❌

Normal view

Ele importou 12 mudas raras da Ásia há 160 anos, mas só uma sobreviveu — e hoje é um monumento protegido por lei que ‘chora’ cristais sob a lua cheia

22 October 2026 at 19:02

Há mais de 160 anos, um proprietário de terras levou 12 árvores da Ásia para a Argentina, mas apenas uma delas permanece viva. O exemplar centenário está localizado no Parque Pereyra Iraola, na província de Buenos Aires, e chama atenção por produzir uma resina que forma gotas brilhantes, semelhantes a pequenos cristais.

Conhecida como “árvore de cristal”, a espécie foi introduzida no país por Leonardo Higinio Pereyra Iraola, que cultivava plantas de diferentes partes do mundo em sua propriedade. As mudas foram plantadas por volta de 1860, mas a maioria não conseguiu chegar à fase adulta.

Gotas de resina explicam o nome da árvore de cristal

Originária do sudeste asiático, a árvore pertence à espécie Agathis alba e apresenta uma característica que a diferencia de muitas outras plantas. Sua casca libera uma resina que pode se acumular no tronco, formando pequenas gotas com aparência semelhante à de lágrimas.

Quando recebem luz, essas gotas produzem reflexos que lembram pequenos cristais. O efeito é especialmente associado às noites de lua cheia, quando o brilho da substância pode se destacar na superfície do tronco.

Leia Mais:

Apesar da aparência, não se trata de cristais verdadeiros, mas de uma resina produzida naturalmente pela árvore. A espécie também apresenta tronco alto, casca acinzentada e folhas verdes que permanecem ao longo do ano.

Exemplar sobrevivente recebeu proteção legal em 1992

A chegada da árvore à Argentina está ligada à antiga Estância San Juan, propriedade herdada por Leonardo Higinio após a morte de seu pai, em 1852. Interessado em paisagismo e no cultivo de espécies estrangeiras, ele introduziu diferentes plantas na região, incluindo as mudas provenientes do arquipélago malaio.

Atualmente, a sobrevivente daquele grupo está no terreno da Escola de Formação Policial Juan Vucetich, dentro do Parque Pereyra Iraola, no município de Berazategui, próximo à cidade de La Plata.

Em 1992, a província de Buenos Aires aprovou a Lei 11.341, que declarou a árvore de cristal Monumento Natural. A medida reconheceu a importância histórica e ambiental do exemplar e estabeleceu sua proteção legal.

A preservação também enfrenta desafios. De acordo com o Ministério do Ambiente provincial, a árvore não possui outro exemplar compatível nas proximidades para realizar a reprodução sexuada, o que dificulta a formação de novos indivíduos por esse processo.

Assim, a árvore permanece como um registro vivo das espécies introduzidas na antiga propriedade durante o século XIX, além de representar uma parte da história ambiental da região.

Atlético Mineiro cita a Boca Juniors en la final de la Sudamericana

22 October 2026 at 17:34
A pesar de caer dos a cero ante Montevideo City Torque en la vuelta, el conjunto brasileño hizo valer su ventaja de tres goles en el global y disputará la gran final continental contra el combinado argentino.

Economia da Argentina recua 1,7% em agosto sob risco de recessão

Logo Agência Brasil

A economia da Argentina registrou uma queda de -1,74% em agosto deste ano, se comparado com o mesmo mês de 2025. O resultado leva especialistas a apontarem um risco de recessão no país vizinho.

Em relação a julho deste ano, a atividade econômica da 2ª maior economia da América do Sul cresceu 0,1%.

Notícias relacionadas:

Este é o segundo mês consecutivo que os números apresentam retração. Em julho de 2026, houve uma queda de -2,8% em relação a julho de 2025 e redução de -1,5% em relação a junho.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina, instituição oficial responsável por medir os indicadores sociais e econômicos do país. 

No acumulado de 2026 terminado em agosto, a economia argentina cresceu 1,2%, ante um crescimento de 1,7% registrado no acumulado do ano terminado em julho.

