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Lula aposta em ‘influencer’ das periferias para mobilizar jovens e diminuir abstenção
De criador de uma página de humor que chegou a milhões de seguidores, Leonardo de Souza Xavier tornou-se coordenador de mobilização de rua da campanha de Lula, para aproximar o candidato dos jovens das periferias de Fortaleza.
Aos 34 anos, o recém-eleito deputado estadual do PSOL do Ceará, conhecido como Léo Suricate, foi convidado pelo prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, do PT, para integrar a coordenação da campanha de Lula na segunda volta, assumindo a organização dos atos de rua e parte da ocupação das redes sociais.
A estratégia recebeu o nome de “Baile do 13” como uma resposta ao “Bloco do 22”, iniciativa associada à campanha de Flávio Bolsonaro que teve grande força no Nordeste durante a segunda volta.
A estratégia do campo progressista, explica Suricate, procura disputar não apenas votos, mas a linguagem cultural das periferias, usando paredões, funk, brega funk e piseiro para ocupar os mesmos territórios onde a direita vem tentando ampliar a sua influência
“A ideia desse movimento, que a gente está chamando de Baile do 13, é ocupar as periferias”, explicou Léo, que descreve o paredão como uma alternativa mais barata e menor do que palcos ou trios elétricos, e lembra que “13” é o número de Lula nas urnas.
A mobilização percorre uma freguesia diferente a cada dia e é feita, segundo Suricate, com participação direta das comunidades e de cerca de 30 coletivos periféricos.
Na noite de quarta-feira, o ato reuniu vários apoiantes vestidos de vermelho com bandeiras do PT na periferia de Fortaleza, e contou com a presença do ministro responsável pela articulação política do Governo Lula, José Guimarães.
O objetivo com a mobilização, descreve, não é apenas conquistar votos para Lula, mas sobretudo levar às urnas eleitores que deixaram de votar na primeira volta, num cenário em que a abstenção preocupa a campanha petista.
Na capital do Ceará, Lula somou 797.002 votos válidos e Flávio Bolsonaro 586.251, enquanto 233.859 dos 1.795.713 eleitores aptos não compareceram às urnas, numa abstenção de 13,02% na primeira volta.
O alerta se soma ainda ao fato de Flávio ter tido cerca de 2,2 milhões de votos a mais que Lula em todo o Brasil, num cenário de abstenção nacional em que 33 milhões de eleitores não foram votar.
“Esse movimento que a gente está fazendo de ato é mais para animar a galera [malta] do próprio bairro [freguesia] e sacudir o bairro para dizer: ‘Ei, vai votar, vai votar, vai votar’”, afirmou.
A preocupação com a participação eleitoral é acompanhada por uma ofensiva nas redes sociais, onde grupos ligados à campanha produzem vídeos e outros conteúdos para desconstruir Flávio Bolsonaro e divulgar propostas de Lula dirigidas sobretudo aos jovens.
A capacidade de falar com esse público nasceu muito antes da entrada de Léo na política institucional, a partir da periferia de Fortaleza e da criação, em 2012, da página de humor Suricate Seboso, inicialmente uma brincadeira dele com outros dois amigos ligados à cultura de periferia e à internet.
A mudança para a política ocorreu gradualmente, sobretudo depois de “La Casa dos Vetim”, série de baixo custo produzida em 2019 que utilizava humor para abordar violência urbana, evasão escolar e a realidade dos jovens das periferias de Fortaleza.
“La Casa dos Vetim me deu a oportunidade de ser porta-voz de uma geração que não estava sendo vista”, afirmou.
Mesmo com a fama de artista, e agora político eleito, Suricate não se afastou das suas raízes e por isso ainda mora num apartamento do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida, localizado na freguesia do Jangurussu, que reúne 70 mil moradores da periferia.
Suricate diz que sua relação com a política começou ainda na infância quando a família participou de mobilizações por água canalizada, e passou depois pelo movimento cultural e pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).
O seu mapa eleitoral, afirma, contrasta com o perfil tradicional do PSOL, concentrando votos em áreas periféricas de Fortaleza e menos no centro económico da cidade.
É dessa experiência que Léo diz retirar uma lição que o PT precisa ouvir, apesar de pertencer ao PSOL, partido que não integra formalmente a legenda de Lula.
Para ele, a campanha de Lula demorou a perceber a necessidade de uma comunicação mais direta com os eleitores, especialmente através das redes sociais e de formatos capazes de alcançar públicos que não acompanham os canais políticos tradicionais.
Léo Suricate vê ainda a disputa cultural como parte da batalha eleitoral, sobretudo diante da aproximação de setores da direita com linguagens, símbolos e estéticas nascidas nas periferias.
“Eu acho que a primeira coisa que a gente tem que ter é respeito com a cultura das pessoas”, afirmou, defendendo que a esquerda também ocupe esses espaços sem abandonar sua relação histórica com os territórios periféricos.
A Lusa esteve no seu comité de campanha e acompanhou vários jovens a produzir vídeo para as redes, sendo que numa das gravações eles dançavam pagode baiano, com letra política pró-Lula elaborado por pessoas da própria comunidade.
Entre batidas eletrónicas e várias vozes, a composição se refere a Lula como “o velho que representa”, critica a oposição ao dizer “Avisa, o Bolsonaro é perigoso! só quer ferrar com o povo!”, além de vários convites a rebolar e “votar 13”.
Alemania aumentará las deportaciones de afganos sin antecedentes penales
Cada mes despegan desde el aeropuerto alemán de Leipzig aviones con destino a Afganistán. Son vuelos chárter de la aerolínea turca Freebird (“Pájaro libre”, en español), un nombre que puede sonar a broma de mal gusto para sus pasajeros: ciudadanos afganos deportados a Kabul en contra de su voluntad. Cerca de 300 afganos han sido expulsados por las autoridades alemanas a su país de origen desde 2025, desde que tomó posesión el actual Gobierno federal. La gran mayoría eran condenados por crímenes, pero en los últimos traslados están siendo incluidas cada vez más personas sin antecedentes penales.

