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Em Israel, conferência da extrema direita exalta Flávio Bolsonaro

14 October 2026 at 19:36

Nos dias 06, 07 e 08 de outubro, a cidade de Jerusalém sediou a “National Conservatism Conference”, ou “NatCon” (algo como Conferência sobre Conservadorismo Nacional), evento que reúne algumas vezes ao ano políticos conservadores nacionalistas de extrema direita da Europa, Estados Unidos, Israel, Reino Unido e, algumas vezes, da América Latina.

Mas digamos que nossa região não é tão importante para eles, a não ser quando se fala contra a imigração de “países pobres” – nestes casos, os discursos nos colocam como quintal dos Estados Unidos, ou interessam a alianças que podem servir às suas causas. Sei disso porque já participei de outra NatCon em Bruxelas em 2024 e tenho me infiltrado nesses eventos transnacionais da extrema direita europeia desde 2022.

A NatCon é financiada pela Fundação estadunidense Edmund Burke, que tem entre seus principais doadores a Heritage Foundation. A Heritage Foundation, por sua vez, é uma das principais geradoras de diretrizes políticas para a atual administração Trump. Seu presidente, Kevin Roberts, descreve explicitamente a missão moderna da Heritage Foundation como a de “institucionalizar o Trumpismo” em uma entrevista para o New York Times. Roberts foi um dos palestrantes da conferência em Jerusalém. E a Heritage está de olho no Brasil: em março deste ano, Paulo Figueiredo e Alexandre Ramagem participaram de um evento da fundação em Miami, como revelou a Pública.

Eu estava lá nesta edição da NatCon, que reuniu políticos israelenses de extrema-direita, figuras europeias que enfrentaram medidas disciplinares por suposto antissemitismo e figuras nacionalistas cristãs e de extrema-direita dos Estados Unidos, como bem definiu o jornal britânico The Guardian. 

O foco principal estava no apoio às políticas e medidas de Benjamin Netanyahu contra os palestinos, a defesa do Estado de Israel, da conquista de territórios na Cisjordânia e na celebração e endosso de ações dos colonos israelenses que agem como uma milícia na região, cometendo todo tipo de barbaridades, como contei um pouco na minha última coluna. Também foram defendidas ações “anti-terrorismo” e anti-imigração na Europa e Estados Unidos e o combate ao que foi chamado de “red green alliance” (aliança verde e vermelha), que é como a extrema direita tem se referido à parte da esquerda progressista que protesta contra o genocídio do povo palestino. Uma das principais referências dessa aliança seria, na visão destes radicais, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Alguns palestrantes também atacaram ferrenhamente a comunidade LGBTQIA+, sobretudo as pessoas trans, e falaram da importância de criar grandes famílias, ter muitos filhos, mas sem se misturar com pessoas de diferentes culturas.

Um dos discursos mais violentos veio de Sebastian Gorka, subchefe de gabinete do presidente e diretor sênior de contraterrorismo no Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, que participou ao vivo e online da Casa Branca. Gorka é um dos aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA, a quem foi apresentado por Steve Bannon.

Ele defendeu que existe hoje uma nova religião: “a religião da esquerda”.

“Seja ela preenchida por ambientalistas adoradores de Gaia como Greta Thunberg, seja pelo altar do DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão, em inglês)”, disse. Seu discurso misturou a Irmandade Muçulmana com marxismo, se estendeu para ligações entre o Hamas, e a “mã do Irã”. “A Aliança Vermelho-Verde é real. Os islamistas trabalhando com os marxistas é real”. E finalizou parafraseando Trump: “Se você planeja machucar americanos ou matar inocentes, nós vamos encontrar você e nós vamos matar você”.

Foi neste clima de Conferência que o nome de Flávio Bolsonaro foi citado e aplaudido pelos presentes – cerca de 300 pessoas.

