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Petróleo fecha sem direção única com negociações entre Rússia e Ucrânia

Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade, conforme os traders reagiam a avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,03% (US$ 0,03), a US$ 108,82 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,68% (US$ 0,67), a US$ 97,15 o barril, na Nymex.

O petróleo passou a recuar, revertendo alta observada mais cedo, em meio à posição dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra na Ucrânia.

Putin recebeu nesta quarta-feira, em São Petersburgo, o enviado dos EUA Steve Witkoff para discutir uma saída negociada para a guerra. O encontro ocorreu um dia após o representante de Donald Trump conversar com Zelensky e líderes europeus em Oslo.

A commodity vinha mais firme antes dessa informação diante dos estoques de petróleo nos EUA, que apresentarem queda de 3,06 milhões de barris na semana.

Já no Oriente Médio, petroleiro foram atingidos nesta quarta-feira por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de UKMTO (Operações de Comércio Marítimo, em inglês).

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em artigo publicado no Financial Times que Teerã está disposta a buscar uma solução diplomática para o conflito, mas preparada para se defender.

Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis pré-guerra. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima do nível pré-guerra de 23,3 milhões de barris por dia, de acordo com a Kpler.

*Com informações da Dow Jones Newswires.

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Ativos de fundos de pensão sobem 82% em 10 anos, diz Abrapp

Os ativos das entidades fechada de previdência complementar registraram um crescimento de cerca de 82% em termos nominais nos últimos dez anos, saltando de R$ 790 bilhões em 2016 para R$ 1,438 trilhão em junho de 2026, cerca de 11% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, conforme dados divulgados pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) nesta quarta-feira (21).

Os números foram apresentados nesta quarta-feira (21), durante o 47º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, em São Paulo.

A associação aponta que a expansão ocorreu de maneira praticamente contínua ao longo da década, passando por R$ 1,049 trilhão em 2020, R$ 1,176 trilhão em 2022, R$ 1,275 trilhão em 2024 e R$ 1,374 trilhão em 2025.

Ao CNN Money, Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp, cita a qualificação técnica de equipes como fator determinante para gerenciar os ativos e alcançar a cifra. “É um patrimônio formado para garantir benefícios no longo prazo, mas que também tem um papel relevante na economia brasileira”, disse.

No que se refere à alocação de recursos, a carteira de investimentos das entidades somava R$ 1,362 trilhão em junho.

A renda fixa manteve-se absoluta na preferência dos gestores e concentrava 86,1% dos investimentos (o equivalente a R$ 1,173 trilhão), superando os percentuais de 85,2% no encerramento de 2025, 82,9% em 2024 e 75,7% em 2021. Desse total aplicado em renda fixa, R$ 264,1 bilhões estavam em títulos públicos e R$ 900,7 bilhões em fundos de investimentos do segmento.

Em contrapartida, a participação da renda variável recuou de 15,8% da carteira em 2021 para 6,7% em junho de 2026, totalizando R$ 91,3 bilhões, dos quais R$ 55,7 bilhões foram aplicados diretamente em ações.

O economista Ricardo Amorim explicou ao CNN Money que não há motivos para o setor optar por diversificação de investimentos enquanto a taxa de juros no Brasil continuar em patamares mais altos.

“Enquanto a gente tiver um problema fiscal grave, a taxa de juro real brasileira vai ser muito alta, que é o que acontece. Enquanto a taxa de juro real brasileira for superior ao que é a meta atuarial dos fundos de pensão, que em geral é juro real de 6%, ou seja, 6% acima da inflação, […] até título público que vence em 2060, pagando juros superiores a isso, não tem razão para o gestor diversificar, não vai acontecer”, explicou Amorim.

Para o fechamento de 2026, a Abrapp projeta que os ativos das entidades possam atingir R$ 1,51 trilhão.

Além da robustez financeira, a previdência complementar fechada protege cerca de 8,4 milhões de pessoas, considerando participantes ativos, dependentes e assistidos.

No ano de 2025, as entidades realizaram o pagamento de R$ 82 bilhões em benefíciospara aposentadoria programada, aposentadoria por invalidez e para pensões.

