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Governador do Banco de Portugal defende novo impulso ao Mercado Único Europeu

O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, defendeu hoje um “novo impulso” ao Mercado Único Europeu, com o aprofundamento da integração nos serviços, nos transportes e na energia, considerando que os desafios geopolíticos e os atrasos tecnológicos da Europa tornam essa conclusão urgente.

“Está na hora de dar um novo impulso ao Mercado Único Europeu, completando-o nas áreas onde essa integração é ainda incipiente”, afirmou Álvaro Santos Pereira na abertura do seminário conjunto do Banco de Portugal e do Banco de Espanha sobre integração económica ibérica, realizado em Lisboa, onde foi apresentado o estudo “Perspectives on Iberian Economic Integration”.

Para o governador, o Mercado Único é “uma das principais realizações económicas da integração europeia”, assente na livre circulação de bens, serviços, pessoas e capitais, mas não deve ser encarado como uma construção acabada. Embora as quatro liberdades estejam formalmente consagradas, a integração económica pode continuar limitada quando empresas e famílias enfrentam regras diferentes em áreas como licenciamento, reconhecimento de qualificações, contratação pública, procedimentos administrativos ou sistemas digitais.

“O Mercado Único deve ser entendido como um processo contínuo, não como uma construção acabada”, sublinhou Álvaro Santos Pereira, defendendo que a questão relevante, mais de três décadas depois do lançamento formal do projeto, em 1993, já não é saber se está concluído ou incompleto, mas identificar onde a integração avançou, onde persistem barreiras e que medidas são necessárias para as eliminar.

O governador do Banco de Portugal considerou que Portugal e Espanha constituem um exemplo relevante para avaliar os resultados e as limitações da integração europeia, tendo em conta a proximidade geográfica, a crescente integração económica e a longa tradição de cooperação entre os dois bancos centrais.

“Durante as longas décadas de ditadura, os nossos países estiveram de costas voltadas e fechados em si mesmos. Foi graças ao dealbar das nossas democracias e, posteriormente, ao processo de integração europeia que os dois países ibéricos voltaram a reencontrar-se e a redescobrir-se”, disse.

Portugal e Espanha aderiram à então Comunidade Económica Europeia em 1986, precisamente quando se avançava para a conclusão do Mercado Único, pelo que o caso ibérico permite analisar o que mais de três décadas de regras comuns tornaram possível alcançar e onde subsistem obstáculos.

Integração desigual

O estudo conjunto dos dois bancos centrais analisa a integração bilateral à luz das quatro liberdades do Mercado Único — bens e serviços, energia, mobilidade laboral e capitais — e conclui que esta é substancial, mas visivelmente desigual.

Segundo o documento, o comércio de bens e os mercados grossistas de eletricidade apresentam ligações fortes, com os mercados elétricos excepcionalmente integrados, refletindo a complementaridade entre a geração solar espanhola e a hidroelétrica portuguesa. Em contrapartida, o comércio de serviços, a mobilidade laboral e o investimento financeiro não bancário permanecem relativamente pouco desenvolvidos.

Para Álvaro Santos Pereira, os desafios que persistem são mais complexos do que os do passado, porque estão “enraizados nas instituições e regulamentações nacionais”, sendo particularmente evidentes no setor dos serviços e nas indústrias de rede, onde a integração exige regras comuns, infraestruturas compatíveis e interligações transfronteiriças.

O governador argumentou que a atual situação geopolítica e os “patentes atrasos tecnológicos europeus” justificam uma resposta coletiva, através do aprofundamento do Mercado Único e do alargamento da integração a setores onde esta ainda não chegou plenamente.

“É vital voltar a dar atenção ao aprofundamento do Mercado Único, alargando-o às áreas onde a integração europeia ainda não chegou, como sejam os setores dos serviços, dos transportes e da energia”, afirmou, acrescentando que a experiência ibérica oferece lições pertinentes para esse objetivo.

O seminário foi inaugurado pelo governador do Banco de Espanha, José Luis Escrivá, e pelo governador do Banco de Portugal, e decorreu na sede do Banco de Portugal, em Lisboa.

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Governo vai criar Código do Poder Local para simplificar leis das autarquias

O Ministério da Economia e da Coesão Territorial constituiu esta quinta-feira, em Coimbra, o Grupo de Trabalho responsável pela elaboração do anteprojeto do Código do Poder Local, um diploma único que pretende simplificar, harmonizar e reforçar a transparência das leis relativas à Administração Local.

De acordo com o comunicado divulgado a 23 de outubro de 2026, o grupo terá um mandato de oito meses, natureza técnica e institucional e exercerá funções sem remuneração. A sua missão será concentrar num só Código a legislação atualmente dispersa, valorizando a autonomia do poder local e facilitando a interpretação e aplicação do direito.

A presidência caberá a Maria José Castanheira Neves, professora na Universidade de Coimbra e antiga diretora de Serviços de Apoio Jurídico e à Administração Local da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. Integra ainda o grupo Hugo Flores da Silva, professor da Universidade do Minho e membro da direção da AEDREL – Associação de Estudos de Direito Regional e Local, a par de representantes da Direção-Geral das Autarquias Locais, das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira, da Associação Nacional de Municípios Portugueses, da Associação Nacional de Freguesias e da Associação Nacional de Assembleias Municipais.

O grupo deverá apresentar um relatório intercalar ao Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, no prazo de três meses.

Para o ministro Manuel Castro Almeida, a criação do Código responde a um contexto de crescente exigência e responsabilidades das entidades da administração local. O governante defende que é tempo de simplificar e melhorar a legislação, sublinhando que a dispersão legislativa tem gerado dificuldades de interpretação e que o novo grupo de trabalho terá a tarefa de propor soluções para aperfeiçoar e dar coerência à legislação vigente num único diploma.

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Porto Seco da Guarda prolonga operação de Leixões com investimento de quatro milhões

O Porto Seco da Guarda, inaugurado esta sexta-feira, representa um investimento de quatro milhões de euros e pretende reforçar a capacidade logística do Porto de Leixões, através da transferência de operações para o interior do país e da ligação ferroviária a Espanha e à Europa.

A nova infraestrutura, promovida pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), foi inaugurada numa cerimónia que contou com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, do presidente da APDL, João Pedro Neves, e do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, José Ribau Esteves.

Com cerca de 30 mil metros quadrados de área pavimentada, o Porto Seco da Guarda tem capacidade prevista para movimentar 47.040 unidades equivalentes a contentores de 20 pés (TEU) por ano. As linhas ferroviárias estão preparadas para receber comboios de mercadorias até 750 metros.

A infraestrutura pretende reforçar a intermodalidade entre a rodovia e a ferrovia, consolidando a ligação logística ao eixo de Vilar Formoso, a Espanha e ao mercado europeu, bem como a integração no Corredor Atlântico.

O projeto está previsto na estratégia Portos 5+, que visa fomentar a atividade portuária nacional, e permitirá transferir para a Guarda algumas funções atualmente concentradas no Porto de Leixões, cuja expansão está condicionada pela malha urbana dos concelhos de Matosinhos, Porto e Maia.

