❌

Normal view

Organizações promovem ação de empregabilidade para refugiados

Logo Agência Brasil

O casal Victor Arce, 65 anos de idade, e Morelba Margarida Aquilar, 64 anos, vivem no Brasil há um ano com sua filha. Vindos da Venezuela, eles hoje buscam uma maneira de encontrar um emprego.

Na Venezuela, ele era marceneiro profissional, mas teve que vir para o Brasil por causa de um problema de saúde de sua esposa. E enquanto a oportunidade de emprego não aparece, eles vão vendendo artesanato. 

Notícias relacionadas:

“Esse país é muito bom e encantador, tanto de pessoas quanto de material científico e educativo. Minha esposa tem um problema de saúde e o tratamento venezuelano era muito custoso. E aqui, em dois meses, ela conseguiu atendimento e resolveram o problema”, disse.

Para buscar uma oportunidade melhor de vida no Brasil, na manhã deste sábado (17) eles participaram de uma ação que oferece cursos, apoio e vagas de emprego para refugiados e migrantes. 

São Paulo 17/10/2026 - Cerca de 100 refugiados e migrantes, de 23 nacionalidades, participam, no Centro de São Paulo, da ação “Conexões que Transformam”. O evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation reúne workshops de empregabilidade e empreendedorismo, revisão de currículo com tradução automática para o português, apoio à documentação e estações com vagas de emprego, espaço kids e de bem-estar.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil São Paulo 17/10/2026 - Cerca de 100 refugiados e migrantes, de 23 nacionalidades, participam, no Centro de São Paulo, da ação “Conexões que Transformam”. O evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation reúne workshops de empregabilidade e empreendedorismo, revisão de currículo com tradução automática para o português, apoio à documentação e estações com vagas de emprego, espaço kids e de bem-estar.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Refugiados e migrantes de 23 nacionalidades participam, no centro de São Paulo, da ação Conexões que Transformam - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Chamada de Conexões que Transformam, o evento foi promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation, e ocorreu durante todo o dia na Aliança Brasil Cidadã, no centro da capital paulista.

Assim como Victor e Morelba, outros 136 migrantes e refugiados, de 23 países, se inscreveram para participar da atividade, com workshops de empregabilidade e empreendedorismo, revisões de currículos com tradução para o português, apoio a documentações e vagas de emprego.

“Estou buscando maneiras de empreender, de abrir uma microempresa”, disse Victor, que foi até o local para buscar ajuda com ideias e dicas sobre como ele poderia montar um negócio no Brasil. 

“Aqui se encontra muito apoio ao imigrante, a imigrantes de todos os países do mundo. Essa é uma ideia muito boa e que poucos países têm”, acrescentou.

Em entrevista à Agência Brasil, a líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes do Grupo Mulheres do Brasil, Maria Helena Santuche, informou que 70% dos refugiados e migrantes que participaram da ação promovida neste sábado estavam desempregados. E mais da metade deles têm o desejo de empreender no Brasil. 

“A maior parte dessas pessoas quer empreender, mas elas não têm muita ideia ainda [em como fazer isso], porque justamente esse é um empreendedorismo por necessidade, não por oportunidade”, explicou.

“Um dos objetivos principais [da ação] é possibilitar que esses refugiados que estão no nosso país trabalhem ou façam as adequações necessárias da sua documentação e para que estejam com seus currículos preparados e atualizados”, ressaltou Flavio Simonato, diretor de Pessoas da Konecta Brasil. 

“Estamos realizando palestras também sobre mercado de trabalho para orientar essas pessoas sobre como nosso mercado de trabalho funciona e como elas vão ter sucesso na busca de emprego e, lógico, trazendo também oportunidades de emprego. Além disso, conseguimos doações e vamos doar cestas básicas e brinquedos para as crianças”, disse.

São Paulo 17/10/2026 - Cerca de 100 refugiados e migrantes, de 23 nacionalidades, participam, no Centro de São Paulo, da ação “Conexões que Transformam”. O evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation reúne workshops de empregabilidade e empreendedorismo, revisão de currículo com tradução automática para o português, apoio à documentação e estações com vagas de emprego, espaço kids e de bem-estar.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil São Paulo 17/10/2026 - Cerca de 100 refugiados e migrantes, de 23 nacionalidades, participam, no Centro de São Paulo, da ação “Conexões que Transformam”. O evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation reúne workshops de empregabilidade e empreendedorismo, revisão de currículo com tradução automática para o português, apoio à documentação e estações com vagas de emprego, espaço kids e de bem-estar.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Evento promovido pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation reúne workshops de empregabilidade e empreendedorismo para imigrantes e refugiados - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Segundo Eliane Franco Figueiredo, co-fundadora do Grupo Mulheres do Brasil e líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes, os refugiados e migrantes que se inscreveram para a ação são principalmente da Venezuela, Congo e Haiti. 

“A gente tem médicos aqui, por exemplo, que não podem exercer sua profissão aqui [no Brasil] porque a validação de diploma demora muito. Então, [nesse local] estamos fazendo todo esse tipo de ação para a empregabilidade e de capacitação para o trabalho”.

Refugiados

Segundo Vivian Holzhacker, associada de Soluções Duradouras do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), mais de um milhão de pessoas refugiadas ou em situação de necessidade de proteção internacional vivem no Brasil atualmente.

“Elas vêm de mais de 160 nacionalidades, mas as principais são Venezuela, Cuba e Haiti. E tem um número relevante, principalmente aqui em São Paulo, de pessoas que têm vindo, por exemplo, do Afeganistão, Irã, Síria e Palestina, devido aos conflitos dos últimos anos”, disse. 

“Essas pessoas muitas vezes trazem muitas experiências. Muitos têm formação e muita experiência no seu país de origem, mas chegam aqui e precisam se reinventar”, disse à Agência Brasil.

Quando chegam ao Brasil, essas pessoas têm acesso garantido a políticas públicas como educação e saúde. Mas, segundo Vivian, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados por elas. 

“O idioma é a primeira barreira para todas essas pessoas porque pouquíssimos países falam português. E, depois, existe uma urgência para trabalhar. Eles não têm uma rede de apoio, não têm moradia, então existem vários desafios. Muitas vezes as pessoas têm diploma de nível superior, mas acabam trabalhando no emprego que aparece, naquilo que elas conseguem [encontrar aqui no Brasil]”.

Uma outra dificuldade encontrada por esses refugiados é com relação à documentação. 

“A pessoa que sai do seu país com urgência, fugindo de uma perseguição ou de uma guerra, nem sempre tem tempo de se organizar, de organizar todos os seus documentos ou de traduzir esses documentos. Esse também é um grande desafio”, destacou.

Por isso, reforçou Vivian, ações como essa que estão sendo realizadas em São Paulo são importantes para ajudar na empregabilidade desses refugiados. 

“Aqui elas podem melhorar o seu currículo ou adequá-lo ao formato que é exigido aqui no Brasil. Elas também podem fazer entrevistas e ter acesso a empregos. E também podem fazer algumas capacitações ou aprender algumas ferramentas que possam ser importantes para elas acessarem o mercado de trabalho ou serem empreendedoras”.

Invalid Scald ID.

São Paulo 17/10/2026 - Cerca de 100 refugiados e migrantes, de 23 nacionalidades, participam, no Centro de São Paulo, da ação “Conexões que Transformam”. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Ajuda

Os migrantes ou refugiados que vivem no Brasil e que não conseguiram participar da ação de empregabilidade neste sábado em São Paulo podem buscar outras formas de se colocar no mercado de trabalho. 

A Acnur, por exemplo, disponibiliza a plataforma Help para ajudar a essas pessoas a atualizarem sua documentação ou buscarem informações sobre trabalho e renda. 

“Nessa plataforma elas podem fazer uma seleção por estado e município e ver quais são as organizações que podem atendê-la”, explicou Vivian.

Outra possibilidade é procurar a Aliança Brasil Cidadã, onde são oferecidos cursos de capacitação. 

“Nós temos um Instagram bem robusto e os próprios migrantes refugiados trocam informações por lá”, sugeriu Sidnea Evangelista, vice-presidente da Aliança Brasil Cidadã. 

“E aqui nós temos cursos abertos o ano todo como de informática, inteligência artificial e manicure. Eles podem se inscrever gratuitamente para fazer esses cursos”.

Também é possível buscar informações por meio das redes sociais do Grupo Mulheres do Brasil ou pelo e-mail refugiados@grupomulheresdobrasil.org.br ou por meio das redes sociais da Konecta Brasil.

Roma, in piazza la marcia della Cgil: Landini annuncia lo sciopero generale per il 20 novembre

17 October 2026 at 17:09

La Via Maestra riempie Roma, Landini attacca sul riarmo: “No alle armi, la sicurezza è il lavoro”

Migliaia di persone sono scese in strada a Roma dietro allo striscione “Lavoro, pace, ambiente, welfare, Costituzione”. La mobilitazione nazionale, organizzata dalla Cgil insieme a più di cento sigle del mondo laico e cattolico raccolte nel cartello “La Via Maestra”, ha attraversato il centro della capitale: la testa della sfilata è partita da piazza della Repubblica per raggiungere piazza del Popolo.

Proprio dal palco finale il leader del sindacato di corso d’Italia, Maurizio Landini, ha lanciato la proclamazione di uno sciopero generale fissato per il 20 novembre. All’appello hanno risposto anche i vertici del Campo largo, con le presenze di Elly Schlein, Giuseppe Conte, Nicola Fratoianni e Angelo Bonelli.

