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Costa alerta para a importância de aprovar orçamento da UE

12 October 2026 at 16:19
Numa fase que considera "decisiva" das negociações, o presidente do Conselho Europeu defende que o próximo QFP deve estar operacional no início de 2028.

© TOMS KALNINS/EPA

António Costa lembrou que as negociações para o novo orçamento comunitário estão a entrar "numa fase decisiva"

A Europa quer gastar mais, mas quem paga? — Debate

12 October 2026 at 12:28
A proposta irlandesa para o orçamento europeu até 2034 já enfrenta críticas. Os países frugais exigem mais cortes e o acordo está longe de ser garantido. Conseguirá a Europa chegar a um consenso?

Feira dos Gorazes regressa de 15 a 18 outubro com lotação esgotada

By: LUSA
12 October 2026 at 11:51

VTM

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Comercial Industrial e Serviços de Mogadouro (ACISM), João Neves, disse que o principal problema da Feira dos Gorazes, no momento, reside na falta de espaço para acolher os expositores que procuram este certame e há lotação esgotada com cerca de 140 expositores.

“Temos tido muitas solicitações por parte de expositores um pouco de todo o país, mas não temos espaço para os colocar, e, lamentavelmente, temos de recusar as inscrições. Estes empresários acreditam no potencial desta feira e por isso somos procurados por empresas de vários ramos de atividade” disse o dirigente.

Segundo João Neves, “este ano a Feira dos Gorazes foi muito procurada por parte de empresários de Mogadouro e região Planalto Mirandês”.

A secular feira anual Feira dos Gorazes, que ao longo das últimas três décadas transformou uma feira de origem medieval num certame de fim de colheitas e que dá a conhecer as multiatividades económicas da região do distrito de Bragança.

Segunda a ACISM, o orçamento para a edição deste ano é de 260 mil euros.

Este certame prevê a presença de 140 expositores de vários ramos de atividade, como comércio local, agricultura, artesanato, maquinaria agrícola, gastronomia, cultura ou turismo.

Segundo João Neves, a Feira dos Gorazes é um certame onde se fazem negócios, com destaque para expositores que apostam em mostrar novos produtos comerciais ou serviços.

“Trata-se de um certame de relevo no panorama da feira anual do Nordeste Transmontano devido à sua tradição e à multiplicidade dos produtos apresentados, a aposta cada vez maior de novas empresas da de Mogadouro da região”, vincou.

Por seu lado, o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel, disse que reconhece que há falta de espaço no recinto municipal de feiras e exposições e que terá de arranjar uma solução, estando em cima mesa várias sugestões para serem analisadas.

“Por vezes, lamentavelmente, são rejeitados expositores com produtos com potencial para o território e daí ser necessário conseguir mais espaço no recinto da feira para receber mais expositores”, vincou.

Segundo o autarca, a Feira dos Gorazes continua a ser uma montra do que de melhor se faz no concelho Mogadouro e no Planalto Mirandês.

Segundo a organização do certame, a entrada no recinto da feira é gratuita e a música será outro dos ingredientes, com o palco reservado para os 4 MENS dia 15, enquanto no dia seguinte será a vez do Chico da Tina e, no dia 17, a festa fica a cargo dos D.AM.A.

A Feira dos Gorazes tem associada uma componente gastronómica, com posta de vitela assada na brasa e a marrã servidas nos restaurantes do concelho, que se juntam os vinhos da sub-região do Planalto Mirandês que está integrada na Comissão Vitivinícola das Terras de Trás -os – Montes.

Segundo o historiador António Rodrigues Mourinho, o nome da feira terá origem medieval e não se trata apenas de uma tradicional feira de fim de colheitas, mas de um local de diversão e importante centro para o comércio do artesanato e de outros produtos tradicionais.

A origem da palavra “Gorazes” também é assunto de discussão quanto à sua origem, mas há investigadores que acreditam ser grega e relacionada com a carne de porco, iguaria deste tempo de festa.

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Pyongyang lança "projétil não identificado" no mar do Japão

12 October 2026 at 08:34
Ação surge na sequência do teste de lançamento, realizado por Seul na quinta-feira, de um veículo planador hipersónico, a primeira arma sul-coreana deste tipo fabricada no território nacional.

© JEON HEON-KYUN/EPA

No final de setembro, eclodiu um novo diferendo diplomático entre os dois vizinhos, que tecnicamente ainda se encontram em guerra

Cabo Verde. Universidade pública com propinas gratuitas

12 October 2026 at 08:30
Orçamento da UniCV cresceu de 10,8 para 16,3 milhões de euros para acomodar a gratuitidade, entre outras medidas, disse Astrigilda Silveira, que quer diversificar as fontes de receita.

© FERNANDO DE PINA/LUSA

A reitora, da Universidade de Cabo Verde, Astrigilda Silveira revela que a gratuitidade é uma "excelente iniciativa do Governo", mas referiu que "a isenção de propinas, por si só, não resolve todos os problemas"

Il Partito Vatan verso il congresso per una Turchia pienamente multipolare

By: A A
11 October 2026 at 22:05

L’Impero ottomano e in minor misura seppur ugualmente lo stato turco fondato da Mustafà Kemal, detto Atatürk, ovvero padre dei turchi, era ed è una nazione formata da molti popoli, ma non cosmopolita, bensì polietnica, la turchicità e la lingua turca ne rappresentavano e ne rappresentano la sintesi

Segue nostro Telegram.

La società polietnica turca, come spiega il professor Şükrü Hanioğlu[1], non è una società multietnica in senso occidentale, ogni comunità etnica e ogni gruppo linguistico, pur connotata da una forte identità sociale e culturale, è estranea al multiculturalismo tutto confondente di matrice anglo – statunitense, così come allo stesso modo è priva di una dimensione nazionalistica, essendo l’appartenenza alla nazione turca parte dell’identità.

La turchicità e la lingua turca dunque si sostanziano come collante di una pluralità etnica, linguistica e religiosa che ha tutto l’interesse a coltivare la propria specificità e a perpetuarsi, pur dentro la cornice della nazione turca.

Questa peculiare forma di plurime identità, etniche ma non nazionali e ancor meno nazionaliste, è stata in parte trasformata nel corso della seconda metà del Novecento dall’introduzione dall’esterno, leggasi ingerenza statunitense, dentro alcune comunità, massimamente quella curda, di un nazionalismo funzionale a propagandare il separatismo etnico, in ultima istanza una risorsa dell’imperialismo in funzione di contenimento delle spinte di autonomia e sovranità della Turchia, tuttavia la recente scelta dei separatisti curdi di deporre le armi e rientrare nell’alveo della comunità nazionale turca, accettando di porsi sul piano della democrazia politica, rappresenta un’ulteriore vittoria della Turchia, intesa ad assolvere un fondamentale ruolo nella costruzione del nuovo ordine mondiale multipolare e sempre meno legata agli interessi euro – atlantici, anche in ragione del sempre più acceso confronto con l’entità statuale sionista, che rischia, per colpa di Tel Aviv, di degenerare in un pericolosissimo conflitto armato dagli imprevedibili sviluppi tanto per l’Asia Occidentale, quanto per il Mediterraneo.

La storia della civiltà turca si dipana dai tempi del sovrano turco Osman figlio di Ertuğrul, diventato sultano di un impero che aveva in Bursa la sua capitale e da lui prenderà il nome di ottomano, il tutto, siamo nel 1299, mentre Dante Alighieri ancora fa politica a Firenze.

Osman è seguito dal figlio Orhan, dal nipote Murad, in successiva continuità con Bayezid, detto Ylderim, ovvero il Fulmine, sebbene sconfitto da Timur e Lan, ovvero Tamerlano, quindi Mehmet I e infine Murad II. Tutti e sei questi primi sultani riposano a Bursa, cuore anatolico anche della Turchia moderna, ospitati in “turbe”, ovvero mausolei, di incomparabile bellezza artistica e architettonica islamica.

La svolta più significativa avviene con Mehmet II Fatih, figlio di Murad II e settimo sovrano, detto appunto il Conquistatore, che riposa a Istanbul – Costantinopoli, avendola conquistata e avendone fatto il cuore di un impero che per diversi secoli ha rappresentato una assoluta potenza presente su tre continenti.

Da poco più di un secolo la Turchia è una repubblica kemalista, ovvero orientata al coinvolgimento popolare delle lavoratrici e dei lavoratori nei destini della nazione, con una profonda tradizione di autentica emancipazione femminile.

Il partito patriottico Vatan, guidato dal marxista Doğu Perinçek, un pragmatico rivoluzionario capace nella sua lunga militanza di poter vantare profonde e durature amicizie con Mao Ze Dong, Deng Xiaoping e Kim Il Sung, si avvia a tenere ai primi di gennaio 2027 il suo prossimo congresso e ha nel frattempo pubblicato le tesi congressuali, come sempre di grande rilevanza e di profondo interesse.

Nel complesso nelle tesi per l’imminente 17° Congresso, pubblicate nel numero di TEORİ rivista teorica del Partito di settembre 2026, Vatan ribadisce la sua adesione al socialismo scientifico e al marxismo, intensi non dogmaticamente, ma creativamente, alla ricerca di una sintesi teorica originale.

Il congresso intenderà ovviamente procedere al rafforzamento organizzativo interno e al radicamento sul territorio, forte di una avanguardia militante di quadri politicamente consapevoli e ben formati, non disdegnando tuttavia una attenta valutazione delle forze in campo a partire dal ritorno al kemalismo e all’antimperialismo del CHP, ovvero il socialdemocratico Partito Popolare Repubblicano, il quale, ora guidato da Kemal Kılıçdaroğlu, intende ripristinare, abbandonando le derive atlantiste degli ultimi anni, la centralità del patriottismo repubblicano e l’impegno per l’uguaglianza dei cittadini, con un intervento riequilibratore dello stato.

