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Festival de Cinema valoriza produções de crianças e adolescentes

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O interesse pelo cinema começou cedo. Por volta dos 5 anos, as brincadeiras do menino já tinham montagem de filmes com histórias de super-heróis. Enquanto ia gostando dessa brincadeira, Miguel Figueiredo Viglio deu o primeiro passo para conhecer mais a arte do cinema e resolveu, aos 7 anos, fazer um curso de stop motion, que é uma animação feita quadro a quadro.

“Aí comecei a fazer os filmes em stop motion com brinquedos que eu tinha e fui me aprimorando”, contou em entrevista à Agência Brasil

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Hoje com 14 anos, o jovem tem certeza de que quer seguir na carreira, embora saiba que é um caminho árduo. “É difícil, mas sei que vou trabalhar com uma coisa que eu gosto e com pessoas que também gostam da mesma coisa".

Miguel Viglio é um dos concorrentes no Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC), que ocorre deste domingo (18) até o dia 24 de outubro, em três espaços culturais da cidade do Rio de Janeiro: Teatro Municipal Carlos Gomes, Instituto Cervantes e Jardim Botânico. A programação é gratuita.

 Fedtival Internacional Pequeno Cineasta. Foto: : Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)
 Fedtival Internacional Pequeno Cineasta. Foto: : Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)
Circo dos Horrores - Divulgação Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC)

Em casa, Miguel conta com o incentivo da mãe Chica Amoreira, que orgulhosa lembrou os prêmios que o filho já conquistou em festivais. Entre as premiações, somente com o filme Circo dos Horrores, com o qual vai concorrer nesta edição do FIPC, tem Melhor Filme no festival FECEA no Rio Grande do Sul, em 2025; Troféu Geração no Festival do Rio, no mesmo ano; Melhor filme pelo Júri Popular no festival É Tudo Criança, em Minas Gerais, em 2026.

Fora do Brasil, foi finalista no CineClub Dei Picoli, na Itália, em 2025, no Madeira Curtas Short Film, de Portugal em 2026 e no REC film festival da Alemanha também em 2026.

Daniel Nini, de 16 anos, é mais um concorrente no Festival Internacional Pequeno Cineasta. O interesse pela arte o levou para atuar como ator. Depois do teatro, veio a vontade de fazer cinema porque gostava muito de ver filmes.

“Com 10 anos eu me toquei que poderia estar nos filmes e realizar filmes. Aí comecei a ver muita coisa para pegar bagagem cultural e tentar botar em prática os meus próprios roteiros”, disse à Agência Brasil.

No início, recorreu ao celular, que era o que dispunha na época para realizar o seu filme. “Nessa época eu não tinha câmera, quando eu peguei feito por telefone, pensei que nada ia ser aproveitado, porque o som também não estava com uma qualidade muito boa , mas com a mágica da edição, ainda mais vendo na tela grande, ficou ótimo. Fiquei muito feliz com o resultado”, contou Daniel.

que também é ator e com o tempo conseguiu comprar os equipamentos necessários com o dinheiro que ganhava com as suas atuações.

Júri

Uma outra característica do festival é que as crianças e adolescentes também participam da escolha dos vencedores. O Júri Oficial é formado por jovens das mesmas faixas etárias dos competidores, na faixa etária entre 8 e 17.

A responsabilidade de ter que julgar as produções é grande, afinal pode representar um marco para quem está começando na carreira. Participante do Júri Oficial, Carina Ki considerou uma experiência muito importante.

“Quando eu soube que eram de 13 a 17 pensei que era uma coisa meio experimental porque são crianças fazendo, mas fiquei muito impactada com a criatividade e todas as técnicas que elas usaram. As crianças se esforçaram muito para fazer. Fiquei muito impressionada com o talento delas”, disse.

“Eu tenho o projeto de estudar cinema no futuro, então, foi uma oportunidade muito importante, para mim, ter contato com produções de outros adolescentes”, concluiu.

