Produtores apontam para quebra de produção de castanha

© ESTELA SILVA/LUSA

© ESTELA SILVA/LUSA
Produtores de castanha falam de uma antecipação da campanha e uma quebra de produção na zona da Padrela, no concelho de Valpaços, devido ao calor e à seca, mas garantem uma boa qualidade do fruto.
Pelos soutos da serra da Padrela espalham-se trabalhadores que, por estes dias, apanham a castanha, a principal fonte de rendimento deste território do distrito de Vila Real.
Artur Esteves, 62 anos, vive em Cabanas, aldeia da União de freguesias de Carrazedo de Montenegro e Curros, onde tem cerca de 80 hectares de castanheiros e de 8.000 árvores de onde prevê colher à volta de 50 a 60 toneladas de castanha.
“Este é um ano fraco, vai haver pouca castanha. A qualidade é boa e o calibre é muito melhor do que no ano passado. Este ano conto colher 50% a 60% do ano anterior”, afirmou à agência Lusa.
A apanha começou também uns dias mais cedo, como aconteceu com a grande parte das colheitas em 2026, desde a uva à azeitona.
“Já colhi 122 toneladas em 2019 e de lá para cá nunca mais lá cheguei. No ano passado colhi à volta de 100 e este ano prevejo lá para as 50, 60 toneladas, mas a gente está a começar a apanha”, apontou.
Esta ainda é, na sua opinião, uma atividade que rende, mas cada vez menos.
“Está tudo muito mais caro, a castanha mantém-se no mesmo preço ou ainda menos (…) A mão de obra é cara, os adubos também, está tudo caríssimo”, frisou, lembrando ainda que a árvore é sensível a doenças, como o cancro e a tinta, que tem secado muitos castanheiros, e que a vespa-das-galhas-do-castanheiro também tem prejudicado a atividade.
É um agricultor orgulhoso dos soutos e do fruto, ao qual se dedica desde a década de 80 com a ajuda da mulher e de dois filhos, a tempo inteiro. “É todos os dias nos castanheiros”, realçou.
Nos seus soutos estão a trabalhar 26 pessoas e espera o reforço de mais duas, entre familiares, residentes em aldeias vizinhas e uma equipa proveniente da Régua, prevendo que a apanha se estenda por 25 dias.
“Até agora tenho conseguido arranjar mão de obra, vamos ver no futuro”, afirmou.
A filha Alexandra Esteves, 31 anos, trabalha num hotel em Chaves e tira três semanas de férias, nesta altura, para a apanha da castanha.
“Venho ajudar os meus pais, sempre que posso venho. É um trabalho duro, mas já estamos habituados, já fazemos isto desde sempre, crescemos aqui e fomos habituados a isto”, referiu.
José Sousa, 61 anos, e Armanda Sousa, 60 anos, são de Tazém, União das Freguesias de Padrela e Tazém, e estão a fazer a apanha sozinhos.
“Este ano nem a máquina ligámos”, afirmou José Sousa, que explicou que a “produção é pouca” por causa da seca e do calor, prevendo colher “só um terço” da produção do ano passado.
A máquina é a da apanha da castanha. O produtor garantiu que a qualidade “é boa, só que é pouca”.
“Podemos fazer muito, mas se o tempo não ajudar (…) A nossa produção é muito menos”, afirmou a mulher, que explicou que os castanheiros têm ouriços, mas que há ouriços que não têm castanhas.
O calor do verão prolongou-se e choveu pouco.
“Desde 2018 para cá, a produção tem vindo sempre a mingar. A gente tem mais plantação, mas tem vindo sempre a mingar porque seca muito castanheiro com a doença da tinta, o cancro e a vespa, é tudo”, referiu Armanda Sousa.
A agricultora realçou também os custos de produção cada vez mais caros, como o combustível, os adubos, tratamentos e a mão de obra. Até agora, acrescentou, o escoamento do fruto tem estado garantido.
Começou a apanha há cerca de uma semana, 10 dias mais cedo do que no ano passado.
“A castanha era em novembro e agora já se faz metade da campanha em outubro”, sublinhou.
Junto à aldeia da Padrela, o empresário agrícola Nicolas Gonçalves, 38 anos, apanha a castanha para um produtor local.
A equipa é de cinco pessoas e vem de Murça. Aproveita o intervalo depois da vindima e antes do começo da apanha da azeitona, no seu caso a 02 de novembro, para dar uma mão à colheita da castanha.
“Este ano começou tudo mais cedo, podemos falar de vindimas, a castanha e a azeitona. A castanha no ano passado começou a 28 de outubro e, se calhar, vamos fechar ao final do mês e já não há castanha”, referiu o empreiteiro, que disse terem começado a apanha há uma semana.
Do que tem observado, antevê também uma quebra de produção de castanha e classificou a falta de mão de obra como um grande problema em Portugal.
“Não há, as pessoas não querem trabalhar (…) Na área da agricultura não falta trabalho”, frisou.
A Câmara de Valpaços alertou para a presença da vespa asiática (vespa velutina) e recomendou cuidados redobrados durante a apanha da castanha e da azeitona.
Para segurança dos trabalhadores, aconselhou a que se verifiquem as árvores e a vegetação antes de iniciar a atividade, a um especial cuidado durante a varejadura, a poda e a utilização de máquinas agrícolas e ao contacto com as entidades competentes.
É na serra da Padrela que se situa a maior mancha de castanha judia da Europa e são 18 as localidades do concelho que fazem parte da DOP “Castanha da Padrela”.
A Feira da Castanha Judia – Castmonte 2026 realiza-se de 06 a 08 de novembro.
O conteúdo Trás-os-Montes: Calor e seca quebram produção de castanha (mas qualidade é boa) aparece primeiro em O MINHO.
As centenárias Feiras Novas da Vila de Pico de Regalados, em Vila Verde, estão de volta entre sexta-feira e domingo.
O Largo da Feira volta a ser ponto de encontro para três dias de “celebração das tradições, dos costumes e da identidade local”.
