A privatização da TAP vem com aeroporto na mala?


O fito do Governo sempre foi vender a maioria do capital da TAP. As circunstâncias parlamentares impuseram uma venda minoritária, até 49,9%, mas até isso de alguma forma foi contornado. Mesmo com menos de metade do capital, a Lufthansa vai mandar como se tivesse uma larga maioria, decidindo a gestão da frota, a política comercial, o lançamento de novas rotas ou o investimento corrente.
Era inevitável. De outra forma, nem a Air France-KLM nem o grupo alemão se teriam dado ao trabalho de olhar para a companhia portuguesa.
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© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA


© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
A SDR Portugal, responsável pelo sistema de depósito e reembolso conhecido por Volta, entregou esta sexta-feira um “plano de cooperação” para prevenir e mitigar os desafios de limpeza urbana associados ao funcionamento do sistema.
A associação garante que o plano contém medidas “concretas”, mas opta por não as especificar. São ao todo 14, divididas por quatro eixos estratégicos, complementados por um eixo transversal de governação e monitorização.
“O principal objetivo é reforçar a proximidade e a cooperação com as entidades responsáveis pela gestão de resíduos e pela limpeza urbana”, nomeadamente municípios, juntas de freguesia e Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU), indica num comunicado.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, pediu à SDR Portugal que apresentasse um plano de higienização na sequência de incidentes verificados em cidades. Sobretudo em grandes centros urbanos, como Lisboa, alguns cidadãos, ao procurar embalagens nos contentores, acabam por deixar lixo espalhado pela via pública. O autarca da capital, Carlos Moedas, acusou o Volta de criar problemas e custos à cidade, pedindo que o sistema fosse cancelado.
Sobre esta questão da higiene urbana, a SDR Portugal afirma apenas no comunicado que propõe “uma atuação concertada com os seus parceiros para responder a alguns dos impactos sociais que têm sido observados”. Enquadra ainda que estes “fenómenos” ocorrem num contexto marcado por desafios “históricos” de limpeza urbana e por uma “crescente pressão” decorrente da atividade turística.
A entidade reconhece que “subsistem desafios”, e, entre eles, destaca a necessidade de desenvolver soluções mais adequadas para o canal HoReCa (hotelaria, restaurantes e cafés). Aponta também que deve ser melhorado o acesso da população à rede instalada, e deve ser alargado o serviço a zonas do país menos cobertas e a espaços de elevada circulação, como terminais de transportes aéreos e terrestres.
É através de uma maior articulação entre as entidades responsáveis que a SDR Portugal pretende acelerar a implementação dos quiosques Volta, uma medida considerada “estruturante” para responder à devolução de grandes quantidades de embalagens, uma necessidade sobretudo do canal HoReCa.
“A SDR Portugal reafirma a sua disponibilidade para colaborar com o Governo, os municípios, as juntas de freguesia e as entidades gestoras de resíduos na procura de soluções concretas, respeitando o quadro legal e as competências de cada entidade”, conclui a associação sem fins lucrativos, responsável pelo sistema.
A SDR dá também conta de que já foram devolvidas mais de 500 milhões de embalagens nos mais de 3.000 pontos volta automáticos, pontos Volta manuais e nos oito quiosques Volta existentes.
Bragança quer afirmar-se como referência na produção e valorização dos cereais e vai candidatar-se a Cidade Europeia do Cereal em 2027. O anúncio foi feito esta sexta-feira, Dia Mundial do Pão, com a autarquia a querer dar visibilidade à tradição cerealista de Trás-os-Montes e ao trabalho desenvolvido por agricultores, empresas e investigadores.
“É importante dar visibilidade a tantos trabalhos que são feitos na área dos cereais, de inovação, de recuperação de espécies, e de valorização do trabalho também dos nossos empresários, agricultores e investigadores nesse domínio“, assinala a presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira. A autarca destaca, por isso, a importância dos cereais e do pão para a identidade e a economia da região.
A candidatura será apresentada à Rede de Cidades do Cereal (REDCCER), entidade responsável pela atribuição anual do título, que distingue projetos dedicados à cultura cerealista. A Câmara de Bragança chama a participar na candidatura a Universidade Politécnica de Bragança, através dos centros de investigação CIMO e SusTEC, o MORE CoLAB, produtores agrícolas, padarias, empresas, restaurantes, escolas e associações locais.
No âmbito da candidatura, a autarquia tem programadas diversas atividades, que vão desde a criação de um “Pavilhão Vivo do Cereal”, integrado na Feira de Agricultura, onde os visitantes poderão acompanhar as várias fases do processo do fabrico, desde as sementes e variedades de cereais até à moagem, panificação e utilização na gastronomia.
É importante dar visibilidade a tantos trabalhos que são feitos na área dos cereais, de inovação, de recuperação de espécies, e de valorização do trabalho também dos nossos empresários, agricultores e investigadores nesse domínio.
