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Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga

20 October 2026 at 22:52

A freguesia da Miranda, em Arcos de Valdevez, reviveu, no sábado, a tradição da lavrada e sementeira do trigo e do centeio.

Conhecida durante décadas como o “Celeiro” do Alto Minho, pela importância que assumiu na produção e no fornecimento de trigo e centeio, a Miranda recuperou uma prática que marcou a história e o quotidiano da comunidade. A chegada do outono assinalava tradicionalmente o início da preparação das terras e da sementeira dos cereais, essenciais ao sustento das famílias.

Vestidos a rigor e recorrendo aos utensílios tradicionais, os participantes recriaram os trabalhos agrícolas de outros tempos, evocando os saberes, o esforço coletivo e a entreajuda que caracterizavam a vida no campo. A jornada foi também marcada pelo convívio, pela atuação da Rusga da Miranda e pela gastronomia tradicional, com petiscos e a habitual malga de vinho.

Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga
Foto: CM Arcos de Valdevez

A vice-presidente da Câmara Municipal, Emília Cerdeira, marcou presença na iniciativa, destacando a importância de preservar e valorizar as tradições locais, mantendo viva a memória e a identidade da comunidade. Em comunicado, salientou ainda o dinamismo e o envolvimento da associação promotora e das gentes de Miranda na concretização de iniciativas que valorizam o património cultural e permitem transmitir às novas gerações os costumes e saberes que fazem parte da história da freguesia.

“Esta recriação constitui, assim, uma oportunidade para valorizar o património agrícola da Miranda e perpetuar uma tradição que testemunha a importância da agricultura na identidade e na história do território”, refere a autarquia, na nota enviada às redações esta terça-feira.

A iniciativa foi promovida pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Miranda, com o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.

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Euromilhões: Portugueses acertam em quatro números e duas estrelas (e ‘só’ ganham 1.600 euros)

20 October 2026 at 21:10

O quarto prémio do Euromilhões, no valor de 1.607,34 euros, saiu a dois apostadores que registaram os boletins em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Outros 20 apostadores no estrangeiro também ganharam o quarto prémio, com quatro números certos e duas estrelas.

No estrangeiro, o prémio mais alto foi de 485 mil euros (segundo prémio), que saiu a um apostador.

O primeiro prémio não foi atribuído, pelo que o próximo ‘jackpot’ será de 71 milhões de euros.

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 20 de outubro: 9, 15, 16, 37, 43 (números) e 7, 10 (estrelas).

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Iúri Leitão “feliz e aliviado” pelo título mundial no ciclismo de pista 

20 October 2026 at 21:05

O campeão olímpico e mundial Iúri Leitão, de Viana do Castelo, confessou-se hoje “extremamente feliz e aliviado” pelas duas medalhas conquistadas para Portugal nos Mundiais de ciclismo de pista em Xangai, China, entre as quais uma de ouro, em omnium.

“Foi o alívio de todo o trabalho desenvolvido. Há três anos que eu não tinha hipótese de estar na discussão do campeonato do mundo, em cada ano por circunstâncias diferentes e, claro, por vezes podemos começar a pensar que nunca mais se pode repetir, porque é realmente muito difícil chegar ao topo, especialmente na prova de omnium. Fico extremamente feliz e aliviado por todo o trabalho ter dado resultado”, salientou o atleta, à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Dois anos depois de arrebatar o ouro olímpico de madison em Paris2024, com Rui Oliveira, Iúri Leitão garantiu o título mundial em omnium, no sábado, e, no dia seguinte, com Ivo, o outro irmão Oliveira, conseguiu ainda a medalha de prata na prova de madison.

O ciclista preferiu não estipular metas para os próximos Jogos Olímpicos, que se realizam em 2028 em Los Angeles.

“Cada preparação é uma preparação, dependemos da nossa e também da preparação alheia. É difícil nós sairmos de casa e dizermos que vamos fazer determinado lugar, porque não sabemos onde nos encontramos na tabela classificativa, comparando com os nossos adversários”, explicou o medalhado de ouro olímpico e mundial, de 28 anos.

Além de Iúri Leitão, a comitiva portuguesa integrava Diogo Narciso, oitavo classificado na eliminação masculina, e Maria Martins, medalhada de bronze em scratch, que protagonizou a maior receção na zona de chegadas no aeroporto lisboeta.

A ciclista lusa de 27 anos foi aguardada por algumas dezenas de alunos do primeiro ciclo do Jardim Escola ‘O Bosque’, sito nos Olivais, em Lisboa, onde estudou e do qual a sua mãe é diretora, o que motivou a aproximação de alguns curiosos, provenientes de países como Canadá, Guiné Conacri e China, aumentando o número de pessoas que aplaudiram e saudaram os atletas portugueses.

“Felizmente no passado vivemos resultados destes e é sempre bom ser bem recebida em Lisboa, sendo que sou aqui de perto, ainda para mais junto com o Iúri e o resto da equipa, quando alcançamos bons resultados”, recordou Maria Martins, conhecida no meio desportivo como ‘Tata’, já depois de ter cumprimentado a sua família e amigos, assim como as crianças que a aguardavam num clima de celebração.

Portugal fechou os Mundiais de pista deste ano com quatro medalhas, após Iúri Leitão ter sido ouro em omnium e prata em madison, juntamente com Ivo Oliveira, e Maria Martins e Miguel Salgueiro terem conquistado o bronze, respetivamente, em scratch, na quarta-feira, e na corrida por pontos, na sexta-feira.