Al proposito Vatan rilancia la necessità di politiche sociali, proponendo il blocco triennale degli affitti e l’istituzione di un tribunale speciale contro la corruzione, con processi rapidissimi e confisca dei beni dei corrotti.

Vatan si propone di elaborare una legge esplicita per vietare le organizzazioni e la propaganda LGBT, intese non come strumenti di salvaguardia dei diritti individuali, che il Partito rispetta e non discute, ma come pesante strumento eterodiretto di intromissione atlantista nelle scelte della Turchia, oltreché come uno strumento di alienazione naturale dei generi biologici e di frantumazione della famiglia, cellula fondamentale di resistenza della nazione lavoratrice.

Il Partito dichiara inoltre di combattere, oltre all’ideologia LGBT, il cosmopolitismo e il femminismo di matrice neoliberale.

Le tesi ammoniscono altresì che l’avanguardia rappresenta pur sempre una minoranza ed è dunque chiamata a non isolarsi dalle masse, altrimenti tenderebbe inevitabilmente a trasformarsi in una struttura di potere separata.

Vatan riconosce nell’Eurasia e in particolare nell’alleanza strutturata tra Turchia, Russia, Cina e Iran il cuore della costruzione del nuovo ordine mondiale multipolare. Viene formulata una critica radicale all’eurocentrismo del XIX e del XX secolo, accusato di aver intrappolato la sinistra occidentale in una pesante autoreferenzialità che le impedisce di capire la nuova fase storica e l’avvento del multipolarismo.

Le tesi congressuali criticano duramente la cosiddetta “coscienza di sinistra”, sia nella sua versione liberal e genderista di matrice compromissoria, socialdemocratica e in ultima analisi atlantista, sia nella sua versione massimalista e spesso violenta, definita “rozza e settaria”, ispirata a un ribellismo controproducente e in ultima istanza prossimo a un atteggiamento che intende imporre la dittatura di una minoranza sulla maggioranza della popolazione. Piuttosto il socialismo scientifico invita a ripensare ed agire nel solco della “coscienza dei lavoratori”, fondata sui valori morali popolari di onestà, solidarietà, rispetto del lavoro altrui e giustizia sociale.

La dimensione dell’umanità – nel duplice significato di insieme degli esseri umani e modalità di relazione – assurge a categoria del socialismo scientifico e viene richiamata in aperta contrapposizione rispetto alla precarizzazione, alla mercificazione, all’iper – individualismo in cui sono schiacciati gli esseri umani, non solo in Turchia, ma in tutte le nazioni a regime capitalistico.

Il Partito integra nel materialismo storico una lettura assolutamente innovativa delle nuove tecnologie. Si teorizza che lo sviluppo della robotica e dell’Intelligenza Artificiale non rappresenti una minaccia per il proletariato, ma la precondizione tecnica reale per la sua piena ed effettiva liberazione.

Anzi con molte ragioni Vatan legge nello sviluppo scientifico e tecnologico, come la Cina Popolare dimostra, la possibilità per la prima volta nella storia dell’umanità di edificare una reale società dell’abbondanza, riducendo progressivamente la necessità del lavoro manuale alienato e ponendo le basi materiali per l’abolizione dello sfruttamento dell’uomo sull’uomo.

Il Partito celebra anche l’origine della sua storia politica, quando tra la fine degli anni ‘60 e gli albori degli anni ‘70 il movimento Aydınlık, antesignano del Partito e oggi nome del pregevole settimanale edito dallo stesso, ha assunto una posizione, unica nel panorama turco, di critica del sistema sovietico, in posizione filo – cinese.

Tuttavia questo riannodare i fili del tempo non è frutto di un’esigenza meramente celebrativa, ma intende piuttosto riannodare il passato per guardare al presente.

Intanto il Partito ha sempre interpretato il tragico esaurirsi del campo sovietico non come il fallimento del socialismo scientifico, ma come la conferma empirica delle tesi storiche da lungo tempo espresse dalla dirigenza guidata da Doğu Perinçek, confermando come la degenerazione burocratica e il revisionismo moderno, iniziati dopo la scomparsa di Iosif Stalin dai suoi successori, abbiano inevitabilmente portato al collasso dello stato socialista e alla paurosa perdita delle conquiste popolari.

Per altro, mentre i sovietici dichiaravano prematuramente di aver realizzato il “comunismo”, cercando malamente di nascondere gli enormi limiti della loro esperienza, la Cina piuttosto non ha statalizzato forzatamente ogni aspetto della società ma, promuovendo un’economia pianificata e mista in cui la proprietà statale e quella privata coesistono, ha evitato l’ipertrofia burocratica che ha contributo alla fine dell’esperienza sovietica.

Infatti in Cina ancor oggi si lotta contro le disuguaglianze, applicando misure concrete per contrastare i processi di stratificazione in classi all’interno dello stato e della società.

Tutt’altro discorso e tutt’altra analisi conduce dunque, con molte ragioni, Vatan rispetto al cammino intrapreso in questo ultimo mezzo secolo dalla Cina Popolare, in cui nel solco di Deng Xiaoping e oggi di Xi Jinping i comunisti si sono affermati non come un “Partito-Stato” oppressivo, perché non hanno usurpato il potere dei lavoratori, ma hanno agito come nucleo dirigente di un autentico “potere popolare” in cui la dialettica tra avanguardia e masse rimane aperta, vitale e orientata verso il socialismo, senza disdegnare il fondamentale vincolo marxiano di sviluppo delle forze produttive e di accrescimento del benessere dei cittadini, con fondamentali elementi di ridistribuzione rispetto alle necessità infrastrutturali della nazione cinese e al diritto inalienabile in una società socialista a casa, scuola, istruzione, cultura, salute e lavoro, possibili solo in un quadro di eccezionale primato economico, scientifico e tecnologico, con ricadute immediatamente messe al servizio della cittadinanza.

[1] Si rimanda al suo pregevole “Breve storia del tardo impero ottomano” (in Italia edito da Sellerio) per ogni approfondimento legato alla polietnicità dell’identità turca.

PF indicia Gorete Pereira e mais 28 por suspeita de fraude no INSS

A Polícia Federal indiciou a deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e mais 28 pessoas na Operação Sem Desconto, que mira retiradas não autorizadas em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por associações para aposentados e pensionistas.

Gorete foi indiciada sob suspeita dos crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário qualificado e lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório final da PF obtido pela reportagem, empresas de fachada em nome de familiares e prepostos da deputada teriam recebido ao menos R$ 11 milhões.

Suspeita de articulação política

Ainda segundo o documento, a parlamentar teria exercido o papel de articuladora política da fraude, utilizando sua influência pessoal junto ao alto escalão do INSS para viabilizar e proteger os ACTs (Acordos de Cooperação Técnica) com as associações fraudulentas.

Procurado, o advogado de Gorete, Waldir Xavier, disse que ela ainda não foi oficialmente cientificada de qualquer indiciamento e, por essa razão, não tem como se manifestar sobre a sua natureza delitiva.

Também disse que tem confiança na apuração dos fatos, sob a supervisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), e “certeza de que a conduta por ela adotada foi pautada na licitude de seus atos”.

A PF afirma que a deputada tratava o então presidente do INSS Alessandro Stefanutto como amigo e, segundo análise de material apreendido pela polícia, foi chamada por ele de irmã. Ela também manteria contatos sistemáticos com outros funcionários do INSS.

Campanha eleitoral e tornozeleira eletrônica

A parlamentar é suplente de Yuri do Paredão (MDB-CE), que está licenciado. Até janeiro deste ano, ela era filiada ao PL. Gorete tentou se eleger deputada federal nestas eleições, mesmo com medidas restritivas impostas por Mendonça, que incluíam o uso de tornozeleira eletrônica.

Em seu perfil no Instagram, é possível vê-la participando de atos de campanha em Fortaleza usando calças compridas. A defesa da deputada chegou a pedir a Mendonça que fosse dispensado o uso de tornozeleira na campanha, mas o ministro negou.

No entanto, ele permitiu que ela atuasse fora da área da comarca fixada na decisão e a liberou para circular pelo estado. Ela recebeu 3.615 votos e não se elegeu, ficando como suplente.

De acordo com dados do DivulgaCand, plataforma da Justiça Eleitoral, Gorete recebeu R$ 670 mil para utilizar em sua campanha e gastou R$ 669,2 mil. Seu perfil na rede social ainda mostra que ela recebeu o apoio do presidente estadual do partido, o deputado federal Eunício Oliveira (MDB), em sua candidatura.

Tanto a PF quanto o Ministério Público Federal chegaram a pedir que Gorete fosse presa, mas Mendonça negou a medida em março, determinando que ela fosse monitorada por tornozeleira eletrônica, com limitação de deslocamento.

Advogada é suspeita de operacionalizar propina

A polícia também indiciou sob suspeita dos mesmos crimes, além de falsidade ideológica, a advogada Cecília Rodrigues Mota, que presidiu a Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) e a Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB). A reportagem não localizou a defesa de Cecília.

Segundo o relatório, Cecília atuou nas entidades no período em que se iniciaram as filiações fraudulentas e os descontos associativos não autorizados sobre benefícios previdenciários. As associações teriam conseguido um novo ACT por meio do pagamento de vantagens indevidas a servidores do INSS.

