❌

Reading view

PSG - Barcelona en directo | El PSG de Luis Enrique derrota al Barcelona, que encaja su primera derrota de la temporada

El PSG ha ganado al Barcelona este martes en la tercera jornada de la Champions League y los azulgrana han encajado su primera derrota de la temporada. El inicio de partido del equipo de Luis Enrique fue eléctrico y Kvaratskhelia avisó con un remate al poste. Reaccionó a los 10 minutos el Barça que comenzó a dominar el encuentro y Raphinha estuvo a punto de poner por delante a los de Flick, pero Safonov estuvo muy atento para detener un remate del brasileño a escasos metros de la portería. La contienda se igualó muchísimo y llegaron entonces dos lesiones: Ferran sustituyó a Dembélé y Fermín a Dani Olmo. La entrada de Ferran dio alas a los parisinos y el delantero valenciano tuvo dos mano a mano que Joan García tapó. El PSG se animó de nuevo y en una gran recuperación en campo contrario Doué disparó desde la frontal del área para perforar la portería y poner por delante al equipo de Luis Enrique. En la segunda mitad, Joan García volvió a sacar una gran mano y sostuvo a los azulgrana que lograron empatar el partido por medio de Xavi Espart. A raíz del gol el Barça comenzó a dominar, pero en un saque de esquina Lucas Hernández le ganó la partida a Gordon para cabecear y volver a poner a los parisinos por delante. Parecía que el PSG tomaba el control ahora, pero apareció Lamine para inventarse una nueva genialidad ante Zaire-Emery y batir a Safonov por su palo. Volvieron otra vez las tablas al marcador, pero Vitinha primero y Fabián después sentenciaron el encuentro para los parisinos.

© Teresa Suarez (AP Photo/Teresa Suarez)

Vitinha celebra el tercer gol del PSG contra el Barcelona.
  •  

La visita de Milei incomoda a la derecha en plena polémica preelectoral sobre el futuro de las pensiones

El presidente argentino, Javier Milei, aterrizó este martes en Madrid en la que constituye su séptima visita a España desde que se instaló en la Casa Rosada, en diciembre de 2023. Como todas las veces anteriores, no se reunirá con el Rey, ni con el presidente Pedro Sánchez ni ningún otro miembro del Gobierno. Será la primera vez, sin embargo, que tampoco se vea con el líder de Vox, Santiago Abascal, mientras que la Comunidad de Madrid ha evitado confirmar su cita Isabel Díaz Ayuso, anunciada en Argentina. “No lo tenemos en agenda”, aseguraba uno de los asesores más cercanos a la presidenta regional.

Seguir leyendo

💾

© EPV

El presidente de Argentina, Javier Milei, habla durante un discurso ofrecido este jueves en la Cámara de Comercio de Estados Unidos en Washington (EE.UU.).
  •  

"A reunião sem Kiev dá mais força à Rússia"

Martinho Lucas Pires afirma que um encontro sem Zelensky beneficia Moscovo. O professor alerta ainda para a interferência russa nas eleições e a estratégia do Irão contra Trump.

  •  

Bateu com o carro dentro de uma propriedade privada? Norma de 2026 esclarece quando o seguro pode responder

Bater com o carro num portão, noutro veículo ou numa pessoa dentro de uma propriedade privada não significa que o seguro obrigatório deixe de responder. Em 2026, as condições gerais da apólice foram atualizadas para explicitar que a cobertura não depende de o acidente acontecer numa estrada aberta ao trânsito. Esta proteção, porém, não começou com a nova norma.

De acordo com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), considera-se que o veículo está em circulação quando é utilizado de forma compatível com a sua função habitual de transportar pessoas ou coisas, independentemente do terreno onde se encontra e de estar estacionado ou em movimento.

Garagem privada também pode estar abrangida

A Norma Regulamentar n.º 2/2026-R, de 16 de abril, introduziu esta definição nas condições gerais da apólice. Na informação divulgada sobre a alteração, a ASF salienta que a formulação explicita a abrangência de vias privadas e de zonas de acesso restrito. A localização do acidente, isoladamente, não basta para afastar a cobertura.

Imagine, por exemplo, que um condutor faz marcha-atrás no pátio de um condomínio ou numa propriedade privada e embate no automóvel de outra pessoa. Se estiver a utilizar o carro como meio de transporte, o facto de o acidente não ter ocorrido na via pública não exclui automaticamente a intervenção do seguro, sem prejuízo da responsabilidade apurada e das exclusões legais.

Até um veículo estacionado pode estar em “circulação”

A formulação pode parecer contraditória, mas o conceito jurídico de circulação é mais amplo do que um automóvel estar simplesmente a deslocar-se. A cláusula 2.ª das condições gerais refere expressamente que o veículo pode encontrar-se “estacionado ou em movimento”, desde que a utilização seja compatível com a sua função habitual de transporte.

Também não se deve confundir estacionamento com dispensa de seguro. O portal gov.pt recorda que um veículo matriculado e em condições de circular deve, em regra, manter o seguro mesmo quando está guardado num terreno particular ou numa garagem. A lei prevê exceções, nomeadamente para veículos formalmente retirados e proibidos de utilização, o que não equivale apenas a deixá-los estacionados.

Seguro obrigatório protege terceiros

Há, contudo, uma diferença importante entre o seguro responder pelo acidente e pagar todos os estragos. Segundo a ASF, o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel garante a indemnização pelos danos corporais e materiais causados a terceiros, dentro das condições e dos limites legais.

Assim, se o condutor danificar o carro de outra pessoa dentro de uma propriedade privada, a cobertura obrigatória poderá ser acionada. Já os estragos no próprio automóvel responsável não estão cobertos por essa garantia, podendo ser abrangidos por uma cobertura facultativa de danos próprios, quando contratada e aplicável.

O mesmo cuidado é necessário quando está em causa um portão. Se pertencer ao próprio condutor responsável ou ao tomador do seguro, os danos materiais estão excluídos da cobertura obrigatória, conforme o artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 291/2007, de 21 de agosto. O diploma também exclui os danos corporais sofridos pelo condutor responsável pelo acidente.

Há utilizações que ficam fora desta lógica

Não basta existir um veículo para que qualquer acidente ocorrido numa propriedade privada fique automaticamente abrangido pelo seguro automóvel. É necessário perceber para que estava a ser utilizado no momento do sinistro.

O artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 291/2007, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 26/2025, de 20 de março, afasta a obrigação deste seguro nas situações em que os veículos desempenham funções meramente agrícolas ou industriais. A distinção depende da utilização concreta: estar numa quinta ou numa instalação industrial não basta, por si só, para aplicar essa exceção.

Alteração entrou em vigor em junho de 2026

A Norma Regulamentar n.º 2/2026-R entrou em vigor em 16 de junho de 2026. Para os contratos que já estavam em vigor, o artigo 5.º prevê a aplicação das alterações a partir da primeira renovação que ocorra depois de decorridos 60 dias sobre aquela data. A seguradora deve comunicar as mudanças e os respetivos motivos com, pelo menos, 30 dias de antecedência relativamente a essa renovação.

