O quarto prémio do Euromilhões, no valor de 1.607,34 euros, saiu a dois apostadores que registaram os boletins em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Outros 20 apostadores no estrangeiro também ganharam o quarto prémio, com quatro números certos e duas estrelas.
No estrangeiro, o prémio mais alto foi de 485 mil euros (segundo prémio), que saiu a um apostador.
O primeiro prémio não foi atribuído, pelo que o próximo ‘jackpot’ será de 71 milhões de euros.
O campeão olímpico e mundial Iúri Leitão, de Viana do Castelo, confessou-se hoje “extremamente feliz e aliviado” pelas duas medalhas conquistadas para Portugal nos Mundiais de ciclismo de pista em Xangai, China, entre as quais uma de ouro, em omnium.
“Foi o alívio de todo o trabalho desenvolvido. Há três anos que eu não tinha hipótese de estar na discussão do campeonato do mundo, em cada ano por circunstâncias diferentes e, claro, por vezes podemos começar a pensar que nunca mais se pode repetir, porque é realmente muito difícil chegar ao topo, especialmente na prova de omnium. Fico extremamente feliz e aliviado por todo o trabalho ter dado resultado”, salientou o atleta, à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
Dois anos depois de arrebatar o ouro olímpico de madison em Paris2024, com Rui Oliveira, Iúri Leitão garantiu o título mundial em omnium, no sábado, e, no dia seguinte, com Ivo, o outro irmão Oliveira, conseguiu ainda a medalha de prata na prova de madison.
O ciclista preferiu não estipular metas para os próximos Jogos Olímpicos, que se realizam em 2028 em Los Angeles.
“Cada preparação é uma preparação, dependemos da nossa e também da preparação alheia. É difícil nós sairmos de casa e dizermos que vamos fazer determinado lugar, porque não sabemos onde nos encontramos na tabela classificativa, comparando com os nossos adversários”, explicou o medalhado de ouro olímpico e mundial, de 28 anos.
Além de Iúri Leitão, a comitiva portuguesa integrava Diogo Narciso, oitavo classificado na eliminação masculina, e Maria Martins, medalhada de bronze em scratch, que protagonizou a maior receção na zona de chegadas no aeroporto lisboeta.
A ciclista lusa de 27 anos foi aguardada por algumas dezenas de alunos do primeiro ciclo do Jardim Escola ‘O Bosque’, sito nos Olivais, em Lisboa, onde estudou e do qual a sua mãe é diretora, o que motivou a aproximação de alguns curiosos, provenientes de países como Canadá, Guiné Conacri e China, aumentando o número de pessoas que aplaudiram e saudaram os atletas portugueses.
“Felizmente no passado vivemos resultados destes e é sempre bom ser bem recebida em Lisboa, sendo que sou aqui de perto, ainda para mais junto com o Iúri e o resto da equipa, quando alcançamos bons resultados”, recordou Maria Martins, conhecida no meio desportivo como ‘Tata’, já depois de ter cumprimentado a sua família e amigos, assim como as crianças que a aguardavam num clima de celebração.
Portugal fechou os Mundiais de pista deste ano com quatro medalhas, após Iúri Leitão ter sido ouro em omnium e prata em madison, juntamente com Ivo Oliveira, e Maria Martins e Miguel Salgueiro terem conquistado o bronze, respetivamente, em scratch, na quarta-feira, e na corrida por pontos, na sexta-feira.
Cerca de duas centenas de pessoas, maioritariamente jovens e estudantes da Universidade do Minho, juntaram-se hoje no centro de Braga em solidariedade com as acampadas de Lisboa e do Porto e em defesa de “uma vida melhor”.
“Isto no fundo não teve promotores nem organizadores. Foi algo espontâneo, surgiu da vontade popular, começou a circular nas redes [sociais], aconteceu em várias cidades também, no calor dos acontecimentos desta madrugada, no Porto e em Lisboa e da força brutal policial que aconteceu. É uma forma de solidariedade que encontramos e o pessoal juntou-se aqui”, explicou Teresa Amorim, porta-voz da concentração, à agência Lusa.
A iniciativa decorreu na Praça da República, entre as 19:00 e cerca das 20:30, tendo os manifestantes cantado o Grândola Vila Morena, tema símbolo do 25 de Abril, sob o olhar de quatro agentes da PSP, que se mantinham a alguns metros de distância.
“Temos aqui muitas pessoas jovens, muitos estudantes da Universidade do Minho que também sofrem pela falta de habitação e pela falta de residências públicas e acessíveis. A maioria dos estudantes da Universidade do Minho são estudantes deslocados que não têm outro sítio para onde ir, a não ser para as residências universitárias”, frisou Teresa Amorim.
Esta porta-voz deu conta de que na quarta-feira, a partir das 18:30, haverá nova concentração, no mesmo local, mais organizada, denominada de Assembleia Popular, mas sem tendas.
“Um bocado à semelhança do que tem acontecido no Porto e em Lisboa, e aí sim, será para conversar de outra forma, para ver as emoções das pessoas, o que é que sentimos, o que é que queremos para Braga, se queremos fazer mais Assembleias Populares. No fundo é um apelo a ocupar o espaço público, que é um direito constitucional que é nosso”, detalhou.