Acesso ao sistema previdenciário por autônomos e informais

A Abrapp aponta que cerca de 50 milhões de brasileiros estão fora do sistema previdenciário, em meio ao avanço do trabalho autônomo, informal e por plataformas digitais.

O setor debate a criação de um modelo de micropensões inspirado em experiências internacionais. A proposta busca criar alternativas de proteção de longo prazo para os trabalhadores que hoje encontram dificuldades para participar dos modelos tradicionais de previdência complementar.

Para viabilizar essa inclusão, o sistema prevê a formação de reservas previdenciárias diretamente vinculadas ao CPF, sustentadas por contribuições de baixo valor e com a possibilidade de contar com aportes vindos das próprias plataformas digitais.

Devanir Silva classifica o alto nível de informalidade dos profissionais independentes como “um verdadeiro exército de invisíveis” formado, por exemplo, por motoristas de aplicativo, entregadores ou autônomos que trabalham na internet.

“São pessoas que trabalham muito, 12, 13 horas por dia, e não tem uma proteção social adequada”, argumenta.

“Se a cada R$ 10,00 esse motorista [de aplicativo] ou esse entregador contribuir com R$ 0,50 e a plataforma [para a qual ele presta serviço] com R$ 0,60, ele vai ter uma aposentadoria digna, aí em torno daí dos R$ 3.000 a R$ 4.000. É importante isso, porque nós vamos trazer essas pessoas com a esperança de uma velhice segura, de uma longevidade segura e autônoma”, sugere Devanir.

Trata-se, portanto, de um plano de capitalização, onde o regime de juros compostos favorece a formação de patrimônio.

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Ouro fecha em alta com alívio no petróleo e recuperação de perdas

O contrato futuro do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (21) revertendo parte das perdas registradas recentemente. Investidores ponderam os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e no Leste Europeu – que pressionam os preços do petróleo.

Os juros dos Treasuries e o dólar operam perto da estabilidade, o que dá fôlego ao metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,18%, a US$ 4.150,00 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês recuou 0,5%, a US$ 57,71 por onça-troy.

A posição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que teria concordado em retomar as negociações trilaterais com os EUA e a Ucrânia para encerrar a guerra no Leste Europeu pressionaram os preços do petróleo, o que abriu espaços para a alta do ouro.

No radar geopolítico, também há expectativas para um diálogo diplomático para resolver o conflito no Irã, após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, dizer que Teerã está disposto a buscar uma solução para encerrar a guerra.

Apesar da queda nos preços do petróleo hoje, analistas da Kotak Neo afirmam que os valores elevados da commodity continuam a complicar as perspectivas para a política monetária, o que implica pressão de baixa para o ouro.

No entanto, a análise destaca que uma fraqueza do dólar americano e dos rendimentos dos títulos do Tesouro temlimitado maiores perdas para os metais preciosos.

“Na ausência de dados econômicos relevantes dos EUA, as movimentações no mercado de títulos e a evolução dos preços do petróleo bruto devem ditar o ritmo das negociações nas próximas sessões”, pondera.

Valor de uma barra de ouro chega a US$ 1 milhão

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Bolsas da Europa sobem com recuperação de tech e balanços positivos

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira (21) impulsionadas por balanços corporativos positivos e pela recuperação de ações ligadas à tecnologia, após perdas recentes no setor.

O avanço ocorreu apesar da persistência dos preços elevados do petróleo, que seguem acumulando alta na semana, das preocupações com a inflação e da instabilidade política na França, onde protestos violentos têm afetado a atividade econômica.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,19%, a 10.752,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,35%, a 25.647,11 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,06%, a 7.921,68 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,17%, a 49.643,69 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,01%, a 19.285,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,46%, a 9.374,46 pontos. As cotações são preliminares.

No Reino Unido, a CPI (Inflação ao Consumidor, na sigla em inglês) acelerou acima das expectativas. Segundo a Capital Economics, a alta refletiu principalmente os combustíveis e reforça a perspectiva de elevação de 25 pontos-base nos juros pelo BoE (Banco da Inglaterra) em novembro.

