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LAMA Teatro estreia «O Vendedor de Gomas que Ensinava Zeca aos Putos» em Faro

11 October 2026 at 21:25

A peça de João de Brito cruza memória familiar e canções de Abril, de 16 a 18 de outubro, na LAMA Black Box. A estreia assinala os 16 anos da companhia.

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PF indicia Gorete Pereira e mais 28 por suspeita de fraude no INSS

A Polícia Federal indiciou a deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e mais 28 pessoas na Operação Sem Desconto, que mira retiradas não autorizadas em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por associações para aposentados e pensionistas.

Gorete foi indiciada sob suspeita dos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário qualificado e lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório final da PF obtido pela reportagem, empresas de fachada em nome de familiares e prepostos da deputada teriam recebido ao menos R$ 11 milhões.

Suspeita de articulação política

Ainda segundo o documento, a parlamentar teria exercido o papel de articuladora política da fraude, utilizando sua influência pessoal junto ao alto escalão do INSS para viabilizar e proteger os ACTs (Acordos de Cooperação Técnica) com as associações fraudulentas.

Procurado, o advogado de Gorete, Waldir Xavier, disse que ela ainda não foi oficialmente cientificada de qualquer indiciamento e, por essa razão, não tem como se manifestar sobre a sua natureza delitiva.

Também disse que tem confiança na apuração dos fatos, sob a supervisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e “certeza de que a conduta por ela adotada foi pautada na licitude de seus atos”.

A PF afirma que a deputada tratava o então presidente do INSS Alessandro Stefanutto como amigo e, segundo análise de material apreendido pela polícia, foi chamada por ele de irmã. Ela também manteria contatos sistemáticos com outros funcionários do INSS.

Campanha eleitoral e tornozeleira eletrônica

A parlamentar é suplente de Yuri do Paredão (MDB-CE), que está licenciado. Até janeiro deste ano, ela era filiada ao PL. Gorete tentou se eleger deputada federal nestas eleições, mesmo com medidas restritivas impostas por Mendonça, que incluíam o uso de tornozeleira eletrônica.

Em seu perfil no Instagram, é possível vê-la participando de atos de campanha em Fortaleza usando calças compridas. A defesa da deputada chegou a pedir a Mendonça que fosse dispensado o uso de tornozeleira na campanha, mas o ministro negou.

No entanto, ele permitiu que ela atuasse fora da área da comarca fixada na decisão e a liberou para circular pelo estado. Ela recebeu 3.615 votos e não se elegeu, ficando como suplente.

De acordo com dados do DivulgaCand, plataforma da Justiça Eleitoral, Gorete recebeu R$ 670 mil para utilizar em sua campanha e gastou R$ 669,2 mil. Seu perfil na rede social ainda mostra que ela recebeu o apoio do presidente estadual do partido, o deputado federal Eunício Oliveira (MDB), em sua candidatura.

Tanto a PF quanto o Ministério Público Federal chegaram a pedir que Gorete fosse presa, mas Mendonça negou a medida em março, determinando que ela fosse monitorada por tornozeleira eletrônica, com limitação de deslocamento.

Advogada é suspeita de operacionalizar propina

A polícia também indiciou sob suspeita dos mesmos crimes, além de falsidade ideológica, a advogada Cecília Rodrigues Mota, que presidiu a Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e a Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB). A reportagem não localizou a defesa de Cecília.

Segundo o relatório, Cecília atuou nas entidades no período em que se iniciaram as filiações fraudulentas e os descontos associativos não autorizados sobre benefícios previdenciários. As associações teriam conseguido um novo ACT por meio do pagamento de vantagens indevidas a servidores do INSS.

Ainda de acordo com o documento, Cecília operacionalizava a propina por meio da conta de sua sociedade de advocacia e de sua própria conta bancária.

Filho de ex-diretor do INSS teria recebido R$ 2,4 milhões

Um dos pagamentos teria sido feito ao escritório de Eric Fidelis, filho de André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS. Ele teria recebido R$ 2,4 milhões em 2024. Eric foi indiciado sob suspeita dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Seu pai foi responsabilizado pelos menos crimes, além de corrupção passiva.

