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12h. Rossio. PGR fala em suspenção de processos dos detidos

22 October 2026 at 12:16
Amadeu Guerra adianta que todas as soluções estão a ser estudadas. A audição dos 55 manifestantes foi adiada para terça-feira. Ainda, prevê-se nova subida dos preços da gasolina e do gasóleo.

Manifestantes podem beneficiar de suspensão do processo

22 October 2026 at 12:15
O Ministério Público vai decidir na terça-feira se os manifestantes pela habitação detidos em Lisboa vão ser julgados sumariamente ou terão, se assim concordarem, o processo suspenso.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Apritel quer licenças por 20 anos. E pede para tirar espectro da gaveta

A associação dos operadores pede que a Anacom repense o prazo das renovações das licenças de espectro e aponta para um mínimo de 20 anos, pedindo que se olhe para as diretrizes de Bruxelas. E lembra que há espectro que ainda pode ser colocado em leilão.

Obrigações francesas atingem máximo de 24 anos

22 October 2026 at 09:45

As obrigações francesas, a 10 anos, atingiram na quarta-feira 21 de outubro um máximo de 24 anos quando ultrapassaram a barreira dos 5%. Um dos factores para esta escalada está ligada às dificuldades na aprovação de um Orçamento para o país, refere o The Guardian, a que se juntam os protestos nas ruas francesas, que já assumiram contornos violentos, e também o défice nas contas francesas.

E o spread [diferença] das obrigações francesas, face às alemãs [que são tidas como referência], atingiu os 157 pontos base, ficando próximo de níveis registados em 2011, salientou a Reuters.

O economista do banco ING, Charlotte de Montpellier, referiu, citado pelo Le Monde, que a perda de confiança representa agora o “maior” risco económico. “A subida das taxas de juro exacerba as condições financeiras já difíceis e provavelmente afetará ainda mais os investimentos e a atividade económica”, acrescentou.

Já o responsável pela estratégia de mercado da plataforma de negociação de moedas e pagamentos Ebury, Matthew Ryan, citado pelo The Guardian, referiu que os prolemas que se fazem sentir em França estão também a pressionar em baixa o euro. “O euro continua a ficar atrás da maioria das principais moedas, uma vez que o prémio de risco político em França dificilmente diminuirá em breve. Ainda não é claro se o orçamento de 2027 será aprovado pelo parlamento e, mesmo que assim seja, parece estar repleto de concessões tanto à esquerda como à direita, deixando o problema do défice sem uma solução adequada”, acrescentou.

9h. Rossio. PSP pede a manifestantes que retirem as tendas

22 October 2026 at 09:16
Mais de uma centena de manifestantes pernoitaram ao relento no Rossio. De manhã, instalaram tendas, mas a PSP já pediu para que fossem retiradas. Ainda, pelo menos nove pessoas morreram na Ucrânia.

Homem com 103 anos trabalha como barman

22 October 2026 at 08:09
O barman mais velho do mundo que com 103 anos continua atrás de um balcão diariamente. E ainda, a manifestação pela habitação que levou um cidadão a arrancar cartazes no Rossio. 

AdC contra renovar todas as licenças de espectro por "limitar" expansão da Digi e novos "players"

A Anacom propôs renovar o espetro atribuído à Meo, Nos e Vodafone até 2033 e 2042, consoante as faixas de frequência, mas a Autoridade da Concorrência recomenda que não o faça em algumas por "limitar as possibilidades de expansão da Digi e de entrada de operadores".

6h. Manifestantes passam noite no Rossio sem tendas

22 October 2026 at 06:12
A organização da Acampada e os próprios manifestantes admitem que querem voltar a dormir na Praça D. Pedro IV. Ainda, Sporting perde em casa (2-3) contra o LASK e soma a primeira derrota na época.

A noite sem tendas que virou "aconchada"

22 October 2026 at 05:38
Manifestantes votaram pela retirada das tendas e por uma noite ao relento, "em conchinha", para poder pernoitar no Rossio. Cunhava-se uma “aconchada” pela habitação, após diálogo com a polícia.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

4h. Protestos. Praça D. João I no Porto vazia esta noite

22 October 2026 at 04:16
O movimento Acampada voltou a não montar tendas depois de um final de dia com muitas atividades. Ainda, esta noite o Sporting perdeu pela primeira vez nesta edição da Liga dos Campeões.