Para a cineasta, produtora, educadora audiovisual e idealizadora do FIPC, Daniela Gracindo, o diferencial deste festival é que não são adultos falando sobre crianças e adolescentes. São eles que assumem as câmeras para contar as suas histórias.

“Eles ficam se sentindo mais participativos com protagonismo, porque a opinião deles importa. Já muda completamente a postura daquela criança que senta na cadeira sabendo que vai eleger o filme que vai ser premiado. A postura dela na cadeira de cinema é outra”, avaliou Daniela.

11ª edição

O Festival Internacional Pequeno Cineasta chega a 11ª edição com mais atividades e maior interesse de crianças e adolescentes pela arte do cinema. A ideia surgiu quando Daniela produzia uma homenagem ao avô Paulo Gracindo.

Na época, o pai Gracindo Jr., com quem realizava o documentário, tinha uma produtora, onde a cineasta queria dar aulas de cinema e teatro. Foi assim que em 2009 uma turma com equipe infantil de alunos entre 9 e 13 anos inaugurou a Oficina Pequeno Cineasta, que acompanha crianças e jovens em todas as etapas da realização de um filme, indo da ideia e do roteiro à atuação, direção, filmagem e edição.

A partir daí surgiu a primeira edição do festival em 2010 e, que segundo Daniela, ainda era bem mais tímida.

“Cada edição que eu faço é uma potência tão grande de troca de cultura, de conexão, de conseguir se aproximar da criança, porque a gente tem esse espaço qualificado onde elas podem e devem se expressar por meio da sétima arte”, apontou Daniela.

Ao longo dos anos o convívio com as crianças e adolescentes foi aumentando e se fortalecendo por meio de Oficinas Pequeno Cineasta que já foram realizadas no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e até fora do Brasil, como na Guiana Francesa e na Argentina. 

“Por ver todo esse resultado e conseguir abrigar crianças que nunca entraram em uma sala de cinema e ficam estonteadas só com a sala, imagina quando elas veem que uma outra garota ou garoto, como elas, fizeram aquele filme que está na tela. O impacto é muito grande para todos”, disse Daniela.

Produções

Este ano, o festival vai exibir 68 filmes realizados por jovens de 8 a 17 anos. As produções foram selecionadas a partir de 467 inscrições de 41 países e dez estados brasileiros. São ficções, documentários e animações, que conforme a organização, “mostram como essa geração enxerga questões que vão de amizade e preconceito à inteligência artificial, cyberbullying e crise climática”.

Níveis de competição

Além de quatro categorias: Nacional e Internacional Criança para realizadores de 8 a 12 anos; e Nacional e Internacional Jovem para adolescentes de 13 a 17 anos, a competição das obras se dá em três mostras especiais: Oficina Pequeno Cineasta, Filmes Hispânicos e Sustente Sua História, que é dedicada a produções sobre sustentabilidade e meio ambiente.

Variedade

Os temas dos filmes selecionados passam por afetos, perdas, amizade, preconceito, trabalho, inteligência artificial, violência, cyberbullying, crise climática e a relação entre humanidade e natureza.

Os vínculos humanos são abordados em A Night Without You (Malásia), Orpheus & Eurydice (Estados Unidos) e Passagens (Niterói, Rio de Janeiro). Já em The City (Ucrânia) e Paani (Estados Unidos) os cineastas tratam da resiliência diante de guerras, deslocamentos e eventos climáticos extremos.

A crise climática é tema em Axinos (Grécia), Concreto (Contagem, MG) e Yanomamis: Guardiões da Floresta (Brasil), enquanto O Espelho e Segundo Plano, os dois de Porto Alegre, e Por Culpa de la IA (Espanha) exploram a solidão, pressão social, violência e os efeitos da tecnologia.