Com mais de 500 anos de história, o certame teve na sua génese a feira franca e as trocas de gado. Segundo a autarquia, séculos depois, “mantém viva essa essência, preservando atividades tradicionais que continuam a marcar a identidade da comunidade, a par de um programa diversificado que atrai anualmente milhares de visitantes à freguesia”.
O programa arranca na sexta-feira, às 21:00, com a abertura oficial e a atuação dos Rusgas.

No sábado, a tradição assume especial destaque com a Feira Franca, o Concurso de Gado e a Corrida de Cavalos, manifestações que evocam a forte ligação do território à atividade agrícola e pecuária. À noite, a animação prossegue com um espetáculo equestre, cantares ao desafio e música popular portuguesa, com Daniel Sousa e Valter S. Martinho.
No domingo, a programação começa com um passeio de BTT pelas Terras de Regalados, seguindo-se a Missa das Colheitas. Durante a tarde, o Festival Folclórico reúne o Rancho Infantil e Juvenil de Pico de Regalados e o Rancho das Tradições, num momento dedicado à música, à dança e à preservação da cultura popular.
Integradas na programação “Na Rota das Colheitas 2026”, promovida pelo Município de Vila Verde, as Feiras Novas são organizadas pela ACRDSS Pico de Regalados, em colaboração com a União das Freguesias de Pico de Regalados, Gondiães e Mós.
A iniciativa reforça a “valorização das tradições, dos produtos e dos saberes locais, contribuindo para manter viva a memória coletiva e para dinamizar o território através de uma programação que cruza património, ruralidade, cultura popular e convívio entre gerações”.
O conteúdo Feira com mais de 500 anos está de volta a Vila Verde aparece primeiro em O MINHO.
Produtores de castanha falam de uma antecipação da campanha e uma quebra de produção na zona da Padrela, no concelho de Valpaços, devido ao calor e à seca, mas garantem uma boa qualidade do fruto.
Pelos soutos da serra da Padrela espalham-se trabalhadores que, por estes dias, apanham a castanha, a principal fonte de rendimento deste território do distrito de Vila Real.
Artur Esteves, 62 anos, vive em Cabanas, aldeia da União de freguesias de Carrazedo de Montenegro e Curros, onde tem cerca de 80 hectares de castanheiros e de 8.000 árvores de onde prevê colher à volta de 50 a 60 toneladas de castanha.
“Este é um ano fraco, vai haver pouca castanha. A qualidade é boa e o calibre é muito melhor do que no ano passado. Este ano conto colher 50% a 60% do ano anterior”, afirmou à agência Lusa.
A apanha começou também uns dias mais cedo, como aconteceu com a grande parte das colheitas em 2026, desde a uva à azeitona.
“Já colhi 122 toneladas em 2019 e de lá para cá nunca mais lá cheguei. No ano passado colhi à volta de 100 e este ano prevejo lá para as 50, 60 toneladas, mas a gente está a começar a apanha”, apontou.
Esta ainda é, na sua opinião, uma atividade que rende, mas cada vez menos.
“Está tudo muito mais caro, a castanha mantém-se no mesmo preço ou ainda menos (…) A mão de obra é cara, os adubos também, está tudo caríssimo”, frisou, lembrando ainda que a árvore é sensível a doenças, como o cancro e a tinta, que tem secado muitos castanheiros, e que a vespa-das-galhas-do-castanheiro também tem prejudicado a atividade.
É um agricultor orgulhoso dos soutos e do fruto, ao qual se dedica desde a década de 80 com a ajuda da mulher e de dois filhos, a tempo inteiro. “É todos os dias nos castanheiros”, realçou.
Nos seus soutos estão a trabalhar 26 pessoas e espera o reforço de mais duas, entre familiares, residentes em aldeias vizinhas e uma equipa proveniente da Régua, prevendo que a apanha se estenda por 25 dias.
“Até agora tenho conseguido arranjar mão de obra, vamos ver no futuro”, afirmou.
A filha Alexandra Esteves, 31 anos, trabalha num hotel em Chaves e tira três semanas de férias, nesta altura, para a apanha da castanha.
“Venho ajudar os meus pais, sempre que posso venho. É um trabalho duro, mas já estamos habituados, já fazemos isto desde sempre, crescemos aqui e fomos habituados a isto”, referiu.
José Sousa, 61 anos, e Armanda Sousa, 60 anos, são de Tazém, União das Freguesias de Padrela e Tazém, e estão a fazer a apanha sozinhos.
“Este ano nem a máquina ligámos”, afirmou José Sousa, que explicou que a “produção é pouca” por causa da seca e do calor, prevendo colher “só um terço” da produção do ano passado.
A máquina é a da apanha da castanha. O produtor garantiu que a qualidade “é boa, só que é pouca”.
“Podemos fazer muito, mas se o tempo não ajudar (…) A nossa produção é muito menos”, afirmou a mulher, que explicou que os castanheiros têm ouriços, mas que há ouriços que não têm castanhas.
O calor do verão prolongou-se e choveu pouco.
“Desde 2018 para cá, a produção tem vindo sempre a mingar. A gente tem mais plantação, mas tem vindo sempre a mingar porque seca muito castanheiro com a doença da tinta, o cancro e a vespa, é tudo”, referiu Armanda Sousa.
A agricultora realçou também os custos de produção cada vez mais caros, como o combustível, os adubos, tratamentos e a mão de obra. Até agora, acrescentou, o escoamento do fruto tem estado garantido.
Começou a apanha há cerca de uma semana, 10 dias mais cedo do que no ano passado.
“A castanha era em novembro e agora já se faz metade da campanha em outubro”, sublinhou.
Junto à aldeia da Padrela, o empresário agrícola Nicolas Gonçalves, 38 anos, apanha a castanha para um produtor local.
A equipa é de cinco pessoas e vem de Murça. Aproveita o intervalo depois da vindima e antes do começo da apanha da azeitona, no seu caso a 02 de novembro, para dar uma mão à colheita da castanha.
