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BdP aplica coimas de 819 mil euros no 3.º trimestre e instaura 239 processos

By: Lusa
19 October 2026 at 19:25

O Banco de Portugal (BdP) instaurou, no terceiro trimestre deste ano, 239 processos de contraordenação e concluiu 173, tendo aplicado coimas de 818,7 mil euros, adiantou, numa nota divulgada esta segunda-feira,

Segundo a entidade, dos 239 processos instaurados, 170 dizem respeito a infrações de natureza comportamental, 30 a infrações às regras em matéria de recirculação de numerário, 27 a infrações a deveres relativos à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, sete a infrações de natureza prudencial e cinco a infrações relacionadas com atividade financeira ilícita.

Por outro lado, dos 173 processos concluídos, 146 respeitam a infrações de natureza comportamental, 17 a infrações de natureza prudencial e sete a infrações a deveres relativos à prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo. Dois dizem respeito a infrações relacionadas com atividade financeira ilícita e um a infrações às regras em matéria de recirculação de numerário.

“No contexto dos processos concluídos foram aplicadas coimas que totalizaram 818.750,00 euros”, disse o BdP, detalhando que, deste valor, 75.875 euros estão suspensos na sua execução.

Operações de seguro de crédito à exportação com garantia do Banco de Fomento só a partir de 20 mil euros

19 October 2026 at 10:53

Todas as empresas de seguros autorizadas com atividade em Portugal nos ramos de crédito, vão poder aderir ao protocolo que regulamenta a atribuição de garantias do Estado às operações de seguro de crédito à exportação. As garantias serão atribuídas através de uma linha do Banco de Fomento – a Linha Fomento Exportação Curto Prazo de 500 milhões de euros –, cujo protocolo foi publicado esta segunda-feira em Diário da República, e que determina que o montante mínimo por operação de exportação é de 20 mil mil euros.

O Banco de Fomento tem o mandato para atuar como Agência de Crédito à Exportação, relativamente à gestão de garantias do Estado referentes a operações de créditos à exportação. Isto quer dizer que a instituição liderada por Gonçalo Regalado vai emitir garantias pública para cobertura das operações elegíveis, mas são as seguradoras que oferecem produtos de seguros enquadráveis na respetiva linha. O modelo replica o que o Banco de Fomento faz com as instituições bancárias que atribuem crédito com garantias do BPF — que é um banco promocional grossista e, como tal, não atua ao nível do retalho. São por isso as seguradoras que avaliam a elegibilidade das operações.

A Linha Fomento Exportação Curto Prazo, que tem uma dotação de 500 milhões de euros, vigora até 31 de dezembro de 2027, mas pode ser prorrogável por períodos sucessivos de 12 meses.

O montante máximo garantido pelo Estado em operações de curto prazo é de cinco milhões de euros por operação, considerado de forma individual ou agregada, ou de vinte milhões de garantia viva por importador, considerado de forma individual ou agregada. Contudo, existe a possibilidade de ser acordado outro montante máximo garantido por segurado.

O nível de garantias a conceder a cada seguradora é definido por ordem de entrada das operações que estas submetem ao BPF e à Entidade do Tesouro e Finanças, no âmbito da Linha, numa lógica de first come, first served.

Seguradoras com garantias de 95% e 100%

Em caso de sinistro — ou seja, se a empresa importadora não pagar à empresa nacional e esta acionar o seguro –, a indemnização efetivamente paga pela seguradora em cada operação de curto prazo para os riscos previstos beneficia de garantia do Estado português, de 95% para sinistros resultantes da insolvência declarada judicialmente da empresa devedora; ou insolvência de facto; concordata judicial; concordata extrajudicial, desde que celebrada com a generalidade dos credores do devedor e oponível a cada um deles; incumprimento, ou mora, que prevaleça pelo prazo constitutivo de sinistro indicado na apólice; a rescisão ou suspensão arbitrária do contrato comercial por parte do devedor; recusa arbitrária do devedor em aceitar os bens ou serviços encomendados.

