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Estudiantes en Albania protestan contra el encarecimiento de la educación y exigen empleo

15 October 2026 at 19:21
Decenas de miles de jóvenes se movilizaron en Tirana contra el régimen de Edi Rama, denunciando la falta de oportunidades, la especulación inmobiliaria imperialista y el colapso del sistema universitario.

Rádio Nacional transmite Estudiantes x Flamengo pela Libertadores

By: EBC
15 October 2026 at 11:02

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A Rádio Nacional transmite nesta quinta-feira (15) todas as emoções do confronto entre Estudiantes e Flamengo, válido pela partida de ida das semifinais da Copa Libertadores da América. O jogo, transmitido pela emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) a partir das 21h15, será disputado no Estádio Jorge Luis Hirschi, na Argentina.

A transmissão da Rádio Nacional começa com a faixa Show de Bola Nacional e contará com uma equipe completa para levar ao público todas as informações do confronto. O jogo terá narração de André Luiz Mendes e comentários de Mário Silva. Mauricio Costa comanda a reportagem e o plantão da rodada.

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A partida entra no ar para parte da rede em AM e OC, além da FM no Rio de Janeiro, no Alto Solimões e parceiros da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A Nacional FM nas demais praças segue com o conteúdo musical. O ouvinte pode ficar ligado nas produções preferidas pelo dial, no app e no site da emissora. Os áudios ainda estão disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.

Sobre a Copa Libertadores

A Copa Conmebol Libertadores é o principal torneio de clubes da América do Sul, organizado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). Disputada anualmente desde 1960, a competição reúne as equipes mais qualificadas de cada país do continente, definidas por seus desempenhos nas ligas nacionais.

Considerada o equivalente sul-americano da Liga dos Campeões da Europa, a Libertadores consagra o campeão continental, que passa a representar a região no Mundial de Clubes.

Cobertura esportiva da Nacional

Esporte que é paixão do povo brasileiro, o futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.

Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming para acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros. Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A análise sobre os resultados da rodada ainda ganha janela diária para um rico debate em produções consagradas no radiojornalismo esportivo.

A equipe da Rádio Nacional reúne craques da crônica esportiva. São produtores, jornalistas e apresentadores que buscam o diferencial da notícia. Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também faz bonito na telinha da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de terça a sexta, às 12h30.

Sempre ao vivo, as tradicionais produções da emissora pública trazem análises e apurações atualizadas. O esporte tem espaço destacado na programação do canal. O telejornal diário Repórter Brasil, às 12h45 e às 19h, também oferece uma ampla cobertura dos principais resultados do dia.

Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas

Ajude a escolher a vencedora da categoria Craque da Torcida do Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas. A premiação criada pela TV Brasil e pela Petrobras vai reconhecer ainda atletas, treinadores e treinadoras, dirigentes, departamentos de futebol feminino e clubes que se destacarem ao longo da temporada de 2026. A votação da categoria com voto popular já está aberta, é gratuita e tem votos ilimitados! Acesse ebc.com.br/premiotvbrasilpetrobrasparaelas até 31 de outubro.

Serviço

Copa Libertadores 2026 – Estudiantes X Flamengo, quinta-feira (15), a partir das 21h15, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS + RNCP e Parceiros. Além disso, partida também será transmitida pelo canal da Rádio Nacional no YouTube.

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4.400 mortes de crianças migrantes: número é maior, diz ONU

14 October 2026 at 15:24
Organizações dizem que mortes de crianças nas rotas migratórias podem não estar a ser notificadas e ser registadas erradamente como mortes de adultos. Em onze anos morreram 4.400 menores.

© SHAHZAIB AKBER/EPA

As crianças são frequentemente negligenciadas nestas estatísticas, denunciam a OIM e outras organizações agrupadas na Aliança Internacional de Dados sobre Crianças em Movimento (IDAC)

Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes 

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Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espetáculos e exposições, é a principal expectativa dos brasileiros em relação às políticas públicas de cultura, segundo a pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos próximos governantes.

O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso. 

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Os dados revelam que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por mês, R$ 100 com cultura. Outro fator é o medo da violência. 

"Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros", diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso. 

"Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso", acrescenta. 

Demandas 

Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que um terço da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.

São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos existentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%.

Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%) pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%).