Le rivendicazioni: salari, fisco e sanità

Al centro della piazza un lungo elenco di istanze sociali e politiche. In prima fila la lotta all’occupazione precaria e il rialzo delle buste paga e dei trattamenti pensionistici, uniti al contrasto dei contratti svantaggiosi e al superamento del divario retributivo di genere. Fronte caldo anche quello del prelievo fiscale: la piattaforma chiede una stretta sull’evasione, il calo delle trattenute sui redditi da lavoro e pensione, oltre a un prelievo straordinario su rendite, grandi patrimoni ed extraprofitti per ripristinare il principio di progressività.

Sul versante dei servizi essenziali, si sollecita l’innalzamento dei fondi per la sanità al 7,5% del PIL e per la scuola al 5%, puntando su nuove assunzioni e l’abbattimento dei tempi di attesa. Spazio infine al tema della pace, con un secco rifiuto all’incremento degli stanziamenti per le armi e la difesa della libertà di espressione.

Landini dal palco: “Oltre centomila in piazza”

Imponente la partecipazione secondo gli organizzatori. “Siamo davvero tanti, penso possiamo essere più di 100mila persone che da qui, da questa piazza parlano al Paese”, ha proclamato Landini dal palco. “È ora di riprenderci la parola, difendiamo la democrazia praticandola”.

Lo stop al riarmo e la sfida sul lavoro

Il numero uno della Cgil ha poi affondato il colpo sulle scelte di politica estera e di spesa pubblica: “C’è il rischio che le armi si sostituiscano alle parole e alla democrazia. La sicurezza non è armi, questa è una balla colossale. Dobbiamo dire con forza no all’aumento delle spese militari – ha rimarcato Landini – La vera sicurezza è l’autonomia energetica: serve un piano straordinario per le fonti rinnovabili”. Prima di chiudere con un ultimo richiamo alle priorità economiche: “Dobbiamo rimettere al centro il lavoro”.

LEGGI LE NOTIZIE DEL CANALE POLITICA

L'articolo Roma, in piazza la marcia della Cgil: Landini annuncia lo sciopero generale per il 20 novembre proviene da Affaritaliani.it.

European diplomats attacked amid settler raids on West Bank olive harvest

17 October 2026 at 16:12
Images show diplomat on the ground, damage to vehicle; IDF condemns 'severe' attack, says diplomatic delegation didn't coordinate Taybeh visit as police launch probe; settlers said to kill around 20 sheep in Palestinian village

Base da PM Ambiental é atacada a tiros após confronto com duas mortes em Guarujá

Uma base da Polícia Militar Ambiental foi atacada a tiros na noite de sexta-feira (16), em Guarujá, no litoral paulista, após uma ação policial que deixou dois mortos na comunidade Santa Rosa. Um terceiro homem, apontado pela PM como autor do ataque, foi baleado e socorrido.

Os disparos atingiram uma viatura e o muro da instalação, na avenida Manoel da Cruz Michael, no bairro Vila Santa Rosa. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A Folha de S.Paulo procurou a Secretaria da Segurança Pública para esclarecer as circunstâncias das ocorrências, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.

Confronto deixou dois mortos

A PM afirma que equipes da Força Tática do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior patrulhavam a comunidade quando encontraram homens armados e houve confronto.

Dois suspeitos foram baleados. Um deles, de 23 anos, foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital Santo Amaro, mas não resistiu. O outro, de 18 anos, teve a morte constatada no local.

A corporação informou ter apreendido duas pistolas, uma de calibre .40 e outra de calibre 9 mm com numeração raspada, além de uma mochila com entorpecentes.

Homem foi baleado após ataque à base

Após essa ação, um homem passou em frente à base da Polícia Ambiental e efetuou os disparos, ainda de acordo com a PM. Ele teria fugido em direção à comunidade e sido localizado por uma equipe que prestava apoio ao policiamento ambiental.

Na versão da corporação, o homem tentou atirar contra os agentes e foi baleado. Ele foi socorrido com vida pelo Samu e encaminhado para atendimento médico. Não havia informações sobre seu estado de saúde.

Os policiais afirmam ter apreendido com ele uma pistola Glock G17, calibre 9 mm, com numeração raspada.

Os locais das duas ocorrências foram preservados para perícia, e os casos foram apresentados à Polícia Civil. A PM também instaurou inquéritos policiais militares para apurar as circunstâncias das intervenções.

Em nota, a corporação afirmou que a região tinha barricadas, pichações alusivas ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e estruturas utilizadas para dificultar a atuação policial.

Ataque em agosto

A base da 1ª Companhia do 3º Batalhão de Polícia Militar Ambiental também foi alvo de disparos em 14 de agosto. O ataque ocorreu horas após a morte de um suspeito de 19 anos em um confronto com policiais militares no bairro Santa Rosa, segundo a PM. (Bárbara Sá/FOLHAPRESS)

The post Base da PM Ambiental é atacada a tiros após confronto com duas mortes em Guarujá appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

Duelo de Guitarras, da TV Brasil, termina com perfil do campeão

By: EBC
17 October 2026 at 14:16

Logo Agência Brasil

A TV Brasil apresenta a última edição inédita do reality show Duelo de Guitarras com um panorama sobre a trajetória do ganhador Pedro Hills durante a competição musical neste sábado (17), às 13h30. Com estilo próprio, parecendo um viajante no tempo, o artista performou no programa como um roqueiro clássico.

Fluente nos ritmos das décadas de 1970 e 1980, o guitarrista teve um desempenho vitorioso na atração exibida pelo canal público e mereceu a conquista da disputa que é celebrada nesse especial dedicado a sua jornada na produção.

Notícias relacionadas:

O programa temático que encerra a sequência do reality show musical recorda os desafios encarados por Pedro Hills. O programa acompanha o desenvolvimento do campeão no embate com outros guitarristas no decorrer da competição em diferentes gêneros musicais com performances brilhantes na avaliação dos jurados Navalha Carrera e João Gaspar.

Pedro Hills encarou Roger Oliveira logo na primeira batalha do programa no estilo rock clássico. O folk e o sertanejo embalaram a disputa com André Sampaio na segunda rodada da fase classificatória do programa.

Sobre a estratégia, Pedro Hills considera sempre o inesperado. "Você planeja algumas coisas, mas, de repente, na hora, tem que modificar a estratégia por causa da dificuldade aleatória. Não estava preparado para esse desafio, mas eu tive que criar alternativas", destaca Pedro Hills sobre o ritmo sertanejo.

"Eu me inspirei bastante nas questões do banjo, por mais que eu estivesse na guitarra. Com menos duas cordas é a mesma coisa que dirigir um carro sem a primeira e a segunda marcha. Você tem que arrancar de terceira. Eu fiquei surpreso com o que eu consegui desenvolver ali na hora", completa o artista.

O programa foi liderado por Pedro Hills na etapa inicial com 69 pontos. Na vice-liderança, Lucas Mosca obteve 67,5. Na sequência, o reality trouxe Lui Rabello com 62,5 e Roger Oliveira com 61,5. O experiente André Sampaio, com 58,5 pontos, e a guitarrista Gabi Terra, com 57,5, deixaram o confronto, mas permaneceram na casa para apoiar os colegas.

"Estou feliz novamente em ter essa segunda chance e dialogar com as guitarras", pontua Pedro Hills sobre a classificação para as semifinais. O participante voltou a enfrentar o amigo Roger Oliveira. A dupla que realizou o primeiro desafio da produção Duelo de Guitarras definiu uma vaga na final. Cada um escolheu um ritmo para mostrar que merecia estar na decisão do reality.

O reencontro dos guitarristas no palco da atração foi emocionante. Pedro Hills e Roger Oliveira ganham mentoria direta e individual com os jurados Navalha Carrera e João Gaspar. Os concorrentes solaram em dois ritmos escolhidos por eles mesmos.

Para a performance da disputa, Pedro Hills optou pelo blues. "Escolhi pela afinidade. É um privilégio ter a mentoria, um momento só nosso com o João e a Navalha", comenta o candidato pela oportunidade da mentoria exclusiva. Já Roger Oliveira decidiu propor bossa e jazz

O vencedor da primeira fase do reality show gostou do seu desempenho no duelo decisivo das semifinais do programa. "Só penso em botar a energia pra fora no momento. É coração. Fiquei feliz com o que consegui entregar", pondera.

Na decisão contra Lucas Moscardini pelo título da competição de melhor guitarrista no primeiro reality da televisão brasileira dedicado ao instrumento, Pedro Hills e o adversário deveriam escolher gêneros que eles ainda não tocaram durante a produção.

Pedro decidiu incluir o xote e o baião no duelo decisivo, enquanto Mosca optou pelo rock clássico. Uma surpresa: os finalistas vão precisar tocar com o tom diferente das bases utilizadas pelos concorrentes no decorrer do reality. Os guitarristas tiveram pouco tempo para criar seus solos e vão ter que se superar.

Antes da disputa, Pedro Hills e Lucas Moscardini comentaram o convívio e a expectativa para a prova decisiva. "Espero levar com a maior naturalidade possível, apesar de ser um momento tenso. Estou muito feliz de tocar com o Mosca. Gostei bastante dele como pessoa e guitarrista. As palavras que me definem agora são felicidade e gratidão", opina Pedro.

A alteração de tom para a final surpreendeu os concorrentes. "A gente escutou muito essas bases para estudar. Nós imaginamos soluções para determinadas bases. Agora, vamos ter que desconstruir e tentar usar o novo tom. O desafio foi transpor algumas ideias que estava na cabeça e utilizar outros artifícios para superar a situação", explica.

