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A inteligência artificial ao serviço da produtividade

Na conferência que o Jornal Económico e a EY realizaram esta semana sobre o OE2027, o professor Nadim Habib, da Nova SBE, deixou um aviso certeiro: a inteligência artificial (IA) deve aumentar a produtividade, não multiplicar a burocracia. Podemos produzir mais documentos, enviar mais emails e realizar mais reuniões sem criar mais riqueza.
O tema já atravessara a conferência dos dez anos do JE, realizada a 7 de outubro na Alfândega do Porto. Gonçalo Regalado, presidente executivo do Banco Português de Fomento, destacou a tecnologia e a internacionalização como motores de crescimento. Dois contributos do JE para uma questão essencial: como competir melhor.
Portugal arrasta um problema de produtividade. Em 2025, a riqueza produzida por hora trabalhada correspondia a 66,9% da média da União Europeia, segundo a Pordata, com dados do Eurostat. A distância ajuda a explicar os baixos salários.
A IA pode ajudar a encurtá-la. Não por milagre, mas por permitir que cada trabalhador produza mais valor e cada empresa seja mais eficiente.
Segundo o INE, só 11,5% das empresas com dez ou mais trabalhadores utilizavam IA em 2025. Um estudo da Amazon Web Services, realizado junto de um universo diferente de empresas, indica que apenas 16% das empresas utilizadoras atingiram uma integração avançada.
Escrever emails ou resumir relatórios mais depressa é útil. Melhorar a logística, reduzir desperdícios, antecipar falhas e transformar processos produtivos é outra coisa. É aí que se ganha produtividade.
A IA pode levar ferramentas sofisticadas a pequenas empresas sem meios para grandes investimentos, embora também possa criar um país empresarial a duas velocidades: os que incorporam conhecimento e os que ficam para trás.
Há, no entanto, sinais positivos. O Governo lançou em Leiria um projeto-piloto de formação em IA para pequenas empresas, com 50 participantes na primeira fase e a ambição de chegar a 100 mil trabalhadores em três anos. Importa avaliar depois o impacto nas empresas, não apenas contar formandos.
É preciso formar empresários e trabalhadores, aproximar universidades e empresas e medir resultados. A Administração Pública deve dar o exemplo: menos procedimentos, respostas mais rápidas, melhores serviços, tudo isto sem ignorar os riscos para o emprego, a privacidade e a responsabilidade.
O objetivo não é ter mais empresas a usar IA. É ter empresas mais produtivas, trabalhadores mais qualificados e, já agora, salários mais elevados.
Durante décadas, Portugal procurou crescer trabalhando mais e criar mais valor para o país. Chegou a altura de aprender a produzir melhor. A IA não fará esse trabalho por nós. Pode, porém, ajudar-nos a fazê-lo.
Liberté, égalité, impasse

A França habituou-se a fazer da rua uma extensão do Parlamento. O que hoje inquieta é a possibilidade de a rua estar a substituir uma política que deixou de oferecer saídas. Entre escolas degradadas, contas públicas exaustas e uma Presidência sem autoridade suficiente para unir o país, a crise francesa tornou-se uma disputa sobre a própria promessa republicana: o que pode ainda o Estado exigir aos cidadãos quando tantos deixaram de acreditar naquilo que recebem em troca?
Maio de 68 regressa inevitavelmente à conversa. A comparação exige prudência. Aquela revolta enfrentava uma sociedade em crescimento, mas rígida nas hierarquias e nos costumes. A contestação atual nasce numa sociedade envelhecida, endividada e receosa de perder o que conquistou. Em 1968, a juventude queria transformar o mundo. Hoje, muitos jovens procuram perceber se ainda terão lugar nele. A diferença está na confiança no futuro.
A dívida pública atingiu 119% do PIB no segundo trimestre de 2026. Não é apenas um problema contabilístico. Quanto mais recursos absorvem os juros, menos liberdade existe para melhorar escolas, hospitais ou transportes. A França mantém um Estado social exigente e uma máquina administrativa pesada, cuja eficácia nem sempre corresponde ao custo. As prestações de proteção social representavam 31,9% do PIB em 2024. Essa proteção é uma conquista civilizacional; garantir o seu financiamento tornou-se uma responsabilidade que sucessivos governos adiaram.
O bloqueio agrava-se quando quem paga sente que os serviços pioram e quem depende deles teme qualquer mudança. A acumulação de estruturas administrativas dispersa responsabilidades e torna difícil perceber quem responde pelo fracasso. Entretanto, os jovens enfrentam uma distribuição de recursos que protege posições adquiridas sem lhes garantir oportunidades equivalentes. A dívida prolonga esse desequilíbrio, transferindo para amanhã parte do custo político de hoje.
