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Carlos Carvalhal é a quarta ‘chicotada psicológica’ na I Liga

O treinador Carlos Carvalhal protagonizou hoje a quarta ‘chicotada psicológica’ da edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol, após a eliminação do Famalicão da Taça de Portugal, na sequência da derrota por 1-0 frente ao Paredes.

A derrota de domingo, frente ao conjunto do terceiro escalão, ditou o fim da passagem de Carvalhal pelo Famalicão, que tinha assumido no início da presente temporada, sucedendo a Hugo Oliveira, entretanto transferido para os franceses do Estrasburgo.

No campeonato, o Famalicão ocupa o 13.º lugar, com uma vitória, quatro empates e três derrotas, encontrando-se três pontos acima da zona de despromoção, num arranque de temporada aquém das ambições do clube, que, na época passada, terminou no quinto lugar.

A saída de Carvalhal, de 60 anos, sucede à de Vasco Matos, que deixou o Estoril Praia após a oitava jornada, numa altura em que os ‘canarinhos’ ocupam o último lugar, sem qualquer vitória, com dois empates e seis derrotas.

Antes, o grego Sotiris Silaidopoulos tinha sido afastado do comando técnico do Rio Ave, após somar um triunfo nas primeiras sete jornadas, deixando a equipa vila-condense no 16.º lugar, tendo sido rendido por Vasco Seabra, que deixou o comando técnico do Arouca para rumar a Vila do Conde.

O primeiro treinador a sair nesta edição da I Liga foi João Gião, que deixou o Nacional após a quarta jornada, quando os madeirenses ocupavam o nono lugar, com quatro pontos. Bruno Abreu ainda orientou os insulares interinamente na visita ao Sporting, antes de Alexandre Santos assumir o comando técnico a partir da sexta ronda.

Mudanças de treinador na edição 2026/27 da I Liga portuguesa de futebol

Jornada Clube Sai Entra
4.ª Nacional João Gião Bruno Abreu (interino)
5.ª Nacional Bruno Abreu (interino) Alexandre Santos
7.ª Rio Ave Sotiris Silaidopoulos Vasco Seabra
7.ª Arouca Vasco Seabra Vítor Severino
8.ª Estoril Praia Vasco Matos A designar
8.ª Famalicão Carlos Carvalhal A designar

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Relatório e contas da SAD do SC Braga aprovado por unanimidade

Os acionistas da sociedade anónima desportiva (SAD) do SC Braga aprovaram hoje em assembleia geral (AG), por unanimidade, o relatório e contas da época passada e o orçamento da presente temporada.

Segundo uma nota no seu sítio oficial, os minhotos informam que “todas as propostas apresentadas pela administração foram aprovadas por unanimidade pelos acionistas presentes, com destaque para o relatório e contas referente à época desportiva de 2025/2026”, assim como o orçamento para a temporada de 2026/2027, “do qual consta uma previsão de lucro de 1,56 milhões de euros (ME).

A SAD do SC Braga apresentou um resultado líquido de 17,3 ME em 2025/26, regressando aos exercícios positivos após o negativo de 2024/25 de 11 ME, alcançando um EBITDA (sigla em inglês de lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo de 39,6 ME, o valor mais elevado alancado pela sociedade anónima do SC Braga.

O ativo subiu cerca de 60 ME (de 169,7 ME para 230,3 ME) e o passivo também aumentou, na ordem dos 43 ME (de 100,7 ME para 144 ME), o que a SAD considera que deve “ser enquadrado num contexto de investimentos significativos” no reforço do plantel como na melhoria das infraestruturas.

A SAD minhota concluiu a temporada 2025/26 com capitais próprios positivos de 86,3 ME, correspondendo ao seu montante mais elevado de sempre, e uma autonomia financeira de 37 por cento.

Por proposta do fiscal único, foi ainda aprovado, por unanimidade, um voto de louvor ao conselho de administração da SAD, liderado por António Salvador, “como reconhecimento dos êxitos financeiros e desportivos alcançados”.

Participaram na AG acionistas que, em conjunto, representam 71 por cento do capital social da sociedade.

O SC Braga (clube) é o maior acionista com 36,99 por cento da SAD, a Qatar Sports Investments (entidade cujo beneficiário efetivo é o Estado do Qatar) detém 29,60 por cento, a Sundown Investments Limited (entidade cujo beneficiário efetivo é Inaete Merali) detém 17,04 por cento e os restantes 16,37 por cento estão distribuídos por pequenos acionistas.

