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Liberté, égalité, impasse

A França habituou-se a fazer da rua uma extensão do Parlamento. O que hoje inquieta é a possibilidade de a rua estar a substituir uma política que deixou de oferecer saídas. Entre escolas degradadas, contas públicas exaustas e uma Presidência sem autoridade suficiente para unir o país, a crise francesa tornou-se uma disputa sobre a própria promessa republicana: o que pode ainda o Estado exigir aos cidadãos quando tantos deixaram de acreditar naquilo que recebem em troca?

Maio de 68 regressa inevitavelmente à conversa. A comparação exige prudência. Aquela revolta enfrentava uma sociedade em crescimento, mas rígida nas hierarquias e nos costumes. A contestação atual nasce numa sociedade envelhecida, endividada e receosa de perder o que conquistou. Em 1968, a juventude queria transformar o mundo. Hoje, muitos jovens procuram perceber se ainda terão lugar nele. A diferença está na confiança no futuro.

A dívida pública atingiu 119% do PIB no segundo trimestre de 2026. Não é apenas um problema contabilístico. Quanto mais recursos absorvem os juros, menos liberdade existe para melhorar escolas, hospitais ou transportes. A França mantém um Estado social exigente e uma máquina administrativa pesada, cuja eficácia nem sempre corresponde ao custo. As prestações de proteção social representavam 31,9% do PIB em 2024. Essa proteção é uma conquista civilizacional; garantir o seu financiamento tornou-se uma responsabilidade que sucessivos governos adiaram.

O bloqueio agrava-se quando quem paga sente que os serviços pioram e quem depende deles teme qualquer mudança. A acumulação de estruturas administrativas dispersa responsabilidades e torna difícil perceber quem responde pelo fracasso. Entretanto, os jovens enfrentam uma distribuição de recursos que protege posições adquiridas sem lhes garantir oportunidades equivalentes. A dívida prolonga esse desequilíbrio, transferindo para amanhã parte do custo político de hoje.

Chirac e Alain Juppé enfrentaram a contestação de 1995. Sarkozy e François Fillon fizeram avançar mudanças nas pensões. Hollande procurou reformar o trabalho, com Manuel Valls, pagando um elevado preço político. Macron retomou a ambição reformista. Seria historicamente errado dizer que nada mudou. Mudaram leis, idades de reforma e regras laborais. Faltou transformar essas alterações num compromisso social duradouro. Reformar tornou-se uma operação imposta por um governo e contestada até à oportunidade seguinte de a desfazer.

Macron prometeu romper esse ciclo. A sua responsabilidade mede-se pela distância entre essa promessa e o resultado. Quis representar a ambição europeia, a autonomia estratégica e a influência francesa no mundo. Essa intervenção externa era necessária. Mas faltou-lhe construir, dentro de França, uma estratégia reconhecível para ligar competitividade, proteção social e mobilidade. A dissolução parlamentar de 2024 agravou a fragmentação. O Presidente continuou a explicar o lugar da França no mundo enquanto perdia capacidade para explicar aos franceses o seu lugar na França.

Também convém precisar o diagnóstico tecnológico. O país possui excelência na aeronáutica, no nuclear e na inteligência artificial. O problema reside na dificuldade de disseminar inovação, fazer crescer empresas e converter conhecimento em produtividade por toda a economia. A existência de campeões tecnológicos não resolve a estagnação dos territórios que ficaram afastados deles. Sem crescimento suficiente, a promessa de preservar todas as prestações e baixar impostos acaba financiada por dívida ou desmentida pelo orçamento seguinte.

Sobre este desgaste sobrepõem-se três Franças. Uma deixou de reconhecer legitimidade à autoridade pública. Nela coexistem motivações distintas: exclusão territorial, discriminação, descrença nas instituições e radicalismos que fazem da confrontação um objetivo. Isso não transforma todos os manifestantes em inimigos do Estado. Obriga a distinguir reivindicação democrática, violência e criminalidade, sem desculpar estas últimas nem reduzir o protesto às suas expressões destrutivas.