O europarlamentar Harald Vilimsky, que lidera a delegação do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ) no Parlamento Europeu e atua como vice-presidente do grupo “Patriotas pela Europa”, foi quem levantou a bola:

“Quero que a Europa fique ombro a ombro com Israel, com aqueles que, em termos de fé, são nossos irmãos mais velhos. Quero a parte conservadora dos Estados Unidos em nosso campo, não os Republicanos apenas no nome, mas os verdadeiros conservadores. Isso é algo que realmente poderia ser um divisor de águas no desenvolvimento internacional. Quero a Argentina com o presidente Javier Milei em nossas fileiras. Quero o Chile com o Presidente José Antonio Kast ao nosso lado. Quero Flávio Bolsonaro no Brasil.”

Foi quando a plateia explodiu em aplausos. Ele completou: “Brasil, Japão e tantos outros países apenas para se juntar a uma ideia, algo como ‘patriotas globais’. Um grupo forte, uma rede poderosa, uma força enorme pelo conservadorismo”.

O evento foi tratado como estratégico pelo governo de Netanyahu. Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, autoproclamado “fascista homofóbico” e extremista sancionado internacionalmente, esteve presente.

Também marcou presença o rabino Shmuel Eliyahu, que em 2023 pediu o lançamento de uma bomba atômica sobre Gaza e que já havia sido intimado a responder a um processo disciplinar por incitação racista contra os palestinos. Da Europa, estiveram presentes o ex-chefe da agência de inteligência interna da Alemanha Hans-Georg Maaßen, para quem Angela Merkel “abrir as portas” do país para imigração em massa e Balázs Orbán, deputado do Parlamento húngaro e ex-diretor político do primeiro-ministro Viktor Orbán.

Essa foi uma das conferências mais violentas que já cobri. Os afetos movimentados nesses três dias foram o ódio, o ressentimento, o nacionalismo extremo, a xenofobia, o orgulho da crueldade. E são essas pessoas, que movem esses afetos, que querem estar “ombro a ombro”, “nas mesmas fileiras” com Flávio Bolsonaro. E você? De que lado quer o presidente do Brasil?

Houthis reivindicaram ataques contra a Arábia Saudita

14 October 2026 at 11:38
Posição das forças xiitas que controlam o Iémen foi transmitida pelo porta-voz militar Yahya Sarea, num comunicado em que se referiu ao uso de "um grande número de mísseis balísticos e de drones".

© YAHYA ARHAB/EPA

As unidades houthis declararam que as operações contra o território saudita vão continuar nos próximos dias, visando aeroportos e instalações petrolíferas

Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes 

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Aumentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espetáculos e exposições, é a principal expectativa dos brasileiros em relação às políticas públicas de cultura, segundo a pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos próximos governantes.

O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso. 

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Os dados revelam que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por mês, R$ 100 com cultura. Outro fator é o medo da violência. 

"Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros", diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso. 

"Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escolaridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da subjetividade individual ou mesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso", acrescenta. 

Demandas 

Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que um terço da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas.

São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos existentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%.

Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%) pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%).

"Os dados indicam que existem caminhos para avançar, tanto no que se refere à importância de fortalecer e ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas, quanto na própria expectativa e entendimento da população sobre o direito cultural, uma vez que 32% da população dizem não saber que o acesso à cultura está garantido na Constituição e 27% afirmam não saber o que significa ter direito à cultura", ressalta Cardoso. 

Acesso à cultura

O acesso à cultura é direito de toda a população brasileira, garantido na Constituição Federal. Os resultados da pesquisa mostram que a maioria das pessoas (68%) sabe disso.

Apesar de garantido, esse acesso é desigual - 97% dos entrevistados das classes A e B participaram de alguma atividade cultural presencial nos últimos 12 meses, como ir a shows, a museus, teatros, cinema, entre outros.

Já entre as pessoas das classes D e E, esse percentual caiu para 82%.

Em algumas das atividades pesquisadas, essa diferença cai ainda mais. Segundo o levantamento, por exemplo, 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses e apenas 18% das classes D e E fizeram isso, uma diferença de 45 pontos percentuais.

Um terço dos entrevistados (33%) disse que sequer há a opção de equipamentos culturais na região onde moram.

Cultura é cara

O preço, tanto com deslocamento, quanto com ingresso, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participarem de atividades culturais presencialmente. Esse fator foi apontado por 35% dos entrevistados.

Entre os que declararam ter gastos com atividades culturais presenciais, 46% dizem gastar mensalmente até R$ 100 com cultura.