Para a porta-voz, de 28 anos, o que se está a passar em Portugal é transversal a muitos países.
“Portugal não é exceção. É uma vida miserável a que nós assistimos, dos nossos familiares, de pessoas amigas, e daí ser uma luta de todas as pessoas e a razão de estarmos aqui. Não somos egoístas, estamos aqui porque queremos realmente uma vida boa para todas as pessoas”, assumiu Teresa Amorim.
Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.
Nesse dia, a plataforma cívica “Não dá mais para viver assim” promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.
No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.
As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas e que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.
A pista de atletismo de Pombal vai ser transferida para Braga, numa articulação entre a Federação Portuguesa de Atletismo e os dois municípios para reforçar as infraestruturas desportivas na época de pista curta, foi hoje anunciado.
O futuro da pista de seis corredores esteve em destaque durante uma visita do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro, à Câmara Municipal de Braga, onde esteve reunido com a vereadora do Desporto, Hortense Santos, informou hoje a federação em comunicado.
A transferência da infraestrutura visa reforçar as instalações desportivas durante a temporada de pista curta, colocando o equipamento ao serviço dos atletas em Braga durante os meses de inverno, período em que o concelho acolhe vários campeonatos.
Entretanto, está prevista para breve a chegada a Pombal da pista de Barcelona, cedida pela Real Federação Espanhola de Atletismo e pela Federação Catalã de Atletismo.
O piloto Kevin Leite, de sete anos e natural de Vizela, sagrou-se campeão nacional de Mini Velocidade na ronda final da temporada 2026, disputada no passado fim de semana, no Kartódromo Internacional de Braga.
Kevin conquistou a ‘pole position’ nos treinos cronometrados e bateu todos os recordes de pista. Partiu para a última prova com 15 pontos de vantagem sobre o segundo classificado.
Na primeira corrida, terminou em segundo lugar, resultado que lhe garantiu o título. Na segunda, venceu desde o arranque, com margem sobre o segundo classificado.
Foto: DRFoto: DR
Ao longo do campeonato, o piloto somou cinco vitórias e um segundo lugar em seis corridas. As mini motos atingem entre 90 e 110 quilómetros por hora, consoante o circuito.
A ronda coincidiu com a prova do troféu VF Timing, na Galiza, em que Kevin Leite também liderava. O piloto optou por competir em Portugal.
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“Ele sente-se muito feliz e mais motivado que nunca. Pois este campeonato já o merecia o ano passado”, conta o pai e treinador do piloto, Rui Leite, a O MINHO.
O piloto vai agora interromper a atividade durante alguns meses e os planos para a próxima época “ainda não estão definidos”.
“Pode continuar nesta categoria por mais um ano e tentar fazer algumas provas em Espanha já na próxima categoria. Vamos ver como se vai adaptar à mota, pois já é com caixa de velocidades e embraiagem”, explica Rui Leite.
A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.
Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.
“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.
Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.
Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.
O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.
Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.
A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.
“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.
Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.
A NKT, multinacional dinamarquesa, inaugurou hoje a expansão da unidade industrial de Esposende, num investimento de 50 milhões de euros, que permitiu criar mais 150 postos de trabalho, contando agora com 580 trabalhadores.
A ‘gigante’ da produção de cabos de energia e soluções integradas para a transmissão e distribuição de eletricidade comprou a Solidal, em 2024, num negócio de 192 milhões. Na altura, os responsáveis da empresa anunciaram um investimento de 50 milhões para “expandir a capacidade de média e alta tensão nas instalações existentes”.
Carlos Silva, presidente da Câmara de Esposende, considerou que esta expansão “representa o crescimento de uma unidade industrial, mas também representa confiança e esperança”.
Foto: CM Esposende
Confiança num projeto industrial sólido e inovador. Confiança nas pessoas e nas suas competências. E confiança na capacidade de Esposende para atrair investimento, gerar conhecimento e criar oportunidades. Esperança num Município mais coeso. Estamos a falar de um investimento de 50 milhões de euros. Uma empresa não vive isolada da comunidade onde está instalada. Faz parte dela. Cria emprego, desenvolve competências, gera riqueza e contribui para melhorar a qualidade de vida das populações”, afirmou, na cerimónia.
O presidente da Câmara salientou também a dimensão internacional da atividade da NKT e a capacidade de uma empresa instalada em Esposende contribuir para a transformação do setor energético a nível global: “E é a partir de Esposende que esta empresa contribui para essa transformação global. É possível estar em Esposende e trabalhar para o mundo. É possível ter ambição internacional sem perder as raízes locais. É possível, também, Esposende ser um bocadinho o centro do Mundo. Esta é uma das mensagens mais importantes que hoje podemos transmitir”, sublinhou o presidente da Câmara, salientando que “o papel do Município é criar condições para que quem investe possa crescer, porque quando as empresas crescem, criam-se oportunidades para as pessoas e reforça-se a capacidade de desenvolvimento de toda a comunidade”.
