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Ó Capital, fundador da Vallis e ex-administrador da PHC criam empresa para tornar “tip-top” decisões de CEO


That’s tip top! Foi esta expressão anglo-saxónica que inspirou a nova empresa portuguesa de consultoria e formação digital para profissionais. A sociedade de investimentos Ó Capital, liderada pela empresária Sara do Ó, o engenheiro e gestor Rogério Canhoto e o investidor Luís Palma da Graça, fundador da Vallis Capital Partners, juntaram-se para criar uma sociedade destinada a acelerar a adoção de inteligência artificial (IA) nas pequenas e médias empresas (PME).

A Tip Top arrancou no início de setembro com uma equipa composta pelos três sócios, três consultores, três formadores certificados, um CEO (Luís Fonseca) e uma COO (Ana Canhoto), mas prevê que “rapidamente” terá de recrutar, conforme avançou ao ECO o sócio cofundador Rogério Canhoto, ex-administrador da PHC Software.

“Tenho-me especializado muito na IA, não na competência tecnológica, mas em como é que pode dinamizar os negócios, seja porque reduz custos e aumenta receitas, seja porque tomamos decisões mais bem informadas. E, nas várias interações que vou tendo, descobri que a maior parte dos gestores sente algumas dificuldades, porque não foram treinados para esta nova realidade”, afirma Rogério Canhoto.

O objetivo é guiar as empresas na aplicação de IA e apoiar a tomada de decisão por parte de CEO, CFO (Chief Financial Officer) e outros executivos. Ou seja, dar-lhes a entender para que pode servir a IA no seu caso específico, por onde é que devem começar, que ferramentas devem comprar para resolver os problemas que têm, definir prioridades, fazer uma lista de fornecedores da tecnologia e avaliar a adoção. No fundo, tentar colocar as organizações no “topo do topo”.

A Tip Top trabalha com Copilot da Microsoft, o Claude da Anthropic e ChatGPT da OpenAI. “Não implementamos tecnicamente as soluções de IA. Não vendemos soluções de IA”, ressalva Rogério Canhoto, que conta com mais de 25 anos de experiência nas áreas de tecnologia, media e telecomunicações e é coordenador executivo do programa avançado em IA para Gestão do ISCTE Executive Education.

É urgente que os gestores à frente das empresas percebam não só o potencial da IA, mas como é que podem transportar esse potencial para o seu negócio. Temos um conjunto de indicadores que medem se o que eles estão a fazer está efetivamente a ter resultados para perceber se devem abandonar aquela iniciativa e irem para outra.

Rogério Canhoto

Sócio da Tip Top

Simultaneamente, a participada da Ó Capital irá prestar serviços de formação personalizada, que inclui ensinar as PME portuguesas a fazerem agentes autónomos. “Não estamos a falar das Altices e EDP’s, que são empresas com outros recursos, mas as que estão abaixo dessas, a faturar volumes de negócios já simpáticos e cujos gestores percebem que a IA pode ter impacto direto nas suas soluções. Empresas com colaboradores que já estão a utilizar IA, mas não de forma organizada”, sintetiza Rogério Canhoto.

Neste momento, os setores com os quais estão a trabalhar são serviços, saúde, banca e seguros, transportes e logística e retalho e as áreas em que recebem mais pedidos são comercial (vendas), recursos humanos e gestão (C-Level e B-Level). “Os administradores das empresas que estão a sentir a empresa a utilizar, mas não sabem orientar as suas equipas na utilização, e depois os diretores, que têm de ser os primeiros a suportarem-se nestas tecnologias e a conhecerem o que é possível fazer. Costumo dizer que damos a formação de manhã e à tarde eles já podem usá-la em casos práticos”, refere o sócio cofundador da Tip Top.

Tip Top “em conversações” para expandir para Espanha

Apesar de ter menos de dois meses de operação, a Tip Top encontra-se “em conversações” para uma potencial parceria no país vizinho.

“Já temos contactos para fazer parcerias e levarmos este conceito para Espanha. Já fazia parte do nosso plano de crescimento expandir para outros países na Europa, mas a lógica era consolidar em Portugal ao longo do próximo ano. Não sei se manteremos esse calendário assim certinho, porque Espanha é já ali ao lado. No mundo da IA, o ritmo que as coisas acontecem é alucinante”, conta Rogério Canhoto.