Importa distinguir esta atualização contratual da existência da proteção. O conceito de circulação já constava do artigo 1.º-A do Decreto-Lei n.º 291/2007, introduzido pela alteração de 2025. A norma de 2026 adaptou a apólice a esse enquadramento, não criou de raiz a possibilidade de cobertura em propriedade privada.

Por isso, num acidente dentro de uma garagem, quinta ou pátio, a pergunta não deve limitar-se a “aconteceu na estrada?”. Importa saber como estava a ser utilizado o veículo, quem responde pelos danos e quais as exclusões aplicáveis. O seguro obrigatório pode responder longe da via pública, mas isso não significa que pague todos os prejuízos de qualquer acidente ocorrido nesse local.

Leia também: IUC muda em 2027: estes condutores vão pagar em duas prestações e outros só em outubro

  •  

"Há anarcas espanhóis e brasileiros" nas manifestações

Paulo Núncio antecipa um recuo de Ventura e pede ao líder do Chega para não se "amedrontar com os arruaceiros e acampados" e critica ainda a presença de "anarcas espanhóis e brasileiros". 

  •  

Conheça a praia no Algarve onde é possível caminhar entre três areais diferentes quando a maré está baixa

Há um ponto da costa algarvia onde a descida da maré transforma a paisagem e permite percorrer, a pé, três praias diferentes sem sair praticamente do areal. Acontece na Praia da Cordoama, no concelho de Vila do Bispo, onde a extensão de areia fica ligada às vizinhas praias do Castelejo e da Barriga quando o nível do mar recua.

Segundo o portal Visit Algarve, a Cordoama integra um troço costeiro do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e distingue-se pelo areal comprido, enquadrado por arribas que ultrapassam, em alguns pontos, os 100 metros de altura. Apesar da frequência de surfistas e praticantes de bodyboard, a dimensão da praia permite encontrar zonas mais afastadas e tranquilas.

Maré baixa cria uma ligação entre três praias

É precisamente nessa altura do dia que surge uma das características mais curiosas do local. Com a maré suficientemente baixa, o areal da Cordoama passa a comunicar com os da Praia do Castelejo e da Praia da Barriga, formando uma faixa contínua junto ao oceano.

A situação muda quando a água começa a subir. A mesma fonte alerta que, durante a maré cheia, a faixa de areia disponível se torna bastante mais estreita, pelo que quem pretenda percorrer esta zona deve ter em atenção as condições do mar e evitar ficar encurralado junto às arribas.

Arribas chegam a ultrapassar os 100 metros

A paisagem não é marcada apenas pelo oceano. As falésias elevam-se de forma acentuada sobre a praia e criam uma sucessão de recortes ao longo da costa, que vão perdendo nitidez à distância e ajudam a explicar o aspeto mais selvagem deste setor do litoral.

Existe ainda um morro utilizado como miradouro natural, a partir do qual é frequente realizarem-se saltos de parapente. A altura do relevo permite observar uma larga extensão da costa e perceber a dimensão do areal que une as diferentes praias durante a maré baixa.

Há líquenes, dunas e uma linha de água

Nas paredes rochosas viradas a norte podem observar-se áreas esbranquiçadas que, à primeira vista, podem parecer diferentes tipos de rocha. Na realidade, tratam-se de extensas coberturas de líquenes que se desenvolveram sobre as arribas.

Mais abaixo, uma pequena linha de água percorre um barranco até chegar à praia. Nas dunas encontram-se espécies adaptadas às condições costeiras, entre as quais o estorno, o cardo-marítimo e o narciso-das-praias, enquanto o aroma da esteva se mistura com a maresia.

Ondulação atrai praticantes de surf

A Cordoama está exposta ao Atlântico e recebe uma ondulação forte e relativamente regular. Estas características tornam a praia procurada para a prática de surf e bodyboard, existindo inclusive apoio ligado a uma escola de surf durante a época balnear.

Apesar das boas condições para estes desportos, quem visita a praia deve igualmente respeitar as características naturais do local. O Visit Algarve recomenda manter uma distância de segurança das arribas devido ao risco de derrocadas e queda de pedras, além de utilizar os caminhos existentes para não degradar as pequenas formações dunares.

Fica a cerca de cinco quilómetros de Vila do Bispo

O acesso faz-se a partir de Vila do Bispo, junto ao Mercado Municipal, seguindo depois por uma estrada alcatroada durante aproximadamente cinco quilómetros. No local existe estacionamento amplo e organizado, além de restaurante, instalações sanitárias e apoio balnear.

A praia dispõe também de vigilância durante a época balnear. Contudo, é na maré baixa que revela uma das suas particularidades mais marcantes: o recuo da água permite que Cordoama, Castelejo e Barriga fiquem unidos pelo areal, oferecendo a possibilidade de caminhar entre três praias diferentes ao longo da mesma faixa costeira.

Leia também: Há uma vila no Algarve onde os romanos já procuravam águas que consideravam “sagradas” há mais de 2.000 anos

  •  

Un estudio confirma que volar requiere menos energía que nadar en los animales

Un estudio confirma que volar requiere menos energía que nadar en los animales

El análisis de 850 aves y murciélagos revela cómo el viento ayuda a las especies planeadoras a desplazarse y advierte de los posibles efectos del cambio climático sobre sus rutas migratorias

Un estudio revela cuáles son las aves más queridas y las más molestas de las ciudades españolas

Durante décadas, la comunidad científica dio por sentada una máxima del reino animal: desplazarse en el agua era, en términos metabólicos, el modo de locomoción más eficiente entre los vertebrados. Sin embargo, una macroinvestigación internacional ha desmontado este axioma clásico. El trabajo demuestra que volar es la forma más eficiente de movimiento, siempre que se incorpore a la ecuación un factor determinante que hasta ahora se había omitido, la energía que proporciona la propia atmósfera.

El proyecto, publicado en la revista Science, ha contado con la dirección del Instituto Max Planck de Comportamiento Animal y la Universidad de Swansea, además de una destacada participación española liderada por el Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC) a través de la Estación Biológica de Doñana (EBD), junto a las universidades Miguel Hernández y de Granada. Los científicos combinaron 17 años de seguimiento mediante dispositivos GPS y acelerómetros colocados en 850 individuos pertenecientes a 38 especies de aves y murciélagos.

En total, se procesaron 1,4 millones de localizaciones GPS y cerca de 195.000 segmentos de vuelo en entornos reales. A esta inmensa base de datos se sumaron cuatro años de registros de radar enfocados en pequeñas aves paseriformes migradoras, cruzando toda la información con modelos meteorológicos globales sobre vientos y térmicas ascendentes.

Dos estrategias, un mismo combustible

Al evaluar el coste energético por unidad de distancia recorrida, los resultados del estudio permitieron clasificar a los animales voladores en dos grandes grupos de comportamiento. Por un lado se encuentran las especies que dependen del aleteo continuo, como los cisnes o las pequeñas aves migratorias. Aunque su gasto metabólico es considerablemente mayor y se ve muy afectado por los vientos de cara o de cola, este esfuerzo constante les otorga la flexibilidad necesaria para desenvolverse en condiciones climáticas impredecibles o desfavorables.