Foto: CM Esposende
Também presente na inauguração, o secretário de Estado do Ambiente, João Esteves, considerou o investimento “estratégico para o concelho e para o país, na linha da política pretendida que privilegia as energias limpas”.
O governante acrescentou: “É um prazer comprovar que Esposende cresce. Esposende faz. A NKT veio para ficar e crescer, sinónimo da confiança que a empresa deposita em Portugal. Investimento cria valor, emprega pessoas e leva a capacidade de produção portuguesa para o mundo. Não basta produzir energia limpa. É preciso fazê-la chegar às pessoas e às empresas e, nesse papel, contamos com a NKT”.
Na ocasião, João Esteves anunciou um investimento do Estado português de 1,6 biliões de euros, até 2030, destinado à modernização da rede elétrica nacional.
A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Municipal de Esposende, Alberto Figueiredo, dos vereadores municipais, do embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, do vice-presidente executivo da NKT, Carlos Fernandez, do vice-presidente das Operações Ibéricas, Dinis Pinto, e do diretor comercial da empresa, Michael Hjorth.
O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues (PSD), manifestou hoje preocupação pelo corte nas dotações previstas no Orçamento do Estado para nove das 37 juntas de freguesia do concelho, garantindo que vai tentar a reversão da situação.
Segundo João Rodrigues, no concelho a mais afetada é a União das Freguesias de Escudeiros e Penso (Santo Estêvão e São Vicente), que, segundo a proposta em cima da mesa, vai perder cerca de 19 mil euros em relação a 2026.
“Para o orçamento de uma junta de freguesia, é muito dinheiro. E nós já tivemos a oportunidade de manifestar, não necessariamente o nosso descontentamento, porque achámos que ainda estávamos a tempo de mudar isso, mas a nossa preocupação com esse facto”, referiu.
O autarca disse que vai tentar que o problema ainda seja resolvido em sede de Orçamento do Estado (OE).
Garantiu que esta foi a questão que “mais suscitou” a sua preocupação e a sua reação desde o dia em que foi tornada pública a proposta do OE para 2027.
O assunto foi levado à reunião de hoje do executivo de Braga pelo movimento independente Amar e Servir Braga, que propôs um voto de solidariedade para com as juntas afetadas e uma eventual revisão do envelope financeiro das transferências do município para as compensar.
João Rodrigues respondeu que eventuais medidas do município só serão equacionadas depois de esgotadas as vias para a correção da situação em sede de discussão do Orçamento do Estado.
A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) já convocou um protesto nacional para 04 de novembro, instando todas as juntas de freguesia do país a encerrar os seus serviços de atendimento ao público.
A contestação surge na sequência da proposta do Orçamento do Estado para 2027, que, embora contemple um acréscimo global de 8,2% das subvenções às freguesias, consubstancia cortes efetivos de verbas em cerca de 210 freguesias, devido às fórmulas de distribuição orçamental.
O Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas e 15 sociedades dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento, através da venda de veículos, componentes automóveis e deduções indevidas de IVA, segundo publicação hoje consultada pela Lusa.
Numa publicação na página oficial da Procuradoria-Geral Regional do Porto, o MP explica que a atividade criminosa dos 26 arguidos se estendeu entre 2021 e 2025 e resultou na obtenção de quase 5,8 milhões de euros de vantagens, valor que é requerido que seja declarado como perdido a favor do Estado.
Segundo a acusação, datada de 31 de agosto, a atividade criminosa foi desenvolvida por três arguidos, sendo um deles contabilista, que usavam cinco sociedades para “simular operações de compra e venda de veículos e outros componentes automóveis”.
O MP acredita que aquelas compras “mascaravam” a “verdadeira atividade de compra de veículos no estrangeiro”, que é atribuída a dois grupos dentro daqueles arguidos, que vendiam aqueles veículos em território nacional “a troco de recompensas financeiras”.
A acusação sustenta que a “atividade real” de venda de veículos em território nacional feita pelos dois grupos referidos recorria a um “circuito de faturação falsa” que era disponibilizado pelo primeiro grupo de arguidos e no qual “subtraíram à tributação as vendas de veículos adquiridos na União Europeia e vendidos em território nacional”.
Em paralelo, defende o MP, um dos arguidos desenvolvia “igual atividade exercida de forma autónoma, com recurso àqueles primeiros arguidos ou a empresas suas, com o propósito de obter deduções indevidas de IVA e não entrega de imposto ao Estado e, ainda, de arrecadar quantias de imposto indevidas, por via de reembolsos de IVA”.
A um dos arguidos, refere o texto, é imputada a atividade de branqueamento de vantagens dos crimes, com a colaboração de outros arguidos, “na aquisição de veículos, na simulação de pagamentos e na elaboração de documentos falsos para sustentar o circuito financeiro de pagamentos fictícios”.
Segundo o comunicado, dois dos arguidos estão sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, cumulada com a medida de coação de proibição de contactos com os demais arguidos.
Dois outros arguidos estão sujeitos a medidas de coação de caução, proibição de contactos e proibição de se ausentarem de território nacional.