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Investimento de 43 milhões vai criar 83 postos de trabalho no Hospital de Guimarães

O Hospital da Senhora da Oliveira, em Guimarães, vai receber o Instituto de Teranóstica do Alto Ave (ITAAVE), num investimento estimado de 43 milhões de euros e 83 postos de trabalho previstos, indicou hoje o município.

“Com instalação prevista no campus do Hospital da Senhora da Oliveira, o ITAAVE representa um investimento estimado em 43 milhões de euros e prevê a criação de uma unidade avançada de teranóstica e medicina nuclear”, explica a Câmara de Guimarães, em comunicado.

A abordagem teranóstica combina exames que permitem identificar características específicas de uma doença com tratamentos dirigidos, procurando tornar a abordagem terapêutica mais precisa e personalizada, nomeadamente na área oncológica.

A assinatura do memorando de entendimento entre os parceiros, nomeadamente a Unidade Local de Saúde (ULS) Alto Ave – do qual faz parte o Hospital Senhora da Oliveira – e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), decorreu na sexta-feira, no Teatro Jordão, em Guimarães, distrito de Braga, nas IV Jornadas de Estruturação do Ecossistema Colaborativo e Multimodal em Saúde do Alto Ave.

Segundo o comunicado, o presidente da Câmara enalteceu “o alcance do projeto para o futuro do concelho, sublinhando que a sua concretização poderá reforçar a capacidade de Guimarães para acolher conhecimento especializado, criar emprego qualificado e afirmar-se numa área de elevado valor científico e tecnológico”.

Ricardo Araújo “destacou a saúde como uma prioridade estratégica do executivo, defendendo uma visão de desenvolvimento sustentável em que a inovação científica contribua para melhorar a qualidade de vida das pessoas”.

“Não há desenvolvimento verdadeiramente sustentável sem comunidades saudáveis. Não há inovação com impacto se ela não contribuir para melhorar, na prática, a vida das pessoas”, afirmou o autarca, salientando a importância de Guimarães em “criar condições para atrair conhecimento especializado, gerar emprego qualificado e reforçar” a sua projeção nas áreas da ciência e da inovação.

“Este investimento não é residual. Falamos de 43 milhões de euros e a previsão de 63 postos de trabalho diretos e 20 indiretos, e de um projeto único que nos dá a oportunidade de consolidar a ambição de afirmar Guimarães ‘do Berço da Nação ao Berço da Inovação’”, disse Ricardo Araújo.

O presidente da CCDR-N, destacou, por seu lado, a importância de transformar o conhecimento produzido na região em melhores serviços, novas atividades económicas e maior valor acrescentado.

“Um dos nossos principais desafios continua a ser o de reforçar a ligação entre diferentes capacidades, assegurando que o conhecimento produzido se transforma em melhores serviços, em novas atividades económicas, em emprego qualificado e em maior valor acrescentado para a nossa região”, frisou Álvaro Santos, citado no comunicado.

O responsável pela CCDR-N acrescentou que “a excelência científica e tecnológica não tem de estar concentrada nos grandes centros urbanos”, enquadrando o ITAAVE numa visão de desenvolvimento regional mais equilibrado, alinhada com as prioridades da Estratégia Norte 2040.

Já o presidente do Conselho de Administração da ULS Alto Ave apresentou o projeto como uma nova capacidade clínica e científica a desenvolver a partir do Hospital da Senhora da Oliveira.

“O Instituto pretende integrar teranóstica e medicina nuclear numa estrutura que articule diagnóstico, terapêutica, investigação, desenvolvimento e formação, reforçando a capacidade de resposta na abordagem de doenças como o cancro”, detalhou Pedro Guimarães Cunha.

Citado no comunicado, o também médico disse ser “fundamental que esta nova capacidade se desenvolva com elevados padrões de qualidade e segurança e com ligação ao sistema público de saúde”.

“É absolutamente necessário encontrar uma solução com critérios de segurança, eficiência, eficácia e, não menos importante, que nasça dentro do nosso Serviço Nacional de Saúde”, defendeu.

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Novo PDM de Famalicão liberta 843 hectares para a construção de habitação

O novo Plano Diretor Municipal (PDM) de Vila Nova de Famalicão aumenta em 843 hectares a área de construção de habitação face à versão de 2015, foi hoje anunciado.