Ainda de acordo com o documento, Cecília operacionalizava a propina por meio da conta de sua sociedade de advocacia e de sua própria conta bancária.

Filho de ex-diretor do INSS teria recebido R$ 2,4 milhões

Um dos pagamentos teria sido feito ao escritório de Eric Fidelis, filho de André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS. Ele teria recebido R$ 2,4 milhões em 2024. Eric foi indiciado sob suspeita dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Seu pai foi responsabilizado pelos menos crimes, além de corrupção passiva.

A polícia também apontou que André Fidelis assinou, somente em 2024, pelo menos sete ACTs que juntos promoveram descontos de R$ 142 milhões por associações investigadas.

Também procurada, a defesa de Eric e André informou que não teve acesso ao relatório e, por isso, não tinha condições de se posicionar. (Constança Rezende/FOLHAPRESS)

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Jovem morre com 27 tiros após PMs confundirem celular com arma em SP

Policiais militares mataram Gustavo Munis de Santana, 20, com 27 tiros na madrugada deste sábado (10) em Moema, na zona sul de São Paulo.

Conforme o relato dos PMs no boletim de ocorrência, eles teriam confundido o aparelho celular que Gustavo segurava com uma arma.

O caso aconteceu por volta das 2h45, na alameda dos Guaramomis, e envolveu quatro viaturas da Polícia Militar. Dos 8 policiais que participaram da ação, 4 atiraram, totalizando 45 tiros: um deles fez 14 disparos; outro, 13; um terceiro, 6; e o último, 12.

O boletim afirma que a perícia identificou 27 ferimentos a bala em todo o corpo de Gustavo, incluindo na cabeça, no rosto e no tórax.

Imagens das câmeras corporais

Imagens das câmeras corporais dos PMs analisadas pela Polícia Civil mostram a vítima surgindo de uma área escura, junto à fachada de um imóvel, e estendendo os braços apontando algo na direção da rua, onde estavam os policiais, ainda segundo o BO.

Os policiais disseram ainda, conforme registrado no boletim, que Gustavo estaria transtornado e ameaçando atirar contra si próprio. Quando a primeira viatura chegou, ele estaria com a mão na cintura, em postura ameaçadora, disseram os PMs.

Depois ele teria saído correndo e atravessado a passarela para a alameda dos Guaramomis, abrigando-se em uma área recuada de um imóvel, diz o boletim de ocorrência. Naquele momento, outras duas viaturas chegaram ao local.

Gustavo, então, teria saído do local em que estava e apontado um objeto escuro para os policiais, identificado depois como um telefone celular preto. O documento afirma que foi naquele momento que os policiais começaram a atirar.

Investigação

O caso foi registrado como resistência e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa). Um inquérito policial militar será aberto para analisar a conduta dos PMs, e as quatro armas usadas na ação foram apreendidas para perícia.

Familiares disseram à polícia que Gustavo vivia com a mãe e as irmãs e tomava medicamento para depressão desde o ano passado.

O boletim de ocorrência destaca que a vítima não tinha antecedentes criminais. (Claudinei Queiroz/Paulo Eduardo Dias/FOLHAPRESS)

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George Soros elege 7 deputadas trans pelo Brasil

By: A A
11 October 2026 at 16:05

Sete trans eleitas no Brasil com financiamento indireto de George Soros via ANTRA, ABGLT e Washington Brazil Office. Política identitária artificial.

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Sete políticos autodenominados “mulheres trans” foram eleitos para cargos legislativos nas eleições gerais ocorridas no último domingo (04) no Brasil.

Erika Hilton (PSOL) e Duda Salabert (PSOL) foram reeleitas, enquanto Thabatta Pimenta (PSOL) estreará na Câmara Federal. Por sua vez, nos estados foram reeleitas Linda Brasil (PSOL) em Sergipe e Dani Balbi (PCdoB) no Rio de Janeiro, enquanto Sofia Favero (PSOL) foi eleita pela primeira vez para a Assembleia Legislativa de São Paulo e Natasha Ferreira (PT) também estreará na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

A principal pauta dessas candidaturas é o transativismo. É a típica política identitária: defender seus próprios interesses, interesses de um setor minúsculo da classe média, contra os interesses da maioria dos explorados e oprimidos. Os transativistas vêm se destacando no Brasil por sua oposição aos direitos básicos das mulheres e pela utilização do aparato repressivo do Estado (Judiciário e polícia) para perseguir os cidadãos comuns, geralmente trabalhadores humildes, tachados de “transfóbicos”.

Tal empreitada não é feita através de um trabalho de conscientização política, nem muito menos é fruto de esforços dos oprimidos que, organizados de forma independente, conseguem criar um movimento social contra os interesses dos poderosos. Não. É um movimento integralmente artificial e financiado pelos mais poderosos entre os poderosos.

As Open Society Foundations, do especulador financeiro multibilionário George Soros, admitem abertamentem há dez anos que “há muito tempo apoiam organizações trans e intersexo em todo o mundo”. Ainda em 2013, as OSF apresentavam seu ponto de vista sobre a transexualidade: “a identidade de gênero é o sentido interno de uma pessoa de ser um homem, uma mulher ou outro gênero.”

As OSF são a ponta de um guarda-chuva, pelo qual repassam fundos para organizações captadoras de forma hierárquica. Assim, a organização mãe originada da iniciativa de George Soros ainda na década de 1980 para derrubar a União Soviética e seus aliados consegue levar financiamento a um número incontável de ONGs.

No Brasil, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) recebe financiamento indireto das OSF. Estas repassaram 25,8 milhões de reais ao Fundo Brasil de Direitos Humanos entre 2016 e 2024. O Fundo Brasil, por sua vez, aportou 400 mil reais à ANTRA em 2024.

Além disso, Bruna Benevides, presidente da ANTRA, é integrante do conselho deliberativo da Conectas Direitos Humanos, ONG que é a maior receptora de fundos das OSF (34 milhões de reais até 2024).

Em relatório com mapeamento e lista de candidaturas para as eleições deste ano, a ANTRA assegura ter um “compromisso inegociável de eleger pessoas trans”. No total, foram 116 candidaturas registradas como “trans” pelo Brasil.

Após o resultado eleitoral, a organização comemorou a eleição das sete “mulheres trans” para cargos legislativos: “estávamos ansiosas por este resultado! Ampliamos nossas presenças com votações extremamente expressivas e demos uma bela resposta à transfobia!”

Quem também celebrou o resultado foi a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT): “as pessoas LGBTQIA+ ampliaram sua participação política e demonstraram, nas urnas, a força que construímos”, destacando a eleição de “mulheres trans” para a Câmara Federal. A publicação foi feita nas redes sociais, em parceria com a ANTRA e Bruna Benevides.

A ABGLT é afiliada ao Washington Brazil Office, entidade de lobby sediada na capital dos Estados Unidos e que recebeu 300 mil dólares de financiamento das Open Society Foundations em 2023. Ela também é parceira institucional da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), que recebeu R$ 4,3 milhões de financiamento das OSF entre 2016 e 2024.

A Abong também recebeu, no ano passado, R$ 1,5 milhão em recursos de emendas parlamentares de Erika Hilton, que é presidente da Frente Parlamentar Mista por Cidadania e Direitos LGBTI+ do Congresso Nacional. Esse montante era destinado a ações de “empoderamento e capacitação da comunidade LGBTQIA+”, “fortalecimento das paradas LGBTQIA+” e “advocacy e colaboração com a Frente Parlamentar LGBT+” da própria Hilton.

Hilton tem relações mais profundas com o guarda-chuva de George Soros. Um documentário biográfico de Hilton recebeu financiamento do William Greaves Research & Development Fund. Dirigido por Chica Andrade, que é um dos organizadores da Associação de Profissionais Audiovisuais Trans, o filme aparentemente ainda não foi concluído, ou ao menos ainda não foi lançado – embora a previsão de lançamento fosse para o início deste ano. O Fundo William Greaves contemplou o documentário em seu programa de financiamento de 2023-2024 com 25 mil dólares. O Fundo pertence à Firelight Media, uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova Iorque que tem entre seus apoiadores as Open Society Foundations.

Hilton também é profundamente relacionada com a ANTRA e com Bruna Benevides. Em 2024, a deputada indicou Benevides para receber a Medalha do Mérito Legislativo da Câmara Federal e deu apoio institucional ao Guia para Migrantes Trans nos EUA, elaborado pela ANTRA. Em 2025, a associação enviou à deputada uma proposta legislativa para alterar o Código Penal e aumentar as penas por crimes cometidos contra “mulheres trans”. Em setembro deste ano, a ANTRA apresentou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral pedindo apuração de “possíveis episódios de violência política de gênero” contra Hilton – Benevides foi quem apresentou publicamente a posição da entidade.

Duda Salabert também deu apoio institucional ao guia da ANTRA. Thabatta Pimenta participou, ao lado de Benevides, do XX Seminário LGBTQIA+ do Congresso Nacional em 2023, bem como do EleiTrans, encontro de transexuais famosos que se apresentam como lideranças que foi promovido pelo Projeto Pajubá e que contou com a colaboração da ANTRA, ABGLT e Abong.

Linda Brasil, por sua vez, participou de atividades institucionais da ANTRA. Em janeiro de 2025, por exemplo, esteve na cerimônia do acordo entre o Ministério das Mulheres e a ANTRA, ao lado de Benevides. A deputada estadual do PSOL foi uma das principais figuras políticas transexuais a participar da “Marsha Trans Brasil” deste ano, organizada pela ANTRA e pelo Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (Ibrat).