"Os dados indicam que existem caminhos para avançar, tanto no que se refere à importância de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na própria expectativa e entendimento da população sobre o direito cultural, uma vez que 32% da população dizem não saber que o acesso à cultura está garantido na Constituição e 27% afirmam não saber o que significa ter direito à cultura", ressalta Cardoso. 

Acesso à cultura

O acesso à cultura é direito de toda a população brasileira, garantido na Constituição Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.

Apesar de garantido, esse acesso é desigual - 97% dos entrevistados das classes A e B participaram de alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.

Já entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.

Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferença cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferença de 45 pontos percentuais.

Um terço dos entrevistados (33%) disse que sequer há a opção de equipamentos culturais na região onde moram.

Cultura é cara

O preço, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.

Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente até R$ 100 com cultura.

Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.

Falta de segurança

De acordo com o levantamento, a insegurança e a violência aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de horário (23%), cansaço e desânimo (21%), distância dos eventos (19%), lotação (19%) e falta de transporte (16%).

O medo de assaltos ou furtos na região dos eventos culturais é apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais é mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.

A violência contra as mulheres ou assédio nos espaços culturais é outro fator relevante. A questão foi apontada por 27%. O índice avançou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupação é manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens. 

Sobre a pesquisa

A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais foi feita pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha.  Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 municípios, entre 7 e 20 de julho de 2026.

Milhares de estudantes tomam a Esplanada em apoio a Lula

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Uma grande manifestação no centro de Brasília mostrou o apoio de estudantes ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Os manifestantes saíram de frente da Biblioteca Nacional, onde, principalmente jovens subiram em um trio elétrico, pedindo apoio ao fim da escala 6x1 (em trâmite no Senado), aos programas sociais do governo, à educação gratuita e ao Sistema Único de Saúde, e também contra privatizações.

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Em caminhada na Esplanada dos Ministérios, a multidão viu projetadas na cúpula do Museu Nacional da República as palavras "Estudantes pela democracia".
Brasília (DF), 13/10/2026  -   Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília.
Foto: Luiz Claudio/Agência Brasil Brasília (DF), 13/10/2026  -   Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília.
Foto: Luiz Claudio/Agência Brasil
Brasília (DF), 13/10/2026 - Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. Foto: Luiz Claudio/Agência Brasil

Durante o ato, iniciado no final da tarde, os estudantes e apoiadores cantaram o tempo inteiro e destacaram como os programas do governo do atual presidente foram importantes para eles. 

Nas mãos das pessoas, cartazes de agradecimento ao atual presidente. Eles destacavam que seria impossível chegar ao ensino superior não fosse o Prouni.

"Hoje eu curso enfermagem graças a essa iniciativa. Sou uma jovem da periferia aqui de Sobradinho, a primeira da minha família na faculdade", disse Ana Luiza Moraes, de 20 anos, moradora de Sobradinho.

Ao lado dela, a amiga Natiele Rodrigues, de 19, que mora na mesma região, afirmou que era necessário que os jovens se manifestem mais para lutar por programas como o Prouni (Programa Universidade para Todos) e pela democracia.

Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil. Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil.
Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Próximo ao grupo,  a  comerciante autônoma Michele Andrade, de 22 anos, moradora de Ceilândia, vendia água e refrigerante,  e estava entusiasmada com o ato.

"Não consegui chegar a uma faculdade, mas sei que nós mulheres precisamos nos defender. O presidente falou coisas importantes na defesa da gente "

Outra jovem que caminhou na manifestação, a estudante de psicologia Ana Clara Queiroz,  de 19, acredita que as mulheres, as pessoas LGBT e os pobres estão mais interessados na reeleição de Lula por acreditar que existam mais políticas públicas voltadas a esses grupos. 

"Eu, como mulher, negra e LGBT, tenho medo de direitos serem retirados", disse a universitária.

Ao lado dela, a amiga Isabela Rodrigues, de 20, que faz cursinho para tentar ingressar em medicina veterinária, entende que os jovens despertaram para a importância de votar neste ano. "Chegamos com mais ânimo agora. Principalmente nós que somos pobres."

