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Sanctions britanniques : Israël peut dormir tranquille

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Albert Daenens. « Zuivere plastiek » (Plastique pur), avant 1952

Au titre d'une initiative conjointe engageant douze pays dont la France, le ministre des affaires étrangères britannique a annoncé le 8 septembre, devant la Chambre des communes, de nouvelles sanctions visant les colonies israéliennes en Cisjordanie. M. Edward (« Ed ») Miliband a dénoncé notamment le « nettoyage ethnique » qui y sévit. Les mesures qu'il a détaillées cibleront « des entreprises et des individus qui fournissent des services, tels que la construction, les infrastructures, le financement et l'immobilier, destinés à l'expansion » de la colonisation. Il s'agit aussi d'interdire l'importation des produits de ces mêmes colonies – que les Nations unies estiment illégales au regard du droit international.

Ces dispositions relèvent en partie du jeu politique interne. Le nouveau gouvernement de M. Andrew (« Andy ») Burnham semble enfin prendre acte de l'impasse dans laquelle le Parti travailliste s'est mis en refusant de faire droit à l'émotion et aux mobilisations suscitées par l'aggravation de la tragédie que vit le peuple palestinien au cours de la période récente. Déjà, le 11 novembre 2023, plus de 800 000 personnes avaient défilé à Londres en solidarité avec Gaza. Ces derniers mois, les Verts, beaucoup plus offensifs sur le sujet que les travaillistes, progressent dans les sondages et aux élections partielles ou locales.

Les sanctions contre les colonies illégales sont aussi tardives. En effet, depuis le 7 octobre 2023, les forces de Tel-Aviv ou des colons ont tué plus de 1 100 Palestiniens, dont plus de 240 enfants, en Cisjordanie. L'armée israélienne inflige également des détentions ou des incarcérations arbitraires, des humiliations de toutes sortes, des contrôles incessants qui rendent les déplacements cauchemardesques sur ce territoire.

Les dispositions annoncées par M. Miliband sont enfin dérisoires. D'une part, l'État visé par ces sanctions en raison de la seule colonisation de la Cisjordanie commet un génocide, des crimes de guerre et s'en prend illégalement au Liban, à la Syrie ou à l'Iran. D'autre part, les importations des colonies ne représentent qu'une proportion minime des 6 milliards de livres (près de 7 milliards d'euros) d'échanges commerciaux entre le Royaume-Uni et Israël. D'après Bloomberg, cité par L'Opinion (8 septembre 2026), « des diplomates britanniques ont eux-mêmes assuré Washington que les sanctions (contre les colonies israéliennes) étaient avant tout symboliques et qu'elles n'avaient pas vocation à miner la relation diplomatique et commerciale entre les deux États ».

Dans nos archives

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Como Vorcaro usou a imprensa para sua rota de fuga frustrada pela PF

As relações de Daniel Vorcaro com jornalistas tiveram papel importante no seu plano de fuga no dia 17 de novembro do ano passado, frustrado pela Polícia Federal (PF) no aeroporto de Guarulhos quando ele se preparava para embarcar em um jato particular para os Emirados Árabes. É o que se percebe ao analisar a cronologia do dia da prisão, à luz de um documento da PF, liberado pelo ministro André Mendonça por determinação do ministro Edson Fachin.

No dia 17 de novembro de 2025, às 7h41, minutos depois de falar com seu então advogado, Walfrido Warde, ele conversou com o jornalista Diego Escosteguy, do site O Bastidor, sobre uma reportagem com informações que ele mesmo teria repassado ao jornalista, segundo os investigadores. Às 11h, recebe de volta o link da matéria publicada e o envia para Warde.

Daniel Vorcaro, do Banco Master, em depoimento à Polícia Federal
Daniel Vorcaro, do Banco Master, em depoimento à Polícia Federal

A reportagem de Escosteguy menciona um inquérito policial sigiloso contra o Master que corre na 10ª Vara Federal do Distrito Federal (DF), do qual Vorcaro já tinha conhecimento, inclusive do nome do juiz que o presidia, como revelam anotações anteriores no bloco de notas no celular do banqueiro preso. 

Como as informações foram obtidas de forma ilegal ou de informantes que não poderiam aparecer, Vorcaro não tinha como entrar com pedidos na Justiça. Mas, de posse da reportagem, como se fosse a partir dela que tivesse sido informado sobre o inquérito, o advogado de Vorcaro ajuiza uma petição na 10ª Vara, pedindo o conteúdo da investigação e citando como fonte a reportagem publicada pelo O Bastidor. 

No início da tarde daquele mesmo dia, às 13h35, Vorcaro recebe um link de Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central, para participar de uma reunião articulada por ele e por seu chefe adjunto, Paulo Sérgio Neves de Souza, com o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Desde as 6h34 da manhã, Vorcaro estava em contato com Belline e Paulo Sérgio, que atuaram diversas vezes como seus conselheiros, para driblar os mecanismos de controle e fiscalização.

A reunião termina às 14h10 e depois de rumores que circularam durante a tarde, Vorcaro anunciou às 17h24 que o banco Master teria sido comprado por um consórcio liderado pela Fictor Holding, com um aporte financeiro imediato de R$ 3 bilhões. O consórcio incluiria investidores dos Emirados Árabes e, por isso, ele iria a Dubai para concluir o negócio. Nenhuma comunicação formal da transação havia sido feita ao Banco Central, embora a transação também tivesse sido comunicada por Rafael Góis, um dos sócios da Fictor.

A Fictor não tinha lastro para realizar a operação, tanto é que, três meses depois, entrou com pedido de recuperação judicial, declarando dívidas de R$ 4,3 bilhões, e o próprio Góis é hoje acusado de fraudes bancárias. Mas a notícia, amplamente divulgada, serviria de “cortina de fumaça” para Vorcaro voar para um país sem acordo de extradição judicial com o Brasil e escapar da prisão, se não tivesse sido flagrado no aeroporto pela PF por volta das 22 horas. No dia seguinte, o Banco Central deu início à liquidação do Master. 

O uso da imprensa por Vorcaro se deu principalmente pela dificuldade de checar os acontecimentos na velocidade que o mercado exige — e talvez pela confiança excessiva na fonte; Vorcaro tinha contato com vários jornalistas. No caso de Escosteguy, dono de um pequeno veículo, a PF suspeita que ele tenha participado voluntariamente da trama, já que encontrou uma planilha com o pagamento de R$ 2 milhões em nome do jornalista. A notícia foi publicada pela primeira vez na coluna de Malu Gaspar, em março de 2026, e, desde então, o jornalista nega as acusações. 

Desde 2024, circulavam rumores no mercado sobre a inconsistência dos papéis do Master e, em fevereiro de 2025, o Banco Central já havia barrado a compra do banco pelo Banco de Brasília. Uma situação que exigia cautela, mas que, pelo jeito, foi menor do que o contexto e o personagem exigiam. 

O jornalismo só ganha com o acesso público a informações relevantes para o país; vazamentos e fontes serão quase sempre direcionados ou interessados em divulgar informações. Embora a ação de Fachin, pedindo a Mendonça a retirar do sigilo de parte dos documentos, seja um avanço, para passar a crise do STF a limpo, o ideal seria liberar logo e integralmente tudo o que não prejudicar as investigações sobre os três inquéritos com impacto eleitoral: além do Master, os relacionados aos casos “Lulinha” e Dark Horse. 

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The Shift: 25 years after 9/11, our country is still dominated by the “War on Terror”

President George W. Bush addresses the nation from the White House following the terrorist attacks on the World Trade Center and the Pentagon. Photo by Greg Mathieson/Mai/Getty Images

This story originally appeared in Mondoweiss on Sep. 11, 2026. It is shared here with permission.

