo pertence à Firelight Media, uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova Iorque que tem entre seus apoiadores as Open Society Foundations.

Hilton também é profundamente relacionada com a ANTRA e com Bruna Benevides. Em 2024, a deputada indicou Benevides para receber a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara Federal e deu apoio institucional ao Guia para Migrantes Trans nos EUA, elaborado pela ANTRA. Em 2025, a associação enviou à deputada uma proposta legislativa para alterar o Código Penal e aumentar as penas por crimes cometidos contra “mulheres trans”. Em setembro deste ano, a ANTRA apresentou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo apuração de “possíveis episódios de violência política de gênero” contra Hilton – Benevides foi quem apresentou publicamente a posição da entidade.

Duda Salabert também deu apoio institucional ao guia da ANTRA. Thabatta Pimenta participou, ao lado de Benevides, do XX Seminário LGBTQIA+ do Congresso Nacional em 2023, bem como do EleiTrans, encontro de transexuais famosos que se apresentam como lideranças que foi promovido pelo Projeto Pajubá e que contou com a colaboração da ANTRA, ABGLT e Abong.

Linda Brasil, por sua vez, participou de atividades institucionais da ANTRA. Em janeiro de 2025, por exemplo, esteve na cerimônia do acordo entre o Ministério das Mulheres e a ANTRA, ao lado de Benevides. A deputada estadual do PSOL foi uma das principais figuras políticas transexuais a participar da “Marsha Trans Brasil” deste ano, organizada pela ANTRA e pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat).

Dani Balbi esteve junto com Linda na manifestação. Em 2023, Balbi apresentou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um projeto concedendo a Benevides o Prêmio Cidadania, Direito e Respeito à Diversidade

Natasha Ferreira também participou do EleiTrans e da “Marsha Trans Brasil”.

Inmarsat Maritime gives ENPASA ships digital touch

8 October 2026 at 16:24

Shipping company Empresa Naviera Petrolera Atlantica (ENPASA) reported various operational improvements after deploying a digital connectivity system from Viasat company Inmarsat Maritime, offering a further example of the sector’s growing connectivity needs.

The company equipped two of its tankers with Inmarsat Maritime’s NexusWave system, recording improvements in connectivity and the time taken to update electronic charts.

Inmarsat Maritime emphasised a welfare aspect as ship crews gain access to unlimited data.

It explained digital technologies are now fundamental to operating ships, pointing to requirements around real-time data and cloud services, among others.

The ENPASA vessels are now able to access “high-performance communications across entire voyages”, Inmarsat Maritime stated.

Mobile World Live delved into the connectivity needs of the global maritime industry in a panel session during our recent Unwrapped: Digital Industries event, in which experts from Shipsider, GSMA Intelligence and Kaiko Systems explained the need for, and challenges in deploying, digital systems in the shipping sector. You can view the session here.

The need for reliable connectivity was emphasised by ENPASA technical manager Sergio Iglesias, who said it is now a “critical enabler of safe, efficient and modern vessel operation”.

Iglesias concurred with our panellists on the deployment path also being important, crediting the local partner of Inmarsat Maritime which handled the task for the “speed of implementation”.

Jose Arias, global account manager at Inmarsat Maritime, said the ENPASA job is a “practical example” of how the company is meeting the “evolving needs of a modern maritime operator”.

The post Inmarsat Maritime gives ENPASA ships digital touch appeared first on Mobile World Live.

Is Israel arming one of Brazil’s largest criminal factions?

By: A A
8 October 2026 at 12:00

Israeli rifles seized en route to Brazil’s TCP drug faction – the same group that controls “Complexo de Israel.” Israel armed Medellín in the 80s. Coincidence?

Join us on Telegram, X, and VK.

Contact us: info@strategic-culture.su

Last week, 7 ARAD-7 rifles of Israeli manufacture were seized by the Brazilian Federal Police at a transport company located in Niterói, Rio de Janeiro, while they were being prepared to be sent to drug traffickers of the Terceiro Comando Puro (TCP) organization. These are the same drug traffickers who control a territory called “Complexo de Israel,” which brings together the favelas Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Cinco Bocas, and Pica-Pau.

Two years ago, we wrote here at the Strategic Culture Foundation an article about the danger of “narcopentecostalism” – the deep linkage between drug trafficking and neo-Pentecostalism in some favelas – pointing to this new phenomenon as a possible national security threat for Brazil, as well as a potential focus of activities aimed at destabilizing the social fabric and religious persecution. Indeed, in TCP territories, Catholic churches and Afro-Brazilian religious centers are closed and violently attacked.

Nevertheless, at the time we wrote that article, in July 2024, there were not yet enough material elements to incisively affirm the existence of a direct connection between narcopentecostalism and the State of Israel. TCP traffickers exalted the State of Israel, used Israeli patches and uniforms, but all of this was circumstantial and could be explained by mere adherence to evangelical discourse.

Now, however, we have more specific evidence to be able to return to the topic and raise concern about the possible link between Israel and one of Brazil’s main drug trafficking organizations.

After all, to date it is still not known how these modern Israeli rifles reached the logistical branch of an important Brazilian criminal organization, when this specific rifle is still uncommon among Brazilian police forces and nonexistent among the military.

The first objection that could be raised would be about Israel’s “interest” in arming or financing a criminal organization in Brazil. Well, it would not be the first time.

In the 1980s, 500 automatic weapons (including IMI Galil rifles and Uzi submachine guns) and 200,000 rounds of ammunition were found in a warehouse belonging to the Medellín Cartel, one of the largest drug trafficking organizations in Colombia. At the time, “independent investigations” concluded that the person responsible for the operation, the mercenary and retired Israeli military officer Yair Klein, had acted on his own. Klein himself, however, always stated that his activities in Colombia (which involved not only arms sales but also the training of paramilitary groups) had the knowledge and authorization of Israeli authorities.

Klein’s link to the Israeli state apparatus, demonstrating that he was not really an “independent agent,” is confirmed by the fact that when he was arrested in Sierra Leone in 1999 for selling weapons to insurgents of the Revolutionary United Front, the State of Israel intervened to secure his release, as well as refused all extradition requests.

Another interesting and recent piece of news involves Mexico, where authorities declared that 80% of the weapons found with soldiers of the drug cartels were of U.S. origin… and most of the remaining 20% were of Israeli origin. Indeed, Israel officially exported 24,000 automatic weapons between 2006 and 2018 to Mexico’s military and police institutions, and another 18,000 in more recent years. Note, however, that estimates from independent observatories suggest that Mexican cartels as a whole possess an arsenal of several hundred thousand automatic weapons. If something like 15-20% of these weapons are of Israeli origin, then we are talking about any number between 20,000 and 100,000 Israeli-origin weapons in the hands of the cartels. These are numbers that simply do not match the figures of official Israeli arms exports to Mexican security forces.

One last point that may draw attention is the recent attention the U.S. has given to Brazilian criminal organizations, with the PCC and CV groups categorized as terrorist groups by Donald Trump’s government. What draws attention is the fact that the TCP – the 3rd largest criminal organization in Brazil, with a presence in some other countries in the region, operations in several Brazilian states, and at least one verifiable link to an individual connected to Al-Qaeda’s financing network, not to mention an operational alliance with the PCC – was left out of the categorization.

Naturally, it could be a coincidence. But even so, it is an interesting coincidence that the neo-Pentecostal criminal organization apparently armed by Israel is exactly the one that was not categorized as terrorist by the White House.

Segundo turno no Brasil: que fatores levarão à vitória eleitoral?

By: A A
7 October 2026 at 16:05

Lula falhou em atender às demandas do povo – e agora enfrenta as consequências.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

O primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras terminou com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na frente de Lula da Silva (PT) por 47% a 45%. Nas eleições parlamentares, o PT e a esquerda sofreram derrotas esmagadoras em todo o país, indicando uma crescente rejeição da esquerda entre os brasileiros comuns. Agora, nas últimas semanas restantes antes da decisão final sobre quem governará o país a partir do próximo ano, a questão permanece aberta: que fatores serão considerados pelos eleitores na escolha do presidente?

O governo Lula tem tomado várias medidas consideradas “desesperadas” para reverter sua crise de impopularidade e retomar apoio na reta final das eleições. A ampliação de programas sociais é uma dessas medidas, mas sua eficiência política é cada vez mais contestável. Após décadas de redistribuição de renda nos governos PT, sem que isso representasse qualquer mudança real na situação dos trabalhadores, a avaliação dessas políticas tem se tornado cada vez mais negativa.

O problema central para Lula é que uma parcela significativa do eleitorado parece estar menos interessada em novas medidas paliativas e mais preocupada com problemas que permanecem presentes em sua vida cotidiana. Segurança pública, emprego, renda, inflação e qualidade dos serviços públicos têm impacto muito mais direto sobre a população do que os grandes debates promovidos pelo governo.

A segurança talvez seja o exemplo mais evidente. O avanço das organizações criminosas, a expansão territorial do crime organizado e a sensação de impunidade transformaram a violência em uma das principais preocupações nacionais. Para milhões de brasileiros, a questão deixou de ser uma discussão abstrata sobre políticas de segurança. Trata-se de uma realidade cotidiana que determina onde as pessoas podem morar, trabalhar, circular e até mesmo abrir um negócio – ainda mais especialmente nos grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro, onde o crime organizado já controla algo entre 60% e 70% do território total da cidade.

Nesse contexto, propostas associadas à agenda cultural progressista também podem produzir custos eleitorais importantes para a esquerda. O debate brasileiro sobre questões de gênero, identidade, educação e direitos de minorias passou a reproduzir cada vez mais conflitos políticos originados nos Estados Unidos e na Europa. Uma parte considerável da população, porém, não se identifica com essa agenda e considera que o Estado deveria concentrar seus esforços em problemas materiais mais urgentes.

Isso ajuda a explicar por que o segundo turno provavelmente será decidido muito mais por questões domésticas do que pela política externa – que é a parte mais elogiada do governo Lula na comunidade internacional de especialistas. Os BRICS, a Palestina ou a posição brasileira diante dos Estados Unidos podem mobilizar setores politizados da sociedade, mas definitivamente não constituem as principais preocupações do eleitor médio quando ele decide seu voto.

A política externa possui importância estratégica para o Estado brasileiro. O cidadão comum, entretanto, tende a avaliá-la através de seus efeitos concretos sobre a própria vida. Uma política externa considerada bem-sucedida não compensará, por si só, uma percepção de insegurança, desemprego ou deterioração dos serviços públicos. E à medida que o governo Lula evita combater o problema do crime organizado diretamente, cresce naturalmente a popularidade de uma direita que elogia os EUA por considerarem as facções criminosas brasileiras terroristas.

O mesmo vale para os já mencionados programas de transferência de renda. Esses mecanismos podem até possuir uma função social importante em um país marcado por desigualdades profundas, mas sua utilização como principal instrumento de política social apresenta limitações graves. Transferir renda pode aliviar uma situação de pobreza, mas não cria automaticamente empregos qualificados, não aumenta a produtividade e não reconstrói a indústria nacional. Pelo contrário, cria uma massa de precarizados dependentes de ajuda governamental. Quando a assistência se transforma em substituto permanente para políticas de desenvolvimento, o problema estrutural permanece.

É justamente nesse ponto que a disputa eleitoral entra em uma fase decisiva. O eleitor terá de escolher entre propostas diferentes para enfrentar problemas que não desapareceram durante os últimos anos. A capacidade de apresentar respostas convincentes para segurança, emprego, renda e ordem social poderá pesar mais do que discursos sobre grandes projetos geopolíticos.

