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Remoção de Fundo de Imagens: Técnicas Simples para Melhorar Fotos e Designs

Você já tirou uma foto de um produto que ficou ótima, mas desistiu de usá-la porque o fundo estava bagunçado? Isso acontece com mais frequência do que parece. Uma embalagem aparece ao lado de um objeto que não deveria estar ali, uma pessoa passa atrás do assunto principal ou a parede tem uma cor que não combina com o restante do design. Refazer a foto nem sempre é a solução mais prática.

Em muitos casos, dá para aproveitar o que já foi fotografado. Basta separar o elemento principal do cenário e decidir como apresentar a imagem dali em diante. Essa possibilidade é especialmente útil para quem vende pela internet, prepara publicações para redes sociais ou precisa montar materiais visuais sem depender de uma equipe de produção.

Mas existe um detalhe importante: retirar o fundo é relativamente simples; fazer com que a imagem final pareça natural exige um pouco mais de atenção.

O problema nem sempre está na fotografia

Imagine uma pessoa que vende bolos por encomenda. Ela prepara uma receita nova, monta a decoração com cuidado e tira algumas fotos na própria cozinha. O bolo fica bonito, mas, no enquadramento, aparecem utensílios, potes e outros objetos sobre a bancada. A fotografia serve para guardar a lembrança, porém não transmite a mesma impressão quando é usada para divulgar o produto.

Uma nova sessão de fotos poderia resolver a situação. Só que nem todo pequeno negócio tem tempo para preparar o ambiente novamente, muito menos equipamento de iluminação ou um espaço dedicado à fotografia.

É nesse tipo de situação que a remoção de fundo faz sentido. Ao isolar o bolo, a pessoa pode colocá-lo sobre uma superfície visualmente mais limpa, mantendo a atenção na decoração e nas cores da cobertura. O mesmo princípio vale para roupas, acessórios, artesanato e diversos outros produtos.

O benefício não está em deixar todas as imagens iguais. Está em conseguir controlar melhor o que aparece em cada uma delas.

Como remover o fundo sem complicar o processo

Antigamente, recortar uma imagem com precisão podia exigir bastante paciência. Era necessário selecionar o contorno do objeto, ampliar a fotografia várias vezes e corrigir manualmente as partes que ficavam para trás. Dependendo da complexidade do cenário, uma tarefa aparentemente pequena acabava consumindo boa parte do tempo disponível.

As ferramentas de edição com inteligência artificial tornaram essa etapa mais acessível. Elas conseguem identificar o assunto principal e separar boa parte do cenário automaticamente, facilitando o trabalho de quem não tem experiência com programas profissionais.

Uma alternativa para começar é utilizar um removedor de fundo e verificar como o recorte se comporta na fotografia escolhida. Depois dessa primeira etapa, vale conferir as bordas e decidir se o assunto ficará sobre um fundo transparente, uma cor sólida ou outra imagem.

Não é necessário dominar dezenas de funções para conseguir um resultado útil. Em uma fotografia simples, poucos ajustes podem bastar. Já em imagens com muitos detalhes, convém reservar alguns minutos para revisar o que a ferramenta identificou.

O que costuma dar errado no recorte?

O contorno de um objeto nem sempre é tão evidente quanto parece. Uma camiseta branca contra uma parede clara, por exemplo, pode perder parte das mangas durante a seleção. Em um retrato, alguns fios de cabelo podem desaparecer ou ficar cercados por pequenos fragmentos do fundo original.

Esses defeitos nem sempre chamam a atenção quando a imagem aparece pequena na tela. O problema surge quando ela é ampliada, impressa ou colocada sobre uma cor diferente daquela que existia no cenário original.

Por isso, depois de remover o fundo, vale observar principalmente três pontos: as bordas do assunto, as áreas estreitas entre objetos e os detalhes que precisam permanecer visíveis. Alças de bolsas, folhas de plantas, fios de cabelo e partes transparentes de embalagens merecem atenção especial.

A qualidade da fotografia inicial também conta. Quando o assunto está desfocado ou tem praticamente a mesma cor do cenário, fica mais difícil identificar onde um termina e o outro começa. Uma imagem nítida, com iluminação razoável e contornos visíveis, costuma facilitar bastante o processo.