Outra França exige um Estado forte que faça cumprir regras, proteja pessoas e recupere o controlo. A insegurança e a perceção de impunidade aproximam parte desse eleitorado da extrema-direita. Entre ambas, um centro perde espaço porque já não convence como promessa de mudança nem como garantia de estabilidade. A autoridade que falha enfraquece a moderação; a moderação sem resultados acaba confundida com impotência.

É neste terreno que Marine Le Pen prepara 2027. A sua chegada ao poder permanece uma possibilidade, dependente das urnas e da configuração institucional. Mas o debate mudou: a extrema-direita apresenta-se como solução de governo e obriga os restantes partidos a reagir às suas prioridades. A crise beneficia quem promete ordem e proteção, mesmo quando as contas dessa promessa continuam por demonstrar.

Le Pen propõe cortar a contribuição francesa para a União Europeia e questiona novos financiamentos para a Ucrânia. Uma redução unilateral enfrentaria compromissos jurídicos e resistência dos parceiros. Ainda assim, a ameaça tem consequências: dificulta o próximo quadro financeiro europeu e fragiliza a previsibilidade do apoio a Kiev. O problema estrutural francês pode, assim, converter-se num problema de segurança europeu. Moscovo não precisa de decidir as eleições francesas para beneficiar das suas consequências.

Nas ruas existe, porém, uma inquietação que os governos deveriam escutar melhor. Os jovens falam de habitação, educação, emprego e rendimentos, mas entre as suas reivindicações também aparece a recusa da guerra. Não há uma juventude politicamente uniforme. Há quem peça uma Europa capaz de falar a uma só voz pela paz e de oferecer uma perspetiva de vida que ultrapasse a preparação permanente para novas crises. Escutar essa aspiração exige discutir seriamente como alcançar uma paz sustentável.

A defesa da Ucrânia e o investimento nas escolas precisam de uma explicação política comum: proteger a possibilidade de um futuro livre. Apresentá-los como escolhas necessariamente incompatíveis facilita o trabalho de quem promete resolver a crise social abandonando compromissos externos. Mas exigir sacrifícios sem explicar prioridades, custos e resultados também destrói apoio. Os líderes europeus revelam essa dificuldade nas negociações orçamentais, onde cada ambição coletiva encontra uma resistência nacional.

A França precisa de recuperar capacidade para produzir, reformar e fazer cumprir a lei com legitimidade. Precisa também de devolver sentido à solidariedade entre gerações. Nenhum destes objetivos sobreviverá muito tempo sem os outros. O perigo para a República começa quando a liberdade parece desordem, a igualdade parece promessa incumprida e a fraternidade deixa de alcançar quem vive do outro lado da barricada. É desse impasse que a política tem de a retirar.

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Será que tem direito a apoios ou benefícios sociais e não os recebe? Faça uma simulação!

Um simulador online, que ajuda a descobrir se tem direito a apoios sociais está disponível no site da Segurança Social para utilização pública. O serviço é rápido, intuitivo e permite ao beneficiário identificar os subsídios a que pode ter acesso.

A disponibilização deste serviço através de simulador, para além de ter como propósito aliviar o fluxo de visitas às dependências da Segurança Social, permite ao beneficiário perceber se eventualmente poderia estar a receber algum subsídio a que tem direito.

Com o Simulador de Prestações Sociais, disponível no Portal e na App da Segurança Social, o beneficiário tem “acesso a uma ferramenta intuitiva que analisa a sua situação e lhe indica os apoios adequados para si e para a sua família“, como é explicado pelo Instituto da Segurança Social (ISS), numa publicação partilhada nas redes sociais.
A Segurança Social elenca como vantagens em utilizar o simulador, o seguinte:

  • Mais de 40 prestações abrangidas: Consulte apoios nas áreas da família, parentalidade, desemprego, doença, inclusão e muito mais;
  • Respostas rápidas: Obtenha uma estimativa dos seus direitos sem formulários complexos;
  • Do simulador ao pedido num clique: Para várias prestações, pode avançar imediatamente para o pedido online assim que conclui a simulação;
  • Comodidade total: Faça a simulação e o pedido onde quer que esteja, através do computador ou do telemóvel.