Chirac e Alain Juppé enfrentaram a contestação de 1995. Sarkozy e François Fillon fizeram avançar mudanças nas pensões. Hollande procurou reformar o trabalho, com Manuel Valls, pagando um elevado preço político. Macron retomou a ambição reformista. Seria historicamente errado dizer que nada mudou. Mudaram leis, idades de reforma e regras laborais. Faltou transformar essas alterações num compromisso social duradouro. Reformar tornou-se uma operação imposta por um governo e contestada até à oportunidade seguinte de a desfazer.
Macron prometeu romper esse ciclo. A sua responsabilidade mede-se pela distância entre essa promessa e o resultado. Quis representar a ambição europeia, a autonomia estratégica e a influência francesa no mundo. Essa intervenção externa era necessária. Mas faltou-lhe construir, dentro de França, uma estratégia reconhecível para ligar competitividade, proteção social e mobilidade. A dissolução parlamentar de 2024 agravou a fragmentação. O Presidente continuou a explicar o lugar da França no mundo enquanto perdia capacidade para explicar aos franceses o seu lugar na França.
Também convém precisar o diagnóstico tecnológico. O país possui excelência na aeronáutica, no nuclear e na inteligência artificial. O problema reside na dificuldade de disseminar inovação, fazer crescer empresas e converter conhecimento em produtividade por toda a economia. A existência de campeões tecnológicos não resolve a estagnação dos territórios que ficaram afastados deles. Sem crescimento suficiente, a promessa de preservar todas as prestações e baixar impostos acaba financiada por dívida ou desmentida pelo orçamento seguinte.
Sobre este desgaste sobrepõem-se três Franças. Uma deixou de reconhecer legitimidade à autoridade pública. Nela coexistem motivações distintas: exclusão territorial, discriminação, descrença nas instituições e radicalismos que fazem da confrontação um objetivo. Isso não transforma todos os manifestantes em inimigos do Estado. Obriga a distinguir reivindicação democrática, violência e criminalidade, sem desculpar estas últimas nem reduzir o protesto às suas expressões destrutivas.
Outra França exige um Estado forte que faça cumprir regras, proteja pessoas e recupere o controlo. A insegurança e a perceção de impunidade aproximam parte desse eleitorado da extrema-direita. Entre ambas, um centro perde espaço porque já não convence como promessa de mudança nem como garantia de estabilidade. A autoridade que falha enfraquece a moderação; a moderação sem resultados acaba confundida com impotência.
É neste terreno que Marine Le Pen prepara 2027. A sua chegada ao poder permanece uma possibilidade, dependente das urnas e da configuração institucional. Mas o debate mudou: a extrema-direita apresenta-se como solução de governo e obriga os restantes partidos a reagir às suas prioridades. A crise beneficia quem promete ordem e proteção, mesmo quando as contas dessa promessa continuam por demonstrar.
Le Pen propõe cortar a contribuição francesa para a União Europeia e questiona novos financiamentos para a Ucrânia. Uma redução unilateral enfrentaria compromissos jurídicos e resistência dos parceiros. Ainda assim, a ameaça tem consequências: dificulta o próximo quadro financeiro europeu e fragiliza a previsibilidade do apoio a Kiev. O problema estrutural francês pode, assim, converter-se num problema de segurança europeu. Moscovo não precisa de decidir as eleições francesas para beneficiar das suas consequências.
Nas ruas existe, porém, uma inquietação que os governos deveriam escutar melhor. Os jovens falam de habitação, educação, emprego e rendimentos, mas entre as suas reivindicações também aparece a recusa da guerra. Não há uma juventude politicamente uniforme. Há quem peça uma Europa capaz de falar a uma só voz pela paz e de oferecer uma perspetiva de vida que ultrapasse a preparação permanente para novas crises. Escutar essa aspiração exige discutir seriamente como alcançar uma paz sustentável.
A defesa da Ucrânia e o investimento nas escolas precisam de uma explicação política comum: proteger a possibilidade de um futuro livre. Apresentá-los como escolhas necessariamente incompatíveis facilita o trabalho de quem promete resolver a crise social abandonando compromissos externos. Mas exigir sacrifícios sem explicar prioridades, custos e resultados também destrói apoio. Os líderes europeus revelam essa dificuldade nas negociações orçamentais, onde cada ambição coletiva encontra uma resistência nacional.