A polícia também apontou que André Fidelis assinou, somente em 2024, pelo menos sete ACTs que juntos promoveram descontos de R$ 142 milhões por associações investigadas.

Também procurada, a defesa de Eric e André informou que não teve acesso ao relatório e, por isso, não tinha condições de se posicionar. (Constança Rezende/FOLHAPRESS)

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UN: Israel Holding at Least 49 Syrians Amid Growing Number of Incursions

11 October 2026 at 19:51
Over the course of September, Israel carried out no less than 280 separate incursions into southwest Syria, and they currently hold at least 49 Syrians in detention, the UN High Commissioner for Human Rights reports. Those detained civilians who are ultimately released by the IDF reported instances of torture, including beatings, prolonged standing in stress […]

Russia is building jet drones that fly 800 kilometers per hour, and Ukraine says it is already working on how to stop next generation

11 October 2026 at 19:42

ukraine recovers russia's undamaged geran-3 jet kamikaze drone carrying camera live-link equipment (video) · post russian jet-powered lying cornfield after being recovered intact 16 2025 реактивний дрон-камікадзе герань-3 вересня року

Aviation is one of the most effective ways to counter Russia’s jet-powered drones. Its effectiveness continues to grow due to pilots’ skill and better coordination, Defense Minister Yevhenii Khmara says, Glavcom reports.

Russia’s jet-powered Gerans fly several times faster than the propeller Shaheds Ukraine learned to shoot down, and they remain the main challenge for its air defense. Ukraine downs more than 90% of the slow drones but only about 55% of the jet ones.

“Due to them, our aviation now uses fewer munitions per aerial target. We plan to improve this further,” Khmara states.

Air defense works as a layered system because no single type of weapon is enough, he explains. The layers run from surface-to-air and shoulder-fired missiles to turrets, electronic warfare, interceptor-drone crews, and small-scale air defense, topped by aircraft including Mirage and F-16 jets.

Scaling what works against jet drones

Ukraine already has combat results against the jet drones, Khmara notes. In one engagement, five Bars interceptors destroyed five aerial targets, a 100% hit rate in that case, and the task now is to raise the overall destruction rate and quickly scale the solutions that prove themselves.

Heavy-caliber turrets are adding to that. Their number in service already runs into the hundreds, he adds.

“This direction is being scaled, and systems with greater range are being worked on. In parallel, surface-to-air and shoulder-fired missile systems are also proving effective,” he says.

Preparing for the next generation

Ukraine is also looking past today’s threats, the minister stresses. The ministry is working to supply interceptor drones, aviation and its munitions, missile and artillery systems, turrets and electronic warfare gear, and to plan several steps ahead with enough stock in reserve.

“We also know what solutions Russia is developing, which concern jet drones with a speed of 800 kilometers per hour. We are working on finding countermeasures to the next generation of threats,” Khmara says.

Producers have been tasked with offering proposals and prototypes, he concludes.

Do inverno mais chuvoso em 30 anos à seca em cinco meses

11 October 2026 at 19:20
Em fevereiro, os solos estavam saturados: a chuva acumulada era 1,8 vezes superior ao normal e as barragens estavam a mais de 90% da capacidade. Em julho, todo o país entrou em seca meteorológica.

A seca atinge já toda a Europa depois das ondas de calor deste ano

Calleri faz dois gols, e São Paulo vence o Vitória por 2 a 1

Com dois gols de Calleri e o retorno de Lucas Moura, o São Paulo derrotou o Vitória por 2 a 1, na noite deste sábado (10), diante de 22.618 espectadores no Morumbis, pela 30ª rodada do Brasileiro. Martínez descontou para os baianos.

A vitória deu duplo alívio para o tricolor paulista. O primeiro porque vinha de duas derrotas. O segundo porque se afastou mais da zona de rebaixamento. Chegou aos 39 pontos (oito à frente do Inter, o 17º) e ultrapassou Coritiba (38) e Red Bull Bragantino (37), que têm uma partida a menos. É, por ora, o nono colocado na tabela do Campeonato Brasileiro.