Se o primeiro resultado não ficar perfeito, isso não significa necessariamente que a ferramenta seja inadequada. Às vezes, uma fotografia diferente do mesmo produto resolve o problema com muito menos esforço.

O fundo novo precisa combinar com o assunto

Depois de separar o elemento principal, surge uma decisão que influencia bastante o resultado: o que fazer com o espaço que ficou vazio?

Para uma loja virtual, um fundo branco ou cinza-claro pode ser suficiente. Ele reduz as distrações e permite que o cliente observe melhor os detalhes do produto. Quando várias imagens seguem o mesmo padrão, a página também ganha uma aparência mais organizada.

Em uma publicação para redes sociais, a escolha pode ser diferente. Uma pessoa que divulga serviços de fotografia, por exemplo, talvez prefira uma cor relacionada à identidade visual do seu negócio. Já um criador de conteúdo pode combinar o recorte com um título, uma ilustração ou outros elementos gráficos.

Também existe a opção de manter a imagem com transparência para utilizá-la em projetos diferentes. Nesse caso, o mesmo recorte pode ser aproveitado em uma apresentação, em um banner ou em uma peça de divulgação sem precisar remover o fundo novamente.

O cuidado está em não escolher um cenário apenas porque ele parece bonito isoladamente. Um objeto fotografado com luz suave pode ficar deslocado diante de um fundo com iluminação intensa e sombras marcadas. Observar as cores, a direção da luz e as proporções ajuda a integrar melhor os elementos.

Pequenos cuidados que deixam a imagem mais convincente

Uma edição bem-feita nem sempre chama a atenção para o trabalho realizado. Na verdade, o resultado costuma funcionar melhor quando ninguém percebe que o fundo foi substituído.

Confira o tamanho do assunto. Se o objeto ocupar quase todo o espaço disponível, a composição pode ficar apertada. Se estiver pequeno demais, perderá destaque. Ajuste o enquadramento de acordo com o local onde a imagem será utilizada.

Não exagere nas sombras. Uma sombra discreta pode ajudar um produto a parecer apoiado sobre uma superfície. Uma sombra muito escura ou posicionada na direção errada, por outro lado, pode deixar o resultado artificial.

Preserve as cores reais. Isso é especialmente importante para quem vende produtos. Uma peça de roupa que aparece em uma tonalidade muito diferente da original pode criar expectativas equivocadas. Faça correções moderadas e evite filtros que alterem demais a aparência.

Observe o espaço ao redor. Se a imagem for usada em um anúncio com texto, deixe uma área livre para acomodar as informações. O assunto principal não precisa ficar sempre centralizado; às vezes, deslocá-lo ligeiramente melhora toda a composição.

Guarde a fotografia original. Ter uma cópia sem alterações permite experimentar outras versões mais tarde, sem precisar repetir o processo desde o início.

Esses cuidados são simples, mas fazem diferença quando várias imagens precisam funcionar juntas em um mesmo projeto.

Da loja virtual às redes sociais: onde a técnica ajuda

A remoção de fundo tem aplicações bastante práticas, especialmente para quem produz o próprio material visual.

Um artesão pode fotografar peças em casa e preparar imagens mais consistentes para um catálogo. Um profissional autônomo pode adaptar um retrato para uma apresentação comercial. Uma pequena loja pode aproveitar as fotografias dos seus produtos em publicações promocionais, sem precisar criar uma imagem inteiramente nova para cada postagem.

O recurso também facilita a adaptação de uma mesma fotografia a formatos diferentes. Um produto pode aparecer em uma publicação quadrada, em um story vertical e em um banner horizontal. O assunto continua o mesmo, mas o enquadramento e a distribuição dos elementos mudam conforme a necessidade.

Isso não significa que qualquer imagem deva ser reutilizada indefinidamente. É importante verificar se a resolução é suficiente para o novo formato e se o recorte continua adequado quando a composição muda.

Outro ponto que merece atenção é o formato do arquivo. O PNG costuma ser indicado quando a transparência precisa ser preservada. Já o JPEG não mantém áreas transparentes, o que pode fazer o fundo aparecer preenchido depois da exportação. Escolher o formato correto evita surpresas na hora de inserir a imagem em outro projeto.