A economista Clara Brenck, professora adjunta no Departamento de Economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explicou à Agência Brasil que a Argentina pode estar entrando em uma recessão econômica. 

“O desemprego também aumentou muito, o que também é indício disso [recessão]. Acho que o cenário é preocupante da Argentina. Talvez a única coisa boa que se pode tirar disso é a redução da inflação, que eles conseguiram, mas também muito dependente da variação do dólar”, comentou.

Recessão técnica

As atividades que mais contribuíram para derrubar a economia argentina em agosto deste ano foram, principalmente, o setor de pesca (-15,7%); intermediação financeira (-3,8%); comércio atacadista, varejista e reparações (-3,5%), indústria manufatureira (-3,2%); transportes e comunicações (-2,9%); e construção (-2,5%).

Por outro lado, contribuíram para elevar a economia da Argentina os setores de mineração e petróleo (+11,1); eletricidade, gás e água (+4,3); e hotéis e restaurantes (+3,1%).

A professora Clara Brenck, que também é pesquisadora do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (Made/USP), disse que são os setores de petróleo, gás e mineração o que tem “segurado que essa recessão não fosse pior”.

“Porém, são setores que dependem muito do mercado externo, de preços internacionais. O que está crescendo são coisas que não dependem da economia doméstica, basicamente. Por isso, não acho que dá para comemorar esse resultado”, disse.

Clara cita as quedas dos setores industriais e comerciais como preocupantes por empregarem mais trabalhadores. Ela avalia que as políticas de corte de gastos do presidente Javier Milei contribuíram para esse cenário.

“Os cortes de imposto que o Milei fez com a promessa de que isso iria gerar investimento e aumentar a atividade econômica no setor privado, a gente não está observando isso”, concluiu.

Para especialista, o dado mais positivo foi o crescimento do setor hoteleiro “no sentido de segurar a queda do desemprego, mas, claro, é um setor também que tem um peso muito pequeno comparado com os outros”.

Governo Milei

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, destacou o crescimento de 0,1% em agosto se comparado com julho. “Com essa dinâmica, o indicador tendência-ciclo se posicionou 6,6% acima do nível de dezembro de 2023”, explicou em uma rede social.

Medido pelo Indec, o indicador tendência-ciclo, que busca isolar as tendências sazonais, registrou 0% em agosto.

Caputo acrescentou ainda os dados das exportações agroindustriais de setembro, que teriam alcançado um máximo histórico do mês.

“Nos primeiros 9 meses do ano, as exportações da agroindústria somaram US$ 43.206 milhões de dólares, crescendo 13% em relação ao mesmo período de 2025 e registrando também um recorde histórico em volume”, comemorou o ministro.

*texto ampliado às 14h04

 

El modelo que Milei recomienda a España: datos macro positivos, a costa del empobrecimiento de la población

21 October 2026 at 23:07
Manifestación en contra del Gobierno de Javier Milei en Buenos Aires

Aunque en un primer momento Javier Milei pretendía hacer de su visita a España una gran declaración política, sus amigos de Vox han querido darle un perfil más bajo a la convocatoria. Ante la falta de grandes actos de campaña en los que ser protagonista, el mandatario ha optado por sacar pecho de su gestión económica al frente de Argentina. Y el "león" ha dejado un mensaje claro a los españoles: sacar a los socialistas "a patadas" para devolver el liberalismo a nuestro país.

Milei llegó a la presidencia de Argentina con una promesa: sacar al país de la nefasta situación económica en la que se encontraba. ¿La receta? Disminuir drásticamente el gasto público, privatizar las empresas estatales, reducir los impuestos y la reestructuración del Banco Central. Un modelo de recortes en el estado del bienestar, simbolizado en su famosa motosierra.

Su programa de austeridad ha dado sus frutos. Argentina cerró el 2025 con un crecimiento de un 4,4% en el producto interior bruto. Cuando Milei accedió a la presidencia, el dato de inflación era del 200%; ahora se encuentra en un 33%. Por fin hay un superávit fiscal. A nivel macroeconómico, el país ha mejorado sus indicadores. Es la opinión de Beltrán Briones, desarrollador inmobiliario y fiel defensor del modelo libertario del presidente.