This week marks the 25th anniversary of the 9/11 attacks.

The United States has experienced much political and social upheaval since then, but the subsequent “War on Terror” paved the way for our current moment, and there are booming echoes of the era all around us.

Once again, the United States is waging a disastrous war in the Middle East with no discernible end in sight. Islamophobic rallies targeting NYC Mayor Zohran Mamdani conjure up memories of the “Ground Zero Mosque” controversy. The government designates activist and advocacy organizations as terrorists. The Guantánamo Bay detention camp remains open. In fact, a legal immigrant was just sent there.

CBS reveals that the Taliban seized roughly $7 billion worth of American-purchased military hardware after the United States officially lost that war 5 years ago.

“Taliban fighters patrol in armored vehicles once supplied to Afghan forces, wearing American tactical gear and carrying American weapons,” reads the report. “CBS News saw one Humvee in the Afghan capital still adorned with a faded Green Bay Packers decal — a remnant from its past operators.”

The small number of Americans who opposed that war were either dismissed or attacked. So too were those who warned that the Bush administration’s overreach would result in disaster.

“The civil libertarians were mostly ignored, and as one new threat followed another — Iraq, ISIS, ‘lone wolves’ — the president’s reach continued to grow. Across the Bush and Obama administrations, the commander in chief was given, or simply took, new powers to prosecute, shut down and seize the assets of alleged terrorist groups and their supporters,” writes Radley Balko in the New York Times. “With the arrival of armed drones, the president assumed the right to remotely assassinate anyone, anywhere outside U.S. borders, at any time, including American citizens.”

“If the ratcheting diminishment of our liberties came slowly and sometimes without much outcry under Presidents Bush, Obama and Joe Biden, the consequences of all those years of expanded presidential power are plainly visible now,” he continues. “Mr. Trump is using every authority we have given the president since Sept. 11, 2001, and some we haven’t, in ways the civil libertarians had tried to warn us about at the start.”

One of the major differences between the current war on Iran and Bush’s war on Iraq is that a sizable chunk of the population fell for the administration’s lies back then. The polling shows that’s not the case this time around, and, despite information from the region being consistently repressed, there seems to be a growing understanding that the United States military is losing quite badly.

They say Americans don’t vote based on foreign policy, but that isn’t exactly true. Many people voted for Obama over Hillary Clinton in the 2008 primary because he opposed the Iraq War. People voted for Trump because he claimed he wouldn’t launch any new wars. It’s quite obvious that Kamala Harris’s connection to Israel’s genocide hurt her at the polls.

Whether or not this typically translates into policy shifts is a separate debate.

Obama’s election effectively killed the domestic antiwar movement, and he launched the largest assassination campaign in world history. Trump’s rhetoric predictably turned out to be nonsense. The Democratic Party’s establishment certainly didn’t rethink its Israel policy as a result of the Harris loss.

This is all to say that the war in Iran, which the administration now says might last through 2029, could help propel the Democrats back into power during the midterms, but will that actually result in a foreign policy reset?

In recent weeks, Democratic leaders and presidential hopefuls have directed their anger toward Twitch streamer Hasan Piker, hoping to quash the party’s left flank before the 2028 nomination process. For them, it’s an existential battle that transcends the question of which party may or may not control Congress at any given time and there’s no broader discussion about reversing our current course beyond removing Trump from office.

Michigan’s Democratic Senate nominee, Abdul El-Sayed, was recently attacked for an old 9/11 tweet in which he expressed sympathy for those who died on that day and those who were killed in the wars after.

“Today, I mourn the 3K lives, 6K injuries, & infrastructural devastation in NYC, perpetrated ignorantly in the name of my faith,” it read. “Tomorrow, I’ll mourn ~1M lives, millions of injuries, & infrastructural devastation in 3 countries, perpetrated ignorantly in the name of my country.”

According to Brown University’s Costs of War project, an additional 3.6-3.8 million people have died indirectly in post-9/11 war zones, which brings the overall death toll to at least 4.5-4.7 million and counting.

25 years after 9/11, the American Empire is undoubtedly in decline, but its demise seemingly remains far off, and we’ve yet to collectively reckon with its ongoing crimes.

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Loulé lança 4ª Edição do Prémio de Investigação Joaquim Romero Magalhães

A Câmara Municipal de Loulé, através da Revista Al-’Ulyà do Arquivo Municipal de Loulé, está a promover a 4ª edição do Prémio de Investigação Joaquim Romero Magalhães.

O prémio bienal visa galardoar estudos de investigação sobre o património histórico e cultural do concelho de Loulé nas suas diferentes abordagens, tais como na Histórica, Arqueológica e Etnográfica.

Os candidatos deverão enviar um exemplar da obra candidata para pserra@cm-loule.pt, até 15 de maio de 2027, ano a que respeita o concurso, de acordo com o regulamento disponível em www.cm-loule.pt

O trabalho vencedor terá um prémio pecuniário de 4000 euros, para além de ter a sua primeira edição publicada pela revista Al-’Ulyà. A cerimónia de entrega do galardão acontece no dia 21 de novembro de 2027, data comemorativa do lançamento desta revista. 

O Prémio foi criado para homenagear o ilustre Professor e Historiador, autor de uma obra histórica notável, promotor e divulgador da documentação histórica do Arquivo Municipal de Loulé, que desde 2021 passou a ter o seu nome.

Joaquim Romero Magalhães nasceu em Loulé, 18 de abril de 1942, e faleceu em Coimbra, 24 de dezembro de 2018. 

Licenciou-se em História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1967. Obteve o grau de Doutor, em 1984, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e integrou o corpo docente dessa Faculdade. Foi nomeado, em 1994, Professor Catedrático daquela Universidade. Foi Presidente do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (1963), Presidente da Associação Académica de Coimbra (1964) e Presidente do Conselho Diretivo da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (1985-1989 e 1991-1993).

Foi Professor convidado da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris (1989 e 1999), da Universidade de São Paulo (1991 e 1997) e da Yale University (2003).

Desempenhou as funções de Comissário-Geral da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1999-2002), e dirigiu a revista Oceanos (1999-2001).

Foi membro da Comissão Consultiva das Comemorações do Centenário da República (2009-2011).

Dirigiu a revista “Anais do Município de Faro”, de 2012 a 2018.

A 12 dezembro de 2018 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade do Algarve.

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Percurso pela Foz do Almargem e do Trafal em Quarteira

Venha descobrir o litoral de Quarteira através de um percurso que combina natureza, biodiversidade e património histórico.

Ao longo deste trilho, será possível observar diversas aves aquáticas e migratórias na Foz do Almargem e do Trafal, enquanto se conhece a riqueza histórica e cultural deste território — desde os vestígios da pré-história e das ruínas romanas até à identidade ligada à tradição piscatória.

A atividade pretende também sensibilizar para a fragilidade dos sistemas dunares, a erosão costeira e os desafios das alterações climáticas, promovendo uma reflexão sobre a importância de conciliar o desenvolvimento urbano com a preservação do património natural e cultural.

Uma oportunidade para caminhar, observar, aprender e valorizar o território, descobrindo de perto a importância da proteção deste espaço litoral.