A França precisa de recuperar capacidade para produzir, reformar e fazer cumprir a lei com legitimidade. Precisa também de devolver sentido à solidariedade entre gerações. Nenhum destes objetivos sobreviverá muito tempo sem os outros. O perigo para a República começa quando a liberdade parece desordem, a igualdade parece promessa incumprida e a fraternidade deixa de alcançar quem vive do outro lado da barricada. É desse impasse que a política tem de a retirar.
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O povo está okupado

As acampadas estão a conseguir o que sucessivos governos não fizeram. Devolver urgência à habitação. Durante anos, o problema cresceu entre indiferença e políticas desastrosas. Em Lisboa, por exemplo, António Costa entregou a regeneração urbana ao mercado. Regeneraram-se os prédios, mas esqueceram-se os moradores. Pedro Passos, deu benefícios fiscais a estrangeiros, que nem um governo socialista com apoio da esquerda radical alterou.
Conheço o problema na primeira pessoa. Atravessa gerações, regiões e rendimentos. Não é apenas uma crise de jovens. É uma crise do país. E não se resolve com mais uma década de promessas. Mas ligo a televisão e descubro que chegou o povo. Poder popular, assembleias populares, o povo a ordenar. O povo parece ter uma agenda preenchidíssima. Mas voltemos à questão do processo em curso, qual povo?
Uma assembleia popular representa quem nela participa. Mais ninguém. Não tem mandato, não responde perante eleitores nem representa quem discorda ou ficou em casa. É uma reunião, não um órgão de soberania. A democracia representativa não é um capricho “burguês”: existe para impedir que quem grita mais alto se confunda com a maioria.
E, obviamente, aquela espécie de soviete improvisado distribui receitas milagrosas, em que a maioria das propostas poderão aumentar o problema. Muitas são velhas propostas, como se décadas de erros pudessem ser corrigidas por aclamação.
Por outro lado, há legislação em discussão no Parlamento. É aí que se negoceia e decide. A rua deve pressionar, não substituir as instituições, e a sociedade civil deve reunir-se com os grupos parlamentares para aumentar as propostas. É o famoso lobby.
A ironia, é que o Chega, farejando o perfume do populismo, também poderá descobrir o seu povo e os seus milagres e poderá tornar-se a chave para desbloquear várias propostas de curto prazo.
Agora, o povo que conheço? Trabalha, paga rendas impossíveis e infelizmente não tem tempo. Não precisa de representantes autoproclamados nas praças. Precisa de representantes menos medíocres no Parlamento, capazes de ouvir todos os quadrantes da sociedade e transformar as aspirações dos portugueses em decisões concretas. E isso não invalida que possa e deva manifestar-se em força.
Porque representar o povo não é falar em nome dele. É ouvi-lo, responder perante ele e, sobretudo, agir.
Grupo Inspired escolhe região de Lisboa para estreia mundial de novo modelo educativo

A região de Lisboa foi escolhida pelo Inspired Education Group para ser um dos dois palcos da estreia mundial da Inspired Edge Academy, um novo modelo educativo que promete repensar a forma como as crianças dos 7 aos 10 anos aprendem.
O lançamento está previsto para setembro de 2027 e acontecerá em simultâneo em Londres e na região de Lisboa. Em Portugal, a academia vai funcionar num edifício exclusivo no campus do PaRK International School, em Alfragide.
Com sede em Londres, o Inspired Education Group conta com mais de 125 colégios de topo em todo o mundo
A Inspired Edge Academy é dirigida a crianças entre os 7 e os 10 anos, o modelo propõe uma aprendizagem mais personalizada, próxima e adaptada ao ritmo de cada aluno. Em vez de uma progressão uniforme por idade ou por turma, cada aluno avança ao seu ritmo, com acompanhamento próximo de professores e coaches e com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial que ajudam a personalizar os desafios.
Segundo o grupo, esta progressão baseada no domínio dos conhecimentos permite que determinados conteúdos sejam concluídos em cerca de um terço do tempo de uma sala de aula tradicional. Em colégios do Grupo Inspired que já utilizaram plataformas adaptativas semelhantes, os alunos registaram, após seis semanas, uma melhoria média de 8,1% nos resultados das avaliações.
O objetivo, sublinha o grupo, não é acelerar por acelerar, mas libertar tempo. O tempo ganho será usado para aprofundar conhecimentos e desenvolver competências essenciais para o futuro: pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração, resolução de problemas, literacia financeira, empreendedorismo e bem-estar.
O modelo prevê ainda um rácio de um adulto por cada 10 alunos.
A organização do dia reflete essa abordagem. As manhãs são dedicadas às aprendizagens fundamentais – incluindo Inglês, Matemática, Ciências, Tecnologias e Línguas – através de percursos personalizados.