A seguradora, em contrapartida, pode receber a garantia a 100% para sinistros resultantes de uma decisão do Governo ou de autoridades públicas do país do devedor ou de um país terceiro que impeçam o cumprimento do contrato ou ainda por moratória geral decretada pelo governo do país do devedor ou de um país terceiro interveniente no pagamento. Mas também:

  • acontecimentos políticos, dificuldades económicas ou medidas legislativas ou administrativas que ocorram ou sejam adotadas fora de Portugal e que impeçam ou atrasem a transferência de fundos pagos ao abrigo do contrato seguro;
  • em resultado das flutuações cambiais, os pagamentos, quando convertidos na divisa do contrato seguro, não atinjam, no momento da transferência, o montante do crédito em dívida;
  • qualquer medida ou decisão das autoridades portuguesas ou do país do titular da apólice visando especificamente o comércio externo, incluindo as medidas e decisões da Comunidade Europeia relativas ao comércio entre um Estado-membro e países terceiros, e que impossibilite a execução do contrato, a entrega dos bens ou a prestação dos serviços contratada, desde que os efeitos de tal medida não sejam compensados de outro modo;
  • é ainda possível que a garantia seja acionada a 100% em caso de guerra, ainda que não declarada, revoluções, revoltas, perturbação da ordem pública, anexações ou factos de efeitos análogos e eventos catastróficos, como terramotos, maremotos, erupções vulcânicas, tufões, ciclones ou inundações ou acidentes nucleares, verificados fora de Portugal, sempre que os seus efeitos não sejam de outro modo cobertos.

Mas existe um cap rate de 10%. Ou seja, o limiar aplicável aos sinistros acumulados, líquidos das recuperações, que é expresso em percentagem do valor acumulado do montante garantido às operações em vigor que determina a suspensão da subscrição de novas apólices ao abrigo da Garantia de Carteira.

Seguradoras têm de entregar ao Estado uma percentagem dos prémios cobrados

Assim, as seguradoras têm de assumir por conta própria até 5% de cada indemnização por sinistro, “com caráter irrenunciável e não retrocedível ao Estado, sendo vedada qualquer retrocessão, direta ou indireta, para entidades públicas”, diz o despacho. Mas, a seguradora pode recorrer a um resseguro privado e é a ela que cabe fixar o prémio aplicável às coberturas assumidas por conta própria.

Os prémios dos contratos de seguro a celebrar com a garantia do Estado, de acordo com as regras internacionais devem ser calculados, com base no capital seguro e ter em consideração o prazo total em risco, a avaliação do risco coberto, quanto ao devedor e ao respetivo país, e a qualidade da cobertura. “O prémio é fixado individualmente para cada limite de crédito estabelecido pela empresa de seguros, dentro do intervalo compreendido entre as taxas anuais mínimas e máximas fixadas nas tabelas” publicadas no despacho, “que tem em conta as condições de pagamento da exportação segura, expressa em meses, e a classificação de risco país da OCDE (Grupos 1 a 7), em que o Grupo 1 é o melhor risco e o Grupo 7 o risco mais agravado”. Os valores máximos variam entre 0,210 e 3,750, mas estes valores são revistos regularmente e publicados no site da OCDE e do Banco de Fomento.

Mas, as seguradoras vão ter de entregar ao Estado, “diretamente ou através do BPF, conforme indicação da ETF, uma percentagem do prémio cobrado, que pode ir até 75% do mesmo.

Sempre que a vigência da apólice seja inferior a um ano, o prémio aplicável será ajustado proporcionalmente ao período efetivo de vigência. O prémio mínimo, por apólice, não pode ser inferior a 400 euros. E a seguradora pode cobrar encargos administrativos aos segurados.

Os protocolos assinados com as seguradoras têm a vigência da linha, independentemente do momento de adesão. As seguradoras podem pedir a revisão ou fazer cessar a sua adesão ao Protocolo com 90 dias de antecedência face ao início do período subsequente de renovação da Linha. E o BPF pode cancelar a adesão da empresa de seguros ao protocolo com efeitos imediatos caso esta incumpra qualquer obrigação prevista.

As regras determinam ainda que a cessação da Linha Fomento Exportação Curto Prazo ou a cessação da adesão ao Protocolo não prejudica a cobertura pela garantia de carteira das operações de seguros de crédito à exportação aprovadas antes da data de cessação e que estas se mantêm cobertas, até à extinção integral das obrigações decorrentes dos respetivos contratos de seguro (incluindo eventuais sinistros verificados após a cessação mas relativos a operações já incluídas na carteira) ou ao esgotamento do cap rate, consoante o que ocorrer primeiro.