O acesso ao simulador está disponível através deste LINK.

Tome nota de que “para poder responder às perguntas do simulador da forma mais correta possível, irá precisar de algumas informações. As questões têm como objetivo determinar para que subsídios / prestações poderá estar elegível e todos os dados pedidos são relevantes para determinadas prestações sociais e, por isso, é importante que responda da forma mais correta possível.

Caso não tenha ainda tudo o que for necessário do seu lado, pode sempre guardar o seu progresso para voltar mais tarde, clicando no botão ‘Guardar Simulação‘”, como explica a Segurança Social.

Também deve ter em conta o seguinte: “Se reside, trabalha ou trabalhou no estrangeiro, os resultados desta simulação podem não refletir com precisão a sua situação específica”.

Por outro lado, “as prestações apresentadas nos resultados das simulações respeitam à pessoa que está a efetuar a simulação e respetivos dependentes. Para os restantes elementos do agregado familiar saberem as prestações a que podem ter direito, como por exemplo o subsídio de desemprego, devem ser os próprios a simular”.

De acordo com o Instituto da Segurança Social, o tempo médio de preenchimento do questionário, após iniciar a simulação, é de sete minutos.

Importa ainda esclarecer, em formato de nota de rodapé, que “de forma simples e rápida” pode saber as prestações e subsídios da Segurança Social “a que pode ter direito e a forma de os pedir. Os resultados apresentados dependem exclusivamente dos dados que introduzir e não são vinculativos”, conclui o esclarecimento prestado pelo organismo.

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“As preocupações devem estar centradas na população com mais de 80 anos”

VTM

António Fonseca, professor da Universidade Católica Portuguesa, foi um dos oradores convidados e em declarações à VTM afirmou que as preocupações das entidades públicas devem estar centradas na população “muito idosa, acima dos 80 anos, que sofre de doenças crónicas e de demência, que tem dificuldades de mobilidade, e vivem em isolamento social, um fenómeno mais urbano, mas que também acontece nas aldeias”.

“Hoje, uma política pública de envelhecimento tem de ser feita a pensar nas pessoas concretas e não na idade que têm”, sublinhou, acrescentando que há pessoas que “têm a sua vida completamente normal, sem precisar de apoio e depois há outras que precisam de apoio. É para essas que as entidades públicas devem dirigir as suas preocupações”.

O professor lembrou que há um grupo da população, com mais de 65 anos, que se gozar de boa saúde e viver bem integrado “não deve ser necessariamente o alvo prioritário da nossa preocupação”, sublinhando que quando se fala do grupo dos 65+, “estamos, muitas vezes, a misturar realidades que são muito distintas”. Aliás, a idade da “reforma oficial é aos 67 anos, pelo que falar em idade ativa dos 15 aos 64 anos é, neste momento, um erro”.

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La mitad de los españoles cree que las personas pobres tienden a acomodarse y depender de ayudas en vez de buscar soluciones

En España, la mitad de la población considera que las personas pobres tienden a acomodarse a su situación y a depender de las ayudas sociales, en lugar de buscar soluciones por sí mismas. Y prácticamente un 11% atribuye la pobreza a la pereza o falta de principios morales. Son dos datos demoledores de la encuesta elaborada por Aporolab, el Observatorio de Aporofobia de la Universidad Ramón Llull, que se presenta este jueves en el marco del congreso anual sobre la discriminación y aversión hacia las personas sin recursos. El sondeo ahonda en creencias, actitudes y también en cómo se traducen en determinadas posiciones sociales al respecto, y a diferencia de otros estudios, está realizado sobre el conjunto de la población y no solo con personas vulnerables que cuenten su experiencia. Los resultados dibujan un mapa de prejuicios, en un país en el que más de nueve millones de personas viven bajo el umbral de la pobreza. Las actitudes discriminatorias son mucho mayores entre los jóvenes, y también entre quienes se identifican con opciones políticas de derecha.