O município tenciona ainda criar a “Rota do Cereal e do Pão”, que ligará padarias, moinhos, produtores, restaurantes e espaços patrimoniais, além da iniciativa “Doze Meses, Doze Sabores”, que desafiará estabelecimentos de restauração, padarias e pastelarias a apresentar mensalmente criações à base de cereais.
Será ainda lançado o desafio “Bragança Cereal Lab” a estudantes, investigadores e empresas para desenvolverem novos produtos alimentares e soluções relacionadas com os cereais e os seus subprodutos.
Está prevista também a recolha de memórias e testemunhos relacionados com a atividade cerealista, a celebração do “Dia Mundial do Cereal”, a 7 de março, e a realização do Festival “Bragança, Pão e Futuro”, no outono.

O Vereinigung Cockpit, sindicato dos pilotos alemães, considera que a Lufthansa pagou um preço “excecionalmente” caro pela participação minoritária na TAP. E não está sozinho. Analistas e imprensa alemã também apontam para um valor elevado.
“O resultado constitui sobretudo um grande sucesso para o Governo português: consegue um preço excecionalmente elevado por uma participação minoritária e, ao mesmo tempo, mantém a maioria do capital da empresa”, afirma o Vereinigung Cockpit numa nota publicada esta sexta-feira no seu site.
O sindicato sustenta a análise no facto de a oferta da Lufthansa por 44,9%, de 1.025 milhões de euros (pelos 49,9% sobe para 1.201 milhões) ser 21% mais elevada que a da Air France-KLM, cuja proposta foi preterida pelo Governo.
“É igualmente de salientar que a International Airlines Group (IAG), o mais rentável dos três grandes grupos europeus de companhias aéreas de rede, retirou a sua participação no concurso”, afirma Oliver Löwe, vice-presidente da Vereinigung Cockpit, citado no comunicado. “Aparentemente, o fator decisivo foi o facto de uma participação minoritária, sem um caminho garantido para o controlo total, não ser suficientemente atrativa do ponto de vista económico para a IAG”, acrescenta.
O sindicato alemão realça também o que considera ser uma contradição entre a indisponibilidade para ir mais longe na melhoria das condições dos trabalhadores e a oferta generosa feita pela TAP. “Quem em Lisboa convence pela sua força financeira e está disposto a pagar um prémio significativo por uma participação minoritária não pode, ao mesmo tempo, agir perante os seus próprios trabalhadores como se cortes duros fossem inevitáveis. A administração tem de explicar por que razão, aparentemente, se aplicam critérios económicos diferentes às aquisições e às pessoas que, todos os dias, asseguram o sucesso do grupo”, afirma Oliver Löwe.
O Vereinigung Cockpit afirma ainda que vai intensificar ainda mais a sua longa e consolidada cooperação com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) em Portugal. A estrutura portuguesa dirigiu uma carta ao CEO da Lufthansa a transmitir o apreço pela operação e já se congratulou publicamente com a escolha do grupo alemão, considerando que “esta nova etapa poderá representar um passo fundamental para assegurar a estabilidade, competitividade e sustentabilidade futura da companhia aérea portuguesa”. O Sindicato Independente de Pilotos de Linhas Aéreas (SIPLA) também saudou hoje a escolha da Lufthansa para a privatização parcial da TAP e anunciou que vai solicitar reuniões ao Governo e à gestão da companhia aérea portuguesa.

O sindicato alemão não é o único a considerar o preço elevado. “A avaliação parece elevada e reflete sobretudo a escassez estratégica do ativo”, afirma o ODDOBHF numa nota enviada aos clientes.
O grupo independente de serviços financeiros franco-alemão assinala que, com base nos resultados da TAP de 2025, a operação da Lufthansa implica múltiplos de 1,1 vezes as receitas e 5,9 vezes o EBITDA recorrente (incluindo dívida de locações sem opção de compra). Sem uma melhoria nas contas da TAP no segundo semestre deste ano, o que normalmente ocorre, o múltiplo poderá atingir 8,3 vezes o EBITDA. “Em comparação, as empresas que acompanhamos negoceiam, em média, a 4,6 vezes o EBITDA de 2026 e 3,8 vezes o de 2027, incluindo as companhias low-cost”, aponta.
“O prémio pago pela Lufthansa é, portanto, significativo e coloca a captura de sinergias no centro da equação financeira”, conclui o ODDO BHF. Assinala, ainda assim, a importância estratégica da aquisição por dar à Lufthansa uma quota de 20% na América do Sul.
Também o banco de investimento Bernstein, que chegou a estimar cerca de 700 milhões de euros para a participação de 44,9% da TAP, considerou o investimento na TAP “estrategicamente sólido, mas caro”, tendo em conta os múltiplos implícitos no negócios.