Quando é melhor não remover o fundo

Existe uma tendência de tratar a remoção de fundo como uma melhoria automática, mas nem sempre ela beneficia a fotografia.

Em uma imagem de viagem, por exemplo, o cenário pode explicar onde a pessoa está e por que aquele momento é especial. Em uma foto de um prato servido em um restaurante, a mesa e os elementos ao redor podem contribuir para transmitir a experiência. Retirar tudo isso talvez deixe a imagem mais limpa, mas também pode tirar parte do seu significado.

Nessas situações, um recorte mais fechado, uma correção de iluminação ou um ajuste discreto nas cores pode ser suficiente. O importante é entender qual informação a fotografia precisa transmitir antes de começar a editá-la.

A melhor escolha não é necessariamente a que exige mais alterações, mas aquela que resolve o problema sem comprometer o que já funciona.

Conclusão

Uma boa fotografia não precisa ser descartada só porque o cenário não ficou como deveria. Com a remoção de fundo, é possível aproveitar imagens existentes, adaptar produtos a catálogos mais organizados e criar materiais visuais adequados a diferentes plataformas.

O resultado depende menos da quantidade de efeitos aplicados e mais das decisões tomadas ao longo da edição. Uma seleção cuidadosa, um fundo coerente e alguns minutos de revisão podem ser suficientes para transformar uma imagem comum em um material muito mais versátil.

Antes de começar, vale pensar no objetivo da fotografia e no que realmente precisa receber atenção. Quando cada ajuste tem uma finalidade clara, a edição deixa de ser apenas uma questão estética e passa a ajudar a comunicar melhor a ideia por trás da imagem.

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'Clayface': un villano de Batman en una crisis de identidad, igual que su filme

Como tantos personajes de cómic, especialmente si son longevos, Clayface (el supervillano) vive en una crisis de identidad continua. No solo por sus poderes metamórficos, sino también por una trayectoria que le ha llevado a tener ocho identidades secretas a lo largo de más de 60 años: material de sobra para armar un nuevo relato con vistas al cine, pero también para perder el norte.

De la misma manera, Clayface (la película) parece una criatura que, pudiendo adoptar múltiples formas, sufre a la hora de decidirse por su aspecto definitivo. Conforme avanza su metraje, uno no sabe si el filme de James Watkins (con guion de Hosein Amini y argumento de un Mike Flanagan que se ha distanciado prudentemente del resultado final) aspira a ser La mosca, el Darkman de Sam Raimi, La sustancia o un híbrido de todas ellas, y alguna que otra más.

El calvario de Tom Rhys Harries (actor que apunta a lo más alto hasta que, en una noche de fiesta, se lía con quien no debe) podría ser tanto una historia body horror de aniquilación personal, una sátira de ese Hollywood obsesionado con las apariencias o un cuento de venganza con antihéroe sin escrúpulos. Y hay que reconocerle al intérprete el mérito de no haber acabado como una regadera tratando de aunar todas esas visiones en un solo trabajo.

A esto, para colmo, se suma una puesta en escena que se debate entre la nefasta Joker y sus pretensiones de realismo sucio y el punto de pesadilla con neones que Matt Reeves supo darle a The Batman. Por si no se nota, el que escribe esto es mucho más partidario del segundo enfoque que del primero, aunque eso son gustos.

Pese a todo, Clayface está lejos de ser un bodrio: sus momentos más crudos impactan de verdad, el protagonista se gana nuestra simpatía incluso en sus momentos más bajos e incluso los toques de humor negro funcionan a veces (aunque no siempre). Pero es esta suma de buenas ideas la que nos hace pensar que la cinta ganaría mucho, muchísimo, si hubiera apostado por un solo enfoque en lugar de dispersarse.

Así, puestos a especular, lo mejor que podría haberle pasado a Clayface hubiera sido no titularse Clayface ni ser una película de DC, desvinculándose así de los requisitos de una franquicia y de ese legado (el de los dibujantes, escritores, directores que la han precedido) con el que nunca parece ponerse de acuerdo. Así hubiera gozado de una libertad que ahora parece tan fuera de su alcance como del de su personaje principal: la libertad de ser ella misma.