Intercâmbio

A abertura, no dia 18, às 11h, no Teatro Municipal Carlos Gomes, Centro do Rio, reserva um encontro especial entre cineastas do Brasil e da Guiana Francesa. Na cerimônia, serão exibidos seis curtas realizados em Saint-Georges, por cerca de 80 crianças e jovens, produzidos durante oficinas desenvolvidas entre 2025 e 2026, além de um minidocumentário sobre o processo de criação.

Na segunda-feira (19), haverá no Instituto Cervantes, em Botafogo, das 15h30 às 17h, a Mesa Redondinha. O evento será um encontro de jovens cineastas do Brasil e da Guiana Francesa para assistirem aos filmes produzidos pelos dois grupos. Também terá conversar com o público sobre escolhas narrativas, temas, desafios de realização e as diferentes maneiras de transformar experiências em cinema. 

Ainda na segunda e no dia seguinte, o Instituto Cervantes recebe, das 9h às 13h, o workshop Cinema na Sala de Aula, destinado a professores, educadores e interessados em desenvolver práticas audiovisuais com crianças e jovens. A educadora, realizadora e pesquisadora argentina Irene Blei, é quem vai ministrar a atividade com oito horas de duração.

Irene é inovadora na educação audiovisual, ela criou e dirigiu historicamente a Oficina de Cine El Mate, a primeira escola de cinema infantil e juvenil de Vicente López, na Argentina.

Escolas

As ações do festival atravessam os seus espaços e chegam às escolas e comunidades educativas de todo o país por meio do Pequeno Cineasta na Escola.

As instituições inscritas tem acesso gratuito, durante o período do festival, às mostras competitivas e podem organizar sessões com seus alunos e enviar os votos para o Prêmio do Júri Popular. Para a organização, a iniciativa favorece a formação de plateia e transforma o cinema em ponto de partida para conversas sobre temas contemporâneos dentro da escola.

“É primordial para a infância e a juventude nesse sentido, não de ser um youtuber, um tiktoker, pode ser também, mas a ideia do projeto Pequeno Cineasta é que eles se aprofundem na linguagem e se tornem críticos e saibam o que estão recebendo, fazendo e sejam alfabetizados nessa linguagem”, relatou Daniela.

Ao longo das edições, o festival reuniu produções de 54 países e alcançou mais de 80 mil pessoas, “promovendo autoria, direito à expressão, formação de público e diálogo intercultural”.

O encerramento da programação deste ano será no Instituto Cervantes, das 16h às 18h, quando haverá a premiação dos vencedores e uma homenagem a Gracindo Jr, que morreu no dia 2 de setembro, em casa no Rio, aos 83 anos.

O Festival Internacional Pequeno Cineasta tem apoio institucional da Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Cultura e de Educação, do Sistema Nacional de Cultura e do Ministério da Cultura.

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Recife vai sediar maior festival de animação do Brasil, o Animage

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Amantes de filmes de animação vão se encontrar em novembro no 16º Festival Animage, em Recife. A mostra é a maior do país para esse tipo de filme e um dos mais importantes da América Latina. 

Este ano, o festival traz duas grandes novidades: a mostra competitiva para longas-metragens e o Animage Conecta, com programação voltada para proporcionar ambiente de negócios na área de animação e pensar os desafios e o futuro do setor.   

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A programação inclui reuniões de negócios, sessões de pitching com projetos de seis países e debates sobre os desafios da animação brasileira, com temas como distribuição, inteligência artificial e coprodução internacional.

Oficinas

A programação do Animage Conecta contará ainda com seis oficinas abertas ao público com um total de 90 vagas. As inscrições começam no próximo dia 19 e vão até 29 de outubro. 

Haverá ainda duas masterclasses com profissionais premiados. No dia da abertura, 20 de novembro, a aula será com a animadora e diretora norte-americana Sarah de Gaudemar. 

Com mais de duas décadas de experiência, Sarah Gaudemar venceu um Emmy do Primetime com o filme Frango Robô e participou de produções como Coraline, Anomalisa e Wendell & Wild e Lego Batman: o Filme. 