O resultado do primeiro turno também demonstra que a direita brasileira conseguiu transformar o descontentamento doméstico em força eleitoral. A vantagem de Flávio Bolsonaro e a composição do novo Congresso indicam que existe uma demanda significativa por mudança. Isso não significa que todos esses eleitores compartilhem uma mesma visão sobre economia, política externa ou questões culturais. Significa, sobretudo, que existe uma insatisfação suficientemente ampla para alterar o equilíbrio político nacional.

Nas semanas restantes da campanha, portanto, a questão fundamental será saber se o governo conseguirá convencer o eleitorado de que suas políticas oferecem soluções duradouras ou se prevalecerá a percepção de que foram adotadas medidas paliativas para administrar problemas que continuam sem solução.

Falar sobre gênero, direitos humanos ou Palestina definitivamente não ajudará Lula a se reeleger.

Brazil on the brink: Why Lula is down against Bolsonaro Jr.

By: A A
7 October 2026 at 13:00

By Mike ELK

Join us on Telegram, X, and VK.

Contact us: info@strategic-culture.su

There are still three weeks until the next round, and Lula could still win, but it’s gonna take a massive fight. Part of that fight is changing how the international media covers things.

With the Brazilian presidential election headed to a runoff, Luiz Inácio Lula da Silva is down 47% to 45% and faces a massive fight ahead. I wanted to give a quick analysis of what happened and where things are going next.

Lula Could Still Win if He Can Consolidate Support from Third Parties

Lula lost by only 2%, and several third-party candidates, who took a combined 8% of the vote, have publicly indicated they would not endorse Flávio Bolsonaro in the second round.

Likewise, 29 million Brazilians did not vote in this round of the runoff and may be persuaded to vote for Lula in the second round if they fear Bolsonaro.

While Brasil defeated Jair Bolsonaro narrowly in 2022, it swung right again, much like the United States. Voters are upset, and they are taking it out on the party in power.

On Tuesday, the Brazilian Senate is scheduled to vote on a measure that would shorten the Brazilian workweek from six days to five days. Bolsonaro has opposed this measure, and Lula could use the vote to mobilize workers’ support against the Bolsonaro team.

It’s a tough road ahead for Lula, but not impossible.

What Hurt Lula in the First Round?

Three primary factors hurt Lula in the first round. First, Lula’s age and the fact that the Workers’ Party (PT) has held the presidency in Brazil for 18 of the last 24 years.

The second is that the Brazilian corporate media constantly manufactured scandals against Lula.

Finally, the role that US President Donald Trump played in training and validating the right-wing in Brasil, while not decisive, provided critical support. Here’s what went wrong for Lula.

1. Lula is 80 & His Party Ruled Brasil for 18 of the Last 24 Years

Like former US President Joe Biden, one problem Lula faces right now is that he is 80 years old. He doesn’t look as sharp as he used to, while Flávio Bolsonaro is nearly half his age—45 years younger.

Additionally, Lula’s party, the Workers’ Party (PT), has held the presidency for 18 of the last 24 years. Lula and Dilma, both members of the Workers’ Party (PT), held the presidency from 2002 to 2016. Lula was reelected in 2022 for his record third term. No Brazilian has ever won a third term.

Although the PT has rarely controlled Congress, it is seen as the ruling party because it has held the presidency for 18 of the last 24 years. Voters are likely to associate any problems in the country with the PT, which has held the presidency for so long.

While Brasil defeated Jair Bolsonaro narrowly in 2022, it swung right again, much like the United States. Voters are upset, and they are taking it out on the party in power.

Even worse, Lula failed to recruit young candidates, who may have excited voters to turn out in tight races. In what should have been a competitive Senate election in Rio de Janeiro, the PT recruited 84-year-old Bendedita da Silva, who lost in a landslide to Bolsonaro allies.

Last week, Lula skipped the presidential debate; so did Bolsonaro and its unclear how much this decision might have hurt him.

Lacking excitement, nearly 29 million Brazilians did not vote despite it being obligatory in Brasil.

2. Brazilian Media Manufacturing Scandals Against Lula

The Brazilian media market is extremely consolidated, and the heads of major networks like Globo have been going after Lula hard. They have been accused of manufacturing scandals against Lula.

Last November, the financial institution Banco Master collapsed amid allegations of massive fraud. The bank was being run like a Ponzi scheme, resulting in the largest financial collapse in Brazilian history, with nearly $8 billion in investors’ funds lost.

Despite Banco Master CEO Daniel Vorcaro being a very vocal Bolsonaro supporter, the Brazilian media has repeatedly tried to link the scandal to Lula’s Workers’ Party, as Vorcaro cultivated political ties on both sides of the aisle.

Every attack on Lula by the Trump administration generated headlines in Brasil and validated the wild claims made by Bolsonaro allies of a flawed Brazilian justice system.

Lula’s son, businessman Fábio Luís da Silva, commonly known as “Lulinha,” was scrutinized over large bank accounts worth millions of dollars. For months, Lulinha has offered to open his books and has claimed that he received no special favors from Banco Master. Still, the media repeatedly raised questions about Lulinha’s alleged impropriety.

At one point, media giant TV Globo made a giant infographic web with arrows, showing a complex network linked to Lula. Other reporters widely ridiculed the conspiracy theory map, and TV Globo eventually had to apologize publicly on air.

Then, in May, The Intercept Brasil released a WhatsApp message from Flávio Bolsonaro to Vorcaro, asking him for more than $26 million to fund a strange English-language biopic named Dark Horse, about his father. In the film, Jair Bolsonaro is portrayed by right-wing American actor Jim Caviezel, who played Jesus in the controversial 2004 film The Passion of the Christ.

Polling throughout the spring and summer showed Lula leading as the scandal remained fresh in people’s minds. Then, the Brazilian corporate media went into high gear to attack Lula. They went after Supreme Court Justice Alexandre de Moraes, who led the prosecution that jailed Bolsonaro.

Moraes has accused Brazilian Supreme Court Justice André Mendonca, a Bolsonaro appointee, of failing to follow proper procedure in his handling of the Banco Master scandal, leaking information to the press on Lula’s political allies while hiding information on Bolsonaro’s allies.

Moraes asked the Brazilian Federal police to investigate Mendonça’s violation of federal investigation procedures and for selectively leaking information to the press that would make Lula allies look bad while suppressing information on Bolsonaro allies.

Moraes accused Mendonça of attempting to “steer the production of evidence toward falsely accusing Supreme Court justices of crimes, expressly naming Justices Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Alexandre de Moraes, and Nunes Marques, as well as the prosecutor general and the director-general of the Federal Police.”

3. Trump Trained and Emboldened Bolsonaro Allies

While I don’t want to underestimate the strength of fascists within Brasil, it’s important to note that Trump and his operatives did help the Bolsonaro family pull off an impressive comeback.

In March 2025, Eduardo Bolsonaro fled to the United States rather than face prosecution in Brasil for his role in trying to orchestrate a coup, and he was granted permanent residency status in July. While in the United States, Eduardo Bolsonaro has worked closely with Trump officials, including Special Presidential Envoy for Special Missions Richard Grenell, to oust Lula from power.

“It was a privilege to speak with Ambassador Richard Grenell at President Trump’s residence at Mar-a-Lago,” Eduardo Bolsonaro wrote on Instagram following a meeting with Grenel in 2025. “The conservative movement is global—and we are just getting started.”

Eduardo Bolsonaro worked closely with top Trump aides like Brad Parscale, Trump’s director of digital strategy, to learn the social media strategy that led Trump to win reelection.

As president, Trump worked hard to attack Lula. He placed punitive tariffs on Brazil for convicting Jair Bolsonaro, Eduardo’s father, for attempting to assassinate Lula and overthrow his government in 2022. These tariffs hurt Brasil’s economy.

More importantly, Trump’s constant denunciation of the jailing of Bolsonaro validated conspiracy theories of right-wingers that the justice process was flawed. When Alexandre de Moraes, who led Bolsonaro’s conviction, was implicated in the Banco Master scandal, it only reinforced these conspiracy theories.

Ahead of the Brazilian presidential election, the Trump administration has labeled Brasil as a major distributor of cocaine and attempted to paint Lula as weak on taking on drug gangs.

In June, the Trump administration labeled two gangs as “terrorist organizations,” something which the Lula administration has repeatedly resisted because of fears of how the Trump administration could intervene in law enforcement and military matters in Brasil.

Still, every attack on Lula by the Trump administration generated headlines in Brasil and validated the wild claims made by Bolsonaro allies of a flawed Brazilian justice system.

On Friday, the Trump administration closed its embassy in Brasil and all of its consulates in a move that many saw as a scare tactic designed to interfere once again in the Brazilian presidential election.

The same day, the Brazilian federal police and intelligence service ABIN were warning of a possible US coup attempt. It was already known that Trump operatives were training operatives in Brasil, and the Brazilian federal police report described in depth how much Trump’s intervention had shifted things in Brasil.

International Media Failed to Check Brazilian Media

Finally, the international media completely ignored the Brazilian presidential election, allowing corporate media within Brasil to dominate the conversation without any accountability from the international media.

There are still three weeks until the next round, and Lula could still win, but it’s gonna take a massive fight. Part of that fight is changing how the international media covers things.

Payday Report can help play a small role in getting the US press more involved. The Washington Post once cited Payday Report in a front-page story for changing the way the pandemic strike wave was discussed, and maybe we can play a small role in getting American reporters to pay attention.

Original article:  www.commondreams.org

Electronic voting machines are not reliable

By: A A
7 October 2026 at 12:00

Why did the machines suffer a kind of breakdown, if they had been rigorously tested?

Join us on Telegram, X, and VK.

Contact us: info@strategic-culture.su

The counting of votes in the first round of Brazil’s general elections was the subject of great controversy. Flávio Bolsonaro, son of former president Jair Bolsonaro, was ahead of Lula in the official count, with 49.6%, against 42.2% for the president seeking re-election.

64.8% of the polling stations had been tallied up to that point. But the count was halted for more than an hour. Strangely, the votes for governor, senator and deputies continued to be counted normally. Only the presidential count was halted.

And, even more strangely, when the presidential count resumed, Flávio Bolsonaro’s upward trend and Lula’s downward trend were reversed. The opposition candidate’s votes plummeted, while those of the current president rose. Flávio Bolsonaro was less than 0.5% away from the victory that would hand him the presidential sash. He lost more than 2%, ending with 47.03%, while Lula gained almost 3%, ending with 45.16%.

It seemed that Flávio Bolsonaro would dethrone Lula right in the first round. But, after more than an hour of halted counting, Lula managed to recover and the race will only be decided in the second round.

The count was halted at 7:06 p.m. (Brasília time), with 64.8% of the ballots tallied. Only at 8:08 p.m. were the new results presented, already with 84.96% of the ballots tallied.

The official justification was given by the president of the Superior Electoral Court (TSE), Kassio Nunes Marques, who is also a justice on the Supreme Federal Court (STF). “What happened was a data congestion. In every election, we are surprised by some incident, which is natural for those who deal with complex and highly varied systems,” he said. “At first, it is not known whether this was derived from another problem. What our IT found was a flow [of data] above the normal level, and that congestion caused a delay,” he added.

There is an aggressive propaganda campaign in Brazil, spearheaded by the Electoral Justice, to convince citizens that elections are 100% clean. The main focus of this propaganda is precisely the electronic voting machines. Judicial institutions and media outlets give wide dissemination to the Electoral Justice’s claims about the total reliability of the electronic voting machines, even highlighting that they are tested before the election and then sealed so that no one can access them.

So why did the machines suffer a kind of breakdown, if they had been rigorously tested? Well, the oh-so-wise TSE has full knowledge of the number of eligible voters and of the number of votes that can be recorded in the machines, including in each polling station. The Electoral Justice’s propaganda tells the public that the machines are fully prepared in advance to record and tally voters’ votes perfectly.