La sensación en la calle es diferente. "El programa de recortes ha afectado considerablemente la vida y el desarrollo, afectando el futuro de Argentina", asegura a El Independiente el economista Eduardo González Olguín. Los hospitales, el programa para discapacitados, las jubilaciones, los programas científicos, las universidades o el programa nuclear son solo algunos de los servicios que se han visto mermados por la motosierra de Milei que este profesor de la Universidad Nacional de Córdoba enumera.

¿Pan y trabajo?

La reducción del gasto público que prometió Milei se materializó inmediatamente después de su llegada a la Casa Rosada. Su Ejecutivo ha recortado millones de euros en programas de ayudas sociales en estos tres años. Ya lo avisó durante la campaña. En el primer semestre de 2024, nada más implantarse su ambicioso plan para acabar con el "derroche" de fondos públicos, la pobreza rozó el 53% en toda Argentina.

En la actualidad, el dato del primer semestre de este año muestra que la tasa ha descendido hasta 32,3%. Sin embargo, las estimaciones de especialistas al margen del Gobierno apuntan a que el dato podría ser mucho mayor. También preocupa la tasa de indigencia, que se sitúa en el 7,5% de la población.

Los datos de pobreza contrastan con los de empleo. La tasa de paro subió una décima en el segundo trimestre, hasta alcanzar el 7,9 %, lo que la sitúa por debajo de las cifras de desempleo españolas. Así, buena parte de la población en activo se encuentra por debajo del umbral de la pobreza. A esto se añade que la informalidad alcanza ya al 45% de la población ocupada. Es decir, casi la mitad de la población trabaja al margen de la legislación laboral argentina.

Cambios en la política monetaria

Una de las promesas estrella de la campaña libertaria fue la dolarización de la economía argentina. Tres años después, dicha posibilidad no ha llegado a materializarse completamente, sino que se ha permitido el pago de ciertos productos y servicios con el dólar, sin renunciar al peso argentino.

Briones resalta en conversación con El Independiente los beneficios surgidos de poder cobrar en la moneda estadounidense. "Los salarios medidos en dólares han experimentado una importante recuperación", asegura. Como asesor inmobiliario, destaca que la recuperación de los salarios en dólares, sumada a la mejor relación salario-metro cuadrado y al regreso de los préstamos hipotecarios, han impulsado "fuertemente" el mercado de la vivienda.

Para este joven convencido de la efectividad del modelo económico de Milei, otro de los logros en política monetaria del presidente ha sido la estabilización del tipo de cambio: "Gracias a la apreciación del peso, ha aumentado el poder de compra internacional de los argentinos". Destaca también que el superávit comercial "contribuye al ingreso de divisas y al fortalecimiento de la economía". Asimismo, la apertura de las importaciones permitió acceder a productos, tecnología y materiales del exterior, subraya.

Las empresas sufren

Briones destaca que el sector agro, la minería y el energético –especialmente el petróleo y el gas– se han beneficiado notablemente del crecimiento económico del que Milei saca pecho. Pero el encarecimiento de los salarios y de los servicios básicos ha mermado la capacidad de consumo de las clases populares. Y esto repercute directamente en las pequeñas empresas.

Según el Centro de Economía Política Argentina (CEPA), 31.342 compañías han cerrado desde que Milei llegó a la Casa Rosada, alrededor de un 6% del total. La apertura a las importaciones que alaba el joven libertario es también un arma de doble filo. Y es que la manufactura local se ha visto afectada por la entrada de productos del exterior.

Un país endeudado

El joven libertario apunta también a la recuperación del crédito al sector privado. "Los bancos comenzaron a destinar una mayor proporción de sus recursos a financiar la economía real, en lugar de concentrarse en financiar al Estado", detalla. Por ejemplo, la vuelta del crédito hipotecario ha sido "fundamental" para que la clase media pueda acceder a la vivienda.

