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Cármen dá 48h para TSE informar sobre transporte interestadual no 2º turno

21 October 2026 at 23:12

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) preste informações, em até 48 horas, sobre a viabilidade da gratuidade para linhas de transporte que conectam municípios vizinhos situados em estados diferentes.

A decisão foi tomada em ação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu ao Supremo a extensão da gratuidade para todo o transporte coletivo interestadual no próximo domingo (25). Cármen negou a liminar, mas determinou que o TSE esclareça como trata os casos de linhas que cruzam divisas estaduais entre cidades vizinhas.

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Segundo a ministra, não há elementos suficientes para ampliar a medida a todo o transporte interestadual a poucos dias da votação. Ela afirmou que a mudança seria de “difícil equacionamento e execução” no prazo disponível, sem dados mínimos e sem tempo suficiente para a atuação do TSE e dos 27 tribunais regionais eleitorais.

Cármen, porém, considerou que há “plausibilidade jurídica” no pedido alternativo para garantir a gratuidade em linhas que ligam municípios vizinhos de estados diferentes. Por isso, requisitou informações ao TSE antes de voltar a analisar o caso.

Esse quadro demonstra a necessidade de se requisitar, com urgência, informações ao Tribunal Superior Eleitoral, para que seja especificado o entendimento e os dados havidos naquele órgão quanto à gratuidade do transporte público coletivo que habitualmente liga municípios vizinhos situados em Estados distintos, na data do segundo turno das eleições de 2026.

Cármen Lúcia

A ação foi protocolada em 16 de outubro e busca ampliar os efeitos de uma decisão tomada pelo STF em 2023. Na ocasião, a Corte determinou que, enquanto não houver lei sobre o tema, o transporte coletivo urbano municipal e intermunicipal, inclusive o metropolitano, seja gratuito nos dias de votação e funcione com frequência compatível à dos dias úteis.

A coligação do petista sustenta que nem a decisão do Supremo nem a regulamentação do TSE mencionam expressamente o transporte interestadual. Com isso, argumentam, eleitores que dependem de linhas que atravessam divisas estaduais para chegar a municípios vizinhos podem ficar fora da regra de gratuidade.

Pandillas armadas cobran alquiler a haitianos por sus propios hogares

21 October 2026 at 22:49

Puerto Príncipe, 21 oct (Prensa Latina) Las pandillas armadas que imponen hoy la violencia en Haití practican también la extorsión mediante el cobro de dinero a los ciudadanos para que estos puedan habitar sus propios hogares, comentó un medio local.

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ONU aponta falta de isenção da Meta em eleição brasileira

21 October 2026 at 22:32

Especialistas das Organizações das Nações Unidas (ONU) assinaram uma carta em que apontam restrições à liberdade de expressão em plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, todas da empresa Meta, nas eleições brasileiras em 2026.

Eles disseram que os observadores internacionais que participaram das eleições detectaram tratamento desigual das plataformas em relação aos conteúdos das campanhas, apontando que as contas ligadas a um dos candidatos foi prejudicada.

Entre os episódios registrados estão interrupções temporárias de contas de campanha e engajamento e alcance de publicações políticas de um dos candidatos severamente menor.

Eles também citaram que milhares de contas e perfis de influenciadores, jornalistas e criadores de conteúdo foram suspensos, quase todos do mesmo lado político.

NetLab

Um carta do NetLab também questiona a derrubada de um perfil do candidato Luiz Inácio Lula da Silva sob a alegação de controle contra notícias falsas ligadas à políticas públicas pela Meta, enquanto a empresa mantém perfis com publicações com fake news.

O documento também diz que o laboratório identificou falhas da empresa de tecnologia, que teria permitido “propaganda eleitoral paga no exterior e vendido e veiculado durante o resguardo eleitoral”.

O NetLab é um laboratório de pesquisas sobre internet e redes sociais ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Caso do WhatsApp

Na semana passada, a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois que usuários do WhatsApp relataram que a inteligência artificial do aplicativo se recusava a produzir imagens com a palavra “Lula” e o número “13”, mas produzia conteúdo normalmente com a palavra “Flávio” e o número ”22”.

Os advogados da campanha afirmaram que a Meta praticou “seletividade algorítmica” para beneficiar Flávio Bolsonaro, candidato do PL.

Outro lado

Sobre a nota da ONU, a Meta respondeu que as pessoas podem se expressar livremente em seus aplicativos, sem tratamento preferencial a qualquer posicionamento político. “Incidentes técnicos podem ocorrer em uma plataforma da nossa escala, mas não representam direcionamento político. Cumprimos a legislação eleitoral brasileira e agimos rapidamente para corrigir erros quando identificados, garantindo condições de igualdade para todos que utilizam nossos serviços", disse a empresa

Em relação à nota do NetLab, respondeu que não permite conteúdos que explorem programas públicos para fraudar pessoas, removendo-os sempre que identificados.

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

ONU aponta falta de isenção da Meta em eleição brasileira

Um reality show da Netflix evoca um dos experimentos científicos mais controversos da história e o homem por trás dele

21 October 2026 at 22:15

O Experimento da Prisão de Stanford durou menos de uma semana em 1971, mas suas conclusões sobre a natureza humana perduraram por décadas. Agora, uma nova série da Netflix traz de volta aos holofotes um dos estudos mais controversos da psicologia e algumas das maiores preocupações que o cercam.

Organizado pelo psicólogo americano Philip Zimbardo, o experimento consistia em uma prisão simulada instalada no porão de um prédio da Universidade Stanford. Ele selecionou 24 estudantes universitários do sexo masculino dentre mais de 70 pessoas que responderam a um anúncio de jornal para um “estudo psicológico sobre a vida na prisão” e os dividiu aleatoriamente em prisioneiros e guardas. No cerne desse trabalho estava uma questão fundamental sobre o bem e o mal.

“Basicamente, Zimbardo estava tentando descobrir se pessoas comuns estariam dispostas a dar e a seguir ordens em um ambiente específico, e qual era o papel da situação na formação do comportamento das pessoas”, disse Catherine Sanderson, professora de psicologia da família Poler no Amherst College e ex-aluna de Zimbardo. Ela não participou do experimento. “O que ele queria mostrar é que pessoas normais podem fazer coisas horríveis.”

Os 24 participantes do estudo foram divididos aleatoriamente em dois grupos: guardas e detentos. • PrisonExp.org

O experimento, que deveria durar até duas semanas, rapidamente saiu do controle pelo menos de acordo com a versão oficial. Em 36 horas, um dos prisioneiros teve um aparente colapso mental e, no segundo dia, os detentos se rebelaram. Os guardas reprimiram a rebelião com vigor, borrifando os rebeldes com extintores de incêndio, despindo-os e trancando-os em um armário escuro apelidado de “o buraco”.

Tudo isso se desenrolava em um contexto de agitação real no mundo real em relação às condições prisionais e ao tratamento dado aos encarcerados. Poucas semanas após o término do experimento, uma rebelião na Penitenciária de Attica, em Nova York, foi sufocada com força letal, resultando em 43 mortes . O evento trouxe a atenção da mídia para o trabalho de Zimbardo, levando-o para além do âmbito acadêmico e para o discurso social, onde permanece desde então.

Mas, ao longo dos anos, o perfil do Experimento da Prisão de Stanford mudou drasticamente, passando de uma visão sem precedentes da psique humana para um estudo amplamente criticado, cujos métodos e conclusões foram questionados.

Philip Zimbardo (primeiro à direita) assumiu o cargo de superintendente da prisão. • PrisonExp.org

“Nossa compreensão do que aconteceu evoluiu muito ao longo do tempo”, disse Sanderson. “Não só surgiram questionamentos éticos sobre o estudo, mas também sobre se os comportamentos ocorreram espontaneamente ou se foram, de certa forma, instruídos por Zimbardo.”