No dia 22, haverá uma masterclass com o diretor Hugo Covarrubias, do curta Bestia, indicado ao Oscar de Melhor Curta-metragem de Animação em 2022. 

Também vão participar do festival os cineastas Marco Nguyen, diretor do longa Jim Queen, e Otto Guerra, um dos diretores do filme O Filho da Puta. 

A Agência Brasil estará no Festival Animage. 

Serviço

Festival Animage: 20 a 29/11

Animage Conecta: 20 a 23/11

Local: Recife

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Festa do Cinema Francês leva três filmes a Faro com sessão para escolas

A 27.ª Festa do Cinema Francês apresenta três filmes no auditório do IPDJ, em Faro. «O Canto das Florestas» tem uma sessão exclusiva para escolas às 10h00 do dia 23 de outubro.

O conteúdo Festa do Cinema Francês leva três filmes a Faro com sessão para escolas aparece primeiro em Barlavento.

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Documentário celebra a vida do músico João Aguardela

Documentário "Esta vida de marinheiro" vai estrear no festival Doclisboa este sábado. Três temas inéditos, realizados pelo músico que integrou a antiga banda portuguesa Sitiados, serão apresentados.

João Aguardela "era adicto" à música, alguém que começava o dia sempre a ouvir um álbum, que vivia para a música, que, num tempo de descoberta da Internet, fazia compilações e oferecia às pessoas
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O famoso hotel de "Sozinho em Casa 2" vai fechar?

O lendário Hotel Plaza fecha em janeiro para um restauro que vai durar até 2031. O pacote luxuoso de Kevin McCallister com limousine, pizza e gelados fica suspenso bem como a vida no condomínio.

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Mostra Internacional de Cinema de SP começa nesta quinta-feira

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A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, um dos maiores festivais de cinema do país, começa nesta quinta-feira (15). Neste ano, a Mostra, como é mais conhecida, comemora 50 anos. 

Para celebrar a data, o evento vai exibir 392 filmes de 93 países, além de promover exposições, lançamentos de livros, shows, debates, programação especial para crianças e o lançamento de um acervo próprio. O evento ocorre até 29 de outubro. Veja aqui informações sobre locais de exibição e compra de ingressos.

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Ao longo dessa meia década, a Mostra já apresentou ao público mais de 11.692 filmes. Além disso, ajudou a formar uma geração de cinéfilos, diretores e profissionais do cinema. Entre eles, está Rodrigo Teixeira, que ajudou a produzir sucessos como Ainda Estou Aqui, Me Chame pelo seu Nome e também Tigre de Papel – filme de James Gray que será exibido no festival.

“A Mostra me formou como cineasta e me ajudou muito a me formar como ser humano”, disse ele durante a cerimônia de abertura do evento, na noite dessa quarta-feira (14). Em entrevista à Agência Brasil, Teixeira celebrou a data especial. 

“A Mostra celebra 50 anos, eu celebro 50 anos, minha empresa celebra 20 anos. Há 20 anos eu ganhei o prêmio de melhor filme aqui. Então, muitas datas se cruzam.”

15/10/2026 - Cenas do Filme Tigre de Papel . Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação 15/10/2026 - Cenas do Filme Tigre de Papel . Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação
Cenas do Filme Tigre de Papel do cineasta James Gray. Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação

Autor do pôster da Mostra deste ano, o cineasta americano James Gray esteve presente na cerimônia de abertura para apresentar seu novo filme, Tigre de Papel, que acompanha a história de dois irmãos em busca do sonho americano que se envolvem com a máfia russa. “Eu amo este país. Essa não é a minha primeira vez aqui, que é um lugar maravilhoso.”

Também apresentando seu novo filme, o cineasta Kleber Mendonça Filho destacou a relevância do festival. “A Mostra faz parte da vida de todos nós, brasileiros, que amamos cinema.”