Quem pode beneficiar dos seguros de crédito

O protocolo que dita as regras de atribuição das garantias para os seguros de crédito à exportação, mas também créditos financeiros, caução e investimento português no estrangeiro e demais instrumentos de apoio à internacionalização e à exportação com garantia do Estado, aplica-se “às operações de curto prazo para mercados com riscos não negociáveis, que exclui os países da União Europeia, Austrália, Canadá, Islândia, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Suíça, Estados Unidos e Reino Unido”. Esta exclusão é necessária para que este apoio não seja considerada um ajuda de Estado e assim colidir com as regras europeias.

As empresas exportadoras que venham a contratar as apólices de seguro para minimizar os riscos de exportar, devem ter a situação contributiva e fiscal regularizada à data da contratação da respetiva apólice, não podem estar em dificuldades financeiras (situação de falência, insolvência ou em liquidação) e têm de ter capacidade económico-financeira adequada. A cobertura pelo seguro está limitada à percentagem do crédito seguro que for fixada nas condições da apólice, mas “não pode ser superior a 90% do crédito seguro”. Sendo que a percentagem não coberta é da responsabilidade do segurado e não pode ser garantida por uma terceira entidade.

A indemnização é paga às empresas no prazo de 30 dias a contar da data em que a seguradora disponha de todas as informações e elementos necessários à admissão e regulação do sinistro, verificado e devidamente participado. Mas, se o segurado não tiver recebido a indemnização nesse prazo, por razões que lhe não sejam imputáveis, terá direito a receber juros de mora.

Já as empresas que compram os produtos e serviços às empresas portuguesas têm de estar devidamente constituídas e em situação regular, exercendo a sua atividade de forma legal, não podem estar em situação de falência, insolvência, liquidação judicial ou administrativa, nem sujeitas a processo ou procedimento de efeito equivalente na jurisdição aplicável e não podem ser alvo de sanções ou integrar qualquer lista nacional ou internacional de sanções, designadamente as adotadas pela União Europeia e pelas Nações Unidas no âmbito do combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. Além disso, nem as empresas, nem os seus sócios, acionistas ou beneficiários efetivos, podem integrar quaisquer listas ou bases de dados relacionadas com práticas de corrupção ou suborno de agentes públicos estrangeiros, designadamente as emanadas da recomendação da OCDE sobre crédito à exportação, nem estarem sujeitas a investigações, condenações ou medidas restritivas neste âmbito.

(Notícia atualizada com mais informação)

Ainda é possível poupar até ao final do ano

19 October 2026 at 10:43
Transferir o crédito habitação e renegociar os contratos de energia e telecomunicações pode ser mais simples do que imagina. Veja o que ainda compensa rever até dezembro, para pôr o orçamento em dia.

Sócrates. "Arbítrio ser julgado 2 vezes por factos iguais"

19 October 2026 at 09:19
Julgamento do ex-PM por três crimes de branqueamento de capitais em processo foi suspenso cinco minutos após ter começado. Morais Pires, ex-braço direito de Salgado, ouvido no caso BES.

© ANTONIO COTRIM/EPA

Finanças defendem autonomia de gestão do Banco de Fomento nas viagens

19 October 2026 at 09:06

O Banco Português de Fomento tem autonomia de gestão nas decisões relativas às deslocações, por isso, os custos associados à deslocação a Paris do Conselho Consultivo Estratégico, como a outras viagens de trabalho, apenas serão revelados no relatório e contas da instituição, de acordo com a resposta do Ministério das Finanças ao grupo parlamentar do Chega. No entanto, de acordo com o Portal Base é possível ver que o banco fez uma consulta prévia a uma agência de viagens no valor de 74.900 euros, oito dias antes da deslocação.

A deslocação a Paris a 17 e 18 de setembro inseria-se “numa agenda de trabalho mais ampla, orientada para o reforço da cooperação económica entre Portugal e França, para a mobilização de investimento e para a partilha de conhecimento com instituições de referência no financiamento ao desenvolvimento empresarial”, explicou ao ECO, fonte oficial do Banco de Fomento, quando o Correio da Manhã noticiou que a instituição iria pagar uma viagem de luxo à capital francesa aos membros do Conselho Consultivo.