À tarde, a aprendizagem assume uma dimensão mais prática e colaborativa, com projetos interdisciplinares. Entre os exemplos previstos estão imaginar e desenvolver uma colónia em Marte ou construir um carro elétrico de competição, onde os alunos terão de conceber e montar o veículo, trabalhar com especialistas e procurar apoio junto de empresas para financiar a participação numa corrida.
“Mais do que introduzir novas ferramentas na educação, este modelo procura repensar a forma como as crianças aprendem. A tecnologia tem um papel importante, mas é o professor que dá sentido à aprendizagem, acompanha cada aluno e cria as condições para que desenvolva todo o seu potencial. Queremos que cada criança tenha um percurso que respeite a forma como aprende, mas também tempo e espaço para experimentar, criar, trabalhar com os outros, resolver problemas e descobrir aquilo em que pode ir mais longe”, afirma Joana Simas, Diretora da Inspired Edge Academy
em Portugal.
Joana Simas é atualmente Global Head of EdTech Implementation do Inspired Education Group, onde lidera projetos de inovação educativa à escala internacional. A estrutura de liderança internacional da Inspired Edge Academy
integra ainda Marc Thiessen, CEO; Michael Lambert, Diretor de Educação do Inspired Education Group; e Adam Webster, Diretor do Programa Educativo.
Antes do lançamento oficial, as famílias poderão conhecer e experimentar alguns dos princípios do novo modelo num Open Day imersivo intitulado “Missão Impossível”, que se realiza a 21 de novembro, no campus do PaRK International School Alfragide.
Destinado a crianças entre os 6 e os 10 anos e respetivas famílias, o evento vai transformar as crianças em “Edgineers”, com desafios práticos no Edge Lab – decifrar códigos, construir uma ponte e trabalhar em equipa para resolver diferentes problemas.
Enquanto as crianças participam nos desafios, os pais poderão conhecer a equipa, perceber como funciona o modelo de aprendizagem personalizada, explorar a visão para os espaços de aprendizagem e compreender de que forma professores e coaches acompanham a evolução de cada aluno.
Uma reflexão sobre coragem ou sofrimento? O que está por trás de “tudo vale a pena se a alma não é pequena”, de Fernando Pessoa
A frase “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, de Fernando Pessoa, costuma ser utilizada como incentivo para enfrentar dificuldades e perseguir objetivos. Apesar do tom motivacional que ganhou ao longo dos anos, a expressão surgiu em um poema que aborda os perigos das navegações portuguesas e o sofrimento das famílias que aguardavam o retorno de seus entes queridos.
O verso faz parte de “Mar Português”, publicado em 1934 no livro Mensagem. Na obra, o escritor recupera episódios da história de Portugal e reflete sobre os sacrifícios envolvidos na expansão marítima, período marcado por viagens arriscadas e perdas humanas.
A passagem, portanto, vai além de uma mensagem sobre determinação. Ao questionar se os esforços valeram a pena, Pessoa também coloca em discussão o preço das conquistas e a importância atribuída a elas.
O sofrimento por trás da famosa frase
Antes de apresentar o verso que se tornou conhecido, Fernando Pessoa descreve as consequências das viagens pelo oceano. O poema menciona mães que choraram pelos filhos, mulheres que não chegaram a se casar e pessoas que sofreram com a ausência daqueles que partiram.
É depois dessa descrição que surge a pergunta “Valeu a pena?”, seguida da resposta que dá sentido à expressão. Nesse contexto, a ideia de uma “alma não pequena” pode ser interpretada como a coragem necessária para enfrentar obstáculos em busca de algo considerado maior.
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O texto também faz referência ao Cabo Bojador, localizado na costa do atual Saara Ocidental, na África. Durante o século XV, a região representava um desafio para os navegadores portugueses, até ser ultrapassada por Gil Eanes, em 1434.
Ao recuperar esse episódio, Pessoa relaciona a superação dos perigos do mar à disposição de avançar diante do desconhecido. Ao mesmo tempo, os versos não deixam de reconhecer as perdas que acompanharam essas jornadas.
Como a expressão ganhou um novo significado ao longo do tempo
Fora de seu contexto original, a frase passou a ser associada a situações cotidianas, como mudanças de carreira, realização de sonhos e superação de dificuldades pessoais.
Nessas interpretações, a expressão costuma transmitir a ideia de que enfrentar desafios pode valer a pena quando existe um propósito importante. Entretanto, o poema não apresenta uma promessa de sucesso nem afirma que qualquer sofrimento seja justificável.