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Braga: Dezenas saem à rua solidários com acampadas e pelo direito à habitação

20 October 2026 at 20:28

Cerca de duas centenas de pessoas, maioritariamente jovens e estudantes da Universidade do Minho, juntaram-se hoje no centro de Braga em solidariedade com as acampadas de Lisboa e do Porto e em defesa de “uma vida melhor”.

“Isto no fundo não teve promotores nem organizadores. Foi algo espontâneo, surgiu da vontade popular, começou a circular nas redes [sociais], aconteceu em várias cidades também, no calor dos acontecimentos desta madrugada, no Porto e em Lisboa e da força brutal policial que aconteceu. É uma forma de solidariedade que encontramos e o pessoal juntou-se aqui”, explicou Teresa Amorim, porta-voz da concentração, à agência Lusa.

A iniciativa decorreu na Praça da República, entre as 19:00 e cerca das 20:30, tendo os manifestantes cantado o Grândola Vila Morena, tema símbolo do 25 de Abril, sob o olhar de quatro agentes da PSP, que se mantinham a alguns metros de distância.

“Temos aqui muitas pessoas jovens, muitos estudantes da Universidade do Minho que também sofrem pela falta de habitação e pela falta de residências públicas e acessíveis. A maioria dos estudantes da Universidade do Minho são estudantes deslocados que não têm outro sítio para onde ir, a não ser para as residências universitárias”, frisou Teresa Amorim.

Esta porta-voz deu conta de que na quarta-feira, a partir das 18:30, haverá nova concentração, no mesmo local, mais organizada, denominada de Assembleia Popular, mas sem tendas.

“Um bocado à semelhança do que tem acontecido no Porto e em Lisboa, e aí sim, será para conversar de outra forma, para ver as emoções das pessoas, o que é que sentimos, o que é que queremos para Braga, se queremos fazer mais Assembleias Populares. No fundo é um apelo a ocupar o espaço público, que é um direito constitucional que é nosso”, detalhou.

Para a porta-voz, de 28 anos, o que se está a passar em Portugal é transversal a muitos países.

“Portugal não é exceção. É uma vida miserável a que nós assistimos, dos nossos familiares, de pessoas amigas, e daí ser uma luta de todas as pessoas e a razão de estarmos aqui. Não somos egoístas, estamos aqui porque queremos realmente uma vida boa para todas as pessoas”, assumiu Teresa Amorim.

Os atuais protestos pelo direito à habitação e o custo de vida em Portugal tiveram início na cidade do Porto, no dia 10 deste mês, com cerca de 1.500 manifestantes a juntarem-se na Praça D. João I e a pernoitarem no local em tendas de campismo.

Nesse dia, a plataforma cívica “Não dá mais para viver assim” promoveu protestos também em Aveiro, Braga e Lisboa reivindicando o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis, impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário, energético e da distribuição e medidas que respondam à crise na habitação.

No dia 15, o movimento que protestava no Porto, já no formato de uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e num polícia, e à noite cerca de três mil pessoas juntaram-se aos manifestantes iniciais, mas acabaram por dispersar.

As tendas voltaram ao local no sábado e a acampada alastrou nesse dia à cidade de Lisboa. Hoje de madrugada, enquanto o protesto da cidade nortenha foi terminado perante os avisos de intervenção policial, as autoridades removeram dezenas de tendas na capital e detiveram 55 pessoas por desobediência, entretanto libertadas e que serão ouvidas na quarta-feira por um juiz.

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Sismo de 5.2 na escala de Richter sentido nos Açores

20 October 2026 at 20:11

Um sismo de magnitude 5.2 na escala de Richter foi hoje sentido na ilha de São Miguel, nos Açores, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com um comunicado do IPMA, o sismo foi sentido pelas 18:07 locais (19:07 em Lisboa) e teve epicentro a cerca de 40 quilómetros a oeste de Ginetes, no concelho de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

“Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV/V (escala de Mercalli modificada) nas freguesias de Ponta Delgada (São Sebastião) e Relva (São Miguel)”, adiantou a fonte.

De acordo com a informação do IPMA, na ilha de São Miguel, no grupo Oriental açoriano, o abalo foi ainda sentido com menor intensidade nas freguesias de Arrifes, Capelas, Covoada, Fajã de Baixo, Fajã de Cima, Fenais da Luz, Feteiras, Ginetes, Ponta Delgada (São José), Ponta Delgada (São Pedro), Rosto do Cão (São Roque), Santa Bárbara, Santo António, São Vicente Ferreira, Pico da Pedra, Rabo de Peixe, Ribeira Grande (Conceição), Ribeira Grande (Matriz), Ribeirinha e São Brás (São Miguel).

O sismo foi também sentido, com menor intensidade na ilha Terceira (grupo Central), em Porto Judeu, Posto Santo, Lajes, Praia da Vitória (Santa Cruz) e Vila Nova.

Entretanto, o Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) referiu em comunicado que o abalo (a que atribui uma magnitude de 5.1) foi sentido nas ilhas de São Miguel, Terceira e Santa Maria.