Como exemplo de escalabilidade do negócio, enumera o caso de uma empresa (B2B) que recorre à IA na área comercial para automatizar a criação de propostas. Segundo o partner da Tip Top, antes disso, o processo, dependendo da complexidade, demorava entre quatro a seis horas a ficar totalmente e agora é possível obter uma proposta para enviar ao cliente em cinco minutos e depois o gestor comercial passa apenas mais 15-20 minutos a verificar se algo não está correto ou é preciso adaptar.

Rogério Canhoto contabiliza que há empresas em que os ganhos de produtividade chegam aos 80%: “O CEO de uma empresa que faz campanhas de email marketing, para cerca de três mil clientes, dizia-me que se poupasse uma hora por dia à equipa comercial, já tinha recuperado muito do investimento. Já poupou seis a sete horas por semana”.

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CDs e legos tornam-se esponjas que retiram água do ar

Resíduos de plástico transformados conseguiram reter quase 60% do seu peso em água — até 20% num ambiente de deserto. Embalagens de plástico, CDs antigos e até peças de LEGO estão a ganhar uma segunda vida. Investigadores da Universidade de Viena desenvolveram um método para os transformar em materiais capazes de captar água da atmosfera, até mesmo em regiões muito secas. A esponja produzida a partir de poliestireno usado conseguiu reter quase 60% do seu peso em água, quando exposta a ar húmido. Mesmo em condições semelhantes às de um deserto, conseguiu captar cerca de 20%. A água recolhida, segundo um

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Um pacto para a Saúde é um compromisso para o futuro do país

Portugal tem hoje uma oportunidade rara na saúde. Não por dispor de mais recursos, nem porque os desafios são menores. Precisamente pelo contrário. Porque o envelhecimento da população, a crescente carga de doença crónica, a pressão sobre os profissionais de saúde e as exigências da inovação colocam ao país desafios que ultrapassam largamente o horizonte de uma legislatura e exigem uma visão de longo prazo.

É por isso que a iniciativa presidencial coordenada pelo Professor Adalberto Campos Fernandes, para a construção de um Pacto Estratégico para a Saúde, merece reconhecimento. Num contexto político frequentemente marcado pela alternância de prioridades e pela gestão da urgência, a criação de um espaço de consenso nacional representa um exercício de maturidade democrática e de responsabilidade coletiva.

Mas um pacto apenas fará a diferença se for mais do que uma declaração de princípios. Precisamos de um compromisso capaz de estabelecer prioridades claras, metas mensuráveis e mecanismos de execução que permitam transformar consensos em resultados. Porque aquilo que está verdadeiramente em causa não é apenas a sustentabilidade do SNS. É a capacidade de Portugal garantir mais anos de vida com saúde, autonomia e qualidade.

A realidade que enfrentamos é conhecida. Portugal é um dos países mais envelhecidos da Europa. Mais de quatro em cada dez adultos vivem com uma doença crónica e a evidência mostra que este fenómeno já não resulta apenas do envelhecimento da população. Está também a surgir mais cedo ao longo da vida e a agravar desigualdades sociais e económicas. Esta realidade obriga-nos a mudar de paradigma.

Durante décadas, os sistemas de saúde organizaram-se, sobretudo, para tratar a doença depois desta surgir. Hoje, o maior desafio é evitar que a doença aconteça, seja diagnosticada tardiamente ou evolua para situações de maior gravidade e incapacidade. Por isso, a prevenção não pode continuar a ocupar um lugar secundário na arquitetura das políticas públicas. Continuamos a investir a maior parte dos recursos na resposta à doença instalada, quando sabemos que muitas das patologias que mais pressionam o sistema podem ser prevenidas ou significativamente mitigadas através de intervenções atempadas.

A evidência internacional é hoje inequívoca: investir em prevenção gera retornos que ultrapassam largamente o domínio da saúde, produzindo ganhos económicos, sociais e de produtividade que beneficiam toda a sociedade. O Pacto Estratégico para a Saúde deve assumir esta prioridade de forma explícita.

Isso significa dotar a prevenção de objetivos próprios, financiamento identificável, métricas de avaliação e uma visão integrada que envolva não apenas a saúde, mas também as áreas da economia, educação, proteção social e envelhecimento ativo. A vacinação ao longo da vida constitui um exemplo particularmente relevante desta abordagem. Num país onde a longevidade é uma conquista coletiva, proteger a população adulta e idosa contra doenças preveníveis não é apenas uma medida de saúde pública. É uma política de promoção da autonomia, da funcionalidade e da participação social. Mas a prevenção, por si só, não será suficiente.