Inscrição: https://forms.gle/8MG8nuAkV9aqorbZ8

Data: 26 de setembro
Horário: 09h00–13h00
Local: Foz do Almargem e do Trafal
Participação: Gratuita, mediante inscrição

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COLISÃO EM ALCÁCER DO SAL FAZ CINCO FERIDOS LEVES NA ESTRADA DA HORTA DA AZEDA

📷 Bombeiros mistos de Alcácer do sal

Um acidente rodoviário mobilizou os elementos dos Bombeiros Mistos de Alcácer do Sal na tarde de hoje. Segundo a corporação dos Bombeiros Mistos de Alcácer do Sal, o alerta para a colisão contra uma infraestrutura fixa na Estrada da Horta da Azeda foi dado pelas 14h44.

Do sinistro resultaram cinco feridos leves. De acordo com as informações disponibilizadas pelos bombeiros, duas das vítimas foram transportadas e evacuadas para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Alcácer do Sal para receberem assistência médica. As restantes três vítimas assistidas no local recusaram o transporte para a unidade hospitalar.

A operação de socorro e apoio no local contou com a intervenção da GNR de Alcácer do Sal, da GNR da Comporta e das Infraestruturas de Portugal (I.P.).

Data: 10 de setembro de 2026
Por: Dino Frazão

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Nacho Valle, the gallerist who traded art for sardines in New York

Nacho Valle, at Cooperativa del Mar, a cannery in Valencia.

Nacho Valle is a restless figure, a distinctive entrepreneur. When he was young he ran a hangout with a friend in the old El Carmen neighborhood that became a benchmark of Valencia’s alternative music and rock and roll scene, Túrmix. After his father’s death he took over the Valle Ortí art gallery. He learned the trade, toured the world visiting fairs, introduced contemporary art into his program and managed to get into the ARCO selection in Madrid. Then the 2012 economic crisis hit, coinciding with his own personal crisis and a certain weariness with a city whose collectors are few in number and mostly prefer to buy abroad. So he left. He needed a change.

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Some of the products Lata offers.The four partners in Lata in New York, in 2024: From right to left: Nacho Valle, Xavier Gallego (the brand's designer), Vicent Sendra, and Dani Viedma.Canned goods sold in the U.S. by Lata, in a photo provided by the company.
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How European policy could shape the future of rugby

Rugby spent its first century as an amateur game run by national unions that answered to nobody but themselves, then three decades of professionalism have changed that. Players sign contracts across borders, clubs compete in cross-border leagues, and private capital owns stakes in its biggest competitions. That places rugby inside the reach of European Union law, which treats an athlete as a worker and a governing body as an undertaking.

Competitions and the European sport model

In December 2023 the EU's top court ruled in football's Super League case that a governing body can only block a rival competition if its rules for doing so are clear, applied equally and no stricter than necessary. 

In October 2025, eight national rugby unions declared that anyone joining the proposed R360 franchise league would lose eligibility for Test rugby. If that ban is challenged, unions would likely keep the power to say no, but they will have to publish rules for saying it, as UEFA did after its defeat.

Grassroots, Inclusion and the Emerging Nations

Below the regulated professional game, the EU's influence comes through money rather than courts. Erasmus+ has a sport budget aimed at grassroots participation and equality, and rugby has already used it for women's projects, some built around sevens, where the calendar of rugby sevens fixtures gives newer unions a realistic way into international competition. 

The Parliament wants that budget increased from 2028, which matters most to unions outside the Six Nations and its broadcast deals.

Workers who happen to play rugby

A rugby player is a worker in the eyes of EU law, and that has shaped who clubs can sign for thirty years. Bosman in 1995 stopped leagues capping the number of EU players in a squad, and Kolpak later gave the same rights to players from countries with EU trade deals, including South Africa. 

Brexit ended both for clubs in England, Wales and Scotland while Ireland's provinces kept them, so one league now recruits under two sets of rules. 

The next shift is about conditions rather than passports. In October 2025 the European Parliament backed treating athletes as employees with full labour rights and player unions having a say on calendars and welfare.

Autonomy on condition

Rugby's governing bodies still write their own laws, calendars and eligibility rules, but what has changed is that those choices are now reviewable by courts and shaped by policy that treats sport as an economic activity first. Autonomy remains, but only on condition of compliance, and the exceptions keep narrowing.

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Município de Loulé lança Programa “Ativo” com colaboração dos ginásios do concelho

A Câmara Municipal de Loulé acaba de lançar o ATIVO, um novo programa municipal que pretende promover a prática regular de atividade física através da realização de atividades gratuitas em espaços públicos, numa lógica de parceria e cooperação com os ginásios locais. As candidaturas para integrar o programa já se encontram abertas.

A iniciativa surge no âmbito da estratégia municipal de promoção da atividade física enquanto instrumento para a melhoria da saúde, da qualidade de vida e da coesão social. Num concelho marcado por diferentes realidades territoriais, o LOULÉ ATIVO pretende aproximar a prática de exercício físico da população e criar novas oportunidades para que os cidadãos adotem estilos de vida mais ativos.

Um dos elementos diferenciadores do programa passa precisamente pelo envolvimento dos ginásios privados e dos profissionais de exercício físico do concelho. O Município assume um papel de facilitador, coordenador e promotor, procurando criar uma rede de parceiros que permita levar diferentes atividades aos espaços públicos e, simultaneamente, valorizar o trabalho desenvolvido pelos agentes privados na promoção da saúde e do exercício físico.

O modelo assenta, assim, numa lógica de cooperação público-privada e complementaridade, não pretendendo o Município substituir-se à oferta existente, mas antes contribuir para aumentar a procura e a participação da população na prática regular de atividade física. A valorização dos espaços públicos enquanto locais de saúde, bem-estar e convívio constitui igualmente uma das linhas orientadoras do projeto.

Numa primeira fase, o ATIVO terá especial incidência em Loulé, Almancil e Quarteira, estando prevista a sua progressiva extensão a outras freguesias do concelho, nomeadamente Querença, Boliqueime e Salir. 

As candidaturas já estão abertas e os ginásios interessados em integrar o LOULÉ ATIVO podem já consultar o Regulamento de Participação e submeter a respetiva candidatura. Tanto o regulamento como o formulário de inscrição foram disponibilizados no dia 6 de setembro. Toda a informação sobre o programa, regulamento e processo de candidatura está disponível na página oficial do projeto: https://www.louledesporto.com/projeto-ativo/ 

Com o ATIVO, o Município de Loulé pretende dar mais um passo na construção de um concelho mais ativo e saudável, aproximando cidadãos, profissionais do exercício físico, ginásios e espaços públicos em torno de um objetivo comum: criar mais oportunidades para que a atividade física faça parte do quotidiano da população.

Entre as metas definidas encontram-se ainda o aumento da literacia em saúde e exercício físico, a promoção da coesão territorial e a criação de uma verdadeira rede municipal de parceiros da atividade física.

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Três decisões em 32 horas no STF: o relógio eleitoral de Mendonça e a hora de Fachin atuar

Às onze da manhã desta quarta-feira, 9 de setembro, o Supremo cancelou a sessão do plenário. Um assessor com 27 anos de casa disse, em tom reservado, a Mônica Bergamo, da Folha, que nunca tinha visto aquilo. Não era feriado nem recesso, e a corte que condenou uma tentativa de golpe não via clima para que seus ministros passassem uma hora na mesma sala.

A primeira análise que escrevi na semana passada, em que trato das 24h de revelações sobre o Master e Vorcaro, terminava em 2 de setembro, com três atos e a granada sem pino no STF. A sequência de eventos, desde então, escalou e não só manteve a granada sem pino, como também fez surgir minas terrestres pelo carpete do Supremo. A metáfora cabe num momento em que o método de André Mendonça fica ainda mais claro diante do calendário eleitoral, e não necessariamente do processual. Faltam 25 dias para o primeiro turno.