Outros 14% gastam entre R$ 101 e R$ 150; 15% desembolsam entre R$ 151 e R$ 200; e 8% declaram desembolso superior a R$ 400.

Falta de segurança

De acordo com o levantamento, a insegurança e a violência aparecem em segundo lugar (30%) como fatores que desmotivam ou desanimam os entrevistados a realizar atividades culturais presenciais, seguida por disponibilidade de horário (23%), cansaço e desânimo (21%), distância dos eventos (19%), lotação (19%) e falta de transporte (16%).

O medo de assaltos ou furtos na região dos eventos culturais é apontado por 47% dos entrevistados. Falta de policiamento nas proximidades dos espaços culturais é mencionada por 43%. Riscos de furtos ou assaltos no trajeto foram mencionados por 29%.

A violência contra as mulheres ou assédio nos espaços culturais é outro fator relevante. A questão foi apontada por 27%. O índice avançou 6 pontos percentuais frente aos 21% verificados no levantamento anterior. A preocupação é manifestada por 38% das mulheres e por 14% dos homens. 

Sobre a pesquisa

A 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais foi feita pelo Observatório Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha.  Participaram homens e mulheres de 16 a 65 anos, das classes A, B, C e D/E, residentes em todas as regiões brasileiras. Foram realizadas 2.448 entrevistas presenciais e individuais em 137 municípios, entre 7 e 20 de julho de 2026.

Quando il dottor Google ci manda dal medico

14 October 2026 at 09:20

Cercare online informazioni sulla propria salute può aiutare a comprendere meglio sintomi e malattie. Può però anche alimentare preoccupazioni e aumentare il ricorso ai servizi sanitari. I dati europei mostrano le due facce del paziente digitale.

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Campi Flegrei, decreto da oltre un miliardo: commissario per 10 anni e mutui sospesi

14 October 2026 at 08:28

Il Consiglio dei ministri ha approvato martedì 13 ottobre 2026 un nuovo decreto-legge sui Campi Flegrei. Il provvedimento introduce una struttura commissariale dedicata alla gestione degli interventi legati al fenomeno bradisismico e stanzia oltre un miliardo di euro nell’arco di dieci anni. Ad annunciare il via libera è stato il presidente della Regione Campania, Roberto Fico, che ha collegato il decreto alle interlocuzioni istituzionali portate avanti nelle scorse settimane con il governo. La misura punta a definire un quadro più stabile per coordinare interventi, programmazione e procedure a tutela dei cittadini e degli edifici dell’area flegrea.

Campi Flegrei, il decreto istituisce commissario di 10 anni

La principale novità è l’istituzione di una struttura commissariale della durata di dieci anni. La guida sarà affidata al presidente della Regione Campania. La struttura avrà il compito di coordinare gli interventi sugli immobili danneggiati e sulle attività di riqualificazione del patrimonio edilizio pubblico e privato.

Il modello indicato prende come riferimento l’esperienza della ricostruzione del Centro Italia, considerata utile per organizzare le procedure di riparazione e messa in sicurezza degli edifici. L’obiettivo è rendere più ordinata la gestione delle risorse e degli interventi necessari in un territorio interessato da continue criticità legate al bradisismo.

Contributi per case e sospensione mutui

Il decreto prevede contributi fino a 30mila euro per gli interventi di pronto ripristino. Sono previsti anche contributi fino al 100% per la riduzione della vulnerabilità degli edifici. L’accesso sarà modulato in base all’Isee, quindi tenendo conto della situazione economica dei nuclei interessati.Le misure riguardano sia gli immobili privati sia il patrimonio pubblico, con l’obiettivo di intervenire sulle strutture danneggiate e ridurre i rischi per le abitazioni.

Tra le misure annunciate rientra anche la sospensione di alcuni adempimenti fiscali. Il ministro per la Protezione civile e le Politiche del mare, Nello Musumeci, ha spiegato: “Abbiamo previsto anche la sospensione dei tributi e dei contributi dal 31 luglio al 30 novembre del 2026, la sospensione dei mutui dal 31 luglio 2026 al 31 dicembre 2027”. Secondo il ministro, si tratta di alcune delle richieste emerse dal territorio durante il confronto istituzionale, anche in prefettura a Napoli. Musumeci ha aggiunto che altre richieste potranno rientrare nei poteri del commissario, che potrà adottare iniziative autonome nei limiti previsti.