“Este ano começou tudo mais cedo, podemos falar de vindimas, a castanha e a azeitona. A castanha no ano passado começou a 28 de outubro e, se calhar, vamos fechar ao final do mês e já não há castanha”, referiu o empreiteiro, que disse terem começado a apanha há uma semana.
Do que tem observado, antevê também uma quebra de produção de castanha e classificou a falta de mão de obra como um grande problema em Portugal.
“Não há, as pessoas não querem trabalhar (…) Na área da agricultura não falta trabalho”, frisou.
A Câmara de Valpaços alertou para a presença da vespa asiática (vespa velutina) e recomendou a cuidados redobrados durante a apanha da castanha e da azeitona.
Para segurança dos trabalhadores, aconselhou a que se verifiquem as árvores e a vegetação antes de iniciar a atividade, a um especial cuidado durante a varejadura, a poda e a utilização de máquinas agrícolas e ao contacto com as entidades competentes.
É na serra da Padrela que se situa a maior mancha de castanha judia da Europa e são 18 as localidades do concelho que fazem parte da DOP “Castanha da Padrela”.
A Feira da Castanha Judia – Castmonte 2026 realiza-se de 06 a 08 de novembro.
“Hay que dejar de hablar de cambio climático y empezar a hablar de realidad climática”, afirma Bárbara Sebastián, ingeniera agrónoma que trabaja con bodegas de toda la península. Un cambio es algo que está en curso, que todavía parece lejano o reversible. Lo que vivimos en viticultura es una realidad.

© Europa Press News (Europa Press via Getty Images)

A Malásia se juntou ao México e anunciou a suspensão da importação de carnes, produtos cárneos e miúdos de aves de todo o país, após o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) confirmar um caso da doença de Newcastle em uma granja em Santa Catarina nesta segunda-feira (19).
Segundo a pasta, a Arábia Saudita também notificou o Brasil sobre a suspensão da importação de carne e produtos cárneos de aves provenientes de Santa Catarina.
O ministério reforçou que mantém diálogo com outros parceiros comerciais para assegurar a transparência das informações e avançar em tratativas para a adequação das exportações.
“O Mapa mantém articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores, fornecendo informações técnicas sobre a ocorrência e as medidas de controle adotadas. A atuação busca assegurar a transparência das informações e avançar nas tratativas para a retomada segura do comércio, em conformidade com os requisitos sanitários de cada mercado”, destacou o ministério em nota.
“A situação dos demais mercados segue em monitoramento pelo Ministério, que divulgará novas informações à medida que houver atualizações confirmadas”, complementou.
Nesta semana, o México já havia anunciado a suspensão da importação, de todo o território nacional, de aves vivas, carne e miúdos de aves, ovos férteis, pintinhos de até três dias e aves canoras, ornamentais ou de rapina destinadas à comercialização e aves de companhia.
Na mesma data, China e Chile também comunicaram ao ministério a suspensão de produtos provenientes de Santa Catarina.
O país asiático, principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, restringiu os embarques de carne e produtos cárneos de aves.
Já o Chile anunciou que vai suspender a compra de ovos férteis, ovos SPF, pintinhos de um dia, aves ornamentais, carne fresca de aves, ovos para consumo humano e produtos cárneos contendo carne fresca de aves.
O caso de Newcastle foi identificado durante um programa de vigilância ativa da defesa agropecuária. De acordo com o ministro da Agricultura, André de Paula, a coleta de amostras ocorreu em 21 de setembro. Em 14 de outubro, os resultados indicaram a possibilidade de infecção, o que levou à suspensão das atividades da granja e à realização de novos testes. A confirmação ocorreu em 18 de outubro.
O Ministério da Agricultura iniciou as operações para eliminar o foco da doença. Na propriedade, as autoridades vão sacrificar as aves e realizar a limpeza e a desinfecção das instalações. A retomada da produção dependerá do cumprimento dos protocolos sanitários e da ausência de novos casos.
As medidas de vigilância e controle abrangem Nova Itaberaba e outros três municípios: Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Ao todo, 133 granjas estão incluídas na área de monitoramento, segundo o ministério.
As autoridades vão acompanhar a situação durante o período de incubação da doença, estimado em 21 dias. O protocolo prevê dois períodos de 21 dias, totalizando 42 dias de acompanhamento.
O Brasil poderá voltar a ser considerado livre da doença de Newcastle após 90 dias, conforme as regras sanitárias aplicáveis ao caso.
* Sob supervisão de Gabriella Weiss
Holguín, Cuba, 21 oct (Prensa Latina) Cuba impulsa hoy la soberanía alimentaria con el despliegue en la provincia de Holguín de la segunda fase del proyecto Sembrando Vida, iniciativa de cooperación mexicana orientada a fortalecer las capacidades productivas locales.
The post Fortalece Cuba cooperación agrícola con México first appeared on Noticias Prensa Latina.
O primeiro navio-tanque carregado com gasóleo partirá na quinta-feira da Rússia rumo aos Estados Unidos, no âmbito do acordo assinado recentemente entre as autoridades dos dois países, declarou hoje o vice-primeiro-ministro russo.
“Prevê-se que o primeiro navio-tanque zarpe do porto amanhã [quinta-feira], 22 de outubro, rumo aos Estados Unidos”, declarou Alexander Novak à imprensa em São Petersburgo, o principal porto russo no Mar Báltico.
Depois de sublinhar que o primeiro navio-tanque transporta um total de 40 mil toneladas, garantiu que “outras remessas virão na sequência, sem qualquer dúvida”.
“Conforme acordado entre os dois países, iremos satisfazer a procura [de gasóleo] dos Estados Unidos dentro das nossas possibilidades”, afirmou, acrescentando que o processo de assinatura do acordo de fornecimento entre as duas nações “está na fase final”.
Novak referiu que, atualmente, a Rússia não está a exportar “o volume total, mas sim o que está dentro da capacidade das suas refinarias.
“Alcançaremos o nível previsto apenas no final do ano. A partir daí, outros países também voltarão a receber os volumes [de gasóleo] que recebiam anteriormente”, disse.