De acordo com fonte oficial do banco, a agenda era composta por “encontros de trabalho com o Bpifrance – instituição de referência com instrumentos de investimento de grande impacto e balanço de mais de 330 mil milhões de euros”, mas também “múltiplas reuniões, sessões de trabalho conjuntas e apresentações institucionais da equipa do Bpifrance com o foco nas soluções em França aplicáveis à economia portuguesa”.

“A deslocação permite uma troca direta de experiências sobre modelos de intervenção, instrumentos financeiros, processos, práticas de acompanhamento de empresas e mecanismos de mobilização de investimento. Esse conhecimento é mais eficazmente transmitido através do contacto institucional e técnico no terreno, incluindo a possibilidade de conhecer práticas, equipas e metodologias que não seriam replicáveis com a mesma profundidade num encontro remoto ou numa reunião realizada em Lisboa”, justificou fonte oficial sublinhando que “as reuniões recorrentes do Conselho Estratégico decorrem em Portugal”.

O ECO questionou o banco se a consulta prévia ao mercado, junto da Raso – Viagens e Turismo, publicada no Portal Base a 9 de setembro, no valor de 74.900 euros se referia a esta deslocação a Paris, mas fonte oficial disse apenas que se tratam de “bolsas de consultas ao mercado com o objetivo de garantir, no âmbito da atividade operacional do BPF, estadias e deslocações dos colaboradores”.

No entanto, o Portal Base revela que os contratos por ajuste direto de serviços de agência de viagens foram sempre na casa dos 19.900 euros. O banco assinou contrato com a TQ- Travel Quality – Viagens e Turismo, a 19 de maio, por 19.990; com a Atlântida Viagens e Turismo a 16 de julho por 19.990 euros e com a Alive Portugal – Agências de Viagens a 25 de setembro, por 19.950 euros. Não havendo para já mais contratos publicados.

Fonte oficial da instituição liderada por Gonçalo Regalado, sublinhou ainda que, “relativamente a Paris, as despesas estarão patentes no Relatório e Contas do BPF”.

Essa é exatamente a mesma indicação que o Ministério das Finanças deu ao grupo parlamentar do Chega quando este questionou “quantos dos 20 membros do CCE foram convidados e quantos confirmaram presença física em Paris; qual o custo estimado por pessoa e o custo global da deslocação, incluindo voos, hotel, refeições, transportes e outras despesas e qual o procedimento de contratação utilizado para viagens e alojamento”.

“As decisões respeitantes às deslocações e às despesas que lhe estão associadas enquadram-se na autonomia de gestão das empresas públicas”, prevista na lei, “sendo tomadas de acordo com princípios de racionalidade e de boa gestão dos recursos públicos”, responde o chefe de gabinete de Joaquim Miranda Sarmento.

“Sem prejuízo dessa autonomia, as despesas realizadas são objeto de reporte público nos respetivos Relatórios e Contas, assegurando-se dessa forma a necessária transparência e prestação de contas, o que deverá verificar-se no caso em apreço”, acrescenta Nelson Coelho.

ECO da Semana: Crescimento da China, ‘earnings season’ e notação de França

18 October 2026 at 17:19

A semana em 30 segundos

  • A semana arranca com os dados do crescimento da segunda maior economia do mundo – a chinesa – que deverá ter registado uma expansão de 4,4% no terceiro trimestre, alicerçada pela procura global por semicondutores, tecnologias limpas e outros produtos manufaturados.
  • A época de resultados prossegue, com números da Netflix, Tesla e Meta entre outras em Wall Street, enquanto deste lado do Atlântico, no índice PSI é a fabricante de pasta e papel The Navigator Company a dar arranque à season.
  • Os investidores vão estar atentos à primeira leitura dos PMI de outubro para avaliar a atividade económica nas várias regiões esta sexta-feira, no mesmo dia em que a muito fustigada dívida soberana francesa enfrenta novo teste – desta vez uma avaliação (e provável corte) da notação pela Moody’s.

Segunda-feira, 19 de outubro

China divulga PIB do terceiro trimestre (04h00)

“A China dá início à semana na segunda-feira e prevê-se que o crescimento da produção industrial aumente para 5,3% em setembro, face aos 5,2% anteriormente, e que o crescimento das vendas a retalho passou de 0,4% para 0,5%”, sinalizou Stefan Rondorf, estrategista sénior de investimento na Allianz Global Investors.