Proroga dei contratti di locazione

Il decreto interviene anche sui contratti di affitto delle famiglie coinvolte. Musumeci ha indicato “un dato importante: la proroga di due anni dei contratti di locazione a uso abitativo”. La proroga riguarda i contratti in scadenza tra ottobre 2026 e ottobre 2027, in favore delle famiglie con reddito inferiore a 28mila euro, purché non sia presente un titolo esecutivo. Per i nuclei interessati, la misura punta a garantire una maggiore stabilità abitativa durante la fase di gestione degli interventi e delle criticità collegate al bradisismo.

Le parole di Roberto Fico

Roberto Fico ha sottolineato che il decreto nasce anche dal lavoro istituzionale svolto nelle scorse settimane e ha aggiunto: “Si lavorerà per migliorare e rendere nel tempo progressivamente più rapide ed efficaci le procedure necessarie alle opere di pronto ripristino e di riparazione”. Sui contributi alle imprese, il ministro Musumeci ha spiegato che saranno valutati di volta in volta dal commissario con provvedimenti autonomi, nei limiti delle disponibilità finanziarie. Il presidente della Regione Campania ha chiuso con un impegno rivolto ai residenti dell’area: “Non lasceremo mai soli i cittadini dei Campi Flegrei”.

Energia e competitività. Quale menù per il prossimo Consiglio europeo

13 October 2026 at 16:42

Sono quattro gli argomenti che verranno trattati nel prossimo Consiglio europeo del 15 e 16 ottobre: competitività, energia, guerre, migranti. Giorgia Meloni, Friedrich Merz e Bart De Wever chiedono ad António Costa, in vista del Consiglio, di assumere una serie di iniziative concrete. Troppo forti le preoccupazioni dei singoli paesi sulla situazione internazionale che impatta sulle economie, oltre al fatto che esiste l’esigenza reale di tutta l’Ue di vedere un’accelerazione su comparti nevralgici come la competitività e su una crisi dagli esiti ancora incerti, come quella energetica legata alla situazione nel golfo.

Nella missiva rivolta al Presidente del Consiglio europeo, il Presidente del Consiglio, il Cancelliere tedesco e il Primo Ministro belga, dopo la riunione del gruppo informale degli “Amici della competitività” della scorsa settimana, invitano a approfondire tre strade. Ovvero: una corsia preferenziale per accelerare gli investimenti in settori prioritari, a partire da energia e digitalizzazione; un freno contro nuovi oneri burocratici; una riduzione generalizzata degli obblighi di ‘reporting’ Ue, soprattutto per le Pmi. Inoltre si fa specifico riferimento al collegamento tra semplificazione, caro energia e competitività industriale.

Il tema energetico è connesso alla cosiddetta tabella di marcia “One Europe, One Market” agli elevati prezzi dell’energia e agli squilibri macroeconomici globali, in particolare con la Cina. Si attendono a questo proposito “misure a breve termine”, come ad esempio la possibilità che il Consiglio europeo chieda alla Commissione di presentare ulteriori misure senza dimenticare la connessione con il macro tema dei rapporti con la Cina, visto e considerato che la scorsa settimana nella plenaria di Strasburgo è stata votata una risoluzione che inasprisce i meccanismi di difesa delle industrie europee rispetto all’invasività di super players esterni. Al secondo posto delle analisi ci sarà il cosiddetto dossier “difesa e sicurezza” legato a tre criticità: gli attacchi ibridi russi in Europa e la relativa risposta dell’Ue, la situazione in Medio Oriente con lo status quo in Libano, Iran, Gaza e Cisgiordania, e la criticità nello Yemen, dove la situazione “si è estesa e aggravata”.