A diferença está no contexto. Enquanto o uso popular destaca a coragem e a persistência, “Mar Português” também reconhece as consequências das escolhas feitas em nome de grandes objetivos.
Dessa forma, os versos de Fernando Pessoa continuam permitindo diferentes interpretações, tanto como um incentivo para enfrentar o desconhecido quanto como uma reflexão sobre os sacrifícios que podem acompanhar uma conquista.
Acampada de Lisboa quer minuto de ‘conchinha’ diário como “símbolo de resistência pacífica”
A acampada de Lisboa propõe uma ação simbólica diária a realizar após as Assembleias Populares que consiste num minuto de silêncio “em conchinha” pelo direito à habitação.
Acampada de Lisboa vai participar na vigília contra despejo de jovem mãe em Marvila
A proposta foi colocada a votação e ganhou com a maioria dos votos na sexta assembleia da Acampada de Lisboa, que terminou pouco depois das 21:30.
Banheiro: produtos para uma limpeza eficiente e segura
Para muita gente, a limpeza do banheiro é sinônimo de água sanitária ― uma associação que decorre do poder desinfectante do produto associada à necessidade de ter um ambiente livre de germes. O raciocínio faz sentido, mas não cobre todo o cômodo: existem produtos específicos para cada tipo de sujeira e superfície, e usá-los na função correta elimina a necessidade de recorrer a misturas que podem ser perigosas.
A lógica é a da especialização. Cada produto de limpeza tem composição e finalidade próprias, definidas pelo fabricante e descritas no rótulo — que também indica modo de aplicação, dose recomendada e advertências. Quando cada item atua onde foi desenvolvido para atuar, não há motivo para combinar produtos em busca de um efeito “mais potente”.
É nesse princípio que se apoia o portfólio da Ypê, empresa 100% brasileira líder no segmento de higiene e limpeza. São mais de 450 produtos em 23 linhas no varejo, pautados pela proposta de alta performance com preço justo e acessível. Para orientar o consumidor, a companhia mantém o portal Ypê Explica, com guias que vão da diluição da água sanitária ao passo a passo de como lavar o banheiro.
Por que misturar produtos de limpeza é perigoso
Um alerta da Anvisa ― Agência Nacional de Vigilância Sanitária ― aponta que misturar produtos de limpeza de composições diferentes pode provocar reações químicas indesejadas. A orientação é evitá-las, a menos que o próprio rótulo indique que a combinação é segura.
A atenção especial é com a água sanitária, à base de hipoclorito de sódio. Se misturada a produtos ácidos, como o vinagre, pode liberar gás cloro; combinada a saneantes com amônia, pode formar gases irritantes e tóxicos. As reações podem causar ardência nos olhos, irritação das vias respiratórias, tosse, falta de ar e intoxicações mais graves.
Em caso de exposição, a orientação da agência é sair do ambiente, procurar um local ventilado e buscar atendimento de saúde se surgirem sintomas, além de nunca tentar neutralizar a mistura com outro produto.
A recomendação está presente, inclusive, nos rótulos da linha Multiuso Ypê: a orientação de segurança é nunca misturar produtos de limpeza diferentes.
Com que frequência lavar o banheiro
Segundo o guia sobre como lavar banheiro publicado pela Ypê, empresa 100% brasileira e presente em 96,3% dos lares do país, o ideal é fazer lavagem completa uma vez por semana. Se o cômodo é utilizado por duas pessoas, a recomendação é de duas vezes por semana.
A manutenção, porém, é diária. Resquícios de creme dental na pia, por exemplo, saem com facilidade enquanto ainda estão úmidos e exigem bem mais esforço quando secos. Quanto mais a limpeza está em dia, menor o esforço de cada lavagem.
Passo a passo para a limpeza do banheiro
Consideramos o catálogo da Ypê, marca líder no segmento de higiene e limpeza, e que conta com 450 produtos em 23 categorias oferecidas no varejo, para montar um passo a passo para sua limpeza:
1. Organização e preparação:
- Retire tapetes, lixeira e objetos menores do caminho;
- Coloque luvas de limpeza, feitas de borracha, antes de manusear os produtos com cloro.
Como dica adicional de segurança, você pode consultar o guia de utilização de água sanitária no portal Ypê Explica para revisar as regras de diluição adequada do produto, entre outras informações relevantes.
2. Aplicação no box, pias e vaso sanitário:
- Aplique o Tira Limo Ypê Cloro Ativo Gel nas áreas com rejuntes escuros, box de vidro ou acrílico e no interior do vaso sanitário;
- Deixe agir por alguns minutos para que o cloro ativo atue sobre o limo e as bactérias;
- Use uma esponja macia ou escova apropriada para esfregar levemente as áreas com maior acúmulo de sujeira.