Hoje, o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, agradeceu ao chefe de Estado russo, Vladimir Putin — em nome do Presidente dos EUA, Donald Trump —, durante uma reunião realizada em São Petersburgo, a decisão do Governo russo em enviar gasóleo para o seu país.
Os persistentes ataques ucranianos dos últimos meses contra refinarias russas prejudicaram a produção de gasolina e gasóleo, provocando um défice de combustível na Rússia — o que se refletiu no aumento dos preços destes produtos e em longas filas nos postos de abastecimento.
Há apenas um mês, o próprio Novak determinou ao Governo que aumentasse a produção e definisse os níveis de importação de combustíveis para estabilizar o mercado interno. Entre as medidas adotadas estava a proibição da exportação de gasolina e gasóleo, que foi parcialmente levantada para viabilizar o cumprimento do acordo assinado entre Putin e Trump.
Desta forma, a Rússia exportará, no imediato, mais de 300 mil toneladas de gasóleo para os mercados dos Estados Unidos e global; mais 500 mil toneladas durante o mês de novembro e um milhão de toneladas depois.
Anteriormente, Novak indicou que a Rússia poderia mesmo antecipar estes planos, chegando a exportar, até ao final do ano, cerca de 3,5 milhões de toneladas de gasóleo no âmbito do acordo assinado com os Estados Unidos — um volume equivalente a mais de 10% do mercado mundial.
Moscovo está disposto ainda a exportar “grandes quantidades” de fertilizantes para o mercado norte-americano, declarou hoje o Presidente russo.
“Poderíamos fornecer fertilizantes em grandes quantidades para o mercado norte-americano”, afirmou o líder russo durante o encontro com Witkoff, realizado no Palácio de Constantino, em São Petersburgo.
Putin salientou que Trump, em conversas telefónicas, manifestou o interesse dos Estados Unidos em comprar fertilizantes russos.
VTM
As insolvências de empresas dispararam nos distritos de Vila Real e Bragança nos primeiros nove meses de 2026. Entre janeiro e setembro, 32 empresas foram declaradas insolventes, contra 20 no mesmo período do ano passado, o que representa um aumento de 60%.
Bragança registou o maior número de casos, com 18 empresas insolventes, mais sete do que em 2025, uma subida de 64%. Em Vila Real, foram 14, contra nove no período homólogo, um aumento de 56%. Só entre julho e setembro, foram declaradas insolventes nove empresas nos dois distritos.
Entre os casos de maior dimensão estão a Adega Cooperativa de Alijó, no distrito de Vila Real, e o Matadouro Industrial do Cachão, no distrito de Bragança. A lista inclui ainda empresas de transportes, limpeza, agricultura, panificação e comércio, entre outras atividades.
Artigo exclusivo PREMIUM
Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
ou compre apenas este artigo:
Comprar este artigo — 1,00€The post Insolvências de empresas aumentam 60% em Vila Real e Bragança appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.
Um acordo de comércio livre entre o Mercosul e o Canadá poderá transformar as relações económicas entre o Brasil e o Canadá e abrir novas oportunidades de investimento, disse à Lusa um responsável brasileiro.
“Entendemos que pode mudar o patamar das relações entre Brasil e Canadá, claro, com todos os outros membros do bloco Mercosul, mas especialmente para o Brasil”, afirmou Igor Brandão, diretor de operações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para a América do Norte.
Em declarações à Lusa, à margem da 19.ª edição da conferência Doing Business in Brazil, realizada na terça-feira, em Toronto, o responsável considerou que as negociações comerciais poderão reforçar a cooperação em setores como a agricultura, a indústria farmacêutica, a aviação e os produtos transformados.
“O obstáculo principal, o que eu diria, é o calendário. Precisamos acelerar as conversas, isso tem acontecido, já foram 10 rodadas de negociação, mas ainda há alguns capítulos a serem discutidos e concluídos”, explicou.
Segundo Igor Brandão, o acordo poderá beneficiar sobretudo setores de maior valor acrescentado, permitindo diversificar as exportações brasileiras para além das matérias-primas.
“Entendemos que na cadeia de fármacos, por exemplo, manufaturados, alimentos processados, são setores que serão beneficiados e pode gerar um novo perfil do comércio entre o Brasil e o Canadá”, acrescentou.
O responsável destacou a complementaridade das duas economias, apontando a produção canadiana de fertilizantes e a dimensão do setor agrícola brasileiro como exemplos de oportunidades de cooperação.
Também a indústria aeronáutica e os minerais críticos poderão beneficiar de uma maior aproximação económica.
“O Brasil é dono da segunda maior reserva de terras raras. Então, o potencial disso é gigantesco, considerando toda a agenda de transição energética, de economia verde”, salientou.
Igor Brandão sublinhou ainda a experiência canadiana na indústria mineira, considerando que a cooperação tecnológica e a partilha de conhecimento poderão contribuir para uma parceria estratégica de longo prazo.
De acordo com dados da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, as trocas comerciais entre os dois países atingiram cerca de 10,4 mil milhões de dólares norte-americanos (9,3 mil milhões de euros) em 2025, dos quais 7,25 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros) corresponderam a exportações brasileiras e 3,14 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) a importações provenientes do Canadá.
O investimento canadiano acumulado na economia brasileira situava-se em cerca de 33 mil milhões de euros no final de 2025, segundo os valores apresentados por Igor Brandão.
Apesar destes números, o responsável considera que existe uma margem significativa para aumentar as trocas comerciais, tendo em conta a dimensão das duas economias.
Igor Brandão defendeu ainda que o Brasil e o Canadá devem desenvolver uma relação económica de longo prazo, independentemente das mudanças políticas em Washington, Otava ou Brasília, considerando que os dois países apresentam interesses e características económicas complementares.
A ApexBrasil prepara ainda três missões comerciais a Toronto e Montreal até ao final do ano, envolvendo empresas dos setores mineiro, alimentar, audiovisual e da economia criativa.
O responsável confirmou que não foram anunciados novos acordos durante a conferência, mas considerou que os contactos realizados reforçaram a confiança dos investidores canadianos no mercado brasileiro.