No flow of data “above the normal level” that would lead to system congestion should occur, because the most varied data and statistics regarding vote recording are known and the calculations are perfectly feasible. The infallibility of the electronic voting machines requires that all possible outcomes be predictable and that, therefore, there be no anomaly whatsoever.

So how is it possible, then, that such a perfect system – as it is portrayed by the institutions of the Brazilian State – suffers a failure which, once supposedly resolved, so radically changed the trend of the presidential votes?

It may be a coincidence that Flávio Bolsonaro plummeted and Lula rose after the voting machines failed. But who knows? The TSE president acknowledged that the electronic voting system is “complex.” Only highly qualified specialists, from the TSE itself and from technology companies, can access it and understand it, according to the Electoral Justice. Thus, the fate of an entire country for the next four years rests in the hands of these specialists – 150 technicians unknown to the public. The tally of votes from the machines is fully automated; it passes through no human being. An even more select number of 22 employees access the automated vote totalization.

This means that 214 million Brazilians need to trust those 150 or 22 Egyptian priests to interpret that occult science. They must be the most enlightened beings on planet Earth – 100% honest, upright, immaculate and virginal. Even the STF justices, who over the past 15 years have been presented as impeccable, virtuous and chaste individuals, now appear embroiled in the biggest corruption scandal in Brazil’s recent history, yet those anonymous specialists deserve citizens’ most absolute trust.

It was for reasons such as these that the Supreme Court of Germany declared electronic voting unconstitutional: “every citizen must be able to understand and verify the central stages of elections in a reliable manner and without any prior specialized technical knowledge.”

The verdict, dated 2009, concludes:

“An electoral procedure in which the voter cannot reliably understand whether his or her vote was recorded in an unfalsifiable manner and included in the tally of the election result, and how the total of votes cast is assigned and counted, excludes central elements of the electoral procedure from public scrutiny and therefore fails to meet constitutional requirements.”

The Brazilian judicial system is mired in its greatest crisis in history and is living through a true Wild West, with partisan feuds interfering in the functioning of its work. Partisanship, in fact, has contaminated most of the judiciary, including the TSE. In the final stretch of these elections, decisions by the Electoral Justice, backed by the dominant wing of the STF, favored Lula.

It is evident that this dominant wing (represented by justices Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes and Flávio Dino) does not want a victory of Bolsonarismo, for it is their declared political enemy. These justices have acted, in recent years, as true vigilantes against Bolsonarismo. Now that they themselves have been caught in extremely promiscuous dealings with a banker who corrupted countless high-ranking state officials, their bureaucratic careers are threatened. Lula’s continuity is a hope of salvation for these gentlemen, for the president is beholden to them and cannot break that commitment without risking his own neck, given the level of dependence Lula has contracted toward the STF’s top brass. Meanwhile, a Flávio Bolsonaro victory would tend to lead to a clash with the heads of these institutions – although the opposition candidate himself has shown little willingness to confront them, because those who control elections in Brazil (international financial capital) demand moderation and pacification, otherwise they will make life difficult for anyone elected president.

And the people are treated like cattle, victims of a system they cannot understand, so that their exploitation may be perpetuated through the staging of the “festival of democracy.”

Brazil’s runoff: what factors will determine the electoral outcome?

By: A A
7 October 2026 at 10:05

Lula has failed to meet the demands of the people and is now facing the consequences.

Join us on Telegram, X, and VK.

Contact us: info@strategic-culture.su

The first round of Brazil’s presidential election ended with candidate Flávio Bolsonaro (PL) ahead of Lula da Silva (PT), 47% to 45%. In the parliamentary elections, the PT and the left suffered overwhelming defeats across the country, indicating growing rejection of the left among ordinary Brazilians. Now, with only a few weeks remaining before the final decision on who will govern the country from next year onward, the question remains open: what factors will voters take into consideration when choosing the president?

The Lula government has taken several measures considered “desperate” attempts to reverse its popularity crisis and regain support in the final stretch of the election. Expanding social programs is one such measure, but its political effectiveness is becoming increasingly questionable. After decades of income redistribution under PT governments, without this producing any real transformation in the situation of working people, public perceptions of these policies have become increasingly negative.

Lula’s central problem is that a significant portion of the electorate appears less interested in new palliative measures and more concerned with problems that remain present in their daily lives. Public security, employment, income, inflation, and the quality of public services have a much more direct impact on the population than the major debates promoted by the government.

Security is perhaps the clearest example. The expansion of criminal organizations, the territorial growth of organized crime, and the perception of impunity have made violence one of the country’s main concerns. For millions of Brazilians, this is no longer an abstract discussion about security policy. It is a daily reality that determines where people can live, work, travel, and even open a business – particularly in major urban centers such as Rio de Janeiro, where organized crime is estimated to control between 60% and 70% of the city’s total territory.

In this context, proposals associated with the progressive cultural agenda may also carry significant electoral costs for the left. Brazilian debates over gender, identity, education, and minority rights have increasingly reproduced political conflicts originating in the United States and Europe. A considerable portion of the population, however, does not identify with this agenda and believes that the state should concentrate its efforts on more urgent material problems.

This helps explain why the runoff will likely be determined much more by domestic issues than by foreign policy – which is the aspect of the Lula government most frequently praised by the international expert community. BRICS, Palestine, or Brazil’s position toward the United States may mobilize politically engaged sectors of society, but they are unlikely to constitute the main concerns of the average voter when deciding how to vote.

Foreign policy has strategic importance for the Brazilian state. Ordinary citizens, however, tend to evaluate it through its concrete effects on their own lives. A foreign policy regarded as successful will not, by itself, compensate for perceptions of insecurity, unemployment, or deterioration in public services. As the Lula government avoids directly confronting the problem of organized crime, support may naturally grow for a right-wing camp that welcomes the United States’ designation of Brazilian criminal factions as terrorist organizations.

The same applies to the aforementioned income-transfer programs. Such mechanisms may have an important social function in a country marked by profound inequalities, but their use as the principal instrument of social policy has serious limitations. Transferring income can alleviate poverty, but it does not automatically create skilled employment, increase productivity, or rebuild national industry. Instead, it can contribute to the emergence of a large precarious population dependent on government assistance. When welfare becomes a permanent substitute for development policies, the structural problem remains.

This is precisely where the electoral dispute enters a decisive phase. Voters will have to choose between different proposals for addressing problems that have not disappeared in recent years. The ability to present convincing answers on security, employment, income, and social order may carry greater weight than speeches about major geopolitical projects.

The first-round result also demonstrates that Brazil’s right was able to transform domestic discontent into electoral strength. Flávio Bolsonaro’s lead and the composition of the new Congress indicate significant demand for change. This does not mean that all these voters share the same views on the economy, foreign policy, or cultural issues. It means, above all, that dissatisfaction has become sufficiently broad to alter the country’s political balance.

In the remaining weeks of the campaign, therefore, the fundamental question will be whether the government can convince voters that its policies offer lasting solutions, or whether the perception will prevail that it has adopted temporary measures to manage problems that remain unresolved.

Talking about gender, human rights, or Palestine will definitely not help Lula secure reelection.

O que muda com Lula ou Flávio?

By: A A
6 October 2026 at 17:30

Considerações realistas sobre as eleições brasileiras.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

As eleições presidenciais brasileiras estão chegando. E com elas estão chegando também as controvérsias, os debates e os diferentes pontos de vista sobre o que esse evento representa para o Brasil, para os BRICS e para o futuro do mundo multipolar.

Em um artigo recente, o respeitado analista político brasileiro Valdir Bezerra advogou a tese de que as eleições de 2026 representam um ponto de inflexão na história brasileira, podendo definir o papel do Brasil no mundo. Para Bezerra, a eleição opõe, de um lado, a vertente “autonomista”, representada por Luiz Inácio Lula da Silva, e, de outro, a vertente “ocidentalista”, representada por Flávio Bolsonaro.

Demostrando todo o devido respeito ao trabalho de Bezerro, que é um dos analistas mais bem conceituados no debate político russo-brasileiro, gostaria de apresentar aqui uma visão crítica sobre sua opinião. Não tenho como intenção “refutar” a posição de Bezerra, mas apenas expor as razões pelas quais não considero essa oposição entre autonomismo e ocidentalismo como um pressuposto válido para analisar a atual disputa eleitoral. Ademais, gostaria também de explicar por que não considero a eleição de 2026 como um momento decisivo na definição do papel internacional do Brasil.

Flávio é um ocidentalista, mas Lula não é um autonomista

Os termos guarda-chuvas usados para definir estas duas “tradições” da política brasileira não parecem minimamente aplicáveis na realidade atual. Os termos nos quais muitos pensadores brasileiros definiam a oposição entre aqueles que apoiam a soberania e o desenvolvimento nacional e aqueles que advogam por uma posição subordinada em relação ao eixo atlântico há muito tempo se tornaram obsoletos na alta política institucional brasileira – onde não há hoje qualquer figura digna do título de “autonomista”.

Não é preciso comentar aqui sobre a natureza ocidentalista de Flávio Bolsonaro, que, como seu pai antes dele, defende uma política externa de alinhamento total aos EUA e a Israel, ademais de uma agenda hostil aos BRICS e às plataformas multipolaristas. O ponto central, porém, é tentar entender em que posição, entre ocidentalistas e autonomistas, está Lula.

O atual presidente do Brasil governou o país em três ocasiões e protagonizou alguns dos eventos mais marcantes da política internacional no século XXI. Foi cofundador dos BRICS, articulou alianças com governos soberanistas nas Américas (Venezuela, Bolívia, Cuba) nos anos 2000, manteve laços amigáveis com o Irã e, mais recentemente, estreitou parcerias com a Rússia em pleno regime de sanções imposto pelo Ocidente, além de condenar abertamente o genocídio em Gaza.

Tudo isso é extremamente louvável, mas, para uma análise justa de Lula, é preciso apresentar o outro lado de sua figura: Lula nunca foi um “multipolarista”, apenas um articulador habilidoso no âmbito do multilateralismo da era Obama nos anos 2000. Isso se soma ao fato de Lula ter sido descaradamente apoiado pelo establishment Democrata nas eleições de 2022. Aliás, o terceiro governo Lula foi marcado por controvérsias dignas de um líder “ocidentalista” clássico: Lula não reconheceu as eleições venezuelanas, iniciou tensões com a Nicarágua, vetou o acesso da Venezuela aos BRICS, escanteou as negociações de um acordo Mercosul-China para priorizar um pacto de livre-comércio com a Europa extremamente negativo para os países sul-americanos (um acordo até mesmo neocolonial, pode-se dizer, colocando os países do Mercosul como exportadores de commodities e importadores de tecnologia). Isso tudo para não falar nas relações próximas, quase de alinhamento total e irrestrito, com o regime Macron na França.

Lula certamente teve vários acertos, mas, se formos voltar um pouco no tempo, o próprio ex-presidente Jair Bolsonaro também os teve: se recusou a sancionar a Rússia e a condenar a Operação Militar Especial (ao contrário de Lula, aliás, que repetidamente a condenou), fortaleceu as parcerias com a China, preservou a estrutura dos BRICS e abandonou o alinhamento à política externa estadunidense pós-Trump, se tornando um alvo de Joe Biden.

No fim, acertos por acertos e erros por erros, ambos os lados parecem muito distantes de qualquer ideal “autonomista”.

Então, como definir Lula e Flávio?

Podemos resumir este tópico em uma única frase: tanto Lula quanto Bolsonaro são, cada um a seu jeito, ocidentalistas.