Brasília (DF), 13/10/2026  - Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Foto: midianinjaInstagram Brasília (DF), 13/10/2026  - Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Foto: midianinjaInstagram
Brasília (DF), 13/10/2026 - Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: midianinjaInstagram

Alunos pedem a Seguro veto ao novo regime do superior

13 October 2026 at 19:05
Federação Académica de Lisboa entregou carta em Belém contra o novo RJGDES, temendo que limiar de 276 pontos em literacia crie uma "barreira de classe" no acesso ao ensino superior.

© AFP/Getty Images

União Estudantil: 90% de universidades fechadas e bloqueadas

13 October 2026 at 12:15
União fala em forte mobilização do ensino superior. Ministério da Educação nota diminuição do número de escolas secundárias fechadas no dia em que a ativista Greta Thunberg se junta aos protestos.

© Hans Lucas/AFP via Getty Images

A polícia espera entre 130.000 e 200.000 pessoas em protestos nas ruas do país

Polícia Marítima resgata 34 migrantes em operação de busca e salvamento na Grécia

13 October 2026 at 11:40

Os elementos da Polícia Marítima resgataram ao final da tarde de ontem, 12 de outubro, 34 migrantes, 21 homens e 13 mulheres, que se encontravam a bordo de uma embarcação a cerca de 7,5 milhas náuticas (aproximadamente 14 quilómetros) a sul da ilha de Gavdos, na Grécia, no decorrer da missão “Joint Operation (JO) Greece 2026”.

Na sequência de um pedido de intervenção das autoridades gregas, foi intercetada uma embarcação, tendo sido resgatadas 34 pessoas, 21 homens e 13 mulheres, alguns dos quais apresentavam sinais de hipotermia.

​Os migrantes foram posteriormente transportados para o porto de Karave, onde aguardaram as autoridades competentes.

A Polícia Marítima encontra-se integrada na missão “Joint Operation (JO) Greece 2026”, coordenada pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), em apoio à Guarda Costeira helénica, contribuindo para a vigilância da fronteira marítima externa da União Europeia e para a resposta operacional a situações que coloquem em risco a vida humana no mar.​​

Agência Espacial Europeia apoia competição em Portugal

13 October 2026 at 08:33
European Rocketry Challenge (EuRoC) é uma competição que coloca estudantes a desenvolver foguetes em Constância. Apoio da agência reforça a ligação entre o ensino superior e o setor espacial europeu.

© PAULO CUNHA/LUSA

A sétima edição do European Rocketry Challenge (EuRoC) realiza-se de 15 a 21 de outubro em Constância, distrito de Santarém, com cerca de 600 participantes

Pesquisa aponta queda no interesse pela escola e alta da violência

Entre o 4º e o 7º ano do ensino fundamental, a escola perde parte do encanto que tem para os estudantes, indica a 3ª edição do relatório anual de Saúde Mental & Bem-Estar Escolar, da Great Place to Study Brasil. A parcela de alunos entrevistados que afirma se sentir feliz e empolgada ao ir para a escola cai de 79,9% para 50,8%. No mesmo período, a parcela que relata exposição à violência mais que dobra, de 16,6% para 39%.

O levantamento ouviu 89.744 pessoas, entre 41.958 estudantes, 9.347 educadores e 38.439 familiares no país por meio de questionários digitais específicos para cada público. As respostas foram coletadas de agosto de 2025 a agosto de 2026, e a base de famílias foi acompanhada de março de 2025 a outubro de 2026. Segundo a organização, a análise adotou nível de confiança de 95%, além de testes de correlação e consistência dos índices.

Vínculo com a escola diminui ao longo dos anos

Foi identificada uma mudança no vínculo com a escola ao longo da trajetória. Entre os alunos do 8º ano e do 3º ano do ensino médio, 57% citam bullying frequente ou violência física normalizada no dia a dia.

Outros dados mostram a diminuição do vínculo: 40,6% não se sentem valorizados pela escola, 40,1% dizem que professores não se importam com seus sentimentos e 44% das vítimas de bullying não creem em ação da escola.

Em ambientes de baixa violência, 27% dos estudantes dizem frequentar a escola apenas por obrigação. Em locais de violência muito alta, o índice chega a 60%.

João Hoeppner, diretor da Great Place to Study Brasil, afirma que a relação com a escola tende a diminuir à medida que o estudante avança e o foco no conteúdo e no vestibular ganha espaço. “O coletivo e a convivência tendem a ficar mais frios e a escola se envolver cada vez menos.”