Por sua vez, Peter Hawkins, copresidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, identificou a proteção de setores económicos concorrentes como um dos principais obstáculos às negociações comerciais entre o Canadá e o Mercosul.
“Ambos produzimos carne e aço, e existe a preocupação de que um mercado possa prejudicar o outro”, afirmou à Lusa, apontando as reservas dos produtores de carne da província canadiana de Alberta relativamente à entrada de produtos brasileiros.
O responsável defendeu, contudo, que as diferenças entre os produtos e as tecnologias utilizadas poderão favorecer a complementaridade entre as duas economias, em vez de aumentar a concorrência.
Segundo Peter Hawkins, mais de metade das matérias em negociação já estará resolvida, embora subsistam questões importantes por concluir.
“Se houver a oportunidade de concretizar um acordo de comércio livre, poderemos aumentar exponencialmente as trocas comerciais”, afirmou, admitindo a possibilidade de gerar mais 6,2 mil milhões de euros em negócios adicionais.
O empresário destacou ainda os contactos estabelecidos entre empresas tecnológicas e representantes do setor agrícola durante a conferência, bem como a preparação de novas missões empresariais nos próximos meses.
Entre as iniciativas previstas está uma missão de empresárias e dirigentes canadianas a Florianópolis e São Paulo, além de contactos nos setores do vestuário, animação e alimentação.
A 19.ª edição do Doing Business in Brazil, organizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá em parceria com a ApexBrasil, reuniu empresários, investidores e representantes institucionais para discutir oportunidades de investimento, comércio bilateral, infraestruturas, energia e minerais críticos.
Roma, 21 oct (Prensa Latina) La capacidad científica acumulada por Cuba constituye hoy una fortaleza para transformar sus sistemas agroalimentarios, afirmó en esta capital el ministro de Ciencia, Tecnología y Medio Ambiente Armando Rodríguez Batista.
The post Cuba defiende la ciencia como pilar de la producción de alimentos first appeared on Noticias Prensa Latina.
A freguesia da Miranda, em Arcos de Valdevez, reviveu, no sábado, a tradição da lavrada e sementeira do trigo e do centeio.
Conhecida durante décadas como o “Celeiro” do Alto Minho, pela importância que assumiu na produção e no fornecimento de trigo e centeio, a Miranda recuperou uma prática que marcou a história e o quotidiano da comunidade. A chegada do outono assinalava tradicionalmente o início da preparação das terras e da sementeira dos cereais, essenciais ao sustento das famílias.
Vestidos a rigor e recorrendo aos utensílios tradicionais, os participantes recriaram os trabalhos agrícolas de outros tempos, evocando os saberes, o esforço coletivo e a entreajuda que caracterizavam a vida no campo. A jornada foi também marcada pelo convívio, pela atuação da Rusga da Miranda e pela gastronomia tradicional, com petiscos e a habitual malga de vinho.








A vice-presidente da Câmara Municipal, Emília Cerdeira, marcou presença na iniciativa, destacando a importância de preservar e valorizar as tradições locais, mantendo viva a memória e a identidade da comunidade. Em comunicado, salientou ainda o dinamismo e o envolvimento da associação promotora e das gentes de Miranda na concretização de iniciativas que valorizam o património cultural e permitem transmitir às novas gerações os costumes e saberes que fazem parte da história da freguesia.
“Esta recriação constitui, assim, uma oportunidade para valorizar o património agrícola da Miranda e perpetuar uma tradição que testemunha a importância da agricultura na identidade e na história do território”, refere a autarquia, na nota enviada às redações esta terça-feira.
A iniciativa foi promovida pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Miranda, com o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca.
O conteúdo Arcos de Valdevez lavrou e semeou trigo e centeio à moda antiga aparece primeiro em O MINHO.
A arquitetura do novo quadro financeiro plurianual vai criar tensões entre a agricultura e a coesão, de acordo com governantes próximos ao processo.
“A Europa não quer que haja uma boa relação entre Agricultura e Coesão”, gracejou o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, apontando que esta será uma das consequências das mudanças do novo QFP: coesão e agricultura dentro do mesmo plano”.
“Há aqui um problema”, corrobora o ministro da Agricultura. “De uma forma muito simpática o nosso excelente e competentíssimo secretário de Estado dizia que poderá haver aqui alguma tensão”, sublinhou José Manuel Fernandes, numa alusão à relação de amizade evocada anteriormente por Hélder Reis.
Ambos falavam no Parlamento, numa conferência sobre o próximo quadro financeiro plurianual (2028-2034) e recursos próprios, que decorreu esta terça-feira.
“O dinheiro para Agricultura e Coesão está todo junto: 31,6 mil milhões de euros. Ainda tem 900 milhões de euros para as migrações e mais de 900 milhões para o Fundo Social Climático. Portanto, vai haver aqui uma disputa. É evidente que vai haver uma disputa”, sublinhou o ministro da Agricultura.
Com base na sua longa experiência em negociações europeias, José Manuel Fernandes disse que “juntar o dinheiro é a melhor forma de esconder os cortes e poder chegar à Coesão e dizer ‘vocês ainda vão ter mais dinheiro porque se calhar a agricultura não executa’. E chegam à agricultura e dizem: ‘aquela malta da coesão tem a regra N+3 e nunca executa. Vocês podem executar o que eles não executam e há mais flexibilidade’. A Política de Coesão continua a ser fundamental para nós”, frisou.
“Teremos de sacrificar uma parte de um para promover o outro”, admitiu Hélder Reis, sublinhando que “há um conjunto de minudência que é preciso conhecer para poder repensar bem o futuro”.
O responsável defende que quando se fala em competitividade, fala-se em coesão. “Claro que são chavões diferentes, com implicações diferentes, em que muitas vezes, ter-se-á de abdicar de um ou sacrificar uma parte de um para se obter mais do outro. Há um trade-off entre eficiência e equidade, competitividade e promover eficiência”, explicou.