Em diversas outras ocasiões comentei em minha coluna sobre como vejo a Sexta República brasileira (o atual regime constitucional fundado em 1988) como uma espécie de “revolução colorida permanente”. De um lado, uma direita liberal abertamente pró-EUA e pró-Israel, de outra uma esquerda liberal institucionalista, ligada ideológica e financeiramente a um grande lobby internacional que vai desde os Democratas estadunidenses até a União Europeia.

As tensões atuais parciais que ocorrem agora entre Lula e Trump não são uma novidade. Bolsonaro se tornou uma figura extremamente incômoda nas relações entre Brasil e EUA assim que Biden chegou ao poder. O que muitos analistas falham em perceber é que as relações entre Brasil e EUA se definem pela dialética entre esquerda e direita no Brasil e Democratas e Republicanos nos EUA. Lula era amigo de Biden, como Bolsonaro era amigo de Trump. Se Lula vencer as eleições de 2026, terá muitos problemas – pelo menos até um eventual retorno Democrata nos EUA. Se Flávio vencer, Brasil e EUA estarão em alinhamento total – mas apenas enquanto Trump estiver na Casa Branca.

É essa dinâmica que permite aos EUA manter a política brasileira sob controle de forma estável. Washington não precisa fazer um Maidan no Brasil. Aliás, a fórmula “golpe + ditadura” não tende a funcionar em países continentais e diversos como o Brasil – e a maior prova disso é a própria experiência brasileira de regime militar, que foi inicialmente patrocinada pelos EUA, mas posteriormente se tornou um regime autônomo não-alinhado após um autogolpe interno entre os militares. Não por acaso, os EUA endossaram a redemocratização do Brasil, ajudando a criar precisamente o regime político atual.

De um lado, uma direita que apoiada pelos Republicanos, por Israel e pelo lobby neocon transnacional; de outro, uma esquerda que obedece aos Democratas e aos europeus. Lula foi um grande multilateralista numa época em que Washington, com Obama, incentivava esse tipo de verniz à unipolaridade estadunidense; Bolsonaro foi uma marionete aberta dos EUA numa época em que Washington, com Trump, exigia isso. A diferença é muito pouca – ou nula.

E o que a eleição de 2026 realmente representa?

A nível internacional, nada ou muito pouco.

Se vencer, Lula será pressionado enquanto Trump estiver no poder. E Lula ao longo dos últimos quatro anos já mostrou que compensa a hostilidade estadunidense sendo ainda mais aliado aos europeus. Por outro lado, se Flávio vencer, teremos pelo menos algum período de alinhamento total com os EUA, o que pode mudar numa eventual vitória Democrata nas próximas eleições presidenciais. É uma escolha muito clara entre Republicanos-Israel e Democratas-UE. “Autonomismo” não faz parte do jogo.

A nível interno, contudo, muitos fatores estão em jogo.

É no cenário interno que o debate sobre a eleição deve se concentrar. Afinal, nenhum brasileiro vai votar em um candidato ou outro por causa de Palestina ou BRICS – que, embora sejam causas legítimas, são realidades distantes para o cidadão comum. No plano interno, temos um Lula cada vez mais enfraquecido devido aos efeitos colaterais de anos em aliança com o Poder Judiciário (que agora está sendo escrutinado e exposto com o escândalo de corrupção do Banco Master). Do outro lado, Flávio recupera posições que já se julgavam perdidas e hoje ambos aparecem em empate técnico nas pesquisas.

O Poder Judiciário acumulou poderes extraordinários com Lula, a ponto de encarcerar manifestantes pacíficos e idosos sob acusação de “terrorismo” apenas porque participavam de manifestações pró-Bolsonaro. A inimizade entre o Judiciário e o Bolsonarismo não pode ser revertida, exceto por uma vitória de Flávio que culmine na indicação de ministros bolsonaristas para a Suprema Corte – remodelando assim os rumos da própria República.

Podemos resumir que Lula daria uma sobrevida à Sexta República, enquanto Flávio aceleraria seu colapso. Enquanto a Sexta República existir, nenhuma alternativa realmente “autonomista” surgirá no Brasil porque o próprio sistema constitucional brasileiro impede tal alternativa. Mas isso não significa que o colapso iminente deste sistema significará uma “aurora multipolar” no Brasil, já que não há (fora do extremamente “ocidentalista” Bolsonarismo) qualquer movimento político no país com força para erguer um novo projeto de Estado.

A conclusão talvez seja frustrante para os mais otimistas e esperançosos, mas o que parece estar por acontecer no Brasil em 2026 é a absoluta nulidade. Com Lula ou Flávio, pouco tende a mudar. O Brasil continuará sendo uma potência média decadente, politicamente subordinada aos EUA, mas com certa liberdade de engajamento multilateral com as potências eurasiáticas – enquanto domesticamente as instituições da Sexta República se autodestroem.

Las urnas electrónicas no son confiables

By: A A
6 October 2026 at 17:00

La paralización del recuento en Brasil revirtió la tendencia y salvó a Lula: las urnas electrónicas, opacas e inauditables, no son confiables.

Únete a nosotros en Telegram , X y VK .

Escríbenos: info@strategic-culture.su

El escrutinio de los votos en la primera vuelta de las elecciones generales en Brasil fue motivo de gran controversia. Flávio Bolsonaro, hijo del expresidente Jair Bolsonaro, iba por delante de Lula en el recuento oficial, con un 49,6% contra un 42,2% para el presidente que busca su reelección.

Habían sido computadas el 64,8% de las secciones electorales hasta ese momento. Pero el recuento se paralizó por más de una hora. Extrañamente, los votos para gobernador, senador y diputados continuaron siendo contabilizados con normalidad. Solo el recuento presidencial se paralizó.

Y, aún más extrañamente, cuando el recuento presidencial se reanudó, la tendencia ascendente de Flávio Bolsonaro y la tendencia descendente de Lula se revirtieron. Los votos del candidato opositor cayeron, mientras que los del actual presidente aumentaron. Flávio Bolsonaro estaba a menos del 0,5% de la victoria que le otorgaría la banda presidencial. Perdió más de un 2%, terminando con un 47,03%, mientras que Lula ganó casi un 3%, terminando con un 45,16%.

Parecía que Flávio Bolsonaro destronaría a Lula ya en la primera vuelta. Pero, tras más de una hora de paralización en los recuentos, Lula logró recuperarse y la disputa se decidirá recién en la segunda vuelta.

El recuento se paralizó a las 19h06 (hora de Brasilia), con el 64,8% de las urnas escrutadas. Recién a las 20h08 se presentaron los nuevos resultados, ya con el 85% de las urnas escrutadas.

La justificación oficial fue dada por el presidente del Tribunal Superior Electoral (TSE), Kassio Nunes Marques, quien también es ministro del Supremo Tribunal Federal (STF). «Lo que ocurrió fue una congestión de datos. En cada elección, nos vemos sorprendidos por alguna contingencia, lo cual es natural para quien lida con sistemas complejos y tan variados», dijo. «A priori, no se sabe si esto fue derivado de otro problema. Lo que nuestra tecnología de la información constató fue un flujo [de datos] superior a lo normal, y esa congestión generó un atraso», completó.

Existe una propaganda violenta en Brasil, encabezada por la Justicia Electoral, para presentar a los ciudadanos que las elecciones son 100% limpias. El principal foco de esa propaganda son justamente las urnas electrónicas. Las instituciones judiciales y los medios de comunicación dan gran difusión a las palabras de la Justicia Electoral sobre la total confiabilidad de las urnas electrónicas, destacando, incluso, que son sometidas a pruebas antes del plebiscito y luego selladas para que nadie pueda acceder a ellas.

Entonces, ¿por qué las urnas sufrieron una especie de pánico, si habían sido rigurosamente examinadas? Pues, el sapientísimo TSE tiene pleno conocimiento del número de electores aptos para votar y del número de votos que pueden ser registrados en las urnas, incluso en cada sección electoral. La propaganda de la Justicia Electoral indica al público que las urnas están plenamente preparadas con anticipación para registrar y computar perfectamente los votos de los electores.

No debería ocurrir ningún flujo de datos «superior a lo normal» que llevara a la congestión del sistema, porque los datos y estadísticas más variados en relación con el registro de votos son conocidos y los cálculos son perfectamente realizables. La infalibilidad de las urnas electrónicas exige que todos los resultados posibles sean previsibles y que, por tanto, no haya ninguna anomalía.

¿Cómo es posible, entonces, que un sistema tan perfecto, como es el propagado por las instituciones del Estado brasileño, presente una falla que, después de ser supuestamente resuelta, haya modificado tan radicalmente la tendencia de los votos presidenciales?

Puede ser una coincidencia que Flávio Bolsonaro se haya desplomado y Lula haya subido después de la falla de las urnas. Pero, ¿quién sabe? El presidente del TSE reconoció que el sistema electrónico de votación es «complejo». Solo especialistas altamente capacitados, del propio TSE y de empresas de tecnología, consiguen acceder a él y comprenderlo, de acuerdo con la Justicia Electoral. Así pues, está en manos de esos especialistas —que son 150 técnicos desconocidos del público— el destino de un país entero para los próximos cuatro años. El cálculo de los votos que salen de las urnas es totalmente automatizado, no pasa por ningún ser humano. Un número aún más selecto de 22 funcionarios accede a la totalización automatizada de los votos.

Esto significa que 214 millones de brasileños necesitan confiar en esos 150 o 22 sacerdotes egipcios para interpretar esa ciencia oculta. Deben ser los seres más iluminados del planeta Tierra, 100% íntegros, honestos, inmaculados y vírgenes. Incluso los ministros del STF, presentados a lo largo de los últimos 15 años como individuos impecables, probos y castos, aparecen ahora envueltos en el mayor escándalo de corrupción de la historia reciente de Brasil, pero esos especialistas anónimos merecen la más absoluta confianza de los ciudadanos.

Fue por motivos así que la Corte Suprema de Alemania declaró el voto electrónico inconstitucional: «cada ciudadano debe ser capaz de comprender y verificar las etapas centrales de las elecciones de forma confiable y sin ningún conocimiento técnico previo especializado».

El veredicto, fechado en 2009, concluye:

«Un procedimiento electoral en el que el elector no pueda comprender, de manera confiable, si su voto fue registrado de forma infalsificable e incluido en el escrutinio del resultado de la elección, y cómo el total de los votos expresados es atribuido y computado, excluye elementos centrales del procedimiento electoral de la vigilancia pública y, por tanto, no cumple los requisitos constitucionales.»

El sistema judicial brasileño está sumido en su mayor crisis histórica y vive un verdadero western, con peleas partidistas interfiriendo en el funcionamiento de los trabajos. El partidismo, de hecho, contaminó a la mayor parte del poder judicial, incluido el TSE. En la recta final de estas elecciones, decisiones de la Justicia Electoral, apoyadas por el ala dominante en el STF, favorecieron a Lula.

Es evidente que esa ala dominante (representada por los ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes y Flávio Dino) no quiere la victoria del bolsonarismo, pues este es su enemigo político declarado. Esos ministros actuaron, en los últimos años, como verdaderos justicieros contra el bolsonarismo. Ahora que ellos mismos fueron sorprendidos en relaciones extremamente promiscuas con un banquero que corrompió a incontables altos funcionarios del Estado, su carrera burocrática está amenazada. La continuidad de Lula es una esperanza de salvación para estos señores, pues el presidente está comprometido con ellos y no puede romper ese compromiso sin arriesgar la propia cabeza, dado el nivel de dependencia que Lula contrajo en relación con los mandamases del STF. Ya una elección de Flávio Bolsonaro tendería a conducir a un choque con los cabezas de esas instituciones, aunque el propio candidato opositor no ha demostrado gran disposición a enfrentarlos, porque los que controlan las elecciones en Brasil (el capital financiero internacional) exigen moderación y pacificación; de lo contrario, dificultarán la vida de cualquiera que se elija presidente.