Esta visão exige que a saúde seja entendida como um investimento estratégico para o país, e não apenas como uma rubrica de despesa pública. Prevenção e inovação não são prioridades concorrentes, são dimensões complementares de uma mesma resposta: reduzir a carga de doença, melhorar resultados em saúde e garantir que o SNS se mantém capaz de responder às necessidades das pessoas.

O segundo consenso que Portugal precisa de construir diz respeito ao acesso à inovação. Num momento em que a ciência avança a uma velocidade sem precedentes, persistem barreiras que continuam a atrasar a chegada de novas soluções terapêuticas aos doentes portugueses.

O debate sobre a inovação em saúde permanece demasiadas vezes capturado por uma visão estritamente orçamental, como se o seu impacto pudesse ser medido apenas pela despesa imediata que representa. Essa é uma perspetiva incompleta. A inovação não deve ser encarada apenas como um custo. Deve ser reconhecida como um investimento que gera valor para os doentes, para o sistema de saúde, para a economia e para a sociedade. Permite evitar internamentos, reduzir complicações, aumentar anos de vida com qualidade e preservar a capacidade produtiva das pessoas.

Portugal deve, por isso, assumir como objetivo estratégico reforçar a previsibilidade e a rapidez dos processos de acesso à inovação, promovendo simultaneamente modelos modernos de avaliação, financiamento e partilha de risco que conciliem sustentabilidade com acesso atempado. Também aqui o Pacto pode desempenhar um papel decisivo, ao criar um consenso duradouro em torno da necessidade de olhar para a inovação como um ativo estratégico nacional.

O sucesso do Pacto Estratégico para a Saúde será medido pela sua capacidade de criar compromissos que resistam aos ciclos políticos e produzam impacto nas próximas décadas. Se conseguirmos fazer da prevenção um investimento estruturante, da inovação um fator de competitividade e da longevidade saudável um objetivo nacional, estaremos não apenas a proteger o futuro do sistema de saúde, mas também a contribuir para um país mais saudável, mais produtivo e mais preparado para o futuro.

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Startup transforma folhas varridas das ruas em plástico biodegradável

Uma nova startup do setor dos biomateriais está a aproveitar as folhas caídas que as cidades recolhem todos os outonos para desenvolver novos materiais plásticos. A Perennial Polymers utiliza componentes naturais das folhas para desenvolver um material de base biológica concebido para se biodegradar. Esta abordagem poderá, no futuro, permitir produzir bioplásticos a um custo inferior ao de algumas alternativas existentes. “Passei cera de 12 anos no setor dos biomateriais e pude observar de perto os desafios que este enfrenta, sobretudo em termos económicos”, afirmou Nathan Noyes, fundador da Perennial Polymers. “Duas das principais razões pareciam ser a dependência de

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Empresas de três regiões terão aporte de R$ 450 milhões para inovação

Logo Agência Brasil

A segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica, edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) terá um total de R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas de todos os portes que atuam nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. 

O financiamento irá fomentar 114 projetos inovadores e de risco tecnológico com impacto no desenvolvimento regional e relevância social. 

Notícias relacionadas:

A complementação de R$ 150 milhões no edital foi anunciada nesta sexta-feira (16) pela ministra do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos. O valor inicial previsto era de R$ 300 milhões.  

“É mais investimento chegando às empresas, mais oportunidades para pesquisadores e pesquisadoras, mais conhecimento transformado em tecnologia. E essa chamada não é uma ação isolada, ela faz parte da transformação que estamos promovendo”, disse a ministra.

Entre os projetos aprovados inicialmente, 75% são de microempresas (faturamento abaixo de R$ 1 milhão) e empresas de pequeno porte (faturamento de R$ 1 milhão até R$ 4,8 milhões). 

O valor inicial da chamada está distribuído de acordo com as regiões: 

  • Norte: R$ 50 milhões; 
  • Centro-Oeste: R$ 100 milhões; 
  • Nordeste: R$ 150 milhões. 

“Esta chamada de subvenção é mais um importante passo das ações da Finep para a redução das assimetrias e o desenvolvimento regional. É uma oportunidade para que o estado compartilhe o risco do desenvolvimento tecnológico com as empresas”, afirmou Luiz Antônio Elias, presidente da Finep.