O município de Braga vai abdicar, em 2027, de mais de 10 milhões de euros em impostos, com a redução da taxa de IMI de 0,32 para 0,31% e com a manutenção dos valores do IRS e da derrama, disse hoje o presidente da Câmara.
Segundo João Rodrigues, o executivo, em matéria fiscal, tem “uma opção clara” de privilegiar os rendimentos das famílias.
“Achamos que, baixando alguma coisa, devíamos baixar em algo que se repercutisse nos bolsos das famílias”, referiu o autarca aos jornalistas, no final da reunião do executivo.
Na reunião de hoje, e com a abstenção de toda a oposição, foi aprovada a redução de 0,32 para 0,31% da taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para os prédios urbanos.
Na proposta levada a votação, o executivo manifesta a intenção de propor à Assembleia Municipal uma redução da taxa para o mínimo legal de 0,30% em 2028, “desde que se mantenham as condições de sustentabilidade financeira do município e não ocorram circunstâncias excecionais que o desaconselhem”.
Foi também aprovado, igualmente com a abstenção da oposição, a manutenção da derrama, à taxa de 1,5%, para os sujeitos passivos com um volume de negócios superior a 150 mil euros.
O executivo aprovou ainda a manutenção da participação do município em 3% do IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho.
“Esta redução de impostos nos termos em que a fazemos é a redução responsável, é a redução que prometemos fazer, nem mais nem menos. Portanto, estamos a cumprir isso, ninguém nos pode acusar do contrário”, referiu João Rodrigues.
De uma forma genérica, o movimento Amar e Servir Braga, a Iniciativa Liberal e o Chega queriam mais ambição na redução dos impostos.
Já o PS, através do vereador Pedro Sousa, disse que “vale a pena pensar, para o futuro”, se os “marginais” descontos em sede de IRS não deveriam ser reequacionados em prol do fortalecimento das finanças municipais para investimento, por exemplo, nas escolas.
“São descontos marginais, estamos a falar de 50 euros por ano, estamos a falar de 60 euros por ano”, apontou.
Vincou que o PS não está a favor de aumentar os impostos, mas sim “de pensar”.
“Se fôssemos a favor de aumentar, teríamos feito essa proposta, o que naturalmente não fizemos, porque não se coaduna com o tempo político e social que vivemos. Agora achamos que há áreas de intervenção prioritária e fundamental no município, que vive um contexto conhecido, com constrangimentos orçamentais, com uma dívida pública municipal, do universo municipal, que ultrapassa os 200 milhões de euros”, acrescentou Pedro Sousa.
Para o presidente da Câmara, o PS, com esta declaração de Pedro Sousa, defendeu “de forma absolutamente explícita” que queria aumentar os impostos aos bracarenses.
Pedro Sousa respondeu que esta interpretação é uma “malandrice” de João Rodrigues.
“Se fôssemos a favor de aumentar, teríamos feito essa proposta, o que naturalmente não fizemos, porque não se coaduna com o tempo político e social que vivemos”, rematou aquele vereador socialista.
Os passes dos Transportes Urbanos de Braga vão ficar cerca de 25% mais baratos em 2027, naquele que é mais um passo no sentido da gratuitidade, que deverá acontecer até ao final deste mandato, foi hoje anunciado.
“Até ao final do mandato, durante os próximos anos, mas com muita probabilidade até ao final do mandato, vamos conseguir instituir o transporte público gratuito em Braga (…), a não ser que haja aí uma questão qualquer que eu não prevejo que venha a acontecer”, disse o presidente da Câmara, João Rodrigues, aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo.
Em 2026, o preço dos passes já sofreu um corte de 14%, estando para 2027 previsto um outro “à volta” dos 25%.
“Não tenho o número certo, não tenho o número fechado, mas andará à volta dos 25%”, referiu.
O assunto dos preços dos transportes públicos foi levado à reunião pelo vereador do PS Pedro Sousa, que propôs um valor igual para os moradores da zona urbana e para os da periferia, ao contrário do que acontece atualmente, em que os que moram mais longe do centro pagam mais.
Para João Rodrigues, esta proposta não faz sentido, face à próxima gratuitidade dos transportes.
Além disso, João Rodrigues frisou que o valor da redução do preço em cerca de 25% “será sempre superior ao da eliminação das duas coroas”.
Pedro Sousa contrapôs que, apesar disso, os residentes nas freguesias mais distantes do centro continuarão a pagar mais.
A Continental, em Lousado, Famalicão, vai assinalar amanhã, quarta-feira, o arranque da construção do novo Centro de Competências Tecnológicas, que irá acolher 500 trabalhadores.
“Este investimento representa um importante passo para o desenvolvimento e a evolução de uma das maiores unidades de produção de pneus da empresa a nível mundial, mas também para a dinamização económica do concelho e da região”, salienta a autarquia famalicense em comunicado.
De acordo com a mesma fonte, o novo espaço irá reunir cerca de 500 funcionários de áreas tecnológicas e “proporcionar um ambiente de trabalho moderno, concebido para promover a colaboração, a investigação, a engenharia e a especialização digital”.