Quanto ao PIB do terceiro trimestre, a média das projeções dos 50 economistas consultados pela Reuters aponta para um crescimento de 4,4%, uma ligeira aceleração face aos 4,3% do segundo trimestre. A forte procura global por semicondutores, tecnologias limpas e outros produtos manufaturados tem mantido a economia chinesa em movimento, mesmo com a procura interna a permanecer irregular e os custos mais elevados da energia a fazerem-se sentir. As exportações têm-se mantido estáveis, apesar do delicado equilíbrio comercial da China com os EUA e a UE.

Leitura relacionada:

China Q3 growth set to pick up on stimulus, keeping 2026 goal within reach (Reuters, em inglês)

Terça-feira, 20 de outubro

Foto: UnsplashUnsplash

Netflix apresenta contas do terceiro trimestre

  • Porque é importante e o que esperar:

A época de resultados em Wall Street continua e, segundo dados da LSEG, prevê-se agora que os lucros das empresas do índice S&P 500 tenham registado um aumento homólogo de 30,7% no terceiro trimestre, acima dos 30,6% previstos na semana anterior.

A Netflix apresenta resultados depois de na semana passada ter sido noticiado que a empresa está a despedir 6% da sua força de trabalho, ou seja, cerca de mil funcionários, na sua maior onda de despedimentos desde 2022, de acordo com um memorando interno a que a Reuters teve acesso, numa altura em que a pioneira do streaming enfrenta forte concorrência por parte de rivais tradicionais e do YouTube na conquista de espetadores.

Em julho, as ações da Netflix tombaram mais de 10% depois de ter previsto mais um trimestre de crescimento mais lento das receitas e ter revisto em baixa os dados relativos à audiência, alimentando receios de que o crescimento, superior ao da indústria, possa ter atingido o pico.

Leitura relacionada:

Netflix to cut 1000 jobs as growth concerns mount (FT, acesso pago, em inglês)

Quarta-feira, 21 de outubro

Euribor; casas; habitação; rendasLusa

INE divulga taxas de juro implícitas no crédito à habitação (11h00)

  • Porque é importante e o que esperar:

Numa altura em que se aguarda mais um aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu até ao final do ano e em que crescem as manifestações pelo direito à habitação, o INE apresenta os dados de quanto custou o crédito para casa em setembro.

Em agosto, a taxa de juro implícita no crédito à habitação subiu para 3,162%, mais 2,7 pontos base do que em julho, tratando-se do quarto mês consecutivo de subida. Nos contratos celebrados nos três meses anteriores (entre maio e julho), a taxa manteve-se em 2,910%, o mesmo valor apurado em julho.

Leitura relacionada:

Taxa de juro no crédito à habitação sobe pelo quarto mês seguido para 3,162%

Portugal teve o maior aumento do preço das casas na UE no segundo trimestre

Quinta-feira, 22 de outubro

Navigator inaugura época de resultados no PSI (após o fecho da bolsa)

Se nos EUA prevê-se um crescimento dos lucros de perto de 30 % em relação ao ano anterior, na Europa é de cerca 21%. “Fora do contexto de recuperação económica após uma recessão, estes são valores excecionalmente elevados“, realçou Stefan Rondorf, da Allianz GI.

Em Portugal, é a Navigator que dá o tiro de partida aos resultados das cotadas do índice PSI. No O último conjunto de resultados da produtora de pasta e papel não foi, no entanto, de boa memória, pois a empresa encerrou o primeiro semestre do ano com um resultado líquido de 49,1 milhões de euros, o que representa uma quebra de 42,3% face aos 85 milhões reportados no período homólogo de 2025.

Numa primeira metade do ano marcada por tempestades em Portugal e pela guerra no Médio Oriente, as contas da papeleira portuguesa foram afetadas pela “escalada dos custos de matérias-primas, energia e logística”. Um novo programa de corte de custos variáveis vai ajudar empresa a compensar metade do agravamento dos preços, este ano, e vai ter impacto positivo anual de 28 milhões a partir de 2027.