Y el pueblo es tratado como ganado, víctima de un sistema que no puede comprender, para perpetuar su explotación a través de la escenificación de la «fiesta de la democracia».

Lula’s contradictions finally take their toll

By: A A
6 October 2026 at 15:30

Even a victory by Lula, today improbable, will do no more than give a survival and prolong the agony in a false sense of stability.

Join us on Telegram, X, and VK.

Contact us: info@strategic-culture.su

The perspective on the Brazilian elections after the 1st round is unanimous: Lula and the Workers’ Party were swept away and humiliated, and the prospects of a turnaround in the presidential elections are minimal.

Flávio Bolsonaro, son of former president Jair Bolsonaro, received 56 million votes, or approx. 47% of valid votes, while Lula received 53.8 million votes, or approx. 45% of valid votes – the result leads to a 2nd round, to be held on October 28. The problem for Lula is that the electorate of the candidates who placed 3rd, 4th and 5th have a greater tendency to vote for Flávio Bolsonaro than for Lula himself.

Lula can only pull votes by trying to convert those who did not vote, or those who voted null. There are 30 million voters in these conditions, so it is not a small number. But historically, the tendency is for this slice of the electorate to increase from the 1st to the 2nd round, rather than decrease.

Lula’s setback, however, is not only in his own dispute with Bolsonaro.

In number of state governors, his party, the PT, falls from 4 to 3 governors. And the party even managed to preserve its seats in the Senate and add 1 more federal deputy in the Chamber, but its Bolsonarist rivals from the PL gained 13 more seats in the Senate and 21 seats in the Chamber. In other words, even if Lula won, he would not be able to govern.

The reaction of Lula’s party and its militants is the worst possible: they blame the people for “not knowing how to vote” or for “being fascist,” the candidates of small left-wing parties for not having withdrawn their candidacies, they allege fantastical narratives of “manipulation” on the part of the U.S. and social networks – anything, except admitting that Lula’s government suffered from serious problems and was incapable of dialoguing with the population and understanding its demands.

Worse: they embrace an illusion in which Lula’s government would have been, in fact, exceptional and in which all economic indices would be marvelous, and “the poor” should thank Lula on their knees and vote for him forever.

Reality, however, is that except in the northeast region, where Lula was born, the PT became the party of the progressive middle class and the urban centers, while small and medium-sized cities and a significant portion of the popular sectors embraced Bolsonarism. And why?

Regarding the economy, the perception of improvement is false. The Lula government created or increased more than 30 taxes and fees of all types, mostly aimed against the middle and working class. To make matters worse, it tightened the regulation of micro-entrepreneurs, making their lives harder regarding tax issues.

The jobs created were mainly in the services sector and in extractivism, not to mention autonomous and precarious work. On the other hand, the government multiplied to infinity the “social benefits,” granted mainly to the lumpen layer of society, parasitic and hated by the positive sectors. Incidentally, only the richest sectors linked to finance received as many benefits as the lumpenproletariat in Lula’s government. And not coincidentally, the support classes for the PT were class A and class E, the two ends of the parasitic and unproductive system, which crush the productive classes (B, C and D) from above (through usury) and from below (through criminality).

One cannot underestimate, moreover, the problem of public security, to which we have been alerting for a long time. Lula’s discourse on sovereignty is empty when ¼ of the Brazilian population (according to a study by Cambridge University Press) lives in territory controlled by drug trafficking organizations. The Brazilian’s tolerance for this situation is over.

But the government’s leniency is not. On the contrary, Brazil lives the schizophrenic situation of being soft with dangerous criminals and extremely repressive against those who say politically incorrect things on the internet. It has become commonplace in Brazil for ordinary people to be arrested and convicted of “hate crime” when refusing the entry of some “trans” person into a women’s restroom.

And in a gross error of judgment, the PT decided to associate its own fate with the STF, exactly the core of liberal power that guarantees the implementation of all globalist agendas in Brazil and that operates a draconian apparatus of repression and silencing. Lula forgot that he himself was persecuted and imprisoned by the Brazilian Judiciary, and decided to ally himself with this sector to try to impose the same fate on Bolsonaro.

The shot, however, backfired. Lula’s dispute is with Flávio Bolsonaro. But whoever won this election, being convicted, imprisoned, ailing and censored, is Jair Bolsonaro.

Speculations about “foreign interference” in the elections are futile and puerile since they are unnecessary. All the causes of Lula’s defeat are in his own government.

Not even in foreign policy – the area most praised by foreign colleagues – do we escape the contradictions: condemnation of Nicaragua in the UN Human Rights Council, veto of Venezuela’s entry into BRICS and delegitimization of Nicolás Maduro’s reelection, tacit alliance with Macron’s France, EU-Mercosur Agreement, ABIN’s collaboration with French and German intelligence, pressure to try to slow down the growth of BRICS, and we could continue at length.

That is why within Brazil, the foreign policy element cannot be seen, in these elections, in the “dualist” way it is seen from outside in (in which there is the myth of a “multipolarist Lula” and an “Atlanticist Bolsonaro”). In truth, both Lula and Bolsonaro play with both sides of the geopolitical field; it is only their discourses that are slightly divergent. Naturally, the propagandists of both sides will swear that it is not so, but that is what the cold analysis of facts points to.

In the end, we are at the gates of the “end of the Lula Era,” and of the final moments of a political career that marked the history of Brazil, which had its highs and lows, its positive and negative points, but which ends in a bittersweet way, due to the absence of a nation project and the opportunistic obsession of perpetuating itself in power at any price – including at the price of betraying the principles of the time of the founding of the Workers’ Party.

Lula will leave the PT orphaned. There was no concern with forming a successor worthy of Lula. Worse: the praxis of the PT led it to crush the smaller left-wing parties and to absorb their main cadres to prune and control them before they could become bigger than Lula.

In this sense, with the end of Lula’s political career, the left dies. Or at least ONE left. The liberal-progressive left of the Sixth Republic and the 1988 Constitution. What remains to be seen is whether what will triumph in the inevitable dispute over its legacy is an even more radically progressive left, or whether a nationalist left will return, such as already existed in Brazil in other eras.

Even a victory by Lula, today improbable, will do no more than give a survival and prolong the agony in a false sense of stability. Not only of the left, but also of Brazil.

Telna opens Brazilian IoT door to Aeris

6 October 2026 at 10:07

Physical AI and IoT connectivity platform provider Aeris chose Brazil as the beachhead for a core network tie-up with global mobile infrastructure player Telna intended to create a repeatable deployment scenario in a nation where permanent roaming is restricted.

Aeris is linking namesake IoT accelerator and security systems with Telna’s network, opening the door to what it describes as a nation with great potential in IoT verticals.

The platform provider’s CCO Mark Cratsenberg (pictured) said the arrangement removes barriers for customers seeking business in Brazil by enabling them to employ the “same platform and security they already use worldwide”.

He pitched the move as “another step toward truly borderless connectivity for physical AI and intelligent, mission-critical IoT”.

eSIM plays an important role in making the set up work. Aeris stated zero-touch provisioning enables devices to work in several countries without specific onboarding procedures.

Telna brings Brazilian IMSI profiles to the mix, along with systems Aeris stated would help keep mission-critical traffic “close to the device” when combined with its products, carving into latency levels and unlocking possible uses spanning “autonomous systems, connected vehicles and edge AI”.

The local IMSI’s “are the foundation” of Telna’s connectivity play, founder and CEO Gregory Gundelfinger said.

He hopes the work with Aeris will build custom by simplifying access to Brazil, “one of the world’s most dynamic IoT markets”.

The post Telna opens Brazilian IoT door to Aeris appeared first on Mobile World Live.

Estaria Israel armando uma das maiores facções criminosas brasileiras?

By: A A
4 October 2026 at 17:00

Fuzis israelenses ARAD-7 apreendidos com TCP, facção que não foi classificada como terrorista pelos EUA. Israel já armou cartéis na Colômbia e México.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

Na última semana 7 fuzis ARAD-7, de fabricação israelense, foram apreendidas pela Polícia Federal do Brasil, em uma transportadora localizada em Niterói, Rio de Janeiro, enquanto eram preparados para serem remetidos para narcotraficantes da organização Terceiro Comando Puro (TCP). Estes são os mesmos narcotraficantes que controlam um território chamado “Complexo de Israel”, que reúne as favelas Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Cinco Bocas e Pica-Pau.

2 anos atrás atrás escrevemos aqui no Strategic Culture Foundation um artigo sobre o perigo do “narcopentecostalismo” – a vinculação profunda entre o narcotráfico e o neopentecostalismo em algumas favelas – apontando para este novo fenômeno como uma possível ameaça de segurança nacional para o Brasil, bem como eventual foco de atividades de desestabilização do tecido social e perseguição religiosa. De fato, nos territórios do TCP, igrejas católicas e centros religiosos afrobrasileiros são fechados e atacados com violência.

Não obstante, na época em que escrevemos aquele artigo, julho de 2024, não havia ainda elementos materiais suficientes para afirmar de forma incisiva a existência de uma conexão direta entre o narcopentecostalismo e o Estado de Israel. Os traficantes do TCP exaltavam o Estado de Israel, usavam patches e uniformes israelenses, mas tudo isso era circunstancial e podia ser explicado pela mera adesão ao discurso evangélico.

Agora, porém, dispomos de mais evidências específicas para poder retornar ao tema e lançar a preocupação sobre o possível vínculo entre Israel e uma das principais organizações narcotraficantes brasileiras.

Afinal, até agora ainda não se sabe como esses fuzis israelenses modernos chegaram até o ramo logístico de uma importante organização criminosa brasileira, quando esse fuzil específico ainda é pouco comum entre forças policiais brasileiras e inexiste entre os militares.

A primeira objeção que se poderia levantar seria sobre o “interesse” de Israel em armar ou financiar uma organização criminosa no Brasil. Bem, não seria a primeira vez.

Nos anos 80, 500 armas automáticas (incluindo rifles IMI Galil e submetralhadoras Uzi) e 200 mil cartuchos de munição foram encontrados em um armazém pertencente ao Cartel de Medellín, uma das maiores organizações narcotraficantes da Colômbia. À época, as “investigações independentes” concluíram que o responsável pela operação, o mercenário e militar israelense aposentado Yair Klein, havia agido por conta própria. O próprio Klein, porém, sempre afirmou que suas atividades na Colômbia (que envolviam não apenas venda de armas, mas também treinamento de grupos paramilitares) contavam com ciência e autorização das autoridades israelenses.

O vínculo de Klein com o aparato estatal israelense, demonstrando que ele não era, realmente, um “agente independente”, é confirmado pelo fato de que quando ele foi preso em Serra Leoa em 1999 por vender armas para os insurgentes da Frente Revolucionária Unida, o Estado de Israel interveio para garantir a sua libertação, bem como recusou todos os pedidos de extradição.

Uma outra notícia interessante e recente envolve o México, onde autoridades declararam que 80% das armas encontradas com os soldados dos cartéis narcotraficantes tinham origem estadunidense… e a maior parte dos 20% restantes tinha origem israelense. De fato, Israel exportou 24 mil armas automáticas entre 2006 e 2018, oficialmente, para as instituições militares e policiais do México, e mais 18 mil em anos mais recentes. Observe-se, porém, que as estimativas de observatórios independentes sugerem que os cartéis mexicanos, como um todo, dispõem de um arsenal de algumas centenas de milhares de armas automáticas. Se, algo como 15-20% dessas armas tiver origem israelense, então estamos falando de qualquer número entre 20 mil e 100 mil armas de origem israelense nas mãos dos cartéis. São números que simplesmente não batem com os números das exportações oficiais de armas israelenses para as forças de segurança mexicanas.