Em comunicado, o município acrescenta que o novo PDM assegura um aumento global de 12% do solo urbano, com mais 900 hectares em todo o concelho, num total de 8.252 hectares.

“Este aumento cria condições não só para o crescimento das áreas destinadas à habitação, como também das áreas destinadas a atividades económicas”, sublinha.

A área destinada a habitação na versão final do PDM é de 6.855 hectares, mais 843 face ao PDM de 2015.

Novo PDM de Famalicão liberta 843 hectares para a construção de habitação
Foto: CM Famalicão

Com este aumento, mais o terreno que já estava disponível, o concelho fica com uma capacidade potencial estimada de mais de 78 mil novos fogos habitacionais, com potencial de acolhimento de cerca de 236 mil habitantes.

Já os espaços destinados a novas áreas de acolhimento empresarial correspondem a 14% do solo urbano e a 6% do território concelhio, passando de 1.029 para 1.179 na atual proposta.

Para o presidente da câmara, esta versão final do documento possibilita a atração de mais investimento e emprego e responde às necessidades habitacionais e à tendência de crescimento demográfico registado em Famalicão, no distrito de Braga.

“Garante tudo isto com uma adequada infraestruturação e com algo que é muito importante, que é a preservação do património natural de Vila Nova de Famalicão”, sustenta Mário Passos, lembrando que 59% do território mantém a classificação de solo rústico.

No novo PDM, estão também previstas soluções de acessibilidade e mobilidade, consideradas essenciais para fazer face ao crescimento do concelho.

O município aponta os exemplos da criação do novo nó na A7 de ligação a Fradelos e à zona industrial de SAM, em Ribeirão, e das ligações da EM 571-1 ao Nó de Cruz da A3, da Variante Nascente à EN204 e da EN204 à ER206.

Vinca ainda a melhoria das acessibilidades ao futuro interface ferroviário de mercadorias em Lousado e à nova ponte sobre o Rio Ave, de alternativa à ponte da Lagoncinha.

A submissão da proposta final da segunda revisão do PDM à Assembleia Municipal é votada na quinta-feira pelo executivo municipal.

A versão revista do documento integra as alterações resultantes das participações recebidas ao longo de todo o processo de revisão (2019-2024) e as que foram recebidas no período de discussão pública, num total de mais de 1.900 participações.

Estas participações incidiram, sobretudo, sobre as plantas de ordenamento e condicionantes para a alteração da classificação do solo, visando a reclassificação de áreas propostas como solo rústico para solo urbano.

Da ponderação efetuada, 40% das participações analisadas tiveram parecer favorável ou parcialmente favorável.

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Carlos Carvalhal deixa Famalicão

Carlos Carvalhal deixou hoje o comando técnico do Famalicão, por mútuo acordo, após a eliminação da Taça de Portugal frente ao Paredes, anunciou o clube da I Liga portuguesa de futebol.

“A Futebol Clube de Famalicão – Futebol SAD e o treinador Carlos Carvalhal cessaram, por mútuo acordo, o vínculo que os ligava”, informou o emblema famalicense, em comunicado.

A saída do técnico, de 60 anos, foi decidida hoje pela administração da SAD, horas depois da derrota (1-0) diante do Paredes, num dia de folga do plantel.

Na mesma nota, os famalicenses agradeceram “o empenho e profissionalismo” do treinador e dos restantes elementos da equipa técnica, desejando-lhes “os maiores sucessos pessoais e profissionais”.

O comando técnico da equipa passa a ser assumido pelo adjunto Ricardo Silva.

O Famalicão soma sete pontos na I Liga, ocupando o 13.º posto, num arranque de temporada aquém das ambições do clube, que, na época passada, terminou no quinto lugar.

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Vereador da Câmara de Barcelos vai a julgamento no caso Tutti Frutti

O vereador da Câmara de Barcelos, Carlos Eduardo Reis, e os ex-presidentes das juntas de Freguesia da Estrela e de Santo António, em Lisboa, vão a julgamento por crimes de corrupção e prevaricação no âmbito do processo Tutti Frutti, decidiu hoje o tribunal de instrução.

Dos 59 arguidos acusados pelo Ministério Público, 56 seguem para julgamento. Entre eles está o ex-deputado do PSD Carlos Eduardo Reis, eleito este ano líder da distrital de Braga do PSD, por 21 crimes, nomeadamente corrupção ativa, prevaricação, tráfico de influência, branqueamento e abuso de poder.