Leitura relacionada:

Strategists See European Stocks Posting a Bumper Earnings Season (Bloomberg, acesso pago, em inglês)

Escalada dos preços devido à guerra encolhe lucros da Navigator

Banco de Portugal divulga dados sobre Certificados (11h00)

  • Porque é importante e o que esperar:

A poupança nos certificados do Estado tem continuado a aumentar, com as famílias a manterem um forte interesse em Certificados de Aforro, num momento em que juros continuam a subir, acompanhando a Euribor.

O Banco de Portugal divulga os dados de setembro, depois de no mês anterior os Certificados de Aforro terem captado 753 milhões de euros , elevando para 44,6 mil milhões o valor investido pelas famílias nestes produtos. No entanto, em sentido contrário, os Certificados do Tesouro registaram mais um mês negativo em agosto, elevando para 1,3 mil milhões o volume de saídas registadas nos primeiros oito meses do ano.

Leitura relacionada:

Certificados de Aforro captam mais de 750 milhões em agosto e batem novo recorde

Certificados de Aforro voltam a pagar taxa máxima em outubro

Sexta-feira, 23 de outubro:

EPA/DAVID HECKEREPA/DAVID HECKER

‘Flash’ PMI medem pulso da atividade global em outubro

  • Porque é importante e o que esperar:

“Os PMI deverão ser os dados económicos mais importantes da semana“, identificou Stefan Rondorf, da Allianz GI. Na Zona Euro, “A questão fundamental é saber se os preços da energia persistentemente elevados ou a incerteza política em França e na Alemanha terão pesado sobre o clima empresarial, que tem vindo a melhorar nos últimos meses, ou se outros motores de crescimento poderão compensar esta situação.

Os Purchasing Managers’ Indices, ou Índices dos Gestores de Compras, são publicados mensalmente em relação a mais de 40 economias. Os dados são obtidos através de sondagens a executivos séniores do setor privado, com questões sobre o PIB, inflação, exportações, utilização de capacidade, emprego e inventários. Os painéis são escolhidos por setor para produzir, entre outros, índices sobre os setores da manufatura, serviços, construção ou o setor privado como um todo. Os índices variam entre 0 e 100, com uma leitura acima de 50 a indicar um aumento geral em comparação com o mês anterior e abaixo de 50 uma diminuição geral.

Na estimativa rápida para outubro, os analistas do Lloyds Bank prevêem para a Zona Euro que “o impacto das condições financeiras mais restritivas e do recente novo aumento dos preços globais da energia se reflitam numa queda do PMI composto preliminar de outubro para 52,8, face ao valor de 53,1 registado em setembro”. Para o PMI composto dos EUA esperam “que se mantenha em linha com um crescimento forte, embora com uma moderação em relação ao
máximo de cinco anos de 58,4 registado em setembro”.

Leitura relacionada:

Eurozone growth hits highest since April 2023 according to flash PMI (S&P Global, em inglês)

Moody’s avalia notação da dívida francesa

Sob intensa pressão no mercado secundário, a dívida soberana francesa enfrenta novo teste, desta vez à notação financeira. A Moody’s deverá atualizar a sua notação Aa3 e atualmente a perspetiva é negativa, o que significa que é mais provável que a próxima decisão seja um rebaixamento dessa classificação.

A agência alertou no início de outubro que as perspetivas de a França aprovar o seu orçamento para 2027 são altamente incertas, uma vez que se aproximam as eleições presidenciais e a provável fragmentação política que se seguirá não facilitará a consolidação orçamental.

Leitura relacionada:

Mercados vão continuar a “estrangular” França até às eleições de abril e nem o BCE poderá vir ajudar

O "xadrez" que vai reconfigurar o BCE com a saída de Lagarde

18 October 2026 at 15:58
Reuters noticiou que saída antecipada pode consumar-se já nas próximas semanas. Lagarde queria "águas calmas" para sair mas deverá ter de fazê-lo no meio da turbulência que envolve o seu país-natal.

© AFP via Getty Images

O mandato de oito anos (não renovável) de Lagarde decorre até 31 de outubro de 2027

Banco CTT sem app, homebanking e MB WAY no fim de semana

16 October 2026 at 22:32
A interrupção decorre de sexta até domingo. Serviços retomam a 19 de outubro. Levantamentos em ATM e compras com cartão mantêm-se disponíveis.