© picture alliance (dpa/picture alliance via Getty Images)
Los nietos del franquismo
Es muy difícil demostrar que eres descendiente de exiliados del franquismo. Y si tu bisabuelo se marchó de España a finales del siglo XIX a Uruguay, sería casi imposible demostrar que puedes optar a la nacionalidad española según una vía pensada para descendientes de exiliados del franquismo sin la instrucción de Sofía Puente, que modificaba ilegalmente lo que habían decidido los representantes de la soberanía nacional. La ciudadanía, la jerarquía normativa y el censo son cuestiones serias en una democracia. Pero nuestro Estado se respeta poco a sí mismo y quienes lo dirigen no respetan casi nada a los demás.

© Nacho Gallego (EFE)
Con importantes acuerdos cerró tercer ciclo de diálogo en Venezuela
Caracas, 21 oct (Prensa Latina) El tercer ciclo de diálogo entre representantes del Gobierno venezolano y exdiputados de la extinta Asamblea Nacional (parlamento) concluyó hoy en Caracas con importantes acuerdos de carácter político, económicos y sociales.
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Delcy Rodríguez anuncia Consulta Popular de la Juventud para febrero de 2027
“Caminhos da Democracia” são tema de Colóquio em Lagos
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Três personalidades vão estar, no próximo sábado, dia 24 de outubro, entre as 10:00 e as 13:00 hrs, à conversa sobre “Os caminhos da Democracia”, tema do colóquio organizado pelo município no âmbito do programa comemorativo “Lagos, Liberdade e Democracia”, que decorre até ao final de 2026, assinalando os 52 anos do 25 de Abril, os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e os 50 anos das primeiras eleições do Poder Local Democrático.
No colóquio, que se realizará no Auditório do Edifícios Paços do Concelho Séc. XXI, participam o cientista político António Costa Pinto, a advogada Teresa Violante, o académico António Branco e a jornalista Elisabete Rodrigues, que se propõem abordar as diferentes visões sobre os caminhos que o regime democrático português trilhou até ao presente, desafiando os oradores a identificar os desafios e perigos que a nossa democracia enfrenta nos dias de hoje e o que importa fazer para continuar a realizar a “utopia de Abril”, salvaguardando este que é, apesar de tudo, o menos imperfeito de todos os regimes políticos conhecidos e experimentados.
Parafraseando o Secretário-Geral da ONU, António Guterres: “A democracia não é apenas um sistema de um governo, mas um modo de vida que deve ser cultivado diariamente.“
Há temáticas, como a confiança no regime, a participação cívica, a desinformação, as migrações, os Direitos Humanos, a ética e pensamento crítico, as iliteracias, as alterações climáticas e a instabilidade geopolítica, que merecem ser questionadas. Por isso, serão trazidas para um momento de reflexão partilhada com os convidados e aberto à participação de todos, já que está igualmente previsto um período de debate com o público, neste sábado em Lagos.
E porque, como diz a expressão popular, “é de pequenino que se torce o pepino”, na véspera, onze turmas e 135 alunos das escolas de Lagos, oriundos dos dois agrupamentos escolares (AEGE e AEJD) irão participar, no Centro Cultural de Lagos, nas atividades do Dia Nacional da Democracia, uma iniciativa que promove a educação para a cidadania e a participação democrática entre os jovens, através de atividades pedagógicas e interativas.
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Presidente Maduro y Delcy Rodríguez evocan discurso de Chávez sobre el Estado comunal
"Invadir comunicação social é grave": ministro sobre RUC