No caso do box, uma alternativa também indicada é o Limpador Multiuso Desengordurante Ypê, a versão de frasco azul da linha multiuso. O produto complementa a limpeza da área e deve ser aplicado com esponja, seguindo o tempo de ação recomendado na embalagem antes do enxágue.
3. Higienização do piso e azulejos:
- Dilua o Ypê Limpeza Pesada em água (conforme as instruções do rótulo, como 2 tampas para cada 5 litros de água) ou utilize o produto multiuso para superfícies menores;
- Esfregue o chão e as paredes (azulejos) e enxague bem com água.
4. Desinfecção e finalização:
- Para limpar e garantir o brilho dos metais do cômodo, como a torneira da pia, utilize o Saponáceo Ypê Multiuso Cremoso (nas versões Citrus, Original ou Lavanda), aplicando com pano úmido ou esponja e esfregando suavemente, depois enxaguando e sem deixar secar na superfície;
- Nos espelhos e nas superfícies de vidro, o Multiuso Limpa-vidros Ypê, de frasco cinza, promove secagem rápida, brilho sem manchas e redução do acúmulo de poeira, com ação anti embaçante por até sete dias, segundo a Ypê;
- Aplique o Desinfetante Ypê Bak no piso e nos ralos para garantir a proteção contra germes e deixar o ambiente perfumado;
- Passe um pano limpo para secar as áreas necessárias e reposicione os acessórios do banheiro.
Lembre-se que cada tipo de sujeira e superfície tem um produto próprio. Aprender a ler o rótulo de produtos de limpeza, além de ajudar a evitar riscos, permite verificar as indicações de uso ― finalidade, modo de aplicação, dose recomendada e advertências.
Leia Mais:
Como manter a limpeza no dia a dia
Entre as recomendações de manutenção do guia estão:
- não dar descarga sem abaixar a tampa do vaso;
- trocar semanalmente toalhas de banho, de rosto e tapetes;
- manter um pano limpo e seco sobre a pia;
- não deixar o cesto de lixo transbordar;
- manter chão e box sempre secos;
- garantir boa ventilação do ambiente;
- deixar um desinfetante à mão para uso frequente.
Para os odores do cômodo, o Multiuso Controle de Odor Ypê, de frasco verde, combina tecnologia própria de neutralização de odores desagradáveis com ação desengordurante.
A experiência de perfumação também pesa na rotina de cuidados com a casa. Segundo o estudo Household Care Habits Brazil, da Mintel, a fragrância permanece como o principal motivador emocional na categoria de cuidados com o lar. É nessa frente que a Ypê lançou uma linha de limpadores perfumados concentrados, com seis variações de fragrância, e desenvolveu o Multiuso Ypê Perfumes Árabe. Criada a partir de pesquisas, testes internos com colaboradores e avaliações com consumidores. O produto chegou ao mercado na mesma faixa de preço de versões já conhecidas da linha, como Tira Manchas e Controle de Odor.
FAQ — Perguntas frequentes
Com que frequência devo lavar o banheiro?
O ideal é uma lavagem completa por semana. Se o banheiro é usado por muitas pessoas diariamente, a recomendação é de duas vezes por semana, com manutenção diária dos pontos mais usados.
Qual produto usar no vaso sanitário e no rejunte?
O Tira Limo Ypê Cloro Ativo Gel é indicado para rejuntes escuros e para o interior do vaso sanitário. A água sanitária, aplicada sozinha e conforme o rótulo, também é indicada para desinfecção e clareamento dessas áreas — e não deve entrar em contato com outros produtos de limpeza antes do enxágue.
O multiuso limpa o banheiro inteiro?
Os multiusos da Ypê atendem pias, espelhos, box de vidro e azulejos, entre outras superfícies laváveis, mas não devem ser usados em materiais porosos, como determinados tipos de madeira e pedras, porque podem se infiltrar e causar danos, conforme orientação da Ypê.
O que usar para limpar o box do chuveiro?
Tanto o Tira Limo Ypê Cloro Ativo Gel quanto o Limpador Multiuso com Ação Desengordurante são indicados para remover a sujeira acumulada no box, de acordo com as instruções de uso no rótulo de cada produto.
Usar mais produto limpa melhor?
Não. O excesso de produto não melhora a limpeza e pode deixar resíduos nas superfícies. A dose indicada no rótulo é suficiente para o resultado esperado.
Posso misturar produtos de limpeza para acelerar a limpeza?