A Guarda passará a funcionar como ponto de concentração e distribuição de carga ligada a Leixões, contribuindo para descongestionar o espaço portuário e aumentar a capacidade de captação de mercadorias transportadas por ferrovia.

“Um porto competitivo não termina no cais, prolonga-se pelo território”, afirmou Miguel Pinto Luz, citado no comunicado do Ministério das Infraestruturas e Habitação.

O governante considerou que o alargamento da área logística servida por Leixões permite ultrapassar as limitações geográficas à expansão do porto e contribuir para a coesão territorial.

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Seixal aprova investimento de 2,1 milhões para reforçar rede de abastecimento de água

A Câmara Municipal do Seixal aprovou a abertura de um concurso público para obras de reforço da Rede de Água em Alta do concelho, num investimento estimado em mais de 2,09 milhões de euros, foi hoje anunciado.

A decisão foi tomada na reunião pública descentralizada do executivo municipal realizada no Clube de Campismo Luz e Vida e prevê a execução e substituição de captações de águas subterrâneas, distribuídas por cinco lotes.

Segundo o vice-presidente da autarquia, Joaquim Tavares, a intervenção visa reforçar a capacidade e a segurança dos sistemas de abastecimento de água, face à degradação das captações existentes, à redução dos caudais de exploração e às limitações da capacidade de reserva operacional.

“As intervenções previstas permitirão repor a capacidade de captação, melhorar a resiliência dos sistemas e reduzir o risco de interrupções no abastecimento público”, afirmou o autarca, citado em comunicado.

Na mesma reunião foi ainda aprovada uma comparticipação municipal de 200 mil euros para apoiar a continuidade da construção de uma creche em Pinhal Conde da Cunha, na freguesia de Amora.

A infraestrutura, promovida pelo Centro de Assistência Paroquial de Amora, representa um investimento global de cerca de 2,44 milhões de euros e beneficia de um apoio de 368 mil euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O município refere que já contribuiu para o projeto através da cedência de um terreno avaliado em cerca de 703 mil euros e do financiamento dos projetos de arquitetura e especialidades.

O executivo municipal aprovou também a abertura de uma hasta pública para a alienação de oito imóveis atualmente integrados no domínio privado municipal. De acordo com a autarquia, as receitas obtidas serão canalizadas para áreas como a ação social, saúde, educação e requalificação de equipamentos escolares.

Foi ainda ratificada uma comparticipação de 368 mil euros à Santa Casa da Misericórdia do Seixal, destinada ao ressarcimento dos custos suportados pela instituição no realojamento de 64 agregados familiares do antigo loteamento da Quinta de Vale de Chícharos, conhecido como Bairro da Jamaica.

No âmbito do apoio ao movimento associativo, a Câmara aprovou um financiamento de 159,5 mil euros à Associação dos Amigos do Tocá Rufar para a implementação do Curso Regular Tocá Rufar em 58 turmas do 1.º ciclo do ensino básico entre os anos letivos de 2025 e 2029.

O programa abrangerá 10 escolas de quatro agrupamentos escolares do concelho e tem como objetivo promover a aprendizagem de instrumentos de percussão e dos ritmos tradicionais portugueses.

Por outro lado, o executivo aprovou contratos interadministrativos de delegação de competências com agrupamentos e escolas não agrupadas do concelho, até 2029, que representam transferências superiores a 11,5 milhões de euros.

Joaquim Tavares considerou, contudo, insuficientes as verbas transferidas pelo Estado para o setor da educação, defendendo que não acompanham o aumento dos encargos municipais, nomeadamente com pessoal não docente, transportes escolares, atividades de enriquecimento curricular e apoio a alunos com necessidades educativas específicas.

Segundo o autarca, o Orçamento do Estado para 2026 prevê a transferência de cerca de 15 milhões de euros para a área da educação no concelho, valor que, na sua opinião, não compensa o défice acumulado que o município diz suportar nesta matéria.

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BCP adquire quase 13 milhões de ações em mais uma semana de programa de recompra

O Banco Comercial Português (BCP) anunciou esta sexta-feira que adquiriu quase 13 milhões de ações próprias no valor acumulado de vários milhões de euros ao longo da última semana. A operação insere-se no âmbito do seu programa de recompra de ações lançado em maio de 2026, com o objetivo de otimizar a estrutura de capital e remunerar os acionistas.

Entre os dias 19 e 23 de outubro de 2026, a maior instituição bancária privada portuguesa comprou um total de 12.986.697 ações ordinárias no mercado regulamentado Euronext Lisbon. As transações foram executadas através da intermediária financeira J.P. Morgan SE, com preços médios diários ponderados que oscilaram entre os 1,0655 euros e os 1,1148 euros por ação.

Com estas aquisições, o volume total acumulado pelo BCP desde o início do programa eleva-se para 297.557.006 ações. O investimento global realizado pelo banco ascende assim a cerca de 329,36 milhões de euros, passando a instituição a deter uma participação direta correspondente a 2,01% do seu capital social.

Os programas de recompra de ações têm sido amplamente utilizados pelo setor bancário europeu como um mecanismo eficiente para distribuir capital excessivo aos acionistas, complementando a distribuição tradicional de dividendos e aumentando o valor por ação remanescente.

O Programa de Recompra foi aprovado na Assembleia Geral de 7 de maio de 2026, com um montante global de 407,5 milhões de euros, equivalente a cerca de 2,84% da capitalização bolsista à data, e arrancou a 04 de junho de 2026. O programa prevê um máximo de 755.699.497 ações, correspondentes a até 5% do capital, para posterior extinção, nos termos do ponto 6 da ordem de trabalhos da AG de 22 de maio de 2024.

A operação enquadra-se no novo enquadramento de remuneração acionista, que prevê distribuição potencial de até 90% do resultado líquido anual, e tem como objetivo a redução de capital.

 

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Jensen Huang, CEO da Nvidia: “A IA é uma nova revolução industrial e o Cazaquistão tem o que ela precisa”

O fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, visitou hoje Astana a convite do vice-primeiro-ministro e ministro da Inteligência Artificial e Desenvolvimento Digital, Zhaslan Madiyev. A visita colocou no centro das atenções o plano do Cazaquistão para se tornar um hub global de Physical AI — a inteligência artificial que une robótica, sistemas autónomos e automação industrial.

No Alem.ai, Centro Internacional de Inteligência Artificial de Astana, Huang conheceu a estratégia nacional de IA, a infraestrutura soberana de computação, os programas de talento e produtos de empresas tecnológicas cazaques. O momento principal foi uma conversa com Zhaslan Madiyev, Ministro da Inteligência Artificial e Desenvolvimento Digital do Cazaquistão, no Astana Hub, sobre o futuro da indústria global de IA, a importância estratégica da energia e da computação, e o papel que um país de 20 milhões de habitantes pode desempenhar nesta nova era.

