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Houthis reivindicam última série de ataques na Arábia Saudita

Os Houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram nesta quinta-feira (22) que lançaram ataques contra o Ministério da Defesa da Arábia Saudita em Riade, instalações da Saudi Aramco em Yanbu e o Aeroporto Internacional Rei Fahd em Dammam — local onde, segundo as autoridades sauditas, duas pessoas morreram.

“As Forças Armadas (Houthis) realizaram, com o apoio de Deus, quatro operações militares de grande relevância nas últimas 48 horas, utilizando diversos mísseis balísticos e drones. A primeira (operação) teve como alvo o edifício do Ministério da Defesa na capital do inimigo saudita, Riade, e atingiu o objetivo diretamente, graças a Deus”, disse o porta-voz militar Houthi, Yahya Saree.

Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa dois mortos e oito feridos

O número de mortos em um ataque ao Aeroporto Internacional King Fahd, em Dammam, na noite de quarta-feira (21), subiu para dois, segundo a Autoridade de Aviação Civil da Arábia Saudita.

Entre as vítimas está um cidadão indiano. A embaixada da Índia em Riade informou, em comunicado, que foi notificada da morte pelas autoridades sauditas e que estava “apurando mais detalhes e entrando em contato com as famílias afetadas”.

Oito pessoas também ficaram feridas no ataque, segundo a autoridade de aviação. Os ferimentos variam de “leves a graves”.

O aeroporto, localizado no leste do país, também sofreu danos, cuja extensão ainda está sendo avaliada.

O ataque ocorreu após o Departamento de Estado dos Estados Unidos emitir um alerta de segurança na quarta-feira, recomendando que cidadãos americanos ficassem atentos a possíveis ataques contra aeroportos e a interrupções nas viagens pelo país.

Uma série de ataques fatais dos houthis nas últimas semanas teve como alvos o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, instalações militares sauditas, infraestrutura petrolífera e o tráfego marítimo.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

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Saudi Aramco orienta funcionários a saírem de sede na Arábia Saudita

A Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, orientou seus funcionários a se retirarem da sede da empresa em Dhahran e a trabalharem remotamente, informaram seis pessoas a par do assunto nesta quinta-feira (22) — um dia após duas pessoas morrerem em um ataque a um aeroporto nas proximidades.

Essa medida marca a primeira vez que a Aramco solicita a retirada de sua sede desde o início do conflito envolvendo o Irã.

A Aramco não respondeu prontamente a um pedido de comentário.

O grupo Houthi, do Iêmen — alinhado ao Irã —, causou danos extensos à sede da empresa no início deste mês ao atingir o edifício, provocando um incêndio que se espalhou por vários andares, relataram à agência de notícias Reuters três pessoas com conhecimento direto da situação.

O local abriga um centro de operações que auxilia a maior empresa de petróleo do mundo a supervisionar plataformas de petróleo (em terra e no mar), refinarias, terminais de exportação e milhares de quilômetros de oleodutos e gasodutos.

Não ficou claro qual foi o motivo específico da retirada.

Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas em um ataque ao Aeroporto Internacional Rei Fahd, em Dammam — polo petrolífero na região leste da Arábia Saudita —, na noite de quarta-feira (21), informou a Autoridade Geral de Aviação Civil do país nesta quinta-feira.

Em um episódio separado, duas pessoas morreram na quarta-feira após as defesas aéreas sauditas interceptarem um drone que tentava atingir uma instalação no campo petrolífero de Shaybah, pertencente à Aramco e localizado a centenas de quilômetros a sudeste, informou o Ministério de Energia.

A Arábia Saudita tem respondido aos ataques dos Houthis com uma série de investidas contra locais de lançamento de mísseis, reafirmando seu compromisso de proteger o reino; o país afirma, ainda, ter interceptado diversos mísseis balísticos disparados pelo grupo.

O reino tem buscado um apoio mais amplo de seus aliados para a campanha contra os Houthis, visando conter os ataques com mísseis e drones realizados pelo grupo.

Washington — principal aliado da Arábia Saudita e, há muito tempo, garantidor de sua segurança — tem, até o momento, resistido aos esforços sauditas para envolver os Estados Unidos diretamente na guerra contra os Houthis.

O Departamento de Estado dos EUA determinou que alguns diplomatas e seus familiares deixassem as missões diplomáticas no país, além de planejar a retirada de familiares de funcionários lotados em outras missões americanas na região, informaram autoridades dos EUA à agência de notícias Reuters na quarta-feira.