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Observatório do Poder Local apoia decisões dos municípios

VTM

Paulo Braga, secretário-geral da ANMP, explicou que esta plataforma foi criada para concentrar, num único instrumento, dados que se encontravam dispersos por diferentes entidades. O observatório abrange áreas como a educação, a ação social, a saúde, a governação e a proteção civil, permitindo consultar indicadores relativos a cada município, à NUT III em que se insere e ao conjunto do país.

“Aquilo que pretendemos é agregar num único instrumento dados que andam dispersos por inúmeras entidades”, afirmou à VTM, sublinhando que a ferramenta permite aos utilizadores ter uma visão mais abrangente da realidade dos seus territórios e compará-la com outros níveis de análise.

Realidade

O projeto surgiu inicialmente da necessidade de acompanhar a descentralização de competências para as autarquias, tendo sido posteriormente alargado a outros domínios e áreas temáticas. O objetivo passa por disponibilizar aos municípios o máximo de informação possível sobre a sua realidade, facilitando a identificação de necessidades e a preparação de respostas adequadas.

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'Wildwood: El bosque salvaje': un nivel nunca visto en stop motion, un pequeño milagro hecho a mano

Los estudios Laika llevan desde sus inicios siendo un pequeño milagro, una rara avis en el medio de la animación dedicada por completo a la artesanía y a ensalzar la disciplina del stop motion. Gran parte de la razón es que existen por amor al arte, naciendo de esas apuestas, cada vez menos comunes, en las que un heredero millonario (aquí Travis Knight, hijo del fundador de Nike) decide usar su poder para invertir en las artes en vez de convertirse en un supervillano de tebeo dentro del capitalismo tardío.

Wildwood es su culminación hasta la fecha. Dirigida por el propio Knight, una década después de debutar con la notable Kubo. La película es tan ambiciosa en su forma, alcanzando un nivel de producción nunca antes visto en stop motion, que a ratos es fácil olvidar su fondo: un canto al arte hecho a mano, situado en Portland (hogar físico del propio estudio), sobre una adolescente que ha perdido la fe en la magia viéndose obligada a adentrarse en un mundo de fantasía.

En manos de otra productora, la premisa podría resultar cliché. Bajo Laika, es una oda a su propio lugar en el mundo, uno de los últimos bastiones de la capacidad del cine animado para resultar genuinamente mágico.

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La Guardia Civil investiga a miembros de dos ONG de Ceuta por repartir aerosoles de gas pimienta y armas blancas

La Guardia Civil ha registrado este jueves un edificio y una nave industrial utilizados por organizaciones de ayuda a migrantes en Ceuta en el marco de una investigación que indaga sobre un supuesto reparto de aerosoles de gas pimienta y armas blancas. Las pesquisas estudian si se incitó a migrantes a atacar a miembros de Fuerzas y Cuerpos de Seguridad, según indican fuentes policiales. Hay ocho personas investigadas, según el auto judicial que ha autorizado las actuaciones, al que ha tenido acceso EL PAÍS. Fuentes de No Name Kitchen y las Brigadas de Apoyo Mutuo, organizaciones que utilizan como sede los inmuebles registrados y a las que pertenecen las personas implicadas, rechazan las acusaciones y aseguran que su actividad se limita a la asistencia humanitaria y a la documentación de posibles vulneraciones de derechos. El operativo, por el que no han trascendido detenciones, sigue abierto.

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© GUARDIA CIVIL (Europa Press)

Operativo de la Guardia Civil desplegado este jueves en Ceuta.
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Contratos públicos até 7,5 milhões sem visto do Tribunal de Contas. Então, quem passa a fiscalizar?


A nova Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas (TdC), aprovada pela Assembleia da República em votação final global, altera o momento e a forma como o dinheiro público é fiscalizado. Os contratos públicos até 7,5 milhões de euros deixam, em regra, de precisar de visto prévio do tribunal, mas isso não significa que fiquem fora do controlo. A questão é saber quem verifica a legalidade da despesa, em que fase e com que meios.

A alteração não consiste em entregar a fiscalização dos contratos até 7,5 milhões de euros a uma nova entidade. O que muda é a distribuição do controlo entre as próprias entidades públicas, os seus mecanismos internos e o Tribunal de Contas.

Quem fica responsável pela fiscalização?

O TdC continua a ser a entidade responsável pelo controlo externo da legalidade e da regularidade financeira da despesa pública. A principal alteração está no modelo de fiscalização: em vez de analisar previamente tantos contratos, o tribunal passa a concentrar mais recursos no acompanhamento da execução e em auditorias posteriores.