“De acordo com a informação disponível até ao momento o sismo foi sentido com intensidade máxima V/VI (escala de Mercalli Modificada) no concelho de Ponta Delgada. O evento foi ainda sentido com intensidade V nos concelhos de Ribeira Grande, Lagoa, Vila Franca do Campo e Povoação, com intensidade IV/V no concelho de Nordeste, com intensidade IV nos concelhos de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (ilha Terceira) e com intensidade III em Vila do Porto (ilha de Santa Maria)”, indicou.

O CIVISA adianta que “continua a acompanhar o evoluir da situação”.

De acordo com a escala de Richter, os sismos são classificados segundo a sua magnitude como micro (menos de 2,0), muito pequenos (2,0-2,9), pequenos (3,0-3,9), ligeiros (4,0-4,9), moderados (5,0-5,9), fortes (6,0-6,9), grandes (7,0-7,9), importantes (8,0-8,9), excecionais (9,0-9,9) e extremos (quando superior a 10).

A escala de Mercalli Modificada mede os “graus de intensidade e respetiva descrição”.

Com intensidade VI, considerado bastante forte, o sismo é sentido por todos e muitas pessoas assustam-se e correm para a rua, de acordo com a descrição do IPMA na sua página da Internet.

Já com intensidade V, considerada forte, os sismos são sentidos fora de casa, as pessoas são acordadas, os líquidos oscilam e alguns extravasam, pequenos objetos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados, as portas oscilam, fecham-se ou abrem-se, ao passo que os estores e quadros se movem e os pêndulos de relógios param ou alteram o estado de oscilação.

Em casos de sismos com uma intensidade IV, considerada moderada, “os objetos suspensos baloiçam, a vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada de uma bola pesada nas paredes, os carros estacionados balançam, as janelas, portas e loiças tremem, os vidros e loiças chocam ou tilintam e na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem”, indica o IPMA.

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Pista de atletismo de Pombal vai ser transferida para Braga

20 October 2026 at 19:52

A pista de atletismo de Pombal vai ser transferida para Braga, numa articulação entre a Federação Portuguesa de Atletismo e os dois municípios para reforçar as infraestruturas desportivas na época de pista curta, foi hoje anunciado.

O futuro da pista de seis corredores esteve em destaque durante uma visita do presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Domingos Castro, à Câmara Municipal de Braga, onde esteve reunido com a vereadora do Desporto, Hortense Santos, informou hoje a federação em comunicado.

A transferência da infraestrutura visa reforçar as instalações desportivas durante a temporada de pista curta, colocando o equipamento ao serviço dos atletas em Braga durante os meses de inverno, período em que o concelho acolhe vários campeonatos.

Entretanto, está prevista para breve a chegada a Pombal da pista de Barcelona, cedida pela Real Federação Espanhola de Atletismo e pela Federação Catalã de Atletismo.

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Tem 7 anos, é de Vizela e sagrou-se campeão nacional de mini motos a 110 km/h

20 October 2026 at 19:44

O piloto Kevin Leite, de sete anos e natural de Vizela, sagrou-se campeão nacional de Mini Velocidade na ronda final da temporada 2026, disputada no passado fim de semana, no Kartódromo Internacional de Braga.

Kevin conquistou a ‘pole position’ nos treinos cronometrados e bateu todos os recordes de pista. Partiu para a última prova com 15 pontos de vantagem sobre o segundo classificado.

Na primeira corrida, terminou em segundo lugar, resultado que lhe garantiu o título. Na segunda, venceu desde o arranque, com margem sobre o segundo classificado.

Tem 7 anos, é de Vizela e sagrou-se campeão nacional de mini motos a 110 km/h
Foto: DR
Tem 7 anos, é de Vizela e sagrou-se campeão nacional de mini motos a 110 km/h
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Ao longo do campeonato, o piloto somou cinco vitórias e um segundo lugar em seis corridas. As mini motos atingem entre 90 e 110 quilómetros por hora, consoante o circuito.

A ronda coincidiu com a prova do troféu VF Timing, na Galiza, em que Kevin Leite também liderava. O piloto optou por competir em Portugal.

Tem 7 anos, é de Vizela e sagrou-se campeão nacional de mini motos a 110 km/h
Foto: DR
Tem 7 anos, é de Vizela e sagrou-se campeão nacional de mini motos a 110 km/h
Foto: DR

“Ele sente-se muito feliz e mais motivado que nunca. Pois este campeonato já o merecia o ano passado”, conta o pai e treinador do piloto, Rui Leite, a O MINHO.

O piloto vai agora interromper a atividade durante alguns meses e os planos para a próxima época “ainda não estão definidos”.

“Pode continuar nesta categoria por mais um ano e tentar fazer algumas provas em Espanha já na próxima categoria. Vamos ver como se vai adaptar à mota, pois já é com caixa de velocidades e embraiagem”, explica Rui Leite.

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Braga: Tribunal julga homem que esfaqueou outro no pescoço numa casa da Cáritas

20 October 2026 at 19:30

O Tribunal de Braga vai julgar, por homicídio qualificado na forma tentada, um homem de 61 anos, que terá esfaqueado um outro com quem vivia numa casa da Cáritas, em Braga.

A acusação do Ministério Público (MP) diz que Fernando Teixeira, atualmente preso preventivamente no Estabelecimento de Braga, vivia com o ofendido Luís Freitas numa habitação cedida pela Cáritas, na Travessa dos Congregados, juntamente com mais dois indivíduos.