Na imprensa alemã também há quem questione o preço. “A Lufthansa venceu a disputa por uma participação na TAP Air Portugal e está sobretudo de olho no negócio em direção à América do Sul. Mas a compra é cara”, afirma o site WirtschaftsWoche.
Já o chefe da diplomacia alemã, Johann Wadephul, defendeu junto do homólogo português que a aquisição de parte da TAP pela companhia aérea alemã Lufthansa vai “fortalecer a Europa como localização” e permitirá criar novos empregos.
Numa conferência de imprensa conjunta em Berlim, após um encontro com Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão destacou a “estreita cooperação estratégica” entre Portugal e Alemanha, relatou a agência Lusa.
Para Wadephul, a decisão do Governo português de escolher a companhia aérea alemã Lufthansa para adquirir parte do capital da TAP vai nesse sentido. “Muito está a ser investido nesta parceria, especialmente em Portugal, e muitos contactos, cooperações e novos empregos vão surgir”, destacou na mesma conferência de imprensa, transmitida em direto através a plataforma Youtube.
Por seu lado, o ministro Paulo Rangel afirmou que o Governo português está “muito satisfeito” com o negócio, que classificou como “um enorme sucesso”. “Algo que distingue as empresas alemãs é a mentalidade. Isso significa que pensam a médio e longo prazo. E claro, isso também ficou muito claro nesta transação”, comentou.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português disse esperar que a compra seja concluída no próximo ano, “com base nas regulamentações europeias” e fez votos de que o negócio “traga frutos positivos para ambos os países, mas também para a Europa”. E, destacou, “é também muito favorável para ambas as empresas”.

© MÁRIO CRUZ/EPA
O Parlamento aprovou esta sexta-feira por unanimidade o alargamento da licença parental paga a 100% (até aos cinco meses ou, em caso de partilha entre progenitores, até aos seis meses), bem como a introdução da jornada contínua no setor privado para os trabalhadores com filhos até aos 12 anos, mediante o “sim” do empregador. Estas mudanças deverão chegar ao terreno no início do próximo ano.
No que diz respeito às licenças parentais, neste momento a mãe e o pai trabalhadores têm direito, por nascimento de filho, a licença parental inicial de 120 ou 150 dias consecutivos. A proposta conjunta do PSD e do PS que foi agora aprovada alarga essa licença para 150, 180 ou 210 dias consecutivos.
Em paralelo, passa a estar previsto que, nas licenças de cinco meses, o montante do subsídio parental inicial é igual a 100% da remuneração de referência do beneficiário, independentemente de haver ou não partilha entre os progenitores. Já nas licenças de seis meses, o montante passa a ser o equivalente a 83% do salário ou, caso haja partilha entre progenitores, a 100% da remuneração de referência.
Além disso, passa a estar estabelecido que, no caso de opção pelo período de licença de sete meses, se cada um dos progenitores gozar, pelo menos, 30 dias consecutivos ou dois períodos de 15 dias consecutivos, o montante do subsídio é igual a 86%. Já se o pai gozar, pelo menos, 60 dias consecutivos (ou dois períodos de 30 dias consecutivos), o montante pode chegar a 90% da remuneração de referência do beneficiário.
Em comparação, neste momento, nas licenças de quatro meses, o montante pago é o equivalente a 100% da remuneração de referência, independentemente da partilha entre progenitores. Já nas licenças de cinco meses, o subsídio parental inicial tanto pode equivaler a 80% da remuneração ou, caso haja partilha entre os progenitores (cada um tem de gozar, pelo menos, 30 dias), a 100%. Por outro lado, nas licenças de seis meses, hoje está previsto o pagamento a 83% no caso de partilha entre progenitores.
A proposta aprovada esta sexta-feira prevê também uma das medidas que estavam a ser debatidas na reforma laboral “Trabalho XXI”, que acabou por ser chumbada: a introdução da jornada contínua no setor privado (já está disponível há vários na Administração Pública).
Em causa está um regime que possibilita ao trabalhador com filho menor de 12 anos — ou, independentemente da idade, com deficiência, doença crónica ou doença oncológica que com ele viva em comunhão de mesa e habitação — prestar a sua atividade em regime de jornada contínua se assim for previsto em convenção coletiva de trabalho ou, subsidiariamente, por acordo com o empregador. Ou seja, depende da concordância do empregador, e não será um direito automático, como queria a UGT. Esse trabalhador pode sair, deste modo, até uma hora mais cedo do trabalho.
“O trabalhador que pretenda trabalhar em regime de jornada contínua deve solicitá-lo ao empregador, por escrito, com a antecedência de 30 dias, indicando o prazo previsto, dentro do limite de cinco anos“, lê-se no diploma que segue agora para Belém.