O ministro da Agricultura reiterou que Portugal já tem garantidos 7,4 mil milhões de euros para apoiar o rendimento dos agricultores e mais 2,5 mil milhões para o desenvolvimento rural. Mas José Manuel Fernandes admite a tentação no Governo de colocar projetos de abastecimento público de água nesta gaveta de 2,5 mil milhões, mas alerta que não vai deixar porque esse é um projeto de coesão.
A estes montantes poderão acrescer ainda os 1,6 mil milhões de euros que a proposta cipriota ‘angariou’ para Portugal, mas esse é um valor que ainda não está “certo”, sublinhou o antigo eurodeputado. Fechada está também a possibilidade de cada Estado-membro antecipar 45 mil milhões de euros destinados à agricultura, o que para Portugal significa poder usar 2,41 mil milhões logo de início.
José Manuel Fernandes apontou o dedo ao “fetiche de que em termos de pagamentos o Orçamento da União Europeu limitado a 1%” e criticou o facto de os frugais esquecerem que todas as regiões da Europa têm política de coesão com acesso Feder e Fundo Social Europeu (FSE), mas só aqueles que têm um rendimento nacional bruto de 90%, ou seja dez pontos percentuais abaixo da média europeia, podem aceder ao Fundo de Coesão.
Mas o ministro da Agricultura também alerta para o facto de as divergências entre regiões em Portugal poderem afinal estar a agudizar-se, porque há fundos da coesão a ser aplicados em zonas mais ricas. “Um dia destes, corremos o risco de fazer as contas e chegar à conclusão que usamos fundos da Política de Coesão e aumentamos as assimetrias regionais, em vez de as diminuirmos. Estar sempre a colocar recursos em zonas que por vezes são mais ricas só agravam os problemas porque aumenta a atratividade e não beneficia o equilíbrio de Portugal, que é aquilo que todos devemos defender”, concluiu.
O ministro está confiante de que se vai chegar a acordo sobre as regiões ultraperiféricas, porque não ter uma verba a elas alocada viola os tratados europeus. Para Portugal são 743 milhões de euros que atualizados ao deflator de 2%, aplicado no cálculo do novo quadro financeiro plurianual, se pode traduzir em 900 milhões de euros. “Estou convencido que estes 900 milhões de euros serão tidos em conta”, disse.
Num resumo do estado da arte das negociações, Hélder Reis explicou que, de acordo com o último trabalho feito pela presidência irlandesa, Portugal tem no primeiro pilar (agricultura e coesão) uma dotação que ronda os 35,2 mil milhões de euros, e que se “traduz um ganho nominal de 7,6% e uma perda de 5,7% quando comparado em termos reais”. “Em termos de dotação geral temos uma evolução nominal de 3,6%, uma quebra real de 9,2%. Esta quebra real é agora inferior à inicialmente prevista, porque em virtude das negociações a presidência do Chipre alocou uma parcela que ao nosso país deu mais de 1.500 milhões de euros para os países da coesão”, acrescentou.
De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União, o estado de emergência zoossanitária fica declarado por um total de 60 dias.
Segundo a pasta, o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
O governo informou que notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária.
A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme critérios estabelecidos pela OMSA.
A ocorrência em Santa Catarina foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo serviço veterinário oficial do estado e confirmada por meio de análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo.
A produção de mel de castanheiro caiu entre 80 a 90% este ano, devido às vagas de calor, afetando a maioria das explorações apícolas do Parque Natural de Montesinho, adiantou, hoje, o presidente da associação.
Em declarações à Lusa, Manuel Gonçalves explicou que a primavera teve temperaturas equilibradas e uma relação de temperatura/humidade equilibrada, mas a floração do castanheiro, que habitualmente acontece em julho, foi antecipada devido a uma vaga de calor, afetando a polinização.
“A floração do castanheiro foi muito rápida, com muito calor, não permitiu que as abelhas fizessem a colheita, as plantas não permitiram que as abelhas fizessem a colheita do néctar”, disse, clarificando que a floração do castanheiro foi “tão rápida” que houve castanheiros que “começaram a florir de manhã e ao final do dia estava totalmente seca a flor”.
Contrariamente ao ano passado, que foi um ano “regular” na produção deste tipo de mel, este ano, as quebras andam entre os “80 e os 90%”, visto que é colhido apenas “um quarto de alça, dois quilos por colmeia”, sendo que o ideal seria “10 ou 12 quilos por colmeia”, afetando cerca de 200 apicultores do Parque Natural de Montesinho, segundo o presidente da associação.
A maioria do mel de castanheiro é produzido em Trás-os-Montes, nomeadamente no Parque Natural de Montesinho, que abrange os concelhos de Bragança e Vinhais, onde é produzida grande parte da castanha do país.
“Este ano, por exemplo, (…) é praticamente baixíssima a produção de mel de castanheiro, que (…) era quem salvava o ano e fazia com que as médias aumentassem um pouco”, afirmou.
Devido “à qualidade do produto”, ao seu “valor” e à sua “característica”, uma vez que é um “mel diferente de todos os outros” – as suas “propriedades são melhores” e “mais equilibradas” – o mel de castanheira tem sido cada vez mais procurado.
A baixa produção, sublinhou, poderá ter impacto no preço. “A procura por mel de castanheiro tem vindo a aumentar de ano para ano, é sempre superior à oferta e este ano poderá ser que haja alguma mais-valia para os apicultores, com algum acréscimo no preço”, disse.
Manuel Gonçalves, também presidente da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal (FNAP), revelou ainda, à Lusa, que, a nível nacional, também se verificou uma quebra na produção geral de mel, tendo sido colhidos “sete/oito quilos” de mel, por colmeia, sendo que a média andava entre “10 e 15” quilos, por colmeia.
O conteúdo Produção de mel de castanheiro cai 90% em Trás-os-Montes aparece primeiro em O MINHO.