O São Paulo volta a jogar no sábado (17) novamente no Morumbis, às 21h, contra o Vasco, que empatou sem gols neste sábado com o Remo, em São Januário, no Rio.

Sem ganhar como visitante nesta edição do Brasileiro (5 empates e 10 derrotas em 15 partidas), o Vitória, que permaneceu com 36 pontos (é o 12º), vai enfrentar o Corinthians na segunda-feira (19), às 20h, em São Paulo.

O jogo

Sob chuva, o São Paulo entrou com muito mais velocidade e atento que o clube baiano. Dorival Júnior optou na defesa com Newton ajudando os zagueiros Arboleda e Sabino e, novamente, com Calleri na frente sendo servido por Artur e Iago (Luciano não foi relacionado novamente). Outras novidades foram Rafael Tolói no banco e o retorno do goleiro Rafael.

Lucas Moura também foi outra presença nova no Morumbis. O meia, que rompeu o tendão de Aquiles em 3 de maio, voltou a ser relacionado para o banco.

O esquema tático paulista deu certo com ajuda do Vitória, que entrou visivelmente com a tática de atuar no contra-ataque e praticamente com cinco jogadores perto da sua própria grande área.

Com domínio de bola de quase 70%, o São Paulo incomodou bem a defesa baiana até furar a retranca aos 19 minutos. Iago recebeu na esquerda e cruzou para Calleri, no meio dos zagueiros baianos, cabecear e abrir o placar.

O Tricolor paulista permaneceu com domínio da partida, mas a partir dos 35 minutos viu o Vitória chegar principalmente pelo lado esquerdo do ataque. E os anfitriões levaram o gol em um lance de falta de sorte.

Aos 39 minutos, Erick tocou da direita para trás para Martínez dentro da meia-lua. O argentino chutou, a bola desviou em Bobadilla e ‘matou’ o goleiro Rafael.

O São Paulo voltou a criar um lance de perigo aos 48 minutos depois de novamente acertar uma série de passes, mas Gustavo Santana teve o chute interceptado pela zaga rubro-negra.

“Aconteceu o mesmo que nos últimos dois jogos”, disse Calleri para a Sportv, no intervalo, se referindo às partidas em que tomou gols de Santos e do Cruzeiro por recuar demais.

As duas equipes voltaram sem substituições, mas a diferença se fez notar no Vitória, que passou a ocupar mais o meio-campo e tirou o São Paulo da zona de conforto.

Sem criação, Dorival Júnior só foi alterar o time aos 14 minutos quando colocou Lucas Moura e Marcos Antônio nos lugares de Djhordney e Lucas Ramon, respectivamente. Assim, Artur foi recolocado na ponta direita e o primeiro lance de perigo após as substituições saiu de seus pés. Aos 19 minutos, Lucas Moura começou a jogada até a bola chegar em Artur, que cruzou, mas Calleri chegou atrasado dentro da área para completar.

O gol saiu aos 25 minutos em jogada que começou com Lucas Moura, a bola sobrou para Gustavo Santana acertar chute, o goleiro Lucas Willians fez boa defesa, mas o rebote ficou com Calleri, livre na área, só completar.

Dois minutos depois o São Paulo por pouco não ampliou com Gustavo Santana, mas o atacante chegou atrasado após toque de cabeça de Calleri.

Aos 47 minutos, na pressão, o goleiro Rafael salvou os anfitriões em chute à queima-roupa de Matheus Silva na pequena área.

Ficha técnica

São Paulo 2 x 1 Vitória

Competição: 30ª rodada do Brasileirão
Local: Morumbi, São Paulo – SP
Data e hora: sábado, 10 de outubro de 2026, às 21h (de Brasília)
Árbitro: Braulio da Silva Machado
Assistentes: Bruno Boschilia e Anne Kesy Gomes de Sa
VAR: Wagner Reway
Gols: Calleri 2x (19′, 1ºT e 24′, 2ºT) (SPFC); Emmanuel Martinez (39′, 1º) (VIT)
Amarelos: Gustavo Santana, Djhordney, Iago, Arboleda, Marcos Antônio (SPFC); Matheuzinho, Cacá, Renato Kayser (VIT).