Em 2 de setembro, o Partido Novo, que disputa a Presidência com Romeu Zema e, como sabemos, é próximo a Flávio Bolsonaro, pediu “providências” contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Como já sabemos, Mendonça afastou Andrei Rodrigues nesta terça-feira, 8 de setembro, um dia após Mendonça ganhar o título de mártir e salvador na avenida Paulista com direito a boneco inflável gigante, ao lado do boneco de Trump, como mostrou nossa cobertura na Agência Pública.

O ministro Flávio Dino, por sua vez, reintegrou Andrei por meio de uma terceira liminar, transformando o caso em uma “guerra de liminares”. Dino descreve o ato do colega Mendonça como a suspensão das “atividades de inteligência da Polícia Federal do Brasil” e também escolheu o seu viés: usou o inquérito das emendas do Dark Horse, que encosta em Flávio Bolsonaro.

Sobre isso, a novidade é a homologação da delação premiada de Antonio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, dono da Entre Investimentos — decisão do próprio Mendonça, nesta quarta-feira, e mantida sob sigilo. O delator teria detalhado 12,333 milhões de dólares repassados ao fundo texano Havengate, administrado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado e filho 03 do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, entre janeiro e setembro de 2025, o que equivale a cerca de R$ 69 milhões.

Vorcaro teria pedido cerca de 24 milhões de dólares, em mais de 10 subscrições, das quais apenas sete teriam se concretizado. O que importa é a data. Flávio disse, em maio, à GloboNews, que o último pagamento de Vorcaro fora feito em maio de 2025. A delação, no entanto, poderia confirmar uma transferência posterior, de 1,666 milhão de dólares, em setembro — exatamente o que o relatório do Coaf, revelado pela revista piauí, já apontava. A PF apura se parte do dinheiro custeou a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, o que ele nega.

Ao menos publicamente, nenhum dos ministros em conflito parece confiar na capacidade do presidente Fachin de gerir a crise, e todos tentam se antecipar a ele. Os treze ministros aposentados do STF foram gentis na forma e duros no conteúdo da carta que enviaram à Corte na terça-feira, 8 de setembro. Dizem ter “plena confiança na seriedade, no discernimento e na firmeza” de Fachin e pedem que a sessão seja realizada “com toda a urgência”. O Grupo Prerrogativas também cobrou a discussão em plenário.

Nesta quarta, 157 personalidades assinaram o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil” — entre elas Luciano Huck, Luiza Helena Trajano, Armínio Fraga, Gustavo Franco, Maílson da Nóbrega, Pedro Parente e Nelson Motta —, que pede apuração “completa, célere e independente” e afirma que “as notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, diz o texto, que lembra: “estamos a poucas semanas das eleições”.

Edson Fachin responde aos diversos chamados

Fachin tem uma agenda declarada — código de ética, fim do inquérito das fake news, modernização da Justiça — e uma semana depois de dizer que não haveria precipitação nem omissão, a precipitação foi de todos os outros, e a omissão continuava sendo dele, Fachin. Até que ele decidiu, às 17h desta quarta, quem decide. Foram três atos de uma só vez. Suspendeu as decisões de Mendonça e de Dino sobre Andrei Rodrigues e convocou sessão extraordinária e presencial do Plenário para 15 de setembro, às 10h — Andrei Rodrigues permanece no cargo e conta com o apoio de grande parte da corporação.

A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) já havia afirmado na terça-feira, 8 de setembro, que a competência para determinar o afastamento do diretor-geral da PF deveria caber ao plenário do STF, e não a uma decisão monocrática.

Fachin também revogou a designação de Alexandre de Moraes para conduzir o inquérito aberto pela Portaria 69, de 14 de março de 2019 — o inquérito das fake news —, com efeitos apenas a partir desta data, preservando os atos já praticados. “É grave o quadro em que decisões de ministros passam a ser desafiadas horizontalmente”, escreveu. A AGU recebeu a decisão “com satisfação, respeito e esperança”.

O que amarra tudo segue sendo o calendário eleitoral. Nesses dias de turbulência, todos têm algo a perder ou a ganhar. Moraes, porque a sessão plenária, quando ocorrer, o expõe para além do que já está no relatório encomendado por Mendonça. O próprio Mendonça, porque pode lhe custar as relatorias e a confirmação da extrapolação do seu papel de justiceiro à la Sergio Moro. O governo, porque obriga o candidato e presidente Lula a se manifestar, o que fez na manhã desta quarta-feira, 9, quando declarou ser “urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer”, e ao atribuir a “vazamentos seletivos” impacto sobre a eleição. E a oposição, porque a crise já é a campanha anti-Moraes, tentando colar o próprio Lula no enredo, como vimos nas inúmeras declarações da direita neste feriado de 7 de setembro.

Vale repetir o que valia na semana passada: não confundir indício, suspeita e prova. Ao menos por agora, Fachin tomou sua primeira grande atitude desde o início da crise. No dia 15 de setembro, às 10h, em plenário presencial, a 19 dias do primeiro turno, saberemos a quem o plenário dará razão no processo que reúne mensagens de Vorcaro e Moraes, cujo sigilo foi retirado por decisão de André Mendonça.

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The Innocents Pay While the Culprits Remain Unaccountable

The natural disaster that struck Nepal last month is the outcome of the West’s high-handed climate exploitation policies. On August 26, the collapse of a massive glacier and the bedrock of the surrounding area near Mount Langtang Lirung along the Nepal-Tibet border triggered a violent surge of water, ice, and debris, which rushed down the […]
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Congresso travou regulação de câmeras corporais enquanto letalidade policial batia recorde

Apesar do debate sobre a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais pelas forças de segurança ser recorrente, o Brasil permanece sem dispor de uma regulamentação federal. O vazio regulatório mantém o recurso submetido a regras diferentes de estados, corporações e tribunais, mas não por falta de tentativas.

No Congresso Nacional, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados apreciou, entre 2023 e 2026, mais de 2 mil proposições sobre segurança, incluindo requerimentos, projetos etc.

Um levantamento da Agência Pública identificou que apenas cinco projetos de lei ou decretos que tratam sobre “câmeras corporais” chegaram a ser votados em quatro anos de legislatura.

Entre os cinco projetos que abordam o tema e passaram pela CSPCCO, três tiveram tramitação mais ágil: dois que restringem o acesso às imagens das câmeras corporais utilizadas por forças policiais e um terceiro que prevê a utilização do recurso não por policiais, mas por reeducandos em progressões de pena que os permitam deixar os presídios. Na outra ponta de prioridades, dois projetos que propõem regulamentação do uso de câmeras visando facilitar investigações já acabaram rejeitados.

Da realidade das ruas às apresentações na Justiça

No dia 30 de julho deste ano, o Tribunal do Júri da Barra Funda, em São Paulo, absolveu dois policiais militares acusados de matar Igor Oliveira Santos, 24, durante uma operação em Paraisópolis em 2025. Uma semana após o julgamento, trechos inéditos das imagens das câmeras corporais dos agentes foram divulgados e contradisseram parte dos depoimentos prestados pelos PMs.

Reprodução de imagem registrada por câmera corporal durante ação policial
Reprodução de imagem registrada por câmera corporal durante ação policial

As imagens mostram Igor e mais três homens se rendendo e obedecendo às ordens dos policiais para se deitarem no chão. Igor foi questionado se estava armado, respondeu que não e, quando começou a obedecer a ordem para se levantar, foi atingido por um primeiro tiro disparado por um dos PMs, seguido de outro, de um segundo policial.