A reforma separa as funções do próprio TdC em três áreas: a 1.ª secção: dedicada à fiscalização prévia, para os atos e contratos que continuam sujeitos a visto, a 2.ª secção concentra a atividade de auditoria, incluindo a fiscalização concomitante e sucessiva e a 3.ª secção fica responsável pelo julgamento dos processos de responsabilidade financeira e pelos recursos.

A separação pretende evitar que os mesmos juízes intervenham em diferentes fases do mesmo processo, nomeadamente na auditoria e no julgamento de eventuais responsabilidades financeiras.

Se não há visto prévio, quem verifica o contrato antes de avançar?

A responsabilidade inicial continua a caber à própria entidade pública que lança o procedimento e celebra o contrato. É essa entidade que tem de assegurar o cumprimento das regras da contratação pública, a existência de cabimento orçamental e a legalidade da despesa.

Os mecanismos de controlo interno das entidades públicas ganham, por isso, maior importância. A reforma prevê “a possibilidade de reconhecimento de sistemas de decisão e controlo interno considerados fiáveis, com intervenção da Inspeção-Geral de Finanças (IGF)”.

Isto não equivale, porém, a transferir toda a fiscalização para a IGF, nem significa que esta entidade passe a aprovar individualmente todos os contratos dispensados de visto. A responsabilidade pela contratação continua na entidade adjudicante, enquanto o TdC mantém os seus poderes de controlo externo.

Mas o TdC pode fiscalizar depois de o contrato começar a ser executado. Essa é, aliás, uma das mudanças mais significativas da reforma. A fiscalização concomitante permite acompanhar a atividade financeira durante a execução dos atos e contratos. A fiscalização sucessiva ocorre posteriormente, através da análise de contas, verificações e auditorias.

Na prática, o tribunal pode verificar se os procedimentos respeitaram a lei, se a despesa foi devidamente autorizada e se foram detetadas irregularidades na utilização dos recursos públicos. O novo modelo dá maior peso a estas modalidades de controlo, em vez de fazer depender a execução de um número tão elevado de vistos prévios.

Isso não significa, contudo, que cada contrato dispensado de visto seja automaticamente sujeito a uma auditoria individual. A extensão efetiva da fiscalização dependerá dos poderes legais do tribunal, dos procedimentos de controlo adotados e da capacidade de acompanhamento.

Contratos acima de 950 mil euros têm de ser comunicados

Uma das alterações introduzidas durante a discussão parlamentar estabelece que os contratos de valor superior a 950 mil euros, mesmo quando dispensados de visto prévio, têm de ser comunicados ao TdC antes do início da execução, para “efeitos de acompanhamento e eventual fiscalização”.

Esta obrigação cria uma diferença importante: não precisar de visto não é o mesmo que não ter de dar conhecimento do contrato ao tribunal.

A comunicação permite ao TdC ter informação sobre contratos de valor elevado e decidir como enquadrar o seu acompanhamento, sem que isso corresponda à emissão de uma autorização prévia para a execução. A obrigação de comunicação não significa, por si só, que todos esses contratos sejam objeto de auditoria.

E se forem detetadas irregularidades?

A dispensa de visto não elimina a possibilidade de fiscalização nem afasta, por si só, a responsabilidade dos titulares de cargos públicos e dos gestores envolvidos.

A nova lei altera também o regime da responsabilidade financeira, estabelecendo como critério a existência de dolo ou culpa grave. O Ministério Público passa a ter legitimidade exclusiva para requerer o julgamento da responsabilidade financeira, nos termos do novo regime.

Assim, se uma auditoria detetar indícios de infrações financeiras, poderá haver lugar aos mecanismos legalmente previstos para apurar responsabilidades. A existência de uma irregularidade não implica, automaticamente, que determinado responsável seja condenado: é necessário avaliar os factos e os pressupostos legais aplicáveis.

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Lavar o cabelo com chá de alecrim realmente funciona? Como preparar a receita, a frequência ideal e os cuidados contra irritação

Lavar os cabelos com chá de alecrim é uma prática caseira utilizada por quem busca reduzir a oleosidade do couro cabeludo e melhorar a aparência dos fios. A mistura, preparada com folhas da planta e água quente, costuma ser aplicada fria após o xampu e também é associada ao fortalecimento dos cabelos e ao crescimento capilar.