Há três arguidos que não seguem para julgamento: Ângelo Pereira, ex-vereador da Câmara Municipal de Lisboa pelo PSD, Inês Drummond, antiga vereadora do município de Lisboa pelo PS, e Ivone Gonçalves, militante do PSD de Loures.

Segundo a decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa, entre os 56 arguidos que seguem para julgamento estão o ex-presidente da Junta de Freguesia da Estrela Luís Newton, o ex-presidente da Junta de Freguesia de Santo António Vasco Morgado e o antigo deputado na Assembleia da República pelo PSD Sérgio Azevedo.

Durante a leitura da decisão, a juíza Cláudia Pina explicou que em relação a Ângelo Pereira, acusado de recebimento de vantagem devido a uma deslocação à China, “não se indicia que a viagem tenha representado uma vantagem real” para si. 

Sobre Inês Drummond, o tribunal entendeu que “admite-se como possível que a arguida tenha agido de boa-fé” em relação à adjudicação de contratos, desconhecendo que Sérgio Azevedo poderia retirar daí benefícios. 

O tribunal de instrução entendeu ainda não estar suficientemente provado que as faturas emitidas por Ivone Gonçalves constituem crime. “Não é possível ter certezas e, por isso, ‘in dubio pro reo’”, disse a juíza.

À saída do tribunal, em declarações aos jornalistas, o advogado Pedro Barosa, que representa o social-democrata Vasco Morgado, que vai a julgamento acusado de 27 crimes, nomeadamente de corrupção passiva, prevaricação e branqueamento, ressalvou que “prognósticos só no final do jogo”, afirmando que “é em tribunal que vale tudo e é aí que a prova é feita e que a verdade é apurada”.

“Com processos desta natureza, com grande impacto na opinião pública, e sobretudo mediatizados, a maioria dos juízes – não todos – não tem coragem para analisar criticamente o processo”, expôs Pedro Barosa, lembrando que a investigação do processo Tutti Frutti começou em 2016, porém os arguidos só foram notificados em 2025 para apresentarem a sua defesa em “cerca de um mês”.

Em representação de Inês Drummond, ex-autarca socialista que renunciou ao mandato de vereadora na Câmara de Lisboa após ser acusada de quatro crimes de prevaricação, a advogada Catarina Veiga Ribeiro considerou que a decisão de a sua constituinte não ir a julgamento “é a justiça a funcionar”.

“Naturalmente que estou felicíssima pela doutora Inês Drummond e por ter sido reposta a realidade, porque me parece que o que aconteceu não tinha sentido e, como hoje aqui saiu, não tem”, defendeu a advogada, enaltecendo o trabalho da ex-presidente da Junta de Freguesia de Benfica “em prol do interesse público”.

Em causa estão alegados favorecimentos a militantes do PS e do PSD, através de avenças e contratos públicos.

A acusação do Ministério Público foi deduzida em 2025 contra 60 arguidos, contando-se neste momento 59 acusados, uma vez que Fernando Braamcamp, antigo presidente da Junta de Freguesia do Areeiro e acusado de 39 crimes de corrupção passiva, morreu em abril deste ano. 

O Ministério Público chegou a investigar Fernando Medina, antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mas este não foi acusado, uma vez não ter sido possível deduzir que Fernando Medina tivesse atuado “com o propósito inequívoco” de beneficiar outros arguidos.

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Vila Verde: Ponte de Prado cortada ao trânsito de terça para quarta-feira

A Ponte Medieval de Prado, concelho de Vila Verde, vai estar cortada ao trânsito entre as 22:00 de terça-feira e as 06:00 de quarta-feira, indicou hoje a Infraestruturas de Portugal (IP).

Em comunicado, a IP explica que vai realizar trabalhos de reparação do pavimento em calçada, numa extensão de 220 metros, na Ponte Medieval de Prado, na Estrada Nacional (EN) 201, na ligação entre os concelhos de Vila Verde e de Braga.

“Para a realização destes trabalhos será necessário cortar totalmente o trânsito na Ponte Medieval de Prado, entre as 22:00 do dia 20 de outubro [terça-feira] e as 06:00 do dia 21 de outubro [quarta-feira]. Os condicionamentos e respetivos desvios estarão devidamente sinalizados no local e contarão igualmente com o apoio das forças policiais”, refere a IP.