São Paulo: Rafael, Newton Jr., Arboleda, Sabino, Lucas Ramon (Marcos Antônio), D. Bobadilla, Djhordney (Lucas), Iago, Artur (Pedro Ferreira), G. Santana (Pedro Lima) e Calleri.

Vitória: Lucas Arcanjo, Mateus Silva, Cacá, Luan Cândido, Jamerson, Caique Gonçalves, Martínez (Alex Bruno), Matheuzinho (Anderson), Lucas Silva (Pochettino), Erick e Renê (Renato Kayzer). (Dani Blaschkauer/FOLHAPRESS)

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Terças de Cinema e Cineclube de Tavira levam filmes ao Teatro António Pinheiro

11 October 2026 at 18:01

A programação de outubro inclui filmes de Ruben Alves e Pedro Almodóvar. As sessões decorrem às 21h00 e às 20h00, com bilhetes a 5 e 4 euros, respetivamente.

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Investigadores resuelven el misterio de las enigmáticas «venus» de hace 18.000 años: siguen el dibujo interior de un colmillo de mamut

Si se corta un colmillo de mamut a lo ancho, aparece un dibujo que la naturaleza ha trazado sin ayuda de nadie. Hay anillos concéntricos, parecidos a los de un tronco de árbol, que marcan el crecimiento del marfil y reciben el nombre de líneas de Owen. Y hay además una trama de líneas curvas […]

F1: Max Verstappen vence pela primeira vez o GP de Singapura. Bortoleto abandonou a corrida

11 October 2026 at 15:25

O piloto tetracampeão mundial da Red Bull, Max Verstappen, venceu as duas corridas deste fim de semana e pela primeira vez alcançou a vitória no GP de Singapura, fazendo valer a estratégia de apenas uma paragem nas boxes para troca de pneus.

Na segunda posição terminou o piloto da Ferrari, Charles Leclerc, que ainda tentou pressionar holandês em virtude de ter pneus em melhores condições. Kimi Antonelli chegou ao lugar mais baixo do pódio, defendendo a sua posição de líder co campeonato.

Max Verstappen largou da pole-position, na 50ª corrida da sua carreira, enquanto Charles Leclerc largava em segundo. Lewis Hamilton e Kimi Antonelli lado a lado, partiam da linha seguinte. Dos quatro primeiros, apenas o heptacampeão optou por usar pneu médio, enquantos os restantes optavam por macio.

Para a prova, muito calor mais uma vez com o termómetro chegando a 30ºC e o asfalto a chegar aos 44ºC, com a humidade na casa de 69%.

Na largada, Leclerc tentou dar o salto para a frente, mas o holandês da Red Bull conseguiu manter a posição. Os dois Ferrari ficavam lado a lado e mantiveram as posições, enquanto Nico Hülkenberg conseguia saltar para a oitava posição.

Nas primeiras seis posições do pelotão, nenhuma alteração: Verstappen, Leclerc, Hamilton, Antonelli, Lando Norris e Oscar Piastri, prosseguiam a corrida na frente, enquanto no fundo do pelotão, George começava a sua escalada e estava em 16º na quarta volta, ultrapassando Gabriel Bortoleto – o brasileiro largou em 14º, mas caiu para 17º no início da disputa.

Gabriel Bortoleto não conseguiu terminar a sua corrida no GP de Singapura de Fórmula 1, teve problemas no carro nas primeiras voltas e teve que abandonar após oito voltas. Recordemos que na classificação, o brasileiro conseguiu apenas o 15º tempo e não conseguiu avançar para o Q2. Entretanto, com a punição a George Russell, ganhou uma posição e saiu da 14ª posição, ao lado de Carlos Sainz.

Sem muito mais relevante para descrever, a corrida acabava por se tornar monótona, embora longa e sob calor intendo. Relevante e de destacar, foi Max Verstappen ter vencido tudo, de ponta a ponta, desde as pole-positions, as duas corridas do fim de semana e pela primeira vez ter conquistado a vitória no GP de Singapura, fazendo valer a estratégia de apenas uma paragem para troca de pneus.