En este sentido, se enfoca en los beneficios para la clase media: ha recuperado su capacidad de ahorro, consumo y acceso a la vivienda. Sin embargo, dado que más de un tercio de la población vive en la pobreza, estos datos no muestran la imagen completa.

González Olguín denuncia que los salarios no crecen al mismo ritmo que la inflación. El profesor, que es también miembro del Partido Humanista Internacional, tiene así otra visión sobre el crédito: "Las familias se endeudan, primero, para mantener su nivel de vida y luego para poder subsistir, y las empresas para mantenerse".

En diciembre de 2023, 9,5 millones de personas tenían algún tipo de deuda en el sistema financiero formal. En la actualidad, se calcula que son cerca de 21 millones. El índice de morosidad era del 2,7% cuando Milei llegó al poder, mientras que en la actualidad ronda el 17,5%.

El economista de la Universidad Nacional de Córdoba arroja datos preocupantes: el 54% de las deudas con tarjetas de crédito tienen como destino la compra de alimentos o bienes esenciales, el 16% combustibles, servicios públicos 12% e indumentaria el 11%. "En el año 2023 y anteriores las deudas de tarjetas de crédito eran para la compra de bienes de consumo durable, en la actualidad sólo el 11,8% se endeudó con esta finalidad", denuncia.

Se suman además las deudas simultáneas múltiples. El año pasado, solo el 12% de las familias acumulaba más de tres deudas a la vez. Ahora, el 28,4% de los hogares deudores ya arrastra más de tres obligaciones financieras simultáneas (tarjeta, servicios públicos atrasados y un préstamo personal), denuncia.

Argentina quer repor limite à venda de terras a estrangeiros

22 October 2026 at 11:46
A eliminação das restrições à compra de terrenos rurais por estrangeiros foi inicialmente suspensa por uma providência cautelar proferida por um tribunal de segunda instância em março de 2024.

© Juan Ignacio Roncoroni/EPA

O projeto de lei irá ser novamente enviado ao Senado para votação

Associação argentina se manifesta contra plano de demissões voluntárias

22 October 2026 at 11:36

O Governo da Argentina anunciou no início desta semana um plano de demissões voluntárias para os funcionários que integram o quadro permanente da administração pública do Estado.

O presidente argentino Javier Milei diz que a medida faz parte de um pacote de reorganização do país, buscando reduzir gastos e alocar os recursos públicos de forma mais eficiente.

 

A ATE (Associação dos Trabalhadores do Estado) da Argentina criticou a medida. Em nota, a entidade disse que o plano do governo de Milei “é um acordo multimilionário” que ameaça os direitos trabalhistas.

A Associação explica que esse plano de desligamento voluntário atinge mais de 21 mil funcionários e ponta que quem não aderir fica impedido de retornar à administração pública por oito anos.

“Além disso, foi confirmado que os cargos desocupados não serão substituídos e que aqueles que ocuparem um cargo sindical em vigor ou forem candidatos a eleições deverão renunciar para se inscrever na aposentadoria”, escreveu a ATE.

O decreto do governo da Argentina também determina que o plano de demissão voluntária pode ser prorrogado apenas uma única vez por mais 30 dias.

“Non è necessaria alcuna ulteriore terapia”: gli esami istologici di Papa Leone XIV confermano l’adenocarcinoma polmonare ma escludono ulteriori trattamenti

22 October 2026 at 09:23

“Non è necessaria alcuna ulteriore terapia“. Lo hanno annunciato mercoledì sera Luigi Carbone, medico personale del Papa, e Stefano Margaritora, il chirurgo che pochi giorni fa ha guidato l’équipe che gli ha asportato un tumore ai polmoni, dopo l’esame dei referti istologici definitivi e delle indagini di biologia molecolare sul materiale asportato chirurgicamente. Confermata la diagnosi finora ipotizzata: si tratta di un adenocarcinoma polmonare, fortunatamente localizzato, per il quale non è necessaria alcuna ulteriore terapia.