O MP descreve que, a 20 de fevereiro de 2026, pelas 20:00, enquanto o ofendido jantava com um colega de casa, na cozinha, o arguido entrou, trazendo uma embalagem de uma refeição e uma faca, com lâmina de 12 centímetros.

Aí, o ofendido disse-lhe: “Não faças como o costume”, advertindo-o para limpar o fogão, caso o sujasse.

Desagradado com a advertência, o arguido apelidou-o de “filho da p*ta” e disse-lhe: “É desta que te mato”.

Ato contínuo, posicionou-se em frente ao ofendido, agarrou-o pelo colarinho do casaco, empurrou-o e desferiu-lhe um golpe com a faca no pescoço, causando, no imediato, hemorragia abundante.

A seguir, refugiou-se no seu quarto.

Sentado a deitar sangue

Até à chegada do INEM, – acrescenta o magistrado – a vítima permaneceu sentada, a pressionar a ferida para conter a hemorragia, após o que foi transportada ao Hospital de Braga, apresentando hemorragia exsanguinante, tendo sido encaminhado para cirurgia de emergência.

O ofendido apresentava, entre o mais, uma incisão de dois centímetros na região cervical anterior, com perda de sangue pela boca.

Permaneceu internado nos Cuidados Intensivos por quatro dias.

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Chega admite viabilizar propostas do PS e desafia socialistas a aprovarem as suas

20 October 2026 at 19:08

O Chega admitiu hoje viabilizar propostas do PS para a habitação e desafiou os socialistas a aprovarem as suas, num “esforço conjunto”, e defendeu que as soluções para a crise têm de estar previstas no Orçamento do Estado.

Em conferência de imprensa na Assembleia da República, o presidente do Chega mostrou-se disponível para apoiar a proposta do PS para isentar de mais-valias a venda de casas até 300 mil euros, num sinal de “boa vontade”, apesar de considerar que essa medida terá um impacto residual.

Quanto aos arrendatários, André Ventura considerou que “só há duas formas” de apoiar as famílias com o aumento do valor das rendas: “Ou se apoia diretamente as famílias cuja taxa de esforço superou os 60%, num apoio direto, ou se permite deduzir esse valor no IRS”.

“É só dizer qual é a solução, nós estamos dispostos às duas. Aprovaremos a que for possível”, indicou, acrescentando que o Chega “está aberto” a encontrar soluções”, mas devem passar pelo Orçamento do Estado ou “não servirão para nada”.

“Ou consta do documento orçamental que as pessoas vão poder ter mais apoio quando as rendas são mais altas ou poderemos estar a ter reuniões as vezes que entendermos, não vai valer de nada. Ou aumentamos as deduções fiscais do IRS no crédito à habitação ou não vai valer de nada andarmos a reunir uns com os outros para fazer regimes legislativos muito interessantes mas que não podem violar a norma-travão constitucional. É agora no orçamento do Estado que temos que ajudar as pessoas”, argumentou.

O líder do Chega apelou ao PS que viabilize as propostas do pacote anunciado pelo Chega no fim de semana, apesar de ter voltado a acusar o partido de hipocrisia.

“Façam também a vossa parte, vamos lá ajudar a resolver este problema”, desafiou.

Ventura alargou este desafio também ao PSD, para que “seja uma coligação positiva” e um “esforço conjunto para melhorar a vida das pessoas”, porque “o país precisa de uma mudança total na habitação, precisa de uma revolução na habitação”.

O líder do Chega acusou ainda o Governo de estar “preocupado em passar uma qualquer imagem de dureza ‘cavaquista’ do exercício do poder” e de ter perdido “toda a ligação com os cidadãos, toda a empatia com os seus problemas”.

Quanto ao convite da presidente da IL aos líderes de todos os partidos com representação parlamentar para uma “conversa aberta e franca” destinada a encontrar consensos que permitam responder à crise da habitação, Ventura admitiu participar mas considerou que “não é com estas reuniões que se encontram soluções”.

“Há aqui propostas concretas que os partidos têm que decidir se aprovam ou não aprovam. A Iniciativa Liberal […] tem votado contra sistematicamente propostas para ajudar os inquilinos a pagar as rendas”, referiu, dizendo que na matemática parlamentar apenas três partidos (PSD, Chega e PS) têm capacidade de aprovar ou rejeitar diplomas.

Sobre a revisão da lei do arrendamento, proposta do Governo aprovada na generalidade após um acordo escrito entre PSD e Chega, André Ventura disse que as negociações para a especialidade ainda não começaram e considerou que essa legislação “é apenas uma parcela da crise da habitação” porque “também quem comprou casa e está a pagar crédito à habitação sente a crise da habitação”.

Nesta conferência de imprensa, o presidente do Chega elogiou ainda a atuação das forças de segurança nas acampadas em Lisboa e no Porto, saudando a sua “paciência, proporcionalidade, educação e a capacidade de dizer que em Portugal tem que se cumprir regras”.

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PCP quer passe único de 20 euros no distrito de Braga

20 October 2026 at 18:41

O PCP de Braga quer “assegurar o preço de 20 euros para os passes a criar nas Comunidades Intermunicipais com o respetivo financiamento do Orçamento do Estado 2027, visando a sua implementação até ao final de 2027″.