Las extinciones de abejas en Europa en los últimos 100 años se pueden contar con los dedos de las manos. Pero ese buen dato, uno de los resultados de un gran trabajo recién publicado en la revista científica PNAS (Historical trends show more declining than increasing species among European pollinators; Entre los polinizadores europeos hay más especies en declive que especies en aumento), se ve oscurecido por una drástica reducción: su ocupación ha venido encogiéndose desde 1921. Su retirada ha sido más acusada en la fachada atlántica y en Centroeuropa. En la región mediterránea, el descenso sería incipiente. Solo las áreas montañosas, con un clima cada vez más cálido por el cambio climático, han visto aumentar su presencia. Para los autores del estudio, liderado por científicos españoles, se está a tiempo de revertir la pérdida de una de las bases de los ecosistemas tanto agrarios como naturales: la polinización.

© Picasa (Curro Molina)
A Casa Relvas, na Vidigueira, lançou um plano para descobrir o processo de produção do azeite alentejano, do olival até à mesa, através do Programa Especial da Campanha da Azeitona 2026, que decorre até 15 de dezembro. O programa oferece aos visitantes a possibilidade de observar a colheita das azeitonas, comparar diferentes variedades do fruto e acompanhar o processo de extração no lagar. Inclui ainda uma prova técnica de três azeites e dois vinhos produzidos pela Casa Relvas.
“A campanha da azeitona é um momento especial para recebermos quem quer conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa ligação ao Alentejo. Do olival ao lagar, queremos mostrar como fazemos os nossos azeites e como o cuidado com a terra e a sustentabilidade fazem parte das decisões que tomamos todos os dias. E, claro, queremos que se sentem à mesa connosco, provem os nossos azeites e vinhos e passem um bom dia no Alentejo“, afirma Alexandre Relvas, CEO da Casa Relvas.
O programa realiza-se de segunda-feira a sábado, entre as 10h30 e as 15h00. O preço é de 45 euros por adulto sem almoço e de 95 euros com almoço. Para crianças dos 7 aos 17 anos, os valores são de 5 euros e 20 euros, respetivamente. Cada participante recebe uma t-shirt, um chapéu e uma garrafa de azeite virgem extra. As reservas devem ser feitas com pelo menos 48 horas de antecedência, para grupos entre duas e 20 pessoas.
Além do programa especial sazonal, o Lagar da Casa Relvas oferece todo o ano três experiências de olivoturismo. Estas incluem:
Jovens agricultores de Trás-os-Montes são obrigados a ter outra fonte de financiamento porque o setor agrícola não é rentável, face aos desafios dos dias de hoje, como as alterações climáticas, afirmaram à Lusa.
“São poucos os jovens que fazem da agricultura a sua única fonte de rendimento”, disse Diana Alves, jovem agricultora na aldeia de Ala, concelho de Macedo de Cavaleiros.
Cresceu na agricultura, com os pais e avós, e recentemente submeteu um projeto jovem para plantação de olival, para aumentar a exploração que já existe.
No entanto, é também professora de Filosofia, outra área que admite não ser fácil, a da docência, mas que, ainda assim, “é mais estável do que a carreira de agricultura”, que é “muito instável” e que torna “muito complicado ser-se agricultor a tempo inteiro”.
“Tenho um projeto de olival. Ora um olival para começar a dar rendimento só a partir dos cinco anos, ora eu tenho de estar cinco anos a injetar dinheiro, aliás, a investir no olival e só a partir daí consigo tirar algum fruto. Imagine o que é cinco anos a investir e ter retorno zero. Portanto, é muito complicado. Mesmo assim, a partir dos cinco ou 10 anos o retorno financeiro não é assim tão elevado que seja possível manter uma casa, manter uma família, apenas com esse rendimento”, lamentou.
Para André Bragada, no concelho de Bragança, a situação não é muito diferente. Tem exploração de animais, como porcos e cabras, e ainda produção de castanha e azeite, mas também é agente imobiliário.
“Eu tenho a sorte e posso dizer que sou um agricultor ou semi-agricultor graças às terras, ao trator que me foi deixado, às alfaias que me foram deixadas”, explicou, dizendo que sem esta herança familiar nunca conseguiria ser agricultor nos dias de hoje.
Para o jovem, “hoje em dia só é agricultor ou quem já estava muito enraizado nisto ou quem é teimoso e gosta muito”.
“Eu sei que hoje em dia estou na agricultura por teimosia”, afirmou.
André Bragada já tentou viver só desta atividade, mas faltou “incentivo”, porque num “ano mau” de produção não é possível “aguentar”.
“Agora, neste momento, está muito difícil viver só disto e acho que os jovens não se vão agarrar a algo que não lhes permite ter uma vida estável”, sublinhou.
Por isso, no seu entender, os incentivos dados pelo Governo “deviam ser trabalhados de outra maneira”.
“Eu gosto muito da forma que se trabalha na Espanha. (…) Lá são pagos à produção e não como aqui, que se fala muito dos subsídios e assim. Acho que mesmo logo da base da escola devia ser outro tipo de incentivo”, vincou.
A contribuir para a baixa rentabilidade do setor está o aumento do preço dos combustíveis, que faz disparar o custo de produção, a tipologia de agricultura na região transmontana, ou seja, o minifúndio, que não permite competir com produções em grande escala, e ainda as alterações climáticas, segundo apontaram.
“Estamos em outubro e estão cerca de 30 graus. Portanto, o facto de não termos estruturas e infraestruturas para colmatar estas alterações climáticas também não ajuda (…) aqui na minha região não temos sequer acesso ao regadio (…) nós sabemos que plantações que têm regadio têm um nível de produção muito mais elevado, porque a planta nunca fica tão em stress como é puramente de sequeiro”, afirmou Diana Alves.
Estas alterações climáticas são também evidentes em pequenas plantações, por exemplo de cereal, para alimentar os animais.
“Semeio abóboras para poder dar às porcas e tive uma baixa muito grande. Fiz a sementeira, foi um ano também fraco de sementeira. Castanha foi um ano igual. Azeite, o ano passado, basicamente nem cheguei a bater as oliveiras porque não me compensava o que tinha de pagar, fosse jeira ou fosse máquina, não me compensava, ia ser literalmente trabalhar para aquecer”, contou André Bragada.