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Durante este período a App Banco CTT e o serviço de homebanking estarão indisponíveis, assim como o envio e receção de transferências através do MB WAY, a receção de transferências imediatas e as consultas de saldos e movimentos em ATM/Caixa Multibanco

App, homebanking e MB Way do Banco CTT indisponíveis no fim de semana

By: ECO
16 October 2026 at 19:50

Vários serviços online do Banco CTT vão estar indisponíveis no fim de semana por conta de uma atualização tecnológica dos sistemas do banco. Clientes vão assim ficar impossibilitados de realizarem operações na aplicação, homebanking e também MB Way.

Segundo o banco, o processo de atualização, que visa melhorar a qualidade dos serviços, estará concluída no dia 18, domingo, sendo que os serviços afetados vão ser repostos no dia seguinte, a 19, segunda-feira. “Concluída a atualização, não será necessário atualizar dados pessoais, alterar palavras-passe, fornecer credenciais de acesso ou reativar a sua conta”, esclarece na informação enviada aos clientes e que também se encontra publicada no seu site.

O banco, com mais de 700 mil clientes, avisa que durante este período vários serviços estarão indisponíveis ou a funcionar com limitações.

Além das operações online, também a consulta de saldos e movimentos nas caixas multibanco estarão indisponíveis.

Os restantes serviços continuarão a funcionar, nomeadamente os levantamentos no Multibanco, incluindo fora do país, com um limite diário de 400 euros, e também compras com cartões em lojas físicas e online, tanto em Portugal como noutro país, através de contactless, MB Way e wallets digitais, e ainda pagamentos de serviços através da caixa multibanco.

O Banco CTT alerta que se tiver uma transferência a receber nestas datas, deverá solicitar ao ordenante o envio de uma transferência normal (não imediata).

Será a IA aliada de quem investe?

16 October 2026 at 15:01
A Inteligência Artificial pode ajudar a pesquisar informação e analisar dados, mas não decide por si. Saiba como utilizá-la, sem dispensar o pensamento crítico.

Funcas advierte que los hogares se están comiendo su ahorro y tirando del crédito para capear la inflación

15 October 2026 at 23:07
Un hombre utiliza un cajero automático.

Menor tasa de ahorro de los hogares y caída del crédito al consumo. Es el pronóstico de la Fundación de Cajas de Ahorros (Funcas) para los próximos meses, en los que prevé que se mantenga un alto nivel de inflación (por encima del 4,5% hasta final de año) y una subida de los tipos de interés por parte del Banco Central Europeo (BCE) para intentar contenerla.

Los hogares están recurriendo fundamentalmente al ahorro para capear los efectos de la inflación, destacó este jueves el director de Coyuntura de Funcas, Raymond Torres durante la actualización de las previsiones del think-tank para el período 2026-2028. Pese al repunte de los precios, el consumo ha crecido a buen ritmo porque las familias han tirado de los fondos propios. De hecho, la renta neta disponible de los hogares ha crecido un 4,9% mientras que el gasto en consumo ha subido un 6,3%.

Pero la pérdida de poder adquisitivo comienza a ser palpable, con una inflación que se sitúa un punto por encima de la europea. Los salarios pactados en convenio crecen al 3,6% mientras la inflación se sitúa en el 4,9% en septiembre, y se mantendrá en ese nivel hasta final de año.

"Las familias lo que hacen es amortiguar el choque inflacionario utilizando el ahorro para mantener su tren de vida", apuntó Torres. Sin embargo, advirtió que "esto no es algo sostenible a largo plazo: puede durar un tiempo hasta que se agota la capacidad de ahorro o que los hogares deciden no seguir tirando de él".

En el escenario de la guerra de Ucrania los hogares partían con una tasa de ahorro del 17% y tipos de interés casi nulos. Ahora, la situación es distinta, aunque la tasa de ahorro siga siendo elevada en comparación histórica. Esto, "unido a su reducido endeudamiento en un contexto de subida de tipos de interés, proporciona a las familias un margen de maniobra que les permite sostener el gasto", señala el informe de Funcas.

Caerá la tasa de ahorro

De momento, las previsiones del servicio de estudios pronostican que la tasa de ahorro siga cayendo. Pasará -según sus cálculos- del 11,9% en 2025 al 10,9% en 2026. Y para los años siguientes, se estima que pueda bajar al 10,4 y 9,9% en 2027 y 2028, respectivamente.