Entre as ações, a EssilorLuxottica saltou 16% em Paris, após divulgar vendas acima das expectativas, impulsionadas pelos óculos inteligentes desenvolvidos em parceria com a Meta. Na contramão, o Carrefour tombou 13,2%, depois de reduzir suas projeções para 2026 diante dos impactos dos protestos violentos na França sobre suas lojas.

A Randstad subiu 20,9%, após resultados melhores que o esperado da empresa holandesa especializada em soluções de trabalho flexível e recursos humanos.

Em Madri, a Iberdrola avançou 1,2%, depois de registrar crescimento de 10% no lucro e de 6% na receita dos primeiros nove meses do ano.

No setor tecnológico, cujo subíndice no Stoxx 600 ganhou 2%, a ASML subiu 2,4% em Amsterdã, acompanhando a recuperação de empresas ligadas à IA  (Inteligência Artificial). Em Milão, a petrolífera Eni ganhou 1,7%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Ações da Netflix caem diante de preocupações com audiência e receita

As ações da Netflix caíam quase 5% nesta quarta-feira, depois que as perspectivas pouco animadoras da empresa em relação aos lucros e à publicidade aprofundaram as preocupações dos investidores com a desaceleração do crescimento da audiência e da receita, em meio à forte concorrência no setor de streaming.

As ações já caíram mais de 26% neste ano e, se as perdas atuais se mantiverem, a gigante do streaming pode perder cerca de US$ 13,4 bilhões em valor de mercado.

 

 

O desempenho das ações ressalta os desafios crescentes enfrentados pela Netflix — desde a derrota na disputa pela aquisição da Warner Bros Discovery no início deste ano até a defesa de seu modelo de assinatura paga contra rivais digitais gratuitos e a competição em um mercado de streaming cada vez mais consolidado.

À medida que os espectadores migram para plataformas gratuitas e geradas por usuários, como o YouTube e o TikTok, a Netflix também enfrenta mudanças nas preferências, com predileção por vídeos curtos em detrimento de conteúdo premium.

A Netflix, que deixou de divulgar o número de assinantes desde 2025, registrou um aumento de 11,8% na receita do terceiro trimestre, para US$ 12,87 bilhões, em linha com as estimativas de Wall Street, mas o menor crescimento em quase três anos.

A empresa também reduziu sua previsão de receita publicitária para 2026 para cerca de US$ 2,7 bilhões, ante os cerca de US$ 3 bilhões projetados anteriormente.

“O crescimento claramente desacelerou na Netflix”, afirmaram analistas da Evercore ISI em uma nota.

A Evercore atribuiu essa desaceleração à maturidade do mercado; à concorrência constante de plataformas como YouTube, Amazon e Disney; aos desafios potenciais de conteúdos de formato curto, como TikTok e YouTube; e à má execução do conteúdo.

Em uma teleconferência após a divulgação dos resultados, o co-CEO Ted Sarandos reconheceu que a empresa “poderia ter se saído melhor”.

Mais de 20 corretoras reduziram seus preços-alvo para as ações da Netflix após a divulgação dos resultados, de acordo com dados da LSEG.

Sarandos disse na terça-feira que a empresa planeja se concentrar em seu negócio principal, que é a produção de séries de TV e filmes de qualidade, para tornar a Netflix um serviço indispensável, e que a recente reorganização executiva foi um passo nessa direção.

A empresa substituiu recentemente a diretora criativa Bela Bajaria e anunciou que o chefe da divisão de cinema, Dan Lin, está deixando a empresa, além de ter cortado 6% de sua força de trabalho.

Receitas de música têm alta em 2024 com impulso de streaming

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Ibovespa perde fôlego após bater 209 mil pontos na abertura; dólar cai

A bolsa paulista tenta manter o viés positivo nos primeiros negócios nesta quarta-feira (21), com a eleição presidencial ainda dominando os holofotes, enquanto WEG recuava mais de 3% após o balanço do terceiro trimestre.

Após bater superar os 209 mil pontos durante os minutos iniciais, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, perdeu o fôlego e passou a estabilizar.