A receita é simples, mas levanta uma dúvida importante: será que o alecrim realmente oferece esses benefícios? Embora a planta seja utilizada em produtos de cuidados pessoais e tenha sido investigada em pesquisas sobre queda de cabelo, os resultados dependem da forma como ela é preparada e aplicada.

Isso nos mostra que nem todos os efeitos atribuídos ao alecrim podem ser esperados de uma infusão doméstica. Ainda assim, entender as características da planta e os cuidados necessários ajuda a esclarecer quando a prática pode ser utilizada e quais são suas limitações.

Por que o alecrim é utilizado nos cuidados com o cabelo?

O interesse pelo alecrim está relacionado às substâncias presentes em suas folhas, incluindo compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Essas características motivaram pesquisas sobre possíveis aplicações da planta em produtos voltados à pele e ao couro cabeludo.

Uma delas foi publicada em 2015 na revista científica SKINmed. O estudo acompanhou 100 homens com alopecia androgenética, condição associada à perda progressiva dos cabelos, durante seis meses. Os participantes foram divididos em dois grupos: um utilizou uma preparação com óleo de alecrim e o outro recebeu minoxidil a 2%, medicamento empregado no tratamento da queda capilar.

Ao final dos seis meses, os pesquisadores observaram aumento na contagem de fios nos dois grupos, sem diferença estatisticamente significativa entre os resultados. Porém, o estudo avaliou o óleo de alecrim, e não o chá caseiro, que possui uma composição diferente e ainda não apresenta eficácia comprovada para o crescimento capilar.

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Quanto à oleosidade, não há evidências suficientes de que a infusão reduza a produção de sebo, substância que protege naturalmente o couro cabeludo, mas pode deixar os fios oleosos quando acumulada. Nesse caso, o xampu continua sendo o principal responsável pela remoção do excesso durante a lavagem.

Como preparar e usar o chá de alecrim no cabelo?

O chá de alecrim pode ser preparado com folhas da planta e água quente. Após alguns minutos de infusão, basta coar e esperar o líquido esfriar completamente antes de aplicá-lo nos cabelos.

Para quem deseja experimentar a receita, alguns cuidados são importantes:

  • Preparo: utilizar folhas limpas de alecrim e água quente, deixando a mistura descansar por alguns minutos antes de coar.
  • Aplicação: distribuir o chá frio sobre os cabelos limpos, após o xampu, evitando o contato com os olhos.
  • Frequência: algumas receitas sugerem o uso duas vezes por semana, mas não há comprovação de que esse intervalo ofereça melhores resultados.
  • Conservação: preparar apenas a quantidade necessária para o uso, evitando armazenar a mistura por longos períodos.
  • Cuidados: interromper a aplicação em caso de coceira, ardência, vermelhidão ou irritação no couro cabeludo.

Apesar de ser uma receita natural, o chá de alecrim pode causar irritações em pessoas sensíveis, especialmente naquelas com problemas no couro cabeludo. Além disso, a infusão não substitui tratamentos dermatológicos, sendo importante procurar orientação profissional em casos de queda persistente, caspa ou oleosidade excessiva.

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PCP que revogar “lei Cristas” mas prioridade é travar lei do arrendamento

O secretário-geral do PCP anunciou hoje que o partido vai voltar a propor a revogação da chamada “lei Cristas”, bem como outras medidas anteriormente chumbadas, mas definiu como prioritário travar a nova lei do arrendamento proposta pelo Governo.

Numa conferência de imprensa sobre habitação, no Parlamento, Paulo Raimundo afirmou que o PCP “tudo fará para derrotar” o que apelidou de “lei dos despejos e do aumento das rendas”, referindo-se à revisão do Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU) proposta pelo Governo e aprovada na generalidade após um acordo entre PSD e Chega.

O líder comunista defendeu também que “o que se impõe não é andar ainda mais para trás”, mas sim “revogar a lei que já hoje está em vigor”, que responsabiliza pela atual situação da habitação.