O seu dirigente, João Casais Baptista, lembrou, hoje, em conferência de imprensa, que o partido entregou na Assembleia da República o projeto de resolução “Redução dos preços dos passes, alargamento da oferta e reforço da intermodalidade nos transportes públicos”, no qual propõe a adoção de medidas de articulação e decisão por parte das diferentes entidades, de modo a garantir que, até 01 de janeiro de 2028, todos os passes intermodais – envolvendo todos os meios de transporte – correspondentes às áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais tenham um valor não superior a 20 euros”.

A aprovação e concretização desta proposta – sublinhou – terá tradução concreta nos territórios da CIM do Cávado e CIM do Ave, através da criação de um único passe para todos os transportes públicos. À semelhança do que há anos acontece nas Áreas Metropolitanas do Porto e de Lisboa, também passaria a existir no distrito de Braga uma solução de bilhética mais barata e simples.

Viajar em todos os operadores

A título de exemplo, assinala que os utentes da CP, TUB (Braga), TUG (Guimarães), TUBA (Barcelos), MobiAve (Famalicão), Ave Mobilidade ou Cávado Mobilidade, entre outros, poderiam, assim, viajar entre todos os operadores com o mesmo título de transporte.

Os comunistas querem, ainda, que se invista no alargamento da oferta em geral, dando prioridade ao reforço da manutenção ferroviária, à contratação e valorização de trabalhadores, e ao aluguer de composições no mercado.

Este projeto de resolução – assinala, também, João Baptista – “é coerente com outras propostas que o PCP tem vindo a apresentar, como a construção da ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães e a linha de concordância de Braga a Barcelos, entre outras”.

E, a concluir, afirma: “A política de mobilidade no concelho e no distrito é impulsionadora do uso de transporte pessoal, assente na utilização de viatura própria. No distrito de Braga vivem mais de 850 mil pessoas, é um dos mais populosos do país. Olhar para o uso de transportes públicos como uma prioridade regional e nacional exige outro nível de investimento e vontade política para o concretizar”.

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Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriço identifica oportunidades nos rios Minho e Lima

20 October 2026 at 18:33

A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.

Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.

“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.

Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.

Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.

O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.

Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.

A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.

“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.

Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.

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Empresas de Bragança não conseguem investir em pessoas qualificadas e tecnologia

20 October 2026 at 18:25

Cerca de 99% das empresas do distrito de Bragança são micro e pequenas empresas, com dificuldades em contratar pessoas qualificadas e em investir em tecnologia, revelou, hoje, a presidente do NERBA, que entende que é preciso ambição e transformação.

Dados do NERBA – Associação Empresarial do Distrito de Bragança, revelam que nesta região 95 a 96% são micro empresas (com menos de 10 trabalhadores), 3,5 a 4,2% são pequenas empresas (entre 10 a 49 trabalhadores) e apenas 0,1% são grandes empresas (com mais de 250 trabalhadores).

A “natureza das próprias empresas é o principal obstáculo”, segundo Ana Carvalho, para a contratação de gente qualificada, essencial para o crescimento da firma e para apostar no digital.

“É evidente que negócios de menor dimensão não permitem os desenvolvimentos de carreira e pessoais, que talento altamente qualificado procura. Portanto, temos dificuldade em fazer transformações e crescimento, porque temos fuga de talento”, referiu a presidente do NERBA.

Por isso, defende, a “estratégia dos negócios locais tem de mudar”, os “negócios locais têm de procurar mercados fora, têm que ganhar a ambição e têm que procurar transformar os seus produtos ou as suas formas de venda de forma a captar mercados nacionais e internacionais”.

Numa região onde muitas empresas são do setor agrícola, Ana Carvalho entende que o crescimento depende não só de colaboradores qualificados, mas também de investimento na transformação.

“É importante que o território se capacite de indústria transformadora. (…) Só com um grande investimento no agroalimentar e na transformação daquilo que são os produtos endógenos é que nós conseguimos alavancar a economia regional, porque é fundamental nós centrarmo-nos nas atividades que acrescentam valor ao produto e que permitem vender esse produto com maior lucro”, explicou.

Como exemplo, falou da produção de castanha, que é vendida a granel, devido à baixa transformação na região. No seu ponto de vista, se houver mais transformação do fruto, poderia tornar-se num “produto de nicho”, “setor premium”, o que iria “aumentar margens”, porque ao ser produzido em baixa escala, “os custos logísticos diminuem”, criando-se um negócio “ideal” para a região.

No entanto, a falta de indústria transformadora, diz, deve-se à “incapacidade de investir e de assumir riscos e ambição”.

“O desafio é fazer este crescimento através destes jovens altamente qualificados, mas as empresas locais, os empresários locais, o tecido empresarial local, [tem de] permitir-se a esta junção entre o jovem talento e aquilo que são negócios familiares, já com características e personalidades próprias, e permitir-se a essa transformação”, frisou.

A presidente do NERBA admitiu, à Lusa, que existe “conservadorismo” nas empresas da região e que, em termos digitais, estão “um ponto mais atrás” em relação ao país, com uma literacia digital “mais atrasada”, mas começam a ser dados “passos lentamente” para mudar este cenário com a entrada da nova geração.

Ainda de acordo com dados da associação empresarial, apenas entre “55 a 59% das empresas regionais mantêm ‘website’ ou página oficial”, apenas “28 a 33%” adotam tecnologias de computação em nuvem, sendo que a média nacional é de 38,7%, e menos de 6% usa inteligência artificial, abaixo da média nacional que é de 11,5%.