Seu novo filme é o curta Sul de Teerã, em que ele acompanha o cineasta Jafar Panahi por Nova York. 

“Estou muito feliz em apresentar, pela primeira vez, este filme no Brasil durante a Mostra de São Paulo. O festival toma ainda mais importância para nós ao reafirmar a importância da cultura do cinema neste momento tão dramático do país.”

15/10/2026 - Cenas do Filme Sul de Teerã . Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação 15/10/2026 - Cenas do Filme Sul de Teerã . Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação
Cenas do Filme Sul de Teerã. Foto: 50° Mostra Internacional de Cinema SP/ Divulgação

Resistência

Além da exibição de filmes de diversos países, a Mostra é também um espaço de resistência importante para o país, destacou o apresentador de TV Serginho Groisman.

Groisman acompanha o evento desde a primeira exibição e, ao longo dos anos, transformou-se também no apresentador oficial das cerimônias de abertura do festival.

“Vi a batalha do Leon Cakoff [fundador da Mostra] em transformá-la não só no lugar onde a gente entra e assiste a cinco filmes do mundo inteiro no mesmo dia, mas em um lugar assim de resistência. Foram muitas batalhas – e ele conseguiu fazer com que os filmes não passassem mais a ter censura prévia [como ocorria durante a ditadura], que é uma coisa muito importante”, ressaltou.

Programação 

Entre os filmes programados para exibição na edição deste ano estão:

  • Amor Possível, vencedor do Leão de Prata do último Festival de Veneza;
  • Fjord, ganhador da Palma de Ouro em Cannes;
  • Mulher Desconhecida, Leão de Ouro no Festival de Veneza. 

A lista também inclui o brasileiro Feito Pipa, de Allan Deberton, escolhido para ser o representante do Brasil na disputa ao Oscar do próximo ano.

Além da programação voltada ao público adulto, há três anos a Mostra promove sua Mostrinha, destinada ao público infantojuvenil. 

Neste ano, a Mostrinha apresentará 20 longas e um curta-metragem. Um dos destaques é o filme Clarice Vê Estrelas, escrito e dirigido por Letícia Pires e baseado em seu livro. Segundo a organização, 16 desses filmes são inéditos no Brasil.

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Amigos, ódio ou engate: para que serve o Facebook hoje?

A propósito da estreia de “O Veredito Social” e no 20.º aniversário da rede social de Mark Zuckerberg, esta semana falamos sobre likes e perfis, algoritmos e cronologias, bons textos e má língua.

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"Sente-se. No cinema": a campanha anti-sofá

APEC e FEVIP lançam filme-manifesto com atores portugueses. Receitas sobem 20% em 2026, mas número de salas caiu de 550 para 525 e metas estão longe de ser atingidas.

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António Paulo Santos rejeita ainda a ideia de que o problema esteja no preço dos bilhetes que, em média, custavam 6,18 euros em 2025 , segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual
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Seis salas de cinema reabrem este mês em Braga

A Cinebox abre a 24 de outubro seis salas no centro comercial de Braga, que ficou sem cinema em janeiro após a insolvência da Cineplace. As outras seis vão virar bowling e arcade.

© TIAGO PETINGA/LUSA

O espaço das outras seis salas de cinema deverá ser ocupado com oferta de bowling e jogos de arcade, com abertura prevista para dezembro
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Seminário em Odemira vai questionar papel do cinema

Edição de 2026 vai decorrer entre 13 e 18 de novembro. Omnipresença das imagens como testemunha dos "processos de despossessão acelerados e da violência colonial genocida" é o tema deste ano.