Durante a intervenção, Jensen Huang explicou a dimensão da transformação em curso. “No fundo, a IA é uma nova tecnologia que está a reformular todas as indústrias, porque é uma tecnologia de propósito geral e devido às suas capacidades transformadoras para cada indústria, para cada cidadão, para cada empresa, para cada país. Esta é uma revolução industrial impulsionada pela tecnologia”.

“Esta revolução industrial vai afetar cada pessoa, cada país. No entanto, também vai ser uma nova indústria em si mesma, não apenas a tecnologia. É uma nova indústria em si mesma porque a IA é manufatura. Tem de ser gerada em tempo real. Não pode ser pré-computada e, porque é gerada em tempo real para cada utilização, precisa de ter um novo tipo de fábrica”, disse lembrando que a “Nvidia cria os sistemas de computação que alimentam as fábricas de IA e são estas fábricas de IA que exigem recursos naturais, e o recurso natural de que necessitam é a eletricidade”.

A IA “precisa de eletricidade, precisa de dados e precisa de offtake. O offtake vem da inspiração da liderança no Cazaquistão”, disse Huang que elogiou ainda o facto de o país já ter desenvolvido um modelo de LLM em língua cazaque (Kazakh LLM), destacando o avanço local na criação de capacidades próprias de inteligência artificial.

“O Cazaquistão é o primeiro país onde o Presidente declarou a IA prioridade nacional”

O CEO da NVIDIA reforçou a importância da ambição política e da liderança: “O Cazaquistão é o primeiro país que visito em que o Presidente declarou o desenvolvimento da IA uma prioridade nacional. A inteligência artificial vai ajudar o vosso país a subir a um novo nível, capacitar as pessoas e permitir que as empresas concorram e cresçam no mercado global. A IA vai transformar a vossa sociedade. Se têm aspirações e ambições, precisam de liderança que as ajude a moldar. É exatamente esse o objetivo ambicioso que o Presidente Tokayev estabeleceu: fazer do Cazaquistão uma nação de IA. (…) A única coisa que importa é ter ambição. Se a tiverem, a inteligência artificial e a robótica vão ajudar-vos a chegar a um novo nível”, disse.

Porquê o Cazaquistão na Physical AI? O país apresenta uma combinação rara de vantagens: abundância energética (incluindo urânio, eólica e solar), indústria pesada de grande escala (mineração, metalurgia, petróleo e gás), posição geográfica estratégica no Corredor Médio Transcaspiano e reservas de minerais críticos essenciais para a robótica e a eletrónica.

Estas condições permitem ao Cazaquistão oferecer algo que poucos países conseguem: uma plataforma internacional para desenvolver, treinar e testar IA industrial em condições reais de operação, segundo disse o Ministro.

“O Cazaquistão definiu para si um objetivo ambicioso: tornar-se um dos centros mundiais de Physical AI. Estamos a construir as condições passo a passo: expandir a nossa infraestrutura de computação, investir em talentos e criar um ambiente onde as empresas tecnológicas possam prosperar”, afirmou Zhaslan Madiyev.

O país da Eurásia está a investir fortemente em capacidade de computação. O supercomputador Alem.Cloud, baseado em GPUs Nvidia H200, está entre os 100 melhores do mundo.

Está planeada a Data Center Valley, em Ekibastuz, com capacidade inicial de 250 MW (expansível até 1 GW). Em junho de 2026, foi anunciado um pacote de acordos de infraestrutura de IA no valor de cerca de 10 mil milhões de dólares, que inclui um cluster de até 100 mil GPUs Nvidia.

No domínio das startups, a Higgsfield — empresa de IA generativa para vídeo sediada no Cazaquistão — já atingiu o estatuto de unicórnio, com valorização superior a 9 mil milhões de dólares e mais de 600 colaboradores no país.

«Quando se investe numa empresa, está-se realmente a investir em pessoas. E é preciso escolher as melhores pessoas», sublinhou Huang, elogiando a equipa jovem e altamente qualificada da empresa.

A visita encerrou o AI Month, série de eventos internacionais de inteligência artificial no Cazaquistão que contou com a NVIDIA como parceiro geral e que incluiu o HackAlem AI, hackathon que bateu o recorde do Guinness World Records para o maior número de participantes num evento deste tipo.

Com a presença de Jensen Huang em Astana, o Cazaquistão reforça a sua posição na corrida global pela Physical AI, apostando na conjugação de energia, indústria, computação e talento para atrair investimento internacional e acelerar a modernização económica.

 

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Fundação Francisco Manuel dos Santos desmonta 13 mitos do mercado imobiliário português

Comprar casa é sempre o melhor investimento? Arrendar é deitar dinheiro fora? A Euribor a 0% era normal? Um dos capítulos do novo livro “O Papel da Casa nas Finanças Pessoais”, da coleção Como Gerir as Finanças – Literacia Financeira, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, confronta as convicções mais comuns dos portugueses com os dados.

Da autoria de Ana Isabel Sá, investigadora do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, o volume testa 13 afirmações recorrentes sobre habitação e mercado imobiliário. A conclusão é que muitas das ideias feitas que circulam nas conversas informais são falsas ou imprecisas quando olhadas à luz da evidência empírica.

A ideia de que Portugal é um dos países da zona euro com mais famílias em casa própria é imprecisa

Começa pela comparação europeia. A ideia de que Portugal é um dos países da zona euro com mais famílias em casa própria é imprecisa. Segundo o Eurostat, em 2024, 73% das famílias portuguesas viviam em habitação própria. É um valor acima da média da zona euro, que é de 65%, mas que coloca Portugal apenas na nona posição entre os 20 países. No topo do ranking estão a Eslováquia com 93%, a Croácia com 91% e a Lituânia com 87%. No extremo oposto estão a Alemanha com 47%, a Áustria com 55% e a França com 61%.

Já a ideia de que Portugal tem pouca habitação social é verdadeira. Não existem dados oficiais harmonizados para todos os países, mas as estimativas da OCDE citadas no livro apontam que apenas 1% do parque habitacional português era de arrendamento social em 2021, ficando só à frente da Lituânia. No lado oposto, os Países Baixos têm 34%, a Áustria 24% e a Dinamarca 21%. A autora nota ainda que existe uma relação entre os dois indicadores. Países com mais oferta social tendem a ter menos proprietários, como é o caso da Áustria, que é o segundo país com mais habitação social e o segundo com menos famílias em casa própria.

A motivação para comprar também mudou de forma estrutural. Durante muito tempo assumiu-se que os portugueses compravam por preferência cultural pela casa própria. Hoje isso já não é o principal motivo. De acordo com o Inquérito à Situação Financeira das Famílias de 2020, entre quem comprou casa entre 2011 e 2020, apenas 24% apontou a preferência por habitação própria independentemente do retorno financeiro. A maioria invocou razões económicas, com 39% a referir que a prestação do empréstimo era menor do que o valor da renda e 36% a considerar a compra um bom investimento. Para as compras feitas antes de 1980, essa preferência valia 68% das respostas. A mudança é clara e mostra que a decisão é hoje muito mais financeira.