Não. Segundo a Anvisa, misturas podem gerar reações químicas com gases tóxicos, especialmente quando envolvem água sanitária com produtos ácidos ou com amônia. A exceção é apenas quando o próprio rótulo indica que a combinação é segur
Posso votar em trânsito no 2º turno? Veja o que fazer
O segundo turno das eleições presidenciais e estaduais em algumas regiões do Brasil acontece neste domingo (26). A votação em trânsito permite que eleitores votem em uma cidade diferente daquela em que têm domicílio eleitoral. Para isso, é necessário solicitar a transferência temporária da seção eleitoral para outro município.
Eleitores com título da Zona Eleitoral do Exterior que estiverem em trânsito no Brasil no dia da eleição podem votar em qualquer capital ou município com mais de 100 mil eleitores. Nesse caso, a votação será apenas para presidente da República. Essa modalidade, porém, não está disponível para brasileiros que estiverem no exterior.
O prazo para pedir voto em trânsito terminou em 20 de agosto, tanto para o primeiro quanto para o segundo turno. Desde então, não é possível alterar ou cancelar a habilitação para o voto em trânsito.
Quem tem a habilitação poderá votar para presidente e governador se a transferência temporária tiver ocorrido dentro do mesmo estado do domicílio eleitoral. Já quem solicitou a transferência para outro estado poderá votar apenas para presidente da República.
Se o eleitor habilitado para votar em trânsito não puder comparecer ao local escolhido no dia da eleição, deverá justificar a ausência, inclusive se estiver na cidade de sua seção eleitoral de origem. Quem está habilitado para votar em trânsito fica impedido de votar na seção de origem, exceto se tiver solicitado o cancelamento da habilitação dentro do prazo estabelecido.
Após o período eleitoral, não será necessário solicitar o retorno do título à seção eleitoral de origem. A vinculação à seção original é restabelecida automaticamente.
Silves reforça apoio à «Bem Crescer» para intervenção precoce na infância
O apoio municipal sobe para 50.742,72 euros anuais. A resposta dos Amigos dos Pequeninos acompanha 63 crianças dos zero aos seis anos e as respetivas famílias.
O conteúdo Silves reforça apoio à «Bem Crescer» para intervenção precoce na infância aparece primeiro em Barlavento.
Ex-Grêmio sofre infarto e é internado em estado grave no Rio Grande do Sul
Émerson Leal sofreu um infarto e está internado em estado grave na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital São Camilo, em Esteio, no Rio Grande do Sul.
Revelado pela base do Grêmio, o ex-jogador já sofria com problemas cardíacos. Tanto que, em 2004, chegou a ser afastado dos gramados por três anos por conta de resultados de exames.
Ele ficou entre 1999 e 2004 no Grêmio, até que se transferiu para o Sport, justamente quando teve a carreira interrompida. Quando voltou a jogar, em 2007, vestiu as camisas de América de Natal, Canoas, Novo Hamburgo, Novo Horizonte e Madureira.
O que aconteceu com Émerson?
Relatos publicados pelo ge revelam que o ex-jogador passou mal jogando futebol, uma prática comum em sua vida após se aposentar dos profissionais. Ele havia sentido dores no último sábado (17), mas jogou de novo na terça-feira e sofreu o infarto.
Um médico que estava no local prestou os primeiros socorros, até que a ambulância chegasse. Foram cerca de 15 minutos de agonia para a transferência ao hospital.
NBA 2026-27: tudo o que você precisa saber sobre a nova temporada
“As vozes da rua não estão a ser suficientes”: movimento pela habitação avança com Iniciativa Legislativa de Cidadãos
SC Braga vence Gent na estreia de Franclim Carvalho
O SC Braga venceu hoje na receção aos belgas do Gent, por 2-0, na segunda jornada da Liga Conferência de futebol, abrilhantando a estreia do novo treinador, Franclim Carvalho, com uma boa exibição.
Os golos de Victor Gómez (03 minutos) e Gabri Martínez (76) deram um triunfo justo aos minhotos, permitindo quebrar um ciclo de quatro jogos sem vencer e três derrotas consecutivas, que ditou a saída de Carlos Vicens.
Na estreia, Franclim Carvalho promoveu logo a mudança do esquema tático, passando do ‘3-4-3’ (o mais habitual com o técnico espanhol) para um ‘4-2-3-1’ e a equipa deu uma boa resposta, fazendo os primeiros três pontos na prova europeia, depois da derrota na jornada inaugural, em Copenhaga (3-0).
O novo técnico dos bracarenses fez cinco alterações, três delas na defesa, Victor Gómez, Barisic e Arrey-Mbi (como lateral-esquerdo de uma defesa agora com quatro homens), Gabriel Silva e Milosevic.