© KIKO HUESCA/EPA

Durante seis dias, o seminário vai reunir "mais de uma centena de participantes oriundos de diversas partes do mundo" no concelho do litoral alentejano
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“Digger”, e i film delle sei tornati a farci bisticciare, come “Temptation Island”

Il declino dell’abitudine di andare al cinema sembrava irreversibile, poi sono arrivati Digger con Tom Cruise, “The Social Reckoning” e persino ”L’Odissea” a dimostrare che era solo perché non c’era nulla di interessante da vedere, per poi discuterci su

La regola l’ha codificata Anthony Lane, critico cinematografico del New Yorker, scrivendo un ritratto di Michael Haneke a settembre del 2009, e l’ha usata per spiegare “Il nastro bianco”, che allora era già passato a Cannes ma non era ancora uscito nei cinema americani.

Come regola generale, scriveva Lane, il cinema si divide in film delle sei e film delle nove, e la maggior parte appartiene all’insieme “film delle nove”. «Torni a casa dal lavoro, mangi qualcosa al volo, vai al cinema, e ti godi lo spettacolo». E dopo, che è il dettaglio che fa la differenza, vai a dormire.

Dopo i film che ha senso vedere alle sei, no. Servono una prenotazione al ristorante e gli amici giusti. «Ne avrai bisogno perché, se tutto va secondo i piani, passerai la seconda metà della serata a ribaltare il film, il suo impatto e il suo senso, da un lato e dall’altro».

Prima di arrivare a dire che “Il nastro bianco” era un film delle sei, Lane ci forniva la sua tassonomia. «”Persona” è un film da sei di pomeriggio, anche se poi al ristorante non avrete fame. Lo è anche “Il cacciatore”, mentre “Platoon”, per quanto rumoroso e furibondo, va benissimo alle nove».

C’è anche, in quella paginetta di Lane, una tassonomia del ceto medio complessato, anche se lui non lo chiama così, e anche se caratteristica precipua del ceto medio complessato e dei suoi film è non ritenersi tali. «A voce alta” è un film da nove di sera che pensa d’essere un film da sei di pomeriggio. “Ricomincio da capo” è il contrario». (“A voce alta” è quello in cui Kate Winslet è una nazista analfabeta, “Ricomincio da capo” è quello in cui Bill Murray si risveglia sempre nella stessa giornata).

Penso alla tassonomia di Lane da dieci giorni, cioè da quando ho iniziato a ricevere telefonate solo di sera, da gente che era uscita da “Digger”. Tra le persone con cui parlo abitualmente, ce ne sono solo due che in questi dieci giorni non mi hanno chiamata per parlare di “Digger”, ed è perché sono due persone che non vanno al cinema. Era dal 2010 che, della gente che non va al cinema, non pensavo: poverini.

Non andare al cinema è una cosa abbastanza normale, ormai, talmente normale che non abbiamo più gli anticorpi per quei piccoli inconvenienti di quando non vedi il film a casa tua. Domenica mattina sono andata a rivedere “Digger”, e il cinema era abbastanza pieno, e un po’ di gente è entrata in ritardo e invece di vergognarsi della propria maleducazione e sedersi dove capitava ha indugiato con la torcia del telefono accesa a cercare proprio il posto che aveva prenotato, facendo anche alzare gente già seduta, per disturbare meglio.

Succede ogni volta, e io ogni volta li insulto profusamente – disturbando la sala almeno quanto loro – e ogni volta mi chiedo se sia stato sempre così o se, quando andare al cinema era una cosa normale, mi sembrasse anche più normale che gli esseri umani fossero imperfetti. Così come, ogni volta che esco da un film bruttino furibonda del suo permettersi d’essere bruttino quando io ho fatto l’immane fatica d’andare fino al cinema, mi domando se fossi più tollerante dei film inutili quando andare al cinema era abituale come andare al bar.

Giovedì sono andata a vedere “The Social Reckoning”, e prima del film c’erano alcuni trailer di film italiani così orrendi ma così orrendi che mi sono detta sì va bene, le maestranze vanno fatte lavorare, due spicci in cultura è giusto continuare a investirli per non ritrovarci con ex truccatori e attrezzisti che fanno i fattorini di Glovo, però come si può pensare che uno, per vedere questa roba, cerchi una babysitter, prenda la macchina, vada al cinema, cerchi parcheggio, spenda dei soldi in più oltre a quelli che ogni mesi butta in abbonamenti alle piattaforme?