Ma non è tutto, perché il consiglio analizzerà anche il dossier migranti e la gestione delle crisi migratorie nella consapevolezza che, come ammesso da un funzionario Ue, “il numero di ingressi irregolari nell’Ue è in costante calo da cinque anni cosa che dimostra che le misure adottate dall’Unione per contrastare tali ingressi sono efficaci e stanno funzionando”. Infine il tema dell’allargamento e delle riforme, con particolare attenzione al Montenegro, che è l’unico candidato che vede vicino il traguardo visto che il relativo trattato di adesione è in fase di elaborazione. Andranno quindi valutate le clausole di salvaguardia con le relative conseguenze.

A proposito di bilanci e prossimo Quadro finanziario pluriennale va segnalata la posizione della presidente del Parlamento europeo Roberta Metsola secondo cui “non possiamo fare di più con meno, se vogliamo che l’Europa ottenga risultati concreti, deve disporre del necessario sostegno finanziario”, per cui “dobbiamo garantire che le priorità che stiamo realizzando – quelle che i cittadini ci chiedono di portare avanti – siano accompagnate dai finanziamenti adeguati”.

Houthis ameaçam atacar Riade se coligação bombardear Sanaa

13 October 2026 at 16:16
A ameaça surgiu pouco depois de a coligação liderada pela Arábia Saudita anunciar que irá "em breve" pedir aos civis para abandonarem uma zona de Sanaa, controlada pelos houthis antes de uma operação.

© YAHYA ARHAB/EPA

Os rebeldes huthis do Iémen ameaçaram esta terça-feira lançar uma resposta "severa e dolorosa" contra Riade se a coligação liderada pela Arábia Saudita concretizar a anunciada operação militar contra a capital iemenita

Portugal desaconselha voos para Arábia Saudita após ataques

13 October 2026 at 15:09
Ministério dos Negócios Estrangeiros apela à comunidade portuguesa para evitar deslocações não essenciais e para se manter atenta às orientações e instruções das autoridades locais.

© José Goulao/LUSA

O Ministério dos Negócios Estrangeiros apela à comunidade portuguesa para evitar deslocações não essenciais e para se manter atenta às orientações e instruções das autoridades locais

Alertas públicos suspensos antes do maior ataque dos Houthis

13 October 2026 at 15:03
Autoridades sauditas interromperam alertas públicos sobre ataques durante duas semanas. Não divulgaram avisos antes de os Houthis atingirem o aeroporto de Riade no sábado.

© Photothek via Getty Images

Os alertas de ataques à população só foram retomados esta segunda-feira

O gesto que "ultrapassou" o golo: CR7 beija símbolo saudita

13 October 2026 at 13:33
Num jogo que teve o seu arranque adiado pelo ataque dos houtis a Riade, Al Nassr conseguiu primeira vitória na Champions asiática com um golo de Ronaldo mas houve outro momento que "marcou" a noite.

Ronaldo beijou o símbolo saudita num dia em que Riade foi alvo de um ataque dos houtis (o que atrasou início do jogo em mais de uma hora)

Lavoro agile, quando la priorità fa la differenza

13 October 2026 at 09:26

In vari paesi a chi ha responsabilità di cura viene riconosciuta una priorità di accesso al lavoro da remoto. Dove ci sono le condizioni organizzative e tecnologiche per utilizzare effettivamente la flessibilità, il reddito delle madri aumenta.

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Comunidade Intermunicipal edita livro que “é uma viagem inédita” à essência do Douro

13 October 2026 at 10:02

VTM

A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro edita o livro Douro Intenso, uma obra contemporânea sobre a região na sua diversidade, do rio aos seus afluentes, da paisagem Património Mundial ao que raramente se revela.

Entre o ensaio e o álbum, o livro reúne fotografia de 35 autores, a maioria de percurso reconhecido nas áreas do fotojornalismo e da fotografia de autor, propondo uma nova forma de apresentar e promover o território, aproximando a sua linguagem à dos grandes livros de viagem, cultura e arte, num registo de rigor e de leveza a um só tempo. A concepção e direção editorial é da responsabilidade da Greengrape, empresa especializada na comunicação e organização de eventos, nas áreas da gastronomia e vinhos.