Na versão dos agentes de segurança, Igor estaria armado e oferecia risco. As imagens das câmeras corporais, divulgadas pela TV Globo, porém, não evidenciam resistência. A emissora também informou que os policiais não tinham conhecimento de que as câmeras corporais estavam ligadas, já que elas foram acionadas automaticamente via Bluetooth. Nenhuma arma foi apreendida durante a ação.

Mesmo que fosse reaberto, o processo sobre a ação em Paraisópolis não poderia contar com essas novas imagens, caso o projeto de lei (PL) 2.339/24 já estivesse em vigor. De autoria do Capitão Augusto (PL-SP) o PL proíbe o uso de imagens das câmeras corporais como prova criminal contra policiais. A proposta tramitou pela Casa por apenas um ano e foi aprovada pela comissão de segurança em junho de 2025. O autor citou a “garantia constitucional da não autoincriminação, segundo a qual ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo” ao justificar a proposição.

Se aprovado pelo Congresso, o projeto impedirá que registros feitos pelas bodycams sejam admitidos pela Justiça em casos criminais, mesmo que exibam flagrantes de abuso de autoridade: “Fica vedada a utilização por parte de autoridades judiciárias e policiais de qualquer imagem gerada por câmeras corporais dos policiais militares para fins de instrução de processos criminais contra os policiais que portavam o equipamento, independentemente do contexto ou do conteúdo das gravações”, diz o projeto. A proposta aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

De acordo com a pesquisadora sênior do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP) Ariadne Natal, considerar as câmeras corporais “instrumentos de acusação” contra policiais é uma “premissa equivocada”. Segundo ela, “a imagem produzida não é uma prova contra ninguém”, mas uma “evidência do que aconteceu”.

“A utilização da câmera é uma proteção tanto para a população quanto para os próprios policiais”, afirma Natal em entrevista à Agência Pública, ressaltando que, além de esclarecer divergências sobre abordagens e uso da força, o recurso pode ajudar a coibir abusos. “Seja pelo policial ou pelo próprio cidadão. O fato de a ação estar sendo filmada faz com que atores que estão na dinâmica se comportem de maneira diferente. Isso diminui o uso da violência física, da violência verbal e hostilidade.”

Essas câmeras não podem ser transformadas em um instrumento corporativo de proteção, porque ela é um instrumento que está ali para documentar os fatos e os eventos. Se ela vai ser usada na acusação ou na defesa, depende daquilo que a imagem capturou.”
Ariadne Natal
Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP

O caso de Paraisópolis não é isolado. Em 13 de junho, também em São Paulo, Jeferson de Souza, 24, foi morto por policiais militares com três tiros de fuzil durante abordagem. Câmeras corporais dos agentes envolvidos registraram o momento em que o jovem em situação de rua chora e é rendido antes de ser assassinado.

Em depoimento, policiais afirmaram inicialmente que Jeferson teria reagido à abordagem e tentado tomar a arma de um PM. A análise das imagens pela própria Corregedoria da PM concluiu que ele estava desarmado, rendido e não representava ameaça quando foi atingido. Na ocasião, um dos policiais usou a mão para cobrir a lente da câmera corporal segundos antes dos disparos.

Em maio de 2024, o Ministério da Justiça publicou diretrizes para o uso de câmeras corporais pelos órgãos de segurança pública no país. As orientações dizem respeito à utilização do equipamento e às circunstâncias em que devem permanecer obrigatoriamente ligados. No dia seguinte, quatro projetos para suspender os efeitos da portaria foram protocolados no Congresso Nacional.

Dois deles são de autoria de Alberto Fraga (PL-DF), coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e que, à época, presidia a Cspcco. Para o parlamentar, “regras não devem ser definidas por meio de decreto, mas sim por lei federal”. A proposta foi aprovada. O texto ainda aguarda análise em outras comissões antes de ir a plenário.

Sessão da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

PL para compartilhamento rápido de imagens para investigadores é rejeitado

De autoria do deputado Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ), o PL 4.844/25 foi protocolado em 30 de setembro de 2025 com o objetivo de agilizar o envio de registros audiovisuais, logs e metadados das câmeras corporais à polícia judiciária e ao Ministério Público. O projeto prevê que, mediante solicitação, as imagens sejam disponibilizadas num prazo de 72 horas após qualquer ocorrência. Em apenas seis meses, a proposta acabou rejeitada pela comissão de segurança.

Na justificativa do projeto, o deputado citou o caso de Victoria Manoelly dos Santos, de 16 anos, morta por um policial militar na zona leste de São Paulo. “A Justiça teve de aguardar quatro meses até ter acesso às filmagens da câmera corporal, embora o governo Tarcísio afirme que o prazo legal é de 20 dias após requisição. A própria Polícia Civil tem se mostrado incomodada com as sucessivas negativas de acesso imediato aos registros”, informou o parlamentar.

O argumento para a rejeição da proposta foi de que o “ordenamento jurídico já dispõe de instrumentos suficientes para a requisição de provas e para o acesso a registros necessários à investigação criminal”.

À Pública, Vieira afirmou que a proposta era de celeridade para que as imagens fossem preservadas “corretamente e de maneira eficiente para utilização em investigações”. “A questão é que a Comissão de Segurança Pública, em sua maioria, é contra até mesmo a utilização de câmeras corporais nos uniformes dos policiais. […] Bons policiais certamente não veem problema algum. Muitos, inclusive, defendem”, disse.

Grande parte da Comissão de Segurança Pública defende um tipo de polícia fora da lei, praticamente matadora e miliciana, em que o policial é colocado para matar e morrer. O que nós queremos é uma polícia que preserve os policiais, preserve a prática policial e tenha controle democrático, o que é bom inclusive para os bons agentes.”
Pastor Henrique Vieira
Deputado federal

Uma terceira tentativa de regulamentação das câmeras corporais no Congresso é o PL 3295/24. Apresentada pela deputada Erika Kokay (PT-DF) e Tadeu Veneri (PT-PR) em agosto de 2024, a proposta é abrangente, determina diretrizes, bem como uso obrigatório de câmeras corporais pelos integrantes das forças de segurança federais, estaduais, distritais e municipais.

Na Comissão de Segurança, o relator do projeto, deputado Paulo Bilynskyj (PL/SP), apresentou parecer contrário à aprovação do texto sob o argumento de que “o uso das câmeras corporais já foi determinado pelo Poder Executivo por meio da Portaria 648/2024/MJSP, bem como pelo próprio Supremo Tribunal Federal”.

“De modo que, diante do alto custo de sua implementação, tal prática tem sido realizada pelos entes federados, aos poucos”, disse o parlamentar no parecer. Bilynskyj foi um dos deputados que votou favoravelmente ao PDL 294/24, que tenta derrubar a portaria do Ministério da Justiça que orienta o uso das câmeras corporais por policiais – a mesma portaria que ele usa para se opor à uma lei que regulamente o assunto. A Pública acionou a assessoria de imprensa de Bilynskyj, mas não obteve resposta. Em caso de manifestação, este espaço será atualizado.

Apesar do texto do PL 3295/24 ter sido rejeitado em setembro de 2025, o projeto foi encaminhado, há quase um ano, para a Comissão de Finanças e Tributação (CFT), onde aguarda designação de relatoria. “Vamos tentar reverter nas próximas comissões”, afirmou o parlamentar Tadeu Veneri. Após apreciação em todas as comissões designadas pela presidência da Câmara é que um projeto normalmente vai para análise pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ), etapa fundamental antes de poder ser votado.

Para a professora de ciências políticas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ludmila Ribeiro, parte da resistência à aprovação dos projetos está relacionada ao peso do corporativismo entre parlamentares ligados às forças de segurança. “Congressistas que também são policiais se situam dentro dessa lógica de corporativismo propriamente dito: ‘vamos evitar que esse projeto seja aprovado porque, dessa forma, a gente se protege’”, diz.