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© Marta Fernández / Europa Press (Europa Press)

Varias personas hacen cola para recibir alimentos por parte de una fundación, el pasado diciembre en Madrid.
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00h. Hugo Soares diz que protesto tem "motivação partidária"

Hugo Soares defende que a nova lei do arrendamento vai trazer mais casas ao mercado. Ainda nesta edição, na Concertação Social, confederações patronais recusam rever o acordo plurianual de rendimentos

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Concertação social acorda negociar prorrogação do Fundo de Compensação do Trabalho

Os parceiros sociais acordaram esta quarta-feira, 21 de outubro, negociar a extensão do prazo de execução do Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) para lá de 31 de dezembro e a devolução do dinheiro às empresas cujo valor não exceda os mil euros.

Os patrões querem que as empresas tenham pelo menos mais seis meses para aplicar os 434 milhões de euros que estão no FCT, defendendo, à saída da reunião de Concertação Social, que decorreu hoje, que empresas que tenham saldos até mil euros o possam levantar.

Atualmente, a verba no FCT teria que ser aplicada a determinados fins com vista à melhoria das condições de trabalho como formação, habitação ou até indemnizações por despedimentos.

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Maria Palma Ramalho, afirmou, após a reunião, que “houve uma proposta de ser prorrogado seis meses [da execução do FCT], mas houve propostas de ser prorrogado por outro tempo”, deixando em aberto o prazo concreto a ser definido.

“Portanto, uma prorrogação, mas nem sequer está consensualizado (…), portanto, tudo o resto, obviamente, está em cima da mesa neste momento”, acrescentou.

Na mesma linha, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, afirmou que “o prazo acaba no fim do ano e, portanto, há uma prorrogação de pelo menos mais seis meses”, tendo admitido ainda que “parece ter havido um consenso à volta da mesa”.

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, reforçou o mesmo ponto, afirmando que o prazo terminaria “a 31 de dezembro, e, portanto, será prorrogado por mais uns seis meses”, embora não tenha sido ainda “estabelecido com rigor”, reconheceu.

Já o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, admite que esta é uma questão que vai analisar, acrescentando que “há empresas que têm valores residuais”, pelo que “não vai resolver nenhum problema na empresa”.

Em relação a estes valores residuais, os patrões – com exceção da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) que não compareceu na conferência de imprensa – mostraram-se de acordo em relação à devolução do valor às empresas até mil euros, sem que estas os tenham que aplicar dentro das normas de utilização atualmente em vigor.

O valor retido no fundo, segundo Francisco Calheiros, é na maior parte das empresas abaixo de mil euros, ao que o presidente da CIP, Armindo Monteiro diz ainda que “é um valor que foi pago pelas empresas, mas foi uma espécie de uma retenção na fonte para servir a um determinado propósito” e, assim, terá que “regressar aos donos desse dinheiro, que são naturalmente as empresas”.

Por outro lado, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, afirmou que “houve o prazo para as empresas socorrerem desse valor”.

“Terminado esse prazo, o posicionamento da nossa parte é que esse valor das duas uma: ou reverta conforme a lei hoje está estabelecida para o FGCT [Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho], ou para aquilo que, do nosso ponto de vista, é o mecanismo que mais se assemelha ao FCT, que é o Fundo de Garantia Salarial, o FGS”, acrescentou.

Além disto, a CGTP defendeu também “que seja reposto a totalidade daquilo que foi retirado aos trabalhadores, ou seja, recuperar para os trabalhadores os 30 dias por ano de compensação em caso de despedimento”.

Em relação ao salário mínimo nacional, segundo os patrões a questão não foi propriamente discutida, pelo que, segundo a ministra do Trabalho “está em cima da mesa cumprir o acordo”, que prevê o aumento do salário mínimo em 50 euros para 970 euros em 2027.

As centrais sindicais têm vindo a defender um aumento acima da meta acordada, argumentando, nomeadamente, que a inflação está acima do esperado. A CGTP defendeu que a retribuição mínima garantida suba para 1.100 euros no próximo ano, enquanto a UGT reivindica que fique acima dos 1.000 euros.

As confederações empresariais, por sua vez, afirmaram que não veem razões “plausíveis” para avançar com um reforço do acordo de valorização salarial e crescimento económico em vigor, nomeadamente ao nível do salário mínimo nacional, argumentando que há medidas que ainda não foram cumpridas.