O Braga não podia querer melhor início, porque, logo aos três minutos, inaugurou o marcador, após uma excelente jogada coletiva: Gorby tabelou com Ricardo Horta já dentro da área e serviu Victor Gómez que, de primeira, fez o primeiro golo da partida.
O Gent é líder do campeonato belga, mas vinha de uma surpreendente eliminação da Taça da Bélgica por uma equipa do terceiro escalão e mostrou pouco poder ofensivo.
Aos 33 minutos, uma oferta de Paskotsi quase foi aproveitada por Pau Victor para fazer o segundo dos bracarenses, mas o Davy Roef defendeu bem para canto e, logo a seguir, foi a vez de Gabriel Silva, com uma boa jogada individual a rematar já de ângulo reduzido, mas obrigando o guardião belga a defesa atenta.
No segundo tempo, o Gent parecia querer mostrar mais e, aos 52 minutos, Sonko rematou com algum perigo, mas ao lado.
A resposta do SC Braga chegou pouco depois, primeiro com um remate de fora da área de Pau Victor, a que Davy Roef se opôs bem – na sequência, Gabriel Silva amorteceu de cabeça para Ricardo Horta que desviou por cima.
Franclim Carvalho foi refrescando a equipa, primeiro com Dorgeles (61) e, 10 minutos depois, com Tiknaz e Gabri Martínez, tentando estancar um certo ascendente do Gent: Van Der Heyden ameaçou com um remate ao lado (70) e Sonko obrigou Bernardo Fontes à defesa da noite com um remate forte já dentro da área (72).
Seria, contudo, o Braga a fazer o segundo e a ‘matar’ o jogo, por Gabri Martínez, de primeira e com o pé esquerdo a marcar o seu primeiro golo na Liga Conferência (e segundo da época), após assistência de Victor Gómez.
O SC Braga embalou para uns minutos finais de domínio completo e esteve perto do terceiro, por Ricardo Horta, que enviou à barra da baliza belga (85), e Gabri Martínez, por duas vezes (88 e 90).
Ficha de jogo
Jogo realizado no Estádio Municipal de Braga.
SC Braga – Gent, 2-0.
Ao intervalo: 1-0.
Marcadores
1-0, Victor Gómez, 03 minutos.
2-0, Gabri Martínez, 76.
Equipas
– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke, Barisic (Sergio Barcia, 89), Arrey-Mbi, Gorby (Tiknaz, 71), João Moutinho, Pau Victor, Ricardo Horta (Huseinbasc, 89), Gabriel Silva (Gabri Martínez, 71) e Milosevic (Dorgeles, 61).
(Suplentes: Tiago Sá, Vítor Carvalho, Bajrami, Sergio Barcia, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Tiknaz, Travassos, Huseinbasic, Dorgeles, Gabri Martínez e Fran Navarro).
Treinador: Franclim Carvalho.
– Gent: Davy Roef, Maksim Paskotsi (Kyrell Wilson, 82), Christian Burgess, Siebe Van Der Heyden, Tiago Araújo, Tibe De Vlieger, Hyllarion Goore (El Hadji Seck, 63), Mathias Delorge (Leonardo Lopes, 63), Michel-Ange Balikwisha (Lazló Bénes, 41), Momodou Sonko (Gilles De Meyer , 82) e Ibrahima Cissé.
(Suplentes: Kjeel Peersman, Lazló Bénes, Aimé Omgba, Kyrell Wilson, Leonardo Lopes, Mohammed El Adfaoui, Gilles De Meyer, Abdelkahar Kadri, Abdoul Ayinde, Mamadou Diallo, Matties Volckaert e El Hadji Seck).
Treinador: Rik De Mil.
Árbitro: Andris Treimanis (Letónia).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Barisic (27), Maksim Paskotsi (32) e Tiago Sá (40).
Assistência: 10.449 espetadores.
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Carneiro defende Serviço Nacional de Habitação em visita ao Algarve
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Governo aprova diploma que regula novas regras para desbloquear heranças indivisas
Movimento pela habitação aprova manifestação no Porto no sábado
Fonte do movimento revelou já ter seguido para a Câmara do Porto o pedido de autorização para a manifestação.

AIMA pode gastar até 31,35 milhões em documentos oficiais

© AIMA / Facebook
Habitação: BE pede audição urgente do presidente do IHRU no Parlamento após declarações sobre manifestações
O pedido surge depois de o presidente do IHRU ter dito esta quinta-feira não saber "se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício" da anterior, recordando que os seus próprios avós emigraram "para poderem ter uma casa".