No plenário desta sexta-feira, a oposição insistiu na criação de uma norma transitória que ditava que as licenças parentais em curso a 1 de janeiro seriam abrangidas por estas novas regras, mas o PSD voltou a travar essa intenção, à semelhança do que já tinha acontecido na especialidade.
Alguns dos principais construtores e importadores de automóveis vão estar a apresentar até domingo ao público português os modelos mais recentes de veículos elétricos e híbridos, durante um evento na Alfândega do Porto.
A 10.ª edição do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE) abriu portas esta sexta-feira, com a organização a destacar “18 novidades absolutas no mercado nacional”, incluindo vários lançamentos durante os três dias, que podem ser vistos e comparados em primeira mão.
Além de poderem ver de perto as mais recentes propostas híbridas e elétricas, os visitantes podem realizar experiências ao volante e esclarecer dúvidas sobre carregamento, autonomia e custos de utilização, com a organização a sublinhar que a edição deste ano acontece num “momento decisivo” para o setor devido ao aumento do preço dos combustíveis.
“Numa altura de crise energética, o automóvel elétrico deixou de ser uma promessa para o futuro e passou a ser uma resposta para o presente. (…) O mercado automóvel europeu está a mudar depressa e o novo equilíbrio com a China vai mexer com a oferta e os preços”, salienta o diretor do Salão, José Oliveira.
Entre os lançamentos, a organização destaca o Audi A2 e-tron, o BMW i3, o Cupra Raval Extreme VZ 100% elétrico, o Jeep Avenger, os modelos da Leapmotor B05 e B03X, ou o ID. Cross e o ID. Polo GTI, ambos da Volkswagen. Outras marcas como a Changan, Dongfeng, DS, KGM, Kia , Mercedes-Benz, Škoda e Volvo ‘estacionam’ também as novidades na Invicta.
A chinesa Geely, que acaba de chegar a Portugal com três modelos eletrificados e 15 concessionários, estreia-se também neste salão com a exposição da sua gama nacional: o SUV 100% elétrico Geely E5, o SUV híbrido plug-in Starray EM-i e o Geely E2, que apresenta como o compacto elétrico mais vendido no mundo em 2025.

La Asociación Española de Consumidores ha elaborado, con motivo del Día Mundial del Pan, una guía para ayudar a los ciudadanos a reconocer un pan de calidad y tomar decisiones de compra con más información y menos prejuicios. El documento cuestiona algunas ideas extendidas, como que los productos más caros son necesariamente mejores o que el uso de la tecnología del frío implica una calidad inferior.
La asociación sostiene que la calidad de un pan no depende de un único factor, sino de la coherencia entre los ingredientes, la formulación, la fermentación, el proceso de elaboración, la cocción, la conservación y el resultado final. También advierte de que expresiones como “masa madre”, “integral”, “artesano”, “multicereal” o “recién horneado” pueden aportar información, pero no garantizan por sí solas una mayor calidad.
“El consumidor encuentra cada vez más variedades de pan, pero también numerosos términos que pueden generar confusión. Expresiones como masa madre, integral, artesano, multicereal o recién horneado pueden aportar información, pero ninguna de ellas garantiza por sí sola que estemos ante un pan de mayor calidad”, señaló Miguel Ángel Ruiz, presidente de la Asociación Española de Consumidores.
La guía concede especial importancia a la tecnología del frío, que engloba distintas técnicas basadas en el control de la temperatura y que pueden aplicarse durante la elaboración, la conservación, la distribución y la preparación final del pan. Su utilización no determina por sí misma la calidad del producto, sino que permite preservar las características desarrolladas durante su elaboración hasta el momento del horneado, la venta o el consumo.
La asociación subraya que esta tecnología no sustituye el empleo de buenos ingredientes, una fermentación adecuada o un proceso cuidado. La calidad se construye previamente, a partir de las harinas, la formulación, la hidratación, el amasado, los tiempos de reposo y fermentación y la cocción. Señala que cuando estas fases se han desarrollado correctamente, la tecnología del frío puede ayudar a conservar el resultado obtenido.
En el caso de los panes parcialmente cocidos, permite completar el horneado cerca del momento de la venta o el consumo y obtener la corteza, el aroma y la textura previstos, sin que sea necesario realizar todo el proceso de elaboración desde el inicio en el punto de venta, según explicó.
La tecnología del frío también facilita una producción más planificada, la distribución a distintos establecimientos y un horneado ajustado a la demanda. Los puntos de venta pueden preparar cantidades más precisas, reponer diferentes variedades durante la jornada y reducir las unidades que quedan sin vender. Estas eficiencias contribuyen a disminuir las mermas y a acercar una oferta más variada a establecimientos que no cuentan con obrador propio.
“La tecnología del frío no crea la calidad, pero puede ayudar a conservarla y hacerla más accesible. Aplicada a un producto bien formulado y elaborado, permite preservar el trabajo realizado previamente, ajustar el horneado a la demanda, reducir mermas y ofrecer una mayor variedad de panes en distintos puntos de venta”, explica Miguel Ángel Ruiz.
