O ator americano Michael Forest, conhecido por interpretar o deus grego Apolo na série “Jornada nas Estrelas”, morreu aos 97 anos, na última quarta-feira. A causa da morte não foi informada.
Ele nasceu Gerald Michael Charlebois em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, em 1929, e vivia numa instituição de repouso para idosos em Nevada nos últimos anos. A morte foi confirmada por um amigo numa publicação no Facebook.
Forest era conhecido como um homem de porte atlético e tinha um currículo extenso como ator coadjuvante no cinema e televisão, que iniciou na década de 1950.
Carreira no cinema e na televisão
Além de participações em séries e novelas que inclui ainda “Além da Imaginação” e “The Dick Van Dyke Show”, atuou em diversos filmes do ator e diretor Roger Corman e emprestou a voz a projetos de animação, animes e videogames.
Como dublador, participou de títulos como “Power Rangers” e “World of Warcraft”. Ele era fluente em italiano e dublou centenas de filmes nos anos em que morou em Roma, além de atuar em produções de outros países da Europa.
Entre seus inúmeros papéis, estão particapações em “A Besta da Caverna Assombrada”, “Atlas” e “Náufrago”.
Vida pessoal
Forest foi casado com a atriz Diane Hale por 52 anos, até a morte dela, em 2022. Não há informações se eles tiveram filhos juntos.
A relação com os políticos, o homem de extrema-esquerda e o fascista. Uma conversa com Joaquim Letria em 1991. Na sequência do falecimento de Joaquim Letria, procurámos nos arquivos da RTP a participação do jornalista num programa de humor, o Hermanias, de Herman José. Chegou a entrevistar Nicolau Breyner, que representou Augusto Pinochet. Acabámos por nos cruzar com outro momento, também com Herman José, mas precisamente o programa Joaquim Letria, na emissão em que entrevistou o humorista. Estávamos em Fevereiro de 1991 e Letria quis saber qual era a relação de Herman com políticos. A resposta: “Depende do dia: há
O jornalista Gonçalo Pereira Rosa recorda o amigo, Joaquim Letria, como um gigante da comunicação e espírito livre que dominou a imprensa, televisão e rádio.
A propósito da estreia de “O Veredito Social” e no 20.º aniversário da rede social de Mark Zuckerberg, esta semana falamos sobre likes e perfis, algoritmos e cronologias, bons textos e má língua.
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Miguel Queirós, criador de conteúdos, ambiciona chegar à TV e vê nas redes sociais "uma ponte". Recorda a infância e conta como o bullying o ajudou a continuar - até vencer um prémio revelação.
O Sall usou a figura da ação popular para impugnar a deliberação que abriu contraordenações com coimas até 150 mil euros contra TVI, CNN Portugal, CMTV e Now.
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Os sete episódios protagonizados por Florence Pugh estão em destaque nas propostas desta semana, mas também há Schumacher em 94, salsa em Nova Iorque, plantas em livro e David Foster Wallace.
O artista plástico Juarez Machado morreu nesta terça-feira (6), aos 85 anos, em Vassouras, no interior do Rio de Janeiro. Ele estava internado desde 29 de setembro para tratar uma pneumonia e sofreu uma parada cardíaca. A informação foi confirmada pelo Instituto Internacional Juarez Machado (IIJM), criado pelo artista em Joinville, sua cidade natal. Machado deixa três filhos.
A Prefeitura de Joinville decretou luto oficial de três dias pela morte do artista. O instituto que leva seu nome permanecerá fechado entre esta quarta-feira (7) e sexta-feira (9).
Nascido em 16 de março de 1941, em Joinville, Juarez Machado construiu uma trajetória que ultrapassou seis décadas e transitou por diferentes linguagens. Pintura, escultura, desenho, caricatura, fotografia e cenografia fizeram parte de sua produção. Ele também atuou como escritor e ator.
Foto: Divulgação
A formação artística começou ainda no Sul do país. Machado estudou na Faculdade de Belas Artes de Curitiba e, no início da carreira, trabalhou como cenógrafo na TV Paraná. Em 1962, recebeu o prêmio de melhor escultor do Estado. Dois anos depois, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Cocaco, em Curitiba.
Foi no Rio de Janeiro que sua carreira ganhou novas dimensões. O artista passou a colaborar com importantes veículos de imprensa, entre eles as revistas O Cruzeiro e O Pasquim e o Jornal do Brasil. Nesse período, aproximou-se de alguns dos principais nomes do humor e da imprensa brasileira, como Ziraldo, Jaguar e Millôr Fernandes.
A televisão também teve papel importante em sua trajetória. Em 1973, Juarez Machado passou a integrar a equipe de criação do Fantástico, da TV Globo. No ano seguinte, ganhou espaço no programa com uma apresentação baseada em mímica e interação com os próprios desenhos. Com o rosto pintado de branco, o artista criava uma espécie de diálogo silencioso entre seu corpo e as imagens.
Machado também se destacou na literatura visual. Em 1975, lançou “Ida e Volta”, obra construída exclusivamente com ilustrações e considerada pioneira no desenvolvimento do livro-imagem no Brasil. A publicação consolidou uma característica que acompanharia sua produção: a capacidade de contar histórias sem depender do texto.
No cinema e na pintura internacional, Juarez Machado também ganhou grande destaque por ter quadros escolhidos para decorar o quarto da protagonista no filme francês: “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)” | Foto: Reprodução
Carreira internacional
Em 1986, Juarez Machado se mudou para Paris e instalou um ateliê em Montmartre, tradicional bairro associado à produção artística francesa. A mudança ampliou sua presença no circuito internacional e marcou uma nova fase de sua carreira.
Seu trabalho também chegou ao cinema. O cineasta francês Jean-Pierre Jeunet conheceu suas pinturas durante uma exposição em Paris e utilizou referências cromáticas do artista na concepção de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, lançado em 2001. Duas obras de Machado aparecem na decoração do quarto da personagem principal.
Mesmo com a projeção internacional, Joinville permaneceu como um dos principais pontos de ligação do artista com o Brasil. Entre suas obras na cidade está o mural cerâmico “O Grande Circo”, instalado na entrada do Centreventos Cau Hansen. A composição ocupa 90 metros quadrados e reúne 963 peças pintadas à mão. A obra foi inaugurada em 1998.
Anos depois, Machado criou um espaço dedicado à preservação e à divulgação da produção artística. Em 2014, instalou o Instituto Internacional Juarez Machado no terreno onde ficava a antiga casa de seus pais. O local passou a reunir obras e atividades voltadas à difusão da arte na região.
Com uma obra marcada pela mistura entre humor, desenho, movimento e narrativa visual, Juarez Machado construiu uma trajetória que atravessou fronteiras e diferentes campos da cultura brasileira. Sua produção deixou registros não apenas em museus e galerias, mas também na televisão, na imprensa, na literatura e no cinema.
Com uma carreira marcada por obras de destaque, Juarez Machado se consolidou como uma das grandes referências das artes plásticas no Brasil | Foto: Reprodução