Washington havia levado de volta parte de seu pessoal diplomático à região nos últimos meses, após a retirada de muitos deles quando Teerã lançou ataques contra instalações dos EUA — episódios ocorridos depois do início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, no final de fevereiro.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

 

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Eurofighter Typhoon: Reino Unido enviará jatos para Arábia Saudita

O Reino Unido enviará caças da RAF (Força Aérea Real) para missões defensivas, visando ajudar a proteger a Arábia Saudita contra a intensificação dos ataques dos Houthis, informou a Bloomberg nesta terça-feira (20), citando autoridades britânicas a par do assunto.

Caças Typhoon da RAF ajudarão a defender cidades e infraestruturas sauditas contra ataques aéreos realizados pelo grupo apoiado pelo Irã.

O Reino Unido também fornecerá uma aeronave de transporte Atlas A400M e assessores militares, segundo a reportagem.

O Ministério da Defesa do Reino Unido não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Por que bilhões em defesa não protegem a Arábia Saudita de ataques Houthi

A Arábia Saudita gasta dezenas de bilhões de dólares em defesa todos os anos, mas enfrenta dificuldades para proteger como aeroportos, refinarias e oleodutos contra mísseis e drones disparados por militantes Houthis do Iêmen.

Apesar de adquirir sistemas de armas de última geração dos Estados Unidos e da Europa e de contar com defesas aéreas em múltiplas camadas, o reino sofreu ataques letais ao principal aeroporto que atende a capital, Riade, nas últimas semanas.

A Arábia Saudita gastou US$ 83 bilhões (cerca de R$ 423 bilhões) em defesa no ano passado, segundo o SIPRI (Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo), posicionando-se firmemente entre os dez países que mais investem em defesa no mundo.

O país adquiriu caças americanos, sistemas de defesa aérea Patriot e THAAD, além de uma variedade de armamentos avançados da França e do Reino Unido.

No entanto, os sauditas têm muito a defender: um país com cerca de um quinto do tamanho dos EUA e ameaças em três frentes.

Do leste, o Irã disparou cerca de mil mísseis e drones contra alvos sauditas durante a fase mais intensa do conflito neste ano.

Do norte, milícias apoiadas pelo Irã no Iraque enviaram drones para atacar o oleoduto Leste-Oeste, uma infraestrutura crítica do país.

E, do sul, os rebeldes Houthis — apoiados pelo Teerã — disparam mísseis contra o reino a partir de abrigos e lançadores móveis nas montanhas do Iêmen.

Defender a Arábia Saudita significa proteger uma vasta rede de alvos, e não apenas Riade ou uma única refinaria.

Seus sistemas de defesa precisam detectar ameaças em aproximação, decidir quais interceptar e alertar a população civil — tudo isso em questão de instantes —, segundo o Vision2030.ai, um site independente que analisa a transformação econômica do reino.

Os sauditas estão interceptando muitos dos mísseis e drones disparados pelos Houthis. No entanto, alguns conseguem passar.

O Ministério da Defesa enfrenta decisões difíceis quanto à distribuição dos sistemas existentes, dada a grande quantidade de instalações vulneráveis ​​a ataques, segundo uma fonte saudita.

Entenda impactos do bloqueio dos Houthis à Arábia Saudita no Mar Vermelho

 

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Ataque a aeroporto na Arábia Saudita deixa dois mortos e oito feridos

O número de mortos em um ataque ao Aeroporto Internacional King Fahd, em Dammam, na noite de quarta-feira (21), subiu para dois, segundo a Autoridade de Aviação Civil da Arábia Saudita.

Entre as vítimas está um cidadão indiano. A embaixada da Índia em Riade informou, em comunicado, que foi notificada da morte pelas autoridades sauditas e que estava “apurando mais detalhes e entrando em contato com as famílias afetadas”.

Oito pessoas também ficaram feridas no ataque, segundo a autoridade de aviação. Os ferimentos variam de “leves a graves”.

O aeroporto, localizado no leste do país, também sofreu danos, cuja extensão ainda está sendo avaliada.

O ataque ocorreu após o Departamento de Estado dos Estados Unidos emitir um alerta de segurança na quarta-feira, recomendando que cidadãos americanos ficassem atentos a possíveis ataques contra aeroportos e a interrupções nas viagens pelo país.

Uma série de ataques fatais dos houthis nas últimas semanas teve como alvos o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riade, instalações militares sauditas, infraestrutura petrolífera e o tráfego marítimo.

Entenda impactos do bloqueio dos Houthis à Arábia Saudita no Mar Vermelho

 

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EUA mandam diplomatas deixarem Arábia Saudita em meio a ataques dos Houthis

O Departamento de Estado dos Estados Unidos ordenou que alguns diplomatas e seus familiares deixem suas missões na Arábia Saudita, informaram autoridades norte-americanas à Reuters.