Um último ponto que pode chamar a atenção é a atenção recente que os EUA têm dado às organizações criminosas brasileiras, com os grupos PCC e CV categorizados como grupos terroristas pelo governo de Donald Trump. O que chama a atenção é o fato do TCP – 3ª maior organização criminosa do Brasil, com presença em alguns outros países da região, ação em vários estados brasileiros e pelo menos um vínculo verificável com um indivíduo ligado à rede de financiamento da Al-Qaeda, para não falar numa aliança operacional com o PCC – ter ficado de fora da categorização.

Naturalmente, pode ser coincidência. Mas ainda assim, é uma coincidência interessante que a organização criminosa neopentecostal armada, aparentemente, por Israel, é exatamente aquela que não foi categorizada como terrorista pela Casa Branca.

What is really happening in Venezuela?

By: A A
4 October 2026 at 14:41

It is reckless to believe that a change in the White House would represent a turn of fortune for Venezuela.

Join us on Telegram, X, and VK.

Contact us: info@strategic-culture.su

The year 2026 is passing quickly. In fact, it won’t be long before it ends. Still, we remember very well how this year opened: on January 3, the U.S. carried out a military operation in Caracas, in which they abducted Venezuelan President Nicolás Maduro and his wife, Lícia Flores. During this operation, a large part of Maduro’s bodyguards lost their lives. Maduro was close to a bunker, but he couldn’t reach it and seal the door in time before being captured.

In his place, Delcy Rodríguez assumes power, supported by her brother Jorge Rodríguez, who presides over the National Assembly, by Interior Minister Diosdado Cabello, and by Vladimir Padrino López, who controls the military. Far from betting on “free and democratic elections,” the U.S. endorsed the continuity of Bolivarian politics, keeping Delcy Rodríguez in power. Maria Corina Machado, Juan Guaidó’s successor in the Venezuelan “color revolution” project, has already fallen into oblivion.

What really happened during Maduro’s abduction? The circumstances were never sufficiently well explained, and we continue swimming amid rumors and hearsay. Occasionally, unverifiable information emerges that some elements of Maduro’s security team sold him out in exchange for financial compensation, never paid by the U.S. In fact, Venezuela’s interim government made several changes to the presidential guard after the abduction, even while denying that there was any betrayal.

But the big question is what happened to all the Russian and Chinese military equipment acquired by Venezuela. Why wasn’t it used on January 3? We are talking, for example, about Chinese JY-27A, JYL-1, and JY-11 radars, some of which have anti-stealth capability, as well as Russian Sukhoi Su-30 fighters and Russian anti-aircraft systems such as the S300 and Buk-M2. None of this appears to have been used during the U.S. attack. Lack of maintenance? Lack of readiness among Venezuelan soldiers? It is not known.

Since then, Delcy Rodríguez has been extremely criticized, by foreign anti-imperialists, for her conciliatory stance toward the U.S. Whenever news appears of a meeting between Venezuela’s interim president and some U.S. representative, such as Dan Caine of the U.S. Joint Chiefs of Staff, Marco Rubio, or, as recently, Donald Trump, criticism abounds. The same happens when the Venezuelan government issues its now-typical official notes celebrating “collaboration” with the U.S., the “improvement in relations,” “investment opportunities,” and so on.

Now, to some extent, it is quite easy to criticize Venezuela’s interim government while outside Venezuela and without having to deal with the same kind of pressure. In a practical and material sense, what options does Venezuela have today? To what extent can it directly and openly defy the U.S.?

The version offered by supporters of the current Venezuelan government is that Delcy Rodríguez’s priority is to preserve the Bolivarian political system and secure the return of Nicolás Maduro. Economic sovereignty can, to a certain extent, be sacrificed in the short term; the power structure cannot, since it is harder to rebuild or recover if it ceases to exist. In this sense, Delcy Rodríguez would be offering concessions to the U.S. in order to buy time, waiting until political changes within the U.S. – such as a Trump defeat in the midterms or, perhaps, in the next presidential elections – bring about a more favorable scenario.

The narrative is plausible and, frankly, in Delcy Rodríguez’s place I would do the same thing. There don’t seem to be many other options, at this moment, for Venezuela, besides damage control.

But how much is it possible to concede?

In just 1 year we have seen the return of the U.S. Embassy to Caracas, as well as the establishment of a CIA office in the country and the restoration of relations with the State of Israel.

On the economic front, the U.S. has come to approach the revenue from approximately 1 million barrels exported daily, whose value is only partially returned to the Venezuelan government for investments and spending authorized by the U.S. A good part of the value remains with the U.S. government, and Trump referred directly to this value as spoils of war.

Soon after, Venezuela granted the American company Trafigura the right to buy and export Venezuelan gold to be refined abroad, with approximately 400 kg of gold per month being transferred to the U.S.

And more recently, Venezuela ceded to the U.S. majority control over unexplored Venezuelan reserves that would theoretically amount to 65 billion barrels of oil. These are areas in which the U.S. would make investments of 100 billion dollars to extract oil for 25 years, which would yield 200 billion dollars in revenue for Venezuela, but much more for the companies involved and for the U.S. government.

How much further is Delcy Rodríguez willing to go? That is the question.

Finally, it is reckless to believe that a change in the White House from a Republican government to a Democratic government would represent a turn of fortune for Venezuela. On strategic topics, there is a surprising continuity of foreign policy between different governments, which indicates to us that perhaps it is not the White House that dictates the real guidelines. Moreover, it costs nothing to remember that it was under Barack Obama that the siege against Venezuela really began, intensifying with each subsequent presidency, whether Republican or Democratic.

Amenaza de EE.UU a empresarios argentines

By: A A
3 October 2026 at 16:58

La Embajada de los Estados Unidos en Argentina envió una advertencia a la Cooperativa CALF, principal distribuidora de energía eléctrica de la Patagonia: amenazó con la revocación o denegación de las visas de ingreso a EE. UU. a un total de 18 directivos de la entidad (16 integrantes del consejo de administración y dos síndicos).

Únete a nosotros en Telegram , X y VK .

Escríbenos: info@strategic-culture.su

El mensaje de la diplomacia norteamericana busca interrumpir las negociaciones entre la cooperativa neuquina y la tecnológica china Huawei para construir un data center regional con equipamiento de esa firma.

Según trascendió, la intromisión de Washington responde a cuestiones de seguridad nacional y geoestrategia, debido a que la administración de Donald Trump considera a Huawei una amenaza ligada al Partido Comunista y al Ejército del gigante asiático, susceptible de ser utilizada para espionaje. A esto se le agrega la proximidad a Vaca Muerta. Temen que la posibilidad del crecimiento de la infraestructura tecnológica china impacte sobre el yacimiento, donde operan inversores estadounidenses como Chevron y Continental Resources…

Publicado originalmente por  Pagina12

As eleições na Rússia são mais livres que no Brasil

By: A A
3 October 2026 at 16:28

Na Rússia, todos os partidos têm tempo igual de TV e rádio. No Brasil, só quatro candidatos aparecem; nove ficam de fora. Democracia de fachada.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

A máquina de propaganda dos Estados Unidos e dos regimes europeus, incluindo suas sucursais nas semicolônias, prega que a Rússia é uma autocracia, um regime antidemocrático. Como tal, suas eleições não são livres, mas sim controladas por Vladimir Putin e seus aliados.

Um bom exemplo dessa lavagem cerebral foi vista nas eleições recentes para a Duma Estatal, o parlamento russo. O Rússia Unida, partido de Putin, obteve uma votação recorde: elegeu 349 dos 450 deputados. Todo o aparato de propaganda da CIA que são os grandes jornais e agências de notícias ocidentais acusou Putin de manipular as eleições, que teriam sido fraudadas.

Mas basta fazer uma comparação com as eleições no Brasil para perceber que as eleições brasileiras são uma fraude e as eleições na Rússia são muito mais livres que no Brasil.

Na Rússia, todos os partidos registrados têm tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão. A propaganda é veiculada nas emissoras públicas e estatais, com o tempo distribuído de forma igualitária entre todos os partidos. Sim, é garantido por lei que todos os partidos devem ter o mesmo tempo para apresentar suas propostas à audiência.

Essa é uma das principais vantagens da Rússia sobre o Brasil em relação às campanhas. É um sistema muito mais democrático. No Brasil, uma parte dos partidos, mesmo que estejam registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sequer tem direito de aparecer na TV e no rádio. Somente os partidos com um número mínimo de parlamentares no Congresso Nacional podem apresentar suas propostas ao grande público. Caso contrário, precisam se coligar com outros partidos. Os que não se aliam com os partidos que já têm vagas no parlamento ficam de fora da campanha de rádio e TV.

Ou seja, os partidos pequenos precisam submeter suas ideias e seus programas políticos, na prática abandonar sua independência, vendendo-se aos grandes partidos, para terem acesso ao tempo de TV e rádio. É um sistema eleitoral que visa acabar com os partidos pequenos, reduzir o número de partidos e concentrar o poder nos grandes partidos. Isso nem de longe é um sistema democrático e livre. Ele apaga parte das ideias políticas que existem na sociedade para que o eleitor só tenha acesso à outra parte, orientando assim o voto do eleitor. É uma das inúmeras facetas da fraude eleitoral.

Mas mesmo entre os partidos com tempo de rádio e TV esse tempo não é igualitário. Os partidos grandes e suas coligações (com as maiores bancadas na Câmara dos Deputados) têm direito a um tempo muito maior do que os menores. Nestas eleições presidenciais, a coligação de Lula recebeu 5 minutos e 31 segundos para fazer propaganda política dentro do bloco de propaganda eleitoral gratuita obrigatória diária. A coligação de Flávio Bolsonaro recebeu 4 minutos e 20 segundos, a de Ronaldo Caiado recebeu 2 minutos e 02 segundos e a de Augusto Cury recebeu 35 segundos. Além dos blocos, há as inserções de 30 segundos a 1 minuto distribuídas ao longo da programação diária. No 1º turno, Lula tem direito a 433 inserções, Bolsonaro a 339, Caiado a 159 e Cury a 47.

Apenas quatro candidatos tiveram tempo para apresentar suas propostas em TV e rádio. Os outros nove concorrentes ficaram de fora. De treze candidaturas, os eleitores não puderam conhecer nove delas, apenas quatro, através da propaganda nos meios de comunicação convencionais. Os quatro privilegiados, portanto, foram extremamente beneficiados pela legislação eleitoral antidemocrática. Mas mesmo entre esses quatro existe uma hierarquia, que privilegia uns e prejudica outros.

Há ainda os debates eleitorais. Na Rússia, pelo menos metade do tempo gratuito de rádio e TV deve ser dedicada a eventos conjuntos entre candidatos e partidos, como debates, mesas-redondas ou entrevistas coletivas. E todos têm direito de participar. Assim, além de apresentarem suas ideias na propaganda eleitoral, os partidos podem confrontar suas ideias, para que o eleitor possa compará-las.