Buitres leonados sobre una línea eléctrica.
Buitres leonados sobre una línea eléctrica.

Por otro lado, las aves planeadoras de gran tamaño llevan la eficiencia a un extremo insuperable. Especies como el cóndor andino y diversas familias de buitres aprovechan las columnas de aire caliente para ganar altura prácticamente sin esfuerzo. Tal y como explica José Antonio Donázar, investigador del CSIC en la EBD: “Aves planeadoras, como el cóndor andino, aprovechan las corrientes ascendentes y apenas baten las alas. Con ello, logran costes de transporte hasta un 79% menores que aves de masa similar que vuelan mediante aleteo continuo, como el cisne trompetero”.

Las siete especies de buitres analizadas acumularon 128.000 días de vuelo y recorrieron más de 4,3 millones de kilómetros (distancia equivalente a dar más de cien vueltas a la Tierra) batiendo las alas únicamente entre el 0,1% y el 7% del tiempo. Esta ventaja conlleva que las aves más pesadas pierden capacidad de decisión sobre cuándo y por dónde desplazarse, al quedar supeditadas a la presencia de corrientes térmicas idóneas.

Implicaciones cruciales para la conservación global

Como señala la investigadora Cortés-Avizanda: “Este estudio aporta una idea especialmente relevante: la atmósfera no es simplemente el medio donde vuelan las aves y murciélagos, sino un recurso energético esencial que puede determinar cuándo, dónde y cómo se desplazan”. Es decir, la masa de aire deja de contemplarse como un espacio pasivo para pasar a considerarse un recurso vital en sí mismo.

Comprender esta interacción resulta clave para anticipar los impactos ecológicos del cambio climático global. En palabras del coautor Julio Blas, también investigador de la EBD: “Cambios en los patrones de viento y de térmicas asociados al cambio climático podrían modificar las rutas migratorias, las distribuciones geográficas y el uso del espacio por parte de muchas especies voladoras”. Este marco servirá a las entidades ambientales para diseñar mejores estrategias de protección y gestión de la biodiversidad aérea frente a las transformaciones del clima futuro.

  •  

Lembra-se do falso tsunami de 1999 em Faro? Estas são as zonas da cidade que podem ser afetadas por um fenómeno real

Quem estava no Algarve a 22 de agosto de 1999 poderá recordar a tarde em que uma alegada onda gigante colocou banhistas e autoridades em alerta. Praias foram evacuadas, formaram-se filas de trânsito e espalhou-se a informação de que uma onda com vários metros de altura se aproximava da costa. O episódio é recordado numa reportagem de Nuno Couto, publicada pelo Jornal do Algarve em agosto de 2019.

O tsunami nunca chegou. Também não é possível determinar que zonas teriam sido inundadas por uma onda que não existiu. Num fenómeno real, os efeitos dependem da origem do tsunami, das características das ondas, da maré e da configuração do terreno e dos fundos marinhos.

Praia de Faro encontra-se na frente costeira

O Estudo do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve, publicado pela então Autoridade Nacional de Proteção Civil em 2010, reúne relatos sobre o impacto de 1755 nas formações arenosas que separam Faro do oceano.

No capítulo de Fantina Tedim e João Gonçalves, as descrições históricas referem ondas que ultrapassaram as ilhas e provocaram danos nas barreiras litorais. É nesta frente costeira que se encontra a atual Praia de Faro, diretamente exposta ao oceano.

Aeroporto também surge entre as zonas vulneráveis

Um estudo de Henrique Vicêncio, publicado no volume de 2022 da revista científica Territorium, analisou diferentes cenários para o Aeroporto de Faro. A inundação até cotas de quatro a cinco metros poderia impedir voos comerciais, embora o autor admitisse operações de emergência.

No cenário de seis metros, uma parte considerável da pista ficaria inundada. As instalações dos bombeiros aeroportuários surgem expostas já à cota de três metros.

São, contudo, hipóteses simplificadas: o trabalho utiliza a altitude do terreno, sem simular a propagação das ondas e a sua interação com a costa. As cotas indicadas não correspondem à altura da onda no mar nem à profundidade da água em todo o aeroporto.

Ria Formosa pode atenuar o impacto, mas também sofrer danos

A geografia de Faro cria uma situação particular. Entre o núcleo urbano e o oceano encontram-se as ilhas-barreira e a laguna da Ria Formosa. Segundo a análise histórica publicada pela Proteção Civil, essa configuração contribuiu para reduzir o impacto de 1755 na cidade.

Um dos relatos citados refere que a maré estava baixa e que a água, depois de ultrapassar as ilhas e encontrar os bancos de sedimentos, não excedeu na cidade os limites de uma maré grande. As barreiras naturais sofreram, porém, danos importantes.

Faro não está livre do risco por estar atrás das ilhas

O comportamento descrito em 1755 não garante uma proteção idêntica num próximo tsunami. As condições de maré e as características do fenómeno podem ser diferentes, pelo que os relatos históricos não devem ser usados para classificar o núcleo urbano como uma zona automaticamente segura.

O planeamento municipal reconhece a necessidade de preparação. A versão do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Faro aprovada pela comissão municipal em 2011 inclui expressamente os tsunamis entre as situações consideradas. O documento regista ainda um exercício realizado em novembro de 2010, articulado com o plano regional para o risco sísmico e de tsunamis.

Já a revisão do Plano Diretor Municipal, publicada pelo Aviso n.º 20948/2024/2, de 20 de setembro, contempla zonas inundáveis e condicionantes associadas à sismicidade. Essas disposições não devem, contudo, ser confundidas com um mapa que indique até onde chegaria um tsunami.

Em 1999, tentar fugir também provocou dificuldades

O falso alarme revelou problemas que não dependem diretamente da altura da água. Segundo a reportagem do Jornal do Algarve, a informação sobre uma suposta onda entre 12 e 25 metros provocou congestionamentos no litoral. Ao mesmo tempo, houve pessoas que permaneceram perto do mar para tentar observar o fenómeno anunciado.

As alturas divulgadas naquele dia pertencem ao relato do falso alarme, não a medições de um tsunami. Não podem, por isso, ser usadas para calcular os danos que teria provocado em Faro.

Os estudos e os relatos históricos permitem reconhecer vulnerabilidades na frente costeira e no aeroporto, mas não estabelecer uma lista definitiva das zonas que seriam mais afetadas em qualquer cenário. A experiência de 1755 ajuda a compreender o papel das ilhas-barreira, sem permitir garantir que um novo tsunami teria o mesmo comportamento ou produziria os mesmos efeitos.