Inaugurada em 1946 como Mabor e integrada no Grupo Continental em 1990, a fábrica de Lousado é atualmente uma das maiores unidades de produção de pneus da empresa em todo o mundo.
O grupo Continental tem em Lousado quatro empresas, todas integradas no negócio de pneus (Continental Solutions Center, Continental Pneus Portugal, Continental Indústria Têxtil do Ave e Continental Mabor). No total, a Continental emprega em Lousado mais de 3.800 pessoas.
Fundada em 1977, a Estufasminho, em Esposende, emprega 70 trabalhadores e fatura 12 milhões de euros por ano. Juntamente com a Edaetech, do Grupo Impetus, foi das primeiras empresas a serem visitadas pelo executivo municipal, através da START Esposende, numa iniciativa desenvolvida em articulação com o Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP) e o IAPMEI, com o objetivo de conhecer os desafios da indústria local e aproximar as empresas de soluções de inovação, desenvolvimento tecnológico e qualificação.
Em comunicado enviado a O MINHO, a autarquia de Esposende explica que a iniciativa se enquadra no protocolo de cooperação entre o Município e o PIEP, que pretende reforçar a ligação entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico, criando oportunidades para desenvolver projetos de investigação, inovação, sustentabilidade e economia circular.
A comitiva integrou o vereador da Indústria da Câmara de Esposende, Aurélio Neiva, e a coordenadora da START Esposende, Joana Barbosa, bem como Bruno Pereira da Silva, diretor de ‘Public Affairs’ e Sustentabilidade do PIEP, e Humberto Vaz, da Direção de Proximidade do IAPMEI.
“Durante as visitas, os participantes conheceram os processos produtivos, as capacidades tecnológicas e os planos de desenvolvimento das empresas. O contacto direto permitiu também identificar constrangimentos e oportunidades em que a cooperação entre as entidades envolvidas poderá contribuir para encontrar respostas ajustadas às necessidades da indústria”, salienta o comunicado.
Estufasminho
Fundada em 1977, a Estufasminho diversificou a sua atividade ao longo dos anos, abrangendo atualmente áreas como a metalomecânica especializada, as estruturas agrícolas e metálicas, a construção metálica pesada, a construção em Light Steel Frame (LSF) e estruturas para energias renováveis.
Instalada em Esposende numa área total de 29.269 m², a empresa conta com cerca de 70 trabalhadores e uma capacidade de produção anual de aproximadamente 5.000 toneladas. O volume de faturação anual situa-se nos 12 milhões de euros.
Foto: CM Esposende
Foto: CM Esposende
A atividade inclui ainda o corte a laser de tubos e chapas e o desenvolvimento de estruturas para projetos de energia solar, refletindo a diversidade de competências técnicas e aplicações industriais da empresa.
De acordo com a Câmara de Esposende, entre os desafios identificados estão o recrutamento de mão de obra especializada, a retenção de talento e a evolução dos custos das matérias-primas.
“A formação contínua e o investimento em equipamentos e tecnologia assumem, neste contexto, importância para reforçar as competências internas, melhorar a eficiência e aumentar a capacidade produtiva”, salienta a autarquia.
Edaetech
Ainda de acordo com a autarquia, a visita à Edaetech, empresa detida integralmente pelo Grupo Impetus, permitiu conhecer uma atividade centrada na engenharia, na inovação e no fabrico de componentes de elevada complexidade.
Com presença relevante no setor automóvel, a empresa desenvolve protótipos e pequenas séries, num contexto em que a qualidade e a rapidez de resposta são determinantes.
A capacidade de concretizar projetos em prazos que podem rondar as seis semanas constitui uma das características da sua atividade.
A Edaetech trabalha também para os setores aeronáutico, espacial e da defesa, áreas sujeitas a requisitos técnicos e processos de certificação específicos.
Entre as suas competências estão a simulação de peças estampadas de elevada complexidade e a prototipagem de componentes para a área térmica.
Foto: CM Esposende
Foto: CM Esposende
Com clientes em vários mercados internacionais, a empresa prepara-se para assinalar 25 anos de atividade em 2027, mantendo o foco no conhecimento técnico, na engenharia e na resposta a necessidades industriais exigentes.
“O contacto com as duas empresas permitiu identificar necessidades concretas e analisar de que forma a intervenção do Município, as competências técnicas do PIEP e os instrumentos de apoio disponibilizados pelo IAPMEI podem contribuir para responder aos desafios identificados”, salienta a Câmara.
“A iniciativa pretende promover uma articulação próxima entre as empresas, o Município e os parceiros técnicos, favorecendo a identificação de oportunidades de colaboração e o desenvolvimento de soluções adequadas à realidade industrial do concelho. Com estas visitas, Esposende prossegue o trabalho de aproximação ao tecido empresarial, valorizando a inovação, a qualificação e a cooperação como fatores relevantes para a competitividade das empresas e o desenvolvimento económico local”, conclui o comunicado.