Sobre o programa

Formado por 16 episódios, o reality show musical Duelo de Guitarras promove disputas entre seis artistas que tocam estilos diversos em busca da premiação na guitarra elétrica. O novo formato foi criado pelo produtor Julio Carvana com o diretor Marcio Vianna, que assina o roteiro. O programa inédito na telinha é conduzido pelo apresentador Dimi, guitarrista e entusiasta do instrumento.

No papel dos jurados, a produção convidou duas figuras com grande destaque no cenário brasileiro, virtuoses na guitarra com grande domínio dos estilos musicais e muito conhecimento sobre a história de cada ritmo: Navalha Carrera e João Gaspar. Eles atuam como mentores dos seis participantes.

O primeiro critério considerado pelos jurados é a técnica e a precisão, com valor de 5 e 10 pontos. Depois, eles também avaliam a emoção e a criatividade com a mesma pontuação. Durante o programa, os competidores comentam as apresentações dos colegas e manifestam suas impressões. Os próprios participantes também analisam seu desempenho no palco.

Concorrentes

Pedro Hills - Roqueiro clássico, fã dos grupos da década de 1960 e 1970, participa de uma banda com o irmão.
Roger Oliveira - Carioca do subúrbio, começou tocando na Igreja e mostra versatilidade nos ritmos.
Gabi Terra - Capixaba que tem um trabalho autoral forte, com sonoridades experimentais.
André Sampaio - Ex-guitarrista da consagrada banda Ponto de Equilíbrio, experiente em ritmos africanos e não convencionais.
Lui Rabello - Baiana foi integrante por 16 anos da Banda Altas Horas, do programa homônimo e, com isso, ganhou muita agilidade para improvisar e encontrar sua expressão em qualquer ritmo.
Lucas Moscardini - Metaleiro moderno, capaz de executar centenas de notas precisas por segundo e de tirar muita emoção da guitarra.

Dinâmica da atração

O sexteto convive numa casa equipada com um estúdio de gravação e com áreas para conversar, ensaiar e criar. Os guitarristas participam de uma vivência artística com direito a workshops ministrados por experientes profissionais.

Durante todo o processo, os guitarristas eliminados seguem na casa e no convívio diário de atividades para apoiar os finalistas, torcer pelos colegas e mostrar também o seu talento em jams e ensaios descontraídos.

Muito mais que uma competição, Duelo de Guitarras é um reality inovador em que o aprendizado e a criação artística convidam o público a conhecer mais sobre os ritmos e sobre o instrumento, além de poder acompanhar os músicos cheios de personalidade e talento. De acordo com o apresentador Dimi, "essa é uma competição onde um guitarrista vence, mas ninguém sai perdendo".

Os artistas têm tempo livre durante as gravações e, entre outras convivências, decidiram reformar uma guitarra antiga que estava na casa apenas como objeto cenográfico, revelando também essa competência. As ações foram gravadas e entraram na edição do programa.

Os competidores puderam, um de cada vez, tocar com o veterano Victor Biglione na sua visita ao reality. O resultado foi um dia de solos que passam por todos os ritmos abordados na temporada, com muita emoção compartilhada pelo sexteto.

Para trazer mais diversão e transformar o reality num jogo lúdico, diversas dificuldades aleatórias são sorteadas pelos participantes, tirando cada um deles da sua zona de conforto e convidando-os a mergulhar no universo do improviso. Entre as surpresas do jogo estão desafios como executar o solo sem uma palheta ou apenas com parte das cordas da guitarra, por exemplo.

O resultado é uma viagem musical com muito aprendizado para quem participa e também para quem assiste, porque são apresentadas, numa linguagem simples e popular, as nuances do instrumento e os caminhos da criação artística.

Conteúdo independente

O reality show Duelo de Guitarras ganha exibição semanal inédita na programação da TV Brasil desde o início de julho. O programa foi realizado por meio do Prodav. A emissora pública é um dos canais que mais apresenta produções independentes nacionais. Além de ser uma grande apoiadora das obras dessa natureza no mercado audiovisual do país, a TV Brasil ainda fomenta novos realizadores.

Ao vivo e on demand  

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

Serviço

Duelo de Guitarras – último programa inédito - sábado, dia 17/10, às 13h30, na TV Brasil 
Duelo de Guitarras – reprise - sábado, dia 17/10, para domingo, dia 18/10, à meia-noite, na TV Brasil 

TV Brasil na internet e nas redes sociais

  • Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
  • Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
  • YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
  • X – https://x.com/TVBrasil
  • Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil
  • TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil
  • TV Brasil Play - http://tvbrasilplay.com.br

Croatia Demands Bilateral Terms for Montenegro’s EU Accession Progress

Brussels (Brussels Morning Newspaper) October 17, 2026 – Croatia secured crucial changes to European Council conclusions on Montenegro’s European Union accession process, successfully removing proposed deadlines for closing negotiating chapters while issuing a strict list of eight bilateral … Read more

'Putin feels joy' — Zelensky calls Trump's waiving of key Russia sanctions 'wrong'

17 October 2026 at 13:14
President Volodymyr Zelensky said on oct. 17 U.S. President Donald Trump was "wrong" to further "block" sanctions against Russia, while expressing hope that he would do "everything possible" to stop the full-scale war.

Russian Ryazan oil refinery halts operations of one main unit after drone attack, Reuters reports

17 October 2026 at 11:18
Since President Volodymyr Zelensky announced the resumption of strikes on Oct. 15, Kyiv has not reported any new attacks on Russian oil refineries or confirmed reports of such strikes.

I'm a Walmart store manager at 23. I worked hard to get this life and started as a cashier — here's my career journey.

17 October 2026 at 11:19
Kiley Pulley in the Walmart produce aisle wearing her name badge on a brown blazer.
Kiley Pulley transitioned from cashier to store manager within seven years.

Kiley Pulley

  • Kiley Pulley became Walmart's youngest US store manager at 21, starting as a cashier at 16.
  • Her former store manager helped her through her succession plan and interviews.
  • Pulley emphasizes learning daily and adapting for career growth.

This as-told-to essay is based on a conversation with Kiley Pulley, a 23-year-old Walmart store manager in Buckeye, Arizona. It has been edited for length and clarity.

In 2019, when I was 16 years old, I started working at Walmart as a part-time cashier. I wanted my own money, and figured, why not just get a job?

My sister and my mom were already working there, and it was also right down the street from my high school. It was easy for me to get out of school and walk to work.

Over the next few years, I moved through different roles, from cashier to stocker to online fulfillment. Then, when I turned 18, I became an academy trainer, and six months later, a digital team lead.

When I became a team lead in mid 2021, it hit me that I wanted to stay at Walmart full time and make it my actual career. At 19, I became an operations manager, and right before I turned 22, I became the youngest store manager at Walmart in the US.

People ask me, "How did you do it?" My answer is to show up and learn something new every day. Here are six things I've learned along the way.

I realized I could help people by hiring them

Originally, I wanted to start either my own nonprofit or my own business and help out the homeless population; then I realized that I could do all that through Walmart.

I could make a difference through the people that I hire and the impact that I have on my associates at the store.

When I became a team lead, I was making good money, and I also really liked it. I started actively working toward becoming a store manager. I got on succession plans and was on monthly calls with our market manager. When I became an operations manager, I led multiple projects in our market to get myself ready to become a store manager.

I'd also ask to cover for store managers when they'd take off work; that way I could gain additional experience that was needed to be promoted. I remember thinking, I'm going to be a store manager at 21. I'll be the youngest in the company.

I had to learn that my words carried more weight

As an associate, I was friends with everybody. I could joke around with everyone. When I became salaried, everything changed.

One of the biggest learning points for me has been the way I talk and how to engage with people from different cultures. Changing my tone and limiting the joking and playful attitude felt necessary as a leader in the building.

At the time, setting new boundaries for myself made me feel more confident in my new role and even now in my current role.

I was a little nervous when I first went into a salaried position. People said I might have issues managing those older than me, but I've never had problems with my team not respecting or listening to me.

I also made my social media profiles private. I think connecting on social media can make it harder to separate between being someone's manager and being their friend.

I had to learn how to delegate

Getting out of the "if I want it done the right way, I'll do it myself" mindset was a big learning. I realized not everyone's going to know everything that I know, and if I really want to delegate and get tasks done, I'm going to have to teach and train.

A big part of being an academy trainer and team lead is training your associates. Once you get to operations manager, you kind of have to step back and expect your team leads and academy trainers to do that same thing.

I had to learn that if I delegated, things could get done faster or more efficiently.

I had to learn to be a servant leader

When it comes to my associates, if they need something, whether that's ordering the supplies or putting in tickets for them, I want to do that. I want to advocate for them.

I know it makes them more productive, but they'll probably be happier coming to work, too.

Also, everyone likes the appreciation of, "Hey, thank you for doing this today," or "Thank you for going above and beyond on this."

I had to learn to have work-life balance

When I first became salaried, I was always on the clock. I stopped going to the gym, and I sacrificed some time with my fiancé and family. I'd stay at work and say, "They need me."

It was my fault; the team didn't need me that badly. Now, I'm doing better. When I get home, I'm not spending the whole day looking at metrics or constantly texting my team. I've gone back to the gym.

I learned to take a step back and trust my leaders to do what they need to do. I trust that they know what they're doing.

I think there's always going to be some event you could miss out on. That can be hard to juggle sometimes, but I'm lucky enough to have a fiancé who's also career-focused and driven, so we kind of use each other as motivation.

I realized I could build a career without giving up on school

I went to college for business and ended up dropping out when I got my salaried position. I told myself that I'd get back into college when I got my first store.