Para trasladar sus recomendaciones a situaciones concretas de compra, la Asociación Española de Consumidores ha seleccionado siete referencias disponibles en supermercados, pertenecientes a diferentes categorías y rangos de precio. La organización precisa que la selección no constituye un ranking ni una recomendación de compra, sino que pretende mostrar cómo pueden aplicarse los criterios de la guía a productos accesibles para los consumidores.
Entre las referencias figuran el Pan Cristallino Precortado de Europastry, elaborado con masa madre, aceite de oliva virgen extra y doble fermentación, y los panecillos 100% integrales de Lidl, fabricados por Panadería Milagros Díaz, que cuentan con harina integral de trigo como ingrediente principal.
La selección incluye también el pan 100% Integral Cristal de Mercadona, elaborado por Europastry, que combina las características del pan integral y de la alta hidratación; y la media hogaza de centeno 60% de Carrefour, fabricada por Ruipan con harina de centeno y trigo y masa madre de centeno.
La relación se completa con la hogaza 100% integral de Alcampo, elaborada por Panamar Bakery con harina integral de trigo y masa madre integral; la hogaza 100% trigo de espelta de Aldi, fabricada por Europastry; y la barra de cereales de Alcampo, elaborada por Panamar Bakery con diferentes cereales y semillas.
La guía propone siete preguntas que los consumidores pueden plantearse antes de comprar un pan. Entre ellas se encuentran comprobar si se identifica claramente el tipo de harina, si la lista de ingredientes es comprensible y coherente, si la denominación coincide con la composición y si se ofrece información sobre la fermentación o el proceso de elaboración.
También recomienda revisar las instrucciones de conservación y preparación, especialmente en aquellos panes elaborados mediante procesos que incorporan tecnología del frío o que requieren completar el horneado; comprobar si la corteza, la miga, el aroma y la textura responden al tipo de pan; y comparar el precio por kilogramo, en lugar de atender únicamente al importe de cada unidad.
“Para elegir un buen pan no debemos guiarnos únicamente por una etiqueta, un reclamo o una apariencia determinada. Tampoco debemos asumir que la alternativa más cara será siempre la mejor. Contar con información clara permite comparar y encontrar panes de calidad adaptados a diferentes gustos, necesidades y presupuestos”, concluye Miguel Ángel Ruiz.
A Cerealis está a negociar em exclusivo a compra da francesa Panzani à CVC Capital Partners, uma operação que dará origem a um grupo alimentar com cerca de mil milhões de euros de faturação anual e 1.800 trabalhadores. O valor de aquisição não foi divulgado, mas o novo grupo resultante desta operação terá uma avaliação de aproximadamente 1,8 mil milhões de euros (Enterprise Value) e será liderado por Pedro Moreira da Silva, atual vice-presidente executivo da empresa portuguesa.
A Cerealis prepara-se assim para comprar uma empresa com uma faturação superior à sua. A Panzani registou receitas de 620 milhões de euros em 2025, enquanto o grupo português faturou 400 milhões.…
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Ver todos os planosBrunello Cucinelli es este viernes uno de los protagonistas positivos del mercado bursátil al revisar al alza las previsiones de la compañía tras la publicación de sus resultados de ventas correspondientes a los nueve primeros meses de 2026.
La casa de moda italiana, especializada en prendas de alta gama y reconocida especialmente por sus colecciones de cachemir, prevé ahora que sus ingresos aumenten alrededor de un 12 % a tipos de cambio constantes en el conjunto del ejercicio, frente al objetivo máximo del 11 % comunicado en julio.
Brunello Cucinelli, fundador y presidente ejecutivo del grupo, anticipó un crecimiento de los ingresos de aproximadamente el 10 % para 2027, respaldado por la buena acogida de las colecciones y la evolución favorable de los pedidos. La mejora de las estimaciones supone una nueva señal de confianza por parte de la dirección en la capacidad de la marca para mantener su expansión en un contexto de desaceleración para una parte de la industria internacional del lujo.
Entre enero y septiembre de 2026, Brunello Cucinelli obtuvo unos ingresos de 1.123 millones de euros, lo que representa un incremento del 13,3 % a tipos de cambio constantes y del 10,2 % a tipos de cambio corrientes, respecto al mismo periodo del año anterior.
El tercer trimestre mantuvo el ritmo de expansión, con una facturación de 374,2 millones de euros, un 13,5 % más. La cifra superó las expectativas del consenso de analistas, que se situaban en torno a los 371 millones de euros, según las estimaciones recogidas por Jefferies y otros medios financieros.
La empresa destacó que el crecimiento estuvo equilibrado entre las distintas regiones geográficas y categorías de producto, con una contribución similar de las colecciones masculinas y femeninas.