Humberto Gama, ex-padre exorcista de Trás-os-Montes, foi hoje condenado a cinco anos e meio de prisão pelos crimes de violação, burla e usurpação de funções na forma continuada.
O coletivo de juízes do Tribunal de Vila Real considerou provados os crimes pelos quais o ex-sacerdote estava acusado pelo Ministério Publico (MP) e condenou-o a uma pena única de cinco anos e seis meses de prisão por um crime de burla, um crime de usurpação de funções e um crime de violação.
O julgamento teve início a 12 de maio, decorreu à porta fechada, hoje foi lido o acórdão e, no final, o arguido afirmou aos jornalistas que vai recorrer da pena a que foi condenado.
O antigo sacerdote octogenário estava acusado pelo MP da prática de um crime de burla qualificada, de usurpação de funções na forma continuada e de violação.
O crime de coação sexual, pelo qual estava também acusado, caiu depois de a alegada vítima se ter recusado a testemunhar e ter desistido da queixa já no decorrer do julgamento.
O ex-sacerdote negou os crimes.
Humberto Gama foi detido a 24 de dezembro de 2021 pela Polícia Judiciária (PJ) pelo crime de violação de uma mulher de 47 anos e, depois de presente a tribunal, ficou em prisão preventiva, tendo sido libertado em abril de 2022.
A acusação do MP data de setembro de 2023, mas o ex-sacerdote pediu a abertura da instrução, uma fase facultativa que visa decidir, por um juiz de instrução criminal (JIC), se o processo segue e em que moldes para julgamento, ficando a conhecer-se, a 31 de outubro de 2025, a decisão instrutória.
O juiz de instrução considerou suficientemente indiciado que o arguido, após ter sido expulso como sacerdote da Igreja Católica, desde meados de 1979 e até 24 de dezembro de 2021, continuou a apresentar-se e a vestir-se, quer no seu dia a dia quer nas consultas que dava, como padre e como padre exorcista pertencente à Igreja Católica, o que, inclusivamente, aconteceu em programas televisivos com expressão nacional.
Também considerou que o arguido, no âmbito da atividade de exorcista, aconselhamento e orientação espiritual, recebeu, em dezembro de 2021, no consultório da sua habitação, no concelho de Murça, distrito de Vila Real, duas mulheres que ali se deslocaram acreditando que o arguido era padre da Igreja Católica.
Segundo a acusação, numa dessas consultas o ex-sacerdote ter-se-á aproveitado do facto de uma das mulheres se encontrar vulnerável psicologicamente para praticar atos sexuais com a vítima, o que terá acontecido depois de a “colocar num estado como que de inconsciência, retirando-lhe desse modo toda a capacidade de reação”.
A Câmara de Esposende pediu ao Ministro da Administração Interna um reforço de meios para a segurança no concelho, nomeadamente mais operacionais e viaturas para a GNR e sistema de videovigilância em locais estratégicos.
O presidente da Câmara de Esposende, Carlos Silva, recebeu, ontem, nos Paços do Concelho, Luís Neves, para uma reunião de trabalho centrada na segurança do concelho.
No encontro, que contou também com a presença do Presidente da Assembleia Municipal, Alberto Figueiredo, e do Comandante Distrital de Braga da Guarda Nacional Republicana (GNR), Vítor Lima, o autarca defendeu o reforço dos meios humanos, tecnológicos e operacionais das forças de segurança, com vista a melhorar a capacidade de resposta e a garantir maior segurança à população.
Segundo uma nota da autarquia, o encontro permitiu analisar as principais necessidades do concelho em matéria de segurança, com destaque para o reforço do efetivo do Posto Territorial da GNR de Esposende, a disponibilização de mais viaturas para patrulhamento e intervenção e a implementação de um sistema de videovigilância em pontos estratégicos do território.
“A necessidade de adequar os meios disponíveis às características específicas de Esposende esteve no centro das preocupações apresentadas. A dinâmica turística, a sazonalidade populacional e a afluência de milhares de visitantes ao longo do ano colocam exigências acrescidas às forças de segurança, tornando essencial uma capacidade de resposta ajustada às necessidades de residentes e visitantes. O aumento significativo do tráfego rodoviário durante a época balnear, sobretudo nos acessos às praias e nas zonas de maior afluência turística, constitui também um desafio acrescido, exigindo capacidade de patrulhamento e intervenção para garantir a segurança rodoviária e uma circulação mais fluida”, refere a Câmara.
No que respeita aos recursos humanos, o Município considera que o reforço do efetivo da GNR é fundamental para assegurar uma presença mais regular no território e melhorar a capacidade de resposta às ocorrências. Foi igualmente destacada a importância de dotar os militares de mais meios operacionais, nomeadamente viaturas, que permitam reforçar a mobilidade, o patrulhamento e a intervenção em todo o concelho, incluindo nos períodos de maior pressão turística.
A instalação de um sistema de videovigilância em locais estratégicos foi outra das matérias analisadas, enquanto instrumento complementar à presença dos militares no terreno. “Esta solução poderá contribuir para a prevenção de situações de risco, a proteção de pessoas e bens e o apoio à atuação das forças de segurança”, considera a autarquia.