Em formato generoso e capa dura, no clássico género do ‘coffee table book’, este objeto editorial de forte identidade, original na literatura da região, divide-se em dois capítulos, Essência Douro e Além Douro, propondo, nas suas 204 páginas, um olhar sobre a região que o rio Douro e os seus afluentes abarcam.

“Como um coração que se ramifica em afluentes de boa saúde, o Douro é também gastronomia e produtos agrícolas, património e cultura, pessoas”, comenta o presidente da CIM Douro, João Gonçalves. Esta Comunidade Intermunicipal “está a trilhar esse caminho”, acrescenta: “Queremos deixar um legado para que as novas gerações possam criar valor no Douro, tecer essa teia de valorização dos nossos ativos. Preservar o património é importante, mas o património só é economicamente poderoso quando continua a ser produzido, consumido e remunerado”.

Essa é também a lógica que atravessa o livro, contrariar a ideia de que o Douro “é vinho e o resto é paisagem”, refere ainda o presidente da CIM Douro: “O tomate coração de boi, a amêndoa do Douro Superior, a castanha de Sernancelhe, a maçã de Armamar ou os produtos de Carrazeda de Ansiães e Moimenta da Beira podem fazer, pela via da gastronomia e da bioeconomia local, muito mais pelo desenvolvimento da região do que geralmente se supõe”. É essa sofisticação simples, feita de tradição, de horta e de mesa, que o livro procura também registar.

Com edição em português e inglês (3000 unidades em cada língua), o livro Douro Intenso será distribuído pelos hotéis e unidades de enoturismo da região, bem como junto de parceiros nacionais e internacionais na divulgação e promoção do Douro.

A CIM Douro – Comunidade Intermunicipal do Douro integra 19 municípios da região duriense: Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real. Tem como propósitos impulsionar o desenvolvimento sustentável, a coesão e a competividade económica do território. Localizada numa região de beleza singular e marcada pelo património da UNESCO, a CIM Douro procura valorizar a identidade duriense, atrair visitantes e investidores e elevar a qualidade de vida de quem habita na região.

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Arábia Saudita intercepta três mísseis lançados por houthis

13 October 2026 at 08:26
Coligação militar anti-houthis refere que "um míssil balístico lançado pela milícia terrorista" contra a capital, Riade, foi intercetado e destruído assim como outros que tinham como alvo o sudoeste.

© YAHYA ARHAB/EPA

Os houthis, apoiados pelo Irão, denunciaram, por seu lado, na véspera, a morte de pelo menos nove civis — entre os quais cinco crianças — em ataques aéreos sauditas

Houthis voltam a atacar Riade e atrasam jogo do Al-Nassr

13 October 2026 at 00:08
Houthis dizem que atacaram aeroporto de Riade, mas autoridades sauditas garantem que míssil basílico foi interceptado. Ataque levou jogo de Al-Nassr na Champions Asiática ser adiado uma hora.

© Getty Images

Chiamate dall’estero mascherate da italiane: Agcom sanziona due società per 822.500 euro

12 October 2026 at 15:52

La telefonata arriva dall’estero, ma sul display compare un numero italiano, studiato apposta per convincerci a rispondere. Ecco spiegato in modo semplice il meccanismo dello spoofing, dietro il quale si nascondono generalmente chiamate commerciali irregolari (quando non vere e proprie truffe).

A tutela degli utenti, l’Agcom ha presentato il conto a due società: Retelit Digital Services e Tekmind. Le sanzioni, sommate, raggiungono gli 822.500 euro. Il motivo? Non aver attuato i controlli previsti sull’uso delle numerazioni telefoniche. Un passo importante nella battaglia contro questa pratica.

La multa dell’Agcom

Le sanzioni sono state adottate il 23 settembre e ammontano nel dettaglio a 700mila euro per Retelit Digital Services e a 122.500 euro per Tekmind. L’Agcom contesta alle due società di non aver messo in pratica delle misure di controllo sull’uso delle numerazioni.

I provvedimenti arrivano dopo un’attività di vigilanza avviata nel novembre 2025 sulla base di numerose segnalazioni. Al centro ci sono gli obblighi degli assegnatari dei numeri telefonici:

  • verificare la correttezza delle numerazioni usate dai call center;
  • verificare l’eventuale generazione tramite spoofing;
  • gestire con diligenza le numerazioni assegnate, a presidio dell’intera filiera.