Unos resultados que adquieren especial relevancia por el contexto en el que se produce. Algunas grandes firmas internacionales del lujo se enfrentan a una demanda más débil, las presiones sobre el gasto de los consumidores chinos y una evolución menos dinámica de determinados segmentos del mercado estadounidense.
Por canales de distribución, el negocio minorista volvió a ser el principal impulsor de los resultados. Entre enero y septiembre, las ventas de esta división alcanzaron los 741 millones de euros, equivalentes aproximadamente al 66 % de los ingresos totales, tras crecer un 19 %. El canal mayorista, por su parte, generó 382,6 millones de euros durante los nueve primeros meses, un 4 % más.
La evolución geográfica confirmó la fortaleza de la demanda en los principales mercados de Brunello Cucinelli. América y Asia registraron los avances más pronunciados, mientras que Europa mantuvo un crecimiento positivo, aunque más moderado.
La empresa, con sede en Solomeo, en la región italiana de Umbría, ha construido su posicionamiento alrededor de prendas de lujo discreto, especialmente del citado cachemir, sin renunciar a las colecciones de prêt-à-porter y a la expansión de su red comercial.

Menor tasa de ahorro de los hogares y caída del crédito al consumo. Es el pronóstico de la Fundación de Cajas de Ahorros (Funcas) para los próximos meses, en los que prevé que se mantenga un alto nivel de inflación (por encima del 4,5% hasta final de año) y una subida de los tipos de interés por parte del Banco Central Europeo (BCE) para intentar contenerla.
Los hogares están recurriendo fundamentalmente al ahorro para capear los efectos de la inflación, destacó este jueves el director de Coyuntura de Funcas, Raymond Torres durante la actualización de las previsiones del think-tank para el período 2026-2028. Pese al repunte de los precios, el consumo ha crecido a buen ritmo porque las familias han tirado de los fondos propios. De hecho, la renta neta disponible de los hogares ha crecido un 4,9% mientras que el gasto en consumo ha subido un 6,3%.
Pero la pérdida de poder adquisitivo comienza a ser palpable, con una inflación que se sitúa un punto por encima de la europea. Los salarios pactados en convenio crecen al 3,6% mientras la inflación se sitúa en el 4,9% en septiembre, y se mantendrá en ese nivel hasta final de año.
"Las familias lo que hacen es amortiguar el choque inflacionario utilizando el ahorro para mantener su tren de vida", apuntó Torres. Sin embargo, advirtió que "esto no es algo sostenible a largo plazo: puede durar un tiempo hasta que se agota la capacidad de ahorro o que los hogares deciden no seguir tirando de él".
En el escenario de la guerra de Ucrania los hogares partían con una tasa de ahorro del 17% y tipos de interés casi nulos. Ahora, la situación es distinta, aunque la tasa de ahorro siga siendo elevada en comparación histórica. Esto, "unido a su reducido endeudamiento en un contexto de subida de tipos de interés, proporciona a las familias un margen de maniobra que les permite sostener el gasto", señala el informe de Funcas.
De momento, las previsiones del servicio de estudios pronostican que la tasa de ahorro siga cayendo. Pasará -según sus cálculos- del 11,9% en 2025 al 10,9% en 2026. Y para los años siguientes, se estima que pueda bajar al 10,4 y 9,9% en 2027 y 2028, respectivamente.
Ahora bien, los hogares ven las orejas al lobo y comienzan a apretarse el cinturón. "Las familias perciben ya la inflación y tienen en cuenta que es un fenómeno más permanente y ajustan su comportamiento de gasto", sostuvo. Hasta ahora, añadió, han consumido "como si los precios no hubieran crecido" y han absorbido el impacto ahorrando menos".
Otra parte, ha tenido que recurrir directamente al crédito al consumo. Desde Funcas, la previsión es que este también crezca "mucho menos" en los próximos trimestres pese a la buena dinámica registrada en los últimos años. No ven tampoco una posible espiral de aumento de la morosidad.
"El coste va a ser disuasorio para el crédito al consumo", señaló Torres, en referencia al efecto que tendrán las próximas subidas de tipos del organismo que preside Christine Lagarde. Funcas espera dos subidas adicionales de aquí a final de año, hasta dejar la facilidad de depósito en el 3%. Esto es medio punto más que su previsión de julio.
A nivel macro, el centro de estudios espera una desaceleración gradual de la economía, aunque mantiene su previsión de crecimiento del Producto Interior Bruto (PIB) para 2026 en el 2,5% y en el 1,8% para 2027. Eso sí, espera que la subida de precios cierre el año con una media del 3,7%, cinco décimas más de lo previsto en su anterior análisis. Será del 3,1% en 2027 y del entorno del 2,5% en 2028.