Na segunda posição terminou o piloto monegasco da Ferrari, Charles Leclerc, que ainda tentou pressionar holandês com pneus em melhores condições, mas sem resultado – Max defendeu a vantagem e cortou a linha de chegada com mais de 7 segundos de diferença. Kimi Antonelli chegou ao lugar mais baixo do pódio, defendendo a sua posição de líder do campeonato, que eventualmente já poderá vencer na próxima etapa. A ver vamos!…

De referir ainda que Nico Hülkenberg conseguiu terminar a prova na oitava posição, adicionando os seus primeiros pontos para a Audi.

Classificação do GP de Singapura 2026:

1) Max Verstappen (Red Bull Racing)
2) Charles Leclerc (Ferrari)
3) Kimi Antonelli (Mercedes)
4) Lando Norris (McLaren)
5) Oscar Piastri (McLaren)
6) Lewis Hamilton (Ferrari)
7) Liam Lawson (Racing Bulls)
8) Nico Hulkenberg (Audi)
9) George Russell (Mercedes)
10) Isack Hadjar (Red Bull Racing)
11) Pierre Gasly (Alpine)
12) Oliver Bearman (Haas F1 Team)
13) Esteban Ocon (Haas F1 Team)
14) Carlos Sainz (Williams)
15) Arvid Lindblad (Racing Bulls)
16) Fernando Alonso (Aston Martin)
17) Sergio Perez (Cadillac)
18) Alexander Albon (Williams)
19) Valtteri Bottas (Cadillac)
20) Lance Stroll (Aston Martin)
21) Franco Colapinto (Alpine)
22) Gabriel Bortoleto (Audi)

Colaboração: F1Mania

Aumentar salários não chega: é preciso devolver poder de compra aos portugueses

11 October 2026 at 14:40

Portugal enfrenta uma realidade económica que merece uma reflexão séria: apesar dos aumentos salariais anunciados ao longo dos últimos anos, muitas famílias continuam a sentir enormes dificuldades em fazer face às despesas mensais. Para milhares de trabalhadores, receber mais ao final do mês não significa necessariamente viver melhor.

O problema está na diferença entre aquilo que aparece no recibo de vencimento e aquilo que efetivamente sobra depois de pagar a renda da casa, a alimentação, a eletricidade, a água, os transportes, os seguros e os impostos. É nesta diferença que reside uma das maiores preocupações da sociedade portuguesa: a dificuldade crescente em transformar o trabalho numa verdadeira garantia de estabilidade financeira.

Não basta aumentar os salários se o custo de vida continuar a absorver os rendimentos das famílias

Os aumentos salariais são importantes e necessários. Contudo, não podem ser apresentados como uma solução isolada, nem utilizados como único indicador da melhoria das condições de vida dos portugueses.

Quando o salário aumenta, mas as despesas essenciais acompanham essa subida, o resultado pode ser uma melhoria praticamente impercetível no orçamento familiar.

A questão fundamental é simples: o que interessa não é apenas quanto ganha um trabalhador, mas aquilo que consegue fazer com o dinheiro que recebe.

O peso dos impostos sobre quem trabalha

Uma política económica centrada nas pessoas deve começar por reconhecer o valor do trabalho. Quem trabalha a tempo inteiro, cumpre os seus deveres e contribui para o funcionamento do país deve ter condições para viver com dignidade, constituir poupanças e preparar o futuro.

É por isso que o aumento dos salários deve ser acompanhado por uma redução responsável da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho, em particular nos escalões baixos e intermédios. Não faz sentido promover aumentos salariais sem avaliar quanto desse esforço chega efetivamente ao bolso dos trabalhadores.

O objetivo deve ser claro: permitir que os portugueses conservem uma parcela maior do rendimento que conquistam com o seu trabalho.

Esta redução fiscal deve ser acompanhada por uma gestão eficiente dos recursos públicos, pela avaliação da despesa do Estado e pelo combate ao desperdício. Aliviar os impostos não pode significar ignorar a sustentabilidade das contas públicas, mas também não pode continuar a ser tratado como uma questão secundária para quem vive com um orçamento limitado.