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Encontro de ilustração desafia artistas a riscarem “Ligações para o Futuro” em Braga

A 10.ª edição do encontro de ilustração “Braga em Risco” vai decorrer entre sábado e 06 de novembro sob o mote “Ligações para o futuro”, foi hoje anunciado.

Com curadoria de Pedro Seromenho, a programação desta edição inclui a Exposição Coletiva 22×22, resultado do desafio lançado a 22 ilustradores para deixarem de olhar para o mundo e passarem a olhar uns para os outros.

Organizados em pares ou duetos, a partir das relações amorosas, amistosas, familiares ou profissionais, cada artista ilustrou aquele a quem está intimamente ligado e, em simultâneo, entregou-se ao olhar de quem o conhece bem.

“Nesta exposição, o retrato deixa de ser uma representação e transforma-se numa declaração sobre a relação entre duas pessoas (…). Esta é uma exposição sobre ligações que não se limita ao que está exposto e se debruça sobre o essencial que não se vê”, lê-se na descrição da coletiva.

A 10.ª edição do Braga em Risco inclui ainda exposições individuais de Cátia Vidinhas e Soraia Oliveira e uma instalação de Carlo Giovani, no âmbito do Projeto Vaivém-Circuito.

O programa contempla também cinema de animação, oficinas de ilustração, apresentações de livros, conversas com autores, atividades nas escolas, mercados de ilustração e banda desenhada com DJ sets.

Entre as novidades desta edição destaca-se uma proposta especialmente dirigida ao público juvenil e aos apreciadores de comics e mangá, histórias aos quadradinhos originárias dos Estados Unidos da América e do Japão, respetivamente.

Antes da abertura oficial do encontro, a iniciativa “Ruas do Risco” levará a ilustração ao centro da cidade.

A partir de hoje, as montras de estabelecimentos comerciais das principais artérias de Braga acolhem trabalhos de ilustração, numa parceria com as lojas da Associação Empresarial de Braga.

A iniciativa transforma o comércio local num percurso de descoberta, integrando a criação artística no quotidiano da cidade e antecipando o programa das semanas seguintes.

Nesta 10.ª edição, o Braga em Risco pretende valorizar a rede de relações construída ao longo dos anos entre ilustradores, escritores, professores, alunos, famílias, leitores, parceiros e espetadores.

“Esta comunidade constitui um dos principais legados do encontro e uma base para o desenvolvimento de novos projetos, incluindo a preparação gradual da sua internacionalização”, sustenta o município.

As exposições e atividades decorrem em vários espaços da cidade, nomeadamente Casa dos Crivos, Museu da Imagem, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Museu dos Biscainhos e Livraria Centésima Página.

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Balcão Eletrónico do Mar abre amanhã em Caminha

O Balcão Eletrónico do Mar (BMar), que disponibiliza vários serviços essenciais ligados à atividade marítima, abre na terça-feira às 10:00 no gabinete de Apoio ao Munícipe de Vila Praia de Âncora, em Caminha, revelou hoje a autarquia.

“Este novo serviço representa um marco na aproximação dos serviços públicos ligados ao mar aos cidadãos, tornando Vila Praia de Âncora no primeiro local da região Norte a disponibilizar um ponto de atendimento BMar”, diz, em comunicado, a Câmara de Caminha.

A autarquia esclarece que o BMar permite “o acesso presencial, assistido e de proximidade a um vasto conjunto de serviços relacionados com a Náutica de Recreio, Embarcações de Recreio, Pesca Profissional, Pesca Lúdica, Marítimos e Pessoal do Mar”.

O serviço simplifica procedimentos e evita deslocações dos utilizadores, acrescenta.

A Câmara refere que o balcão resulta de uma parceria com a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Em maio, o executivo camarário aprovou o protocolo de cooperação com a DGRM, explicando que a iniciativa se enquadra no Sistema Nacional de Embarcações e Marítimos (SNEM).

Trata-se de “um sistema eletrónico nacional que garante a atualização permanente da informação relativa às embarcações, aos marítimos e às atividades associadas ao setor marítimo”, esclareceu o município na ocasião.

O município destacou ainda a “maior simplificação dos procedimentos administrativos, reduzindo a necessidade de deslocações a serviços centrais e contribuindo para uma relação mais eficiente e célere entre os cidadãos e a Administração Pública”.

O protocolo estabelece ainda “um modelo de cooperação entre as entidades envolvidas, garantindo o apoio aos utentes no acesso aos serviços digitais do BMar, bem como a partilha de informação necessária ao cumprimento das respetivas competências”.