"El turismo pierde fuelle, los fondos europeos ya han terminado su recorrido y la demanda interna se modera", sostuvo su director general, Carlos Ocaña. Sobre esto último, la aportación al PIB pasará de 3 puntos este año a 2,1 el que viene y 2 el siguiente.
Por su parte, consumo privado e inversión frenaran su avance frente al período 2023-2025. Y el consumo público también perderá fuelle, con un cada vez menor margen de maniobra por parte de las administraciones, que ven cómo se encarece el coste de la deuda y tienen que destinar más recursos a paliar la subida del precio de los carburantes. Las previsiones de Funcas estiman un Euríbor en torno al 3% y que el bono español a 10 años suba hasta niveles del 4%.
Nueva operación inmobiliaria de primer nivel por parte del fundador de Inditex, Amancio Ortega. El empresario se ha hecho con un rascacielos en Chicago por más de 490 millones de euros (550 millones de dólares) a través de su vehículo inversor Pontegadea.
Ortega ha adquirido el rascacielos One North Wacker de 51 plantas situado en el distrito financiero de la ciudad, según ha avanzado el medio CoStar y han confirmado a Efe fuentes conocedoras. Algunas de las oficinas del inmueble están alquiladas a empresas como PwC, UBS o Fitch Ratings.
Esta operación se suma a la creciente presencial de Ortega en Chicago, donde ya es propietario a través de Pontegadea de una torre residencial de 492 viviendas adquirida en 2023, el antiguo edificio del Esquire Theatre, un hotel y otras propiedades.
El brazo inversor de Ortega adquirió en agosto un complejo de apartamentos en Londres por 150 millones de libras (unos 175,4 millones de euros), lo que se complementó otras inversiones realizadas en los últimos meses en París o Canadá, enfocadas en el sector logístico o de alquiler de oficinas.

© NUNO VEIGA/LUSA
O Governo vai renegociar o contrato de parceria público-privada (PPP) do Hospital de Cascais para viabilizar a ampliação do edifício hospitalar. Para esse efeito, foi constituída uma comissão de negociação que ficará responsável por rever as condições jurídicas, financeiras e técnicas do contrato, incluindo as obras de expansão e a manutenção do hospital até ao final da concessão, segundo um despacho publicado esta sexta-feira, em Diário da República.
O diploma formaliza a constituição da comissão encarregue de conduzir o processo negocial. A intervenção prevê, entre outras alterações, a instalação de mais quatro postos de tratamento no Hospital de Dia Polivalente e o aumento da lotação do Serviço de Psiquiatria.
A renegociação abrange os aspetos jurídico-financeiros associados à ampliação e as questões técnicas relacionadas com a conceção, o projeto, a construção e a fiscalização das obras. Inclui ainda a manutenção e conservação de todo o edifício hospitalar até ao termo do contrato de gestão.
O despacho não adianta, contudo, o montante do investimento previsto para a expansão, o calendário das obras ou a nova capacidade global do hospital.
A iniciativa teve origem numa proposta da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), apresentada ao gabinete do secretário de Estado da Gestão da Saúde a 23 de maio de 2025. A proposta defendia a constituição de uma comissão de negociação para permitir a ampliação do edifício e a consequente alteração do contrato de gestão.
O documento foi posteriormente analisado pela Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), tendo sido objeto de alterações e complementos por parte da ACSS. A 14 de maio de 2026, o secretário de Estado da Gestão da Saúde deu o seu acordo à proposta e determinou a constituição da comissão, bem como a indicação dos representantes da área da Saúde.
A proposta recebeu também a concordância do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, que determinou à UTAP a criação da equipa para conduzir a renegociação do contrato, com vista à ampliação do hospital e à correspondente modificação contratual.
A comissão de negociação será presidida por Inês Teixeira da Silva, indicada pela diretora da UTAP. Integram ainda a equipa, como membros efetivos, António Luís de Matos Marques Esteves e António Maria Lourenço de Melo Campelo, indicados pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, e João Palmeiro Carrilho e Francisco Ramos, indicados pela diretora da UTAP.
Como membros suplentes foram designados Nuno José Martins Botelho, por indicação do secretário de Estado da Gestão da Saúde, e Marta Almeida, por indicação da diretora da UTAP.
Caberá à comissão desenvolver as diligências necessárias para concluir o procedimento negocial, contando com o apoio técnico e logístico das entidades públicas envolvidas. As reuniões decorrerão nas instalações da UTAP, em Lisboa, embora também possam realizar-se por meios telemáticos legalmente admissíveis.
A participação dos membros não confere direito a qualquer remuneração adicional. O despacho foi assinado a 8 de outubro pela subdiretora-geral da Entidade do Tesouro e Finanças e diretora da UTAP, Rita Domingues dos Santos da Cunha Leal, e produz efeitos desde 18 de setembro de 2026.