A segurança nos Caminhos de Santiago e no Parque Natural do Litoral Norte integrou igualmente os assuntos abordados, tendo em conta a relevância destes espaços e a necessidade de garantir condições adequadas de segurança a residentes, peregrinos e turistas
. As especificidades do território, incluindo a vertente terrestre e marítima, exigem uma resposta operacional capaz de acompanhar as diferentes atividades e a intensidade de utilização destes espaços.
De acordo com a autarquia, foi ainda sublinhada a importância de promover um modelo de policiamento de proximidade, que reforce a ligação entre a GNR e a comunidade, favoreça o contacto regular com a população e permita responder de forma mais direta às preocupações das pessoas.
No final, Carlos Silva destacou a importância da deslocação do Ministro da Administração Interna a Esposende, vendo neste encontro “uma oportunidade para aproximar o Governo dos problemas concretos do concelho e encontrar soluções para as necessidades identificadas”.
O autarca reafirmou “a disponibilidade do Município para continuar a trabalhar em articulação com o Governo e a GNR, defendendo que a segurança exige uma cooperação estreita entre as diferentes entidades e uma resposta adequada às características e necessidades de Esposende”.
Franclim Carvalho é o novo treinador do SC Braga, substituindo no cargo Carlos Vicens e assumindo já o treino de hoje à tarde da equipa minhota da I Liga de futebol, informou o clube.
O novo técnico dos ‘arsenalistas’, de 39 anos, assina contrato até ao final da temporada, com mais uma época de opção, sucedendo ao espanhol Carlos Vicens, demitido após a derrota (2-1) de segunda-feira com o Gil Vicente, em casa, jogo em atraso da segunda jornada, terceiro desaire consecutivo de uma sequência de quatro jogos sem ganhar.
Sem clube desde agosto, quando saiu dos brasileiros do Botafogo, Franclim Carvalho regressa ao clube bracarense depois de passagens pelos escalões de formação como treinador adjunto, mesma função que assumiu na equipa principal durante duas épocas (2022/23 e 2023/24) na ‘vigência’ de Artur Jorge.
A restante equipa técnica é composta por Luís Filipe, Mauro Moderno, Ricardo Matos e Tiago Pires, mantendo-se Eduardo Carvalho e Orlando Silva da anterior.
Franclim Carvalho teve a primeira experiência como treinador principal em 2021/22, na BSAD, equipa que então militava na I Liga.
Em 2022/23, regressou ao SC Braga como técnico adjunto de Artur Jorge, atual treinador dos brasileiros do Cruzeiro, parceria que durou até 2026, com passagens pelo Botafogo, no qual participou na conquista do título brasileiro e da Copa dos Libertadores em 2024, e pelos cataris do Al-Rayyan.
Em abril de 2026, voltou ao Botafogo, mas como treinador principal, tendo sido demitido em agosto do clube do Rio de Janeiro.
O novo treinador do SC Braga orienta já o treino de hoje à tarde, às 16:00, preparando o jogo de quinta-feira, a receção aos belgas do Gent, da segunda jornada da Liga Conferência.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) reconheceu de Relevante Interesse Público (RIP) a construção das novas Instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo (APCVC) em área da Reserva Ecológica Nacional (REN).
Segundo a deliberação da CCDR-N hoje publicada em Diário da República (DR), o objetivo do projeto é o de “reunir num só local duas das respostas da APCVC já existentes e criar uma área residencial para pessoas com deficiência”.
A área residencial “é a grande prioridade” da associação, “devido às enormes carências de resposta desta valência, contribuindo para que os destinatários possam contar com um centro de atividades e capacitação para a inclusão (CACI), para 30 utentes, e serviços de ambulatório”.
“A análise técnica concluiu que, considerando a inexistência de alternativa de localização em área exterior à REN, e atendendo a que os impactes negativos sobre esta são minimizados e amplamente superados pelos impactes positivos expectáveis para a população servida, a viabilização do projeto de construção das Novas Instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo se mostra merecedora do reconhecimento de relevante interesse público para efeitos de ocupação de áreas integradas na REN, (…)sem prejuízo do cumprimento das demais normas legais e regulamentares aplicáveis”, sublinha a deliberação.
As novas instalações vão ser criadas na freguesia de Santa Marta de Portuzelo, Viana do Castelo, incidindo sobre uma área de 6.440 metros quadrados, integrada na REN.
A atribuição do reconhecimento de RIP, incluiu a análise das “incidências da intervenção sobre os valores e funções ecológicas presentes, nomeadamente “Áreas relevantes para a sustentabilidade do ciclo hidrológico terrestre” – Áreas estratégicas de infiltração e de proteção e recarga de aquíferos -, bem como os potenciais efeitos sobre os recursos hídricos, o solo, a biodiversidade e os riscos naturais”.
Foram considerados os pareceres emitidos pelas entidades competentes, designadamente a Entidade Regional da Reserva Agrícola Nacional e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A APA “conclui que a intervenção proposta, incidindo em áreas integradas em REN, não contém usos e ações que envolvam impactes significativos, suscetíveis de serem incompatíveis com a salvaguarda do recurso ou do risco respeitante à tipologia de área da REN em causa, tendo sido ponderadas as condições e medidas de minimização neles estabelecidas”.