© TIAGO PETINGA/LUSA
Portugal com ligeira melhoria no ranking do Estado de direito face a 2025
El Constitucional se dispone a rechazar el amparo presentado por la ‘ley de nietos’
Una mayoría de los doce magistrados que componen el Tribunal Constitucional defenderá este miércoles que se inadmita el recurso de amparo presentado por el Defensor del Pueblo, según fuentes del órgano de garantías. El recurso pedía restablecer el derecho al voto de más de 160.000 españoles, nacionalizados en virtud de la ley de nietos, que viven en el extranjero y a quien el Tribunal Supremo ha retirado cautelarmente el sufragio a poco más de un mes de las próximas elecciones generales. La mayoría del Pleno, sin reflejar esta vez la división de referencia entre progresistas y conservadores, considera que como el Supremo abrió un plazo de alegaciones para los afectados —vigente hasta el viernes, 23 de octubre—, el recurso del Defensor es prematuro y no cumple con el requisito de subsidiariedad del amparo: esto es, que se haya agotado la vía de la justicia ordinaria.

© Samuel Sánchez
Los estudiantes que han sacudido Serbia
Serbia está a punto de convertirse en el primer país de Europa del siglo XXI en celebrar elecciones como consecuencia de una rebelión estudiantil y con la candidatura que no firma ningún partido político, sino La lista estudiantil, compuesta por 250 nombres sin filiación partidista. El próximo 25 de octubre, los jóvenes serbios que llevan casi dos años de protestas contra el régimen de Aleksandar Vučić, su Partido Progresista Serbio (SNS) y la corrupción desmesurada que le atribuyen, saldrán a competir con políticos profesionales y sus agrupaciones. La mayoría de la oposición actual se ha retirado del plebiscito para dejar protagonismo a quienes han conseguido tambalear la autocracia del poder actual. “Luchamos sin consignas políticas por un Estado con instituciones fundamentales sólidas y por una sociedad ordenada y democrática, donde no haya lugar para la corrupción que condujo a la tragedia de Novi Sad” anuncian los universitarios, que tras casi dos años de lucha han conseguido que el Gobierno convoque elecciones anticipadas.
Lo que se juega el país
En las campañas electorales que entran dentro de la normalidad se ventilan las diferencias entre los partidos. Cada partido presenta sus propuestas y defiende su capacidad para llevarlas a cabo, a la vez que critica a sus rivales. Hay ocasiones, sin embargo, en que lo que se juega en la campaña es algo más que el programa político que se va a poner en marcha. Así ocurre cuando los partidos encarnan no sólo propuestas distintas, sino también valores y prácticas que van más allá de los programas electorales y tocan de llena las bases de la democracia. La campaña del 29-N se mueve en este terreno excepcional.

© Eva Vázquez
Seguridad democrática
Uno de los grandes retos de las democracias del primer tercio del siglo XX fue la transformación de su modelo de orden público. Nos lo han contado muy bien especialistas como Diego Palacios, Sergio Vaquero o Rafael Cruz. Si en el paradigma predemocrático el objetivo prioritario era defender el Estado y mantener el orden, en el modelo democrático, lo nuclear es servir a la comunidad y respetar los derechos cívicos. Ya no se trata de blindar al Estado o al Rey, sino de proteger los derechos y libertades de las personas. La ciudadanía deja de ser amenaza potencial u objeto pasivo de control y se convierte en sujeto de derechos y agente activo. Los conflictos no se abordan desde la fuerza para reprimir o disuadir. Se busca la mediación y la gestión pacífica. El ejército y las fuerzas de seguridad quedan bajo control civil y sometidos a mecanismos de rendición de cuentas. La conversión civil del Estado, que diría Charles Tilly, es un ingrediente fundamental de la democracia. Ante una huelga, los poderes políticos dialogan. Si es necesario intervenir, acude la policía, pero sin sables ni máuseres. Las muertes ya no son el precio inevitable de cualquier protesta.

© A. Pérez Meca (Europa Press)
CNE de Venezuela prorroga una hora la Consulta Popular Nacional ante alta afluencia
Brasil vive movilización nacional por Lula y la democracia
Venezuela. Corina Machado confirmada como líder da oposição

© MIGUEL GUTIERREZ/EPA
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- Segunda Consulta Popular Nacional 2026 consolida la democracia participativa y protagónica en Venezuela
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