O Governo também vai renegociar o contrato de subconcessão do Baixo Alentejo, neste caso, para discutir o refinanciamento do projeto rodoviário e definir como serão repartidos os benefícios financeiros entre o Estado, através da Infraestruturas de Portugal (IP), e a subconcessionária SPER. Para esse efeito, foi constituída uma comissão de negociação, através de um despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República.
O objetivo é avaliar os impactos favoráveis que possam resultar do refinanciamento e acordar o mecanismo concreto de partilha dos ganhos entre o concedente e a empresa responsável pela subconcessão, de acordo com o despacho, assinado pela diretora da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), Rita Domingues dos Santos da Cunha Leal.
O contrato prevê expressamente a possibilidade de refinanciamento da subconcessão, com vista à obtenção de “maiores níveis de eficiência” e à adequação dos custos de financiamento aos riscos do projeto. A operação está, contudo, sujeita a aprovação prévia da IP, estando igualmente prevista a partilha dos benefícios dela decorrentes entre as duas partes.
A constituição da comissão surgiu na sequência de um pedido da SPER — Sociedade Portuguesa para a Construção e Exploração Rodoviária. A empresa solicitou a renegociação e, na sequência dessa iniciativa, a IP apresentou uma proposta fundamentada ao secretário de Estado das Infraestruturas para a criação de uma comissão destinada a discutir as condições do refinanciamento e a distribuição dos respetivos benefícios.
A comissão será presidida por Diogo Dias Moreira, designado pela diretora da UTAP. Integram ainda o grupo, como membros efetivos, Mário Fernandes e Dário da Silva Santos, indicados pelo secretário de Estado das Infraestruturas, e Duarte Valido Viegas e Alejo Laura Dinis, indicados pela UTAP. Como suplentes foram nomeados Ana Maria Rei da Cruz Soeiro e Francisco Semedo.
O despacho determina ainda que a participação dos membros na comissão não dá direito a qualquer remuneração.
A rentrée ainda não foi suficiente para que as fusões e aquisições (M&A) recuperassem em Portugal, embora o ritmo da queda tenha abrandado. O mercado transacional português contabilizou 379 transações, entre anunciadas e concluídas, que movimentaram um total de 7,8 mil milhões de euros, até setembro, de acordo com os dados mais recentes da TTR Data.
Apesar das mais de 370 operações de M&A envolvendo empresas portuguesas, o número registado até ao terceiro trimestre representa uma queda de 27% em comparação com o mesmo período de 2025, bem como uma diminuição homóloga de 45% no capital mobilizado. Ainda assim, menos de metade (33%) dos negócios tiveram os preços divulgados.
Nos primeiros nove meses deste ano, o setor do imobiliário foi o mais ativo, com 62 transações, mantendo a tendência que se tem vindo a verificar no pós-pandemia de Covid-19, depois de um boom de negócios na área tecnológica.
Quando se observa apenas o terceiro trimestre de 2026, no qual foram registadas 120 fusões e aquisições, com valor acumulado de 4,7 mil milhões de euros, é a venda do centro de dados da Altice na Covilhã que se destaca nos rankings segundo o relatório da TTR Data. Ainda que a alienação tenha sido anunciada no final de 2025, os analistas consideram que a conclusão desta venda foi o negócio do trimestre.
Em causa a compra do data center da Covilhã pela Asterion Industrial Partners, por 120 milhões de euros, que contou com a assessoria jurídica das sociedades de advogados Morais Leitão e Uría Menéndez Portugal e a assessoria financeira e due diligence da consultora EY.
O fundo Asterion, que é o maior veículo de investimento em infraestruturas de Espanha, tem estado ativo em termos de M&A. Na segunda-feira, o jornal El Economista noticiou que a Asterion se encontra em processo de aquisição da Fraikin, um dos principais fornecedores europeus de leasing de veículos comerciais e gestão de frotas. O acordo de compra e venda foi assinado com entidades ligadas à Benefit Street Partners, Värde Partners e Canyon Partners, mas os detalhes financeiros não foram divulgados.
No âmbito transfronteiriço, Espanha foi o país que fez o maior número de investimentos de M&A em Portugal nestes nove meses, contabilizando 28 transações. Por sua vez, as empresas portuguesas também escolheram a Espanha — e o Reino Unido — como principais destinos de investimento, com 37 e nove transações, respetivamente.
“Em 2026, foram contabilizadas 53 transações de private equity, representando uma queda de 40% no número de operações em comparação ao mesmo período de 2025. Em venture capital [capital de risco], foram realizadas 76 rondas de investimentos num total de 872 milhões de euros, representando um crescimento de 35% no total investido”, lê-se no último relatório do TTR Data..
No segmento de compra de ativos (asset acquisitions), que também é contabilizada no M&A, foram registadas 86 transações com um valor de 3,8 mil milhões de euros, mais 3% do que entre janeiro e setembro de 2025.