Dani Balbi esteve junto com Linda na manifestação. Em 2023, Balbi apresentou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro um projeto concedendo a Benevides o Prêmio Cidadania, Direito e Respeito à Diversidade

Natasha Ferreira também participou do EleiTrans e da “Marsha Trans Brasil”.

MPF aponta aprovação de alunos indígenas sem aulas no Amazonas

O MPF (Ministério Público Federal) no Amazonas identificou 11 terras indígenas, reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável, localizadas em oito municípios, onde alunos de ensino médio foram aprovados e passaram de ano mesmo sem a oferta regular de aulas.

Faltam professores, escolas, merenda, transporte e estrutura básica para a oferta das disciplinas a indígenas e ribeirinhos que querem cursar o ensino médio sem necessidade de deslocamento às cidades, em regiões amazônicas marcadas por longas distâncias e isolamento em relação a núcleos urbanos.

Após dezenas de reuniões com integrantes de comunidades tradicionais, a Procuradoria da República no Amazonas fez um mapeamento dos casos em que alunos ficam sem aulas e, mesmo assim, conseguem aprovação no sistema de registro escolar mantido pela Secretaria de Educação do Governo do Amazonas.

A Procuradoria diz suspeitar que crimes são cometidos para efetivar essas aprovações, com uso de documentos falsos por integrantes da pasta.

MPF propõe acordo com o governo estadual

O MPF tenta fazer um TAC (termo de ajustamento de conduta) com a Secretaria de Educação do Amazonas e estabeleceu o próximo dia 13 como prazo para o aceite do governo.

No termo, são estabelecidas medidas emergenciais, como contratação de professores indígenas por meio de processos simplificados e levantamento das necessidades de transporte, infraestrutura escolar e material didático.

Se o acordo não for firmado, a Procuradoria pretende ingressar com ações judiciais na esfera cível. O MPF deve investigar as suspeitas de uso de documentos falsos na aprovação de alunos que passaram anos sem aulas.

A reportagem questionou o Governo do Amazonas sobre os apontamentos do MPF, em email enviado na tarde da última terça-feira (6), mas não obteve resposta.

Problema foi denunciado em 2025

A Folha de S. Paulo noticiou, em junho de 2025, a aprovação de alunos indígenas no ensino médio sem que o estado ofertasse aulas de disciplinas básicas. A reportagem detalhou os casos da Terra Indígena Tenharim do Igarapé Preto, no sul do Amazonas, e do Vale do Javari, a segunda maior do país, na região de fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

Desde então, o procurador Fernando Merloto Soave fez dezenas de reuniões com comunidades tradicionais em diferentes partes do estado, onde existem mais de mil salas de aula indígenas.

A partir desses encontros, a Procuradoria sistematizou um levantamento sobre as precariedades na oferta do ensino básico, especialmente no ensino médio, em que são frequentes aprovações de um ano pedagógico a outro mesmo sem a oferta de aulas.

A percepção da Procuradoria da República é que o problema se repete em todo o estado, o que é difícil mapear em razão da capilaridade e das distâncias das comunidades tradicionais espalhadas nas calhas dos rios.

Falta de professores e estrutura escolar

O MPF(Ministério Público Federal apontou um cenário de escassez de professores e escola sem infraestrutura básica | Foto: Puré Juma-Uru-Eu-Wau-Wau

Em reservas extrativistas de Boca do Acre, no sul do Amazonas, ribeirinhos que cursam o ensino médio são aprovados sem a oferta de aulas porque faltam professores, conforme o levantamento.

Em Coari, no centro do estado, alunos de uma reserva extrativista estão matriculados, mas faltam equipamentos para a efetivação das aulas.

Indígenas de Fonte Boa, cidade que fica no médio rio Solimões, “apenas respondem provas quando o professor manda e vão passando de ano normalmente”, registra o levantamento feito pelo MPF.

Em uma aldeia de terra indígena próxima a Humaitá, no sul do Amazonas, o transporte escolar não conta com embarcação própria e depende de empréstimos das comunidades. Há alunos que fazem trajetos de dois quilômetros por terra, a pé, para alcançar a sala de aula.

Em uma reserva extrativista na região de Japurá, no oeste do estado, faltam professores e merendeiros, e alunos de ensino médio precisam se deslocar à noite pelo rio, num trecho de duas horas, para chegar a uma sala de aula.

Já em reservas de desenvolvimento sustentável de Novo Aripuanã, no sudeste do Amazonas, pilotos de barcos fazem o transporte escolar sem contratos formais, e a merenda chegou a ficar suspensa por quatro meses consecutivos. Professores do ensino médio tecnológico dão dez dias de aulas por mês; outros não comparecem o ano inteiro, de acordo com relatório da Procuradoria da República.

Yanomamis enfrentam precariedades na educação

Os yanomamis também enfrentam precariedades no ensino básico em aldeias da parte do território que fica no Amazonas a terra yanomami, a maior do Brasil, ocupa uma extensa área de floresta no Amazonas e em Roraima.

Um relatório elaborado em setembro pela Associação Parawami Yanomami, e enviado ao MPF, descreve problemas como falta de escolas, de professores e de material didático, alunos estudando no chão, salas de aula improvisadas pelas comunidades e merenda escolar composta por alimentos ultraprocessados. São frequentes relatos de diarreia entre os alunos.

Numa aldeia, “faltam cadeiras, quadro, lápis, canetas e material de cozinha”, descreve o relatório. Em outra, “não tem prédio e alunos estudam no chão”. (Vinicius Sassine/FOLHAPRESS)

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Lettera aperta a Papa Leone XIV: per fermare il genocidio bisogna chiamarlo con il suo nome

 

di Tawfiq Al-Ghussein e Rania Hammad

 

Santo Padre,

Le scriviamo da palestinesi, con rispetto per il Suo ministero e con fiducia nella Sua voce. La sera della Sua elezione Lei ha salutato il mondo con le parole del Risorto, «La pace sia con tutti voi», e ha parlato di una pace «disarmata e disarmante». Nella terra in cui quelle parole furono pronunciate per la prima volta, la pace manca da molto tempo. Il nostro popolo, musulmani e cristiani insieme, sta vivendo ciò che la Commissione d'inchiesta delle Nazioni Unite, le principali organizzazioni per i diritti umani e molti dei maggiori studiosi dell'Olocausto e del genocidio hanno chiamato genocidio. Sappiamo che Lei ha detto che la definizione è molto tecnica, e comprendiamo la prudenza che il Suo ufficio richiede. Per le famiglie di Gaza, di Betlemme e di Taybeh, però, non è una questione tecnica. La preghiamo di ascoltarle, di chiamare ciò che vivono con il suo nome e, soprattutto, di agire perché finisca.

Fra cinquant'anni la Basilica della Natività sarà quasi certamente ancora in piedi a Betlemme, e i pellegrini continueranno a chinarsi sotto la sua porta bassa per inginocchiarsi davanti alla grotta. Il Santo Sepolcro continuerà ad attirare folle lungo i suoi gradini consumati a Gerusalemme. Le pietre resteranno. Ma chi percorrerà la Via Dolorosa? Da secoli, il Venerdì Santo, i cristiani di questa terra seguono la croce lungo quelle strade insieme ai pellegrini di tutto il mondo. Oggi molti cristiani palestinesi di Betlemme e di Ramallah hanno bisogno di un permesso israeliano per entrare a Gerusalemme Est a Pasqua, e non sempre lo ottengono. Molto meno certo delle pietre è che, allora, nelle strade intorno a quei luoghi vivano ancora cristiani palestinesi in numero sufficiente da poter parlare di una comunità.

Il sindaco di Betlemme, Maher Canawati, Le ha raccontato di persona, nel settembre 2025, come l'emigrazione stesse svuotando Betlemme e le città vicine delle loro famiglie cristiane. In un solo anno più di mille cristiani palestinesi sono stati costretti a lasciare la loro terra. Li ha chiamati le «pietre vive» della Terra Santa e L'ha avvertita che senza di loro essa sarebbe diventata un museo. L'espressione viene dalla Prima lettera di Pietro: «quali pietre vive siete costruiti anche voi come edificio spirituale». Le pietre dei santuari non hanno bisogno di protezione. Quelle vive sì.

Il cardinale Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino di Gerusalemme, ha detto a Roma all'inizio di quest'anno che la presenza cristiana in Terra Santa si è drasticamente ridotta da quando vi è arrivato nel 1990, e che dall'ottobre 2023 almeno cento famiglie hanno lasciato la sola Betlemme. Ne ha indicato anche le cause. I palestinesi, musulmani e cristiani, non possono lavorare, perdono le loro terre e subiscono aggressioni armate e atti vandalici, mentre le loro case vengono devastate, demolite o confiscate. Le demolizioni e le confische sono opera dello Stato e dell'esercito israeliani, le aggressioni dei coloni israeliani. Perfino le tredici scuole cattoliche di Gerusalemme devono lottare ogni giorno per i permessi degli insegnanti che arrivano da Betlemme. La Cisgiordania vive sotto un'occupazione che le principali organizzazioni per i diritti umani, anche israeliane, hanno definito un regime di apartheid: strade chiuse, permessi di lavoro annullati, un'economia al collasso, terre sottratte per gli insediamenti ebraici illegali, attacchi dei coloni condotti con il sostegno costante dell'esercito israeliano. Cristiani e musulmani sono discriminati e perseguitati allo stesso modo, e allo stesso modo vengono costretti a fuggire. Una migrazione forzata imposta a un intero popolo ha un nome: pulizia etnica.