Entre os condicionamentos e medidas de minimização da afetação da REN, a CCDR-N estipulou que a intervenção deve respeitar estritamente a localização, a área de implantação e as características constantes dos elementos do projeto apreciados no procedimento”.
Devem “ser limitadas as intervenções e a ocupação do solo ao estritamente necessário à execução da ação reconhecida e, adotadas medidas de prevenção da erosão, da compactação e da contaminação dos solos, bem como de proteção dos recursos hídricos”.
O projeto deve ainda preservar “as estruturas e funções ecológicas existentes suscetíveis de manutenção, minimizando-se a afetação da vegetação e dos habitats presentes”.
“Devem ser implementadas as medidas de minimização, recuperação e reposição das condições ambientais definidas nos pareceres das entidades competentes e, caso haja interferência da intervenção com a margem do curso de água [rio Lima] não seja efetuada qualquer construção naquela área”, lê-se na deliberação.
A criação da APCVC, em 2002, resultou da ação de um grupo de pais de crianças com paralisia cerebral, juntamente com técnicos da Segurança Social e alguns elementos do hospital de Viana do Castelo. Foi criada uma comissão instaladora que permitiu avançar com o projeto da Associação de Paralisia Cerebral – Núcleo de Viana do Castelo.
A eurorregião Galiza-Norte de Portugal quer construir um polo de competitividade transfronteiriço para se afirmar como “um território mais competitivo, inovador e capaz de atrair investimento”, foi hoje divulgado.
Em comunicado, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal (AECT-GNP) explica que, tendo em vista esse objetivo, promove em Vigo, na Galiza, Espanha, a 12 de novembro, um fórum para “transformar capacidades partilhadas em novas oportunidades de investimento, inovação e desenvolvimento”.
Integrada na visão estratégica 2026–2028 do AECT, o Fórum Eurorregião Galiza–Norte de Portugal: Polo de Competitividade pretende marcar “um novo passo na evolução da cooperação transfronteiriça”.
A intenção é “passar da partilha de capacidades à criação de sinergias, projetos conjuntos e oportunidades de desenvolvimento económico e tecnológico”.
O fórum nasce com o objetivo de “identificar capacidades complementares entre a Galiza e o Norte de Portugal, aproximar empresas, universidades e centros tecnológicos e impulsionar novas parcerias que se traduzam em projetos conjuntos, investimento e inovação”.
A iniciativa “pretende lançar as bases de um ecossistema transfronteiriço mais integrado, competitivo e capaz de gerar valor económico para o território”.
Isto, “através do intercâmbio de conhecimentos e da identificação de oportunidades nas áreas das tecnologias emergentes, da colaboração público-privada em inovação e das infraestruturas estratégicas”.
A ambição é “mobilizar competências complementares, valorizar os recursos existentes e reforçar a capacidade conjunta da eurorregião para responder aos desafios da transformação industrial, da inovação tecnológica e da integração das suas infraestruturas”.
Nesta primeira edição, o fórum pretende centrar-se em três áreas estratégicas.
O AECT enumera “as tecnologias emergentes, como motor da transformação produtiva e da criação de novas oportunidades económicas”, e “a colaboração público-privada em inovação, como elementos fundamentais para promover a transferência de conhecimento, desenvolver novas capacidades tecnológicas e impulsionar projetos conjuntos”.
Outro dos domínios é o das “infraestruturas estratégicas, essenciais para melhorar a conectividade, atrair investimento e reforçar a integração socioeconómica do território”.
O AECT-GNP junta a Junta da Galiza e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
A 29 de setembro, o presidente da CCDR-N defendeu que o Norte e a Galiza devem articular-se para transformar a proximidade geográfica e a cooperação numa “vantagem económica e industrial comum”.
“Não se trata apenas de termos duas regiões vizinhas com empresas competitivas, mas de percebermos que, em muitas das novas cadeias de valor industriais e tecnológicas, podemos ganhar escala, capacidade de inovação e presença internacional, se atuarmos de forma mais articulada”, sustentou Álvaro Santos.
Para o responsável, a cooperação entre a Galiza e o Norte de Portugal não se deve limitar “a uma sucessão de projetos”, mas afirmar-se como “capacidade permanente para identificar oportunidades comuns, aproximar empresas e centros de conhecimento, mobilizar investimento e construir respostas conjuntas”.
Áreas como a energia, a mobilidade, o setor naval, a aeronáutica, as tecnologias digitais ou as tecnologias de dupla utilização “oferecem oportunidades muito concretas para combinarmos competências e reforçarmos a presença das nossas empresas nos mercados europeus e internacionais”, exemplificou.
A eurorregião tem cerca de 6,4 milhões de habitantes, mais de 657 mil empresas, um PIB [Produto Interno Bruto] superior a 167 mil milhões de euros e mais de 57 mil milhões de euros de exportações anuais, de acordo com a CCDR-N.