Às 10h30 (de Brasília), o índice subia 0,06%, próximo à estabilidade, aos 208.461 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento mais curto, em 16 de dezembro, perdia 0,32%.

Já a moeda americana recua pela quarta sessão seguida. O dólar tem baixa ante o real, com investidores à espera de nova pesquisa da Quaest sobre a disputa pela Presidência, enquanto no exterior a moeda americana cedia ante boa parte das demais divisas.

No mesmo horário, o dólar à vista tinha variação negativa de 0,19%, a R$ 5,0181 na venda. Na véspera, o dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,58%, aos R$ 5,0182.

*Com informações da Reuters 

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Ações da fabricante da Ray-Ban disparam em maior alta diária desde 2008

As ações da EssilorLuxottica subiam mais de 14% ​nesta quarta-feira (21), depois que a ​fabricante da Ray-Ban superou as expectativas de receita do terceiro trimestre, com a demanda resiliente por seus principais produtos de óculos superando os sinais de moderação no crescimento do segmento de óculos ⁠inteligentes.

O movimento é ​um sinal de que a pressão ​sobre a maior empresa de óculos do mundo ⁠está diminuindo, cujas ações ⁠tiveram seu preço reduzido quase pela ​metade ‌após atingirem um valor de mercado recorde de ⁠149 bilhões de euros há um ano.

Analistas afirmam que a queda começou quando os investidores manifestaram preocupações com ‌a ⁠governança e ‌com o incipiente negócio de óculos inteligentes da empresa, especialmente no que diz respeito à privacidade ⁠e às expectativas de ⁠vendas.

As ações da EssilorLuxottica lideravam os ganhos no índice de ‌referência francês CAC 40 e estavam a caminho de registrar o maior salto em um único dia desde 2008.

A receita do terceiro trimestre da empresa franco-italiana ‌foi de 7,49 bilhões de euros, superando os 7,36 bilhões de euros esperados pelos analistas.

Mas, ⁠ao contrário dos trimestres anteriores, as vendas dos óculos inteligentes Ray-Ban, fabricados em parceria com a ​Meta, desaceleraram em comparação com os ritmos observados ​no início do ano, enquanto o negócio principal de óculos da EssilorLuxottica foi o principal impulsionador do crescimento.

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Condena Naciones Unidas bombardeos en zonas fronterizas de Sudán

Juba, 21 oct (Prensa Latina) Naciones Unidas condenó enérgicamente los ataques con drones en un mercado de Abyei, en la frontera de Sudán y Sudán del Sur, dieron a conocer hoy aquí medios locales.

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Aumenta a 226 la cifra de muertos en región fronteriza sudanesa

Juba, 21 oct (Prensa Latina) Las víctimas de un reciente ataque a un mercado en la región fronteriza de Abyei, entre Sudán y Sudán del Sur, se elevó ya a 226 muertes, informaron hoy aquí autoridades locales.

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Empresas de IA altamente endividadas tiram o sono de Wall Street

Wall Street está cada vez mais examinando as enormes dívidas que as empresas estão assumindo para financiar o boom da inteligência artificial.

A alta das taxas de juros e a incerteza sobre o ritmo de expansão dos data centers estão alimentando preocupações sobre se as empresas de IA altamente endividadas conseguirão lucrar o suficiente para quitar tudo.

A CoreWeave está no centro da turbulência. A empresa de tecnologia sediada em Nova Jersey faz parte de um nicho de subsetor chamado neoclouds, que alugam poder computacional para empresas que desenvolvem tecnologia de IA.

É uma oportunidade de alto crescimento para investidores, dadas as expectativas de intensa demanda por IA. Mas a CoreWeave depende de dívidas para financiar seu crescimento.

A empresa tem enfrentado pressão neste mês, com os rendimentos de seus títulos disparando para níveis que sinalizam dificuldades financeiras. A alta das taxas de juros está pressionando a companhia, que não é lucrativa. As ações da empresa caíram 30% neste mês.

E isso está fazendo Wall Street se perguntar: a CoreWeave é um sinal de alerta para o setor, ou um caso isolado em um mercado saudável? Os investidores tentam discernir se os problemas da CoreWeave podem criar problemas sistêmicos para o boom da IA.