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"Invadir comunicação social é grave": ministro sobre RUC

Leitão Amaro criticou a intrusão na RUC, os empurrões a repórteres em manifestações e apelou ao pluralismo nos media, em audição parlamentar.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Mas "acho que o empurrar, o intimidar, o invadir, tudo isso é indesejável. É a vandalização [...] da propriedade pública [é] altamente condenável.", disse o ministro de Presidência
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Há mais 17 mil idosos a receber complemento solidário do que há um ano


O número de beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI) voltou a aumentar, tanto em cadeia como em termos homólogos, em setembro. De acordo com os dados divulgados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, no nono mês do ano quase 250 mil idosos receberam este apoio, que deverá aumentar 50 euros em janeiro, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado.

“Em setembro de 2026, existiam 249.960 beneficiários do Complemento Solidário para Idosos. Face ao mês anterior, registaram‐se mais 1.385 beneficiários, o que corresponde a um crescimento de 0,6%. Quando comparado com o mesmo período do ano anterior, observou‐se um acréscimo de 17.210 titulares, o equivalente a um crescimento de 7,4%“, lê-se na síntese estatística publicada pelo GEP.

As mulheres voltaram a representar a maioria dos titulares do CSI, o que é explicado pelo facto de elas receberem, em média, pensões mais baixas do que eles, em resultado do gap salarial de género existente no mercado de trabalho, mas também das interrupções da carreira ligadas, regra geral, ao cuidado (nomeadamente, de filhos). “O número de mulheres que receberam o CSI foi de 161.874, o que representa 64,8% do total de beneficiários”, é detalhado.

Os dados mostram ainda que o valor médio da prestação mensal do CSI foi de 214,53 euros, em setembro de 2026. Este montante representa uma variação positiva de 8,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O CSI serve para complementar os outros rendimentos do beneficiário. Deste modo, são apurados, primeiro, os rendimentos do idoso, que depois são confrontados com o valor de referência. A diferença entre esses dois montantes corresponde ao valor da prestação que é paga pela Segurança Social.

Além de mudar o valor de referência desta prestação ao longo dos últimos anos, o Governo também alterou as regras em 2024, passando a excluir os rendimentos dos filhos do beneficiário cálculo deste apoio. Tal tem feito, por um lado, aumentar o universo de idosos abrangidos, e, por outro, subir os valores pagos pela Segurança Social, conforme confirmam os dados de setembro.

O Governo tem como meta, no seu programa, aumentar progressivamente o valor de referência do CSI até atingir os 870 euros em 2029, como já referido. Na próxima legislatura, a meta é equiparar ao valor do salário mínimo nacional. Por isso, na proposta de Orçamento do Estado para 2027, o Executivo prevê a subida do valor de referência em 50 euros para 720 euros.

A despesa total com esta prestação deverá atingir o montante de 100 milhões de euros no próximo ano, de acordo com as previsões do Ministério das Finanças.

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Garamendi mantiene a sus vicepresidentes en CEOE y Sánchez Llibre volverá a ser el enlace con las Cortes

La patronal CEOE, tras reelegir a Antonio Garamendi como presidente por tercer mandato consecutivo, ha nombrado este miércoles a los nuevos responsables de sus órganos de gobierno para los próximos cuatro años, durante la reunión de su primera Junta Directiva. Garamendi ha mantenido intacta su guardia pretoriana de vicepresidentes, que liderarán, entre otras cosas y de manera inmediata, la impugnación patronal de la huelga general del 11-N.

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© Borja Sanchez-Trillo (EFE)

El presidente de CEOE, Antonio Garamendi, y el de ATA, Lorenzo Amor (segundo por la izquierda) en Madrid.
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Mais de duas centenas de participantes na caminhada “Rosa”

VTM

Na praça do Município, no sábado, pelas 9h00, foram mais de 200 pessoas que fizeram questão de participar nesta causa, como disse à VTM Carlos Lobo, presidente da LPCC delegação de Vila Real. “A adesão das pessoas superou todas as nossas expectativas, já que as inscrições esgotaram e sentimos que as pessoas estão disponíveis para ajudar”.