Com a estreia da versão repaginada do experimento pela Netflix, uma questão fundamental permanece: o estudo revelou algo essencial sobre autoridade ou a forma como foi conduzido contribuiu para os comportamentos que o tornaram famoso?

A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, tem uma estrutura bastante diferente do notório estudo de 1971 que a inspirou. • Netflix

‘Um grande problema’

Zimbardo concebeu o estudo em parte como uma continuação dos famosos experimentos de obediência conduzidos pelo psicólogo americano Stanley Milgram no início da década de 1960. No primeiro desses estudos, os participantes foram instruídos a aplicar o que acreditavam serem choques elétricos cada vez mais dolorosos em uma pessoa invisível, por terem dado respostas incorretas em um teste de memória, e 65% dos participantes continuaram até o nível máximo, apesar de ouvirem o aparente sofrimento da pessoa.Na realidade, o sofrimento foi simulado por um ator e, se fossem planejados hoje, tanto o experimento de Milgram quanto o de Zimbardo enfrentariam sérios obstáculos sob as normas éticas modernas de pesquisa, devido a problemas com engano, danos psicológicos, conflito de interesses e falta de consentimento informado sobre a intensidade da experiência.

O professor Philip Zimbardo, da Universidade Stanford, discute o Experimento da Prisão de Stanford em 20 de agosto de 1971. • Duke Downey/San Francisco Chronicle/Getty Images

Para começar, os prisioneiros do experimento de Stanford não faziam ideia de que o estudo começaria com uma prisão realista realizada pela polícia local em suas casas. Ao entrarem na prisão simulada, os detentos foram submetidos a uma revista íntima e, em seguida, tiveram que vestir batas largas sem roupa íntima. Eles usavam meias de náilon sobre a cabeça, simulando cabelos raspados.

Os guardas usavam uniformes e óculos de sol espelhados para evitar contato visual. A equipe de pesquisa forneceu-lhes cassetetes de madeira e instruções para não agredirem fisicamente os prisioneiros, mas sim para manter a lei e a ordem. Zimbardo atuou como superintendente da prisão, observando e registrando o experimento.

Como os presos começaram a apresentar sinais evidentes de sofrimento logo no início, alguns familiares que tinham permissão para visitá-los manifestaram a intenção de contatar advogados para interromper o estudo. Nos primeiros quatro dias, três detentos foram liberados após apresentarem sinais de sofrimento.

No quinto dia, Christina Maslach, então recém-formada em psicologia social por Stanford e que mais tarde se casaria com Zimbardo, visitou a prisão e ficou horrorizada com o que viu. Zimbardo encerrou o experimento no dia seguinte.

As evidências de áudio e vídeo do experimento, bem como entrevistas posteriores com os participantes, revelaram que Zimbardo, que faleceu em 2024, influenciou diretamente o resultado do estudo ao interagir com os participantes e orientar os guardas, além de impedir que alguns detentos deixassem a prisão simulada quando solicitaram inicialmente.

“Uma das características de um bom projeto experimental é que o pesquisador responsável pelo estudo não interaja com os participantes”, disse Sanderson. “O fato de Zimbardo ter se envolvido tanto é um grande problema, porque ele tinha crenças e expectativas específicas — poderíamos até dizer objetivos — na condução do estudo.”Mas, na época, os resultados foram bem vistos e Zimbardo aproveitou a fama recém-adquirida: “Aos olhos do público, assim como ao dar uma palestra para uma turma grande, você é um artista e, portanto, deve fazer uma boa apresentação e aprender com os erros para ser mais eficaz da próxima vez”, disse ele em uma entrevista de 2009.

O estresse psicológico fez com que alguns dos alunos que interpretavam o papel de detentos abandonassem o estudo mais cedo. • PrisonExp.org

Segundo Sanderson, Zimbardo era um orador muito poderoso e convincente. “O estudo da prisão de Stanford lhe trouxe muita fama, e ele era muito carismático”, disse ela. “Esse tipo de carisma fez com que as pessoas não prestassem muita atenção a alguns detalhes sobre o que realmente aconteceu.”

Ainda assim, as revelações sobre seu envolvimento serviram para minar as descobertas sobre autoridade e natureza humana que Zimbardo defendia.

“Acho que certamente existe uma visão geral de que pessoas boas podem fazer coisas ruins sob certas circunstâncias, como no anonimato ou quando recebem ordens para fazê-las”, disse Sanderson. “No entanto, o estudo da prisão de Stanford não é um bom exemplo que comprove isso.”

Esse ceticismo reflete uma reflexão mais ampla dentro da psicologia sobre a confiabilidade dos resultados dos estudos. Em 2015, uma tentativa de replicar 100 estudos publicados em importantes periódicos de psicologia resultou em apenas 36% das replicações alcançando resultados estatisticamente significativos, em comparação com 97% nos estudos originais. Essa “crise de replicabilidade” expôs falhas na forma como a pesquisa psicológica é conduzida e publicada, incluindo tamanhos de amostra pequenos e pressão para produzir resultados impactantes em vez de descobertas robustas e reproduzíveis.

A primeira grande tentativa de revisitar o experimento de Stanford, de fato, produziu um resultado completamente diferente. Mas essa reformulação inicial, encomendada pela BBC , também começou reformulando a abordagem.

Resultado alternativo

Em 2002, a BBC transmitiu sua versão da obra de Zimbardo em uma série de televisão chamada “The Experiment”.

O estudo envolveu 15 voluntários do sexo masculino seis guardas e nove prisioneiros em uma prisão construída nos terrenos de um estúdio de cinema. Mas os guardas não se tornaram tiranos, como no experimento de Stanford. Em vez disso, os prisioneiros desafiaram os guardas e levaram a melhor. Ainda mais surpreendente, eles construíram posteriormente uma comunidade unida.

Segundo Stephen Reicher, professor de psicologia da Cátedra Bishop Wardlaw na Universidade de St. Andrews, na Inglaterra, que conduziu a pesquisa juntamente com Alex Haslam, então psicólogo da Universidade de Exeter, a diferença marcante nos resultados se deveu em parte ao fato de os guardas não terem sido previamente treinados por uma figura de autoridade como Zimbardo.

“Normalmente, em um experimento, você é neutro”, disse Reicher. “Zimbardo, na verdade, se posicionou como chefe da guarda. Em termos gerais, ele diz a eles o que fazer. Ele diz para eles imporem poder. Ele diz para eles fazerem as pessoas se sentirem impotentes.”

Na versão da BBC, não há essa liderança: “Levamos a sério a ideia de simplesmente colocar pessoas em seus respectivos papéis e ver o que aconteceria. Sem uma liderança clara, descobrimos que os guardas não queriam impor poder, não queriam ser brutais e, portanto, tornaram-se impotentes. Eles não se uniram como grupo. Não sabiam o que fazer”, observou Reicher. “Por outro lado, os prisioneiros se uniram como grupo, tinham uma noção clara de como agir e, na verdade, isso inverteu as relações de poder em nosso estudo.”

O experimento revisitado, embora feito para a TV, foi concebido como um estudo científico, disse Reicher.

“Submetemos o estudo a um comitê de ética científica”, acrescentou. “O planejamento foi feito como o de qualquer outro estudo. Não nos limitamos a filmar as atividades dos participantes; realizamos pesquisas diárias. Inclusive, coletamos dados hormonais.”

No entanto, embora os prisioneiros se unissem para criar um sistema mais igualitário, eles não conseguiam controlar verdadeiramente o que estava acontecendo: “Então, eles se sentiam cada vez mais impotentes e se tornavam cada vez mais atraídos por um homem forte, pelo autoritarismo”, disse Reicher. “O que descobrimos foi que a incapacidade dos grupos de controlar seu próprio ambiente os torna atraídos por regimes autoritários, o que eu acho que é uma mensagem bastante importante, considerando o que está acontecendo no mundo hoje.”