“Canário na mina de carvão implica que, se a CoreWeave falir, todo o ecossistema vai desmoronar, que toda a economia de IA vai fracassar. Não acho que seja esse o caso”, disse Gil Luria, chefe de pesquisa de tecnologia da D.A. Davidson, à CNN.

“A economia de IA está cheia de bons e maus comportamentos”, disse Luria. “Eles são uma maçã podre, mas há outras maçãs podres. Eles apenas representam parte desse mau comportamento.”

Em um novo sinal de dúvidas sobre se os bilhões que fluem para empresas de IA podem ser justificados, a empresa de data centers de IA Elice Group despencou 32% em sua estreia na bolsa de valores da Coreia do Sul na terça-feira. O fracasso do IPO só vai aumentar as preocupações sobre avaliações e retornos em todo o setor.

Dívidas de IA em foco

A CoreWeave tinha aproximadamente US$ 52 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento em seu balanço patrimonial no segundo trimestre. Isso representa um aumento em relação aos aproximadamente US$ 30 bilhões registrados no final de 2025.

Enquanto isso, o custo dos empréstimos subiu à medida que os rendimentos dos títulos dispararam neste ano. Empresas menores e endividadas são mais vulneráveis e estão mais expostas ao impacto das taxas de juros mais altas.

Na semana passada, os juros de alguns títulos da CoreWeave subiram para 15% — um nível que sinaliza dificuldades financeiras ou um risco maior de inadimplência. Os investidores estão cada vez mais preocupados com a possibilidade de a CoreWeave não gerar retornos suficientes para pagar todo o dinheiro que tomou emprestado.

A CoreWeave exemplifica o risco de “financiar investimentos especulativos com dívida”, disse Luria. Desde que a CoreWeave abriu capital em 2025, Luria afirmou ser cético quanto ao volume de dívida que a empresa está assumindo sem um caminho claro para a lucratividade.

Com enormes volumes de dívida em seu balanço patrimonial, a empresa está vulnerável a movimentos bruscos nas taxas de juros, bem como a quaisquer sinais de desaceleração na expansão dos data centers.

À medida que a rejeição pública aos data centers cresce, os investidores tentam discernir se moratórias ou outros obstáculos poderiam prejudicar as previsões de tamanho e conclusão dos projetos de data centers.

Já estivemos aqui antes – mais ou menos

A incerteza sobre a saúde financeira da CoreWeave contribuiu para uma queda nas ações de tecnologia na semana passada. Mas analistas de Wall Street argumentam que a reação pode ter sido exagerada.

Os mercados já viram esse tipo de reação dos investidores antes, quando a alta das taxas de juros começa a gerar turbulências — e nem sempre foi racional ou justificada.

Em 2023, uma série de falências de bancos regionais gerou preocupações de que a alta das taxas de juros estava inaugurando uma crise generalizada.

“Era um argumento plausível. Também estava errado”, escreveu Ajay Rajadhyaksha, presidente global de pesquisa do Barclays, em uma nota publicada na segunda-feira.

“Da mesma forma, os investidores não deveriam extrapolar os desafios recentes da dívida da CoreWeave para uma visão sobre todo o ciclo de capex de IA”, escreveu ele.

O que vem a seguir para a CoreWeave e a IA?

O enorme volume de dívida da CoreWeave é preocupante para o valor das ações, mas não há risco sistêmico para a expansão da IA, dizem os analistas. Em última análise, a demanda por IA é real e continuará a impulsionar o boom.

“O único risco sistêmico para o ecossistema agora é se as pessoas pararem de usar IA e não estiverem dispostas a pagar por ela”, disse Luria. “Na verdade, acho que a demanda por IA está crescendo tão rápido que quaisquer possíveis falhas provavelmente estão lá na frente.”

Wall Street ainda está confiante nas grandes empresas de tecnologia que impulsionam o boom da IA, como Alphabet, Microsoft e Nvidia. Essas são algumas das maiores empresas de capital aberto do mundo.