A Gerusalemme Est la pressione passa anche dai documenti. Dal 1967 Israele ha revocato la residenza a migliaia di palestinesi della città. Inoltre, una legge del 2003, rinnovata più volte, impedisce di fatto il ricongiungimento familiare fra chi risiede a Gerusalemme Est o in Israele e un coniuge della Cisgiordania o di Gaza. Una ragazza cristiana di Gerusalemme Est che sposa un ragazzo di Betlemme, a dieci chilometri di distanza, si trova davanti a una scelta: vivere separata dal marito, trasferirsi con lui a Betlemme rischiando di perdere la residenza, cioè il diritto di vivere a Gerusalemme e perfino di tornarvi, oppure lasciare insieme la propria terra. Molte coppie sono costrette a scegliere l'ultima strada. Anche questa è emigrazione forzata, benché non venga mai chiamata così.

In Occidente si parla spesso dei cristiani palestinesi come di una fragile minoranza stretta fra ebrei e musulmani. Non è così che si vedono, e non è questa la loro storia. Sono parte inseparabile del popolo palestinese, per lingua, famiglie, villaggi e terre coltivate da generazioni. Prima del 1948 gli arabi palestinesi, musulmani e cristiani, erano il popolo indigeno di questa terra e la grande maggioranza della sua popolazione, e i cristiani ne erano circa un decimo. Oggi, in Cisgiordania e a Gaza, sono fra l'uno e il due per cento. Nel 1948 circa 750.000 palestinesi furono espulsi o costretti a fuggire, cristiani e musulmani insieme, e lo Stato nato quell'anno non ha mai permesso loro di tornare. Nel 2018 la legge sullo Stato-nazione ha riservato ai soli ebrei il diritto all'autodeterminazione nazionale nello Stato di Israele, sancendo per legge uno Stato esclusivamente ebraico.

La storia di Iqrit e di Kafr Bir'im lo mostra meglio di qualsiasi statistica. Erano due villaggi cristiani dell'Alta Galilea, uno melchita e uno maronita. Nel novembre 1948 l'esercito israeliano ordinò agli abitanti di andarsene, promettendo che sarebbero potuti rientrare dopo due settimane. Non sono mai tornati. Nel 1951 la Corte suprema israeliana riconobbe agli abitanti di Iqrit il diritto di rientrare, ma il giorno di Natale di quello stesso anno l'esercito fece saltare le case del villaggio. Kafr Bir'im fu distrutto due anni dopo. Le famiglie divennero profughe, nella propria terra o oltre il confine, in Libano. Da allora i loro discendenti tornano a Iqrit per pregare nella chiesa rimasta in piedi e per seppellire i loro morti nel cimitero del villaggio. A Eilabun, un altro villaggio cristiano della Galilea, nell'ottobre 1948 soldati israeliani uccisero una dozzina di uomini e ne espulsero gli abitanti. I cristiani palestinesi hanno vissuto la Nakba come tutto il loro popolo, e da Iqrit nel 1948 a Taybeh oggi il loro sradicamento dalla propria patria non si è mai fermato.

Papa Francesco conosceva questa realtà. Nel maggio 2014, durante il suo pellegrinaggio in Terra Santa, fece fermare l'auto a Betlemme e pregò in silenzio davanti al muro di separazione. Il giorno dopo, al Notre Dame of Jerusalem Center, il primo ministro Benjamin Netanyahu difese quel muro e gli disse che Gesù, in quella terra, parlava ebraico. Francesco lo corresse: aramaico. Era un dettaglio, ma ricordava che Gesù non appartiene a una sola tradizione. Nel dicembre 2024 Francesco pregò in Vaticano davanti a un presepe arrivato da Betlemme, con Gesù Bambino adagiato su una kefiah. Poche settimane prima aveva scritto che, secondo alcuni esperti, ciò che accade a Gaza ha le caratteristiche di un genocidio e andrebbe indagato con attenzione. Il 21 dicembre, davanti alla Curia, disse dei bambini bombardati a Gaza: «Questa è crudeltà, questa non è guerra». E fino alle ultime settimane della sua vita telefonò quasi ogni sera alla parrocchia della Sacra Famiglia di Gaza. Quelle chiamate non fermavano le bombe, ma dicevano alle famiglie rifugiate lì dentro che non erano sole. La preghiamo di raccoglierne l'eredità, a cominciare dai luoghi in cui i cristiani palestinesi si sentono oggi più soli.

Gaza è il primo di questi luoghi. Una comunità cristiana di circa mille persone vi ha vissuto i bombardamenti e la fame insieme al resto del suo popolo, e non è stata risparmiata. Nell'ottobre 2023 un attacco israeliano ha colpito il complesso della chiesa greco-ortodossa di San Porfirio, dove si erano rifugiate circa 450 persone, uccidendone diciotto. Nel dicembre successivo una madre e sua figlia sono state uccise nel recinto della parrocchia della Sacra Famiglia da un cecchino israeliano, come ha riferito il Patriarcato latino. Nel luglio 2025 il fuoco di un carro armato israeliano ha colpito la chiesa stessa, uccidendo tre persone e ferendo il parroco. Israele ha parlato di errore. Quella chiesa però era nota a tutti, ospitava da quasi due anni centinaia di sfollati e non era la prima volta che veniva colpita.

Il cosiddetto cessate il fuoco mediato dagli Stati Uniti, entrato in vigore il 10 ottobre 2025, non ha fermato il genocidio. Da allora, secondo il ministero della Salute di Gaza, Israele ha ucciso nella Striscia almeno 1.460 palestinesi, e in Cisgiordania, dove dall'ottobre 2023 le forze israeliane e i coloni hanno ucciso più di mille palestinesi, le uccisioni continuano. Nella notte tra il 2 e il 3 ottobre di quest'anno un attacco aereo israeliano contro un edificio residenziale a Gaza City ha ucciso Maysa Khader Ibrahim Abu Daoud e sua figlia Mary Hafez Michel Najjar. Durante i bombardamenti erano state sfollate e avevano trascorso parte del loro tempo aiutando i parrocchiani e le famiglie rifugiate presso la Sacra Famiglia. I loro funerali si sono svolti il 3 ottobre nella chiesa greco-ortodossa di San Porfirio. Lei ha inviato un messaggio di cordoglio a padre Gabriel Romanelli, e quel gesto conta. Ma le parole di cordoglio, da sole, non bastano a fermare le atrocità e a porre fine al genocidio. La comunità di Gaza ha bisogno di protezione.

Il secondo è Taybeh, il villaggio collinare a nord-est di Ramallah che viene solitamente descritto come l'ultima cittadina interamente cristiana della Cisgiordania. I coloni israeliani vi hanno compiuto ripetute incursioni, incendiando automobili e terreni agricoli e avanzando sulle terre da cui dipendono le famiglie del luogo. Nel luglio 2025 i capi delle Chiese di Gerusalemme vi si sono recati insieme dopo gli incendi divampati nei pressi del cimitero e della chiesa bizantina di San Giorgio, appiccati deliberatamente dai coloni secondo le Chiese. Un anno dopo Israele ha dichiarato Taybeh e la vicina Rimon zona militare chiusa, e il 5 agosto alcuni coloni sono entrati nella casa di una famiglia della parrocchia, vi hanno portato le loro pecore e hanno piantato tende sul terreno.

Cinque giorni più tardi padre Bashar Fawadleh, parroco latino di Taybeh, ha detto a Vatican News che la sua gente si sentiva dimenticata e completamente sola, che alcuni erano pronti ad abbandonare tutto, e Le ha chiesto di intervenire. Il 16 agosto, all'Angelus, Lei ha rinnovato l'appello a porre fine alla violenza contro i civili palestinesi in Cisgiordania e ha esortato la comunità internazionale a far avanzare una soluzione a due Stati. Gliene siamo grati. La gente di Taybeh, però, aspettava di sentire il nome del proprio villaggio e il nome di chi la minaccia e la aggredisce. Chiede di essere protetta da chi, in Cisgiordania, uccide i palestinesi e li scaccia dalle loro terre. Ci sono dei responsabili. Non nominarli non protegge chi resta nella propria terra, e non dice la verità su chi ha dovuto lasciarla.

Una famiglia che lascia Taybeh dopo che il suo uliveto è stato incendiato e la strada per Ramallah chiusa non è emigrata nel senso ordinario della parola. È stata spinta fuori, un passo alla volta.

A Betlemme la stessa spinta è più silenziosa. Dopo l'ottobre 2023 i pellegrini hanno smesso di arrivare, alberghi e laboratori di legno d'ulivo hanno dovuto chiudere, e i permessi che consentivano agli uomini di lavorare in Israele sono stati annullati quasi da un giorno all'altro. Il vescovo William Shomali, vicario generale e vicario patriarcale per Gerusalemme e la Palestina, che da anni chiede giustizia, verità e pace per questa terra, ha parlato di un nuovo insediamento israeliano progettato su terre di famiglie cristiane di Beit Sahour, terre alle quali i proprietari non possono più nemmeno avvicinarsi.