O trabalho deve compensar, e o esforço de quem produz riqueza tem de se traduzir numa melhoria concreta das condições de vida.

A habitação tornou-se um dos maiores obstáculos à estabilidade financeira

A crise da habitação é outro dos fatores que mais contribuem para a pressão sobre os rendimentos das famílias. Em diversas regiões do país, o valor das rendas e dos imóveis afastou-se da capacidade financeira de muitos trabalhadores, incluindo aqueles que têm emprego estável.

Para um jovem que pretende sair de casa dos pais, para um casal que deseja constituir família ou para um trabalhador que procura viver perto do seu local de trabalho, encontrar uma habitação a um preço comportável tornou-se um desafio cada vez maior.

Quando uma parte excessiva do salário é destinada à renda ou à prestação da casa, ficam comprometidas outras necessidades fundamentais. Poupar torna-se difícil, enfrentar uma despesa inesperada pode representar um problema grave e o recurso ao crédito pode transformar-se numa solução de recurso para despesas correntes.

Não podemos normalizar uma realidade em que trabalhar não chega para garantir o acesso a uma habitação digna. É necessário travar a escalada dos preços através de uma resposta estrutural: aumentar a oferta de habitação, simplificar e acelerar os processos de licenciamento, disponibilizar terrenos, recuperar imóveis devolutos e criar condições para construir a custos mais comportáveis.

Devem igualmente ser avaliadas medidas proporcionais que reduzam os comportamentos especulativos e promovam uma utilização mais eficiente do património habitacional, sem desincentivar a construção, o arrendamento ou o investimento necessário para aumentar a oferta.

A solução não passa por procurar culpados de forma indiscriminada, mas por corrigir os desequilíbrios que impedem o mercado de responder às necessidades reais da população.

Combater a inflação e recuperar o poder de compra

A inflação representa outro desafio, sobretudo quando incide sobre despesas das quais as famílias não podem prescindir. A alimentação, a energia e os transportes ocupam uma parcela significativa dos orçamentos familiares, pelo que qualquer aumento persistente nestes custos reduz a margem financeira disponível. É importante, contudo, distinguir a inflação geral da evolução dos preços da habitação. São fenómenos relacionados com o custo de vida, mas que exigem respostas diferentes.

No combate à inflação, o país deve promover a concorrência, a produtividade e o funcionamento eficiente dos mercados, avaliando medidas temporárias e devidamente fundamentadas quando os aumentos dos bens essenciais colocam em causa as condições de vida das famílias mais vulneráveis.

Na habitação, é necessário atuar sobre a oferta, os custos de construção, o licenciamento e os desequilíbrios entre os preços praticados e a capacidade financeira dos agregados familiares. Os aumentos salariais devem, por isso, ser avaliados em função da evolução do poder de compra real, e não apenas pelo número de euros acrescentados ao vencimento.

Uma economia que permita viver, e não apenas sobreviver

Portugal precisa de uma estratégia económica que articule três objetivos fundamentais: salários dignos, impostos mais baixos sobre o trabalho e habitação acessível.

Estas medidas devem ser acompanhadas pelo crescimento da produtividade, pela valorização das empresas que investem e criam emprego e por uma utilização criteriosa dos recursos públicos. Só assim será possível construir uma economia que concilie melhores rendimentos com estabilidade financeira e oportunidades reais para as novas gerações.

O crescimento económico não pode ser avaliado exclusivamente através de indicadores macroeconómicos. Esses indicadores são importantes, mas devem ser acompanhados por uma pergunta essencial: estão os portugueses a viver melhor?

Uma economia pode crescer e, ainda assim, deixar muitas famílias sem capacidade para poupar, adquirir habitação ou enfrentar imprevistos. É precisamente por isso que as políticas públicas devem ser avaliadas pelos seus resultados concretos na vida das pessoas.

Não se pretende defender aumentos salariais artificiais, desligados da produtividade, nem ignorar as dificuldades das empresas. Pretende-se exigir uma política económica equilibrada, em que o Estado, as empresas e os decisores públicos assumam as suas responsabilidades e em que o trabalhador não seja o elemento esquecido desta equação.