Enquanto a demanda por poder computacional superar a oferta, esses titãs da Big Tech terão incentivo para continuar construindo. Taxas de juros mais altas são um problema, mas não o suficiente para dissuadi-los de construir.

Ainda assim, os titãs da Big Tech têm consumido caixa à medida que gastam mais dinheiro na expansão da IA. Os analistas de Wall Street estão tentando discernir se a Big Tech continuará ou não a queimar caixa. Se mais dívida for utilizada, taxas mais altas poderiam se tornar um problema maior.

“Nossa ruína sempre acontece quando assumimos dívida demais”, disse Luria. “É desnecessário, mas períodos de boom, oportunidade e fronteira acabam se tornando uma espécie de Velho Oeste, e comportamentos ruins se seguem.”

“Isso não significa que o crescimento está errado ou que a tecnologia é ruim”, disse Luria. “Significa apenas que há comportamentos ruins que geralmente acompanham grandes ciclos de crescimento.”

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Temporada de balanços: mercado prevê dados ruins por juros e inadimplência

O mercado está se aquecendo para uma nova temporada de balanços. Porém, as expectativas para os resultados das companhias domésticas no terceiro trimestre não parecem tão calorosas.

Segundo analistas ouvidos pelo CNN Money, os dados devem vir majoritariamente negativos, em um cenário de desaceleração econômica mais rápida que o esperado, pressionada pelos juros e os níveis recordes de inadimplência das famílias brasileiras.

“Os sinais de perda de ritmo da economia devem impactar os balanços. Além do IBC-Br, tivemos dados de vendas no varejo e de indústria consideravelmente abaixo do esperado, o que tende a se refletir nos números reportados”, pondera Raphael Figueredo, estrategista de ações da XP.

“Essa desaceleração econômica, combinada ao reflexo dos juros ainda elevados, gera um impacto mais forte sobretudo sobre as companhias com alto custo no serviço da dívida. Isso deve trazer um impacto negativo, de modo que não esperamos uma temporada de resultados muito forte”, pontua Figueredo, ressaltando que o efeito de um ciclo de corte de juros demora a aparecer nas contas das empresas.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a XP espera um “leve viés de baixa” por parte das companhias, e contém as expectativas por acreditar na possibilidade de “algumas surpresas negativas”, indica o estrategista da casa.

E o impacto dos juros nos consumidores também afeta os números das empresas. Nesse sentido, Gustavo Cruz, CIO da Sincra, retoma os dados de inadimplência do Banco Central, que vêm renovando recordes nos últimos meses.

“Aqui vai começar a aparecer nos balanços bancários também essa piora da economia em termos de população endividada e com dificuldade de honrar suas dívidas, tanto na pessoa física quanto na jurídica. Por isso, é difícil falar que você vai ter uma grande empresa se destacando”, observa Cruz.

Assim, os investidores devem acompanhar com lupa, sobretudo, o impacto desses fatores no desempenho das companhias.

“A gente já teve as prévias das construtoras que foram ruins, inclusive com aumento de distratos, que era algo que a gente não acompanhava há algum tempo. A gente tem uma expectativa, talvez, de um aumento de inadimplência nas empresas dos bancos, no setor financeiro, e talvez nas varejistas que têm essa parte financeira”, aponta o CIO da Sincra.

“As empresas até melhoravam operacionalmente, mas a despesa financeira era alta e isso diminuía o lucro. E o que a gente tem visto já no segundo trimestre – e com certeza nos próximos – é que agora, provavelmente, vem o lucro começando a encolher com o resultado operacional um pouco mais fraco, porque as empresas estão limitando seus projetos há um belo tempo.”

Na ponta negativa, João Daronco, analista da Suno Research, avalia que os bancos devem concentrar boa parte das atenções, em continuidade do movimento de inadimplência crescente visto no segundo trimestre.

As próprias instituições esperam uma piora do indicador no atual período de referência, segundo pesquisa do BC publicada em agosto.

Contrapeso

Mas há setores que podem servir como um contrapeso positivo na balança do mercado. Nesse sentido, a atenção recai sobre as empresas de commodities e energia.