Além de não terem direito de tempo de TV e rádio para fazer propaganda, no Brasil a maioria dos partidos e candidatos também não tem o direito de participar dos debates. Ao contrário da Rússia, a legislação eleitoral não obriga as emissoras a convidarem a todos. Apenas candidatos de partidos, coligações ou federações que tenham ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional devem ser obrigatoriamente convidados a participar dos debates organizados nos meios de comunicação. Isso significa que, nestas eleições presidenciais, menos da metade dos candidatos participaram dos debates. Os meios de comunicação podem convidar os outros candidatos, mas não são obrigados. E, assim, não os convidam. Afinal de contas, assim como o TSE, os grandes canais de TV e emissoras de rádio são controlados pelas classes dominantes e não interessa a eles que candidaturas que, de alguma maneira, questionam a dominação de classe, possam expor suas ideias. Ou mesmo que partidos que não incomodam as classes dominantes exponham suas ideias, pois quanto menos debate de ideias existir, mais embrutecido o povo fica, e mais fácil é manter o status quo.

Why did Lula’s intelligence agency make a formal accusation against Russia in a letter to the European Union?

By: A A
3 October 2026 at 16:09

Brazil’s alignment with Europe amid current geopolitical tensions poses a serious threat to Brazil’s traditional policy of neutrality.

Join us on Telegram, X, and VK.

Contact us: info@strategic-culture.su

On September 30, all major Brazilian newspapers published a report stating that the Brazilian Intelligence Agency (Abin) had allegedly warned European authorities about supposed simultaneous interference by the United States and Russia in Brazilian elections. The case raises questions that go far beyond the 2026 electoral dispute. The central issue is the accusation against Moscow, as well as the political and institutional circumstances in which it was presented.

Within Brazil’s intelligence system, Abin is institutionally linked to the Presidency of the Republic, while the Federal Police, another intelligence-related institution in the country, has stronger links to the Judiciary. Its function is to produce strategic information to assist the Brazilian government. Therefore, when representatives of Brazilian intelligence inform foreign authorities that Russia is interfering in the electoral process, it is inevitable to ask to what extent this assessment reflects the political position of the government that controls the agency.

The issue becomes even more significant because, according to the information released, the European delegation received an accusation concerning Russian interference without substantial details about its nature being made public. No agents, operations, funding mechanisms, propaganda structures, or specific campaigns attributed to Moscow have been identified, at least in the material made public so far. There is therefore an accusation, but its foundations remain largely unknown.

This creates a particularly convenient situation for certain political actors. Europe – which is hostile toward both Russia and Trump – receives information suggesting that Washington and Moscow are attempting to influence the Brazilian elections. This would allow Brussels – and especially France and Germany, currently Lula’s key “friends” – to potentially “support” Brazil in “counter-intelligence” efforts aimed at combating alleged US and Russian influence. In other words, the accusation of interference, even in the absence of evidence, could serve as a pretext to justify actual interference (by Europe).

There is also a broader political issue. A significant portion of the Brazilian left has consolidated in recent years an unfounded interpretation according to which Vladimir Putin belongs to a kind of “far-right international movement,” alongside Donald Trump and other Western conservative leaders. This interpretation places Russia, Trump, and the Brazilian right within the same international political camp, despite profound differences between their respective positions and interests.

Within this framework, associating Russia with a potential Flávio Bolsonaro candidacy becomes politically convenient. Flávio is identified with Trump, the Republican Party, and the American right. The existence of an alleged Russian connection would allow the Brazilian electoral dispute to be incorporated into a broader international narrative in which different conservative forces are presented as parts of the same network of influence.

However, it is absolutely obvious that Russia has no interest whatsoever in interfering in the Brazilian elections to favor either side. Furthermore, the majority of pro-Russia activists in Brazil identify with the left or remain neutral regarding both sides of national politics. The accusation appears to be made simply to please the European Union, given that Europeans prefer Lula to Flávio (as the latter is subordinate to Trump). The lack of details substantiating the accusations only reinforces this point.

The truly relevant question is different: why did an intelligence agency subordinate to the Presidency of the Republic present European authorities with an accusation against Russia without its foundations subsequently being clarified? And why is this happening precisely during preparations for the Brazilian elections and at a time of extraordinary deterioration in relations between Russia and Europe?

The answer to these questions matters because Brazil is operating in an increasingly polarized international environment. Russia occupies a central position within the BRICS and maintains strategic relations with Brazil, while Europe is going through a period of growing confrontation with Moscow. In this context, any official Brazilian information associating Russia with an electoral interference operation carries serious diplomatic consequences.

Moreover, tensions between Russia and Europe are increasing, and there is a real risk of conflict due to Europe’s continued provocations. Clearly, in such a context, it is not in Brazil’s interest to become part of either side of the crisis. But nothing could be more damaging to Brazil’s policy of neutrality than reporting a formal accusation against Russia to the European Union.

In theory, it is possible that the report was delivered to European authorities without prior communication to the Brazilian president – although this seems highly unlikely. If Lula wants to preserve Brazil’s neutrality, the appropriate course of action would be to publicly disavow Abin and apologize for the incident. The question, however, is whether he would actually be willing to do so, considering that the European Union is currently the Lula government’s main international “ally”.

Por que a agência de inteligência de Lula fez uma acusação formal contra a Rússia em carta dirigida à União Europeia?

By: A A
2 October 2026 at 15:46

Alinhamento do Brasil à Europa em meio às atuais tensões geopolítica cria uma ameaça grave à política tradicional de neutralidade do Brasil.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

No dia 30 de setembro foi publicado em todos os jornais brasileiro uma matéria afirmando que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria alertado autoridades europeias sobre uma suposta interferência simultânea dos Estados Unidos e da Rússia nas eleições brasileiras. O caso levanta questões que vão muito além da disputa eleitoral de 2026. O problema central está na acusação contra Moscou, bem como nas circunstâncias políticas e institucionais em que essa acusação foi apresentada.

No sistema brasileiro de inteligência, a Abin é vinculada institucionalmente à Presidência da República – enquanto a Polícia Federal, outro órgão de inteligência do país, tem mais vínculos com o Poder Judiciário. Sua função é produzir informações estratégicas para assessorar o governo brasileiro. Por isso, quando representantes da inteligência brasileira comunicam a autoridades estrangeiras que existe interferência russa no processo eleitoral, é inevitável perguntar em que medida essa avaliação corresponde à posição política do governo que controla a estrutura da agência.

A questão ganha ainda mais importância porque, segundo as informações divulgadas, a delegação europeia recebeu uma acusação sobre interferência russa sem que fossem apresentados publicamente elementos substanciais sobre sua natureza. Não foram identificados, ao menos no material tornado público, agentes, operações, mecanismos de financiamento, estruturas de propaganda ou campanhas específicas atribuídas a Moscou. Existe, portanto, uma acusação, mas seus fundamentos permanecem praticamente desconhecidos.

Isso produz uma situação particularmente conveniente para determinados atores políticos. A Europa, que é hostil à Rússia e a Trump, recebe uma informação segundo a qual tanto Washington quanto Moscou estariam tentando influenciar as eleições brasileiras. Isso permitiria a Bruxelas – e ainda mais especialmente à França e à Alemanha, que são os principais “amigos” de Lula atualmente – eventualmente “apoiar” o Brasil em ações de “contrainteligência” para combater a suposta influência estadunidense e russa. Em outras palavras, a acusação de interferência, mesmo sem provas, pode vir a servir como argumento para justificar uma interferência real (da Europa).

Há ainda uma questão política mais ampla. Uma parcela significativa da esquerda brasileira consolidou nos últimos anos uma interpretação segundo a qual Vladimir Putin pertence a uma espécie de “internacional de extrema direita”, ao lado de Donald Trump e de outros movimentos conservadores ocidentais. Essa leitura transforma Rússia, Trump e a direita brasileira em elementos de um mesmo campo político internacional, apesar das diferenças profundas entre suas respectivas posições e interesses.

Dentro dessa interpretação, a associação entre Rússia e uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro se torna politicamente conveniente. Flávio é identificado com Trump, com o Partido Republicano e com a direita americana. A existência de uma suposta conexão russa permitiria inserir a disputa eleitoral brasileira em uma narrativa internacional mais ampla, na qual diferentes forças conservadoras seriam apresentadas como partes de uma mesma rede de influência.

Contudo, é absolutamente óbvio que a Rússia não tem qualquer interesse em interferir nas eleições brasileiras a favor de qualquer dos lados. Ademais, a maior parte dos ativistas pró-Rússia no Brasil é identificada com a esquerda ou neutra em relação a ambos os lados da política nacional. A acusação parece ser feita com o simples intuito de agradar a União Europeia, já que os europeus preferem Lula a Flávio (por este ser subordinado a Trump). E o fato de não haver detalhes que substanciem as acusações apenas reforça este ponto.

O ponto realmente relevante é outro: por que uma agência de inteligência subordinada à Presidência da República apresentou às autoridades europeias uma acusação contra a Rússia sem que seus fundamentos fossem posteriormente esclarecidos? E por que isso ocorre justamente durante a preparação das eleições brasileiras e em um momento de deterioração extraordinária das relações entre Rússia e Europa?

A resposta a essas perguntas importa porque o Brasil está inserido em um ambiente internacional cada vez mais polarizado. A Rússia ocupa posição central nos BRICS e mantém relações estratégicas com o Brasil, enquanto a Europa atravessa uma fase de crescente confronto com Moscou. Nesse contexto, qualquer informação oficial brasileira que associe a Rússia a uma operação de interferência eleitoral possui consequências diplomáticas graves.

Ademais, as tensões entre Rússia e Europa crescem cada vez mais e há risco real de conflito devido às constantes provocações europeias. É óbvio que em tal contexto não interessa ao Brasil se tornar parte de qualquer lado da crise. Mas não há nada pior para a política de neutralidade brasileira do que reportar à União Europa uma acusação formal contra a Rússia.

Em tese, é possível que o relatório tenha sido entregue à Europa sem comunicação prévia ao presidente brasileiro – embora isso seja muito improvável. Se Lula quiser preservar a neutralidade brasileira, o correto a ser feito é desmentir a Abin publicamente e pedir desculpas pelo incidente. Contudo, resta saber se ele estará realmente disposto a fazer isso, considerando que a União Europeia é o principal “aliado” internacional do governo Lula atual.

O que está acontecendo realmente na Venezuela?

By: A A
1 October 2026 at 13:35

O quão mais longe Delcy Rodríguez está disposta a ir? Eis a questão.

Junte-se a nós no Telegram , X e VK.

Escreva para nós: info@strategic-culture.su

O ano de 2026 está passando rápido. De fato, não falta muito para ele terminar. Ainda assim, nos lembramos muito bem de como este ano se abriu: em 3 de janeiro os EUA realizaram uma operação militar em Caracas, na qual sequestraram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Lícia Flores. Durante essa operação, boa parte dos guarda-costas de Maduro perdeu sua vida. Maduro estava próximo de um bunker, mas não conseguiu chegar e selar a porta a tempo antes de ser capturado.

Em seu lugar, assume Delcy Rodríguez, apoiada por seu irmão Jorge Rodríguez, que preside a Assembleia Nacional, pelo Ministro do Interior Diosdado Cabello, e por Vladimir Padrino López, que controla os militares. Longe de apostar em “eleições livres e democráticas”, os EUA referendaram a continuidade política bolivarianista, mantendo Delcy Rodríguez no poder. Maria Corina Machado, sucessora de Juan Guaidó no projeto de “revolução colorida” venezuelana, já caiu no esquecimento.

O que realmente aconteceu quando do sequestro de Maduro? As circunstâncias nunca ficaram suficientemente bem explicadas e seguimos nadando em meio a rumores e boatos. Ocasionalmente, emergem informações inverificáveis de que alguns elementos da equipe de segurança de Maduro teriam vendido-o em troca de compensação financeira, nunca paga pelos EUA. De fato, o governo interino da Venezuela fez diversas alterações na guarda presidencial após o sequestro, mesmo enquanto nega que tenha havido qualquer traição.