A construção de Zimbardo de que uma situação ruim pode levar uma pessoa boa a cometer atos malignos, disse Reicher, é perigosa: “Quando se observam exemplos de brutalidade na história, os responsáveis ​​quase sempre tentam se eximir da responsabilidade posteriormente. A desculpa é que estavam apenas cumprindo ordens, que não tinham escolha”, afirmou. “A explicação dada por Zimbardo não é apenas cientificamente incorreta; é social e moralmente perigosa porque oferece uma desculpa aos perpetradores.”

Teatro versus ciência

As questões sobre abuso de prisioneiros e responsabilização ganharam renovada urgência em 2004, quando fotografias de soldados americanos e detentos iraquianos em Abu Ghraib, uma prisão nos arredores de Bagdá, chocaram o mundo. As imagens suscitaram comparações com o experimento de Stanford e Zimbardo tornou-se um comentarista proeminente sobre o escândalo de Abu Ghraib, argumentando que os abusos não podiam ser compreendidos unicamente como ações de alguns indivíduos.

Zimbardo chegou a testemunhar em defesa de um guarda de Abu Ghraib, e suas observações foram compiladas em um livro de 2007 intitulado “O Efeito Lúcifer: Entendendo como pessoas boas se tornam más”, no qual escreveu: “Qualquer ato que qualquer ser humano já tenha cometido, por mais horrível que seja, é possível para qualquer um de nós, sob as circunstâncias certas ou erradas”.

A renovada popularidade do experimento levou, em 2015, a um filme de Hollywood estrelado por Billy Crudup, intitulado “The Stanford Prison Experiment” (O Experimento da Prisão de Stanford), que contou com Zimbardo como consultor e segue em grande parte sua própria versão dos acontecimentos.

Uma cena do filme “The Stanford Prison Experiment”, de Hollywood, lançado em 2015, com o ator Billy Crudup (primeiro à esquerda) interpretando Philip Zimbardo. • Steve Dietls/Golpe de Estado/Banco de Areia/Abandon/Ifc/Kobal/Shutterstock

A crítica mais contundente ao trabalho de Zimbardo surgiu pouco depois, em 2018, quando Thibault Le Texier, historiador francês e pesquisador associado do Centro de Sociologia e Ciência Política Europeias em Paris, publicou primeiro um livro em francês sobre o experimento e, em seguida, o resumiu em um estudo de 2019 intitulado “Desmascarando o Experimento da Prisão de Stanford”.

Le Texier reconstruiu toda a cronologia do experimento após passar semanas analisando material de arquivo, como gravações e transcrições, na Universidade de Stanford.

“Desde o início, o Experimento da Prisão de Stanford foi organizado e planejado como um espetáculo”, disse Le Texier à CNN. “Era mais teatro do que ciência.”

Le Texier também afirmou que, embora Zimbardo tenha admitido ter dado instruções gerais aos guardas, na realidade, Zimbardo ou seus associados os instruíram de forma muito específica sobre como se comportar durante o experimento a ponto de os guardas terem recebido um “plano” de como agir.

“Eles não terão nenhuma privacidade, haverá vigilância constante nada do que fizerem passará despercebido”, disse Zimbardo durante uma sessão de orientação para guardas, gravada em vídeo . “Eles não terão liberdade de ação. Não poderão fazer nem dizer nada que não permitamos. Tiraremos a individualidade deles de várias maneiras.”

A aparente influência de Zimbardo frustra qualquer esperança que os cientistas possam ter de obter conclusões definitivas a partir do experimento da prisão de Stanford, acrescentou Le Texier. “A única conclusão científica que se pode tirar é a de que os cientistas podem fazer ciência muito ruim”, disse ele.

Um detento na prisão de Abu Ghraib, posteriormente identificado corretamente como Abdou Hussain Saad Faleh, em pé sobre uma caixa com fios conectados. • Comando de Investigação Criminal do Exército dos EUA

Segundo Le Texier, Zimbardo dificultou intencionalmente a saída dos prisioneiros do experimento, mesmo que eles pedissem, e criou condições de vida desconfortáveis ​​para eles: “Eles não podiam ler, não podiam assistir à TV, não podiam ir ao banheiro à noite, não tinham absolutamente nada para fazer durante o dia, as condições eram piores até do que em uma prisão de verdade, simplesmente porque Zimbardo temia que, se os prisioneiros se divertissem, nada aconteceria e o experimento seria um fracasso”, disse Le Texier.

Em 2018, Zimbardo publicou uma longa resposta às críticas ao experimento, incluindo a de Le Texier, na qual defendeu os métodos utilizados, argumentando que os participantes podiam sair e que o comportamento dos guardas não era roteirizado. Le Texier rejeita a resposta como “besteira”, afirmando que, embora tenha servido para “elogiar o experimento”, não abordou especificamente suas críticas.

Feito para a TV

Os frequentes paralelos entre a experiência e as produções teatrais acabaram por chamar a atenção de Stephen Scott-Bottom, professor de teatro contemporâneo, drama e cinema na Universidade de Manchester.

“Meu interesse inicial foi pensar nisso como uma situação construída onde as pessoas são solicitadas a desempenhar papéis”, disse ele. “Se você pedir às pessoas que representem um cenário e, em seguida, pedir a um grupo diferente de pessoas que representem esse cenário novamente, você obterá resultados completamente diferentes, dependendo da combinação específica de personalidades.”

Zimbardo e seus colegas, argumentou Scott-Bottoms, queriam enfatizar a importância da situação, minimizando assim a importância das personalidades individuais.

Para um estudo sobre o experimento que publicou em 2020, Scott-Bottoms localizou e entrevistou vários guardas e prisioneiros, incluindo o detento cujo aparente colapso, cerca de 36 horas após o início do estudo, tornou-se um de seus episódios mais famosos: “O primeiro colapso emocional que você ouve falar em toda a documentação foi fingido por um cara que só estava tentando sair”, disse Scott-Bottoms.

O prisioneiro em questão, Doug Korpi, também admitiu ao jornalista Ben Blum que sua agonia era uma farsa, e Blum incluiu a revelação em uma reportagem mais ampla criticando o experimento, publicada em 2018. Korpi queria abandonar o experimento porque não tinha permissão para estudar para uma prova de admissão à pós-graduação e estava preocupado em não estar preparado.

O papel de Zimbardo na prisão, disse Scott-Bottoms, era focado em impedir que o experimento estagnasse: “Eu o considero tanto um artista da mídia quanto um cientista”, disse Scott-Bottoms. “Ele era muito bom em encontrar um ângulo ou um gancho para chamar a sua atenção, para que você ouvisse aquilo sobre o que ele realmente queria falar, certo ou errado.”

Philip Zimbardo posa para um retrato em sua casa em São Francisco, em 2015. Lea Suzuki/The San Francisco • Chronicle/Getty Images

Apenas um mês após a morte de Zimbardo, em outubro de 2024, estreou no canal National Geographic um documentário em três partes intitulado “O Experimento da Prisão de Stanford: Revelando a Verdade” . O documentário incluía uma das últimas entrevistas de Zimbardo.

No documentário, vários guardas e prisioneiros do estudo original contestam a versão de Zimbardo sobre o ocorrido e se referem a ele como “um vendedor”, “uma espécie de palhaço”, “um charlatão”, além de usarem repetidamente a palavra “fraude” em associação com o experimento.

Dave Eshleman, que se destacou na prisão simulada como o guarda mais mal-humorado, ganhando o apelido de “John Wayne”, chega a chamar seu papel no experimento de “um trabalho de atuação” e fala sobre “entrar no personagem” antes de entrar na prisão. Ele afirma que Zimbardo deu a entender que os guardas não eram considerados sujeitos do experimento: “Se tivesse ficado claro para nós que estávamos lá para sermos estudados, e não para ajudar a estudar os prisioneiros, teríamos agido de forma completamente diferente”, disse ele.