“Isso se explica pelos efeitos do conflito geopolítico, pelo petróleo elevado no mercado internacional e pelos ganhos operacionais não apenas das produtoras, mas também das distribuidoras de combustíveis, como Vibra e Ultrapar”, indica Raphael Figueredo.

A manutenção dos preços do petróleo tipo Brent – que serve como referência internacional nas negociações do mercado – em patamares acima de US$ 100 deve favorecer, além das petroleiras, as empresas de gás natural, ressalta Caio Borges, analista da Eleven Financial.

A lógica é simples, com a matéria-prima mais cara, essas empresas tendem a “garantir uma geração de caixa muito forte”, explica Daronco, da Suno.

Contudo, alertas também são levantados sobre os fiéis da balança. “Por outro lado, o diesel acompanhou o movimento da commodity com alta mais acentuada, por causa dos ataques ucranianos a refinarias russas, o que deve pressionar as margens das exportadoras nos outros setores”, afirma Borges.

Também com foco nos exportadores, Daronco chama atenção para a depreciação do dólar, que tende a reduzir o caixa de quem vende para o exterior.

IA segue impulsionando EUA

Se a situação no Brasil inspira cautela, as expectativas com empresas listadas nos EUA se mostram mais otimistas. O bom humor, apontam os analistas, vem ancorado na euforia com a IA e o setor financeiro.

“Você tem todas as empresas em volta da inteligência artificial indo super bem, inclusive os bancos estrangeiros, com recordes de emissões de dívida, muito IPO pelo mundo, muita empresa bancária para fazer essa conexão com investimentos”, reforça o CIO da Sincra.

A expectativa para a safra de balanços do terceiro trimestre é de um crescimento de aproximadamente 10% nas receitas e de 25% a 30% nos lucros das empresas do S&P 500, segundo a Avenue.

Lá fora, quem trabalha com petróleo e energia também deve se sair bem. Mas o holofote deve seguir brilhando sobre as companhias de tecnologia – em especial as que lidam com inteligência artificial -, avalia William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

“Os setores de tecnologia e serviços de comunicação devem ser os principais responsáveis pelo crescimento dos lucros do índice”, destacando que o conjunto abrange empresas ligadas ao universo tecnológico, como Nvidia e Meta.

“Para essas empresas, a expectativa de crescimento dos lucros é significativamente maior. Dessa forma, os setores de energia e tecnologia, considerando esse universo tecnológico mais amplo, devem impulsionar os resultados agregados do índice”, conclui Castro Alves, indicando que é o setor tech quem deve ditar o rumo das bolsas nas próximas semanas.

Para ficar de olho, o estrategista-chefe da Avenue aponta três fatores:

  • Retorno dos investimentos em inteligência artificial;
  • Preservação das margens de lucro;
  • Perspectivas de crescimento para os próximos trimestres.

Perspectivas para os próximos resultados

Juros, cenário geopolítico e capacidade de investimento das empresas em IA devem ficar no radar do mercado para os próximos meses – e ano.

De um lado, há quem avalia que o último trimestre de 2026 “vai ser uma repetição praticamente” do terceiro, como Gustavo Cruz. Por outra perspectiva, João Daronco acredita que “devemos começar a ver uma melhora”.

“No quarto trimestre, as expectativas mudam de lugar. Vejo muito potencial e tenho maior apreço pelas empresas de varejo, principalmente o alimentício, porque começa a aparecer o efeito do fim das bets no Brasil”, indica o analista da Suno.

“Isso deve fazer sobrar mais dinheiro para a população, que tende a consumir mais, e o setor de alimentos pode se beneficiar”, pontua, ressaltando o potencial de papéis como Assaí e Grupo Mateus.

Cruz destaca que a evolução das incertezas no Oriente Médio vai ditar se os preços do petróleo normalizam ou não. Olhando para cá, as incertezas giram em torno da conclusão das eleições neste domingo (25), cujo resultado deve direcionar o comportamento da curva de juros futuros.

“Pensando no próximo período e nas expectativas do mercado para 2027, o processo eleitoral terá um grande impacto. Esse reflexo surge primeiro na curva de juros para, em seguida, atingir a percepção da assimetria de preços e, posteriormente, os fundamentos das empresas”, avalia Raphael Figueredo, da XP.

