Witkoff destaca reuniões "construtivas" com Zelensky e Putin

© GAVRIIL GRIGOROV / SPUTNIK / KREMLIN POOL/EPA

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Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade, conforme os traders reagiam a avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,03% (US$ 0,03), a US$ 108,82 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,68% (US$ 0,67), a US$ 97,15 o barril, na Nymex.
O petróleo passou a recuar, revertendo alta observada mais cedo, em meio à posição dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra na Ucrânia.
Putin recebeu nesta quarta-feira, em São Petersburgo, o enviado dos EUA Steve Witkoff para discutir uma saída negociada para a guerra. O encontro ocorreu um dia após o representante de Donald Trump conversar com Zelensky e líderes europeus em Oslo.
A commodity vinha mais firme antes dessa informação diante dos estoques de petróleo nos EUA, que apresentarem queda de 3,06 milhões de barris na semana.
Já no Oriente Médio, petroleiro foram atingidos nesta quarta-feira por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de UKMTO (Operações de Comércio Marítimo, em inglês).
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em artigo publicado no Financial Times que Teerã está disposta a buscar uma solução diplomática para o conflito, mas preparada para se defender.
Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis pré-guerra. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima do nível pré-guerra de 23,3 milhões de barris por dia, de acordo com a Kpler.
*Com informações da Dow Jones Newswires.

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Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira (21) que a Ucrânia não existiria hoje sem a assistência dos Estados Unidos, incluindo a fornecida durante o governo de Donald Trump. A declaração foi feita de forma enfática, com Rubio defendendo que Washington deve parar de ser defensivo sobre o tema.
“Não vamos mais nos colocar na defensiva sobre esse assunto”, disse Rubio. Segundo ele, sem o apoio americano, a Ucrânia como Estado simplesmente não existiria.
Ao mesmo tempo, Rubio ressaltou que o valor e a coragem dos ucranianos não devem ser ignorados. “Isso não significa que a bravura da Ucrânia não se destaque, porque eles absolutamente lutaram por seu país e fizeram coisas extraordinárias com o apoio que lhes foi fornecido”, afirmou.
Para Rubio, a combinação entre o suporte americano — que envolveu bilhões de dólares — e o esforço do povo ucraniano foi determinante para a sobrevivência do país diante de um adversário muito maior.
Rubio também comentou sobre as tratativas diplomáticas em curso. Segundo ele, um representante americano se reuniu com Volodymyr Zelensky — em encontro que teria ocorrido na Noruega — e, em seguida, seguiu para São Petersburgo para dialogar com o lado russo.
“Você tem que saber o que o outro lado está disposto a aceitar. E então você tem que tentar reduzir as diferenças entre os dois”, explicou Rubio, reconhecendo a complexidade das negociações.
Rubio afirmou que o encontro com Zelensky foi positivo e que não houve surpresas. “Nada inesperado, nada surpreendente”, disse ele, acrescentando que o principal desejo da Ucrânia é garantir segurança de longo prazo para que o país nunca seja invadido novamente no futuro.
Rubio reconheceu, porém, que as negociações são complexas e que ainda há um longo caminho a percorrer para que algum progresso seja alcançado.
As declarações do chefe de Estado ucraniano surgem no seguimento da visita do enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, a São Petersburgo, onde se reuniu com o Presidente russo, Vladimir Putin.


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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que esperava um resultado positivo da reunião de Steve Witkoff, enviado dos Estados Unidos, na Rússia, nesta quarta-feira (21), e declarou apoiar negociações com os Estados Unidos e o governo russo.
Em entrevista à Fox News, Zelensky disse que suas conversas com Witkoff em Oslo, na terça-feira (20), foram produtivas e que a Ucrânia está pronta para a diplomacia.
Ele agradeceu aos EUA pela retomada do compartilhamento de informações de inteligência e expressou a esperança de que as limitações aos serviços de satélite Starlink e Starshield sejam encerradas em breve.
“Espero que… em — não sei, algumas horas — tenhamos algum resultado; se Deus quiser, positivo”, disse ele sobre a reunião de Witkoff com o presidente russo, Vladimir Putin.
Zelensky ressaltou a importância de parar os combates, avançar para a diplomacia e buscar um acordo que inclua garantias de segurança, elogiando o apelo do presidente americano, Donald Trump, por cessar-fogos.
“É importante negociar de forma trilateral” — envolvendo ele próprio, Trump, e Putin —, afirmou Zelensky ao programa “Fox & Friends”, da Fox, acrescentando que seria ideal incluir também países europeus.
“Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato e sobre qualquer tema. Só peço uma coisa: não falem sobre nós sem a nossa presença, por favor”, acrescentou.
Zelensky também mencionou ter conversado com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que prometeu trabalhar para resolver as questões relacionadas ao Starshield, da SpaceX — essencialmente uma versão de uso militar do Starlink, desenvolvida para o Pentágono.
“O serviço ainda está limitado”, afirmou o líder ucraniano à Fox News, um dia após o Wall Street Journal noticiar que o CEO da empresa e aliado de Trump, Elon Musk, teria ordenado uma restrição no funcionamento da tecnologia, da qual a Ucrânia depende para se defender de ataques de mísseis russos.
Mais cedo nesta quarta-feira, Rubio declarou a jornalistas que as decisões sobre o acesso da Ucrânia ao Starlink cabem à SpaceX e a Elon Musk, e não à Casa Branca.
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As negociações deverão centrar-se nas garantias de segurança para os dois países após o fim da guerra e serão conduzidas a nível técnico.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, nesta quarta-feira (21), que Moscou está disposta, em princípio, a retomar as negociações no próximo mês com a Ucrânia e os EUA sobre o fim do conflito na Ucrânia.
Nenhuma conversa desse tipo ocorreu desde fevereiro.
O assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou que a nova rodada de negociações proposta deve se concentrar em “construir um sistema de segurança para a Rússia e a Ucrânia após o fim do conflito”.
Ele disse que Witkoff havia informado Putin sobre suas conversas no dia anterior em Oslo, onde o americano se encontrou com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, o primeiro-ministro norueguês e o presidente finlandês.
Ushakov afirmou que Witkoff havia “observado algumas novas abordagens, novos pontos nas abordagens dos europeus e de Kiev, embora elas não contivessem muito que fosse útil no contexto da resolução da crise ucraniana“.
Em conversas que duraram quase três horas, Putin e o enviado dos EUA também discutiram a implementação de um acordo de 9 de outubro entre Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados dos EUA e mundiais, acrescentou Ushakov.
Também houve discussão sobre a crise com o Irã.
“Vladimir Putin enfatizou que o potencial diplomático está longe de se esgotar e que é possível e necessário chegar a acordos com Teerã, que é nosso parceiro estratégico”, disse Ushakov.
” A Rússia reafirmou sua disposição de continuar facilitando a busca por soluções políticas e diplomáticas para a questão iraniana.”
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Após a pressão dos EUA sobre a Ucrânia e da visita do enviado norte-americano a São Petersburgo, o líder russo apontou o regresso à mesa das negociações para novembro - algo que já fez no passado, sem consequências para a resolução da conflito
Após a pressão dos EUA sobre a Ucrânia e da visita do enviado norte-americano a São Petersburgo, o líder russo apontou o regresso à mesa das negociações para novembro - algo que já fez no passado, sem consequências para a resolução da conflito