O objetivo da caminhada solidária passa por “alertar para a prevenção das doenças oncológicas e também serviu para angariar fundos para a associação, que sobrevive com a ajuda da sociedade civil”.

Entre os serviços prestados na delegação, Carlos Lobo sublinhou que os doentes oncológicos têm acesso a consulta de acompanhamento psicológico, que também abrange a família, cuidadores e profissionais de saúde.

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Governo reúne-se com parceiros sociais com salário mínimo e Fundo de Compensação do Trabalho na agenda

O Governo reúne-se com os parceiros sociais em Concertação Social, numa altura em que as centrais defendem uma revisão em alta da meta para o salário mínimo nacional, enquanto os ‘patrões’ não veem razões “plausíveis” para um reforço.

A agenda oficial da reunião indica que na ordem de trabalhos consta a monitorização do acordo tripartido de valorização salarial e crescimento económico 2025-2028, o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT) e o Fundo de Garantia de Compensação do Trabalho (FGCT), entre outros assuntos.

A reunião vai decorrer na sede do Conselho Económico e Social (CES), no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, e tem início previsto para as 15 horas.

Como habitual, será presidida pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Esta será a primeira reunião de concertação social, após o Governo ter entregue na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

No relatório que acompanha a proposta, o executivo assume que “elevará o salário mínimo (RMMG) para os 970 euros”, tal como previsto no acordo assinado com a UGT e as quatro confederações empresariais em outubro de 2024, em sede de Concertação Social.

O salário mínimo nacional, que está atualmente fixado nos 920 euros, é definido por portaria do Governo, após ouvir os parceiros sociais.

As centrais sindicais têm vindo a defender um aumento acima da meta acordada, argumentando, nomeadamente, que a inflação está acima do esperado.

A CGTP defendeu que a retribuição mínima garantida suba para 1.100 euros no próximo ano, enquanto a UGT reivindica que fique acima dos 1.000 euros.

As confederações empresariais, por sua vez, afirmaram que não veem razões “plausíveis” para avançar com um reforço do acordo de valorização salarial e crescimento económico em vigor, nomeadamente ao nível do salário mínimo nacional, argumentando que há medidas que ainda não foram cumpridas.

Já da parte do Governo, a ministra do Trabalho tem vindo a reiterar que o Governo “cumpre aquilo que assina nos acordos”, pelo que os 970 euros em 2027 “é o que está em cima da mesa”, e defendeu que qualquer alteração “terá que provir de um novo acordo” com o aval de três partes: executivo, confederações empresariais e centrais sindicais.

O acordo tripartido reviu em alta a trajetória do salário mínimo nacional, prevendo aumentos de 50 euros anuais e de modo a que atinja os 1.020 euros em 2028.

Não obstante, na sequência das eleições legislativas de 18 de maio de 2025, no programa de Governo, o executivo estabeleceu uma nova meta para abarcar toda a legislatura, apontando como objetivo que a retribuição mínima garantida atinja os 1.100 euros brutos por mês em 2029.

Outro dos temas que poderá ser abordado na reunião de hoje é o Fundo de Compensação do Trabalho (FCT), cujo prazo de resgate termina no final do ano.

O fundo foi criado em 2013, no tempo da ‘troika’ e era financiado pelas empresas, através de contribuições mensais de cerca de 1% do salário de cada trabalhador abrangido, com vista ao pagamento futuro de parte de eventuais compensações por despedimento.

Desde maio de 2023, com a entrada em vigor da Agenda do Trabalho Digno, as empresas deixaram de contribuir para o FCT e passaram a poder usar as verbas acumuladas nos últimos anos para financiar formação, apoio à habitação dos trabalhadores e equipamentos sociais, como creches ou refeitórios.

A Lusa pediu ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social um balanço sobre este fundo e aguarda resposta. Segundo noticiou o ECO no início de julho, 74% das verbas continuam por levantar, pelo que as confederações admitem pedir um prolongamento do prazo.