Em sua entrevista, Zimbardo responde a essas acusações dizendo que Eshleman e os outros tiveram que justificar o que fizeram, e a maneira mais fácil de fazer isso é dizer que estavam atuando. Eles também não conseguiam mais distinguir “a improvisação de impulsos sádicos reais”, acrescentou o psicólogo. O fato de todos terem se encaixado em seus papéis, disse Zimbardo, demonstra “a validade do experimento”.

Ele também não fez segredo da natureza teatral do experimento: “Pensei no experimento como um drama improvisado, o pátio do porão era o palco, os atores eram prisioneiros e guardas com uniformes diferentes e a câmera de vídeo era a plateia.”

Os 30 participantes do programa da Netflix aguardam a designação de suas funções na prisão após sua chegada. • Netflix
O programa foi filmado em uma seção desativada do Centro de Detenção de Adultos do Condado de Cherokee, em Canton, Geórgia. • Netflix

A nova série da Netflix, “The New Stanford Prison Experiment”, que foi filmada em uma prisão real e consiste em seis episódios de 45 minutos, não tem a mesma estrutura da original, e seus criadores não estão tentando realizar um experimento científico.

“Se estivéssemos simplesmente recriando o experimento original, isso seria inconcebível”, disse Jane Lipsitz, produtora executiva do programa, em um comunicado . “Mas este é um momento diferente, com participantes diferentes, medidas de segurança diferentes e, em última análise, uma jornada muito diferente.”

“Pareceu-nos o momento certo para revisitar essa questão com uma nova geração e perguntar se o poder inevitavelmente nos transforma, ou se somos capazes de resistir aos papéis, às regras e aos sistemas em que somos colocados. O que descobrimos durante esse processo foi algo que jamais imaginávamos”, acrescentou ela.

Os produtores do programa da Netflix afirmaram ter implementado “diversas medidas de segurança” para proteger os participantes, incluindo avaliações psicológicas e a possibilidade de sair a qualquer momento apenas pronunciando uma palavra de segurança. As 30 pessoas envolvidas, incluindo três mulheres, também formam um grupo muito mais diverso do que o estudo original ou o trabalho da BBC.

Na série da Netflix, os guardas realizam um “simulado” com equipamento antimotim, e os detentos são algemados no chão. © 2026. • Netflix

Os guardas são divididos em dois grupos e recebem um treinamento inicial, durante o qual são instruídos a “assumir o controle”. Mas, em nítido contraste com a versão da BBC e as exigências de um experimento científico, a série da Netflix é altamente estruturada e introduz mudanças radicais em sua configuração à medida que avança com resultados divertidos, ainda que irreais.

Mesmo meio século depois, ainda existem aspectos interessantes do experimento original de Stanford, apesar de suas falhas, observou Reicher. A nova série talvez seja uma prova disso.

“O estudo ainda consta nos livros didáticos. Há também quem o rejeite completamente. E há outros que dizem que há lições a serem aprendidas com ele, especificamente sobre o papel da liderança”, disse Reicher. “No fim das contas, em qualquer estudo, você não descreve tudo. Você descreve o que considera importante.”

Macron promete que não haverá novo caos na França antes de novos protestos

21 October 2026 at 21:56

O presidente da França, Emmanuel Macron, prometeu impedir que os distúrbios e saques do último fim de semana se repitam, enquanto o movimento dos Coletes Amarelos apresentou planos para uma grande marcha em Paris no sábado (24).

Macron afirmou nesta quarta-feira (21) que aqueles que tentarem causar desordem nos próximos protestos serão impedidos, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu se reuniu com líderes sindicais em um esforço para amenizar uma das piores crises que a França enfrenta nos últimos anos.

Um representante do movimento “Gilets Jaunes” (Coletes Amarelos), um grupo de base não vinculado aos sindicatos, apresentou planos para uma marcha pelo centro de Paris, incluindo áreas que foram saqueadas há poucos dias.

Grupos estudantis também convocaram protestos para o mesmo dia, a fim de pressionar por maiores investimentos na educação. Os ativistas dos Coletes Amarelos buscam reativar sua campanha, que surgiu em 2018, contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços públicos.

As manifestações do último fim de semana degeneraram rapidamente em violência desenfreada, especialmente em Paris, Marselha, Lyon e Limoges, e a polícia, sobrecarregada, levou horas para conter os distúrbios.

Destacando a preocupação dos investidores com a situação, os custos de endividamento do governo francês dispararam nesta semana, elevando os rendimentos dos títulos de referência de 10 anos para 5%, o nível mais alto desde julho de 2002.

Analistas afirmaram que o movimento refletiu preocupações de que a agitação pudesse complicar os esforços do governo para sanar as finanças públicas em tensão, em um momento de pressões orçamentárias já crescentes.

Macron pontuou que se reuniria com autoridades de inteligência, Lecornu e outros ministros na quinta-feira (22) para obter um relato detalhado dos distúrbios de 17 de outubro.

“Aqueles que quiserem causar desordem nos centros das cidades no próximo sábado serão impedidos de fazê-lo”, declarou Macron a repórteres durante uma visita ao Catar, onde vem buscando acordos no setor de energia enquanto a França enfrenta o aumento dos custos dos combustíveis.

“Não pode haver hesitação no topo do Estado”, adicionou.

O líder francês acusou alguns líderes estrangeiros de espalharem desinformação sobre o que havia acontecido. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em particular, atribuiu a turbulência à imigração em massa e ao islamismo radical, dizendo que se tratava de um aviso para os norte-americanos.

Questionado se estava se referindo a Trump, Macron disse: “Entre outros”, acrescentando que alguns políticos estrangeiros estavam tentando tirar proveito político às custas da França.

“Não precisamos disso. Já temos dificuldades com as quais lidar”, afirmou.

Entenda os protestos estudantis que se espalharam por toda a França

UFPE reintegra professores aprovados por cotas após decisões judiciais

21 October 2026 at 21:37

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) divulgou a reversão de duas decisões judiciais que haviam determinado o afastamento de professores nomeados pela universidade por meio da aplicação da Lei de Cotas em concursos públicos.

Com as decisões, os docentes Allison Ruan de Morais Silva e Rafaela Niels da Silva foram reintegrados aos cargos.

Segundo a UFPE, a reversão dos afastamentos ocorreu após atuação da Procuradoria Federal junto à Universidade e da Procuradoria Regional Federal da 5ª Região nos processos judiciais.

Professor da Engenharia Química é reintegrado

No dia 4 de setembro, o desembargador federal Frederico Wildson da Silva Dantas, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), suspendeu os efeitos da sentença que havia afastado Allison Ruan de Morais Silva do cargo de docente do Magistério Superior.

Allison havia sido nomeado para atuar no Departamento de Engenharia Química, na área de Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos, subárea de Processos Biotecnológicos. Com a decisão, a nomeação e a situação funcional do professor foram restabelecidas provisoriamente até o julgamento do recurso.

O Edital nº 08/2025 previa a aplicação do percentual de reserva de vagas sobre o total de vagas do certame, além da formação de uma lista única de reclassificação.

Na sentença, o magistrado destacou que a existência de apenas uma vaga em determinada especialidade não impede a aplicação da política de cotas. A decisão também considerou a orientação do Supremo Tribunal Federal (STF), que veda o fracionamento das vagas por área de conhecimento quando isso esvazia o propósito das ações afirmativas.

Professora da área de Saúde da Mulher retorna ao cargo

A segunda decisão ocorreu no dia 15 de outubro, quando a juíza federal Ivana Mafra Marinho, da 9ª Vara Federal de Pernambuco, determinou a suspensão da eficácia da sentença que havia afastado a professora Rafaela Niels da Silva do cargo.