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Mina de lítio em Trás-os-Montes: APA dá luz verde a variante à A24

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada para a variante de Boticas à Autoestrada 24 (A24), proposta no âmbito do projeto da mina de lítio, divulgou hoje a Savannah.

A empresa Savannah Resources anunciou, em comunicado, que a APA emitiu uma DIA favorável condicionada à variante que é promovida e financiada pela empresa no âmbito do projeto lítio do Barroso.

“Esta variante ficará aberta ao público e deverá desviar tráfego da vila, incrementando a segurança e melhorando as acessibilidades locais”, salientou a empresa, que adiantou que o investimento previsto é de 55 milhões de euros.

A variante é proposta pela Savannah e visa desviar o trânsito pesado dos aglomerados urbanos garantindo uma melhor acessibilidade para a A24 (Vila Real, Chaves e Espanha) e a mina do Barroso.

A construção desta via é também uma das condicionantes resultantes da aprovação favorável condicionada da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) concedida em 2023 à mina do Barroso.

A DIA refere que “a extração e beneficiação do minério pode ter início caso o projeto do acesso norte, que irá ligar a Carreira da Lebre ao nó de Boticas/Carvalhelhos da A24, obtenha DIA favorável condicionada”.

“A emissão da DIA para a estrada variante de Boticas é uma excelente notícia para o desenvolvimento global do projeto, mas também para toda a região. Estamos a falar de uma infraestrutura rodoviária de grande dimensão, que trará benefícios significativos ao tornar a circulação rodoviária em Boticas e arredores mais rápida, fluida e segura”, afirmou, citado em comunicado, Emanuel Proença, presidente executivo (CEO) da Savannah Resources.

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA), que esteve em consulta pública em junho e contou com 1.295 participações, propôs duas alternativas de traçado: a opção de traçado norte, com cerca de 16,5 quilómetros, e a opção de traçado sul, com aproximadamente 17,3 quilómetros.

Segundo a empresa, entre as duas alternativas estudadas, a APA selecionou o traçado norte, considerado o de menor impacte ambiental pela Comissão de Avaliação.

A Savannah explicou que a nova variante ligará a estrada de acesso norte do projeto, através da estrada regional 311 à A24, com ligações às estradas nacionais 103 e 312, acrescentando que esta terá características de estrada nacional.

Acrescentou ainda que a DIA da variante corresponde a uma condição da DIA da mina, “mas não autoriza, por si só, o início das obras”, realçando ainda que o projeto lítio do Barroso “poderá entrar em funcionamento antes de a variante estar concluída, permitindo que os dois projetos tenham calendários de execução próprios”.

Neste momento, segundo a empresa, os trabalhos continuam para entrega do Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) no final do mês de outubro.

A mina do Barroso é contestada por residentes, autarcas e ambientalistas e o projeto mineiro foi viabilizado pela APA, com a emissão de uma DIA favorável condicionada em 2023.

A empresa pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.

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Quercus junta-se a ação judicial contra extração de volfrâmio em mina de Montalegre

A associação ambientalista Quercus anunciou hoje que se associou à ação judicial contra a extração de volfrâmio na Mina da Borralha, em Montalegre, interposta em abril pela associação Povo e Natureza do Barroso.

A ação popular tem como objetivo declarar como nula a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada dada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em janeiro, ao projeto da Minerália e que motivou uma petição pública promovida pelo coletivo Cávado Sem Minas, subscrita até às 11:00 de hoje por 499 pessoas.

A Quercus, em comunicado, disse que a reativação desta mina na zona da Borralha, concelho de Montalegre, distrito de Vila Real, pode “significar uma séria ameaça aos recursos hídricos da bacia do Cávado, que servem mais de um milhão de habitantes”, alertando ainda para “peixes ameaçados” e “impactes em carvalhal protegido e habitat do lobo-ibérico”.

A concessionária Minerália tem reiterado que “a operação não captará água em rios, ribeiras, nascentes ou albufeiras, nem descarregará águas utilizadas na operação para o meio natural”, e que “qualquer informação que apresente o projeto como uma operação que retirará água ou lançará efluentes nesses meios não corresponde à realidade do sistema previsto”.

Segundo a Quercus, a Mina da Borralha, desativada desde 1986, “deixou um significativo passivo ambiental, que é ainda hoje comprovável pela drenagem ácida e pelos metais pesados presentes nos solos e na água”.