I numeri del blocco

Per riuscire a contrastare il fenomeno, fastidioso e pericoloso, l’Agcom ha imposto agli operatori dei filtri sulle chiamate internazionali, che si presentano con numerazioni italiane. I risultati sono stati di fatto consistenti.

Nei primi 8 mesi del 2026, infatti, sono state bloccate circa 191 milioni di chiamate dall’estero con numero italiano contraffatto o non conforme agli standard. Si parla di quasi 790mila al giorno, ovvero il 7,2% del traffico internazionale.

La fetta più importante riguarda i cellulari, con 148 milioni di chiamate fermate, il 49% di quelle dall’estero con numero mobile italiano. Altre 38 milioni mostravano un fisso nazionale e 4,6 milioni numerazioni irregolari. Il dato più netto emerge però dal confronto con il periodo precedente all’estensione del blocco ai numeri mobili, scattata il 19 novembre 2025.

Le chiamate dall’estero con cellulare italiano sono calate del 95%, da 26,8 a 1,2 milioni al giorno, mentre l’intero traffico internazionale è sceso da 34 a 11 milioni di chiamate quotidiane. Un risultato utile anche soltanto per il risparmio di tempo di milioni di cittadini.

La replica di Retelit

In una nota ufficiale, Retelit ha spiegato la propria posizione:

Si tratta di un provvedimento inatteso, nell’esito e nell’entità, su cui l’azienda si riserva le opportune valutazioni», si legge. La società precisa inoltre «di non svolgere né commissionare alcuna attività di telemarketing via call center per la vendita dei propri servizi.

Si spiega inoltre che, in qualità di operatore di telecomunicazioni, l’attività “si limita alla sola cessione in uso ad altri operatori telefonici autorizzati di numerazioni telefoniche”. Tutto ciò lascia ovviamente la strada aperta a eventuali ricorsi.

Ortopedia, allarme in Italia: carenza di specialisti, lunghe liste d’attesa e fuga nel privato

12 October 2026 at 14:04

Sempre meno specialisti nella sanità pubblica. È questo il principale grido d’allarme che emerge dal Trauma Meeting di Otodi, la società scientifica degli ortopedici e traumatologi ospedalieri, che ha riunito a Riccione oltre 2500 persone.
Lo ha ribadito Marco Mugnaini, presidente di Otodi e primario del reparto di Ortopedia e traumatologia dell’Ospedale Santa Maria Annunziata di Firenze, che ha recentemente ricordato in un’intervista a LaSalute di LaPresse come il nodo principale dell’assistenza sia rappresentato dalla crescente difficoltà ad attrarre i giovani specialisti verso il Servizio sanitario nazionale.

Insomma: si fa fatica a reperire ortopedici per gli ospedali, con un lavoro che appare sempre meno attrattivo per i giovani. Ed allora? Allora bisogna cercare di risolvere questa ed altre “fratture complesse” della sanità.

In cerca di specialisti

Una delle fratture complesse, forse la più importante, è quello della carenza del capitale umano.

“Da tempo abbiamo già evidenziato fortemente questo problema. ANAAO ASSOMED lo ha ribadito recentemente: per la prima volta il numero dei camici bianchi in fuga del SSN è superiore a quello di chi va in pensione. Dato ancora più evidente per la categoria degli ortopedici incentivata per vari motivi a lasciare gli ospedali pubblici per scegliere le strutture private convenzionate”

commenta Mugnaini.

A detta degli specialisti, questo è il principale problema da affrontare per tentare di trovare qualche possibilità di soluzione, magari partendo proprio dall’immissione di nuove risorse nel Sistema Sanitario Nazionale come elemento di base, in presenza però di un disegno programmatico su come investirle.
In questo senso, a detta del presidente Mugnaini, occorre anche snellire molte pratiche burocratiche che richiedono tempo allo specialista.