My old store manager was the one who promoted me through all of the hourly supervisor roles. She even prepped me for my first salaried role. She sat in the office reading interview questions with me. Every time I'd say the word, 'um,' she'd say, "Nope, restart."

She was constantly there for me, and even still having her as someone to go to has been great. My market manager has also known me since before I started promoting. Every time I think I'm too young to be in this room, he's always in my corner.

I'm now enrolled in Live Better U, a program where Walmart pays for certain bachelor's degrees. I'm getting some of my foundational courses, and then I plan to get my college degree.

Keep pushing to learn more

For teenagers starting out, I encourage them to do a good job and learn as much as they can.

Companies are constantly changing, especially with technology. It's important to adapt and not be comfortable with what you already know.

When I look at my future at Walmart, I told myself I'd get to market manager at 27 or 28 — that's my short-term goal. Then, long-term, my goal would be regional EVP.

One thing I always remind myself is that I worked hard to get to this life, so I can't be upset now that I have it. Maybe we don't have time to do all the fun things right now, but if we work hard through our 20s, thinking about where we might end up when we're 30 or 40 keeps me motivated.

Read the original article on Business Insider

Walmart sees current diesel prices wiping out $2.9 billion tariff refund by end of 2027, Deutsche Bank says.

17 October 2026 at 10:53
Walmart semi-truck trailers are parked at loading docks beside a white tractor in a wet lot.
Walmart is expecting up to an additional percentage point of inflation due to fuel costs in 2027, according to Deutsche Bank.

David Paul Morris/Bloomberg via Getty Images

  • Walmart is bracing for billions of dollars in additional fuel costs due to higher diesel prices.
  • The company previously said it would put much of its $2.9 billion tariff refund toward lower prices.
  • Now, higher fuel costs are likely to erase that benefit, and other retailers are likely to follow.

Just when US shoppers might have thought they dodged the tariff jab, energy costs are coming in with the right hook.

Deutsche Bank says Walmart executives are now expecting the added cost of higher diesel prices to wipe out their total expected benefit from tariff refunds and push prices back up, according to a Thursday analyst note following a meeting with Walmart CFO John David Rainey.

"Elevated diesel is pressuring WMT directly through transportation costs and indirectly as suppliers pass through higher costs, including on petroleum-linked products," the analysts wrote. "Elevated diesel costs are beginning to flow through to consumer prices"

The company is now expecting an additional half to one percentage point of inflation in 2027, the note said. At that rate, additional fuel costs this year and next year will completely erase Walmart's $2.9 billion tariff refund.

Walmart said in August that it had been putting the bulk of that tariff refund money toward lower prices for shoppers.

"Like other retailers, we are not immune to sustained increases in fuel and transportation costs, but we work to minimize their impact," a spokesperson told Business Insider.

The spokesperson also said that many of Walmart's current discounts and holiday deals are time-bound, after which some prices may return to regular levels.

"That should not be characterized as a broad-based price increase," the spokesperson said.

Beyond Walmart, which runs one of the most efficient supply chains in all of retail, the energy impact could be even more pronounced.

The Deutsche Bank analysts noted that competing retailers are also hiking prices in similar categories, leaving Walmart with the relative low-price advantage. The bank also upgraded its rating of Walmart's stock.

Read the original article on Business Insider

10h. Manifestações. CGTP espera grande mobilização

17 October 2026 at 10:16
Realizam-se se hoje manifestações em todo o país convocadas pela central sindical. Ainda, Flávio Bolsonaro promete respeitar o resultado da segunda volta das eleições presidenciais no Brasil.

Trump Shelves Russia Sanctions Weeks After Signing Them Into Law

17 October 2026 at 09:45

President Donald Trump has waived sweeping sanctions and tariffs targeting Russia’s energy revenues, invoking national interest provisions in legislation passed only last month. The decision follows his controversial diesel agreement with Vladimir Putin and threatens to deepen divisions with Congress and European allies over economic pressure on Moscow.

President Donald Trump has suspended the implementation of sweeping American sanctions against Russia, using presidential waiver powers to prevent penalties approved by Congress from taking effect just weeks after he signed them into law.

The executive order issued by the White House on Friday, 16 October, suspends tariffs of up to 500 per cent on Russian imports, alongside penalties targeting major purchasers of Russian oil and gas. It also waives numerous financial and commercial restrictions intended to reduce Moscow’s ability to finance its war against Ukraine.

The decision comes two days before the 18 October deadline for implementing key provisions of the Lindsey O. Graham Sanctioning Russia and Iran Act of 2026, which Trump signed on 18 September. The legislation was named after the late Republican senator Lindsey Graham, who had championed tougher economic measures against Russia.

Sanctions established but immediately suspended

The presidential order formally establishes the tariff increases required by the legislation while simultaneously suspending their application.

Under the law, Russian imports into the United States would face additional duties of 500 per cent. A separate provision would impose 100 per cent tariffs on goods imported from the five largest purchasers of Russian crude oil and natural gas if those countries knowingly made new purchases from 18 October, subject to specified conditions and exemptions.

Another provision targets countries identified as leading facilitators of Russian oil sanctions evasion, potentially exposing their exports to similar American penalties.

Trump invoked Section 115 of the legislation, which permits the president to waive sanctions and tariffs after certifying to Congress that doing so serves the national interests of the United States.

The order confirms that the certification and an accompanying explanatory report have been submitted to Congress. However, the publicly released document provides no detailed justification for suspending the measures.

The waivers will remain in effect until the president or designated senior officials decide that further action is appropriate. Existing sanctions imposed under earlier executive orders are explicitly preserved, meaning the decision does not remove all American restrictions against Russia.

Nevertheless, the order prevents the new legislation’s principal economic penalties from operating at a time when Congress had sought to intensify pressure on Moscow.

Diesel agreement shapes Washington’s decision

The suspension follows Trump’s agreement with Putin to facilitate renewed Russian diesel exports, announced on 9 October as part of an effort to reduce international fuel prices.

As EU Today previously reported, the agreement envisages an immediate release of more than 300,000 tonnes of Russian diesel, followed by additional shipments in November and subsequent months. Washington also authorised certain transactions involving Russian diesel until April 2027.

The arrangement has raised questions about the relationship between the administration’s energy policy and sanctions intended to constrain Russia’s war economy.

Diesel prices have become an increasingly important domestic political issue ahead of the American congressional elections on 3 November. The war involving Iran and disruptions to international energy supplies have contributed to exceptionally high fuel costs, creating additional pressure on the administration.

The White House hopes additional Russian supplies will relieve pressure on international markets. However, energy analysts have questioned whether the quantities involved will materially affect American prices, particularly before the elections.

The latest waiver also removes the immediate threat of punitive tariffs against major Russian energy customers, including China and India, which had objected to the proposed measures.

Congressional opposition and European concerns

The decision is likely to intensify opposition within Congress, where the sanctions legislation attracted substantial bipartisan support.

Earlier this week, 12 senators, including six Republicans, called on Trump to reverse his diesel agreement, arguing that allowing Russian fuel back onto international markets would provide Moscow with additional revenue for its military operations.

Democratic Senator Richard Blumenthal, who helped develop the sanctions legislation, criticised the diesel arrangement as contrary to Congress’s intention to strengthen economic pressure on Russia.

The decision also exposes a widening divergence between Washington and Brussels.

At the European Council meeting on Friday, European Commission President Ursula von der Leyen and European Council President António Costa reaffirmed that EU sanctions against Russia would remain in place until Moscow ended its war against Ukraine.

Costa declared that the present circumstances required increased pressure on Moscow rather than a relaxation of existing restrictions. The European Union is also preparing a 22nd sanctions package while considering additional financial support for Kyiv.

For Ukraine, the decision means that Russia will continue to benefit from energy exports and the international trade that helps finance its war. Instead of tightening restrictions on these revenues, Washington has suspended measures specifically intended to cut them.

The timing is particularly significant. While Trump is pressing Kyiv to halt attacks on Russian oil refineries and other energy facilities, Moscow continues its strikes against Ukrainian cities and civilian infrastructure. Zelenskyy has argued that Ukraine cannot be expected to stop targeting Russia’s energy sector while Russian attacks on Ukrainian infrastructure continue.

Although Trump can reinstate the sanctions, his decision removes the immediate threat of additional penalties against Russia and its principal energy customers. It also places Washington increasingly at odds with its European allies. Brussels remains committed to maintaining and expanding sanctions against Moscow, while the White House is now giving priority to reducing American fuel prices, even if that means easing economic pressure on Russia.

Brasil em 2026

17 October 2026 at 09:44

A questão central, pelo menos para mim, não é exatamente qual dos dois é mais simpático ou antipático, mais de esquerda ou de direita. É outra: Algum dos dois vai efetivamente melhorar a condição do Brasil?

O futuro é sempre incerto, mas temos alguma informação para tentar responder. Desde 2003, o PT governou o Brasil durante quase 16 anos. Jair Bolsonaro governou por quatro anos e seu filho Flávio apresenta-se explicitamente como continuador de seu projeto político. Antes de olhar para os candidatos, porém, vale tentar entender onde o Brasil está.

Onde está o Brasil?

Uma maneira relativamente objetiva de começar é olhar alguns rankings internacionais. No PISA, que mede a capacidade de alunos de 15 anos em matemática, leitura e ciências, o Brasil continua muito distante dos países desenvolvidos. Na edição de 2022, ficou em 65º lugar em matemática, 52º/53º em leitura e 61º/62º em ciências. São 81 países e economias avaliados.

No Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International, o Brasil aparece em 107º lugar entre 182 países.