Quem está no arrendamento também preferiria comprar, mas não consegue. Essa afirmação é verdadeira. Segundo o mesmo inquérito, 51% das famílias arrendatárias indicaram como principal motivo para permanecerem no arrendamento a falta de condições financeiras para comprar. Entre os arrendatários com até 44 anos, 28% veem o arrendamento como uma solução temporária, com planos de comprar em breve. Acima dos 45 anos, essa percentagem cai para 2%, o que sugere uma opção mais duradoura.

Outro dado confirmado é que os jovens portugueses compram casa mais tarde do que as gerações anteriores. Dados dos Censos de 2021 mostram que 42% dos jovens entre os 25 e os 34 anos, nascidos entre 1987 e 1996, tinham casa própria. Na mesma idade, a geração nascida entre 1977 e 1986 tinha 61% e a nascida entre 1967 e 1976 tinha 70%. A única exceção é a geração nascida entre 1947 e 1956, que registava os mesmos 42%.

É um mito que as casas valorizam sempre

No que diz respeito ao mercado, o livro desmonta dois dos mitos mais persistentes. O primeiro, de que as casas valorizam sempre, é falso. Como qualquer outro ativo, as casas estão sujeitas à lei da procura e da oferta. Entre o último trimestre de 2000 e o segundo trimestre de 2013, o preço real da habitação caiu 34,5% em Portugal. A queda máxima anual foi de 11,2%, registada no primeiro trimestre de 2012. Só na última década os preços subiram de forma consistente. O segundo, de que arrendar é deitar dinheiro fora e é sempre melhor comprar, também é falso. A autora lembra que essa comparação ignora fatores quantitativos como o custo de oportunidade do dinheiro investido na compra, os custos de manutenção, os impostos e os juros, e fatores qualitativos como a flexibilidade para mudar de casa.

Sobre o preço das casas novas, a afirmação de que são mais caras do que as usadas é verdadeira. Em 2024, segundo o INE, o valor mediano das habitações novas foi de 3261 euros por metro quadrado, enquanto o das usadas foi de 2734 euros, ou seja, 19% mais caras. O livro ressalva que são valores agregados e que há variações locais muito grandes, de Marvila, em Lisboa, com uma diferença de 70% a favor das novas, até à Penha de França, também em Lisboa, onde as usadas eram 17% mais caras.

A ideia de que o problema da habitação se resolveria com a ocupação dos imóveis vagos é imprecisa. Um estudo do Banco de Portugal citado no capítulo mostra que, na última década, houve um forte aumento da procura motivado pela redução da dimensão dos agregados e pelo aumento do fluxo migratório. Em alguns municípios da Área Metropolitana de Lisboa, do Porto, do Oeste, de Aveiro e da península de Setúbal, o número de imóveis vagos é reduzido face às pressões da procura. Para a maioria dos municípios seria teoricamente possível diminuir essa pressão com os vagos, mas muitos não podem ser colocados imediatamente no mercado porque precisam de obras, estão envolvidos em heranças ou têm questões jurídicas pendentes. A autora explica ainda que o mercado imobiliário é rígido, porque tanto a oferta como a procura demoram a ajustar-se. A construção é lenta e a habitação é um bem essencial, o que faz com que, no curto prazo, os choques se reflitam sobretudo nos preços e não na quantidade de casas disponíveis.

A ideia de que os jovens recorrem mais a crédito do que as gerações anteriores é imprecisa

O último bloco do capítulo é dedicado ao crédito à habitação. A ideia de que os jovens recorrem mais a crédito do que as gerações anteriores é imprecisa. Segundo os Censos de 2021, cerca de 70% dos proprietários jovens entre os 25 e 34 anos compraram com recurso a crédito bancário, contra mais de 80% na geração anterior, nascida entre 1977 e 1986. O recurso é, no entanto, maior do que nas gerações nascidas antes de 1976. Também é falsa a ideia de que a maioria das compras é financiada com crédito. Apenas 46% das transações de imóveis residenciais em 2023 foram financiadas com crédito, contra 76% em 2010.

Sobre a Euribor, o livro clarifica dois pontos. Dizer que uma Euribor perto de 0% é normal é falso. As taxas caíram para perto de zero em 2009 e tornaram-se negativas a partir de 2015 devido a medidas excecionais dos bancos centrais no rescaldo da crise financeira internacional, e estiveram nesse patamar durante 13 anos. Não é expectável que, em circunstâncias normais, regressem a esses mínimos. Dizer que a Euribor varia consoante a inflação também é impreciso. A Euribor reflete a média a que os bancos emprestam dinheiro entre si e é influenciada pela taxa de referência do BCE. O BCE ajusta essa taxa para manter a inflação perto dos 2%, mas o efeito da inflação sobre a Euribor é indireto.

A afirmação de que um crédito com taxa fixa durante todo o empréstimo é a norma noutros países da União Europeia é verdadeira. Em França, em 2022, 98% do crédito à habitação foi contratado a taxa fixa total. Em Portugal, em dezembro de 2018, 87% dos novos créditos eram a taxa variável, 10% a taxa mista e 3% a taxa fixa. Em setembro de 2025, a distribuição mudou de forma significativa, com 25% a taxa variável, 71% a taxa mista e 4% a taxa fixa.

Por fim, a ideia de que, se não se conseguir pagar a casa, basta entregá-la ao banco, é falsa. Em Portugal vigora o crédito com recurso, o que significa que, se o valor da casa for inferior à dívida, mesmo entregando a casa voluntariamente ou por execução judicial, o devedor continua responsável pela diferença. Existe um regime especial de garantia previsto na Lei n.º 59/2012, mas, segundo o livro, é pouco frequente na prática.

Com este capítulo, a coleção da FFMS pretende trazer para o debate público uma leitura sustentada por dados sobre o papel que a casa tem nas finanças pessoais dos portugueses, ajudando a distinguir perceções baseadas na experiência pessoal dos factos que descrevem a realidade do país.

 

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BIG e Finantia lideram taxas de depósitos a prazo para novos clientes, enquanto Novobanco, CGD e BPI mantêm ofertas

O Banco BIG e o Banco Finantia oferecem as taxas mais elevadas em depósitos a prazo em euros para novos clientes e novos recursos, com o BIG a liderar nos prazos de três e seis meses e o Finantia nos de 12 e 24 meses, de acordo com uma comparação de taxas com dados de 15 de outubro.

O BIG paga 4% de TANB no “Super Depósito” a três meses, mais 75 pontos base do que anteriormente, para montantes entre 5.000 e 50.000 euros. A seis meses, a taxa subiu 50 pontos base, para 3,5%, para aplicações entre 10.000 e 50.000 euros. O banco aumentou também de 2,2% para 2,75% a remuneração do depósito “Novos Montantes” a três meses.

O Finantia oferece 3,1% a 12 meses no depósito “Jump”, contra 3% anteriormente, e 3,15% a 24 meses no “Visão”, mais 25 pontos base. Este último é o único produto com campanha neste prazo. Ambos os depósitos não são mobilizáveis antecipadamente e exigem uma aplicação mínima de 50.000 euros.