Il cardinale Pizzaballa ha descritto questo processo con precisione, e la Santa Sede ne possiede la documentazione, raccolta in buona parte dai suoi stessi giornalisti. Proprio per questo ci permettiamo di segnalarLe un'assenza. Roberto Cetera, per anni corrispondente de L'Osservatore Romano da Israele e dai territori palestinesi, ha raccontato Gaza, l'occupazione, la violenza dei coloni e la condizione delle comunità cristiane con una continuità rara nei media occidentali. Scriveva ancora per il giornale nell'aprile 2026. Nel settembre dello stesso anno veniva presentato come «già corrispondente dell'Osservatore Romano in Israele e Palestina». Non sappiamo perché quel rapporto sia terminato. Sappiamo però che con lui il giornale vaticano ha perso una delle voci che più sistematicamente documentavano ciò che accadeva ai palestinesi, e La preghiamo di far sì che quella testimonianza non venga a mancare.

Non siamo i soli a rivolgerLe questo appello. La rete Preti contro il Genocidio, presentatasi pubblicamente nel settembre 2025, oggi riunisce più di 2.600 membri del clero, sacerdoti europei e americani e di molti altri Paesi, e conta fra i suoi sostenitori cardinali del Sudafrica, del Marocco e del Guatemala. Siamo convinti che siano soltanto una parte di quanti, nel clero, la pensano allo stesso modo senza dirlo pubblicamente. Il 22 settembre di quest'anno circa 150 tra sacerdoti e frati, insieme a un vescovo e a suore, sono partiti in processione dalla chiesa di Santo Spirito in Sassia e hanno percorso via della Conciliazione fino ai margini di piazza San Pietro. Si sono fermati davanti all'Ambasciata dello Stato di Palestina presso la Santa Sede, lo Stato che la Santa Sede ha riconosciuto formalmente con l'accordo del 2015, e lì hanno intonato un canto dedicato a Taybeh. Poi hanno proseguito fino alla sede di Leonardo, il gruppo italiano degli armamenti, portando un sudario con i nomi di 300 bambini palestinesi e libanesi uccisi dopo la proclamazione dei cessate il fuoco.

Quella processione era rivolta a Lei, con affetto filiale. I preti volevano dirLe che senza le parole giuste il genocidio non si fermerà, e che quella di Gaza non è una guerra. Si chiedono perché i cristiani del mondo non ascoltino i cristiani della Terra Santa e non ne sentano il dolore. San Paolo lo aveva scritto ai Corinzi: «se un membro soffre, tutte le membra soffrono insieme». La pregano di andare in Palestina e a Gaza, e di usare la parola genocidio. Chiedono protezione per le comunità cristiane palestinesi. E chiedono che si interrompano i rapporti e i finanziamenti che sostengono questo genocidio, e che Israele sia sottoposto a sanzioni, come tante Chiese fecero per il Sudafrica dell'apartheid.

Il 16 settembre, nel sessantesimo anniversario di Nostra aetate, tre dicasteri hanno pubblicato con la Sua approvazione la Nota «Un cammino di speranza». Sessant'anni fa la dichiarazione conciliare deplorava, «come contraria alla volontà di Cristo, qualsiasi discriminazione tra gli uomini o persecuzione perpetrata per motivi di razza e di colore, di condizione sociale o di religione». La nuova Nota considera ogni persecuzione per motivi religiosi una violazione della dignità umana, riconosce la crescente consapevolezza dell'islamofobia e chiede ai credenti di essere «costruttori di ponti, non di muri». Ammette anche che i conflitti in Medio Oriente hanno messo alla prova i ponti costruiti fra ebrei e cristiani. Quei ponti hanno valore, e nessuno di noi vuole indebolirli. Ma a Betlemme il muro di separazione è ancora lì, e i cristiani palestinesi vivono dall'altra parte.

La Santa Sede ha fatto bene a non aderire al Board of Peace e a ricordare che le crisi vanno gestite nel quadro delle Nazioni Unite. Può fare ancora molto. È uno Stato sovrano, con piene relazioni diplomatiche con Israele stabilite dopo l'Accordo Fondamentale del 1993 e un accordo con lo Stato di Palestina firmato nel 2015. Dispone di conferenze episcopali in ogni Paese che arma Israele o commercia con esso, di università cattoliche, ospedali e scuole in tutta la regione, e di un pulpito che raggiunge più di un miliardo di persone. Le Scritture che la Chiesa annuncia ogni giorno sono chiare. Gesù stesso, a Nazaret, annunciò la sua missione con le parole di Isaia: era stato mandato «a proclamare ai prigionieri la liberazione e ai ciechi la vista; a rimettere in libertà gli oppressi» (Lc 4,18). E la lettera di Giacomo avverte che dire a un fratello senza cibo «Andatevene in pace, riscaldatevi e saziatevi», senza dargli il necessario, non serve a nulla, perché la fede, «se non è seguita dalle opere, in se stessa è morta» (Gc 2,16-17).

Per questo, perché i cristiani palestinesi possano restare nella loro terra, con il loro popolo e con dignità, Le chiediamo con rispetto alcuni gesti concreti. Le chiediamo di andare in Palestina e a Gaza, come ha fatto il cardinale Pizzaballa, e di pregare con quelle comunità nelle loro chiese. Di sollevare formalmente presso il governo israeliano ogni attacco a Taybeh, a Betlemme e a Gaza, la revoca delle residenze a Gerusalemme Est e il divieto di ricongiungimento familiare. Di chiedere ai vescovi d'Europa e del Nord America di impegnarsi con forza presso i propri governi sulla violenza dei coloni e sul commercio con gli insediamenti illegali. La preghiamo di invitare un cardinale a trascorrere la stagione della raccolta delle olive a Taybeh, accanto a quelle famiglie. E La preghiamo di ascoltare i Suoi preti quando chiedono misure economiche e diplomatiche capaci di fermare il genocidio. Un'istituzione che ha negoziato con Napoleone e con il blocco sovietico è perfettamente capace di fare tutto questo.

Sappiamo che il passo più difficile è quello dal lamento all'azione, ma è quel passo che oggi serve. Condannare non basta, quando una chiesa è stata incendiata o bombardata, quando dei cristiani sono stati uccisi, quando sacerdoti e religiosi vengono insultati, umiliati e molestati. Le condanne non hanno fermato nulla di tutto questo. Un monastero vandalizzato produce dichiarazioni nel giro di poche ore. Un posto di blocco chiuso, una terrazza di ulivi confiscata, una carta d'identità revocata, una strada per i coloni tracciata attraverso la terra di famiglie cristiane non producono nemmeno quelle. Eppure, nell'arco di vent'anni, faranno molto di più per svuotare la Terra Santa dei suoi cristiani di qualunque incendiario.

La presenza dei cristiani palestinesi conta anche per un'altra ragione. Da anni lo Stato israeliano usa l'islamofobia come uno strumento di guerra. Presentare ciò che accade in Palestina come uno «scontro di civiltà», l'Occidente giudaico-cristiano contro l'Islam, trasforma un popolo a cui è stata tolta la terra in una minaccia da contenere. È proprio l'islamofobia che la Nota vaticana del 16 settembre su Nostra aetate chiede di riconoscere e di respingere.

Per questo La invitiamo a diffidare di una formula molto usata in Occidente, la «tradizione giudaico-cristiana». È una costruzione recente. Si è diffusa negli Stati Uniti fra gli anni Trenta e Cinquanta del Novecento, prima come risposta all'antisemitismo e al fascismo, poi come bandiera dell'Occidente religioso contro il comunismo ateo durante la Guerra fredda. Per quasi due millenni, prima di allora, l'Europa cristiana aveva emarginato e perseguitato gli ebrei, e la Chiesa stessa ha dovuto attendere Nostra aetate per voltare pagina. Oggi quella formula serve soprattutto a tracciare un confine. Unisce ebrei e cristiani in un'unica civiltà occidentale e lascia fuori l'Islam, e con l'Islam i cristiani d'Oriente, che pregano in arabo e in siriaco e vivono da secoli accanto ai musulmani. Nostra aetate non ha seguito questa strada. Accanto agli ebrei nominava i musulmani, che la Chiesa «guarda anche con stima» perché «adorano l'unico Dio».

I cristiani palestinesi fanno la fila agli stessi posti di blocco dei loro vicini musulmani, perdono terra a favore degli stessi insediamenti, muoiono sotto le stesse bombe. La loro presenza mostra che il problema di questa terra è l'occupazione. Per questo crediamo che Israele voglia ridurre il numero dei cristiani nella popolazione araba palestinese. Una Terra Santa senza cristiani palestinesi sarebbe più facile da raccontare come uno scontro fra ebrei e musulmani, e la terra di Gesù perderebbe per sempre i suoi cristiani originari. I Preti contro il Genocidio riportano le cose a ciò che sono: un popolo espropriato, che vive sotto un sistema che l'organizzazione israeliana B'Tselem ha definito un regime di supremazia ebraica dal fiume Giordano al Mediterraneo, e i cui figli, musulmani e cristiani, muoiono insieme.

La Terra Santa è un mosaico in cui ebrei, cristiani e musulmani hanno vissuto, pregato e sepolto i loro morti per secoli. Ridurla a un'alleanza fra due fedi contro una terza significa perderla. Le tre fedi monoteiste hanno il dovere di custodire il dialogo che Nostra aetate ha aperto e di combattere insieme, con saggezza, ogni estremismo, compreso quello che usa la religione per giustificare la conquista della terra altrui. Lei può farlo con le parole e con i gesti: riunendo a Gerusalemme i capi religiosi ebrei, cristiani e musulmani, e ricordando a tutti che nessuna fede autorizza a cacciare un popolo dalla propria terra.