No último Doing Business do Banco Mundial, publicado em 2020, o país estava em 124º entre 190 economias. O Doing Business foi encerrado em 2021 e está sendo substituído pelo B-READY, cuja avaliação brasileira ainda não permite comparação direta com a antiga série.

Há também o Global Business Complexity Index, da TMF Group. Nele, o Brasil aparece como terceiro país mais complexo do mundo para fazer negócios, atrás apenas de Grécia e México. É um dado curioso. O problema brasileiro não parece ser falta de regras. Muito pelo contrário: temos regras, declarações, obrigações acessórias, tributos, normas trabalhistas e exigências administrativas em abundância. Entretanto, esse enorme aparato regulatório não produz necessariamente um ambiente mais simples, eficiente ou íntegro.

No ranking de competitividade do IMD, o Brasil ocupa 65º lugar entre 70 países. No índice de Estado de Direito do World Justice Project aparece em 78º entre 143. Em inovação, a situação é um pouco melhor: o Global Innovation Index coloca o país em 53º entre 139 economias. Já no Global Peace Index, que inclui violência e segurança, o Brasil aparece em posição bastante ruim: 130º entre 163 países.

No Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH, está aproximadamente na 84ª posição entre 193 países e territórios.Não se trata de um país sem ativos. O Brasil tem um mercado interno enorme, extraordinários recursos naturais, agricultura altamente produtiva, algumas universidades e empresas de nível mundial, uma matriz energética relativamente limpa e uma capacidade razoável de inovação.

O problema parece ser outro: Há uma enorme dificuldade em transformar esses ativos em produtividade média, renda per capita elevada e serviços públicos de qualidade. Essa talvez seja a característica estrutural mais importante do Brasil contemporâneo.

E melhoramos nos últimos 25 anos? Muito menos do que seria razoável esperar. Houve avanços importantes. A pobreza diminuiu fortemente durante parte dos anos 2000. O acesso à universidade aumentou. A mortalidade infantil caiu. O país acumulou reservas internacionais e reduziu sua vulnerabilidade externa.

Mas, olhando os grandes indicadores estruturais — produtividade, qualidade da educação básica, ambiente de negócios, segurança, infraestrutura e qualidade institucional — a melhora foi surpreendentemente pequena. Isso é particularmente relevante porque, durante boa parte dos anos 2000, o Brasil viveu condições externas excepcionalmente favoráveis.

A ascensão chinesa elevou fortemente a demanda e os preços de commodities exportadas pelo Brasil. Soja, minério de ferro, petróleo e outros produtos passaram por um longo ciclo de valorização. Foi a década das commodities.

Seria incorreto dizer que a redução da pobreza naquele período foi apenas consequência desse fenômeno externo. O Bolsa Família foi um programa de baixo custo e razoavelmente bem focalizado. A valorização do salário-mínimo, o aumento do emprego formal e a expansão do mercado de trabalho também contribuíram.

Mas seria igualmente incorreto atribuir todo aquele progresso social exclusivamente à qualidade das políticas econômicas brasileiras. Houve uma combinação excepcionalmente favorável de boom de commodities, emprego crescente, salários reais em alta e políticas redistributivas.

O problema foi o que fizemos com essa bonança. Países que passam por períodos excepcionalmente favoráveis podem converter parte da renda extraordinária em infraestrutura, educação, poupança e aumento da produtividade futura. O Brasil fez isso muito menos do que poderia.

Estradas, ferrovias, portos, saneamento, educação básica e produtividade permaneceram como gargalos importantes. Distribuímos renda mais rapidamente do que aumentamos nossa capacidade produtiva. Enquanto as condições externas eram favoráveis, isso funcionou relativamente bem mas quando o cenário mudou, as fragilidades ficaram mais evidentes.

Universidade para todos?

Outra política frequentemente apresentada como grande sucesso dos governos do PT foi a expansão do ensino superior. Houve efetivamente democratização do acesso. Milhões de brasileiros que provavelmente nunca teriam frequentado uma universidade passaram a fazê-lo. Isso tem valor social e individual.

Mas existe uma pergunta diferente: quanto dessa expansão aumentou efetivamente o capital humano e a produtividade do país? Programas como FIES e ProUni aumentaram fortemente a demanda pelo ensino superior privado. O problema é que, quando o Estado financia a demanda sem disciplinar suficientemente a oferta, parte importante do subsídio pode ser capturada pelo fornecedor. Foi exatamente nesse período que grupos privados de educação cresceram extraordinariamente. E havia um incentivo econômico evidente: expandir principalmente cursos relativamente baratos de oferecer. Direito, administração e pedagogia exigem muito menos investimento que engenharia, medicina, ciência da computação ou áreas que necessitam de laboratórios e infraestrutura sofisticada. Não significa que advogados, administradores ou pedagogos sejam desnecessários. Significa apenas que a quantidade de diplomas universitários não é sinônimo de aumento equivalente de produtividade. O enorme volume de financiamentos estudantis posteriormente renegociados ajuda a mostrar que, para muitos alunos, o retorno econômico da formação recebida ficou abaixo do esperado. O recém-formado simplesmente não era foi pelo mercado de trabalho.

Mais importante ainda: talvez tenhamos tentado resolver no ensino superior um problema que começava muito antes. Se uma parcela enorme dos jovens brasileiros chega aos 15 anos sem domínio adequado de matemática e leitura, aumentar vagas universitárias não elimina a deficiência acumulada nos primeiros dez anos de escola.

Os governos Lula

Os dois primeiros mandatos de Lula coincidiram com esse ambiente externo extraordinariamente favorável. Houve crescimento, redução da pobreza, melhora do emprego, aumento das reservas internacionais e maior projeção internacional do Brasil.

Na política externa talvez esteja um dos pontos mais positivos daquele período. O Brasil manteve relações produtivas com Estados Unidos, Europa, China, América Latina, África e Oriente Médio. Tentava preservar uma tradição diplomática pragmática: conversar comtodos sem se transformar automaticamente em aliado ideológico de ninguém.

Por outro lado, o período também foi marcado por grandes escândalos. O Mensalão envolveu corrupção e pagamentos ligados à sustentação política da coalizão governista. Anos depois surgiu o enorme esquema de corrupção envolvendo Petrobras, grandes empreiteiras, operadores financeiros e políticos, popularmente chamado de Petrolão. Boa parte desse sistema foi revelada pela Operação Lava Jato. A Lava Jato posteriormente perdeu grande parte de sua legitimidade devido a graves problemas processuais e à atuação de seus próprios protagonistas. Isso, porém, não significa que os esquemas de corrupção descobertos não tenham existido.

Outro problema foi a ausência de reformas estruturais compatíveis com o momento excepcionalmente favorável. O país teve uma oportunidade rara para investir pesadamente em educação básica, infraestrutura, simplificação administrativa e produtividade. Fez muito menos do que poderia.

Dilma e a Nova Matriz Econômica

Com Dilma Rousseff, o problema ficou muito mais evidente. A política econômica passou a se apoiar no que posteriormente ficou conhecido como Nova Matriz Econômica. A ideia era estimular o crescimento através de juros mais baixos, crédito subsidiado dos bancos públicos, desonerações tributárias, controles de preços e maior intervenção do Estado em diversos setores. Na prática, o governo tentou aumentar o crescimento principalmente pela demanda sem resolver os problemas do lado da oferta.

Houve crédito barato do BNDES, intervenção em preços de combustíveis e energia, incentivos específicos a setores escolhidos pelo governo e deterioração gradual das contas públicas. O investimento e a produtividade não responderam como esperado.

Ao mesmo tempo acumularam-se inflação reprimida, distorções de preços e perda de confiança. Depois da eleição de 2014, o governo teve de fazer praticamente o movimento contrário: aumentou juros, corrigiu tarifas e iniciou um ajuste fiscal justamente quando a economia já estava enfraquecendo. O resultado foi a enorme recessão de 2015–2016.

Seria exagerado atribuí-la exclusivamente a Dilma. Houve queda das commodities, crise política e efeitos da Lava Jato, entre outros fatores. Mas a política econômica teve responsabilidade relevante.

O resultado agregado dos longos governos do PT, para mim, é ambíguo. Houve alguns avanços sociais mas eles não foram acompanhados por um aumento equivalente da produtividade, da qualidade educacional e da infraestrutura. Um grande indicador desse problema é o número de analfabetos funcionais. Em 2002 eram 26% da população, em 2026 29%. O Brasil não se tornou estruturalmente mais eficiente.

O governo Jair Bolsonaro

Então chegamos ao governo Bolsonaro. Na economia houve algumas reformas relevantes. Foi aprovada a autonomia formal do Banco Central. Houve o novo marco do saneamento, avançaram concessões, privatizações e algumas reformas regulatórias. A reforma da Previdência foi aprovada durante seu governo, embora tivesse sido preparada no período de Michel Temer, que também havia aprovado a reforma trabalhista e criado o teto de gastos.

Antes da pandemia, entretanto, o crescimento continuava modesto. E então veio a Covid.

A pandemia

A gestão da pandemia talvez tenha sido no mínimo complexa. Houve conflitos constantes com autoridades sanitárias, defesa de medicamentos sem eficácia comprovada, resistência a medidas de redução de transmissão e controvérsias na aquisição de vacinas.

Não é possível afirmar cientificamente que determinado número exato de brasileiros morreu “por culpa do governo Bolsonaro”. Mas diversos estudos acadêmicos estimam que dezenas de milhares e, em cenários mais amplos, mais de cem mil mortes poderiam ter sido evitadas com vacinação mais precoce, políticas de saúde pública mais consistentes e melhor coordenação nacional.