“O fato é que nessa proteção [contrária às bodycams], a gente está deixando inclusive de mostrar para a sociedade o que faz um bom policial e como os desvios tendem a ser mais mínimos do que boa parte da opinião pública quer acreditar”, concluiu a professora.

Câmera corporal em policial militar do Estado de São Paulo
Para Ludmila Ribeiro, o corporativismo de parlamentares ligados à segurança ajuda a barrar bodycams

Resistência política e falta de transparência

Um levantamento feito pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) mapeou a implementação de câmeras corporais em 26 estados e no Distrito Federal, com base em pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), diários oficiais e informações publicadas pela imprensa. Segundo os dados, até 2025, 20 estados brasileiros haviam adotado os equipamentos ou mantinham estudos e testes de viabilidade em andamento.

Apesar da expansão, a pesquisa aponta que o uso das câmeras corporais pelas forças de segurança ainda enfrenta obstáculos como falta de padronização nacional, resistência política e baixo nível de transparência pública.

Um dos casos citados é o de Santa Catarina, primeiro estado do país a implantar uma política de câmeras corporais, em 2019. O programa foi encerrado completamente em setembro de 2024, durante o governo de Jorginho Mello (PL), sob a justificativa de obsolescência dos equipamentos. 

Também há resistência à implementação das câmeras em outros dois estados comandados pela direita: Goiás, cujo governador é Daniel Vilela (MDB), e Mato Grosso, liderado por Otaviano Pivetta (Republicanos). Os dois estados estão entre os 10 de maior letalidade policial segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 5º e 9º lugar, respectivamente.

Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP e doutoranda em sociologia Bianca Lombarde, as câmeras se tornaram objeto de disputa política, “especialmente entre setores conservadores que defendem uma atuação policial menos sujeita a mecanismos de monitoramento e responsabilização”.

Segundo Lombarde, pesquisas realizadas em São Paulo não confirmam o argumento comum de quem critica o uso de câmeras alegando uma possível inibição da atuação policial por receio de sanções administrativas por parte de agentes, bem como a exposição de condutas inadequadas. 

“A implementação das câmeras [em São Paulo] esteve associada ao aumento de determinados registros, incluindo ocorrências relacionadas à violência doméstica e apreensões de armas. […] Isso é importante porque sugere que as câmeras não necessariamente reduzem a atuação policial. Em determinadas condições, elas podem fazer com que essa atuação se torne mais formalizada, documentada e aderente aos protocolos”, avalia.

Na avaliação de especialistas ouvidos pela Pública, a atividade policial precisa estar submetida a mecanismos de controle e transparência, já que envolve poderes concedidos pelo Estado e pode afetar diretamente a vida dos cidadãos. Apesar do entendimento de que esse recurso é um mecanismo importante para a democracia, durante o período eleitoral, candidatos às eleições de outubro têm manifestado oposição ao equipamento.

Candidato à Presidência, Ronaldo Caiado
Candidato à Presidência, Ronaldo Caiado diz que não pretende adotar câmeras corporais para policiais: “Nós estamos em guerra”

Em 26 de agosto, o candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD), que tem a segurança pública como uma das principais bandeiras de campanha, afirmou que não pretende adotar câmeras corporais para policiais caso seja eleito. “Nós estamos em guerra. Me mostra o lugar no mundo que, em guerra, tem câmera no policial. Onde?”, indagou o ex-governador de Goiás. Caiado fez a mesma pergunta à imprensa no início de setembro.

Um dos países que enfrenta luta armada e utiliza as câmeras corporais é a Ucrânia. Em guerra desde fevereiro de 2022, o governo e as forças militares ucranianas adotaram como estratégia oficial a divulgação frequente de imagens de câmeras corporais. Mesmo nos Estados Unidos, após inúmeras denúncias de atuação violenta, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) resolveu aderir a utilização das câmeras corporais, desde o dia 8 de agosto deste ano. O diretor interino da agência, David Venturella, informou que todos os agentes e oficiais do ICE em campo estaria equipados com câmeras corporais.

Reprodução de trecho de abordagem policial divulgada no canal oficial da Polícia Militar de SP
Reprodução de trecho de abordagem policial divulgada no canal oficial da Polícia Militar de SP

Show de câmeras corporais atrai público na web

Enquanto o Congresso Nacional discute quem pode acessar imagens das câmeras corporais, vídeos com imagens de ocorrências feitas com o equipamento já alimentam o YouTube, a exemplo do canal da Polícia Militar de São Paulo (PMESP), que soma mais de 1 milhão de inscritos.

Registros de perseguições, operações, negociações com reféns e até troca de tiros são publicados pela corporação. Em uma das postagens, um militar entra em luta corporal com um suspeito e acaba gravemente ferido com um tiro no pescoço. A cena é marcada por desespero do PM ferido, bem como de testemunhas. A gravação já acumulava mais de 800 mil visualizações até agosto deste ano. A Pública buscou PMESP por email e telefone, mas até o momento, a corporação não quis comentar a questão.

De acordo com a pesquisadora de violências Ariadne Natal, o “problema não é a câmera corporal”, mas o controle, seleção, acesso e divulgação das imagens. “As câmeras corporais existem para registrar eventos que precisam ser esclarecidos no futuro. Então, [as imagens] podem ser usadas como uma prova técnica em um processo, para efeitos educativos, mas não deveriam gerar entretenimento”, disse.

“É contraditório que esteja em discussão a questão de negar acesso a essas imagens como prova técnica, mas facultar o acesso de maneira pública quando é para efeito de publicidade”, avalia a especialista.

Intervenções policiais provocaram 60,5 mil mortes em 10 anos

Dias antes da absolvição dos PMs no caso de Paraisópolis, o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou que 18 pessoas foram mortas pela polícia a cada dia de 2025. Foram 6.602 mortes decorrentes de intervenção policial no país, o maior número desde 2016. O índice representa um aumento de 5,8% em relação a 2024. Em 10 anos, foram 60.558 mortes.

Segundo o levantamento, embora o policial possa utilizar força letal em legítima defesa e no estrito cumprimento do dever legal, “estudos demonstram que entre os casos assim tipificados, também estão ocorrências com indícios de execução, nas quais a força letal foi usada sem necessidade comprovada”.

Diante disso, o anuário destacou a “importância de mecanismos independentes de supervisão e produção de provas como as câmeras corporais”, que “simultaneamente protegem os policiais que atuam dentro dos parâmetros de legalidade e, ao mesmo tempo, permitem responsabilizar os que extrapolam os limites legais de uso da força”.

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Commission approves €30 million Portuguese state aid for agricultural, fishery and aquaculture companies

The European Commission has approved a €30 million state aid scheme for agricultural, fishery and aquaculture companies facing increased fuel and fertiliser prices due to the Middle East crisis.

The scheme was approved under the Middle East Crisis Temporary State Aid Framework (METSAF) adopted by the Commission on 29 April 2026.

The Portuguese scheme

Portugal notified to the Commission a €30 million scheme to support companies active in the primary production of agricultural, fishery and aquaculture products. The scheme, which will run until 31 December 2026, aims to mitigate the impact of the increase in agricultural fuel and fertiliser prices.

The aid will take the form of direct grants. The scheme concerns the grant of a limited amount of aid calibrated on the increase of the prices of fuel and fertilisers with a maximum of €50,000 per company. For the agricultural sector, the aid for fertilisers is based on a fixed amount depending on the number of hectares of agricultural surface and the animals of the company. The aid for fuel costs consists of €0.10 per litre of agricultural or marine diesel consumed from 1 April to 30 June 2026.