“A nova geração está a mudar e eu diria que, a junção da nova geração com a geração que está a deixar o seu legado, esta junção, também está a trazer frutos, mas é algo que acontece lentamente”, sublinhou.

O NERBA tem vindo a desenvolver projetos ligados ao digital, o Emprego+Digital, que decorreu entre 2023 a 2025, e contou com a participação de 1922 pessoas, e  o Líder+Digital, para empresários ou gestores de pequenas e médias empresas, e contou com 54 participantes.

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UMinho recebe espólio de António Losa, referência nos estudos árabes em Portugal

20 October 2026 at 18:09

A Universidade do Minho vai receber o acervo de António Losa (1914-2000), um dos principais estudiosos da língua e cultura árabes em Portugal. O estudioso, oriundo de Esposende mas radicado em Braga, foi, ainda, professor da Escola Carlos Amarante.

A cerimónia de doação do espólio realiza-se esta quarta-feira, às 11:30, no Arquivo Distrital de Braga (ADB). O momento de assinatura conta com a presença do reitor da UMinho, Pedro Arezes, e da filha mais velha de António Losa, Manuela de Areia Losa. Segue-se uma visita à mostra documental dedicada ao insigne filólogo, arabista e professor bracarense.

Centenas de livros e documentos

As centenas de documentos legados por António Losa, como livros, correspondência, manuscritos, fotos e apontamentos, vão ser repartidas entre o ADB, uma unidade cultural desta academia, e a Biblioteca Fernão Mendes Pinto, situada no edifício 4 do campus de Gualtar (Braga) e especializada em línguas e culturas orientais.

A UMinho compromete-se a “zelar pela conservação, pelo tratamento técnico e pela divulgação do acervo”.

António Losa foi uma figura marcante da vida cultural bracarense do século XX, reconhecido pelo seu trabalho sobre a língua, cultura e presença árabe e moçárabe na formação histórica e cultural de Portugal. Entre as suas obras destaca-se o livro póstumo “Entre Cristãos, Mouros e Judeus: do Minho ao Mar das Índias”. Organizou/participou em diversas conferências em Portugal e no estrangeiro e investigou também sobre a história regional, como a de Esposende.

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Dinamarqueses investem 50 milhões na fábrica em Esposende e empregam mais 150 trabalhadores

20 October 2026 at 17:45

A NKT, multinacional dinamarquesa, inaugurou hoje a expansão da unidade industrial de Esposende, num investimento de 50 milhões de euros, que permitiu criar mais 150 postos de trabalho, contando agora com 580 trabalhadores.

A ‘gigante’ da produção de cabos de energia e soluções integradas para a transmissão e distribuição de eletricidade comprou a Solidal, em 2024, num negócio de 192 milhões. Na altura, os responsáveis da empresa anunciaram um investimento de 50 milhões para “expandir a capacidade de média e alta tensão nas instalações existentes”.

Carlos Silva, presidente da Câmara de Esposende, considerou que esta expansão “representa o crescimento de uma unidade industrial, mas também representa confiança e esperança”.

Dinamarqueses investem 50 milhões na fábrica em Esposende e empregam mais 150 trabalhadores
Foto: CM Esposende

Confiança num projeto industrial sólido e inovador. Confiança nas pessoas e nas suas competências. E confiança na capacidade de Esposende para atrair investimento, gerar conhecimento e criar oportunidades. Esperança num Município mais coeso. Estamos a falar de um investimento de 50 milhões de euros. Uma empresa não vive isolada da comunidade onde está instalada. Faz parte dela. Cria emprego, desenvolve competências, gera riqueza e contribui para melhorar a qualidade de vida das populações”, afirmou, na cerimónia.

O presidente da Câmara salientou também a dimensão internacional da atividade da NKT e a capacidade de uma empresa instalada em Esposende contribuir para a transformação do setor energético a nível global: “E é a partir de Esposende que esta empresa contribui para essa transformação global. É possível estar em Esposende e trabalhar para o mundo. É possível ter ambição internacional sem perder as raízes locais. É possível, também, Esposende ser um bocadinho o centro do Mundo. Esta é uma das mensagens mais importantes que hoje podemos transmitir”, sublinhou o presidente da Câmara, salientando que “o papel do Município é criar condições para que quem investe possa crescer, porque quando as empresas crescem, criam-se oportunidades para as pessoas e reforça-se a capacidade de desenvolvimento de toda a comunidade”.

Dinamarqueses investem 50 milhões na fábrica em Esposende e empregam mais 150 trabalhadores
Foto: CM Esposende

Também presente na inauguração, o secretário de Estado do Ambiente, João Esteves, considerou o investimento “estratégico para o concelho e para o país, na linha da política pretendida que privilegia as energias limpas”.

O governante acrescentou: “É um prazer comprovar que Esposende cresce. Esposende faz. A NKT veio para ficar e crescer, sinónimo da confiança que a empresa deposita em Portugal. Investimento cria valor, emprega pessoas e leva a capacidade de produção portuguesa para o mundo. Não basta produzir energia limpa. É preciso fazê-la chegar às pessoas e às empresas e, nesse papel, contamos com a NKT”.

Na ocasião, João Esteves anunciou um investimento do Estado português de 1,6 biliões de euros, até 2030, destinado à modernização da rede elétrica nacional.