“Agora, esse impacte pode tornar-se ainda maior com a pretensa extração anual de 500 mil toneladas de matérias-primas como o volfrâmio (tungsténio) e concentrados de cobre e estanho, o que implicará uma instalação de rejeitados de 2,7 milhões de toneladas à superfície”, acrescentou.

Para a associação ambientalista, a decisão favorável da APA “viola claramente os princípios da prevenção e da precaução”, considerando que o “Estudo de Impacte Ambiental (EIA) apresenta lacunas e insuficiente fundamentação sobre como foram tidos em conta os resultados da consulta pública e as medidas de minimização”.

A organização disse que a “própria DIA remete para o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) decisões fundamentais que deveriam ter sido verificadas ‘a priori’, como a localização e a capacidade da estação de tratamento das águas residuais da mina, estudos hidrológicos, plano de gestão de águas ácidas, avaliação de cenários de derrame, eventos extremos e falhas”.

“Na prática, isto significa que as próprias medidas de minimização e compensação foram definidas com base numa realidade que ainda vai ser estudada, não podendo, portanto, ser consideradas adequadas”, considerou.

Lembrou ainda que a povoação da Borralha integra o “Sítio Importante do Património Agrícola Mundial do Barroso” e situa-se na envolvente do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés.

A ação judicial, divulgada em junho pela associação Povo e Natureza do Barroso, foi apresentada em tribunal dois meses antes e surgiu em representação de populações e entidades locais preocupadas com os riscos ambientais e hídricos associados ao projeto mineiro, entre as quais o Movimento Não às Minas – Montalegre, Conselho Diretivo dos Baldios de Caniçó, Conselho Diretivo dos Baldios de Linharelhos, Conselho Diretivo dos Baldios de Campos, a Associação Nacional de Ambiente (Iris) e a Associação de Preservação da Identidade da Freguesia de Campos (APIFC).

A Minerália – Minas, Geotecnia e Construções quer explorar tungsténio e propõe uma exploração subterrânea, numa área mineira que esteve ativa até à década de 80 do século passado.

O projeto da Mina da Borralha foi selecionado pela Comissão Europeia como um dos 46 novos projetos estratégicos para reforçar o abastecimento da União Europeia (UE) em matérias-primas críticas.

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Ex-padre exorcista de Trás-os-Montes acusado de violação conhece sentença amanhã

O ex-padre que está a ser julgado por burla, usurpação de funções na forma continuada e violação conhece o acórdão na terça-feira, no Tribunal de Vila Real, disse hoje fonte judicial.

A leitura do acórdão de Humberto Gama chegou a estar marcada para 30 de setembro, mas foi adiada devido a um pedido de esclarecimentos ao Instituto de Medicina Legal e remarcada para terça-feira, dia 20 de outubro.

O julgamento teve início a 12 de maio, decorreu à porta fechada e no dia 15 de setembro realizaram-se as alegações finais, com a defesa do arguido a pedir a sua absolvição e o Ministério Público (MP) uma pena de seis anos de prisão, em cúmulo jurídico.

O antigo sacerdote octogenário está acusado pelo MP da prática de um crime de burla qualificada, de usurpação de funções na forma continuada e de violação.

O crime de coação sexual, pelo qual estava também acusado, caiu depois de a alegada vítima se ter recusado a testemunhar e ter desistido da queixa já no decorrer do julgamento.

À porta do tribunal, questionado pelos jornalistas, o ex-sacerdote foi negando os crimes e insistindo que se sente confiante e tranquilo com o julgamento.

O arguido foi detido a 24 de dezembro de 2021 pela Polícia Judiciária (PJ) pelo crime de violação de uma mulher de 47 anos e, depois de presente a tribunal, ficou em prisão preventiva, tendo sido libertado em abril de 2022.

A acusação do MP data de setembro de 2023, mas o ex-sacerdote pediu a abertura da instrução, uma fase facultativa que visa decidir, por um juiz de instrução criminal (JIC), se o processo segue e em que moldes para julgamento, ficando a conhecer-se, a 31 de outubro de 2025, a decisão instrutória.

O juiz de instrução considerou suficientemente indiciado que o arguido, após ter sido expulso como sacerdote da Igreja Católica, desde meados de 1979 e até 24 de dezembro de 2021, continuou a apresentar-se e a vestir-se, quer no seu dia a dia quer nas consultas que dava, como padre e como padre exorcista pertencente à Igreja Católica, o que, inclusivamente, aconteceu em programas televisivos com expressão nacional.