A seis meses, o Finantia paga 3%, abaixo dos 3,5% do BIG, dos 3,3% do Banco BEST e dos 3,25% do Novobanco. O BAI Europa oferece 3,05%. Estas instituições exigem montantes mínimos inferiores aos 50.000 euros pedidos pelo Finantia.

A comparação, elaborada a partir dos sites das instituições financeiras, abrange 35 produtos de 17 entidades com campanhas para novos clientes ou novos recursos. A taxa mediana é de 2,75% nos prazos de três, seis e 12 meses.

Entre os maiores bancos, o Novobanco oferece a taxa mais elevada, com 3,25% a seis meses para novos clientes, em aplicações entre 10.000 e 500.000 euros, e 2,75% a 12 meses. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) paga 2,6% a seis meses em novos recursos, para montantes a partir de 15.000 euros, e 2,5% a 12 meses. No BPI, a taxa é de 2,5% a seis meses para novos clientes. Nenhuma destas taxas foi alterada.

Nos depósitos regulares dos grandes bancos, o Millennium BCP paga entre 2% e 2,5% a 12 meses, consoante o montante aplicado, sendo a taxa máxima reservada a aplicações entre 250.000 e 500.000 euros. A CGD oferece 2,25% a 12 meses para montantes entre 50.000 e 250.000 euros, enquanto o BPI paga 1,35% no depósito base, taxa que sobe para 1,6% a partir de 100.000 euros.

Outras instituições também aumentaram a remuneração. O Montepio passou de 2,5% para 2,7% a seis meses em depósitos de novos capitais, enquanto a Revolut subiu de 2,25% para 2,75% a taxa da conta-poupança a seis meses.

No total, registaram-se subidas em oito dos 35 produtos com campanha e em 22 das mais de 140 ofertas regulares analisadas, sem reduções. O Montepio aumentou em 100 pontos base, para 2,25%, a taxa do “Depósito Top” a três meses.

Fora das campanhas, as taxas são substancialmente mais baixas. A mediana situa-se em 2% a três meses, 2,175% a seis meses e 2,25% a 12 meses. As remunerações mais elevadas são oferecidas pelo Bison Bank, com 3% em vários prazos, e pelo BAI Europa, com 3,05% em depósitos não mobilizáveis a seis e 12 meses.

O Finantia aumentou entre 10 e 25 pontos base as taxas de todos os prazos dos seus depósitos regulares. Nos produtos não mobilizáveis, a remuneração é de 2,8% a seis meses, 2,9% a 12 meses e 2,95% a 24 meses. Neste último prazo, a taxa fica apenas abaixo dos 3% oferecidos pelo Bison Bank.

Entre os produtos do Estado, os Certificados de Aforro da Série F pagam até 4,25% no 14.º e 15.º anos, enquanto os Certificados do Tesouro da Série 5 atingem 3,35% no 10.º ano.

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Finantia entra na corrida pela captação de depósitos com taxas de 3,15%

O Banco Finantia entrou definitivamente na corrida pela captação de depósitos, num contexto de subida dos juros. Aumentou a remuneração de todos os depósitos a prazo em euros incluídos numa comparação com a concorrência, passando a oferecer as taxas mais elevadas para novos recursos a 12 e 24 meses, de acordo com dados de 15 de outubro.

Em comunicado anunciou que disponibiliza depósitos a prazo para novos recursos com taxas anuais nominais brutas (TANB) de até 3,15% em euros e 4,25% em dólares, segundo uma análise interna da instituição, numa altura em que se aproxima o Dia Mundial da Poupança, assinalado a 31 de outubro.

O Finantia afirma que estas são as taxas mais elevadas entre as ofertas comparáveis analisadas, com base num estudo interno elaborado a partir das condições divulgadas por 17 instituições financeiras a operar em Portugal, em 15 de outubro de 2026.Os depósitos do Banco Finantia, destacam-se assim no mercado nos prazos de 12 meses e 24 meses.

O depósito “Jump” a 12 meses, para novos recursos entre 50.000 e 500.000 euros, paga agora 3,1% (TANB), contra 3% anteriormente. O “Visão” a 24 meses subiu 25 pontos base, para 3,15%, e é o único produto com campanha neste prazo entre as entidades analisadas. O “Jump” a seis meses aumentou 30 pontos base, para 3%.

De acordo com o banco, o Depósito Jump a 12 meses oferece uma TANB de 3,10%, para aplicações entre 50 mil e 500 mil euros, enquanto o Depósito Visão a 24 meses remunera à taxa de 3,15%, para montantes no mesmo intervalo.

A oferta inclui ainda o Depósito Jump a seis meses, com uma TANB de 3,00%, também destinado a novos recursos e disponível para aplicações entre 50 mil e 500 mil euros.

A seis meses, o Finantia fica abaixo de várias ofertas concorrentes.

Fora das campanhas, o Finantia também aumentou as taxas, entre 10 e 25 pontos base, em todos os prazos, mantendo montantes entre 50.000 e 500.000 euros. A seis meses, o depósito não mobilizável paga 2,8%, mais 25 pontos base, e o mobilizável 2,55%. A 12 meses, as taxas são de 2,9% e 2,65%, respetivamente, ambas com subidas de 10 pontos base. A 24 meses, o não mobilizável paga 2,95%, mais 20 pontos base, e o mobilizável 2,7%, mais 10 pontos base.

No segmento das aplicações em dólares, o banco oferece uma TANB de 4,25% num depósito a 12 meses sem possibilidade de mobilização antecipada e de 4,00% na modalidade mobilizável, para montantes entre 50 mil e 500 mil dólares.

Para prazos de seis meses, as taxas são de 4,00% no depósito não mobilizável e de 3,75% na modalidade mobilizável.

Segundo a instituição, a subscrição destes produtos é feita através de contas de depósito à ordem sem comissão de manutenção. Os depósitos beneficiam da proteção do Fundo de Garantia de Depósitos até ao limite legal de 100 mil euros por depositante, nos termos da legislação em vigor.

O banco ressalva que as taxas e restantes condições podem ser alteradas.

 

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Banco de Portugal e Banco de Espanha lançam cooperação para acelerar transição para criptografia pós-quântica

O Banco de Portugal e o Banco de Espanha assinaram um Memorando de Entendimento para desenvolver um programa de cooperação na área da criptografia pós-quântica, com o objetivo de reforçar a resposta aos riscos emergentes para a cibersegurança e a estabilidade financeira associados ao avanço da computação quântica.

O acordo foi formalizado no âmbito de uma reunião de alto nível realizada esta quinta e sexta-feira, em Lisboa, e reflete a preocupação dos dois bancos centrais com os potenciais impactos da computação quântica sobre os sistemas financeiros e as infraestruturas digitais.

Segundo as instituições, a ausência de uma migração coordenada para tecnologias criptográficas resistentes à computação quântica poderá criar riscos sistémicos, justificando uma estreita coordenação entre autoridades de supervisão e instituições financeiras. Os dois bancos centrais consideram ainda que os riscos associados a fornecedores comuns de serviços e infraestruturas de mercado, bem como às atuais dependências de interoperabilidade, poderão ser mitigados de forma mais eficaz através de uma ação conjunta.