É curioso que um acontecimento dessa dimensão praticamente tenha desaparecido da campanha eleitoral de 2026. Como se não tivesse existido.Outro traço marcante do governo Bolsonaro foi o conflito permanente com instituições.

Houve ataques reiterados ao Supremo Tribunal Federal, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao próprio sistema eleitoral brasileiro. A reunião de julho de 2022 com embaixadores estrangeiros, na qual Bolsonaro fez acusações sem provas contra o sistema eletrônico de votação, tornou-se posteriormente uma peça importante das investigações sobre suas tentativas de permanecer no poder.

A política ambiental também deteriorou a imagem externa do país. O desmatamento aumentou e a Amazônia passou novamente a dominar a percepção internacional sobre o Brasil.

A diplomacia brasileira também mudou. O pragmatismo tradicional do Itamaraty cedeu espaço, particularmente no início do governo, a uma política externa fortemente ideológica. Houve grande aproximação com Donald Trump, Viktor Orbán e Benjamin Netanyahu.

As relações com alguns países europeus deterioraram-se. O episódio em que Bolsonaro fez comentários sobre a aparência da esposa de Emmanuel Macron tornou-se emblemático de uma política externa muitas vezes conduzida através de manifestações pessoais do presidente. Vale lembrar que em resposta Macron recebeu Lula, na época sem nenhum cargo, com honras de chefe de estado em 17/11/2021.

Depois da derrota de Trump nos Estados Unidos, a excessiva identificação com o trumpismo criou dificuldades adicionais na relação com o governo Biden. Não houve isolamento internacional completo — o Brasil continuou no G20, BRICS, Mercosul e manteve intenso comércio com China, Estados Unidos e Europa mas houve clara perda de capital diplomático.

O governo Bolsonaro também teve episódios controversos, ou escândalos. Houve o caso dos pastores que intermediavam acesso de prefeitos ao Ministério da Educação. A negociação da vacina Covaxin levantou suspeitas importantes, embora o contrato tenha sido cancelado e não tenha havido pagamento. Houve o chamado orçamento secreto, mecanismo de distribuição de verbas parlamentares com baixíssima transparência, que se tornou essencial para a relação entre Bolsonaro e o chamado Centrão. E houve o caso das joias sauditas, pelo qual Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal. O uso frequente de sigilos de até cem anos sobre informações de interesse público também contribuiu para uma percepção de falta de transparência.

Não apareceu, durante o governo Bolsonaro, um esquema federal de corrupção comprovado com a dimensão sistêmica do Petrolão. Mas a promessa de uma administração radicalmente diferente da velha política brasileira também esteve longe de se realizar.

Assim como Lula teve controvérsias envolvendo seu filho Fábio Luís, a família Bolsonaro também aparece repetidamente no noticiário judicial. Flávio Bolsonaro esteve envolvido no caso das chamadas “rachadinhas” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Carlos Bolsonaro foi investigado no caso conhecido como “Abin paralela”. Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF em 2026 por coação no curso de processo relacionado às investigações envolvendo seu pai. Jair Renan também esteve envolvido em investigações, algumas posteriormente encerradas.

Mais recentemente surgiu a investigação envolvendo Flávio Bolsonaro, o Banco Master e o financiamento do projeto de filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. O patrocínio acordadofoi de R$ 134 milhões. A título de comparação o filme Ainda Estou Aqui custou R$ 45 milhões e ganhou um Oscar.

É importante preservar a distinção entre investigação, indiciamento e condenação. Nem toda suspeita vira crime comprovado. Mas é igualmente difícil sustentar a imagem de uma família política permanentemente alheia a controvérsias desse tipo.

Jair Bolsonaro, por sua vez, cumpre pena decorrente de sua condenação pelos crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional após a eleição de 2022.

E o Congresso?

É aqui que o problema brasileiro talvez fique ainda mais interessante. O Congresso Nacional tem 513 deputados e 81 senadores. Existem bancadas informais extremamente poderosas.

A bancada do agronegócio provavelmente continuará sendo uma das maiores. Atua em temas como financiamento agrícola, regularização fundiária, demarcação de terras indígenas, legislação ambiental, tributação e defensivos agrícolas.

Há uma enorme bancada evangélica, que concentra sua atuação em temas como aborto, família, educação, sexualidade e benefícios tributários a instituições religiosas.

Existe ainda a chamada “bancada da bala”, composta por muitos policiais, militares e parlamentares cuja agenda principal é segurança pública, endurecimento penal e flexibilização de armas.

Nada disso é ilegítimo. Agricultores têm interesses. Evangélicos têm interesses. Policiais têm interesses. A pergunta é outra: Onde estão as grandes bancadas da educação básica, da produtividade, da infraestrutura, da simplificação do Estado ou da competitividade?

Todos dizem que educação é importante. Mas não existe no Congresso um movimento político de dimensão semelhante voltado a elevar dramaticamente a qualidade da escola brasileira.

Todos dizem que infraestrutura é importante. Mas continua sendo muito mais fácil obter apoio político para uma obra localizada num município do que para uma reforma institucional cujo resultado aparecerá dez anos depois. Isso se relaciona diretamente ao crescente poder das emendas parlamentares.

Uma parcela cada vez maior do orçamento discricionário passou a ser direcionada por deputados e senadores. O problema não é necessariamente a existência das emendas.

O problema é que elas reforçam uma lógica política essencialmente local e de curto prazo. A visão em geral é de curto prazo e eleitoreira. Vide o efeito das emendas parlamentares ao orçamento. Elas somam algo próximo a 0,5% do PIB. Parece pouco, mas quando olhamos para os gastos discricionários do governo, gastos livres para investimento e custeio, elas representam praticamente 25% do total. Lembrando que do orçamento o Governo Federal tem uma parcela minúscula para investimento.

Cada parlamentar tem incentivo a mostrar uma estrada, uma ambulância, uma escola ou uma praça para seu eleitor. Poucos têm incentivo eleitoral para passar dez anos reformando a educação básica brasileira.

A eleição de 2026

A direita obteve enorme avanço no Congresso. O PL de Flávio Bolsonaro deverá ter 121 dos 513 deputados e 28 dos 81 senadores. Isso altera significativamente o equilíbrio político brasileiro. Uma eventual vitória de Lula, portanto, significará governar diante de um Congresso consideravelmente mais conservador. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro significará algo diferente: um presidente com uma base parlamentar muito mais alinhada politicamente.

Isso aumenta a capacidade de aprovar reformas. Mas também aumenta a capacidade de aprovar agendas ligadas ao conflito com o Judiciário, anistia a Jair Bolsonaro e pautas de costumes.

A pergunta passa a ser: Qual dessas agendas terá prioridade?

A direita é realmente fiscalista? A direita brasileira associa-se, no discurso, a Estado menor, disciplina fiscal, reforma administrativa, privatização e desregulamentação. Durante Bolsonaro houve alguns resultados compatíveis com isso.

Em 2022 houve superávit primário e a dívida bruta caiu como proporção do PIB. Os salários do funcionalismo federal ficaram congelados por um período e o salário-mínimo teve aumentos mais contidos. Mas o quadro é bem mais complexo.

O teto de gastos foi alterado diversas vezes. Algumas alterações eram claramente justificáveis, como as relacionadas à pandemia. Outras tiveram motivação muito mais discutível. A chamada PEC Kamikaze, aprovada poucos meses antes da eleição de 2022, autorizou cerca de R$ 41 bilhões em benefícios adicionais. Lembrando que kamikaze foi o nome dado à PEC pelo ministro Paulo Guedes, olhando para a credibilidade fiscal e contas públicas. Também houve postergação de precatórios, transferindo despesas de dezenas de bilhões de reais para exercícios posteriores. Portanto, tivemos uma combinação de medidas de contenção com outras de expansão de gastos.

A grande pergunta permanece: A direita brasileira acredita realmente em disciplina fiscal quando essa disciplina passa a ter custo eleitoral? Essa pergunta será especialmente importante caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

O que esperar agora?

Talvez este seja o ponto mais importante. Independentemente de Lula ou Flávio Bolsonaro, o próximo presidente receberá um país com alguns problemas que não podem mais ser escondidos pela retórica eleitoral.

  • Primeiro: a questão fiscal

A dívida bruta brasileira está atualmente próxima de 83% do PIB. Isso não significa que o

Brasil esteja à beira de uma crise argentina. A maior parte da dívida é denominada emmoeda nacional. O país tem elevadas reservas internacionais, câmbio flexível, sistema bancário relativamente sólido e não depende fortemente de financiamento externo em moeda estrangeira. Mas a combinação de dívida elevada e juros reais muito altos produz um problema crescente. E existe uma enorme rigidez orçamentária. A esmagadora maioria das despesas federais é obrigatória: Previdência, salários, benefícios e transferências. Isso significa que a promessa aparentemente simples de “cortar desperdício” está longe de ser suficiente. Uma consolidação fiscal real exigirá decisões politicamente desagradáveis. E isso valerá para qualquer presidente.

  • Segundo: finalmente temos uma grande reforma tributária

Aqui existe uma razão real para algum otimismo. O Brasil aprovou uma reforma profunda dos tributos sobre consumo. O emaranhado de PIS, COFINS, ICMS, ISS e outros tributos começa a ser substituído por um sistema baseado em CBS e IBS. A transição ganha força a partir de 2027. Se a implementação funcionar, poderá reduzir justamente um dos problemas que aparecem nos rankings internacionais: a extraordinária complexidade de operar uma empresa no Brasil. É provavelmente uma das reformas estruturais mais relevantes das últimas décadas.