Una buona notizia che dimostra come quel cauto ottimismo che era trapelato nel corso della degenza in ospedale del pontefice fosse più che motivato. Un sospiro di sollievo per tutta la comunità cristiana che arriva alla fine di una giornata che aveva visto il Santo Padre sorridente e di nuovo in piazza in mezzo ai fedeli, con un giro di saluti in papamobile – per l’occasione munita di tettuccio trasparente per proteggerlo dall’acqua. “La prima cosa che vorrei dirvi è grazie! Grazie per il sostegno delle vostre preghiere” le parole del Papa alle oltre 30mila persone presenti per la catechesi settimanale.

Il tema che tiene banco adesso è il tanto desiderato viaggio in Sudamerica tra Uruguay, Argentina e soprattutto il suo amato Perù dove Prevost ha vissuto per oltre vent’anni: se durante il ricovero ospedaliero la Sala stampa vaticana e i vari cardinali intervistati avevano predicato una certa cautela, sottolineando la complessità di un impegno del genere, adesso la partenza – prevista per il 6 novembre – diventa più probabile. Lo stesso Margaritora, all’indomani dell’operazione e visto il rapido recupero del Papa, aveva detto che “non ci sono motivi per cui il viaggio non venga fatto”.

L'articolo “Non è necessaria alcuna ulteriore terapia”: gli esami istologici di Papa Leone XIV confermano l’adenocarcinoma polmonare ma escludono ulteriori trattamenti proviene da Il Fatto Quotidiano.

Mercado revê aposta na Argentina enquanto dívida de 2027 entra no radar

22 October 2026 at 07:14

O risco-país da Argentina voltou a superar os 700 pontos nesta semana e atingiu o maior nível em cerca de um ano. O movimento chama atenção, mas o número sozinho explica pouco sobre o que está acontecendo com os ativos argentinos.

Por trás da piora está uma combinação de fatores externos, movimentos técnicos do mercado e uma discussão que deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos meses: como a Argentina chegará a 2027, ano de eleição presidencial e de vencimentos relevantes da dívida em moeda estrangeira.

São mais de US$ 30 bilhões em principal e juros no próximo ano, segundo levantamento do FMI (Fundo Monetário Internacional). A conta inclui compromissos com credores privados e organismos internacionais.

O volume não é um problema imediato de pagamento. Hoje, o país mantém pouco mais de US$ 50 bilhões em reservas. Parte das obrigações pode ser refinanciada e outra parcela envolve o próprio FMI.

O aumento do risco-país das últimas semanas, portanto, não deve ser explicado apenas por essa conta.

Parte importante da alta recente veio de fora da Argentina, avalia Daniel Marcatto, sócio e analista da Exploritas. A abertura das taxas dos títulos norte-americanos e o fortalecimento do dólar pressionaram os mercados emergentes.

A diferença é que a Argentina tende a responder de maneira mais intensa a esses movimentos: “o crédito argentino tem um beta muito elevado”, segundo Marcatto.

Na prática, quando o ambiente piora para emergentes, os títulos argentinos costumam sofrer mais. E o mesmo acontece no sentido contrário, quando há melhora global nas condições financeiras.

Se não bastasse isso, outubro também costuma ser um mês menos favorável para esse mercado.

Marcatto explica que fundos norte-americanos tradicionalmente fazem o rebalanceamento de suas carteiras neste período, antes do início de um novo ano fiscal em novembro. Historicamente, a janela entre dezembro e abril tende a ser mais favorável para títulos de mercados emergentes.

No caso argentino, houve ainda pressão de fluxos locais. Com a retomada das remessas de dividendos ao exterior, empresas argentinas passaram a vender posições em títulos soberanos para levantar caixa e fazer remessas. O fim da restrição retirou do mercado um comprador importante.

Essas tesourarias poderiam comprar papéis argentinos. Agora, parte delas está fazendo o contrário.

Daniel Marcatto diz que mais de US$ 4 bilhões já teriam sido enviados ao exterior nesse processo e que o volume pode ir de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões até o fim do ano.