Segundo o diretor, quem estuda apenas para evitar consequências negativas relata mais sobrecarga. “Mesmo no melhor cenário, 1 a cada 4 estuda ali por medo. Quando a gente está falando do fundamental, é mais ou menos 1 a cada 3”, afirma.

Violência e bullying afetam a convivência

Violência e bullying dentro da escola | Foto: Freepik

A violência é um dos fatores que atravessam esse processo, segundo indicam as respostas. Dos 57% que relatam bullying frequente ou violência física normalizada, 1 em cada 5 se declara alvo direto de agressões.

Hoeppner chama atenção para o papel dos colegas que presenciam os episódios e afirma que a escola precisa trabalhar também a consciência de quem assiste. “O principal trabalho que as escolas precisam fazer é um despertar, uma provocação em relação à consciência da plateia. Se não tem plateia, não tem show.”

Para ele, campanhas contra o bullying também podem partir dos próprios estudantes. “As campanhas de bullying mais efetivas que a gente vêpartem dos estudantes mais do que somente da escola.”

Marina Ribeiro, diretora de comunidade da Great Place to Study Brasil, afirma que a participação dos pares pode favorecer essa reflexão. “É um processo de entender como esse adolescente funciona e ir buscando essas estratégias mesmo para fomentar a consciência.”

Foco em avaliações pode reduzir o sentido da escola

Para Maria Amélia Santoro Franco, doutora em educação pela USP e organizadora do livro “Pedagogias Emergentes: Princípios e Práticas”, a queda no entusiasmo ao longo da escolarização, não pode ser explicada apenas pela idade. Na passagem para os anos finais do fundamental, aumenta o número de professores e disciplinas, enquanto a convivência com os colegas ganha importância.

Segundo Maria Amélia, quando o conhecimento fica restrito ao que será cobrado nas avaliações, o aluno pode cumprir tarefas, mas deixa de se reconhecer nelas. “À medida que a transmissão de conteúdos, as metas e os rankings de desempenho passam a organizar a vida escolar, a escola pode perder sentido para os estudantes.”

A professora afirma que a violência compromete a aprendizagem. Um estudante que teme ser ridicularizado pode deixar de perguntar ou participar das atividades. “O sentimento de pertencimento se rompe quando o aluno passa a pensar: como me percebem aqui?”.

Professores também enfrentam desgaste emocional

Uma professora com sinais de desgaste emocional severo | Foto: Shutterstock

No entanto, o sofrimento não se restringe aos alunos, segundo o relatório. Um em cada sete professores ouvidos relata sofrimento constante, com sinais de desgaste emocional severo, falta de alegria e incapacidade de descansar. Entre eles, 66,3% dizem que gostariam de ter escolhido outra profissão.

Além disso, 24,4% apontam cobranças excessivas e questionamentos à autoridade como principal desgaste mental. Para Hoeppner, o conflito pesa na rotina, mesmo envolvendo poucas famílias.

Famílias confiam na escola, mas diálogo é limitado

As famílias, por sua vez, demonstram confiança na escola. Mais de 95% dizem confiar na proposta pedagógica, considerar o ambiente seguro e avaliar que os filhos recebem uma boa educação. Porém, o vínculo não se traduz na mesma proporção em diálogo: são 54,6% os que dizem concordar plenamente que se comunicam com a escola para pensar em conjunto sobre a educação dos filhos.

Maria Amélia afirma que reconstruir esse vínculo passa por criar relações de confiança e não apenas por reforçar regras. Segundo a professora, o estudante precisa saber que situações de violência serão levadas a sério e que haverá adultos responsáveis por cuidar delas.

“Temos um costume de falar muito que a escola tem três funções: ser a vida de um estudante, preparar esse estudante para o futuro e para o mundo que ele vai encontrar, mas também trazer competências para que ele de fato consiga construir um mundo diferente, um futuro diferente.” (Lucas Leite/FOLHAPRESS)

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Polícia Marítima resgata 45 pessoas em operação na Grécia

11 October 2026 at 16:26
Na sequência de um pedido de intervenção das autoridades gregas, foi intercetada uma embarcação, de onde se resgataram as 45 pessoas (incluindo uma grávida).

© YANNIS KOLESIDIS/EPA

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