Santo Padre, il Suo pontificato in Terra Santa sarà ricordato per questo: se tra dieci anni i parrocchiani di padre Fawadleh saranno ancora a Taybeh, e se una bambina palestinese battezzata questo Natale a Betlemme potrà immaginare di crescervi un giorno i propri figli. I cristiani palestinesi sono gli eredi delle prime comunità cristiane. Non Le chiedono soltanto una parola. Le chiedono di essere salvati e di poter restare nella loro terra, insieme al loro popolo e con dignità, e che il genocidio di quel popolo finisca. La parola, detta da Lei, sarebbe il primo passo, e il mondo la ascolterebbe.

«In verità io vi dico: tutto quello che avete fatto a uno solo di questi miei fratelli più piccoli, l'avete fatto a me» (Mt 25,40).

Con rispetto e speranza,

Tawfiq Al-Ghussein e Rania Hammad

Lo stato di Israele e l’Anticristo

11 October 2026 at 09:19
Come sarà l'Anticristo, di Vittorio Messori - La Nuova Bussola Quotidiana

Quanto sta accadendo in medio Oriente è incomprensibile se non viene collocato sullo sfondo della teologia cattolica della storia.

Vitis Vera

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(Vitis Vera, blog di M. D’Amico) Le violenze spaventose e senza precedenti che sta compiendo l’esercito israeliano, il vero e proprio genocidio della popolazione di Gaza, le torture indiscriminate inflitte a decine di migliaia di prigionieri, le continue operazioni di pulizia etnica, l’impunità assoluta di cui Israele sembra godere nonostante i suoi crimini efferati, non sono comprensibili se non sullo sfondo dell’apocalittica cristiana. L’Occidente e la Chiesa, che in silenzio assistono in diretta alla barbarie più perversa senza dire una parola o osare una condanna chiara e netta, sono il segno di una sottomissione del mondo all’ebraismo che non si può spiegare in termini semplicemente naturali o geopolitici. Occorre comprendere la densità teologica di quanto sta accadendo. L’ebraismo talmudico, avendo rifiutato Nostro Signore Gesù Cristo, il vero Messia atteso dai patriarchi e dai profeti, è ancora in attesa di un falso messia, che darà agli ebrei -nella loro visione- il dominio terreno, politico e materiale del mondo, imponendo alle genti gli articoli della legge noachica. Il regno dell’Anticristo si annuncia come un governo mondiale controllato da Gerusalemme che si scaglierà innanzitutto contro la Chiesa Cattolica cercando di sottometterla completamente e, in ultima istanza, di distruggerla dalle fondamenta, perseguitandola senza alcuna pietà. I cristiano-sionisti americani e i cattolici conservatori che simpatizzano per Israele e gli Stati Uniti, pensandoli come forze che frenano l’Islam o la “minaccia” rappresentata, per loro, dalla Russia e dalla Cina, sono in un grave errore e, anziché operare come forza katekhontica e trattenere il male con la forza della verità, nel loro accecamento lo favoriscono e lo accelerano, rifiutando di vedere nell’ebraismo talmudico e nell’odierno stato di Israele le vere, supreme forze anticristiche.. Una profonda sintesi di questo attualissimo problema ci è offerta da un pregevole studio di don Jean-Michel Gleize, uno dei migliori teologi tomisti viventi.

– 1 – Dalla scienza alla sapienza

1. (studio di don J.M. Gleize) Secondo l’uso corrente[1], la parola «scienza» è impiegata per designare diversi tipi di conoscenze molto varie, che hanno però tutte lo stesso punto in comune: sono ottenute secondo mezzi riconosciuti, grazie ai quali ciò che viene scoperto o dimostrato merita l’assenso. Ciò detto, abbiamo qui né più né meno che una definizione nominale: essa considera le cose come dall’esterno, a partire da quelle loro caratteristiche che appaiono immediatamente e che i più considerano accertate. Resta da dare una definizione reale, che esprima la natura stessa o l’essenza della scienza. Ed è qui che cominciano le difficoltà e che, per superarle, è indispensabile andare al di là delle parole.

2. La parola «scienza» è ambivalente e può designare due tipi assolutamente distinti di conoscenze. In un primo senso, la scienza può definirsi come la ricerca di una spiegazione causale immediatamente constatabile, capace di rendere conto direttamente dei fatti osservabili. Tutto poggia qui sul verdetto dell’osservazione, a sua volta motivato dal ricorso ai fatti. Così si può definire la «scienza sperimentale», la scienza nel senso moderno del termine. Altra è, in un secondo senso, la scienza intesa come la ricerca di una spiegazione causale più approfondita, che cerca, al di là delle cause immediatamente constatabili, le ragioni assolutamente prime e generali (o universali) dei fatti osservati. La scienza (intesa nel primo senso) fisica, biologica o medica studia il cancro come una malattia e cerca di assegnarne le cause immediate, a livello dell’organismo, a partire da sintomi osservabili. La scienza (intesa nel secondo senso) studia il cancro come un male di ordine fisico, cioè come una forma di privazione della salute, e cerca di assegnarne la ragione fondamentale e assolutamente prima: che cos’è il male fisico in particolare e il male in generale, e perché esiste? Intesa in questo secondo senso, la scienza può chiamarsi «sapienza», per distinguerla dalla scienza intesa nel primo senso.

3. Per farla breve, diciamo che ogni scienza parla delle cose osservabili (è il soggetto) per dirne le cause (è il predicato); le scienze intese nel primo senso, e diverse dalla sapienza, ne dicono le cause immediate e prossime; la sapienza ne dice le cause remote, le cause universali e assolutamente prime.

4. La «geopolitica» è una scienza? Potrebbe essere essa stessa una forma di sapienza? È ciò che vorremmo verificare qui, in occasione di un fenomeno più o meno ricorrente nella storia umana, i cui presupposti affondano le radici piuttosto lontano nel passato.

– 2 – Dalla geopolitica alla teologia

2.1) Dei fatti osservabili

5. Gli Stati Uniti sono stati il primo paese a riconoscere ufficialmente il nuovo Stato d’Israele, il 31 gennaio 1949, e ad aprire la loro ambasciata a Tel Aviv, il 28 marzo 1949. Quasi cinquant’anni dopo, nel 1995, il Congresso ha adottato una legge che obbliga gli Stati Uniti a trasferire la loro ambasciata in Israele da Tel Aviv a Gerusalemme e a considerare Gerusalemme come la capitale d’Israele. La cosa fu fatta, per iniziativa del Presidente Donald Trump, il 14 maggio 2018, in occasione del settantesimo anniversario della dichiarazione d’indipendenza dello Stato d’Israele. Ivanka Trump, figlia e consigliera del Presidente, rappresentò gli Stati Uniti alla cerimonia d’inaugurazione.

6. Ovviamente, nella Striscia di Gaza furono organizzate da Hamas manifestazioni contro l’inaugurazione a Gerusalemme dell’ambasciata americana. L’esercito israeliano aprì allora il fuoco dal suo confine con Gaza. Di fronte alle critiche internazionali, solo gli Stati Uniti sostennero Israele al Consiglio di Sicurezza delle Nazioni Unite, mentre questo trasferimento d’ambasciata era stato descritto come un «atto di provocazione e di ostilità contro la nazione islamica» in un testo dell’Organizzazione della Cooperazione Islamica. E d’altra parte, nel febbraio 2019, la commissione d’inchiesta delle Nazioni Unite concluse che le violenze commesse da Israele durante le manifestazioni del 2018 potevano «costituire crimini di guerra o crimini contro l’umanità».

7. Un comportamento del genere, a dir poco sorprendente, soprattutto da parte degli Stati Uniti, richiede qualche spiegazione. Quali potrebbero esserne le cause, immediate e prossime?

2.2) Una spiegazione geopolitica?

8. È qui che, anche se può senza dubbio tentare di trovare tale spiegazione, la sola geopolitica rischia di lasciarci insoddisfatti. Come spiegare infatti il sostegno smisurato fornito dagli Stati Uniti allo Stato d’Israele, e ciò da decenni[2]? La risposta non è evidente. Lo attesta il fatto che, senza essere minimamente antisemiti, gli americani che hanno conservato ancora un po’ di buon senso sono esasperati dalla politica che viene loro imposta nei confronti dello Stato d’Israele[3].

9. Vi è certamente, per il momento, una convergenza di vedute e di interessi tra la destra religiosa israeliana e l’evangelismo politico americano, che può spiegare questa politica. Tale convergenza è stata del resto messa in evidenza – e perfino denunciata come tale – da colui che è attualmente il più influente dei giornalisti conservatori degli Stati Uniti, insieme a Candace Owens[4]: Tucker Carlson[5]. Contro ogni attesa, Laurie Cardoza-Moore, che è oggi una delle figure più in vista della lobby cristiano-sionista americana[6], ha criticato aspramente l’uno e l’altra di questi due commentatori per il loro «odio verso gli ebrei», qualificando le loro idee come «eresia» e «demoniache». Simili epiteti appaiono non solo sorprendenti ma decisamente fuori luogo nel quadro di un’analisi che si attenesse a dati propriamente geopolitici. La reazione segnalata attesta che la suddetta convergenza, se rende direttamente conto del fenomeno segnalato e osservato, deve essa stessa trovare la sua ragion d’essere profonda in motivi più remoti, motivi la cui portata sarebbe universale e oltrepasserebbe il quadro ristretto di una dimensione profana. Ciò non dovrebbe forse farci pensare che il teologico-politico potrebbe qui prevalere sul geopolitico? E che la sapienza possa dare le vere spiegazioni che la scienza resta impotente a fornirci?