“A chamada ‘lei Cristas’, essa lei que coloca o país numa situação de insuportáveis rendas, de especulação e profundo desequilíbrio já hoje entre senhorios e inquilinos”, criticou sobre a alteração à lei do arrendamento aprovada em 2012, quando Assunção Cristas era ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território de um Governo PSD/CDS-PP liderado por Pedro Passos Coelho.

No entanto, Raimundo ressalvou que travar as alterações ao arrendamento atualmente em discussão é a “questão fundamental”, considerando que é “possível e urgente” impedir a sua aprovação.

“Pouco nos valia revogar a ‘lei Cristas’ se esta que está em discussão agora fosse para a frente. Porque esta é a continuação da ‘lei Cristas’”, afirmou.

Inquirido sobre se isso significa que o partido vai esperar pelo fim da discussão da lei do arrendamento para avançar com a proposta sobre a ‘lei Cristas’, o secretário-geral comunista afirmou que “uma coisa não implica a outra”, mas que “só faz sentido avançar para o patamar seguinte” depois da derrota da “lei que está em discussão”.

Paulo Raimundo recordou que o PCP tem apresentado sucessivamente propostas para revogar esta lei, mas que foram sempre rejeitadas por PSD, CDS-PP, Chega e IL, e garantiu que o partido vai insistir nesta e noutras iniciativas já chumbadas.

O secretário-geral do PCP afirmou também que esta iniciativa, “por si só, não resolve o problema”, mas que é necessário um “pacote de medidas que seja contrário daquilo que tem sido feito ao longo de décadas”.

Entre as propostas do partido, Raimundo voltou a referir a necessidade de baixar as rendas, assegurar a estabilidade dos contratos de arrendamento em dez anos e a afetação de 1% do produto interno bruto (PIB) em habitação.

“Nós não desperdiçaremos nenhuma possibilidade, quer no quadro do Orçamento de Estado, quer fora do Orçamento de Estado, de voltar a propor estas medidas, são aquelas que respondem às necessidades”, disse.

Questionado sobre os moldes em que estas iniciativas serão apresentadas, Raimundo afirmou “não querer destapar a tática toda”, ironizando que o PCP pretende “apanhar os adversários um bocadinho de surpresa”.

Raimundo enalteceu ainda a “justa indignação” expressa nas manifestações da CGTP, mas também nos protestos pela habitação no Porto e em Lisboa nos últimos dias.

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Iberdrola rejeita associação entre doação à Câmara de Lisboa e contratos com autarquia

A Iberdrola rejeitou hoje “categoricamente” qualquer associação entre uma doação para um projeto de iluminação na Câmara Municipal de Lisboa e contratos de fornecimento de eletricidade adjudicados pelo município à empresa, destacando que as entidades envolvidas são independentes.

Segundo uma notícia da revista Sábado, a câmara de Lisboa recebeu, no final de 2023, uma doação superior a 150 mil euros da Fundação Iberdrola Espanha e adjudicou à Iberdrola, desde 2022, contratos de fornecimento de energia elétrica de quase 50 milhões, o que levou o BE a pedir esclarecimentos ao presidente Carlos Moedas.

Numa nota, a Iberdrola rejeitou a associação entre a doação e os contratos, destacando que as entidades envolvidas são diferentes: no caso da doação trata-se da Fundação Iberdrola Espanha, uma entidade privada sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria, autonomia de gestão e órgãos de governo próprios, e a adjudicação dos contratos foi à Iberdrola Clientes Portugal.

A doação serviu para um projeto de iluminação dos Paços do Concelho, no âmbito do Programa de Iluminações da Fundação, com o objetivo de valorizar o património histórico e cultural através de soluções de iluminação eficientes e sustentáveis, salientou.

Na nota, a Iberdrola “rejeita categoricamente qualquer associação” entre as duas situações e manifesta “a sua profunda indignação perante a possibilidade de ser colocado em causa o rigor, a transparência e a integridade da sua atuação”.

Segundo a Sábado, a Iberdrola obteve seis adjudicações da Câmara Municipal de Lisboa com um valor global que ascende a cerca de 49,9 milhões de euros, desde 2022, ou seja, desde que Carlos Moedas (PSD) passou a presidir à autarquia.

Antes, no mandato de Fernando Medina (PS), tinha havido apenas uma adjudicação à empresa espanhola, de cerca de 2,7 milhões de euros, em 2020, segundo a Sábado.