Ahora bien, los hogares ven las orejas al lobo y comienzan a apretarse el cinturón. "Las familias perciben ya la inflación y tienen en cuenta que es un fenómeno más permanente y ajustan su comportamiento de gasto", sostuvo. Hasta ahora, añadió, han consumido "como si los precios no hubieran crecido" y han absorbido el impacto ahorrando menos".

Otra parte, ha tenido que recurrir directamente al crédito al consumo. Desde Funcas, la previsión es que este también crezca "mucho menos" en los próximos trimestres pese a la buena dinámica registrada en los últimos años. No ven tampoco una posible espiral de aumento de la morosidad.

"El coste va a ser disuasorio para el crédito al consumo", señaló Torres, en referencia al efecto que tendrán las próximas subidas de tipos del organismo que preside Christine Lagarde. Funcas espera dos subidas adicionales de aquí a final de año, hasta dejar la facilidad de depósito en el 3%. Esto es medio punto más que su previsión de julio.

Desaceleración de la economía

A nivel macro, el centro de estudios espera una desaceleración gradual de la economía, aunque mantiene su previsión de crecimiento del Producto Interior Bruto (PIB) para 2026 en el 2,5% y en el 1,8% para 2027. Eso sí, espera que la subida de precios cierre el año con una media del 3,7%, cinco décimas más de lo previsto en su anterior análisis. Será del 3,1% en 2027 y del entorno del 2,5% en 2028.

"El turismo pierde fuelle, los fondos europeos ya han terminado su recorrido y la demanda interna se modera", sostuvo su director general, Carlos Ocaña. Sobre esto último, la aportación al PIB pasará de 3 puntos este año a 2,1 el que viene y 2 el siguiente.

Por su parte, consumo privado e inversión frenaran su avance frente al período 2023-2025. Y el consumo público también perderá fuelle, con un cada vez menor margen de maniobra por parte de las administraciones, que ven cómo se encarece el coste de la deuda y tienen que destinar más recursos a paliar la subida del precio de los carburantes. Las previsiones de Funcas estiman un Euríbor en torno al 3% y que el bono español a 10 años suba hasta niveles del 4%.

Euribor sobe a três e a seis meses e desce a 12 meses

By: Lusa
16 October 2026 at 12:39

As taxas Euribor, que servem de base para o cálculo da prestação da casa, subiram esta sexta-feira a três e a seis meses e desceu a 12 meses em relação a quinta.

  • A taxa Euribor a seis meses avançou para 2,970%, mais 0,016 pontos que na quinta-feira.
  • Já no prazo de 12 meses, a taxa Euribor baixou para 3,215%, menos 0,002 pontos que na véspera.
  • A Euribor a três meses avançou para 2,642%, mais 0,006 pontos.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, o BCE tinha subido, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 28 e 29 de outubro em Frankfurt.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Juros em alta podem ser oportunidade de investimento?

16 October 2026 at 07:12
Os juros mais elevados podem criar oportunidades para as poupanças. Mas é importante perceber como evoluem as obrigações.

© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

BdP. Crise da habitação não se resolve "do lado da procura"

16 October 2026 at 00:29
Alta de 1% na procura sobe preços 0,69% e rendas 0,37%. Lisboa e Porto são os municípios mais afetados. Estudo aponta oferta como chave da solução.

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A análise foi publicada na Revista de Estudos Económicos do Banco de Portugal (BdP)

"É um tema. Falta de casas trava investimento em Portugal"

15 October 2026 at 17:16
Ricardo Amaro, economista português em Dublin, revela que crise no acesso à habitação está a levar investidores estrangeiros a recear trazer ao país o investimento de que necessita para "dar o salto".

© FOTOILUSTRAÇÃO INÊS CORREIA / OBSERVADOR

Ricardo Amaro é um economista português que vive há 10 anos em Dublin, na Irlanda, e trabalha para uma das mais influentes consultoras financeiras da Europa

Banco Carregosa nega envolvimento em alegadas fraudes

15 October 2026 at 12:50
Banco garante ser "alheio" às alegadas práticas ilícitas que justificaram as buscas da Polícia Judiciária. E sublinha que nem o banco nem nenhum dos responsáveis foram constituídos arguidos.

© NurPhoto via Getty Images

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