The Commission assessed the scheme under EU state aid rules, in particular Article 107(3)(c) of the Treaty on the Functioning of the EU, which enables member states to support the development of certain economic activities subject to certain conditions, as well as Sections 1 and 2.1 of the METSAF.

The Commission found that the scheme is in line with the conditions set out in the METSAF. In particular, the aid will be granted based on a scheme with a clear estimated budget and will be provided to temporarily support the development of companies active in the primary production of agricultural, fishery and aquaculture products. The Commission concluded that the scheme is necessary, appropriate and proportionate to facilitate the development of an economic activity and does not adversely affect trading conditions to an extent contrary to the common interest.

On this basis, the Commission approved the Portuguese scheme under EU state aid rules.

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Almancil celebra 70 anos de “Grande Sertão Veredas”de João Guimarães Rosa

O Polo “Casimiro de Brito” da Biblioteca Municipal de Loulé, em Almancil, celebra os 70 anos de “Grande Sertão: Veredas”, romance icónico do autor João Guimarães Rosa.

A atividade, realizada em parceria com a UALG, Município de Montemor-o-Novo e Fundação José Saramago, tem lugar no dia 11 de setembro, pelas 18h.

Em 2026, comemoram-se os 70 anos da publicação de “Grande Sertão: Veredas” (1956), obra maior de João Guimarães Rosa (1908–1967) e um dos marcos da Literatura de língua portuguesa. O evento proposto assinala esta efeméride em Loulé, trazendo o universo rosiano ao Algarve através de três dimensões complementares: a narração oral, a criação artística e a reflexão sobre literatura, território e turismo cultural.

A iniciativa articula-se com a vinda a Portugal de Dôra Guimarães e Thiago Goulart, a convite da Fundação José Saramago e da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, e com a estância de investigação na UAlg de Diomira Faria, diretora do Espaço do Conhecimento UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais e cocuradora da exposição “Sertão Mundo”, dedicada à obra rosiana e às suas reverberações pelo mundo.

O encontro pretende demonstrar que a exposição “Sertão Mundo” e o trabalho de narração oral do Grupo Miguilim podem constituir modelos replicáveis nos territórios do Algarve e adaptáveis a outros autores, portugueses e lusófonos, constituindo instrumentos concretos de mediação literária, de reforço identitário e de desenvolvimento local.

Para além de uma sessão de narração oral, o momento contará com a mesa-redonda “O sertão está em toda a parte: turismo literário e desenvolvimento dos territórios, de Cordisburgo ao Algarve”.

 A atividade é de entrada livre.

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Esquerda, direita e centro concordam mais sobre a economia do que a eleição faz parecer

Em todo o período eleitoral, a economia invade a conversa do dia a dia de boa parte das pessoas. Seja no almoço de domingo, no ponto de ônibus, na fila da padaria ou no grupo de WhatsApp da família. E é aí, longe do palanque, que uma pesquisa revela algo que o discurso da polarização insiste em esconder: brasileiros e brasileiras de todos os espectros concordam bem mais sobre economia do que a lógica do “nós contra eles” sugere.

O estudo Percepções da Economia Brasileira, encomendado pelo Fundo Global para uma Nova Economia (GFNE) e conduzido pela Ipsos, em parceria com os think tanks Transforma e Cipó, ouviu, de forma online, brasileiros maiores de 18 anos das classes A, B e C, entre junho e julho de 2026. E o resultado é revelador para este momento pré-eleitoral: o que eles defendem em termos de projeto econômico tem pouco a ver com a sua identificação política e ideológica.

A pesquisa fez um experimento simples e eficaz: apresentou plataformas de governo hipotéticas a dois grupos distintos de eleitores, sempre contrastando uma proposta identificada com a “direita genérica” – redução generalizada de impostos, privatizações, combate à corrupção, penas mais duras para crimes graves – a uma alternativa de esquerda.

No primeiro cenário, a alternativa foi a “centro-esquerda tradicional”: elevação do salário-mínimo, combate à pobreza por auxílios sociais, Estado mais presente na economia. Resultado: 46% dos eleitores preferem essa plataforma, contra 39% pela direita. Esse resultado, em si, já diz bastante. Mesmo uma parte de quem desaprova (23%) o governo atual ou não soube avaliá-lo (41%) se identifica mais com uma alternativa ao neoliberalismo.

Mas, no segundo cenário, a proposta de esquerda mudou de figura e o resultado disparou. A plataforma chamada de “nova economia” mantém a defesa do papel do Estado, mas troca o enfoque: combate a preços abusivos, reconhecimento do trabalho de cuidado, ampliação de direitos trabalhistas e taxação de grandes fortunas. Neste caso, a adesão à direita cai para 27%, enquanto a “nova economia” é escolhida pela maioria, por 59% dos entrevistados. Aqui, vale esclarecer: essa nova economia é definida pelo próprio GFNE como uma plataforma econômica que seja inclusiva, equânime e sustentável. Bastante do que venho defendendo nessa coluna, e do que também é promovido pela NoVE, Novas Vozes Econômicas, a rede de economistas progressistas da qual faço parte. 

A diferença entre os dois cenários não é sutil: são 20 pontos percentuais de distância entre duas versões de esquerda: uma tradicional, outra com propostas mais atreladas ao cotidiano dos entrevistados.

Isso diz algo que interessa a qualquer estrategista de campanha: não basta ser de esquerda, é preciso falar da economia que pesa no bolso das pessoas todos os dias.

E quem está migrando de opinião? Sobretudo dois grupos que a política costuma dar como perdidos para qualquer agenda progressista: os “inconsistentes”. Trata-se de eleitores sem padrão fixo de voto nas duas últimas eleições, categoria que reúne desde quem alternou o voto entre PT e Bolsonarismo até quem não votou ou nem se lembra em quem votou. Isso inclui uma fatia relevante de quem hoje desaprova o governo Lula.

Entre os inconsistentes (os eleitores sem padrão fixo), a adesão à esquerda salta de 49% para 63% quando a proposta é a “nova economia”. Entre os opositores ao PT, o salto é de 17 pontos percentuais, chegando a 40%, ou seja, quase a metade de quem hoje reprova Lula prefere uma agenda que taxa fortunas e amplia direitos trabalhistas a uma agenda neoliberal.

Se há um consenso por trás desses números, é que quem sente na pele o custo de vida quer soluções concretas, independente de quem as ofereça. A prova disso é o apoio a medidas específicas, que atravessa o espectro político inteiro.

Diante de um cenário internacional instável, 59% defendem maior controle estatal sobre empresas estratégicas; 66% apoiam a atuação do governo sobre o preço dos combustíveis. Metade do país defende relações diplomáticas pragmáticas, independentemente de alinhamento político, desde que haja vantagem comercial para o Brasil.

Mas o ponto de maior acordo da pesquisa – o maior de todos – não é sobre impostos, nem sobre o papel do Estado. É sobre tempo. Quase três em cada quatro brasileiros (73%) querem o fim da escala 6×1. E mesmo entre quem desaprova o governo Lula, esse apoio continua alto: 60%. Raramente uma pauta econômica reúne tanta gente ao redor da mesma mesa.

A isso soma-se a percepção de que o jogo está desequilibrado: 58% dos entrevistados acham que o sistema econômico atual beneficia principalmente ricos e poderosos, e mais da metade (53%) apoia taxar grandes fortunas para corrigir a rota.

Em síntese, o que a pesquisa da GFNE mostra é que grande parte do eleitorado concorda com novas políticas econômicas, voltadas ao desenvolvimento do país e à redução das desigualdades.