Leia também: Estas são as novas 7 Maravilhas de Portugal: uma fica no Algarve e há visitas gratuitas

  •  

El seguimiento de los profesores se desgasta en la quinta jornada de huelga y marcharán desde Delegación a Alcalá contra las cargas

La quinta jornada de huelga indefinida de los profesores en la Comunidad de Madrid se desarrolla con marchas y protestas locales en varios puntos de la región. El seguimiento de los paros ha bajado debido al desgaste del profesorado tras varios días de movilizaciones. Tras las concentraciones de la víspera y las cargas policiales en el escrache contra Ayuso, los docentes han fijado una manifestación para este martes. La marcha partirá desde la sede de la Delegación del Gobierno hasta la calle Alcalá (frente a la Consejería de Educación). Esta concentración se ha convocado para denunciar la actuación policial y exigir que se abra una investigación. Asimismo, los sindicatos vuelven a reclamar a la Consejería de Educación abrir las negociaciones para abordar la bajada de ratios, horas lectivas, así como mejoras salariales.

Este martes los piquetes informativos en los colegios e institutos de Madrid han vuelto a inaugurar una nueva jornada de protestas del profesorado. Durante la mañana, las movilizaciones se han desarrollado de forma descentralizada con marchas en los municipios. Así, en Alcobendas y San Sebastián de los Reyes se ha organizado una bicicletada para reclamar mejoras en la pública. En la capital se ha repetido la misma escena. Medio centenar de docentes ha sacado sobre las 11.40 horas la bicicleta o utilizado el servicio de BiciMAD. El punto de partida ha sido la Plaza del Dos de Mayo desde donde se han desplazado a otros centros bajo un coro de silbatos.

Tras cinco días de huelga, el desgaste de los paros entre el profesorado se refleja en los datos de seguimiento. La Comunidad de Madrid cifra el seguimiento en un 10,4%, mientras que los sindicatos han decidido no hacer pública este martes la cifra. Durante el arranque de los paros el 14 de octubre, los sindicatos contabilizaron que el 70% de los docentes secundaron la huelga, mientras que la Comunidad situó este porcentaje en un 44,6% de la plantilla de los centros públicos.

El día estará marcado por los sucesos de la víspera, tras las cargas policiales contra los profesores en el escrache contra Ayuso. Debido a estos sucesos, se ha convocado una manifestación para las 20.30 horas para exigir "que investigue las cargas policiales sufridas, esclarezca las responsabilidades correspondientes y garantice que no vuelvan a repetirse actuaciones de esta naturaleza". El comité de huelga denuncian "desproporción" en la intervención. Por ello, los docentes marcharán desde la sede de la Delegación del Gobierno, en Chamberí, hasta la Consejería de Educación, en la calle Alcalá.

"Es inadmisible que la falta de diálogo y negociación por parte de la Administración educativa vaya acompañada de una respuesta policial desproporcionada frente a quienes ejercen pacíficamente sus derechos fundamentales", han señalado desde el comité de huelga. Asimismo, han reprochado las alusiones de la presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, para "desacreditar una movilización legítima" y "proyectar una imagen de violencia". En esta línea, han recalcado que las concentraciones organizadas son pacíficas: "No vamos contra nadie. Estamos defendiendo la educación pública". Asimismo, los sindicatos han recordado que el resultado de estas movilizaciones son años de deterioro en la educación pública que han llevado al profesorado "a una situación límite".

En este contexto, se ha vuelto a reclamar a la consejera de Educación, Mercedes Zarzalejo, que reconozca al comité de huelga como interlocutor legítimo y abra una negociación para alcanzar mejoras. "La escuela pública es de toda la sociedad. Defenderla es una responsabilidad compartida. Escuchar a quienes la sostienen cada día también debería serlo. Seguimos dispuestos a negociar. Consejera, estamos esperando su respuesta", han expresado. El calendario previsto por los sindicatos para el miércoles centra la actividad en la celebración de asambleas informativas y acciones descentralizadas. Para el jueves, se prepara una concentración en la Asamblea de Madrid, coincidiendo con el pleno semanal, y la tercera manifestación que empezará a las 18.00 horas en Atocha y finalizará en la calle Alcalá.

Reivindicaciones del profesorado

El profesorado madrileño se está movilizando para presionar a la Comunidad de Madrid a aprobar mejoras laborales. Las reivindicaciones se articulan a través de dos convocatorias que se desarrollan en paralelo: una organizada por el comité de huelga (en la que participan UGT y CC OO junto a asociaciones de familias, alumnos y otras plataformas) y otra programada por CSIF con paros parciales a lo largo de todo el curso.

Desde el comité de huelga demandan reducir el número de alumnos por aula para establecer ratios de 13 estudiantes en Infantil, 15 en Primaria, 20 en Secundaria, 23 en Bachillerato y 15 en Formación Profesional. Además, se recoge la necesidad de establecer cupos específicos para los alumnos con necesidades especiales. Dentro de las demandas, también se plantea implantar las 17 horas lectivas en Secundaria (en la actualidad está en marcha un proceso para aminorar la carga hasta las 18 horas semanales) y las 22 horas en Primaria (reduciendo las 25 horas semanales vigentes).

Además, los profesores consideran un agravio comparativo el hecho de que en otras autonomías esta profesión esté mejor retribuida, a pesar de que Madrid tiene la mayor renta per cápita de España y uno de los costes de vida más elevados. En este contexto, consideran necesario incrementar en 600 euros mensuales el salario. A su vez, entre las prioridades, se expone la necesidad de alcanzar una mayor "equidad y recursos para los centros de especial complejidad". En este listado se contemplan otras medidas como eliminar el actual modelo bilingüe o elaborar un plan de climatización de los centros, entre otras.

Por su parte, CSIF sitúa entre las prioridades abordar en la mesa de negociación la reducción de las ratios y las horas lectivas, así como la mejora salarial. En esta línea, una de las principales reclamaciones es crear un complemento de capitalidad para mejorar la retribución de los docentes y compensar las condiciones económicas de la región. Desde la plataforma consideran que esta opción es más adecuada que la propuesta del Ejecutivo autonómico de incluir la carrera profesional. Asimismo, plantean eliminar la carga burocrática del profesorado, reducir a 23 horas lectivas en Infantil y Primaria, reconocer como horas lectivas las funciones de jefatura, tutorías y labores de coordinación, mejorar la atención a la diversidad con más recursos o crear un plan integral de infraestructuras y climatización. Por otro lado, el sindicato ha reclamado que se introduzcan los nuevos permisos y licencias acordados.

  •  

BP e Moeve de Portimão assaltadas no mesmo dia: suspeitos levaram 270€ e maços de tabaco

Dois postos de combustível em Portimão foram assaltados no mesmo dia por dois homens que terão atuado de cara tapada e armados com uma pistola. Os crimes ocorreram no domingo, 18 de outubro, e tiveram como alvo instalações da BP e da Moeve, estando agora sob investigação da Polícia Judiciária.

Escreve o Correio da Manhã que os dois suspeitos terão chegado aos locais num motociclo e usado capacetes para esconder o rosto. Apesar de o método descrito ser semelhante nos dois casos, o valor levado em cada posto foi bastante diferente.