– 3 – Le chiavi di una teologia politica

3.1) Spiegazione evangelica…

10. Sono degli ebrei che rivendicano qui il loro diritto a difendere la propria integrità territoriale, ed è fin troppo evidente che questa riveste per loro un significato propriamente religioso, di ordine teologico. Il quotidiano israeliano Haaretz non si è sbagliato quando titola: «Noi, cristiani americani, salutiamo l’obbedienza di Trump alla parola di Dio riguardo a Gerusalemme». L’articolo si deve alla penna di Laurie Cardoza-Moore. «Il Presidente Donald Trump», scrive già nel dicembre 2017, «sta attuando una delle iniziative storiche di dimensione biblica della sua presidenza, con l’insediamento dell’Ambasciata a Gerusalemme. […] Conformemente ai profeti Ezechiele, Isaia e all’apostolo Giovanni del Nuovo Testamento, tutti gli israeliani attendono la ricostruzione del terzo Tempio»[7].

L'articolo Lo stato di Israele e l’Anticristo proviene da Blondet & Friends.

21h. Aeroporto de Riade foi evacuado depois de uma explosão

10 October 2026 at 21:15
Há registo de dezenas de feridos e pelo menos cinco pessoas em estado grave. Ainda, Paulo Raimundo diz que o Orçamento do Estado para o próximo ano é uma "desgraça para o país".

Manaus registra qualidade péssima do ar pelo terceiro dia seguido

A cidade de Manaus (AM) voltou a amanhecer sob fumaça gerada pelas queimadas no estado neste sábado (10). O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou qualidade péssima do ar na capital.

Esse é o terceiro dia consecutivo que a capital é encoberta por fumaça.

Nesta sexta (9), a Prefeitura de Manaus suspendeu as atividades escolares e nos órgãos municipais devido à péssima qualidade do ar. Na data, o índice de qualidade do ar foi de 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado, substância tóxica presente na fumaça.

Neste sábado, por volta das 6h, o índice foi ainda maior, alcançando 209 µg/m³. A qualidade do ar é considerada boa quando atinge até 25 µg/m³.

Nesta tarde, os pontos de monitoramento da capital registram a qualidade do ar entre moderada e ruim. No município de Careiro, na Região Metropolitana, entretanto, o nível ainda é péssimo, com 117,5 µg/m³.

Suspensão de atividades e alerta à população

A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população que use máscara | Foto: Reprodução/Defesa Civil

Universidades também suspenderam as atividades devido à fumaça. A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população a evitar exposição à fumaça e usar máscaras ao sair de casa.

Ainda na sexta-feira, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática disse em nota que realiza ações permanentes de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais na região, com mobilização de equipes, aeronaves e recursos.

“Desde o início da temporada de incêndios florestais, o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas e segue atuando no combate a outros 20 incêndios ativos no estado”, afirmou o ministério.

A pasta acrescentou que disponibilizará mais seis aeronaves, sendo quatro aviões para lançamento de água e dois helicópteros, além de 290 profissionais brigadistas.

Governo proibiu queimadas por 120 dias

Manaus também sofreu com fumaça no mês de setembro. No dia 23, o prefeito Renato Júnior (Avante) cobrou políticas contra queimadas no interior do estado.

“Falta política pública no interior do Amazonas. E agora Manaus está pagando a conta de todo dia amanhecer encoberto de fumaça por falta de política pública nacional, dos outros estados e também do estado do Amazonas”, disse ele em publicação nas redes sociais.

O Governo do Amazonas proibiu por decreto no mês passado o uso do fogo em todo o estado por 120 dias. A medida proíbe o emprego de queimadas em atividades de limpeza, manejo e renovação de áreas.

Também em 23 de setembro, o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, recebeu solicitação de apoio do Governo do Amazonas para combate a incêndios florestais, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.

“Em resposta ao pedido, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus)”, declarou o ministério.

De acordo com o órgão, em 30 de setembro, após as chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio, o Governo do Amazonas comunicou que não seria mais necessário o apoio do Respad, dispensando a atuação da equipe federal antes do deslocamento a campo.

“O MMA informa ainda que orientou o Governo do Amazonas a solicitar recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar sua capacidade de resposta aos incêndios florestais. Contudo, até o momento, o estado não formalizou o pedido”, disse o ministério.

Fumaça oferece riscos à saúde

O risco de inalação de material particulado é maior dependendo do tempo de exposição e da quantidade inalada. Os mais suscetíveis a apresentar reações são crianças e idosos, mas todos podem ter comprometimento pulmonar e respiratório.

As queimadas também geram uma série de poluentes que podem permanecer no ar por semanas, como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio.

Governo amplia estrutura de combate a incêndios

Na última sexta-feira, o Governo do Amazonas afirmou em nota que tem feito reuniões sobre o tema das queimadas para conter os impactos ambientais, proteger a população e intensificar a fiscalização no estado. Segundo o governo, foi ampliado de 11 para 25 em um ano o número de bases permanentes de bombeiros em cidades do interior, e que o efetivo passou de 692 para 1.651.

O governo acrescentou que recebeu a aeronave Thrush S2R-510, capaz de transportar quase 2.000 litros de água, e que possui cinco viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF). (Jorge Cosme/FOLHAPRESS)

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Thialu Guiotti é o novo presidente da Câmara

10 October 2026 at 19:42

Eleição da Mesa Diretora para biênio 2027/2028 foi realizada neste sábado (10), com chapa única e votação unânime

O vereador Thialu Guiotti (Avante) foi eleito, neste sábado (10), o novo presidente da Câmara de Goiânia. A eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028 teve chapa única e votação unânime.

Além de Guiotti, foram eleitos: Anselmo Pereira (MDB) como 1° vice-presidente; Juarez Lopes (PDT) como 2° vice-presidente; Dr. Gustavo (Agir) como 3° vice-presidente; Sanches da Federal (PP) como 4° vice-presidente; Léo José (Solidariedade) como 1° secretário; Heyler Leão (PP) como 2° secretário; Pedro Azulão Jr. (MDB) como 3° secretário; Lucas Vergílio (MDB) como 4° secretário; Léia Klebia (Podemos) como 5ª secretária; Tião Peixoto (PSDB) como 1° vice-presidente corregedor; e Aava Santiago (PSB) como 2ª vice-presidente corregedora.

O vereador Sargento Novandir (Democrata) foi eleito presidente do Conselho de Ética. A vereadora Aava Santiago (PSB) ficará à frente da Ouvidoria Especial da Mulher, enquanto o vereador Fabrício Rosa (PT) ocupará a Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais. Também foram definidos os integrantes das 22 Comissões Permanentes da Casa (confira ao final do texto).

Conduzida pelos atuais 1º vice-presidente, Anselmo Pereira, e 1º secretário, Henrique Alves (MDB), a sessão teve votação aberta e nominal para cada cargo da Mesa Diretora, conforme determina o Regimento Interno da Casa.

Após a votação, o presidente eleito, que está em seu segundo mandato, relembrou, em discurso na Tribuna, que chegou à Câmara como estagiário. Guiotti também ressaltou o trabalho do atual presidente, Romário Policarpo (Cidadania), durante os oito anos em que esteve à frente do Legislativo. “Se tem um vereador que mudou a história da Câmara Municipal de Goiânia, que fez ressoar a Câmara para todo o Brasil, esse homem se chama Romário Policarpo”, afirmou.

Guiotti também agradeceu ao prefeito Sandro Mabel (União Brasil) pelo apoio recebido na disputa e ao vereador Ronilson Reis (Solidariedade), que abriu mão da candidatura em favor da chapa consensual. “A eleição acabou. Ficam aqui o meu agradecimento e o meu respeito. Aqui não existe mais adversário. Todos nós trabalharemos em prol da cidade de Goiânia”, declarou.

A nova Mesa Diretora assume o comando da Câmara em janeiro de 2027.

Confira os presidentes eleitos para as Comissões Permanentes:

Comissão de Constituição, Justiça e Redação: Willian Veloso (PL)

Comissão de Finanças, Orçamento e Economia: Welton Lemos (Novo)

Comissão de Obras e Patrimônio: Heyler Leão (PP)

Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia: Professor Edward (PT)

Comissão de Saúde e Assistência Social: Doutora Rose Cruvinel (União Brasil)

Comissão de Lazer, Esporte e Turismo: Sanches da Federal (PP)

Comissão do Trabalho e Servidores Públicos: Kátia Maria (PT)

Comissão de Direitos da Criança e do Adolescente: Isaías Ribeiro (Republicanos)

Comissão de Direitos Humanos e Cidadania: Bruno Diniz (MDB)

Comissão de Habitação, Urbanismo e Ordenamento Urbano: Léo José (Solidariedade)

Comissão de Legislação Participativa: Markim Goyá (PRD)

Comissão de Direitos do Consumidor: Cabo Senna (Mobiliza)

Comissão de Empreendedorismo, Desenvolvimento Econômico e Social: Oséias Varão (PL)

Comissão de Meio Ambiente: Fabrício Rosa (PT)

Comissão de Direitos dos Idosos: Dr. Gustavo (Agir)

Comissão de Segurança Pública e Patrimonial: Sargento Novandir (Democrata)

Comissão da Pessoa com Deficiência: Willian Veloso (PL)

Comissão Mista: Henrique Alves (MDB)

Comissão de Fiscalização do Transporte Público Coletivo: Geverson Abel (Republicanos)

Comissão de Proteção, Direitos e Defesa dos Animais: Romário Policarpo (Cidadania)

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher: Léia Klebia (Podemos)

Comissão de Cultura: Coronel Urzêda (PL)

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