A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Municipal de Esposende, Alberto Figueiredo, dos vereadores municipais, do embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, do vice-presidente executivo da NKT, Carlos Fernandez, do vice-presidente das Operações Ibéricas, Dinis Pinto, e do diretor comercial da empresa, Michael Hjorth.

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Freguesia de Braga perde 19 mil euros num ano. Autarca pede reversão ao Governo

20 October 2026 at 17:18

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues (PSD), manifestou hoje preocupação pelo corte nas dotações previstas no Orçamento do Estado para nove das 37 juntas de freguesia do concelho, garantindo que vai tentar a reversão da situação.

Segundo João Rodrigues, no concelho a mais afetada é a União das Freguesias de Escudeiros e Penso (Santo Estêvão e São Vicente), que, segundo a proposta em cima da mesa, vai perder cerca de 19 mil euros em relação a 2026.

“Para o orçamento de uma junta de freguesia, é muito dinheiro. E nós já tivemos a oportunidade de manifestar, não necessariamente o nosso descontentamento, porque achámos que ainda estávamos a tempo de mudar isso, mas a nossa preocupação com esse facto”, referiu.

O autarca disse que vai tentar que o problema ainda seja resolvido em sede de Orçamento do Estado (OE).

Garantiu que esta foi a questão que “mais suscitou” a sua preocupação e a sua reação desde o dia em que foi tornada pública a proposta do OE para 2027.

O assunto foi levado à reunião de hoje do executivo de Braga pelo movimento independente Amar e Servir Braga, que propôs um voto de solidariedade para com as juntas afetadas e uma eventual revisão do envelope financeiro das transferências do município para as compensar.

João Rodrigues respondeu que eventuais medidas do município só serão equacionadas depois de esgotadas as vias para a correção da situação em sede de discussão do Orçamento do Estado.

A Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) já convocou um protesto nacional para 04 de novembro, instando todas as juntas de freguesia do país a encerrar os seus serviços de atendimento ao público.

A contestação surge na sequência da proposta do Orçamento do Estado para 2027, que, embora contemple um acréscimo global de 8,2% das subvenções às freguesias, consubstancia cortes efetivos de verbas em cerca de 210 freguesias, devido às fórmulas de distribuição orçamental.

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Incêndio atinge mata em zona de proteção total no Parque Nacional da Peneda-Gerês

20 October 2026 at 16:59

Um incêndio florestal está a atingir, esta tarde, a Mata do Ramiscal, uma Zona de Proteção Total (ZPT), integrando o estatuto de máxima salvaguarda do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), em Arcos de Valdevez.

A zona de difícil acesso, no vale do rio Ramiscal, com escarpas graníticas, é considerada um ‘tesouro’ da biodiversidade no PNPG. Guarda árvores centenárias, nomeadamente carvalhos e azevinhos, sendo ainda território do lobo-ibérico.

Segundo o sítio da Proteção Civil, pelas 16:45, encontravam-se no combate quatro meios aéreos, 22 operacionais e cinco veículos terrestres.

Incêndio atinge mata em zona de proteção total no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: João Martinho / O MINHO
Incêndio atinge mata em zona de proteção total no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: João Martinho / O MINHO
Incêndio atinge mata em zona de proteção total no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: João Martinho / O MINHO
Incêndio atinge mata em zona de proteção total no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: João Martinho / O MINHO
Incêndio atinge mata em zona de proteção total no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: João Martinho / O MINHO
Incêndio atinge mata em zona de proteção total no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: João Martinho / O MINHO

O alerta para o incêndio foi dado às 14:15, para a freguesia de Cabreiro, localidade de Carvalheda.

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26 arguidos acusados de fraude e burlas tributárias com a venda de carros

20 October 2026 at 16:33

O Ministério Público (MP) acusou 11 pessoas e 15 sociedades dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, burla tributária e branqueamento, através da venda de veículos, componentes automóveis e deduções indevidas de IVA, segundo publicação hoje consultada pela Lusa.

Numa publicação na página oficial da Procuradoria-Geral Regional do Porto, o MP explica que a atividade criminosa dos 26 arguidos se estendeu entre 2021 e 2025 e resultou na obtenção de quase 5,8 milhões de euros de vantagens, valor que é requerido que seja declarado como perdido a favor do Estado.

Segundo a acusação, datada de 31 de agosto, a atividade criminosa foi desenvolvida por três arguidos, sendo um deles contabilista, que usavam cinco sociedades para “simular operações de compra e venda de veículos e outros componentes automóveis”.

O MP acredita que aquelas compras “mascaravam” a “verdadeira atividade de compra de veículos no estrangeiro”, que é atribuída a dois grupos dentro daqueles arguidos, que vendiam aqueles veículos em território nacional “a troco de recompensas financeiras”.

A acusação sustenta que a “atividade real” de venda de veículos em território nacional feita pelos dois grupos referidos recorria a um “circuito de faturação falsa” que era disponibilizado pelo primeiro grupo de arguidos e no qual “subtraíram à tributação as vendas de veículos adquiridos na União Europeia e vendidos em território nacional”.

Em paralelo, defende o MP, um dos arguidos desenvolvia “igual atividade exercida de forma autónoma, com recurso àqueles primeiros arguidos ou a empresas suas, com o propósito de obter deduções indevidas de IVA e não entrega de imposto ao Estado e, ainda, de arrecadar quantias de imposto indevidas, por via de reembolsos de IVA”.