Primeiro assalto terminou com fuga rápida

O primeiro episódio terá ocorrido cerca das 16:30 h num posto da BP em Portimão. Os suspeitos entraram no estabelecimento, mas acabaram por abandonar o local sem conseguir levar dinheiro da caixa. Segundo a mesma fonte, durante essa ocorrência foi roubado apenas o telemóvel do funcionário. Os dois homens terão sido obrigados a fugir pouco depois, seguindo então para outro posto de combustível da cidade.

O segundo assalto ocorreu num posto da Moeve. Neste caso, os autores conseguiram apoderar-se de cerca de 270 euros em numerário, além de vários maços de tabaco existentes no estabelecimento. O Correio da Manhã refere que as autoridades trabalham com a hipótese de os mesmos dois homens estarem envolvidos nas duas ocorrências.

PSP esteve nos locais após os assaltos

A PSP deslocou-se aos locais na sequência dos crimes e tomou conhecimento das duas ocorrências. A investigação, porém, não ficou a cargo daquela força policial.

Os dois processos foram entregues à Polícia Judiciária (PJ), que deverá agora procurar determinar a identidade dos suspeitos e perceber com maior detalhe o percurso seguido entre os dois postos de combustível.

Leia também: Estas são as novas 7 Maravilhas de Portugal: uma fica no Algarve e há visitas gratuitas

  •  

Há 2.700 casas à venda em Portugal por mais de 3.000.000€ e este é o perfil dos compradores

Portugal tem atualmente cerca de 2.700 casas colocadas no mercado por valores superiores a três milhões de euros, num segmento em que o comprador chega sobretudo do estrangeiro. Britânicos, norte-americanos, alemães e brasileiros estão entre as nacionalidades com maior presença num mercado onde privacidade, sustentabilidade e eficiência energética começam também a ganhar peso na decisão.

De acordo com o portal de notícias Dinheiro Vivo, existem ainda aproximadamente 17.000 imóveis à venda por mais de um milhão de euros. Apesar dos números, Eva Peribáñez, diretora da divisão de arte e clientes privados da Hiscox Ibéria, considera que esta oferta é relativamente reduzida quando comparada com a dimensão global do mercado habitacional português.

Três regiões concentram 75% destas casas

Lisboa, Algarve e Porto reúnem cerca de três quartos da oferta nacional de habitações com preços superiores a um milhão de euros. A concentração ajuda a explicar porque determinadas zonas têm continuado a registar aumentos expressivos no valor das propriedades mais caras.

No segmento acima dos três milhões, Cascais registou uma subida média de preços de 13% e Sintra de 14,9%. No sul do país, Lagos avançou 13,5% e Loulé 11%, enquanto na Madeira a valorização indicada pela responsável da Hiscox chegou aos 21,7%.

Comprador vem sobretudo de fora de Portugal

O perfil dominante não é, contudo, o de um comprador nacional. Segundo Eva Peribáñez, a procura é atualmente maioritariamente internacional e tornou-se mais diversificada, não estando dependente apenas de programas de vistos ou de investimentos realizados com objetivos de curto prazo.

As motivações também variam. Há quem procure estas propriedades para residência permanente, quem pretenda uma segunda habitação e quem veja o imobiliário português como uma forma de diversificar ou preservar património. Britânicos, norte-americanos, alemães e brasileiros destacam-se entre os compradores mais ativos.

No Algarve os britânicos continuam em primeiro lugar

A presença estrangeira é particularmente visível no Algarve. Entre as transações internacionais acima de um milhão de euros, os compradores do Reino Unido representam 33,2%, mantendo uma vantagem significativa sobre as restantes nacionalidades mencionadas.

Os franceses surgem depois, com 19,3%, seguidos pelos alemães, com 8%, neerlandeses, com 5%, e suecos, com 4,8%. A mesma fonte refere que o valor médio das moradias unifamiliares de luxo no Algarve se mantém acima dos 4,5 milhões de euros desde 2017, tendo alcançado aproximadamente 5,13 milhões em 2025.

Há compradores mais jovens a entrar neste mercado

O mercado de luxo também está a passar por uma transformação geracional. Ao perfil tradicional, frequentemente ligado à compra de uma segunda residência ou à conservação de património, está a juntar-se uma geração mais jovem associada a setores como tecnologia, finanças e empreendedorismo internacional.

Estes compradores acrescentam novos critérios à escolha da casa. Privacidade e design continuam relevantes, mas sustentabilidade, eficiência energética e boas condições de conectividade assumem uma importância crescente nas propriedades de elevado valor, segundo a responsável da Hiscox.

Portugal continua mais barato do que outros mercados de luxo

O preço relativo é apontado como uma das razões para a capacidade de Portugal continuar a atrair compradores estrangeiros. Um estudo recente da Hiscox, citado pela publicação, concluiu que o valor médio do mercado residencial de luxo em Lisboa é aproximadamente 25% inferior ao encontrado em Paris ou Londres.

A diferença aumenta na comparação com Nova Iorque, onde os valores médios serão cerca de 45% superiores aos da capital portuguesa. Segurança, estabilidade, clima, qualidade de vida e ligações internacionais são outros fatores destacados por Eva Peribáñez para explicar a procura. Mesmo num mercado onde existem apenas cerca de 2.700 propriedades anunciadas acima dos três milhões de euros, Portugal continua, assim, a captar compradores internacionais interessados tanto em viver no país como em manter aqui parte do seu património.

Leia também: Algarve conquista vários prémios internacionais e volta a ser eleito o melhor destino de praia da Europa

  •  

El renacer de la isla del Sena donde las huelgas de Renault hicieron historia

El renacer de la isla del Sena donde las huelgas de Renault hicieron historia

Tras el cierre industrial de 1992 y décadas de proyectos fallidos, la isla Seguin estrena un espacio dedicado al arte, el cine y la actividad cultural, diseñado por los españoles Carme Pigem y Ramón Vilalta

Renault invertirá 600 millones en España hasta 2030 incluyendo ayudas públicas

La antigua fábrica de Renault en la isla Seguin, en el río Sena, al suroeste de París, inicia una nueva etapa después de décadas de abandono, proyectos fallidos y controversias urbanísticas. El espacio industrial que durante buena parte del siglo XX simbolizó el poder de la industria automovilística francesa y las reivindicaciones de los trabajadores se ha transformado en un complejo cultural tras una inversión de 450 millones de euros.

Pointe des Arts cuenta con una superficie de 54.000 metros cuadrados dentro de un terreno de once hectáreas que también incluye un parque. La iniciativa agrupa varias propuestas de ocio y actividad económica, entre ellas un centro de arte contemporáneo, ocho salas de cine, oficinas, un hotel y restaurantes.

El diseño arquitectónico corre a cargo de los españoles Carme Pigem y Ramón Vilalta, integrantes del estudio RCR Arquitectes, distinguido con el premio Pritzker en 2017. Su intervención incorpora el antiguo emplazamiento industrial a un nuevo espacio cultural, con Le Large como uno de sus principales atractivos. La galería principal destaca por sus dimensiones y por una altura de 14 metros.