Em explorações de grandes dimensões, como a do jovem agricultor Miguel Reis, no concelho de Macedo de Cavaleiros, as alterações climáticas tentam combater-se com investimentos no regadio, mas que, segundo revelou, são muito elevados e “assustam”.
“Todo este investimento que está por trás só apenas da captação de água (…) é perto 15 mil euros por cada captação. Se estou a dizer que temos 13 furos ou 13 captações de água estamos aqui a falar de um valor muito próximo a 200 mil euros”, adiantou.
A sua família tem 70 hectares de amendoal, soutos e olival. Embora se dedique maioritariamente à agricultura é também presidente de junta da sua aldeia, Corujas, no concelho de Macedo de Cavaleiros.
O jovem agricultor, de 30 anos, reconhece que as alterações climáticas e a falta de infraestruturas de regadio são um dos grandes desafios da agricultura em Trás-os-Montes, mas também o emparcelamento de terrenos e a dificuldade de ter explorações de maiores dimensões.
“São regiões que há muitas parcelas, ou seja, os terrenos estão muito divididos e é muito difícil encontrarmos dois hectares, três hectares, quatro hectares para podermos fazer emparcelamentos. Falo nesse sentido para poder justificar investimentos. (…) Uma pessoa que se queira instalar, jovem agricultor, vai ter de começar do zero, preparar os solos, colocar novas plantações. Com a diferença do clima, cada vez mais quente, é necessário recorrer a sistemas de rega, portanto, se estamos a falar em investimentos (…) uma grande fatia de dinheiro [é para] começar do zero, mais somar a isso em cada parcela um sistema de regadio (…) torna-se um valor tão dispendioso por hectare ou por parcela que dificilmente vai ter retorno”, apontou.
Miguel Reis considera ainda que as pessoas mais idosas oferecem alguma resistência e veem como “tabu” vender ou alugar terrenos, o que cria mais um entrave.
Criticou ainda as “isenções fiscais” de que beneficiam os agricultores reformados que, além de receberem a sua pensão, têm ainda benefícios por manterem uma exploração agrícola.
“Um idoso que produz castanha pode produzir até um certo valor castanha e terá isenções fiscais de segurança social, etc., e outro tipo de impostos, enquanto um jovem terá de ser sempre sobrecarregado com esses impostos, ou seja, de certa parte um jovem agricultor já começa mais penalizado”, criticou.
Para discutir os desafios dos jovens na agricultura, na sexta-feira, em Macedo de Cavaleiros, vai acontecer o I Encontro de Jovens Agricultores de Trás-os-Montes, com empresários, investigadores e entidades gestoras.
O conteúdo Jovens agricultores de Trás-os-Montes obrigados a ter outra fonte de rendimento aparece primeiro em O MINHO.
A Oxfam concluiu que as políticas e regulamentações da UE levam à aplicação de critérios desiguais e de caráter colonial em relação aos agrotóxicos altamente perigosos (AAPs). Isso porque tais mecanismos de regulação seguem protegendo parcialmente sua própria população e meio ambiente enquanto permitem que substâncias proibidas continuem sendo produzidas e exportadas para outros países.
“Não é aceitável que a União Europeia proíba determinados agrotóxicos para proteger sua própria população e, ao mesmo tempo, permita que essas mesmas substâncias sejam produzidas e exportadas para outros países”, apontou a diretora da Oxfam Brasil, Viviana Santiago.
Dados do relatório mostram que, em 2024, os Estados-Membros da UE exportaram quase 122 mil toneladas de pesticidas proibidos dentro do bloco, mais do que o dobro do volume exportado em 2018.
Segundo o doccumento, 93 países importam agrotóxicos perigosos da UE, sendo 75% deles de baixa e média renda do Sul Global
A Oxfam alerta que os pesticidas altamente perigosos representam cerca de um terço dos ingredientes ativos utilizados em todo o mundo e são empregados principalmente em países do Sul Global, onde os mecanismos de proteção e regulamentação costumam ser mais frágeis.
“Esse duplo padrão transfere os riscos para trabalhadores rurais, comunidades e territórios do Sul Global, enquanto os benefícios econômicos ficam concentrados em poucas empresas”, acrescentou Viviana Santiago.
A análise aponta que, no Brasil, os AAPs correspondem a 49% de todos os agrotóxicos vendidos, uma proporção muito superior à observada em países da UE, como a Alemanha, onde representam apenas 12% das vendas.
O relatório destaca ainda que seis dos dez pesticidas mais vendidos no Brasil são proibidos na União Europeia, mas continuam sendo pulverizados sobre lavouras e áreas próximas a florestas por tratores, aviões e drones.
“Esse uso intensivo está diretamente ligado ao modelo agrícola baseado em grandes monoculturas voltadas para exportação, como soja, café e cana-de-açúcar, altamente dependentes de agrotóxicos”, apontou a Oxfam, em nota.
Além dos impactos para a saúde humana e o meio ambiente, o relatório mostra como esse sistema beneficia um pequeno grupo de grandes corporações. Segundo os dados analisados, quatro empresas controlam 61% do mercado global de pesticidas e obtiveram cerca de € 2,7 bilhões em receitas (R$ 15,37 bilhões) pela venda de pesticidas altamente perigosos.
A Oxfam avalia que tais números evidenciam a concentração nas mãos das grandes multinacionais agroquímicas do poder econômico e dos lucros gerados por esse comércio de produtos tóxicos. Enquanto isso, os riscos à saúde e ao meio ambiente são transferidos para países do Sul Global.
“É preciso interromper a exportação de agrotóxicos proibidos e avançar em regras que coloquem a saúde, os direitos das pessoas e a proteção ambiental acima dos interesses comerciais”, afirmou Viviana Santiago.
Apesar do cenário em que há amplo uso de agrotóxicos, a Oxfam aponta que a expansão do mercado brasileiro segue acelerada. “Em 2025, o país registrou um novo recorde de aprovações, com 725 novos pesticidas autorizados, um aumento de quase 10% em comparação com o recorde anterior de 663 produtos registrados em 2024”, apontou a entidade.
A Agência Brasil entrou em contato com o Ministério da Agricultura e aguarda posicionamento.