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"Certains facteurs craquent déjà" : courriers plus distribués, postiers en difficulté... Onze tournées postales supprimées à Tarbes, un syndicat lance l'alerte sur les conditions de travail à La Poste

Depuis le 15 septembre, les facteurs de Tarbes Bastillac disent subir une réorganisation de l'activité avec la suppression de onze tournées. Causant une surcharge de travail et des conditions difficiles pour les...

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La crisis de la deuda deja al Gobierno de Francia sin margen ante las reivindicaciones sociales

Hace poco más de un mes, en un instituto de la periferia parisina un grupo de estudiantes bloqueó su centro educativo para protestar por el estado de las instalaciones y la falta de profesores. En pocos días se sumaron alumnos de otros institutos, primero en París, luego por todo el territorio nacional, que denunciaban que tienen goteras en las clases y hasta cucarachas, y que las paredes se resquebrajan. Pasan frío en invierno y calor en primavera. Esa imagen descrita por algunos, la de una escuela pública considerada el pilar de la República francesa pero que se va fracturando poco a poco, ilustra también el declive económico de los últimos años.

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© Christophe Ena (AP Photo/Christophe Ena)

Un hombre pasa junto a un coche quemado durante los disturbios, este martes en París.
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GRATO promove 3.º Fórum Social na Praia da Rocha

O GRATO – Grupo de Apoio aos Toxicodependentes organiza e promove o seu 3.º Fórum Social, que se realiza no dia 22 de outubro, no Hotel Algarve, na Praia da Rocha, em Portimão.

O encontro pretende reunir entidades públicas, instituições sociais, profissionais de diferentes áreas e representantes da comunidade para uma reflexão conjunta sobre os principais desafios sociais do concelho e da região, promovendo a partilha de experiências e a construção de respostas mais articuladas e eficazes.

Ao longo do dia, os participantes estarão distribuídos por oito mesas temáticas:

  1. Saúde mental em contexto laboral;
  2. Saúde mental e ausência ou insuficiência de respostas sociais;
  3. Prevenção primária e comportamentos de risco;
  4. Adições e reinserção social;
  5. Inclusão social e estratégias de combate à pobreza;
  6. Desporto, atividade física, alimentação saudável e desenvolvimento social;
  7. Colaboração entre as IPSS e as empresas locais;
  8. Pessoas em situação de sem-abrigo e intervenção das equipas de rua.

O Fórum terá uma metodologia orientada para resultados. Cada mesa deverá identificar os principais problemas e lacunas existentes, analisar as respostas disponíveis e apresentar propostas concretas de intervenção. As conclusões serão apresentadas pelos relatores durante a sessão de encerramento.

A sessão de abertura terá início às 09h15. A sessão de encerramento e a apresentação pública das conclusões estão previstas para as 15h45.

O programa inclui ainda uma homenagem a Reinaldo Teixeira, pelo trabalho desenvolvido em benefício de crianças e jovens em situação de maior vulnerabilidade social, promovendo a sua inclusão através do desporto.

O 3.º Fórum Social pretende contribuir para o reforço da cooperação entre a autarquia, as instituições, os serviços públicos, as empresas e a comunidade.

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Who is Ana Reyes, federal judge Trump called a ‘crazed lunatic’?

U.S. District Judge Ana Reyes shot down the Justice Department’s (DOJ) demand to not participate in a key hearing on Monday on the future of East Potomac Park, which President Trump wants to turn into a championship-style golf course. The Trump administration has alleged that Reyes is biased after she yelled at a government attorney…

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Who is Ana Reyes, federal judge Trump called a ‘crazed lunatic’?

U.S. District Judge Ana Reyes shot down the Justice Department’s (DOJ) demand to not participate in a key hearing on Monday on the future of East Potomac Park, which President Trump wants to turn into a championship-style golf course. The Trump administration has alleged that Reyes is biased after she yelled at a government attorney…

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Falta de recursos em associações sociais do Funchal

A presidente da Associação Regressar a Si, que presta apoio a toxicodependentes e alcoólicos afirma que vivem de financiamento público e alguns donativos privados e que têm uma resposta limitada.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA

"Nós vamos fazendo aquilo que podemos com o dinheiro que dão", apontou Rubina Sequeira presidente da Associação Regressar a Si
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