De la producción automovilística a las reivindicaciones obreras

La historia de la isla Seguin está vinculada a la expansión de Renault durante el siglo XX. Louis Renault comenzó a adquirir terrenos en la isla en 1919 y, a finales de la década siguiente, ya controlaba la mayor parte de su superficie. La fábrica se desarrolló con la inspiración del modelo de Ford y llegó a convertirse en una gran instalación industrial, con central eléctrica propia, zonas de pruebas, una pista subterránea y un muelle para embarcaciones. Varios puentes la conectaban con Boulogne-Billancourt y Meudon.

En los años 50, alrededor de 10.000 trabajadores desempeñaban allí su labor. De sus líneas de producción salieron modelos como el Renault 4CV, mientras que la fábrica adquiría un significado que iba más allá de la fabricación de automóviles. Billancourt y la isla Seguin se convirtieron en referencias del movimiento obrero francés, asociadas a las huelgas de 1936 y a las movilizaciones de mayo del 68.

El conflicto laboral continuó durante los años posteriores. En la década de 1970 se registraron varios enfrentamientos graves, incluida la muerte de un sindicalista por disparos de un agente de seguridad privada. Sin embargo, los cambios en la industria automovilística terminaron por reducir la importancia de la planta.

La producción fue trasladándose a instalaciones más modernas, como las de Flins, Cléon y Sandouville, mientras que la configuración de la fábrica dificultaba su adaptación. El cierre definitivo llegó en 1992 y la demolición comenzó en marzo de 2004.

Décadas de proyectos fallidos antes de la reapertura

Tras el desmantelamiento, la isla acumuló propuestas para recuperar su actividad. Entre los planes planteados figuraban un centro científico y tecnológico, una ciudad junto a un lago, viviendas, universidades, centros de investigación y museos. Ninguna de estas iniciativas consiguió resolver de forma inmediata el futuro del terreno.

Uno de los episodios más conocidos se produjo en 2005, cuando el empresario François Pinault abandonó su proyecto para construir allí un espacio dedicado al arte. El magnate del lujo alegó retrasos urbanísticos y trasladó la iniciativa a Venecia. El fracaso alimentó la reputación de la isla como un lugar maldito para las grandes operaciones inmobiliarias y culturales.

El proyecto actual, impulsado por Laurent Dumas, del grupo Emerige, comenzó a tomar forma en 2022 y cuenta con financiación del fondo de inversión Ardian. Su apertura, inaugurada el 17 de octubre y prevista hasta el 7 de marzo de 2027, va de la mano de la exposición Motor imaginario: obras maestras de la colección Renault y artistas contemporáneos.

La muestra reúne 50 obras de la colección del Fondo Renault para el Arte y la Cultura, con nombres como Vasarely, Dubuffet, Tinguely y Doisneau, además de nuevas creaciones encargadas a 17 artistas contemporáneos. Entre ellas figura La pause (2026), del colombiano Daniel Otero Torres, residente en París.

  •  

Periodistas de ministerio

El presidente de Vox, Santiago Abascal, y la secretaria general adjuna del partido, Montse Lluis, en una reunión de CEN en Bambú

Montse Lluis va a ser la número dos de Vox por Madrid, y no es por ella en particular, sino por la figura en general, pero yo me he acordado de los periodistas que terminan en un ministerio o así, que es como pasar de ser organillero de la calle a ser clavecinista de palacio. Hay periodistas que terminan en un ministerio, como un poeta encajonado, escribiéndole al líder bajo la luz de luna de las fotocopiadoras, bajo la inspiración mística del argumentario (uno se imagina el argumentario como un códice flotante que aparece ante los asesores igual que un cáliz ante los monjes). La verdad es que tan falso puede ser un amor de pianista tísico, de poeta tísico o de presidente tísico como un argumentario de partido, así que todo depende de las debilidades de cada uno. Lo que sí me parece es que el periodista que termina en un ministerio en realidad siempre apuntó a ministro, ya quería ser desde el primer momento ministro, o secretario de ministro, mientras iba por las redacciones como si fueran cancillerías políticas y por los cafés como si fueran vagones de armisticio. Ahora, con las elecciones, hay como un murmullo de periodistas ministros, o secretarios de ministro, que quieren llegar a serlo por fin, y otro murmullo de los que temen dejar de serlo y volver al organillo de la calle o a las redacciones que huelen a sopa. Cada uno tiene la vocación que tiene, claro.

Hay periodistas que terminan en un ministerio, o en una consejería, o en un gabinete, vestidos de azafatos y haciendo de eso mismo, y de heraldos y publicistas, que es lo contrario del periodismo según la cita apócrifa de Orwell y según la experiencia y el sentido común. En realidad el periodista no suele llegar a ministro, que parece una ambición más bien de madre del periodista, como de madre de Máximo Huerta, y en este caso quedó también como decepción de madre (aquel primer gobierno de Sánchez, puro marketing del vendehúmos o vendebragas Iván Redondo, era como un casting de Gran Hermano VIP y Huerta parecía el primer expulsado). El periodista, que tiene un oficio como de entresuelo, suele más bien pasar directamente de los sotanillos de las redacciones a los sotanillos políticos, y ahí se queda inventando palabras y escribiéndoles los discursos a esos políticos que, por no escribirse sus cosas, ni siquiera sus notas o chuletas, luego parece, como Feijóo, que no saben leer. Puede llegar, eso así, a jefe de gabinete de prensa y aparecer por las comparecencias del político para hacer de carabina o de monja con regletazo, como Miguel Ángel Oliver. O puede llegar a gurú, a factótum, a Rasputín mefistofélico, a brujo con cuervos, a Merlín con rayos, como Miguel Ángel Rodríguez. En estos casos, se diría que nos topamos con el más curioso de los quehaceres de un periodista, o sea, básicamente, impedir hacer periodismo.

Entre el periodismo y la publicidad, y también entre los más angelicales suspiros que alientan una redacción (hay redacciones que parecen internados habitados sólo por suspiros y anhelos de escapar fuera de allí, como aquellos internados de señoritas casaderas con pololo), tenemos otro destino muy deseado, quizá el que más. Me refiero a los medios públicos, que aquí son, absolutamente todos, medios de partido. Los medios públicos sólo son públicos en el sentido de que son otro ministerio u otra consejería, de Propaganda en este caso, que existe sin existir y que se puede manejar con más o menos pudor pero tienen el objetivo de su nombre sin nombre. Cada noticia, cada programa, cada escaleta, cada guion, cada presentador como con balconcillo, cada tertuliano que da tortas o las recibe, cada cómico con sotana, esmoquin o gorra para atrás está elegido, pensado y calculado para servir al partido. Quien lo niegue es que es tonto o está comiendo de ello. Aunque quizá el más cómodo destino es quedarte en tu medio de toda la vida, en tu cabecera de mancheta antigua como una lápida antigua, a ejercer el magisterio del periodismo aun siendo más útil, más efectivo y más dócil al partido de turno que en cualquier otro sotanillo de los que hemos mencionado.