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A bateria portuguesa que se troca na estação é uma das invenções do ano da Time

Trocar a bateria da mota numa estação, em segundos, em vez de a deixar horas a carregar: é esta a ideia da Pollen, uma startup de Lisboa fundada por um ex-Uber. Rui Bento passou doze anos a tratar da forma como as cidades se movem. Lançou a Uber em Portugal, geriu a operação em Espanha, fundou outra empresa. E ficou sempre preso à mesma pergunta, conta o tech.eu: os carros das cidades estão a passar a elétricos a bom ritmo, mas as motas, não. Porquê? A resposta deu numa ideia que a revista Time acaba de escolher como uma das

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Novo teste elétrico pode ajudar a identificar sinais de vida extraterrestre no espaço

Investigadores liderados por uma equipa da Universidade de Osaka, no Japão, desenvolveram uma nova técnica elétrica para detetar sinais de vida fora da atmosfera terrestre. Esta promete ser mais simples do que as abordagens atuais à deteção de vida extraterrestre. O método centra-se nos aminoácidos, os blocos de construção das proteínas. Segundo o ScienceAlert, os aminoácidos apresentam-se em duas formas espelhadas, a forma L e a forma D, e o equilíbrio entre elas numa amostra pode indicar se os aminoácidos foram produzidos por algo vivo ou não vivo. A forma de um aminoácido é designada por quiralidade, e a técnica

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Fundação “la Caixa” apoia com 7,6 milhões de euros 20 projetos portugueses investigação e inovação em saúde

Em 2026, a Fundação “la Caixa” destina mais de 7,6 milhões de euros a projetos nacionais nas áreas da oncologia, doenças raras, saúde cardiovascular e desenvolvimento de novas soluções de diagnóstico e tratamento. Nesta edição, a Fundação vai financiar 80 projetos selecionados em Portugal e Espanha, com um investimento global de 32,4 milhões de euros. […]

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Obesidade. Cirurgia bariátrica reduz impacto de doenças

Grupo de investigadores acompanhou, ao longo de três anos, 383 doentes do Centro de Responsabilidade Integrado de Obesidade da Unidade Local de Saúde São João, no Porto.

© ESTELA SILVA/LUSA

Estudo foi realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), sendo Paula Feitas a coordenadora da investigação
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“Inovar hoje, nutrir o amanhã”

VTM

Em 2026, o tema proposto pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) é “Inovar hoje – Nutrir o amanhã”, colocando a inovação no centro da construção de um futuro alimentar mais justo e resiliente.

Mas falar de inovação na alimentação não significa apenas pensar em tecnologia ou em soluções sofisticadas. Inovar também é encontrar novas formas de valorizar aquilo que já temos: os produtos locais, a agricultura, a gastronomia e o conhecimento das nossas comunidades.

Num território como Trás-os-Montes, onde a identidade está profundamente ligada à terra e aos seus produtos, existe um enorme potencial para conciliar tradição e inovação. Valorizar os alimentos sazonais e de proximidade, reduzir o desperdício alimentar, promover práticas agrícolas sustentáveis e facilitar o acesso a escolhas alimentares saudáveis são exemplos de caminhos que podem fazer a diferença.

Enquanto profissionais de saúde, temos também um papel fundamental. A promoção de uma alimentação saudável não deve limitar-se à prevenção da doença. Deve contribuir para mais qualidade de vida, autonomia e bem-estar, desde a infância até à idade avançada.

O futuro da alimentação constrói-se hoje, através das escolhas individuais, mas também das decisões das famílias, das instituições, dos produtores, das escolas e das políticas públicas.

“Inovar hoje, nutrir o amanhã” é, por isso, um desafio coletivo. E talvez a verdadeira inovação esteja em conseguir olhar para o futuro sem esquecer o valor daquilo que a nossa terra, a nossa cultura e a nossa tradição alimentar já nos ensinam.

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Tourism Advance identifica 97 oportunidades de colaboração entre startups e empresas de turismo

TnewsO Tourism Advance identificou 97 oportunidades de colaboração entre startups e empresas do setor do turismo, na sequência de um processo de scouting e matchmaking conduzido pela Fábrica de Startups. Destas, 30 startups foram selecionadas para aprofundar as soluções, marcando a passagem para um trabalho mais próximo com as empresas.
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