A investigação jornalística aponta ainda que entre as adjudicações identificadas está um contrato de cerca de 34 milhões de euros, celebrado em dezembro de 2023, aproximadamente um mês após a assinatura do acordo de colaboração entre o município e a Fundação Iberdrola Espanha para a execução do projeto de iluminação arquitetónica dos Paços do Concelho.

A doação da Fundação espanhola ascendeu a 156.400 euros (69.000 euros para equipamentos de iluminação e 87.400 euros para trabalhos de instalação, controlo e testes).

Na notícia é avançado que os contratos assinados desde 2022 tinham como âmbito o fornecimento de energia às escolas da cidade, exceto um deles, no valor de cerca de 1,2 milhões, que resultou de um ajuste direto para “fornecimento de energia elétrica a instalações do município” para apenas três meses, justificado pela CML com “motivos de urgência imperiosa resultante de acontecimentos imprevisíveis”.

Segundo a Sábado, a “oposição desconhecia o assunto”, uma vez que a “doação nunca foi a reunião de câmara”.

Na quarta-feira, o BE em Lisboa pediu esclarecimentos ao presidente da Câmara sobre a doação e os contratos.

O Bloco quer saber se existiram pareceres jurídicos prévios relativamente à aceitação da doação, quantos contratos foram celebrados entre o município e empresas do grupo Iberdrola desde outubro de 2021, que empresas apresentaram propostas nos concursos vencidos pela Iberdrola desde 2022 e quais foram os critérios de adjudicação utilizados em cada procedimento.

O BE Lisboa questionou ainda Carlos Moedas por que razão o acordo de doação da Fundação Iberdrola, celebrado entre as duas entidades em novembro de 2023, apenas foi submetido a ratificação da Câmara Municipal na quarta-feira, através de uma proposta incluída na ordem de trabalhos da reunião camarária, o que a Sábado diz ter acontecido após perguntas enviadas à CML, para as quais não obteve resposta.

Relativamente ao ajuste direto de cerca de 1,2 milhões, o BE questionou sobre “quais foram concretamente os acontecimentos imprevisíveis que fundamentaram a aplicação da exceção prevista” no Código dos Contratos Públicos.

De acordo com o Regimento da CML, os requerimentos escritos dirigidos ao presidente da Câmara sobre assuntos de interesse público devem ser respondidos no prazo máximo de 30 dias.

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Fundo de Resolução “em condições” de devolver 1,9 mil milhões ao Estado no início de 2027

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By: ECO

O Fundo de Resolução estará “em condições” de devolver já no início do próximo ano um montante 1,9 mil milhões de euros que pediu ao Estado para financiar as resoluções do BES e Banif e ainda o mecanismo de capital contingente do Novobanco, declarou o vice-governador Luís Máximos dos Santos, em entrevista ao Expresso.

“No início de 2027, [o Fundo de Resolução] estará em condições de reembolsar entre 1,7 mil milhões e 1,9 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos que emprestaram dinheiro ao Fundo”, avança Máximo dos Santos, que está a poucos dias de deixar o cargo.

Sem adiantar mais pormenores, o mesmo responsável considerou apenas que se trata de “uma verba significativa” que o Fundo de Resolução se prepara para devolver. No final do ano passado, o Fundo de Resolução devia 7,5 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos.

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Las universidades de Madrid irán a la huelga el 4 y 5 de noviembre por la “estafa” del acuerdo de financiación de Ayuso

La Coordinadora en defensa de la Universidad Pública ―que aúna a la mayoría de sindicatos y muchas asociaciones de estudiantes― ha convocado este jueves una nueva huelga en contra de los recortes del Gobierno de Isabel Díaz Ayuso en los seis campus de Madrid. Los trabajadores (docentes investigadores y de administración y servicios) y los estudiantes están llamados a parar el 4 y el 5 de noviembre contra “la infrafinanciación de la Universidad Pública, que propicia la privatización y la mercantilización de nuestra formación universitaria, y la reivindicación de los derechos políticos de trabajadoras y estudiantes”.

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© SERGIO PEREZ (EFE)

Concentración este jueves ante la Asamblea regional para demandar al Gobierno regional que abra una negociación sobre sus reivindicaciones.
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