En estos casos, se diría que nos topamos con el más curioso de los quehaceres de un periodista, o sea, básicamente, impedir hacer periodismo

Hay periodistas que pasan de los sotanillos o las hornacinitas de las redacciones a los sotanillos o las hornacinitas de los partidos, que puede parecer que es una tontería cambiar de un encajonamiento a otro pero no lo es. La verdad es que del periodismo es difícil comer, y más difícil todavía comer y beber (creo que fue Francisco de Cossío el que le dijo a Umbral que había que escribir dos artículos diarios, uno para comer y otro para beber). Es mucho más fácil comer y beber de la política, así que más que traidores al periodismo, más que ministros, estadistas o Richelieus desperdiciados por las redacciones entre suspiros y telefonazos, lo que hay son hambreadores. Tenemos una España llena de hambreadores, por todos lados, por todas las profesiones. Los hay con más ética y con menos, igual que los hay con más hambre y con menos, pero todos parecemos banderilleros con cornada de hambre y poetas con musa de telaraña. A lo mejor no hay que juzgar tan duramente a los que se van a la política para no pasar hambre, para no tener que comer fideos de versos o de realidad. Pero el periodista que niega la realidad, o que impide que se conozca, ya es otra cosa. Y también para eso hay que tener vocación.

Hay murmullo en las redacciones y en los ministerios, hay quien sólo piensa en dejar la libreta con mancha de sopa o la mesa del periódico con luz de ciego para escribirle la mentira al ministro en papel con heráldica, y hay quien tiembla al pensar en volver a pisar la calle, que después de la moqueta es como pisar lava. Rugen los comederos, aletean los sueños, flaquean los esbirros, se buscan refugios, huyen los héroes, sonríen los ambiciosos, porque cuando todo se da la vuelta es probable que las putas y los ascetas intercambien los puestos y la experiencia. Hasta el que tiene alma y hambre de poeta puede pasar a tener alma y hambre de rapaz. No sólo en el periodismo, sino en todo. Ya dependerá de la vocación de cada uno. 

  •  

“Abriu o teatro do absurdo”: José Sócrates pronuncia-se após sessão do julgamento que durou apenas 5 minutos

José Sócrates reagiu à primeira sessão do novo julgamento em que responde, juntamente com Carlos Santos Silva, por três crimes de branqueamento de capitais. A audiência da última segunda-feira, 19 de outubro, no Campus de Justiça, em Lisboa, durou cerca de cinco minutos, depois de duas questões levantadas pela defesa terem levado o tribunal a interromper os trabalhos. O processo prossegue a 30 de outubro.

À saída do tribunal, o antigo primeiro-ministro voltou a contestar a existência deste processo separado daquele que já está a ser julgado no âmbito da Operação Marquês. “Abriu o teatro do absurdo”, afirmou aos jornalistas, defendendo que existem factos relacionados a serem apreciados simultaneamente em dois tribunais.

Ministério Público pediu três dias

A curta duração da sessão ficou a dever-se a dois requerimentos apresentados pela defesa de Sócrates na sexta-feira anterior ao julgamento. O juiz-presidente do coletivo, Rúben Vieira, deu conta dessas questões logo no início dos trabalhos.

Como o Ministério Público apenas teve acesso aos documentos pouco antes da audiência, pediu três dias para os analisar e responder. Segundo o Jornal de Notícias, o tribunal aceitou o prazo, pelo que não chegou a ser iniciada a discussão sobre os crimes imputados aos dois arguidos.

Defesa quer processos reunidos

Uma das questões colocadas por Filipe Baptista, atual advogado de José Sócrates, está relacionada com a própria separação deste processo. A defesa entende que os crimes de branqueamento aqui em causa estão ligados aos factos apreciados no julgamento principal da Operação Marquês.

Sócrates sustenta, por isso, que deveria existir um único julgamento, contestando aquilo que descreve como uma duplicação da apreciação dos mesmos factos. O antigo governante reiterou publicamente essa posição após sair do Campus de Justiça.

Segundo requerimento invoca garantias de defesa

A outra questão levantada prende-se com alterações introduzidas na acusação na sequência de uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa. A defesa contesta que essas modificações possam produzir efeitos neste processo autónomo sem uma decisão própria do tribunal que o está a julgar.

Segundo a posição transmitida por Sócrates, deverá também ser assegurada a possibilidade de a defesa responder especificamente às alterações que passaram a integrar este processo. Será agora necessário aguardar pela posição do Ministério Público e pela decisão do coletivo sobre estas questões prévias.

Sócrates rejeita intenção de atrasar processo

O momento escolhido para apresentar os requerimentos também foi questionado, uma vez que os documentos chegaram ao processo na sexta-feira, dia 16, no último dia útil antes da audiência. Sócrates rejeitou que a iniciativa tivesse como objetivo adiar o julgamento.

O antigo primeiro-ministro relacionou o momento da entrega com a mudança recente na sua defesa. Filipe Baptista substituiu Pedro Delille e, segundo Sócrates, dispôs de pouco tempo para analisar o processo e preparar as questões que entendeu colocar ao tribunal.

Sócrates e Santos Silva respondem por três crimes

Este processo foi autonomizado da Operação Marquês em 2021 e tem como arguidos José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva. Ambos respondem por três crimes de branqueamento de capitais e negam ter praticado os crimes pelos quais estão acusados.

Segundo a acusação do Ministério Público, estão em causa movimentos financeiros realizados entre 2011 e 2014 através de contas associadas a Carlos Santos Silva, à mulher do empresário e ao antigo motorista de Sócrates, que terão permitido fazer chegar ao antigo primeiro-ministro verbas que a acusação considera de origem ilícita. Essa versão é contestada pelos arguidos. Depois da sessão desta segunda-feira ter terminado praticamente assim que começou, o julgamento tem agora 30 de outubro como próxima data marcada.

Leia também: Cristiano Ronaldo teve 30 dias de castigo e Ricardo Carvalho um ano após abandonarem o estágio da Seleção: o que distingue os dois casos?

  •  

La Delegación analizará las cargas contra los profesores en el escrache a Ayuso y abrirá investigación si hay falta de proporcionalidad

La quinta jornada de huelga indefinida de los profesores en la Comunidad de Madrid estará protagonizada por una manifestación frente a la Delegación del Gobierno y la Consejería de Educación. Los sindicatos han convocado estas concentraciones para protestar por las cargas policiales de este lunes durante el escrache a la presidenta regional, Isabel Díaz Ayuso. Los docentes exigen que se estudien y sancionen estas actuaciones. Desde la Delegación del Gobierno en Madrid se ha señalado que desde la Administración central se abrirá otra investigación si las actuaciones de los agentes no se ajustan a los principios de congruencia, oportunidad y proporcionalidad. Por su parte, desde los sindicatos policiales han acusado a Delegación de "poner en riesgo la seguridad" de los agentes por "falta de previsión".