A decisão atendeu a um pedido da UFPE e determinou o retorno imediato da docente ao cargo de professora do Magistério Superior, na área de Saúde da Mulher, no Centro Acadêmico do Agreste.

A suspensão vale até o julgamento do reexame necessário pelo TRF-5. Entre os argumentos considerados pela Justiça está a possibilidade de prejuízo ao serviço público, especialmente em relação a aulas e tutorias que poderiam ficar sem atendimento.

De acordo com a UFPE, a autora da ação que resultou no afastamento de Rafaela declarou no processo que só exercerá o cargo caso a sentença seja confirmada pelo TRF-5.

© Reprodução @papo_de_preta/@allisonruan

UFPE reintegra professores aprovados por cotas após decisões judiciais

Vinte assistentes operacionais contratados pela Câmara de Albufeira estão a entrar ao serviço

21 October 2026 at 20:09

Autarquia vai abrir concurso para mais 35 assistentes operacionais e 14 cozinheiros reforçando as equipas das cozinhas e dos refeitórios escolares

A contratação de profissionais, o investimento na vigilância e a melhoria das instalações escolares integram a resposta da Câmara Municipal de Albufeira às necessidades das escolas do concelho, cujas medidas visam reforçar o acompanhamento dos alunos e melhorar as condições de funcionamento dos estabelecimentos de ensino no concelho.

O Município de Albufeira iniciou, no dia 20 de outubro, o reforço das equipas das escolas do concelho. Até ao final do mês, vão entrar faseadamente 20 assistentes operacionais.

Ao mesmo tempo, já foi lançado o procedimento para a abertura de concurso para mais 35 assistentes operacionais e 14 cozinheiros, reforçando as equipas das cozinhas e dos refeitórios escolares.

“É importante esclarecer que os 20 assistentes operacionais não entram todos no mesmo dia. As entradas começaram ontem e vão continuar até ao final do mês. Entretanto, já lançámos o procedimento para contratar mais 35 assistentes operacionais”, explica o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina.

A Câmara vai ainda investir cerca de 150 mil euros na vigilância das entradas das escolas. Com esta medida, os assistentes operacionais que atualmente asseguram parte dessa tarefa poderão ficar mais disponíveis para acompanhar os alunos e apoiar o trabalho diário nos estabelecimentos de ensino.

O Município está também a preparar um protocolo de colaboração com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que poderá permitir a integração de até 30 assistentes operacionais.

Esta colaboração ainda está a ser preparada e terá uma aplicação faseada. Por esse motivo, estes profissionais não são contabilizados nos 20 assistentes operacionais que já começaram a entrar nas escolas, nem nos 35 lugares previstos no novo concurso.

“Queremos dar informação clara e não criar expectativas erradas. Uma coisa são os 20 profissionais que já começaram a entrar. Outra é o concurso para mais 35, cujo procedimento já foi lançado. A colaboração com o IEFP será uma medida adicional, a concretizar mais à frente e por fases”, esclarece Rui Cristina.

Importa ainda salientar que Albufeira já dispõe, em termos globais, de um número de assistentes operacionais superior ao exigido pelos rácios legalmente estabelecidos. Ainda assim, a Câmara Municipal reconhece que existem necessidades específicas em determinados estabelecimentos de ensino e está a trabalhar para lhes dar resposta.

“Cumprimos e até ultrapassamos os rácios exigidos, mas isso não significa que não existam dificuldades. Há situações de baixa, trabalhadores com limitações funcionais, escolas com edifícios e horários diferentes e alunos que precisam de maior acompanhamento. Estamos a analisar essas situações com os agrupamentos, para reforçar as equipas onde existe maior necessidade”, afirma o presidente.

Albufeira recebe do Estado cerca de 11 milhões de euros por ano pela transferência de competências na área da educação. O Município investe, contudo, perto de 20 milhões de euros anuais neste setor.

Recentemente foram também instaladas nove salas modulares, num investimento próximo dos 600 mil euros. Está igualmente a ser preparada a requalificação e ampliação da Escola Secundária de Albufeira, uma intervenção prevista em cerca de 9 milhões de euros.

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“Sabemos que há dificuldades e estamos a responder. Não se resolve tudo de um dia para o outro, mas os primeiros assistentes operacionais e cozinheiros já começaram a entrar nas escolas e o procedimento para contratar mais 35 está em andamento. É com medidas concretas que vamos resolvendo os problemas”, conclui Rui Cristina.

“Caminhos da Democracia” são tema de Colóquio em Lagos

21 October 2026 at 19:23

Três personalidades vão estar, no próximo sábado, dia 24 de outubro, entre as 10:00 e as 13:00 hrs, à conversa sobre “Os caminhos da Democracia”, tema do colóquio organizado pelo município no âmbito do programa comemorativo “Lagos, Liberdade e Democracia”, que decorre até ao final de 2026, assinalando os 52 anos do 25 de Abril, os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e os 50 anos das primeiras eleições do Poder Local Democrático.

No colóquio, que se realizará no Auditório do Edifícios Paços do Concelho Séc. XXI, participam o cientista político António Costa Pinto, a advogada Teresa Violante, o académico António Branco e a jornalista Elisabete Rodrigues, que se propõem abordar as diferentes visões sobre os caminhos que o regime democrático português trilhou até ao presente, desafiando os oradores a identificar os desafios e perigos que a nossa democracia enfrenta nos dias de hoje e o que importa fazer para continuar a realizar a “utopia de Abril”, salvaguardando este que é, apesar de tudo, o menos imperfeito de todos os regimes políticos conhecidos e experimentados.

Parafraseando o Secretário-Geral da ONU, António Guterres: “A democracia não é apenas um sistema de um governo, mas um modo de vida que deve ser cultivado diariamente.“

Há temáticas, como a confiança no regime, a participação cívica, a desinformação, as migrações, os Direitos Humanos, a ética e pensamento crítico, as iliteracias, as alterações climáticas e a instabilidade geopolítica, que merecem ser questionadas. Por isso, serão trazidas para um momento de reflexão partilhada com os convidados e aberto à participação de todos, já que está igualmente previsto um período de debate com o público, neste sábado em Lagos.

E porque, como diz a expressão popular, “é de pequenino que se torce o pepino”, na véspera, onze turmas e 135 alunos das escolas de Lagos, oriundos dos dois agrupamentos escolares (AEGE e AEJD) irão participar, no Centro Cultural de Lagos, nas atividades do Dia Nacional da Democracia, uma iniciativa que promove a educação para a cidadania e a participação democrática entre os jovens, através de atividades pedagógicas e interativas.

Professores dos PALOP visitam Loulé no âmbito do Encpontro Internacional de Matemática

21 October 2026 at 18:48

Um grupo de professores de Matemática provenientes dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) visitou recentemente a cidade de Loulé, no âmbito do encontro internacional que decorre na Universidade do Algarve.

A visita, apoiada pela Câmara Municipal de Loulé, proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer alguns dos mais emblemáticos espaços patrimoniais, culturais e identitários do concelho, contactando de perto com a história, as tradições e a dinâmica cultural local.

Esta iniciativa constituiu igualmente um momento de convívio, partilha e intercâmbio entre docentes universitários de diferentes países, reforçando os laços de cooperação académica e científica no espaço lusófono.

Ao acolher estes professores, Loulé associou-se a um importante momento de encontro e diálogo entre comunidades académicas, dando a conhecer a riqueza do seu património, a vitalidade da sua oferta cultural e a hospitalidade que caracteriza o concelho. A iniciativa contribuiu, assim, para a valorização de Loulé enquanto território aberto ao conhecimento, à cooperação internacional e à diversidade cultural.

Francia: el circulo vicioso de la crisis

21 October 2026 at 21:57

París, 21 oct (Prensa Latina) La crisis en curso en Francia asemeja hoy a un círculo vicioso, donde confluyen justas demandas de la población por el costo de la vida, una situación económica delicada y una explosión social sin una respuesta inmediata.