Mas a grande dúvida é o que aconteceu com todo o equipamento militar russo e chinês adquirido pela Venezuela. Por que ele não foi usado em 3 de janeiro? Estamos falando, por exemplo, de radares chineses JY-27A, JYL-1 e JY-11, alguns dos quais têm capacidade anti-stealth, bem como de caças russos Sukhoi Su-30 e de sistemas antiaéreos russos como o S300 e o Buk-M2. Nada disso parece ter utilizado durante o ataque dos EUA. Falta de manutenção? Falta de prontidão dos soldado venezuelanos? Não se sabe.

Desde então, Delcy Rodríguez tem sido extremamente criticada, por anti-imperialistas estrangeiros, por sua postura conciliacionista com os EUA. Sempre que aparecem notícias de uma reunião da presidente interina da Venezuela com algum representante dos EUA, tal como Dan Caine do Estado-Maior Conjunto dos EUA, com Marco Rubio ou, tal como recentemente, com Donald Trump, abundam as críticas. O mesmo quando o governo venezuelano emite as suas já agora típicas notas oficiais comemorando a “colaboração” com os EUA, a “melhora nas relações”, as “oportunidades de investimentos”, e assim por diante.

Agora, em alguma medida, é bastante fácil criticar o governo interino da Venezuela estando fora da Venezuela e sem ter que lidar com o mesmo tipo de pressão. Num sentido prático e material, de que opções a Venezuela dispõe hoje? Em que medida ela pode desafiar diretamente e abertamente os EUA?

A versão oferecida pelos apoiadores do atual governo venezuelano é de que a prioridade de Delcy Rodríguez é preservar o sistema político bolivariano e conseguir a devolução de Nicolás Maduro. A soberania econômica pode, até certo ponto, ser sacrificada no curto-prazo, a estrutura de poder não, já que está é mais difícil de reconstruir ou recuperar caso deixe de existir. Nesse sentido, Delcy Rodríguez estaria oferecendo concessões aos EUA visando ganhar tempo, aguardando até que mudanças políticas dentro dos EUA – como uma derrota de Trump nas midterms ou, talvez, nas próximas eleições presidenciais – tragam algum cenário mais favorável.

A narrativa é plausível e, sinceramente, no lugar da Delcy Rodríguez eu faria a mesma coisa. Não parece haver muitas outras opções, nesse momento, para a Venezuela, além do controle de danos.

Mas o quanto é possível ceder?

Em apenas 1 ano vimos o retorno da Embaixada dos EUA a Caracas, bem como o estabelecimento de um escritório da CIA no país e a restauração das relações com o Estado de Israel.

No plano econômico, os EUA passaram a se aproximar da receita de aproximadamente 1 milhão de barris diários exportados, cujo valor é apenas parcialmente devolvido ao governo venezuelano para a realização de investimentos e gastos autorizados pelos EUA. Boa parte do valor permanece com o governo dos EUA, e Trump se referiu diretamente a este valor como espólio de guerra.

Logo em seguida, a Venezuela concedeu à empresa estadunidense Trafigura o direito de comprar e exportar ouro venezuelano para ser refinado no exterior, com aproximadamente 400kg de ouro por mês sendo transferidos para os EUA.

E mais recentemente, a Venezuela cedeu aos EUA controle majoritário sobre reservas venezuelanas ainda não exploradas e que equivaleriam, em tese, a 65 bilhões de barris de petróleo. Trata-se de áreas nas quais os EUA fariam investimentos de 100 bilhões de dólares para extrair petróleo por 25 anos, o que renderia 200 bilhões de dólares em receita para a Venezuela, mas muito mais para as empresas envolvidas e para o governo dos EUA.

O quão mais longe Delcy Rodríguez está disposta a ir? Eis a questão.

Finalmente, é temerário acreditar que uma mudança na Casa Branca de um governo republicano para um governo democrata representaria uma virada de sorte para a Venezuela. Em tópicos estratégicos, há uma surpreendente continuidade de política externa entre diferentes governos, o que nos indica que talvez não seja a Casa Branca a ditar as diretrizes realmente. Ademais, não custa nada recordar que foi sob Barack Obama que o cerco contra a Venezuela realmente se iniciou, intensificando-se com cada presidência subsequente, fosse ela republicana ou democrata.

¿Qué está pasando realmente en Venezuela?

By: A A
1 October 2026 at 13:00

¿Hasta dónde más está dispuesta a llegar Delcy Rodríguez? He ahí la cuestión.

Únete a nosotros en Telegram , X y VK .

Escríbenos: info@strategic-culture.su

El año 2026 está pasando rápido. De hecho, no falta mucho para que termine. Aun así, recordamos muy bien cómo se abrió este año: el 3 de enero los EE.UU. realizaron una operación militar en Caracas, en la cual secuestraron al presidente venezolano Nicolás Maduro y a su esposa, Lícia Flores. Durante esa operación, buena parte de los guardaespaldas de Maduro perdió la vida. Maduro estaba cerca de un búnker, pero no logró llegar y sellar la puerta a tiempo antes de ser capturado.

En su lugar, asume Delcy Rodríguez, apoyada por su hermano Jorge Rodríguez, que preside la Asamblea Nacional, por el Ministro del Interior Diosdado Cabello, y por Vladimir Padrino López, que controla a los militares. Lejos de apostar por “elecciones libres y democráticas”, los EE.UU. refrendaron la continuidad política bolivarianista, manteniendo a Delcy Rodríguez en el poder. Maria Corina Machado, sucesora de Juan Guaidó en el proyecto de “revolución de color” venezolana, ya cayó en el olvido.

¿Qué realmente aconteció cuando el secuestro de Maduro? Las circunstancias nunca quedaron suficientemente bien explicadas y seguimos nadando entre rumores y chismes. Ocasionalmente, emergen informaciones inverificables de que algunos elementos del equipo de seguridad de Maduro lo habrían vendido a cambio de compensación financiera, nunca pagada por los EE.UU. De hecho, el gobierno interino de Venezuela hizo diversas alteraciones en la guardia presidencial después del secuestro, incluso mientras niega que haya habido cualquier traición.

Pero la gran duda es qué pasó con todo el equipo militar ruso y chino adquirido por Venezuela. ¿Por qué no fue usado el 3 de enero? Estamos hablando, por ejemplo, de radares chinos JY-27A, JYL-1 y JY-11, algunos de los cuales tienen capacidad anti-stealth, así como de cazas rusos Sukhoi Su-30 y de sistemas antiaéreos rusos como el S300 y el Buk-M2. Nada de eso parece haber sido utilizado durante el ataque de los EE.UU. ¿Falta de mantenimiento? ¿Falta de preparación de los soldados venezolanos? No se sabe.

Desde entonces, Delcy Rodríguez ha sido extremadamente criticada, por antiimperialistas extranjeros, por su postura conciliacionista con los EE.UU. Siempre que aparecen noticias de una reunión de la presidente interina de Venezuela con algún representante de los EE.UU., tal como Dan Caine del Estado Mayor Conjunto de los EE.UU., con Marco Rubio o, tal como recientemente, con Donald Trump, abundan las críticas. Lo mismo cuando el gobierno venezolano emite sus ya ahora típicas notas oficiales celebrando la “colaboración” con los EE.UU., la “mejora en las relaciones”, las “oportunidades de inversiones”, y así sucesivamente.

Ahora, en alguna medida, es bastante fácil criticar al gobierno interino de Venezuela estando fuera de Venezuela y sin tener que lidiar con el mismo tipo de presión. En un sentido práctico y material, ¿de qué opciones dispone Venezuela hoy? ¿En qué medida puede desafiar directa y abiertamente a los EE.UU.?

La versión ofrecida por los partidarios del actual gobierno venezolano es que la prioridad de Delcy Rodríguez es preservar el sistema político bolivariano y conseguir la devolución de Nicolás Maduro. La soberanía económica puede, hasta cierto punto, ser sacrificada en el corto plazo; la estructura de poder no, ya que esta es más difícil de reconstruir o recuperar si deja de existir. En este sentido, Delcy Rodríguez estaría ofreciendo concesiones a los EE.UU. con el objetivo de ganar tiempo, aguardando hasta que cambios políticos dentro de los EE.UU. – como una derrota de Trump en las midterms o, tal vez, en las próximas elecciones presidenciales – traigan algún escenario más favorable.

La narrativa es plausible y, sinceramente, en el lugar de Delcy Rodríguez yo haría lo mismo. No parece haber muchas otras opciones, en este momento, para Venezuela, además del control de daños.

Pero ¿cuánto es posible ceder?

En apenas 1 año vimos el retorno de la Embajada de los EE.UU. a Caracas, así como el establecimiento de una oficina de la CIA en el país y la restauración de las relaciones con el Estado de Israel.

En el plano económico, los EE.UU. pasaron a acercarse a la recaudación de aproximadamente 1 millón de barriles diarios exportados, cuyo valor es apenas parcialmente devuelto al gobierno venezolano para la realización de inversiones y gastos autorizados por los EE.UU. Buena parte del valor permanece con el gobierno de los EE.UU., y Trump se refirió directamente a este valor como botín de guerra.

Poco después, Venezuela concedió a la empresa estadounidense Trafigura el derecho de comprar y exportar oro venezolano para ser refinado en el exterior, con aproximadamente 400 kg de oro por mes siendo transferidos a los EE.UU.

Y más recientemente, Venezuela cedió a los EE.UU. control mayoritario sobre reservas venezolanas aún no exploradas y que equivaldrían, en teoría, a 65 mil millones de barriles de petróleo. Se trata de áreas en las cuales los EE.UU. harían inversiones de 100 mil millones de dólares para extraer petróleo por 25 años, lo que rendiría 200 mil millones de dólares en ingresos para Venezuela, pero mucho más para las empresas involucradas y para el gobierno de los EE.UU.

¿Hasta dónde más está dispuesta a llegar Delcy Rodríguez? He ahí la cuestión.

Finalmente, es temerario creer que un cambio en la Casa Blanca de un gobierno republicano a un gobierno demócrata representaría un vuelco de suerte para Venezuela. En temas estratégicos, hay una sorprendente continuidad de política exterior entre diferentes gobiernos, lo que nos indica que tal vez no sea la Casa Blanca la que dicta las directrices realmente. Además, no cuesta nada recordar que fue bajo Barack Obama que el cerco contra Venezuela realmente se inició, intensificándose con cada presidencia subsequente, fuese republicana o demócrata.

No Vote, No Representation, No State: Democracy, Israeli Style

By: aletho
1 October 2026 at 04:34
Palestine This Week | Middle East Monitor | September 30, 2026

This week’s MEMO review examines claims about Netanyahu’s advance knowledge of 7 October, his provocative UN speech and Israel’s sweeping West Bank closure. We discuss calls to free Marwan Barghouti, moves to bar Arab-led parties from Israeli elections, Trump’s rejection of Iran’s proposal and allegations of election interference involving Israeli firms.

Chapters:

00:00 Introduction & Overview

01:41 Claims of Netanyahu’s Advance Knowledge of 7 October

18:14 Netanyahu’s UN Speech: Props, Provocations and Defiance

22:58 Israel’s West Bank Closure and Its Impact on Palestinians

26:30 Growing Calls to Free Marwan Barghouti

29:40 Israel’s Political Opposition and the Two-State Solution

35:00 Arab Party Disqualifications: Democracy and Apartheid

38:07 Trump Rejects Iran’s Proposal: What Was on Offer?

41:42 Meta’s Restrictions on Lula and Allegations of Israeli Election Interference

Subscribe to our YouTube channel: https://tinyurl.com/447fpn8k

Visit our website: https://www.middleeastmonitor.com/

❌