A aposta ficou menos otimista

Se os fatores técnicos ajudam a explicar a velocidade do movimento recente, há também uma mudança mais profunda na maneira como investidores enxergam a economia argentina.

Para Fabio Giambiagi, argentino que é pesquisador no FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), o mercado exagerou no otimismo em relação à capacidade de recuperação do país.

“O mercado fez uma aposta na Argentina que estava ‘comprando lotes na Lua’. Era delirante”, afirma.

Os números ajudam a entender a crítica. No início de 2025, o REM (Relevamiento de Expectativas de Mercado), levantamento do Banco Central argentino semelhante ao Focus brasileiro, apontava crescimento próximo de 3,7% para a economia em 2026. A expectativa de inflação para este ano estava em torno de 15%.

As projeções mudaram. No REM mais recente, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é projetado em apenas 1,5% em 2026. A inflação estimada para dezembro chegou a 30%.

“Aos poucos, o mercado foi percebendo a dimensão do problema. No começo havia uma perspectiva irrealista da evolução das principais variáveis”, diz Giambiagi.

A eleição presidencial argentina acontece apenas no próximo ano e a capacidade de Milei de manter apoio político e dar continuidade ao programa econômico começa a importar mais à medida que o calendário avança.

“Achar que o governo vai aprovar o que quiser é uma prova de miopia da análise econômica sobre a política”, diz Giambiagi. Para o economista, investidores subestimaram as dificuldades políticas do governo e também os efeitos do próprio estilo do presidente na construção de alianças.

Nesta semana, uma nova controvérsia surgiu durante uma viagem de Milei à Espanha. O argentino chamou o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez, de “ditador inapresentável” pouco mais de um mês antes das eleições espanholas. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha respondeu dizendo que não aceita interferências externas e classificou a postura do presidente argentino como “indigna”.

Giambiagi cita episódios semelhantes dentro da própria Argentina e aponta para a postura que falta ao mandatário do país platino: “presidente em uma república faz política”.

O próximo governo continuará dependendo do Congresso para aprovar reformas e o ambiente político pode afetar diretamente a confiança dos investidores.

Giambiagi vê o calendário com preocupação. Segundo ele, a popularidade de Milei caiu em relação aos níveis observados no início do governo e uma eventual disputa de segundo turno pode se tornar especialmente difícil caso a oposição consiga concentrar o voto contrário ao presidente.

O país entra em 2027 com uma situação muito diferente daquela encontrada por Milei no início do governo. A inflação caiu, o resultado fiscal melhorou, as reservas cresceram e a balança comercial melhorou.

Ao mesmo tempo, as expectativas ficaram menos exuberantes e o mercado começa a olhar com mais atenção para a capacidade política do governo de sustentar o programa econômico.

“O mercado aos poucos está percebendo que não é uma festa”, diz Giambiagi.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

Milei hace política exterior a golpe de insultos: choques con Sánchez, Lula, Petro y Arce

22 October 2026 at 05:00

Javier Milei ha convertido sus insultos en una seña de identidad que levanta polvareda allí donde va. España y Brasil han vivido de forma esporádica lo que en Argentina ocurre a diario: opositores, periodistas y economistas críticos son calificados como “mierdas humanas”, “basuras repugnantes”, “imbéciles”, “idiotas” y “corruptos”, entre muchos otros agravios. En el exterior, sus blancos favoritos son líderes políticos progresistas, a los que denosta sin importar que sus palabras causen crisis diplomáticas inéditas entre países con lazos históricos.

Seguir leyendo

💾

© EPV

Javier Milei y Flávio Bolsonaro en São Paulo, en julio.

Milei agita la campaña con insultos a Sánchez y abrazos a Ayuso

22 October 2026 at 04:30

Cuando se confirmó que Javier Milei volvía a España pero esta vez en plena precampaña electoral, el equipo de campaña del presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, no daba crédito. Parecía un regalo perfecto. Y lo fue. Hasta el alcalde de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, del PP, admitió que el viaje era un caramelo para el presidente. “Pedro Sánchez será el primero que esté muy feliz por la propaganda que le ha dado Milei hoy, estoy seguro”, llegó a decir el regidor.