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Ativos de fundos de pensão sobem 82% em 10 anos, diz Abrapp

21 October 2026 at 21:36

Os ativos das entidades fechada de previdência complementar registraram um crescimento de cerca de 82% em termos nominais nos últimos dez anos, saltando de R$ 790 bilhões em 2016 para R$ 1,438 trilhão em junho de 2026, cerca de 11% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, conforme dados divulgados pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) nesta quarta-feira (21).

Os números foram apresentados nesta quarta-feira (21), durante o 47º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, em São Paulo.

A associação aponta que a expansão ocorreu de maneira praticamente contínua ao longo da década, passando por R$ 1,049 trilhão em 2020, R$ 1,176 trilhão em 2022, R$ 1,275 trilhão em 2024 e R$ 1,374 trilhão em 2025.

Ao CNN Money, Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp, cita a qualificação técnica de equipes como fator determinante para gerenciar os ativos e alcançar a cifra. “É um patrimônio formado para garantir benefícios no longo prazo, mas que também tem um papel relevante na economia brasileira”, disse.

No que se refere à alocação de recursos, a carteira de investimentos das entidades somava R$ 1,362 trilhão em junho.

A renda fixa manteve-se absoluta na preferência dos gestores e concentrava 86,1% dos investimentos (o equivalente a R$ 1,173 trilhão), superando os percentuais de 85,2% no encerramento de 2025, 82,9% em 2024 e 75,7% em 2021. Desse total aplicado em renda fixa, R$ 264,1 bilhões estavam em títulos públicos e R$ 900,7 bilhões em fundos de investimentos do segmento.

Em contrapartida, a participação da renda variável recuou de 15,8% da carteira em 2021 para 6,7% em junho de 2026, totalizando R$ 91,3 bilhões, dos quais R$ 55,7 bilhões foram aplicados diretamente em ações.

O economista Ricardo Amorim explicou ao CNN Money que não há motivos para o setor optar por diversificação de investimentos enquanto a taxa de juros no Brasil continuar em patamares mais altos.

“Enquanto a gente tiver um problema fiscal grave, a taxa de juro real brasileira vai ser muito alta, que é o que acontece. Enquanto a taxa de juro real brasileira for superior ao que é a meta atuarial dos fundos de pensão, que em geral é juro real de 6%, ou seja, 6% acima da inflação, […] até título público que vence em 2060, pagando juros superiores a isso, não tem razão para o gestor diversificar, não vai acontecer”, explicou Amorim.

Para o fechamento de 2026, a Abrapp projeta que os ativos das entidades possam atingir R$ 1,51 trilhão.

Além da robustez financeira, a previdência complementar fechada protege cerca de 8,4 milhões de pessoas, considerando participantes ativos, dependentes e assistidos.

No ano de 2025, as entidades realizaram o pagamento de R$ 82 bilhões em benefíciospara aposentadoria programada, aposentadoria por invalidez e para pensões.

Acesso ao sistema previdenciário por autônomos e informais

A Abrapp aponta que cerca de 50 milhões de brasileiros estão fora do sistema previdenciário, em meio ao avanço do trabalho autônomo, informal e por plataformas digitais.

O setor debate a criação de um modelo de micropensões inspirado em experiências internacionais. A proposta busca criar alternativas de proteção de longo prazo para os trabalhadores que hoje encontram dificuldades para participar dos modelos tradicionais de previdência complementar.

Para viabilizar essa inclusão, o sistema prevê a formação de reservas previdenciárias diretamente vinculadas ao CPF, sustentadas por contribuições de baixo valor e com a possibilidade de contar com aportes vindos das próprias plataformas digitais.

Devanir Silva classifica o alto nível de informalidade dos profissionais independentes como “um verdadeiro exército de invisíveis” formado, por exemplo, por motoristas de aplicativo, entregadores ou autônomos que trabalham na internet.

“São pessoas que trabalham muito, 12, 13 horas por dia, e não tem uma proteção social adequada”, argumenta.

“Se a cada R$ 10,00 esse motorista [de aplicativo] ou esse entregador contribuir com R$ 0,50 e a plataforma [para a qual ele presta serviço] com R$ 0,60, ele vai ter uma aposentadoria digna, aí em torno daí dos R$ 3.000 a R$ 4.000. É importante isso, porque nós vamos trazer essas pessoas com a esperança de uma velhice segura, de uma longevidade segura e autônoma”, sugere Devanir.

Trata-se, portanto, de um plano de capitalização, onde o regime de juros compostos favorece a formação de patrimônio.

Como uma foto do rosto de uma pessoa pode ajudar a prever se ela sobreviverá ao tratamento contra o câncer

21 October 2026 at 21:35

Uma simples selfie pode conter pistas surpreendentes sobre sua saúde geral e longevidade, especialmente entre pessoas com câncer.

Pesquisadores do Mass General Brigham, em Boston, desenvolveram modelos de inteligência artificial que, segundo eles, podem prever a idade biológica e as chances de sobrevivência de um paciente com câncer usando apenas uma única fotografia do rosto.

A pesquisa, publicada na segunda-feira no periódico The Lancet Digital Health , sugere que a análise facial pode se tornar uma ferramenta adicional para os médicos considerarem ao avaliar as chances de sobrevivência de um paciente e ao decidir quais abordagens de tratamento podem funcionar melhor para seus pacientes com câncer.

“Fiquei bastante surpreso ao descobrir que podíamos identificar sinais de risco de mortalidade apenas com uma fotografia facial”, disse o autor do estudo, Dr. Raymond Mak, radiooncologista do Mass General Brigham Cancer Institute e membro do corpo docente do programa de Inteligência Artificial em Medicina do Mass General Brigham.

Os modelos de IA – treinados com mais de 40 milhões de imagens faciais – avaliam especificamente diferentes aspectos do rosto para mensurar a saúde geral e a idade biológica de um paciente com câncer. Ao contrário da idade cronológica, que mede o número de anos que uma pessoa viveu, a idade biológica reflete o quão bem o corpo envelheceu em nível celular e físico.

“O algoritmo de estimativa de idade analisa a área ao redor das têmporas, a área na testa, acima dos olhos e o que chamamos de sulco nasolabial, a linha que liga o nariz ao canto da boca”, disse Mak sobre as partes do rosto que os modelos de IA consideram ao avaliar a idade biológica.

“Em contrapartida, o algoritmo de previsão de risco de mortalidade analisa uma parte totalmente diferente do rosto”, disse Mak. “Ele analisa a ponte do nariz e a área abaixo dos olhos.”

Curiosamente, as mesmas regiões do rosto que o modelo de IA avalia para prever a idade biológica e a sobrevivência são as mesmas partes que o médico e filósofo grego Hipócrates mencionou no Livro dos Prognósticos , escrito por volta de 400 a.C., quando descreveu “o nariz afilado, os olhos fundos, as têmporas caídas” como sinais de atrofia muscular e risco de mortalidade.

“Pensar que nossos algoritmos poderiam estar replicando a sabedoria de Hipócrates de milênios atrás foi algo impressionante para nós”, disse Mak.

Os algoritmos de IA não tinham conhecimento dos textos antigos de Hipócrates, porque “nossos algoritmos são treinados puramente com fotografias de rostos e, em seguida, se alguém morreu ou não, ou sua idade”, disse Mak.

“Não leva em consideração o texto, o conhecimento ou a sabedoria que estão reunidos na internet”, acrescentou. “Então, ouvir Hipócrates ecoando através dos milênios em nossos algoritmos foi muito estranho.”

Mak e seus colegas construíram originalmente um modelo robusto de IA chamado Foundation Artificial Intelligence for Health Recognition-Face (FAHR-Face), que foi treinado com mais de 40 milhões de imagens faciais abrangendo diversas idades e origens étnicas.