O programa de cooperação poderá ser desenvolvido em três fases. Numa primeira etapa, está prevista a partilha de informação, boas práticas e metodologias. A segunda fase deverá centrar-se na análise das dependências partilhadas, do grau de preparação do ecossistema financeiro e das prioridades de migração. Numa terceira fase poderão ser realizados testes, avaliações de interoperabilidade e análises de tecnologias emergentes.

Para apoiar o avanço das duas últimas fases, os bancos centrais admitem criar um grupo de trabalho com participação da indústria.

Esta foi a terceira reunião conjunta realizada este ano entre o Banco de Portugal e o Banco de Espanha para reforçar a colaboração entre as duas instituições. Além da assinatura do acordo, decorreu um encontro com responsáveis de algumas das principais instituições financeiras dos dois países, durante o qual foi apresentado o programa de cooperação e debatidos temas relacionados com a competitividade do setor financeiro e os riscos e oportunidades decorrentes dos mais recentes desenvolvimentos da inteligência artificial.

As delegações dos dois bancos centrais realizaram ainda sessões bilaterais dedicadas a matérias macroprudenciais e de estabilidade financeira.

No decorrer da reunião foi também promovido um Seminário sobre a Integração Económica Ibérica, durante o qual foi apresentado o documento conjunto “Perspectives on Iberian Economic Integration”.

Pelo Banco de Portugal participaram, entre outros, o governador Álvaro Santos Pereira, a vice-governadora Clara Raposo e os administradores Rui Pinto e Luís Morais Sarmento. A delegação do Banco de Espanha incluiu o governador José Luis Escrivá e a vice-governadora Soledad Núñez, além de vários diretores-gerais das áreas de supervisão, economia, estabilidade financeira e relações institucionais.

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CMVM aplicou 347 mil euros em coimas no terceiro trimestre

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aplicou coimas no valor total de 347 mil euros no terceiro trimestre deste ano, no âmbito de 13 processos de contraordenação decididos entre julho e setembro, revelou hoje o regulador.

De acordo com a CMVM, no período em análise foram proferidas decisões em 13 processos de contraordenação, dos quais seis estavam relacionados com violações de deveres de intermediação financeira, quatro com a atividade dos organismos de investimento coletivo, dois com a atuação dos auditores e um com violações de deveres de informação ao mercado.

Das decisões tomadas, resultaram dez coimas, num montante global de 347 mil euros, além de quatro arquivamentos e duas admoestações.

No terceiro trimestre, a CMVM instaurou ainda cinco novos processos de contraordenação: um relativo à atividade dos organismos de investimento coletivo, um a violações dos deveres de intermediação financeira, um a violações de deveres de informação ao mercado, um a deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e um relacionado com a atuação dos auditores.

No final de setembro, encontravam-se em curso 52 processos de contraordenação no regulador dos mercados. A atuação dos auditores concentrava o maior número de processos pendentes, com 18, seguindo-se a atividade dos organismos de investimento coletivo, com nove, e as violações de deveres de intermediação financeira, com oito.

Estavam ainda em curso sete processos relacionados com deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, seis referentes a deveres de informação ao mercado, três relativos a deveres de negociação em mercado e um ligado à atividade de peritos avaliadores de imóveis.

A CMVM adianta ainda que, no final do terceiro trimestre, não existiam processos de contraordenação pendentes de decisão nos tribunais.

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Nearing Visabeira assume controlo maioritário da Anywind e reforça aposta na energia eólica

A Nearing Visabeira, subsidiária do Grupo Visabeira, concluiu um investimento estratégico na Anywind, através do qual assumiu uma posição maioritária no capital da empresa especializada em engenharia e soluções para ativos de energia renovável, com particular enfoque no setor eólico, revelou hoje o grupo.

A operação insere-se na estratégia de crescimento e diversificação da Nearing Visabeira, que pretende acelerar a sua expansão nas energias renováveis e reforçar as capacidades em infraestrutura eólica, tanto em projetos onshore como offshore, em vários mercados internacionais.

A Anywind, com 23 anos de atividade, é uma empresa portuguesa especializada em engenharia, instalação, operação e manutenção de infraestruturas de energia eólica, cujos  serviços cobrem todo o ciclo de vida dos ativos de energia renovável, desde a consultoria, engenharia e licenciamento até à instalação, operação, manutenção, desmantelamento e reciclagem. A empresa disponibiliza ainda soluções de armazenamento de energia, ligação à rede, evacuação e injeção de eletricidade.

Com presença na Europa, designadamente em Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Croácia e Alemanha, a Anywind, com sede na Covilhã, passará a desempenhar um papel central no desenvolvimento e execução dos projetos eólicos do Grupo Visabeira.

No novo modelo acionista, a empresa mantém a equipa de gestão e a identidade técnica, enquanto os fundadores José Almeida e António Patrício permanecem como coproprietários. A Nearing Visabeira espera que a parceria permita ampliar a presença internacional da Anywind, alargar a oferta de serviços e aumentar a capacidade de execução.

“Esta aquisição representa mais um passo importante na concretização da nossa estratégia de crescimento e diversificação no setor da energia, reforçando a nossa ambição de construir uma plataforma internacional de referência na prestação de serviços para as energias renováveis”, afirmou Nuno Terras Marques, CEO da Nearing Visabeira, citado no comunicado.

A Nearing Visabeira, que conta com participação minoritária da Goldman Sachs Alternatives, opera em 11 países e emprega mais de 8.000 pessoas, atuando em serviços de infraestruturas de energia e telecomunicações.

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Procura de moeda para destinos fora da zona euro aumenta em 2026, diz Unicâmbio

A Unicâmbio registou este ano um aumento da procura de moeda estrangeira face a 2025, com maior dinamismo nas divisas de destinos fora da Europa, nomeadamente o iene japonês, o won sul-coreano, o baht tailandês, a lira turca e a coroa islandesa.

Em comunicado, a instituição de pagamento refere que o dólar norte-americano e a libra esterlina continuam a ser as moedas mais procuradas, mas que o crescimento de outras divisas indica uma maior diversificação.

“Estamos a assistir a uma diversificação da procura por moeda estrangeira, com algumas divisas asiáticas e de outros destinos fora da Europa a ganharem dinamismo. É um indicador interessante da evolução dos destinos escolhidos pelos portugueses”, afirma o administrador Paulo Jerónimo.

A Unicâmbio, que disponibiliza mais de 56 moedas, observa também que a compra é feita com maior antecedência, com os clientes a recorrerem à reserva através do site e da aplicação Unimoney e a escolherem o balcão de levantamento.

Apesar de a procura continuar concentrada nos períodos de férias, sobretudo verão, Páscoa e Natal, a empresa identifica um aumento nos meses de inverno, associado ao baht tailandês e à coroa islandesa.

A Unicâmbio sublinha ainda a relevância do dinheiro físico em viagem, em destinos onde o numerário é muito utilizado, e perante imprevistos como o apagão de abril de 2025.

