Parlamento Europeu quer UE a defender TPI dos EUA

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Estudo aponta a reciclagem e mudanças nas políticas de mobilidade como formas de reduzir a procura de novas matérias-primas. Só no caso do cobalto, as necessidades podem cair até 70% até 2040

A Comissão Europeia selecionou 77 projetos de tecnologias de impacto zero para receber 3,4 mil milhões de euros de apoio financeiro, no âmbito do Fundo de Inovação. Os projetos abrangem setores como a energia, a indústria, a mobilidade, o armazenamento energético e o fabrico de tecnologias limpas, com o objetivo de acelerar a descarbonização e reforçar a competitividade industrial europeia.
A lista divulgada pela Comissão inclui projetos localizados em 23 países do Espaço Económico Europeu. O financiamento será canalizado através do Fundo de Inovação, que utiliza receitas do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da União Europeia para apoiar tecnologias inovadoras de baixo carbono.
Segundo as estimativas da Comissão, os projetos poderão evitar a emissão de cerca de 290 milhões de toneladas de dióxido de carbono durante os primeiros dez anos de funcionamento, o equivalente a aproximadamente uma tonelada por segundo ao longo de uma década.
Os 77 projetos foram selecionados em cinco categorias: descarbonização geral para projetos de grande, médio e pequeno porte, fabricação com tecnologias limpas e projetos-piloto.
Na descarbonização de grande escala, foram escolhidos 12 projetos, que solicitaram cerca de 1,58 mil milhões de euros. Na categoria de média escala, foram selecionados 17 projetos, com pedidos de financiamento na ordem dos 458 milhões de euros.
A categoria de pequena escala reúne 20 projetos, que solicitaram cerca de 124 milhões de euros. Foram ainda selecionados 12 projetos de fabrico de tecnologias limpas, com pedidos de apoio próximos de 895 milhões de euros, e 16 projetos-piloto, que solicitaram aproximadamente 394 milhões de euros.
As iniciativas abrangem, entre outras áreas, combustíveis alternativos, hidrogénio, armazenamento de energia, matérias-primas críticas, aviação, energia eólica, gestão industrial do carbono e reciclagem. A lista inclui, pela primeira vez neste convite, um projeto de reator nuclear modular de pequena dimensão e outro dedicado à captura direta de dióxido de carbono da atmosfera e ao seu armazenamento.
Cinco projetos com participação portuguesa foram selecionados para receber financiamento europeu no âmbito de um outro programa, o LIFE, que vai distribuir mais de 390 milhões de euros por 135 iniciativas de ambiente, clima e transição energética. As iniciativas nacionais abrangem desde o combate a plantas aquáticas invasoras e a melhoria do tratamento de águas residuais até à pobreza energética e à eficiência dos edifícios de instituições sociais.
O financiamento europeu corresponde a cerca de dois terços do investimento total previsto para os 135 projetos, estimado em 579 milhões de euros. A verba restante será assegurada por governos nacionais, regionais e locais, parcerias público-privadas, empresas e organizações da sociedade civil, segundo a Comissão Europeia.
Os cinco projetos com participação nacional abrangem áreas distintas da política ambiental europeia e da transição para uma economia com menores emissões. A Comissão Europeia selecionou os 135 projetos entre um número recorde de 1.095 candidaturas.

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A indústria alemã perdeu quase meio milhão de postos de trabalho com contribuição para a Segurança Social entre 2019 e 2025, enquanto no setor de serviços foram criados mais de 2,2 milhões empregos, foi anunciado esta segunda-feira.
Segundo um estudo publicado esta segunda-feira pelo instituto económico Ifo, no final de 2025, havia menos 496.000 ou menos 7,1% pessoas empregadas na indústria face ao início de 2019.
No mesmo período, o número de postos de trabalho no setor dos serviços subiu 2,2 milhões ou 9,8%, principalmente nas áreas de saúde e serviços sociais, bem como na administração pública.
“A Alemanha está a passar por uma mudança estrutural cada vez mais acentuada. Precisamente os setores que até agora sustentaram a nossa prosperidade estão em declínio”, afirmou Joachim Ragnitz, diretor adjunto da delegação do Ifo em Dresden, encarregada do estudo.
Ragnitz destacou que “os novos postos de trabalho não estão a ser criados onde a Alemanha é especialmente produtiva e inovadora”, o que, advertiu, pode travar o potencial de crescimento do país no futuro.
Precisou que o emprego está a diminuir em quase todos os setores industriais, o que atribuiu para uma menor competitividade, especialmente em relação à China.
O responsável do Ifo apontou que os setores chave tradicionais alemães, como a indústria automóvel e a engenharia mecânica, são especialmente afetados.
Assim, a indústria automobilística e os respetivos fornecedores eliminaram 123.500 postos de trabalho, o que representa um decréscimo de 13%, no fabrico de produtos metálicos foram cortados 115.600 empregos, menos 13,7%, e na engenharia mecânica, 64.500 – menos 5,9%. Estes três setores representam cerca de 60% dos cortes de pessoal na indústria, estimou.
Se somarmos o setor de trabalho temporário, no qual se perderam 243.000 empregos, muitos na produção, a indústria perdeu até cerca de 628.000 postos de trabalho ou 8,6%.
Por outro lado, o setor de serviços experimentou um forte crescimento, com 391.500 novos postos de trabalho na área da saúde, mais 15,6%, e 254.200 no setor social, mais 18,8%, além de 102.400 em lares de idosos, mais 9,7%.
A razão principal, segundo Ragnitz, é o envelhecimento da população. O número de trabalhadores com contribuição para a segurança social na administração pública cresceu em 328.700 ou em 18%, em parte porque os postos dos funcionários que se aposentavam foram preenchidos novamente.
Entre os prestadores de serviços privados, as empresas de tecnologias da informação foram as que mais cresceram, com 328.600 postos de trabalho ou 39,2%, provavelmente como consequência de uma maior digitalização, aponta o estudo.
Enquanto isso, o número de trabalhadores com formação profissional diminuiu em 252.000, menos 2,2%, enquanto para os com grau de licenciatura foram criados 1,8 milhões de postos de trabalho ou mais 32,5%.