È chiaro che è ormai un’impresa eroica, e tu in cambio dell’impresa eroica non puoi darmi Filippo Timi che fa Gino Cecchettin (è ovviamente l’esempio sbagliato, quel film nello specifico incasserà tantissimo, perché andandoci dici al mondo che sei una persona perbene e vai vedere un film delle nove che pensa d’essere un film delle sei: sarà il nuovo “Naza”).

Tuttavia, “Digger” arriva in un anno in cui non è l’unica eccezione. Persino di “The Social Reckoning”, per quanto non piaccia a nessuno, ci sono cose da dire (io e uno dei miei Luminari Culturali di riferimento non riusciamo a convenire sulla ragione della sbagliatezza di Jeremy Strong: per lui è un limite di scrittura, per me della sua faccia). Quest’estate ho discusso parecchio persino dell’“Odissea”, quel film in cui Ulisse è un reduce del Vietnam e Calipso è la sua insegnante di yoga.

È iniziata un anno fa, quando abbiamo cominciato a discutere di “Una battaglia dopo l’altra”, che ho dovuto rivedere per sapere come cominciasse perché la prima volta al cinema entrava la gente in ritardo e mi distraevo a redarguirli.

Fanno, in un anno, quattro film da sei di pomeriggio, dopo non so quanti anni in cui si discuteva di Sanremo e di “Temptation Island”, ma se andavi al cinema eri uno strano che parlava di cose che capiva solo lui, un po’ come se avessi avuto l’hobby della filatelia. Qualche tempo fa su TikTok ho visto una ventenne che diceva che lei era cresciuta in una famiglia povera e lo capiva dal fatto che tutti andavano al cinema ma lei no. Ma sei cresciuta negli anni dello streaming: chi è che andava al cinema?

Pensavo fosse ormai irreversibile, del cinema parlavamo noialtri vegliardi cresciuti negli anni in cui davvero ci si andava, e qualche ragazzina con desiderio mimetico che giurava che quando era piccola tutti andassero al cinema. Al presente, nessuno. Pensavo c’entrasse la comodità del vedere le cose a casa, i prezzi dei biglietti in un paese con gli stipendi fermi alla lira, il fatto che le idee fossero finite e lo star system pure. E invece era che non c’erano abbastanza film da sei di pomeriggio.

Che, dopo, ti facessero venir voglia di bisticciare con lo stesso impeto con cui alzavi la voce per capire se avesse più torto Oronzo o Valentina (“Temptation” 2018), o se fosse meno peggio il vestito di Bianca Balti o quello di Miriam Leone (Sanremo 2025).

Poi è arrivata la stagione cinematografica 2025/2026, e ci siamo ritrovati a discutere di quanto fossero imbecilli quelli che, di “Una battaglia dopo l’altra”, notavano l’inseguimento sulle dune, stretti parenti di quelli che pensavano che Alessia (“Temptation” 2024) facesse bene a riprendersi Lino; di quanto non capissero niente gli adattatori di “Digger”, quelli che avevano trasformato il dualismo tra «essere vivi» e «vivere» in un’alternanza tra «vivere» e «sopravvivere» che sarebbe potuta essere un tatuaggio di Giovanni (“Temptation” 2026); e persino di quanto fosse liberatoria l’ultima mezz’ora dell’“Odissea”, quella in cui finalmente Matt Damon diventa Bruce Willis e mena tutti: era da quando Amadeus finalmente chiudeva il televoto alle due e mezza di notte, che non provavamo un tale sollievo. Solo che, al cinema, puoi provarlo prima di cena, e andare a dormire a un’ora decente.

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