Segundo o Barómetro Europeu sobre a Necessidade de Preservar o Numerário, da GAD3, citado pela empresa, 70% dos portugueses afirmaram atribuir maior importância ao numerário depois do apagão e 97% defendem que deve continuar garantida a possibilidade de pagar em dinheiro.

“O importante é não depender de uma única forma de pagamento”, afirma Paulo Jerónimo.

A Unicâmbio permite reservar moeda e levantá-la em mais de 80 balcões, incluindo nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada, e trocar no regresso a moeda não utilizada.

Fundada em 1992, a Unicâmbio é uma instituição de pagamento registada e supervisionada pelo Banco de Portugal.

A Unicâmbio, no comunicado, não quantifica o aumento da procura nem indica o período de comparação.

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Médio Oriente: Irão reivindica 7 navios-tanque danificados no estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou esta quinta-feira que sete navios-tanque foram atingidos por ataques ou minas navais no estreito de Ormuz na última noite, informação não confirmada de forma independente.

Citando a guarda da República Islâmica, a televisão estatal do Irão informou que sete navios-tanque se incendiaram ou sofreram danos entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira, após terem sido alvo de ataques ou de terem colidido com minas navais no estreito de Ormuz.

A confirmar-se, este seria o maior número de embarcações danificadas num só dia na região desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra a República Islâmica.

Segundo a Guarda Revolucionária, quatro dos navios-tanque estavam a realizar operações de transferência de petróleo quando foram atacados e se incendiaram e outros três foram danificados e imobilizados após atingirem minas navais.

Não foram adiantados detalhes sobre possíveis vítimas ou as bandeiras sob as quais os navios operavam.

Fontes independentes sobre ataques à navegação internacional, como a agência britânica UKMTO, não deram conta de qualquer incidente.

A empresa de dados e análises do sector marítimo Lloyd’s List Intelligence informou, na quinta-feira, que os operadores de navios-tanque dispostos a arriscar a viagem têm transportado petróleo de produtores do Golfo através do estreito durante a noite. Utilizam uma rota protegida pelas forças militares norte-americanas, junto à costa de Omã, mantendo os seus sistemas de localização e telemóveis desligados.

O petróleo é, depois, transferido para outros navios-tanque que aguardam no Golfo de Omã, de onde seguem para clientes na Ásia.

Os Estados Unidos têm aplicado um bloqueio aos portos iranianos no estreito de Ormuz, e o fluxo de petróleo atingiu recentemente níveis próximos dos registados antes do conflito.

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Juiza impõe a Trump presença para depôr no caso que apresentou contra a BBC

Uma juíza federal ordenou hoje a Donald Trump que compareça em tribunal, em 11 de dezembro, para depor no caso da sua queixa contra a BBC, com a qual pretende obter uma indemnização de 10 mil milhões de dólares.

A ordem da juíza Enjoliqué Lett é conhecida depois de os advogados da BBC se queixarem de Trump falar às comparências agendadas. O advogado Charles Tobin apontou que houve um acordo para uma presença de Trump em 16 de outubro, mas que este a cancelou alegando “assunto de importância nacional”. Porém, contrapôs Tobin, Trump esteve a fazer campanha eleitoral nesse dia.

Lett ordenou a Trump a comparência para depor em 11 de dezembro, sob pena de sanções, que podem ir até à anulação do processo.

A BBC já avançou que Trump quer adiar a comparência em tribunal até janeiro de 2027.

Trump acusa a BBC de difamação relacionada com o documentário ‘Trump: A Second Chance’.

A BBC admitiu que houve uma montagem de diferentes partes do discurso de Trump aos apoiantes, em 06 de janeiro de 2021, antes do ataque ao Capitólio, para sugerir que estava a ordenar a violência.

A estação admitiu erros na edição e o diretor-geral e a de Informação demitiram-se. Mas a BBC nega a acusação de difamação.

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Cooprofar investe 15 milhões na expansão de plataforma logística em Alcochete

O Grupo Cooprofar investiu 15 milhões de euros na expansão da sua plataforma logística de Alcochete, que acrescenta 6.500 metros quadrados de área útil e reforça a capacidade de armazenamento e distribuição de medicamentos, anunciou hoje a cooperativa farmacêutica.

Em comunicado, a Cooprofar adianta que a expansão, cuja inauguração está marcada para hoje, integra soluções de automação e robótica destinadas a aumentar a eficiência operacional e a otimizar a gestão de stocks.

A infraestrutura está preparada para uma capacidade futura de até 13.500 paletes, permitindo acompanhar o crescimento da atividade e responder às exigências da cadeia de abastecimento do setor.

“Este investimento representa mais um passo no compromisso de crescimento sustentado do Grupo Cooprofar e traduz a nossa confiança no futuro da distribuição farmacêutica em Portugal”, afirmou o presidente do conselho de administração da cooperativa, Hélder Mesquita, citado no comunicado.

O investimento surge numa altura em que a Cooprofar regista um crescimento da atividade, tendo encerrado 2025 com um volume de negócios de 544 milhões de euros, mais 13% do que no ano anterior.

Segundo a cooperativa, este crescimento superou o registado pelo mercado farmacêutico, de 9,7%, tendo a empresa alcançado uma quota de mercado de 13,9%.

Fundada em 1975, a Cooprofar abastece mais de 1.100 farmácias e emprega mais de 300 trabalhadores diretos.

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Xpeng integra Google Play nos cockpits inteligentes em parceria alargada com a Google

A Xpeng anunciou esta quinta-feira a alargamento da sua parceria com a Google, passando a integrar nativamente o Google Play nos cockpits inteligentes dos seus carros elétricos, numa operação cuja distribuição está prevista para o início de 2027, de forma progressiva nos mercados internacionais.

A integração, desenvolvida sobre a base do Android Automotive OS, permitirá aos condutores e passageiros aceder diretamente a centenas de aplicações de terceiros — de música e podcasts a streaming de vídeo, navegação, jogos ou serviços de carregamento e estacionamento — provenientes de mais de 100 países e regiões, sem necessidade de recorrer a um smartphone, informou a montadora chinesa em comunicado.

“O nosso trabalho conjunto com o Google Maps demonstrou o que as duas empresas podem alcançar. Com o Google Play, alargamos esta abordagem da navegação a um ecossistema digital mais abrangente”, afirmou Xianming Liu, vice-presidente da Xpeng e responsável pelo General Intelligence Center.

A Google sublinha que o ecossistema de aplicações automóveis “continua a crescer rapidamente”. “A integração oferece aos condutores ainda mais opções para aceder às aplicações de entretenimento e aos serviços do dia a dia de que gostam, diretamente através do ecrã do automóvel”, disse Haris Ramic, diretor de produto do Android para automóveis da Google.

O anúncio surge na sequência da integração do Auto SDK do Google Maps, revelada em julho de 2026, que introduziu funcionalidades cartográficas essenciais para os sistemas avançados de assistência à condução da marca nos mercados internacionais. Os utilizadores poderão ainda interagir com as aplicações através do assistente de voz multilingue com inteligência artificial da Xpeng.