A dignidade de quem trabalha deve estar no centro das prioridades nacionais

O verdadeiro progresso não consiste em ganhar mais euros para pagar despesas cada vez maiores. Consiste em ganhar o suficiente para viver melhor, poupar, constituir família e construir um futuro com segurança e liberdade.

Portugal precisa de devolver aos seus cidadãos a confiança de que o trabalho continua a ser um caminho de mobilidade social e de realização pessoal. Aumentar salários é necessário. Reduzir a carga fiscal sobre o trabalho é essencial. Garantir habitação acessível é urgente.

Sem estas três dimensões, corremos o risco de continuar a anunciar melhorias económicas que uma parte significativa da população não consegue sentir na sua vida quotidiana.

Trabalhar para sobreviver não pode ser o destino de quem trabalha honestamente.
Trabalhar tem de voltar a ser um caminho para uma vida melhor.

Para ler o artigo anterior publicado pelo autor, clique aqui.

* Vogal da Direção Política Nacional do REAGIR

Ukraine ordered 54% more FPV attack drones this year than in all of 2025, and deliveries jumped almost fourfold

11 October 2026 at 18:00

Estonian and Ukrainian soldiers fly drones together during Exercise Hedgehog 2025 in Estonia, where Ukrainian operators were credited with knocking out two battalions in a simulated engagement. Photo: vbl/OR-7 Ardi Hallismaa/ERR

Ukraine’s Defense Procurement Agency has contracted about 5.5 times as many drones of various types in recent months as in the same period of 2025. It is roughly 300% more over the year as a whole, the Defense Ministry said.

Drones are the weapons this war runs on, from short-range strikes to hits deep inside Russia, and Ukraine has raced to build and buy more of them while sparing its troops. The agency contracted for about $8 billion worth of drones in the first half of 2026 alone, double the amount for the same period last year.

The ministry wants to arm the force at every level, Defense Minister Yevhenii Khmara stresses. Deep-strike drones hit targets far inside Russia, while middle-strike drones kill enemy drone crews and burn logistics and command posts, lowering the risk to Ukrainian soldiers.

“Technology and having enough of these systems raise combat effectiveness and at the same time reduce the risks for our soldiers,” Khmara said.

FPV drones lead the surge

The sharpest growth is in FPV drones, the cheap first-person-view quadcopters that do much of the killing on the front. Contracting for them in 2026 already exceeds the total for all of 2025 by 54%, and deliveries have risen almost 3.7 times, the ministry notes.

International support and the scaling of Ukraine’s own defense industry made the jump possible, Khmara adds. Much of the buying now runs through the DOT-Chain Defense marketplace, where units select what they need, and the agency handles contracts and logistics, cutting the average delivery time for in-stock items to 9 days.

Making supply predictable

The ministry is trying to make deliveries steadier, Khmara explains. It is aligning the front’s needs, purchase planning, and the production capacity of the Ukrainian industry, making supply more predictable.

Predictable contracting lets manufacturers build their production lines step by step, plan logistics and order components in advance, he says. The ministry frames the push as a larger order book for the domestic industry and a way to scale the solutions that work in combat.

Prova de queijo e apresentação de documentário em museu

11 October 2026 at 16:10

O município de Vila do Bispo associa-se às comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial 2026, promovendo, no próximo dia 17 de outubro, pelas 15h00, a iniciativa “Os Pastores do Triângulo Vicentino: documentário & prova de queijo”, no Museu de Vila do Bispo - Celeiro da História.

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O Hotel Ritz ainda melhor

11 October 2026 at 15:55
Mais do que a renovação do icónico hotel lisboeta, eis um livro que retrata a intervenção num edifício classificado e representativo como poucos do trabalho do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro.

A intervenção consistiu na renovação do terraço, com uma piscina exterior servida por um bar, a reabilitação das galerias em espaços de escritório e a restruturação e ampliação da garagem original

Investimento de quase um milhão de euros em portinho de pesca no Algarve

11 October 2026 at 15:35

A Docapesca lançou o concurso para beneficiar o Portinho de Pesca da Ilha da Culatra, no concelho de Faro. O investimento previsto é de 965 mil euros.

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