A um dos arguidos, refere o texto, é imputada a atividade de branqueamento de vantagens dos crimes, com a colaboração de outros arguidos, “na aquisição de veículos, na simulação de pagamentos e na elaboração de documentos falsos para sustentar o circuito financeiro de pagamentos fictícios”.

Segundo o comunicado, dois dos arguidos estão sujeitos à medida de coação de prisão preventiva, cumulada com a medida de coação de proibição de contactos com os demais arguidos.

Dois outros arguidos estão sujeitos a medidas de coação de caução, proibição de contactos e proibição de se ausentarem de território nacional.

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Braga abdica de 10 milhões de euros em 2027: baixa IMI e mantém IRS e derrama

20 October 2026 at 16:22

O município de Braga vai abdicar, em 2027, de mais de 10 milhões de euros em impostos, com a redução da taxa de IMI de 0,32 para 0,31% e com a manutenção dos valores do IRS e da derrama, disse hoje o presidente da Câmara.

Segundo João Rodrigues, o executivo, em matéria fiscal, tem “uma opção clara” de privilegiar os rendimentos das famílias.

“Achamos que, baixando alguma coisa, devíamos baixar em algo que se repercutisse nos bolsos das famílias”, referiu o autarca aos jornalistas, no final da reunião do executivo.

Na reunião de hoje, e com a abstenção de toda a oposição, foi aprovada a redução de 0,32 para 0,31% da taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para os prédios urbanos.

Na proposta levada a votação, o executivo manifesta a intenção de propor à Assembleia Municipal uma redução da taxa para o mínimo legal de 0,30% em 2028, “desde que se mantenham as condições de sustentabilidade financeira do município e não ocorram circunstâncias excecionais que o desaconselhem”.

Foi também aprovado, igualmente com a abstenção da oposição, a manutenção da derrama, à taxa de 1,5%, para os sujeitos passivos com um volume de negócios superior a 150 mil euros.

O executivo aprovou ainda a manutenção da participação do município em 3% do IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho.

“Esta redução de impostos nos termos em que a fazemos é a redução responsável, é a redução que prometemos fazer, nem mais nem menos. Portanto, estamos a cumprir isso, ninguém nos pode acusar do contrário”, referiu João Rodrigues.

De uma forma genérica, o movimento Amar e Servir Braga, a Iniciativa Liberal e o Chega queriam mais ambição na redução dos impostos.

Já o PS, através do vereador Pedro Sousa, disse que “vale a pena pensar, para o futuro”, se os “marginais” descontos em sede de IRS não deveriam ser reequacionados em prol do fortalecimento das finanças municipais para investimento, por exemplo, nas escolas.

“São descontos marginais, estamos a falar de 50 euros por ano, estamos a falar de 60 euros por ano”, apontou.

Vincou que o PS não está a favor de aumentar os impostos, mas sim “de pensar”.

“Se fôssemos a favor de aumentar, teríamos feito essa proposta, o que naturalmente não fizemos, porque não se coaduna com o tempo político e social que vivemos. Agora achamos que há áreas de intervenção prioritária e fundamental no município, que vive um contexto conhecido, com constrangimentos orçamentais, com uma dívida pública municipal, do universo municipal, que ultrapassa os 200 milhões de euros”, acrescentou Pedro Sousa.

Para o presidente da Câmara, o PS, com esta declaração de Pedro Sousa, defendeu “de forma absolutamente explícita” que queria aumentar os impostos aos bracarenses.

Pedro Sousa respondeu que esta interpretação é uma “malandrice” de João Rodrigues.

“Se fôssemos a favor de aumentar, teríamos feito essa proposta, o que naturalmente não fizemos, porque não se coaduna com o tempo político e social que vivemos”, rematou aquele vereador socialista.

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Transportes públicos em Braga ficam mais baratos 25%. Deverão ser gratuitos em 2029

20 October 2026 at 15:56

Os passes dos Transportes Urbanos de Braga vão ficar cerca de 25% mais baratos em 2027, naquele que é mais um passo no sentido da gratuitidade, que deverá acontecer até ao final deste mandato, foi hoje anunciado.

“Até ao final do mandato, durante os próximos anos, mas com muita probabilidade até ao final do mandato, vamos conseguir instituir o transporte público gratuito em Braga (…), a não ser que haja aí uma questão qualquer que eu não prevejo que venha a acontecer”, disse o presidente da Câmara, João Rodrigues, aos jornalistas, no final da reunião quinzenal do executivo.

Em 2026, o preço dos passes já sofreu um corte de 14%, estando para 2027 previsto um outro “à volta” dos 25%.

“Não tenho o número certo, não tenho o número fechado, mas andará à volta dos 25%”, referiu.

O assunto dos preços dos transportes públicos foi levado à reunião pelo vereador do PS Pedro Sousa, que propôs um valor igual para os moradores da zona urbana e para os da periferia, ao contrário do que acontece atualmente, em que os que moram mais longe do centro pagam mais.

Para João Rodrigues, esta proposta não faz sentido, face à próxima gratuitidade dos transportes.

Além disso, João Rodrigues frisou que o valor da redução do preço em cerca de 25% “será sempre superior ao da eliminação das duas coroas”.

Pedro Sousa contrapôs que, apesar disso, os residentes nas freguesias mais distantes do centro continuarão a pagar mais.

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