Além disso, o governo de Donald Trump planeja retirar familiares de várias outras missões norte-americanas no Golfo Pérsico, ainda de acordo com as fontes.

O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, afirmou em uma postagem no X que o departamento ordenou a saída de “funcionários não essenciais do governo dos EUA e seus familiares apenas na Arábia Saudita”, em meio aos ataques dos Houthis, um grupo apoiado pelo Irã, do Iêmen contra alvos civis no país.

O governo Trump havia enviado de volta alguns integrantes do corpo diplomático à região nos últimos meses, depois que muitos haviam sido retirados quando o Irã lançou ataques de retaliação contra instalações norte-americanas após o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no final de fevereiro.

“Os Houthis, apoiados pelo Irã, têm se envolvido cada vez mais em hostilidades contra a Arábia Saudita, incluindo ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, resultando em vítimas civis e graves interrupções nas viagens”, justificou Pigott.

Quatro autoridades norte-americanas disseram à Reuters que as missões dos EUA em outros países do Golfo Pérsico também estariam ordenando que familiares deixassem o local.

Pigott não se pronunciou sobre mudanças em outras missões fora da Arábia Saudita.

A embaixada dos EUA em Riade emitiu um alerta de segurança nesta quarta-feira (21) sobre possíveis novos ataques dos houthis à Arábia Saudita, após recentes ataques mortais, incluindo um ao aeroporto de Riade.

Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?

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Macron garante gasóleo do Golfo para França

Emmanuel Macron viajou até à Arábia Saudita para uma visita não anunciada onde garantiu um fornecimento adicional de 200 mil toneladas mensais proveniente dos Emirados Árabes Unidos.

© BENOIT TESSIER / POOL/EPA

O Presidente francês já se tinha deslocado ao Kuwait, aos Emirados Árabes Unidos, ao Bahrein e ao Qatar
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Parlamento de Egipto aplaza votación sobre envío de tropas a Arabia Saudita

El Parlamento egipcio postergó hasta el 26 de octubre la decisión sobre el envío de tropas solicitado por el presidente Abdel Fattah el-Sisi, con el fin de otorgar un mayor espacio de debate que permita a cada diputado ser escuchado antes del pronunciamiento final.
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"O cessar-fogo só existia na cabeça de Donald Trump"

Bruno Cardoso Reis nota que a trégua energética na Ucrânia não passava de uma ilusão de Trump. Alerta também para a hesitação dos aliados em defender a Arábia Saudita dos Houthis.

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Houthis reivindicaram ataques contra a Arábia Saudita

Posição das forças xiitas que controlam o Iémen foi transmitida pelo porta-voz militar Yahya Sarea, num comunicado em que se referiu ao uso de "um grande número de mísseis balísticos e de drones".

© YAHYA ARHAB/EPA

As unidades houthis declararam que as operações contra o território saudita vão continuar nos próximos dias, visando aeroportos e instalações petrolíferas
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"Os EUA estão a pressionar a Ucrânia para se render"

O coronel José do Carmo avisa que os EUA expõem a vulnerabilidade ucraniana para forçar um acordo. Alerta ainda para a incapacidade da Arábia Saudita em travar os Houthis.

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Houthis ameaçam atacar Riade se coligação bombardear Sanaa

A ameaça surgiu pouco depois de a coligação liderada pela Arábia Saudita anunciar que irá "em breve" pedir aos civis para abandonarem uma zona de Sanaa, controlada pelos houthis antes de uma operação.

© YAHYA ARHAB/EPA

Os rebeldes huthis do Iémen ameaçaram esta terça-feira lançar uma resposta "severa e dolorosa" contra Riade se a coligação liderada pela Arábia Saudita concretizar a anunciada operação militar contra a capital iemenita
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Portugal desaconselha voos para Arábia Saudita após ataques

Ministério dos Negócios Estrangeiros apela à comunidade portuguesa para evitar deslocações não essenciais e para se manter atenta às orientações e instruções das autoridades locais.

© José Goulao/LUSA

O Ministério dos Negócios Estrangeiros apela à comunidade portuguesa para evitar deslocações não essenciais e para se manter atenta às orientações e instruções das autoridades locais
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Arábia Saudita intercepta três mísseis lançados por houthis

Coligação militar anti-houthis refere que "um míssil balístico lançado pela milícia terrorista" contra a capital, Riade, foi intercetado e destruído assim como outros que tinham como alvo o sudoeste.

© YAHYA ARHAB/EPA

Os houthis, apoiados pelo Irão, denunciaram, por seu lado, na véspera, a morte de pelo menos nove civis — entre os quais cinco crianças — em ataques aéreos sauditas
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