Ainda assim, a melhora das condições de aperto depende da evolução de outros fatores macroeconômicos – além do compromisso fiscal do eventual presidente eleito.

“É preciso compreender que o efeito da queda de juros é gradual e exige melhores condições financeiras gerais — não apenas o alívio nas taxas, mas um ambiente com inflação controlada, previsibilidade e atividade econômica estável. Esses são os fatores decisivos para criar um ambiente mais favorável aos balanços corporativos, permitindo que 2027 caminhe para um ritmo mais consistente de recuperação de mercado e melhora nos preços dos ativos.”

Para as empresas de IA gringas, um dos principais pontos de atenção em 2027 será a capacidade das companhias continuarem o movimento de investimentos e crescimento do universo de inteligência artificial, que tem sido bastante relevante para determinar a expansão dos lucros do S&P 500, pontua William Castro Alves.

As expectativas de crescimento de lucros estão “particularmente elevadas” para o setor, segundo o estrategista-chefe da Avenue, de modo que será importante “avaliar a temperatura do universo de inteligência artificial, especialmente para entender se os investimentos continuam elevados e se as empresas pretendem ampliar ou reduzir esses aportes”.

“No caso das big techs, o principal ponto será entender como os investimentos em infraestrutura, capacidade de processamento e computação em nuvem estão se convertendo em receitas e retornos financeiros”, pontua Castro Alves.

“Agora, será fundamental observar se esse otimismo permanece para o quarto trimestre ou se as companhias já começam a identificar sinais de desaceleração”, conclui.

Juros altos desencorajam consumo e podem frear economia; entenda

 

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Atacan mercado en frontera entre Sudán y Sudán del Sur

Juba, 20 oct (Prensa Latina) Autoridades de Sudan del Sur denunciaron hoy un bombardeo contra un mercado en la región fronteriza de Abyei, que dejó 73 muertos, y responsabiliza del ataque al ejército de Sudán.

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Israel anuncia a retomada gradual da entrada de mercadorias em Gaza após quatro dias de suspensão

O governo israelense anunciou, nesta segunda-feira (19), a reabertura gradual da entrada de mercadorias na Faixa de Gaza, após vários dias de suspensão, depois de acusar o movimento islâmico palestino Hamas de extorquir os comerciantes.

A coordenadora das atividades israelenses no território palestino ocupado, a COGAT, afirmou que o Hamas "suspendeu seus mecanismos fiscais e suas ameaças", em referência à taxa de 10.000 séquels, cerca de 2.800 euros, exigida pelo movimento islâmico palestino de cada caminhão que entrava.

Na última quinta-feira, quando a COGAT acusou pela primeira vez o Hamas dessa "extorsão", o movimento palestino respondeu que o valor correspondia a uma "iniciativa comunitária voluntária" da qual "participam empresários para um fundo nacional cujos recursos são destinados integralmente ao apoio aos grupos mais vulneráveis, bem como a projetos de habitação, saneamento e ajuda humanitária".

De qualquer forma, e após constatar que o Hamas havia deixado de cobrar essa taxa, "os comerciantes voltaram a enviar seus pedidos para retomar a coordenação com Israel no que diz respeito à entrada de mercadorias em Gaza".

"A retomada da coordenação está ocorrendo em conformidade com o compromisso de Israel com as disposições humanitárias do acordo de cessar-fogo", confirmou a COGAT, enquanto meios de comunicação palestinos, como a agência Sanad, indicam que os caminhões poderão começar a entrar em Gaza a partir de terça-feira.

A COGAT, no entanto, ainda não confia totalmente, pois "as declarações dos comerciantes, por si sós, não constituem uma verificação"; por isso, a agência israelense, subordinada ao Ministério da Defesa, enfatizou o caráter "gradual" dessa reabertura.

Israel adverte, no entanto, que qualquer comerciante que tenha feito pagamentos ao Hamas terá sua autorização revogada para operar no âmbito do mecanismo de importação de mercadorias para a Faixa de Gaza.

© JEHAD ALSHRAFI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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