  • Terceiro: produtividade

Aqui está a questão que atravessa todo este texto. A OCDE projeta crescimento brasileiro de apenas 1,6% em 2026 e 2,1% em 2027 e aponta juros elevados, baixo investimento e problemas de produtividade entre os obstáculos relevantes. O Brasil pode continuar crescendo 2% ao ano durante décadas. Não haverá necessariamente uma grande crise. Mas os países mais produtivos continuarão ficando mais ricos muito mais depressa. Esse é talvez o verdadeiro risco brasileiro. Não o colapso. A mediocridade prolongada.

  • Quarto: há oportunidades excepcionais

Ser pessimista em relação às instituições brasileiras não significa ignorar as vantagens do país. O Brasil possui uma agricultura extraordinariamente competitiva. Tem água, terras, minerais e energia. Possui uma matriz elétrica muito mais limpa que a de grande parte do mundo e baixa dependência de importações energéticas. A própria OCDE destaca essa vantagem e o potencial adicional em solar e eólica. Há oportunidades importantes em bioenergia, minerais críticos, inteligência artificial aplicada ao agronegócio, transição energética e infraestrutura. Poucos países grandes dispõem dessa combinação.

A questão é transformar oportunidade em investimento e investimento em produtividade. Este é um problema que tem atravessado gerações. Será que o futuro presidente terá condições e vontade para fazer essa transformação?

  • Quinto: as instituições

Há finalmente uma variável que não é econômica. O próximo presidente brasileiro terá enorme capacidade de influenciar instituições através de nomeações para o Supremo Tribunal Federal, Banco Central e diversos órgãos reguladores. Ao mesmo tempo, o novo Congresso saiu das eleições muito mais poderoso e mais à direita. Se Lula vencer, terá de governar negociando permanentemente com um Congresso hostil em várias áreas. Se Flávio Bolsonaro vencer, terá uma base política muito mais favorável, mas precisará mostrar se pretende usar esse capital principalmente para reformas econômicas ou para continuar o enfrentamento institucional que caracterizou o governo de seu pai. E não para distribuir benesses como tem sido o hábito na política brasileira.

Três futuros possíveis

É possível imaginar três cenários bastante diferentes.

No cenário favorável, o próximo governo faz um ajuste fiscal gradual e crível, executa bem a reforma tributária, avança numa reforma administrativa, melhora o ambiente de negócios, amplia investimentos privados em infraestrutura e preserva estabilidade institucional. O Brasil provavelmente não vira uma China. Mas pode passar a crescer mais depressa e, principalmente, de forma mais sustentável.

Num cenário intermediário, nada de dramático acontece. Também nada de importante muda. O país cresce 1,5% a 2,5% ao ano, continua convivendo com juros elevados, dívida crescente, educação medíocre e produtividade baixa. A renda aumenta lentamente e o Brasil continua perdendo posição relativa para países mais eficientes. Talvez este seja o cenário brasileiro mais familiar.

No cenário ruim, temos populismo fiscal, deterioração das contas públicas, conflitos institucionais e juros estruturalmente elevados. Nesse ambiente, o investimento cai e o crescimento potencial diminui ainda mais.

O risco mais brasileiro

Quando se fala sobre Brasil, costuma-se imaginar a próxima grande crise. Talvez esse não seja o risco principal. O maior risco brasileiro pode ser algo muito mais silencioso: continuar funcionando razoavelmente sem jamais resolver os problemas que impedem o país de enriquecer.

O Brasil não precisa de um milagre econômico. Precisa fazer durante vinte anos algumas coisas pouco espetaculares que evita fazer há quarenta: educar melhor, investir mais, simplificar o Estado, controlar as contas públicas, preservar instituições, aumentar a concorrência, e elevar a produtividade.

A pergunta desta eleição, portanto, não é apenas se Lula ou Flávio Bolsonaro será presidente a partir de 2027. É outra: Algum dos dois e, principalmente, o sistema político que estará ao seu redor está realmente disposto a enfrentar esses problemas?

Essa é a dúvida que fica.

Merz Demands Deeper EU Budget Cuts as Brussels Summit Fails to Break Deadlock

17 October 2026 at 09:21

EU leaders have failed to settle their differences over the 2028–2034 budget, with Germany demanding further reductions to the proposed spending framework and the European Council taking charge of negotiations ahead of a difficult December deadline.

European Union leaders have ended their Brussels summit without agreement on the bloc’s next seven-year budget, after German Chancellor Friedrich Merz rejected the scale of spending envisaged under the latest compromise proposal and demanded deeper cuts.

The discussions on 15–16 October exposed the continuing division between governments determined to contain national contributions and those seeking to protect agricultural subsidies, regional development and new European investment programmes. The dispute now threatens the political timetable for approving the 2028–2034 Multiannual Financial Framework, the budget that will determine the Union’s spending priorities over the next seven years.

In their formal summit conclusions, leaders invited European Council President António Costa to take negotiations forward towards a timely agreement. No new spending settlement was endorsed, despite the Irish presidency having presented revised figures immediately before the summit.

Germany rejects the compromise

The European Commission originally proposed a framework approaching €2 trillion in current prices, arguing that Europe needed greater financial capacity to meet its growing responsibilities in defence, competitiveness, technological development, migration and external security.

Ireland, which holds the rotating Council presidency, submitted a revised negotiating document on 10 October intended to narrow the differences between governments. The latest proposal includes substantial reductions compared with the Commission’s initial ambitions while seeking to preserve financing for established EU programmes.

Those concessions have not satisfied Berlin. Merz argues that the Union must recognise the difficult fiscal position facing national governments and that the proposed increases in common spending remain excessive.

Germany, the largest contributor to the EU budget in absolute terms, has been working with other budget-conscious governments to seek reductions from the original Commission proposal.

EU Today reported on the proposed €141 billion in reductions, including the implications for defence and competitiveness funding.

The Irish compromise has done little to bridge the divide. The revised framework seeks to combine greater financial restraint with protection for agricultural and cohesion policies, while retaining significant investment in security, research and competitiveness.

Yet every attempt to rebalance the proposed spending exposes another political conflict.

Agriculture, cohesion and defence compete for funding

The Common Agricultural Policy and cohesion funding remain among the largest and most politically sensitive components of the EU budget. Agricultural payments support farmers across the Union, while cohesion programmes finance infrastructure, regional investment and economic development, particularly in less prosperous territories.

Governments benefiting heavily from those programmes are reluctant to accept reductions, particularly when national finances are already under pressure.

France, Italy and other countries defending traditional EU expenditure have therefore resisted attempts to transfer the burden of budget restraint disproportionately onto agriculture and regional support.

At the same time, the Commission has argued that the EU cannot simply preserve the spending structure of previous decades while promising a stronger role in European defence, industrial development and economic security.

The contradiction is increasingly apparent. European governments demand greater independence from external suppliers, stronger military capabilities and sustained financial support for Ukraine, yet remain unwilling to agree on the larger common budget that might help deliver those objectives.

Cuts to research, innovation, cross-border infrastructure or defence-industrial programmes would not necessarily produce immediate political costs. Their consequences would emerge later, through investments postponed, capabilities not developed and projects left dependent on national budgets.

Conversely, reducing agricultural payments or regional investment would produce more immediate resistance from farmers, local authorities and national governments.

The demands of 17 EU governments seeking to protect farm and cohesion spending illustrate the growing tension between established programmes and the Union’s newer strategic priorities.

A timetable becoming difficult to defend

The Council’s budget negotiations had been intended to deliver a political agreement before the end of 2026. That would leave 2027 for the European Parliament and member states to complete the legislation required for the new financial framework to operate from January 2028.

Failure to reach that timetable would not immediately stop EU expenditure. It would, however, compress the period available for completing the detailed legal arrangements underpinning individual programmes and could complicate the uninterrupted delivery of funding at the beginning of the next budget cycle.

The political environment is hardly favourable. Several governments face difficult domestic debates over public spending, taxation and the demands of European integration. In France, the approach of the 2027 presidential election adds another complication to negotiations requiring sensitive national concessions.

Agreement on the seven-year framework requires unanimity among member states, followed by the consent of the European Parliament. The latter has already argued that the EU needs sufficient financial resources to match the responsibilities its governments have assigned to it.

Costa now faces the task of converting competing national positions into a financial settlement that all 27 governments can accept. That will require decisions not only about the overall ceiling but also about the balance between national allocations and programmes managed at European level.

The Brussels summit has demonstrated that the principal disagreements remain unresolved. The next negotiating round will determine whether governments are prepared to compromise on spending priorities or whether their ambitions for a more capable European Union will once again run ahead of their willingness to finance it.

Italy and Spain Move Towards Ending Schengen Border Controls After Meloni–Sánchez Talks

17 October 2026 at 09:10

Italy has extended checks on travellers from Spain for another week, but talks between Giorgia Meloni and Pedro Sánchez have opened the way for an end to reciprocal restrictions imposed after the migration crisis in Ceuta.

Italy and Spain have agreed to work towards ending their reciprocal Schengen border controls following discussions between Prime Ministers Giorgia Meloni and Pedro Sánchez at the European Council summit in Brussels. Rome nevertheless extended its restrictions for another seven days on Friday, 16 October, as the two governments consider how to bring their respective measures to an end.

The decision marks a possible turning point in a dispute that has disrupted travel between two of the European Union’s largest countries since the summer. According to the notifications recorded by the European Commission, the restrictions concern air and sea connections between Italy and Spain, which do not share a land border.