O modelo foi então ajustado e usado como base para construir outros dois modelos capazes de executar tarefas específicas: o modelo FAHR-FaceAge estima a idade biológica de uma pessoa com base em uma única foto, e o modelo FAHR-FaceSurvival prevê as chances de sobrevivência de um paciente com câncer, combinando características faciais com outras informações clínicas.

Com o modelo FAHR-FaceSurvival, os pesquisadores descobriram que, entre 122 pacientes com câncer que, segundo o modelo, apresentavam alto risco de morte, mais da metade, 52,5%, faleceu em até 90 dias após a avaliação, conforme previsto. Em comparação, apenas cerca de 2% dos 975 pacientes do grupo de menor risco do FAHR-FaceSurvival faleceram em até 90 dias.

Ao avaliar o modelo FAHR-FaceAge, os pesquisadores descobriram que 21% dos 1.060 pacientes cuja idade biológica era mais de 20 anos superior à sua idade cronológica morreram em 90 dias. Em comparação, cerca de 6% dos 4.195 pacientes com idades biológicas pelo menos 10 anos inferiores à sua idade cronológica morreram em 90 dias.

Os pesquisadores descobriram que alterações estéticas no rosto – como cirurgias, injeções como Botox ou maquiagem, não afetaram o desempenho dos modelos de IA.

‘Uma prova de conceito promissora’

Os autores do estudo enfatizam que seus modelos de IA não têm a intenção de substituir médicos ou avaliações clínicas existentes. Em vez disso, descrevem a tecnologia como uma ferramenta emergente que poderá, um dia, auxiliar o médico na avaliação da saúde de um paciente ou na tomada de decisões sobre opções de tratamento.

“Se conseguirmos detectar precocemente o envelhecimento acelerado ou índices de mortalidade mais elevados, poderemos rastrear esses problemas ou identificar pacientes que possam se beneficiar de exames adicionais para doenças graves em um estágio inicial”, disse Mak.

Embora o novo estudo tenha sido realizado apenas com pacientes com câncer, Mak afirmou que mais pesquisas poderão revelar se resultados semelhantes podem surgir em pessoas saudáveis ​​que estejam interessadas em sua longevidade.

O uso da tecnologia de IA no estudo é fascinante, mas ainda precisa ser avaliado clinicamente, disse o Dr. Wilbur Lam, presidente de pesquisa e professor de pediatria e engenharia biomédica da Universidade Emory.

“Este é um estudo extremamente convincente que deriva de um grande conjunto de dados e suas associações entre imagens faciais e idade biológica, bem como risco de sobrevivência ao câncer, parecem ser robustas. Sua verdadeira utilidade clínica, no entanto, precisará ser demonstrada prospectivamente”, disse Lam, que não participou do estudo, em um e-mail.

“Além disso, como os próprios autores mencionam, resta saber se essa ferramenta pode ser usada com precisão em subpopulações específicas”, disse ele. “Por exemplo, a intensidade dos efeitos em pessoas com características faciais específicas, cor da pele e faixas etárias também precisará ser testada prospectivamente para que a tecnologia possa ser implementada clinicamente.”

O estudo fornece “evidências convincentes” de uma ligação estatística entre a aparência facial e a sobrevida em pacientes com câncer submetidos à radioterapia, afirmou Miroslaw Bober, professor de processamento de vídeo e inteligência artificial da Universidade de Surrey, em um comunicado divulgado pelo Science Media Centre, com sede no Reino Unido.

Mas “prever um resultado não é o mesmo que explicá-lo. Apesar das referências à ‘idade biológica’, a IA estima a idade com base na aparência facial, em vez de medir diretamente qualquer processo biológico subjacente de envelhecimento”, disse Bober, que não participou do estudo.

“Os autores relacionam as regiões faciais nas quais a IA se baseia à ‘aparência de quem está morrendo’ descrita pelos médicos. No entanto, o estudo não testou se a IA reconhece algo que um médico não reconheceria”, disse Bober.

“O estudo não demonstrou que essas previsões adicionam informações clinicamente úteis além das avaliações dos médicos sobre a saúde e o condicionamento físico geral do paciente, que não foram mensurados”, afirmou. “Esta é uma prova de conceito promissora, mas ainda não está pronta para uso clínico. A ferramenta ainda precisa ser testada em comparação com o julgamento clínico dos médicos e em diferentes hospitais e grupos de pacientes.”

O que dizem as previsões? Inverno mais quente e mais chuvoso

21 October 2026 at 21:33
IPMA prevê temperaturas 0,5 a 1,5°C acima do normal e até 20 mm extra de chuva por mês. Mas saber se haverá outro "comboio de tempestades" como em 2025/2026 é impossível.

A previsão de chuva do IPMA para este inverno: ligeiramente superior ao ano passado (o mapa é relativo a janeiro de 2027)

El Levante castiga al Athletic

21 October 2026 at 21:26

El Levante se ha impuesto este miércoles al Athletic Club en el Ciutat de Valencia (3-1), en el encuentro aplazado de la sexta jornada de LaLiga, en un partido en el que los granotas aprovecharon dos minutos antes del ecuador de la primera mitad para tomar ventaja con un doblete de Brugué y en el que los rojiblancos, que recortaron distancias en la segunda mitad con un gol de Alex Berenguer, acabaron con un jugador menos por la expulsión de Aymeric Laporte.

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© Kai Forsterling (EFE)

El centrocampista del Athletic Robert Navarro, rodeado de rivales del Levante.

¿Por qué sobrevivieron los cocodrilos y no los dinosaurios?

By: Juan · Scaliter
21 October 2026 at 21:08

Hace 66 millones de años, un asteroide impactó contra la Tierra y desencadenó una de las mayores extinciones de la historia. Desaparecieron los dinosaurios no avianos, pero algunos de sus contemporáneos sobrevivieron. Entre ellos estaban los antepasados de los cocodrilos actuales. En los (millones de) años antes de la visita del asteroide, nuestro planeta no solo albergaba dinosaurios, también estaba habitada y hasta gobernada en algunos ecosistemas, por antepasados de los cocodrilos. En el norte del continente americano el “rey” era el colosal Deinosuchus (10-12 metros de longitud), en África el que sembraba el terror era Sarcosuchus (11-12 metros), mientras que en Sudamérica el depredador era el Kostensuchus (4-5 metros), también apodado “el come dinosaurios”. Todos ellos, o al menos sus nietos, lograron sobrevivir a la “hecatombe del cielo”. ¿Por qué ellos sí y los dinosaurios no?

Un estudio liderado por científicos del University College London (UCL), publicado en Science Advances, ha reconstruido la distribución de los parientes de los cocodrilos durante los últimos 245 millones de años. Para ello analizaron más de 7.000 fósiles y registros de más de 400 especies, vivas y extintas, y los combinaron con reconstrucciones informáticas del clima y la geografía de la Tierra. El resultado apunta a una constante sorprendente: a lo largo de su historia, estos animales tendieron a permanecer en regiones cálidas, desplazándose con ellas a medida que el planeta cambiaba.

“El asteroide no convirtió todo el planeta en un lugar igualmente hostil para todos los grupos - explica el líder del estudio, Alfio Alessandro Chiarenza -. La preferencia de los cocodrilos, desde hace mucho tiempo, por los entornos cálidos pudo haber situado a los supervivientes precisamente en lugares donde los climas adecuados se mantuvieron mejor, como en las zonas cercanas al ecuador. Estos refugios podrían haber albergado poblaciones que, más tarde, se recuperaron y se dispersaron hacia otras áreas”.

Para llegar a esta conclusión, los científicos estimaron las preferencias de temperatura y precipitaciones de cientos de especies a partir de los fósiles, los árboles evolutivos y la distribución actual de los cocodrilos. Después proyectaron esos requisitos sobre mapas de la Tierra en distintas épocas. Así descubrieron que los antepasados de los cocodrilos no necesitaron adaptarse continuamente a climas nuevos: en gran medida, emigraban hacia las zonas cálidas.