Seguir leyendo

El líder del PP, Alberto Núñez Feijóo (i) y el presidente de la Junta de Andalucía, Juanma Moreno Bonilla (d),  este miércoles en Sevilla.El PSOE exhibe una lona en su sede de Ferraz durante la visita a España del presidente argentino, Javier Milei, este miércoles.

💾

© EPV

La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, se reúne con el presidente de la República Argentina, Javier Milei, en las instalaciones del Canal de Isabel II de la capital, este miércoles.

El PP confía en que el impacto de la visita de Milei se diluya el 29-N: “Si llega a venir la última semana sería distinto”

22 October 2026 at 04:30

No es la primera vez que sucede. Hace dos años, en junio de 2024, en la anterior visita de Javier Milei a España, Isabel Díaz Ayuso incomodó a Génova al otorgar al presidente de Argentina la medalla internacional de la Comunidad de Madrid, en un acto con toda la pompa del que fue ajeno el líder del PP. Ahora, en plena precampaña electoral, la presencia del histriónico mandatario latinoamericano vuelve a ser incómoda para el PP, salvo para la presidenta de la Comunidad de Madrid, que ha vuelto a reivindicarlo como un referente, al recibirlo calurosamente y exhibir complicidad con un abrazo mientras el líder de su partido lo ignoraba y ponía tierra de por medio con un acto en Sevilla centrado en las políticas de vivienda. Los populares son conscientes de que los insultos de Milei en Madrid a Pedro Sánchez, a quien llamó este miércoles “impresentable dictador”, pueden activar al electorado progresista, pero confían en que el impacto de la visita del presidente argentino se diluya porque aún faltan 40 días para la cita con las urnas. “Menos mal que ha venido ahora y no el 21 de noviembre, porque si llega a venir la última semana de campaña el escenario sería distinto”, admite un dirigente.

Seguir leyendo

💾

© EPV

La presidenta de la Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, se reúne con el presidente de la República Argentina, Javier Milei, en las instalaciones del Canal de Isabel II de la capital, este miércoles.

Trabajadores estatales de Argentina contra el retiro voluntario

22 October 2026 at 02:23

Buenos Aires, 21 oct (Prensa Latina) La Asociación de Trabajadores Estatales (ATE) se movilizó hoy hacia Olivos frente a la residencia presidencial para protestar contra el plan del gobierno argentino de retiros voluntarios financiados con deuda, que denuncian son despidos extorsivos.

The post Trabajadores estatales de Argentina contra el retiro voluntario first appeared on Noticias Prensa Latina.

Economía argentina estancada, está a las puertas de la recesión

22 October 2026 at 01:49

Buenos Aires, 21 oct (Prensa Latina) La actividad económica de Argentina bajó en agosto 1,7 por ciento ante igual mes de 2025, reduciendo el crecimiento acumulado a 1,2 por ciento, y con ese estancamiento la economía está hoy a las puertas de la recesión.

The post Economía argentina estancada, está a las puertas de la recesión first appeared on Noticias Prensa Latina.

Milei cede en Diputados: restituyen la ley que limita la venta de tierras a extranjeros

22 October 2026 at 00:59
La Cámara de Diputados aprobó por 124 votos contra 119, con seis abstenciones decisivas, el proyecto del ministro de Desregulación, Federico Sturzenegger, pero el oficialismo debió ceder: restituyó la ley que limita la compra de tierras rurales por extranjeros, que el decreto de Javier Milei había derogado. El texto vuelve al Senado.

Espanha diz não aceitar interferências externas e critica Milei: “Indigno”

21 October 2026 at 21:42

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha disse nesta quarta-feira (21) não aceitar interferências externas e chamou Javier Milei de “indigno”. Isso acontece após o presidente da Argentina chamar o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, de “ditador inapresentável”.