Também considerou que o arguido, no âmbito da atividade de exorcista, aconselhamento e orientação espiritual, recebeu, em dezembro de 2021, no consultório da sua habitação, no concelho de Murça, distrito de Vila Real, duas mulheres que ali se deslocaram acreditando que o arguido era padre da Igreja Católica.

Segundo a acusação, numa dessas consultas o ex-sacerdote ter-se-á aproveitado do facto de uma das mulheres se encontrar vulnerável psicologicamente para praticar atos sexuais com a vítima, o que terá acontecido depois de a “colocar num estado como que de inconsciência, retirando-lhe desse modo toda a capacidade de reação”.

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Hoje há Braga-Gil Vicente

SC Braga e Gil Vicente acertam hoje calendário na I Liga portuguesa de futebol, no jogo em atraso da segunda jornada, que foi adiado em agosto devido ao surto gastrointestinal que impediu os bracarenses de competirem.

Dois meses depois, as formações minhotas disputam o único encontro que está por realizar na I Liga, a partir das 20:15, no Estádio Municipal de Braga, sendo que, nesta altura, estão ‘coladas’ na classificação, ambas com 11 pontos, com os gilistas em oitavo e os ‘arsenalistas’ em nono.

O SC Braga recebe o Gil Vicente após três encontros sem vencer, o último dos quais em Copenhaga (3-0), na semana passada, na estreia na fase de liga da Liga Conferência, que motivou manifestações de desagrado dos adeptos.

Já o Gil Vicente vem de um triunfo sobre a União de Santarém para a Taça de Portugal, mas apenas conseguiu eliminar a formação da Liga 3 no prolongamento (3-2).

Programa da segunda jornada:

– Sexta-feira, 14 ago:

Sporting – Vitória SC, 3-2

– Sábado, 15 ago:

Alverca – Estrela Amadora, 2-2

Académico de Viseu – Santa Clara, 0-1

Rio Ave – FC Porto, 0-2

– Domingo, 16 ago:

Nacional – Estoril Praia, 2-0

Arouca – Moreirense, 4-0

Famalicão – Marítimo, 1-2

– Segunda-feira, 17 ago:

Casa Pia – Benfica, 0-7

– Segunda-feira, 19 out:

SC Braga – Gil Vicente, 20:15

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“Não conseguimos marcar e aconteceu Taça”

Declarações em conferência de imprensa, após o jogo Paredes-Famalicão (1-0), da terceira eliminatória da Taça de Portugal de futebol, disputado hoje no Estádio Municipal das Laranjeiras, em Paredes:

– Carlos Carvalhal (treinador do Famalicão): “Antes de mais, parabéns ao Paredes por passar à próxima eliminatória. Foi um jogo em que, concordo, o Paredes entrou com uma atitude fortíssima. Fizeram uma primeira parte muitíssimo boa. Justificava-se o 1-0 ao intervalo, sem dúvida nenhuma. Temos de o reconhecer.

A segunda parte, creio, foi diferente. Tivemos mais bola no meio-campo ofensivo, jogávamos mais perto da baliza adversária. Não conseguimos marcar e aconteceu Taça, o que acontece muitas vezes. Estamos tristes, muito tristes pelos adeptos. Nós estamos tristes, os jogadores estão tristes. Obviamente, faz parte da vida.

Hoje, a equipa do Paredes, com uma atitude fortíssima, fez um golo. Nós reagimos, não conseguimos marcar e o Paredes ganhou.

O Paredes não nos surpreendeu em nada. Absolutamente em nada. Nós sabíamos como é que jogava, preparámo-nos para a forma como jogava. Sabíamos que faziam muito jogo direto, sabíamos que os guarda-redes tinham um pontapé muito longo. Tínhamos de ser fortes a ganhar a primeira bola, mais fortes ainda a ganhar a segunda bola.”

– Agostinho Bento (treinador do Paredes): “Acho que este fim de semana ficou mais do que provado, através dos resultados, que as diferenças individuais dos atletas muitas vezes se conseguem de forma coletiva. Eu sei que o Paredes também tem grandes jogadores.

É um extra, é um extra, mas, enquanto pudermos andar, vamos andar. Eu sou um lutador por natureza e a Taça, apesar de ser um extra, nós não vamos dar nada a ninguém.

O adversário tem qualidade, mas nós também temos. Tenho uma confiança muito grande nos meus atletas”.

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