O eleitorado brasileiro, de direita, esquerda e centro, já sabe o que quer. Até outubro, falta saber qual candidato vai ser capaz de nomear essa economia com a clareza que ela merece.

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Mercados de Olhão chegam à Grande Final das Novas 7 Maravilhas de Portugal

Os Mercados Municipais de Olhão estão na Grande Final Nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal, depois de garantirem, no passado sábado, a passagem à última fase do concurso.

Entre os 21 patrimónios apurados para a final nacional, os Mercados de Olhão são o único património representante do Algarve.

A passagem à final constitui um momento histórico para Olhão e para o Algarve. Depois de uma caminhada marcada pelo reconhecimento e pelo forte envolvimento da população, os Mercados Municipais de Olhão chegam, agora, ao momento decisivo da competição, com a possibilidade de serem eleitos uma das Novas 7 Novas Maravilhas de Portugal 2026.

“Hoje, os Mercados de Olhão já não representam apenas Olhão. Representam todo o Algarve”, destaca o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Calé. “Chegar à Grande Final Nacional, sendo o único património algarvio entre os 21 finalistas, é motivo de enorme orgulho e demonstra a força da nossa identidade, da nossa história e daquilo que temos para mostrar ao país. Depois do folar e da Ria Formosa, com a eleição dos Mercados, seremos o único município do país com três Maravilhas”, acrescenta o autarca.

Com mais de um século de história, os Mercados Municipais são uma das imagens mais emblemáticas de Olhão. Mais do que um espaço de comércio, constituem um lugar de encontro, de memória e de identidade, profundamente ligado à relação da cidade com a Ria Formosa, com a pesca, com a gastronomia e com a vivência quotidiana dos olhanenses.

A Grande Final Nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal realiza-se no próximo dia 12 de setembro, às 21:30, em direto na TVI, reunindo os 21 Finalistas Nacionais, correspondentes aos três patrimónios mais votados em cada categoria. Os Mercados Municipais de Olhão concorrem na categoria Século XX.

Será durante esta gala que serão reveladas as Novas 7 Maravilhas de Portugal 2026.

Até lá, a votação do público continua aberta e será determinante para o resultado final. Para votar nos Mercados Municipais de Olhão, basta ligar para o 761 207 097. A votação pode, também, ser realizada através da aplicação TVI Pass, tendo cada voto o custo de 1€ + IVA. O Município de Olhão apela, assim, à mobilização de todos os olhanenses, algarvios e amigos de Olhão para esta última etapa da candidatura.

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1.ª fase das inscrições na Academia do Saber de Quarteira arrancou ontem

As inscrições decorrem, numa 1.ª fase, até ao dia 18 de setembro na Junta de Freguesia de Quarteira e online através do website da Freguesia. A 2.ª fase tem início no dia 12 de outubro.

Iniciou ontem a 1.ª fase das inscrições para a Academia do Saber, iniciativa do programa da Junta de Freguesia de Quarteira – Quarteira Longevidade com Qualidade. Além da Academia do Saber, o programa inclui também outras três iniciativas regulares: Danças Sociais, Teatro Sénior e Ginástica Seniores em Movimento, cujas inscrições tiveram início no dia 24 de agosto.

Com o propósito de contribuir para a manutenção de uma longevidade ativa e saudável e para a valorização pessoal e social da população com mais de 50 anos, o programa Quarteira Longevidade com Qualidade completa, em 2026, 10 anos de funcionamento. «São 10 anos de um projeto que nos deixa bastante orgulhosos. São mais de 800 alunos seniores envolvidos; uma agradável diversidade de aulas e módulos lecionados, uma enorme disponibilidade e entrega dos nossos monitores e o profissionalismo das colaboradoras da Junta de Freguesia de Quarteira: esta é a receita para o sucesso do programa Quarteira Longevidade com Qualidade.», refere João Romão, Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira. «Sabemos a importância destas dinâmicas na nossa comunidade e, no fundo, o que me deixa mais feliz é o impacto que as atividades têm diretamente na qualidade de vida de cada uma destas pessoas. É simplesmente fantástico!», sublinha o autarca.

Para o ano letivo 2026/2027, a Academia do Saber conta com 54 módulos teóricos e práticos, lecionados por 49 professores em regime de voluntariado, em áreas como artes, saúde, atividade física, línguas, desenvolvimento pessoal, tecnologia e história.

Além das iniciativas regulares do programa, são ainda promovidas, ao longo do ano, atividades pontuais de entrada livre como sessões informativas, exposições e oficinas práticas.

Os períodos de inscrição para o programa Quarteira Longevidade com Qualidade são os seguintes:

  • Academia do Saber (+50 anos): 1.ª fase de 7 a 18 de setembro e 2.ª fase a partir de 12 de outubro;
  • Danças Sociais (+50 anos): 1.ª fase de 24 de agosto a 4 de setembro e 2.ª fase a partir de 16 de setembro;
  • Ginástica Seniores em Movimento (+50 anos): a partir de 24 de agosto;
  • Teatro Sénior (+60 anos): 1.ª fase de 24 de agosto a 4 de setembro e 2.ª fase a partir de 16 de setembro.

As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Junta de Freguesia ou através do website.

O Teatro Sénior é dinamizado pelo Coletivo JAT – Janela Aberta Teatro, as Danças Sociais pela Associação Arabesque Family e a Ginástica Seniores em Movimento pela Associação Movimento é Vida.

O Programa Quarteira Longevidade com Qualidade é um projeto da Junta de Freguesia de Quarteira com o apoio da Câmara Municipal de Loulé.

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EU sends more aid to Nepal as flood survivors face severe humanitarian conditions

As families across Nepal face the human toll of one of the country's deadliest floods in decades, the EU is adding to the relief effort led by Nepalese authorities and humanitarian partners. A first EU humanitarian air bridge flight is delivering 82 tonnes of essential supplies, while the European Commission is providing a further €500,000 for response and coordinating further help offered by European countries.

Organized with UNICEF, the Air Bridge flight has landed this morning carrying supplies for nutrition, health, water and sanitation, shelter, education and protection from EU stocks. The additional €500,000 will be channelled through the International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies' disaster response emergency fund, allowing local teams to cover urgent needs. Separately, through the EU civil protection mechanism, Luxembourg, Germany, Latvia and Norway are sending equipment including life jackets, hygiene and kitchen kits, blankets, medical supplies, protective equipment and emergency energy equipment.

This further assistance builds on the EU response already underway. On 28 August, the Commission allocated €2 million in emergency humanitarian aid, on top of almost €3 million already allocated to Nepal in 2026 for disaster preparedness. EU-funded partners have been providing assistance on the ground, while Copernicus emergency satellite mapping has been activated and the EU Rapid Response and Logistic Coordinators for Asia are deployed.

Crisis Management Commissioner Hadja Lahbib said: 

"In a single night, rivers of mud and water swept away what generations had built: homes, schools, entire communities. Nepal has suffered a devastating loss of life, and thousands of families are facing the unimaginable. The grief is only beginning to sink in. Europe stands with the Nepalese people. We are supporting emergency responders and getting emergency aid to those who need it: clean water, medicine for hospitals, shelter for families sleeping in the open, and psychological support for the grieving. European solidarity crosses oceans. We will help Nepal not just survive this tragedy, but rebuild. Stronger and never alone."

Background

The European Commission's emergency response co-ordination centre operates 24/7; it ensures rapid deployment of emergency support and acts as a coordination hub between all EU member states, the 10 additional participating states, the affected country, and civil protection and humanitarian aid experts.

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