“A Espanha é uma nação soberana que não aceita ingerências externas, nem ataques e injúrias ao seu presidente e suas instituições eleitas, livre, democrática e soberanamente, nem tolera que ninguém atrapalhe essa convivência pacífica e democrática”, expressou a pasta em comunicado.

A fala de Milei foi feita durante visita do presidente argentino ao país europeu, que acontece a pouco mais de um mês das eleições espanholas. A votação foi antecipada para o dia 29 de novembro, depois que o Congresso não aprovou um pacote de medidas destinadas a mitigar a crise habitacional no país.

O governo de Sánchez, premiê da esquerda que tenta se reeleger, também fez referência à fala de Milei de que espanhóis deveriam “tirar os socialistas a pontapés” porque estão no “berço do liberalismo”.

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha qualificou as falas do argentino como “insultos e calúnias” e afirmou que o líder do país sul-americano incitou “o uso da violência”.

“É indigno que uma pessoa que ostenta a mais alta chefia de uma nação realize visitas ao nosso país com o único objetivo de tentar gerar um clima de polarização e violência entre os espanhóis e entre nações irmãs, como são a espanhola e a argentina”, afirmou a chancelaria do país europeu.

Milei está na Espanha desde a última terça-feira (20) para uma série de eventos. O discurso no qual fez duras críticas a Sánchez ocorreu em um Fórum Econômico, na manhã desta quarta.

Durante a tarde, Milei fez uma ligação por vídeo com o candidato do partido Vox e se reuniu com a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, ambos de direita.

Quem é Javier Milei, presidente da Argentina

La historia de ‘Fanático’, el “temazo” con el que Sánchez le devolvió hostilidades a Milei

21 October 2026 at 19:19

Ya moneda corriente en Argentina, Javier Milei logró impresionar en España con el despliegue de su estilo habitual: insultos para periodistas, políticos y adversarios ideológicos. Se ensañó especialmente con el presidente del Gobierno español, Pedro Sánchez, a quien calificó de “impresentable dictador”, “corrupto” y “autoritario Pedrito”. Sánchez, preparado para sacar rédito de su antagonismo con el ultra, le devolvió las provocaciones con una alusión particularmente irónica. “Aprovechando que voy en el coche, camino de Burgos, para escuchar este temazo argentino. ¡Me encanta!”, escribió en sus redes sociales. La canción elegida fue Fanático, de la cantante argentina Lali Espósito, convertida en una suerte de himno de oposición al presidente argentino.

Seguir leyendo

💾

© EPV

Lali Espósito durante un concierto en Madrid, en julio.

Inaceptable Milei

21 October 2026 at 18:49
Javier Milei, presidente de Argentina, en el Foro Nueva Economía, en el Casino de Madrid.

No habían pasado ni cinco minutos de su primer acto público en Madrid este miércoles cuando Javier Milei, presidente de Argentina, insultó gravemente al presidente del Gobierno de España. Ante un auditorio de empresarios, políticos y académicos de la órbita de la derecha española, habló del “siniestro socialismo del siglo XXI” y puso como ejemplo del mismo al “impresentable dictador Pedro Sánchez”. Entre el público del Casino de Madrid se oyeron aplausos. Se volvieron a oír cuando dijo que “hay que sacar a los socialistas a patadas”.

Seguir leyendo

Milei, a Abascal, en una videollamada: “Es un placer patear culos zurdos”

21 October 2026 at 17:38

“Amigo, ¿cómo estás? Che, dicen que no me querés más”, comenzó diciendo Javier Milei por si quedara algún charco más por pisar. “Por eso estás en mi despacho”, respondió irónicamente Santiago Abascal, antes de empezar a reír. El primero estaba en la fundación Disenso y el segundo, metido en una furgoneta en Avilés a punto de comenzar un mitin electoral.

Seguir leyendo

💾

© Santiago Abascal y Javier Milei (RRSS)

Capturas de los vídeos publicados por el presidente argentino y el líder de Vox de la videollamada que han mantenido este miércoles.
❌