Este lunes las protestas de los profesores se toparon con la actuación de la Policía Nacional, tensando la situación en las calles. Tras el escrache a Díaz Ayuso, los agentes cargaron contra los docentes y manifestantes para despejar la entrada de la sede que la Cámara de Comercio tiene en la calle Huertas. En esta ubicación la presidenta de la Comunidad de Madrid asistía a un acto cuando los docentes rodearon el edificio para reclamar la apertura de una negociación en la que tratar sus reivindicaciones. Debido a la aglomeración de cientos de personas, se desplegó a la Policía para despejar los accesos.

En este momento, se produjeron las cargas policiales para desviar a los profesores hacia un lado de la calle. "Es inadmisible que la falta de diálogo y negociación por parte de la Administración educativa vaya acompañada de una respuesta policial desproporcionada frente a quienes ejercen pacíficamente sus derechos fundamentales", expuso el comité de huelga sobre las imágenes de la jornada. Debido a ello, este martes se ha convocado a las 20.30 horas una manifestación frente a la Delegación del Gobierno, que se trasladará luego a la Consejería de Educación.

"Exigimos a la Delegación del Gobierno que investigue las cargas policiales sufridas hoy, esclarezca las responsabilidades correspondientes y garantice que no vuelvan a repetirse actuaciones de esta naturaleza", han expresado los sindicatos. Ante esta petición, desde el departamento encabezado por Francisco Martín se ha señalado que "Delegación siempre se reclama que las actuaciones policiales atiendan a los principios de congruencia, oportunidad y proporcionalidad que marca la ley, y que se analice y responda cuando pueda incumplirse cualquiera de estos principios".

"La respuesta a las legítimas reivindicaciones del profesorado no puede ser la confrontación ni el intento de desacreditar una movilización ampliamente respaldada", han comentado desde el comité de huelga. Las imágenes de este lunes acompañan a las cargas que se produjeron el pasado 14 de octubre en la Universidad Complutense de Madrid, donde los agentes recurrieron a la violencia contra unos manifestantes.

En este último caso, la Delegación del Gobierno inició una investigación urgente para esclarecer lo ocurrido en el inicio de la huelga indefinida de docentes. "Vamos a analizar y vamos a tomar las decisiones que correspondan porque tiene que saber la ciudadanía que el derecho de protesta, el derecho de manifestación, es un derecho fundamental y todas las instituciones, también las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado deben velar porque ese derecho se pueda ejercer en libertad", señaló en esta ocasión.

Por su parte, el sindicato Justicia Policial (Jupol) ha vuelto a cuestionar las decisiones adoptadas desde la Delegación del Gobierno en en los dispositivos desplegados durante esta huelga. En su opinión, "la falta de coordinación y previsión impide dimensionar adecuadamente los recursos humanos necesarios y obliga a los agentes a reaccionar cuando la situación ya se ha deteriorado". Esta situación, han expuesto, pone en riegos a la seguridad de los agentes. Asimismo, han criticado las declaraciones del delegado sobre su intervención en las protestas. "Francisco Martín no puede cuestionar públicamente a los policías cuando intervienen y, al mismo tiempo, privarles de la información y de las instrucciones necesarias para trabajar con garantías. La seguridad no puede depender de decisiones políticas ni de improvisaciones de última hora", han añadido.

  •  

Há uma vila no Algarve onde os romanos já procuravam águas que consideravam “sagradas” há mais de 2.000 anos

Se recuarmos mais de 2.000 anos no tempo, quando o Algarve fazia parte do mundo romano, as águas que brotam na Serra de Monchique já despertavam interesse. Os romanos procuravam-nas e chegaram a associá-las a um caráter sagrado, numa relação com as nascentes que deixou vestígios arqueológicos na região.

Existem referências à utilização das águas de Monchique desde o século I antes de Cristo, quando eram procuradas para aliviar o cansaço do corpo e da mente. A tradição ficou ligada à expressão “águas sagradas”, uma designação que atravessou séculos de história local.

Inscrição romana reforça a ligação às águas

Entre os achados arqueológicos feitos nas proximidades das nascentes encontra-se uma ara votiva com uma inscrição em latim dedicada às “Águas Sagradas”. O portal Visit Monchique aponta este elemento como um dos testemunhos da importância que as águas já assumiam durante o período romano.

Os vestígios encontrados na zona levam ainda a admitir que tenha existido aqui um primeiro complexo termal naquela época. A procura pelas águas não seria, portanto, ocasional, mas parte de uma utilização organizada de um recurso natural que continuaria a marcar Monchique durante os séculos seguintes.

Água chega à superfície a cerca de 32 graus

As Caldas de Monchique encontram-se num vale da serra, aproximadamente 250 metros acima do nível do mar. É neste cenário rodeado de vegetação que as águas mineromedicinais chegam naturalmente à superfície com uma temperatura próxima dos 32 graus.

A água apresenta ainda um pH de 9,5 e é descrita pela fonte local como a mais alcalina de Portugal. A sua composição inclui bicarbonato, sódio e flúor, características que estão na base da utilização termal atualmente feita neste ponto do Algarve.

Até um rei português procurou estas águas

A fama das nascentes atravessou a Idade Média e chegou à monarquia portuguesa. Em 1495, no último ano da sua vida, D. João II terá tomado banho nas águas de Monchique, antes de morrer posteriormente em Alvor, no atual concelho de Portimão.

O episódio mostra como o local continuou associado ao bem-estar muito depois do desaparecimento do domínio romano. Ao longo do tempo, a utilização das nascentes foi ganhando novas formas, até dar origem à atividade termal que permanece atualmente.

É a única estância termal do Algarve

Segundo a mesma fonte, a Villa Termal das Caldas de Monchique é atualmente a única estância termal existente no Algarve. Entre os tratamentos disponibilizados encontram-se duches de jato e de Vichy, massagens, hidromassagens e aplicações de lamas.

Existe também um circuito de relaxamento termal com piscina interior de hidromassagem aquecida, sauna e banho turco. A utilização contemporânea das águas mantém assim uma ligação direta a um recurso natural conhecido e procurado há vários períodos históricos.

Serra guarda muito mais do que as termas

A localização contribui igualmente para distinguir este território do Algarve mais associado às praias. As Caldas de Monchique encontram-se num vale serrano marcado pela vegetação, enquanto o ponto mais elevado da região é a Fóia, de onde se observa uma ampla parte do território envolvente.

Entre vestígios romanos, águas quentes que emergem naturalmente e uma tradição termal com séculos, Monchique conserva uma história pouco habitual no sul do país. Aquilo que hoje é uma estância termal já era procurado há mais de 2.000 anos por populações que deixaram gravada em pedra uma expressão que continua associada ao local: “Águas Sagradas”.

Leia também: Resort de Albufeira eleito o melhor de Portugal em regime tudo incluído nos World Travel Awards

  •  

O relato da retirada das tendas em Lisboa e no Porto

Viveram-se momentos de tensão quando a PSP desfez o cordão humano dos manifestantes e deteve dezenas de pessoas no Rossio. Na Praça D. João I, no Porto, as pessoas retiraram-se voluntariamente.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

  •  
❌