Fundada em 2014 e sediada em Guangzhou, a Xpeng posiciona-se como uma empresa de “Inteligência Artificial Física” (Physical AI), desenvolvendo internamente os seus sistemas avançados de assistência ao condutor e de cockpit inteligente. Em Portugal, a marca é distribuída pelo Grupo Salvador Caetano.

A empresa não revelou ainda quais os modelos abrangidos nem os mercados onde a funcionalidade estará disponível, indicando apenas que mais detalhes serão divulgados “oportunamente” e que a disponibilidade poderá variar consoante o modelo e os requisitos de segurança.

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CTT vão financiar projetos ambientais em Sintra-Cascais e agricultura regenerativa para compensar emissões

Os CTT anunciaram esta quinta-feira os projetos ambientais que vão financiar no âmbito da sua iniciativa de compensação carbónica, após uma votação pública que decorreu entre 06 e 20 de outubro, tendo sido escolhidos um projeto de preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais e outro de agricultura regenerativa em vários países europeus.

Segundo a empresa, o projeto de Preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais venceu na categoria de iniciativas nacionais, com 115 votos, enquanto o AgreenaCarbon Project, dedicado à promoção da agricultura regenerativa na Europa, foi o mais votado na categoria internacional, reunindo 154 votos.

O apoio aos dois projetos permitirá compensar 241 toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas à atividade de transporte e distribuição do serviço Correio Verde dos CTT.

A iniciativa nacional tem como objetivo preservar a fauna e a flora do Parque Natural de Sintra-Cascais através da recuperação de habitats naturais, plantação de espécies autóctones, erradicação de espécies invasoras e implementação de medidas de controlo da erosão.

De acordo com a empresa, estas intervenções procuram reforçar a conservação da biodiversidade e aumentar a resiliência dos ecossistemas da área protegida.

Já o AgreenaCarbon Project apoia a adoção de práticas de agricultura regenerativa em explorações agrícolas de dez países europeus, promovendo medidas destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a aumentar o armazenamento de carbono nos solos.

O projeto visa igualmente melhorar a saúde dos solos, a retenção de água e a capacidade de adaptação das explorações agrícolas aos impactos das alterações climáticas.

Com esta iniciativa, os CTT afirmam reforçar o seu compromisso com soluções de mitigação das alterações climáticas, apostando em projetos de conservação da natureza e regeneração dos ecossistemas.

Os CTT empregam mais de 14 mil trabalhadores e registaram, em 2025, rendimentos operacionais de 1.288,1 milhões de euros. A empresa tem como meta eletrificar a totalidade da sua frota de distribuição de última milha até 2030.

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Startup Portugal lança campanha “Portugal. A great place to start” criada com recurso a inteligência artificial

A Startup Portugal lançou a campanha institucional “Portugal. A great place to start”, desenvolvida com recurso a ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, para promover o país junto de empreendedores, investidores e talento nacionais e internacionais.

A campanha foi desenvolvida pela agência The Hotel ao longo de cerca de um ano e recorreu a mais de 20 ferramentas e modelos de IA generativa, que permitiram criar mais de 5.000 imagens e 3.000 clips de vídeo, combinados com imagens reais.

A iniciativa, lançada no âmbito dos projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretende reforçar o posicionamento de Portugal como um dos destinos europeus para a criação e internacionalização de startups, segundo a informação divulgada pela entidade.

Partindo da pergunta “Why Portugal?” (“Porquê Portugal?”), a campanha centra-se em histórias reais de empreendedores, empresas e projetos de diferentes setores e geografias, procurando mostrar a capacidade nacional para transformar conhecimento, talento e inovação em valor económico.

“A resposta não está numa única razão, mas numa combinação de talento, inovação, qualidade de vida, capacidade tecnológica e ambição”, afirmou Miguel d’Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal, citado no comunicado.

O responsável acrescentou que o objetivo é dar a conhecer internacionalmente os fatores que tornam Portugal atrativo para lançar novos projetos empresariais.

Por sua vez, Hélder Monteiro, ‘partner’ da The Hotel, destacou o caráter experimental do processo de produção, que combinou ferramentas de IA generativa com um fluxo de trabalho desenvolvido pela própria agência.

“A tecnologia foi essencial para a execução, mas o foco manteve-se sempre nas histórias reais, nas pessoas e nos resultados concretos do ecossistema português de empreendedorismo”, afirmou.

O filme da campanha foi realizado por Tiago Viegas, enquanto a estratégia de meios ficou a cargo da Initiative Media.

A campanha terá presença nacional e internacional e é lançada antes da Web Summit, procurando aproveitar a visibilidade internacional gerada pelo evento tecnológico que decorre anualmente em Portugal.

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Antas da Cunha ECIJA lança hub de inovação em Madrid dedicado a legal tech e inteligência artificial

A sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA anunciou hoje o lançamento de “The Garage by ECIJA”, um hub de inovação jurídica e inteligência artificial instalado em Madrid, que servirá toda a rede ECIJA nos seus projetos de legal tech.

O espaço, com uma área superior a 700 metros quadrados, situa-se no centro de Madrid, na Glorieta de Rubén Darío, e reúne uma equipa multidisciplinar de mais de 70 profissionais — advogados, engenheiros e consultores — que trabalham diariamente com fabricantes de inteligência artificial e empresas tecnológicas.

Em comunicado, Fernando Antas da Cunha, managing partner da Antas da Cunha ECIJA e sócio da ECIJA, afirmou que o projeto se insere na estratégia de “Full AI Firm” da sociedade, sublinhando que o objetivo é que os clientes passem a percecionar a firma “como uma plataforma tecnológica global, que presta serviços jurídicos” e que integra a inteligência artificial na organização do conhecimento, no desenho de processos e na criação de produtos.

Segundo o advogado, a firma já tem em funcionamento em clientes alguns produtos e softwares de legal tech e estão previstas novas iniciativas, como o primeiro “Portugal Legal Tech Safary day”, a realizar em dezembro no espaço de Madrid e destinado exclusivamente a empresas e in house lawyers portugueses. Estão também planeados “Legal Days”, “safaris de inovação”, workshops, laboratórios práticos, demonstrações, casos de estudo e um “Open Challenge” dirigido ao ecossistema de legal tech.

O projeto será liderado por Juan Luis Moreno, engenheiro de telecomunicações com mais de 25 anos de experiência em estratégia digital, inovação e transformação empresarial.

A 14 de outubro, o projeto esteve na base da atribuição ao CEO da ECIJA, Alejandro Tourinho, do prémio “Lifetime Contribution to Innovation Award”, nos “Legal Geek Leaders in Tech Law Awards”.

Um ano depois de ter conquistado os títulos de “European Law Firm of the Year” e “Law Firm of the Year: Iberia”, o “The Garage by ECIJA” está também na origem das nomeações da ECIJA em sete categorias dos “The Lawyer European Awards 2026”.

Fundada em 2015, a Antas da Cunha ECIJA é uma sociedade de advogados ibero-americana com foco no direito digital e mais de 200 profissionais em Portugal, entre Lisboa, Porto e Braga.

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