The two governments have instructed their interior ministers to consider alternative arrangements over the coming week. Although neither side has formally withdrawn its measures, the agreement to coordinate their removal suggests that both capitals are seeking a way out of an increasingly uncomfortable confrontation over migration and internal European security.

How the Ceuta crisis reached Schengen

The dispute began after an extraordinary influx of migrants from Morocco into Spain’s North African enclave of Ceuta in late July. More than 72,000 people crossed the border, prompting serious questions about the management of the EU’s external borders and the possibility of onward movements into other member states.

Italy responded by introducing checks on passengers arriving from Spain, arguing that the situation created risks for public order and internal security. Rome also raised concerns about the possible movement of individuals presenting security threats, although the extent of any such movement remained disputed.

Madrid rejected the justification and introduced reciprocal measures. What began as an emergency response to events on an external border consequently developed into a disagreement about whether one Schengen member could impose restrictions on another on the basis of anticipated migration movements.

EU Today examined the original Spanish retaliation in August, when the dispute first threatened to turn temporary border controls into an instrument of political pressure.

The wider consequences of the Ceuta incident have raised questions about the vulnerabilities exposed at the EU’s external border and the effectiveness of common European migration and crisis-response policy.

The limits of temporary border controls

Schengen is built on the principle that people can travel between participating countries without routine internal border checks. Member states nevertheless retain the right to reintroduce temporary controls in response to serious threats to public policy or internal security, subject to the requirements of EU law.

The difficulty lies in determining when those exceptional powers are justified. Italy has maintained that the Ceuta crisis warranted precautionary action. Spain has argued that controls imposed specifically on travellers from its territory were unjustified and discriminatory.

These opposing positions matter beyond the two countries. If concerns over irregular arrivals in one member state become sufficient grounds for another to introduce sustained checks, the distinction between Europe’s external borders and its internal travel area becomes increasingly difficult to maintain.

The operational results have also entered the political argument. Italian figures cited during the dispute indicate that nearly half a million passengers were checked during the first month, with 31 refused entry. Those numbers demonstrate that the measures were substantial, but do not by themselves establish whether the original security concerns were proportionate to the restrictions imposed.

Madrid, meanwhile, has maintained that migrants involved in the Ceuta influx had not moved onwards to mainland Spain in the manner suggested by Italian concerns.

Meloni and Sánchez seek a practical compromise

The latest discussions offer both governments a route towards de-escalation without formally conceding their underlying positions. Meloni can present the additional week of controls as a continuation of Italy’s security precautions, while Sánchez can point to an agreement to prepare their coordinated removal.

The two prime ministers remain politically divided on migration. Meloni has consistently argued for stronger border enforcement and deterrence, while Sánchez has defended an approach incorporating legalisation and labour-market integration for migrants already living in Spain.

Those disagreements were also visible during the Brussels summit, where European leaders returned to the question of migration management and the consequences of national decisions for the wider Union.

For Brussels, the immediate concern is whether the two governments can replace competing national restrictions with arrangements that address security concerns without unnecessarily interrupting movement between Schengen countries.

A coordinated end to the controls would not resolve the underlying problems exposed by Ceuta. It would, however, remove one of the more unusual internal consequences of that crisis and demonstrate that political negotiations can still prevent emergency border measures from becoming semi-permanent.

The decisive period is now the coming week. Whether the controls expire as planned will depend on the discussions between the Italian and Spanish interior ministries and their ability to agree practical alternatives.

EU Resists Further Delay to Carbon Pricing as Energy Costs Divide European Leaders

17 October 2026 at 07:57

Italy and five other member states have failed to secure a further postponement of the EU’s new carbon market for heating and transport fuels, although European leaders have ordered a fresh assessment of its impact on households and businesses.

European Union leaders have resisted demands for another postponement of carbon pricing for road transport and building fuels, exposing deep disagreements over climate policy, industrial competitiveness and the burden of energy costs on European households.

At the European Council summit in Brussels on 15–16 October, the Visegrad countries — Poland, Hungary, Slovakia and the Czech Republic — pressed for the second European Emissions Trading System, known as ETS2, to be delayed until 2030. Italy and Greece joined calls for greater flexibility over carbon costs, although Rome also sought a national exemption from aspects of the energy-price regime rather than simply a uniform delay. No further postponement was agreed.

The European Council conclusions call on the European Commission to update its assessment of ETS2, particularly its design and safeguards. Leaders also demanded action to reduce volatility in the existing carbon market and limit the effect of carbon prices on electricity costs.

The outcome stops short of the further postponement sought by several governments, but demonstrates how far energy affordability has moved towards the centre of European climate negotiations.

The growing rebellion over ETS2

ETS2 is designed to extend the principle of carbon pricing to fuels used for heating buildings, road transport and certain smaller industrial activities. Unlike the existing Emissions Trading System, which covers large industrial installations and power generation, the new mechanism reaches sectors closely connected to everyday household expenditure.

Under the scheme, fuel suppliers must purchase allowances corresponding to the emissions associated with the fuels they sell. Households and motorists will not buy allowances themselves, but suppliers may pass those additional costs through to customers.

That distinction is fundamental. A policy designed to encourage investment in cleaner heating systems and vehicles may initially appear to consumers as an increase in petrol, diesel and domestic heating bills.

The current legislative timetable provides for ETS2 to become operational in 2028, following an earlier one-year postponement. The latest demands from several Central European governments would push that date back to 2030.

Their argument is that consumers and smaller businesses cannot reasonably be expected to absorb another source of energy-price pressure while European economies continue to contend with geopolitical uncertainty, expensive fuel and comparatively weak industrial competitiveness.

Czech Prime Minister Andrej Babiš has been particularly outspoken in his criticism, arguing that carbon pricing risks weakening Europe’s industrial base and making everyday life more expensive.

Italy has supported calls for greater flexibility, with Prime Minister Giorgia Meloni presenting the discussion as part of a wider attempt to restore competitiveness and make the transition more affordable.

Why other governments opposed another delay

The initiative encountered resistance from governments concerned that repeatedly postponing established climate legislation would weaken investment certainty and reduce confidence in European policy.

The Nordic member states have been particularly reluctant to reopen the timetable. Their position reflects a broader concern that businesses investing in clean technologies need credible long-term rules, rather than legislation liable to be revised whenever political opposition intensifies.

Carbon pricing is intended to change economic incentives gradually. Higher costs for carbon-intensive fuels are supposed to make alternatives such as better-insulated buildings, electric vehicles and cleaner heating more financially attractive.

Critics of further postponement argue that delaying implementation would also delay those incentives, potentially increasing the eventual cost of reaching the Union’s emissions-reduction targets.

Yet the opposition has exposed a weakness in that argument: consumers cannot always respond quickly to price signals. A household relying on an older heating system or a worker with no practical alternative to driving may face higher costs long before affordable low-carbon options become available.

That issue has been central to earlier discussions over ETS2. EU Today reported on stronger carbon-price safeguards in June, when European institutions moved to provide additional market intervention if allowance prices rose sharply.

Commission ordered to reassess the economic impact

Rather than endorsing a new delay, European leaders have asked the Commission to review ETS2’s economic impact and safeguards.

The summit also urged faster progress on adjustments to the Market Stability Reserve, the mechanism intended to help manage the supply of carbon allowances and prevent excessive price volatility.

Under the existing scheme, market interventions can increase or reduce allowance availability in response to defined conditions. For ETS2, safeguards are especially politically sensitive because the cost of carbon allowances may ultimately be reflected in household transport and heating expenditure.

The European Commission’s updated auction arrangements already envisage auctions of ETS2 allowances beginning in 2027, ahead of the system’s operational launch in 2028.

That timetable gives governments a relatively narrow window to settle the remaining political disputes and put protective measures into effect.

A central part of the response is the Social Climate Fund, intended to support vulnerable households, transport users and small businesses through investments in energy efficiency, cleaner heating, improved transport and temporary financial assistance.

EU Today previously examined the European Investment Bank’s €3 billion advance financing initiative, which aims to accelerate support for households before the new carbon market becomes fully operational.

The central practical question is whether such assistance reaches consumers quickly enough to offset rising costs, particularly in member states where incomes are lower and households remain heavily dependent on fossil fuels.

Climate commitments meet industrial reality

The ETS2 dispute is connected to a broader argument over Europe’s existing carbon market and its effects on energy-intensive industries.

Manufacturers already face substantial costs arising from electricity, fuel, regulatory requirements and international competition. Governments concerned about deindustrialisation argue that European climate policy must account more directly for these pressures.

The summit conclusions acknowledged those concerns by demanding a predictable carbon market that limits price volatility and protects industry against the relocation of production to jurisdictions with less demanding environmental rules.

At the same time, leaders reaffirmed the importance of maintaining carbon pricing as an incentive for investment and emissions reduction.

For the governments seeking a postponement, the Commission’s new assessment offers an opportunity to maintain pressure for further concessions. For governments defending the existing timetable, it provides an alternative to another politically damaging delay.

The immediate result is therefore a compromise over scrutiny rather than a change in law. ETS2 remains scheduled for 2028, while Brussels must demonstrate that its safeguards can withstand both market volatility and political opposition.

The next phase will be determined less by arguments about long-term emissions targets than by the ability of EU institutions and national governments to show households and businesses how the transition can be financed without placing disproportionate costs on those least able to adjust.

Brasileño Wagner Moura denuncia complot de Flávio Bolsonaro y EE.UU.

17 October 2026 at 06:00
A días del balotaje en Brasil, el cineasta Wagner Moura criticó a Flávio Bolsonaro y advirtió las intenciones de Estados Unidos de adueñarse sobre los minerales estratégicos de la nación.
❌