Durante el Eoceno temprano, hace unos 50 millones de años, el planeta era mucho más caliente que hoy, con temperaturas globales alrededor de 10 grados superiores y regiones polares sin hielo. En aquellas condiciones, estos reptiles llegaron a vivir en latitudes altas de América del Norte, Europa e incluso la Antártida. A medida que el mundo se enfrió durante los millones de años siguientes, su distribución volvió a concentrarse en los trópicos. No fue, por tanto, una historia de conquista permanente de nuevos territorios, sino de seguir el termómetro del planeta.

El equipo también simuló distintos escenarios climáticos posteriores al impacto de Chicxulub. El polvo y las cenizas pudieron reducir la luz solar, mientras que las erupciones volcánicas pudieron aumentar el dióxido de carbono atmosférico. En las simulaciones con una reducción de la luz del 5% o del 10%, las regiones cálidas próximas al ecuador seguían siendo adecuadas para los parientes de los cocodrilos. Con una disminución del 15%, en cambio, esos refugios dejaban de serlo, aunque los autores señalan que este escenario extremo se considera actualmente poco probable. El aumento de dióxido de carbono, por sí solo, no alteraba de forma significativa la idoneidad climática para estos animales.

Mientras tanto, los dinosaurios no avianos, según modelos anteriores del mismo equipo, sufrieron una contracción mucho más drástica de sus áreas climáticamente habitables. La diferencia no demuestra que el clima fuera la única causa de su desaparición, pero sí sugiere que el lugar donde vivía cada grupo pudo marcar una diferencia decisiva cuando las condiciones cambiaron de forma abrupta.

Además, los cocodrilos contaban con otras posibles ventajas: eran animales ectotermos, que dependen del calor ambiental para regular su temperatura corporal y suelen tener menores necesidades energéticas que los animales de sangre caliente; muchos llevaban una vida semiacuática, tenían dietas flexibles y algunos eran relativamente pequeños. El estudio no permite medir por separado cuánto contribuyó cada característica a su supervivencia.

La imagen actual de los cocodrilos, con sus cuerpos robustos y su aspecto relativamente uniforme, tampoco refleja la diversidad de sus antepasados. “Los cocodrilos suelen llamarse fósiles vivientes, pero sus antepasados y parientes cambiaron enormemente a lo largo de su historia”, recuerda Chiarenza. Lo que sí permaneció sorprendentemente constante fue su relación con el clima.

El estudio también tiene una lectura para el presente. “Si los cocodrilos afrontaron buena parte de los cambios climáticos del pasado desplazándose hacia hábitats adecuados, las especies actuales necesitarán espacio para moverse a medida que el planeta se caliente - concluye Philip Mannion, coautor del estudio -. Las carreteras, los cultivos y las ciudades dificultan esos desplazamientos y reducen las áreas disponibles”. Sobrevivir a una catástrofe no depende únicamente de resistirla. A veces, también depende de que quede un lugar al que escapar. Para los antepasados de los cocodrilos, los trópicos pudieron ser ese refugio cuando el mundo se oscureció.

© Davide Bonadonna

Así era uno de los cocodrilos que convivió con los dinosaurios.

Venezuela: PSUV rechaza orden de arresto contra Raúl Castro

21 October 2026 at 21:03

Caracas, 21 oct (Prensa Latina) El Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) rechazó hoy de manera firme la nueva orden de arresto emitida por un tribunal de la Florida, Estados Unidos, contra el líder de la Revolución cubana, General de Ejército, Raúl Castro.

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Presentaron en Guatemala estrategia para la conservación del jaguar

21 October 2026 at 20:52

Ciudad de Guatemala, 21 oct (Prensa Latina) El Consejo Nacional de Áreas Protegidas (Conap) informó hoy sobre la presentación de la Estrategia Nacional para la Conservación del Jaguar y su Hábitat en Guatemala, que desarrollará en el periodo 2026-2031.

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Imagem de gotas de tinta dentro de uma impressora ganhou o primeiro prêmio do concurso de fotografia Small World da Nikon de 2026

21 October 2026 at 20:46

Uma imagem de gotas de tinta dentro de uma impressora ganhou o primeiro prêmio no concurso de fotomicrografia Nikon Small World, que se concentra em imagens capturadas por meio de um microscópio.

Ole Bielfeldt, um estudante e fotógrafo experimental da Alemanha, tirou a foto usando um equipamento de imagem que ele mesmo construiu, de acordo com um comunicado dos organizadores publicado na quarta-feira.

Bielfeldt, que reside em Colônia, na Alemanha, disse que se inspirou no mistério de como as impressoras a jato de tinta transferem imagens para o papel com tanta precisão.

“Achei superinteressante porque eu não sabia exatamente como funcionava”, disse Bielfeldt no comunicado.

“É como se fosse mágica, e eu não entendia, mas agora entendo.”

O trabalho de Bielfeldt lhe rendeu a 52ª edição do concurso, e Eric Flem, da Nikon Instruments, afirmou que sua imagem “incorpora o que torna o Nikon Small World tão poderoso: a interseção entre microscopia, engenhosidade e arte”.

“Ao usar uma objetiva de microscópio de uma maneira diferente, ele transformou um objeto familiar em algo totalmente novo e nunca antes visto”, disse Flem no comunicado.

“É uma lembrança de que o microscópio não é apenas uma ferramenta científica, mas também criativa, capaz de expandir a forma como vemos e imaginamos o mundo ao nosso redor.”

O segundo lugar foi para John-Oliver Dum, por uma imagem de uma aranha-saltadora com pólen, e o terceiro foi concedido a Kaelin Wulf e Rachel Flannery, por uma foto de neurônios dentro de um cérebro de rato expandido.

A Nikon também organiza o concurso anual de vídeos Small World in Motion, que este ano esteve envolvido em controvérsia.

Em meados de outubro, a empresa anunciou que o vencedor havia sido desclassificado depois que os organizadores concluíram que seu uso de IA generativa infringiu as regras.

Abrapp propõe modelo de micropensões para ampliar previdência complementar

21 October 2026 at 20:40

O setor de previdência complementar fechada no Brasil registrou crescimento expressivo na última década, com avanço de 82% do patrimônio em dez anos, segundo dados da Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar).

Apesar do crescimento robusto, o setor reconhece que mais de 50 milhões de brasileiros ainda estão fora do sistema previdenciário.

Para enfrentar esse desafio, a Abrapp propõe a criação de um modelo de micropensões, inspirado em experiências internacionais, voltado especialmente para trabalhadores autônomos, informais e de plataformas digitais.

A proposta prevê a formação de reservas previdenciárias vinculadas ao CPF de cada trabalhador, independentemente do modelo de contratação, com contribuições de baixo valor mensal feitas tanto pelo trabalhador quanto pelas empresas ou plataformas digitais.

O tema foi um dos destaques nos debates do  47º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, reallizado nesta quarta-feira (21), em São Paulo, reunindo especialistas e empresários do segmento.

Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp, explicou a lógica do modelo: “Se a cada R$ 10 esse motorista ou esse entregador contribuir com R$ 0,50 e a plataforma com R$ 0,60, ele vai ter uma aposentadoria digna.”

Silva destacou ainda que o sistema contemplaria um plano de capitalização baseado em juros compostos, além de uma proteção por seguros contra danos pessoais e materiais.

Um terceiro pilar também está sendo estudado: o microcrédito, para permitir que o trabalhador atualize seus instrumentos de trabalho.

“Nós pagamos hoje, todos os meses, 10 bilhões de reais em benefícios para quase um milhão de pessoas”, afirmou Silva, acrescentando que o objetivo agora é que a previdência alcance muito mais trabalhadores.

“Precisamos que essa previdência seja de muito mais trabalhadores, seja uma previdência de todos”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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