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O Conselho da União Europeia (UE) adotou esta segunda-feira uma recomendação na qual os Estados-membros se comprometem a reforçar esforços para prevenir a exclusão habitacional, sugerindo medidas destinadas a travar despejos ou a apoiar o pagamento de rendas.
Esta recomendação, aprovada esta segunda-feira pelo Conselho da UE — que representa os governos dos 27 Estados-membros –, não é vinculativa e serve apenas como uma orientação para propostas e ações que os países poderão vir a adotar a nível nacional.
Apesar disso, a instituição refere em comunicado que os países da UE se comprometeram a “intensificar os esforços para prevenir e combater situações de sem-abrigo e a exclusão habitacional, garantindo que as pessoas em situações de vulnerabilidade têm um lugar a que podem chamar casa”.
O Conselho da UE salienta que, na recomendação adotada esta segunda-feira, avança com um “conjunto abrangente de medidas que combinam apoio de emergência com soluções a longo prazo para prevenir situações de sem-abrigo e garantir o acesso a habitação adequada e segura”.
“O Conselho apela a uma abordagem centrada na pessoa e orientada para a habitação no combate à exclusão social, que inclua o reforço dos instrumentos para identificar e apoiar as pessoas em risco de ficar sem-abrigo, a simplificação do acesso aos serviços sociais e o aumento da oferta de habitação a preços acessíveis e de habitação social“, pede a instituição.
Para prevenir situações de sem-abrigo, o Conselho da UE propõe a criação de “sistemas de alerta precoce” e “intervenções específicas” para apoiar agregados familiares em risco, incluindo “aconselhamento em matéria de dívidas, garantias contra o despejo forçado” ou ainda “apoio de emergência ao pagamento das rendas”.
“Além disso, a recomendação estabelece o compromisso dos Estados-membros da UE de garantir que nenhuma criança seja privada de habitação adequada e que as crianças e os jovens que saem de instituições de acolhimento ou de famílias de acolhimento tenham acesso a habitação e a apoio”, salienta a instituição.
No que se refere à oferta de habitação a preços acessíveis, o Conselho da UE apela a um maior “investimento público e privado na construção e reabilitação de habitações”, a uma “melhor utilização do parque habitacional existente” e a apoio a “modelos alternativos de habitação e a modelos de habitação sem fins lucrativos”.
A recomendação exorta ainda os Estados-membros a “adotarem quadros estratégicos destinados a combater a exclusão habitacional e a situação de sem-abrigo ou a reforçarem os quadros já existentes”. “Estes quadros estratégicos devem assentar em políticas centradas na pessoa e orientadas para a habitação, incluindo objetivos pertinentes, com prazos definidos, exequíveis e mensuráveis”, defende a instituição.
Para os casos em que as pessoas já estão em situação de sem-abrigo, a instituição pede uma “abordagem simplificada que garanta às pessoas um acesso facilitado aos serviços de que necessitam”, designadamente através da criação de um “balcão único”.
Esse balcão, segundo a instituição, serviria para que as pessoas em situação de sem-abrigo possam “obter, de forma célere e simplificada, encaminhamento para os organismos competentes de Segurança Social, os serviços de assistência social e os serviços de saúde”.
A recomendação foi adotada esta segunda-feira no âmbito do Plano Europeu para Habitação Acessível, divulgado pela Comissão Europeia em dezembro de 2025, e numa altura em que se têm multiplicado em toda a UE, incluindo em Portugal, manifestações pela habitação.

A Europa prepara-se para um dos períodos eleitorais mais decisivos da sua história, com consequências que poderão ultrapassar largamente as fronteiras dos países chamados às urnas. Entre a pressão exercida pela Administração de Donald Trump sobre os aliados europeus e a ascensão de partidos nacionalistas e eurocéticos, os próximos meses poderão redefinir o equilíbrio político no “Velho Continente” e testar a capacidade da União Europeia (UE) para responder aos desafios económicos, de segurança e de competitividade que tem pela frente.
O calendário concentra eleições no Brasil, nos Estados Unidos, em Espanha, França, Itália e Polónia, entre outros países europeus, num momento em que os partidos tradicionais perdem terreno e a extrema-direita ganha…
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