3h. PSP autoriza manifestantes a permanecer no Rossio

22 October 2026 at 03:01
PSP falou com os manifestantes para lhes dizer que podem manter cartazes, mas que não podem fazer ruído. Ainda, Comissão Política Nacional do PS apoia abstenção na votação para o Orçamento do Estado.

1h. Lisboa. Manifestantes decidem pernoitar sem tendas

22 October 2026 at 01:16
Apesar dos avisos do MAI, os manifestantes tencionam voltar a pernoitar esta noite na rua. Ainda, o líder parlamentar do PSD acusa o PS de ser responsável pelo aumento das rendas.

Macron defende sua gestão dos distúrbios nas ruas da França e aponta para uma "manipulação estrangeira"

22 October 2026 at 00:30

O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta quarta-feira (21) sua gestão dos distúrbios de rua registrados em Paris e em outras grandes cidades francesas após as mobilizações em massa de estudantes e dos "coletes amarelos", afirmando que o governo age "com método, serenidade e determinação", ao mesmo tempo em que apontou que há indícios de "manipulação estrangeira" dos distúrbios, referindo-se ao fato de que forças políticas de outros países estão se aproveitando desses casos, por vezes utilizando imagens manipuladas por Inteligência Artificial.

"No último sábado, ocorreram fatos inaceitáveis em várias cidades do país, que nos chocaram a todos e nos causaram dor. Eu me pronunciei no domingo à noite, porque era minha responsabilidade. Analisei o que havia acontecido, solicitei esclarecimentos e estabeleci um plano de ação que está sendo implementado", explicou Macron em declarações feitas no Catar, onde se encontra no meio de uma viagem regional.

O presidente francês destacou que o governo francês está trabalhando para garantir "transparência" em relação aos graves distúrbios ocorridos no sábado, ao mesmo tempo em que elogiou medidas como os toques de queda localizados para "impedir que essas cenas inaceitáveis se repitam".

"O mesmo será feito no próximo sábado. Portanto, agiremos com firmeza e utilizaremos todos os meios que a lei nos permite para evitar que ocorram novos eventos desse tipo", afirmou ele, referindo-se às novas mobilizações previstas para o dia 24.

Angelina Katsanis/AP
Emmanuel Macron, presidente da França - Angelina Katsanis/AP

Em seguida, Macron defendeu a implementação de um "roteiro" "para atender às reivindicações legítimas" dos jovens, enfatizando o diálogo em andamento com as organizações estudantis, os parceiros sociais, as organizações empresariais e os órgãos do governo local.

"É necessário estabelecer um plano de trabalho, tomar decisões claras e poder avançar. O objetivo é ouvir e respeitar as preocupações, as divergências e, às vezes, a indignação que existe", destacou, depois de ressaltar que é preciso abordar "as causas profundas de maneira ordenada", enfatizando que é preciso separar desse debate "a violência que ocorreu", diante da qual pediu que "não se ceda de forma alguma".

O líder francês considerou "legítimas" as inquietações da juventude em relação ao seu futuro. "É preciso ouvi-la, acompanhá-la e tentar fazer o melhor possível. Tentei fazer o melhor possível nestes últimos anos. Talvez tenha tentado fazer algumas coisas bem, e talvez outras não tenha feito suficientemente bem. Por isso, temos uma grande dívida com essa juventude", resumiu. "Além da violência, à qual vamos fazer frente, não devemos abandonar essa questão", concluiu.

SINAIS DE MANIPULAÇÃO ESTRANGEIRA A POSTERIORI

Sobre se existe algum elemento de interferência estrangeira na crise na França, o presidente francês indicou que "não há indícios visíveis de interferência estrangeira nos acontecimentos que ocorreram", mas, por outro lado, se há "manipulação estrangeira", referindo-se à "manipulação posterior aos acontecimentos".

"Vimos imagens geradas por Inteligência Artificial que mostravam cenas que nunca ocorreram na França. Também houve pessoas que afirmaram que nosso país havia sido invadido por hordas de imigrantes e islamistas, algo completamente falso", destacou ele, em resposta às críticas lançadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Macron repreendeu, assim, o fato de a situação no país ser usada "em plena campanha eleitoral", tanto em nível nacional quanto "do outro lado do Atlântico". "Em momentos como esses, fica claro quem ama a França e quem não ama. Todo mundo acaba entendendo isso", enfatizou, reconhecendo que aqueles que falam mal da França lhe parecem "profundamente desagradáveis".

© EMMA DA SILVA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Macron defende sua gestão dos distúrbios nas ruas da França e aponta para uma "manipulação estrangeira"
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