“Come ortopedici parliamo spesso di sintesi e riduzione: dalle fratture puntiamo a farlo anche sul fattore tempo. Purtroppo, gran parte del nostro tempo viene assorbito per attività amministrative e burocratiche sicuramente importanti ma mai quanto quelle mediche, cliniche e chirurgiche che partono dall’ascolto del paziente alla prima visita. Questo si traduce in utilizzo non profittevole delle risorse umane già insufficienti”

segnala Mugnaini.

Proposta operativa? Dagli esperti emerge la necessità di “parlare un linguaggio unico” tra i vari sistemi di gestione dati degli ospedali: stiamo studiando un applicativo con intelligenza artificiale capace di ridurre notevolmente il tempo non clinico, aumentando le performance di interi reparti.

Liste d’attesa e organizzazione

La traumatologia è un focus importante della professione degli specialisti riuniti a Riccione. Ma nella pratica, all’interno delle corsie ospedaliere, il modello organizzativo rischia di farsi farraginoso per la necessità di trattare pazienti ortopedici in elezione. Ad esempio pensate in questo senso a chi programma un intervento di protesi per una patologia degenerativa dell’anca del ginocchio o della spalla.

“Capita purtroppo spesso che interventi preordinati di protesi vengano posticipati per l’arrivo di casi di trauma da trattare in urgenza. Questo si traduce inevitabilmente in allungamento delle liste di attesa ed in diverse regioni italiane in fuga dei pazienti in altre regioni nel privato, (convenzionato e non), con aumento della mobilità passiva. Sappiamo bene che nessuno al momento ha la bacchetta magica ma ci proponiamo come interlocutori con il decisore politico per raccontare ed attuare soluzioni strategiche che già abbiamo “in pancia” nella nostra società scientifica”

fa notare Mugnaini.

Il Premio Nobel per l’Economia agli americani Robert E. Hall e Michael Woodford

12 October 2026 at 11:21

Il premio Nobel per l’Economia 2026 va agli economisti statunitensi Robert E. Hall e Michael Woodford. Il Nobel è stato assegnato per il loro lavoro sulle “fondamenti microeconomici della stabilizzazione macroeconomica”, ha dichiarato l’Accademia Reale Svedese delle Scienze di Stoccolma.

I due ricercatori sono stati premiati sia per il significato scientifico dei loro contributi alla comprensione dei fenomeni economici, sia per l’influenza che tali contributi hanno avuto sulle politiche pubbliche globali.

Entrambi sono docenti di Economia: Hall è nato nel 1943 in California e insegna all’università di Stanford; Woodford è nato in Massachusetts nel 1955 e insegna alla Columbia di New York. Entrambi hanno studiato al MIT, il Massachusetts Institute of Technology, la più prestigiosa università al mondo per gli studi scientifici.

Le motivazioni del Premio

L’Accademia Reale Svedese delle Scienze ha spiegato che l’economia è caratterizzata da alternanze di fasi di recessione e di espansione. Da quando l’economista John Maynard Keynes ha lanciato le sue teorie quasi un secolo fa, le politiche di stabilizzazione sono state importanti per affrontare queste fluttuazioni. Durante le recessioni, l’economia viene stimolata riducendo i tassi di interesse e aumentando il deficit di bilancio, mentre si dovrebbe agire in senso opposto per rallentare un’economia in forte espansione.

Tuttavia, durante le crisi petrolifere degli anni ’70, sembrò che i modelli keynesiani che regolano quando e come le misure debbano essere implementate non funzionassero più. Non ridussero la disoccupazione, ma portarono invece a un’inflazione incontrollata. Molti ritenevano che la politica di stabilizzazione avesse causato più danni che benefici e che dovesse essere abbandonata

Robert E. Hall e Michael Woodford hanno ricevuto il Premio Nobel per le scienze economiche per aver dimostrato come i modelli economici possano essere ricostruiti per rivitalizzare le politiche di stabilizzazione. Invece di basare i modelli su legami statistici tra variabili macroeconomiche, come inflazione, produzione e consumo, hanno scelto di costruirli su una base microeconomica. Ciò implica comprendere in che modo l’insieme delle singole famiglie e imprese influenzi l’economia attraverso le proprie azioni.

Un elemento centrale di questi modelli è che famiglie e imprese guardano al futuro quando prendono decisioni in merito a risparmi o prezzi dei prodotti. Quando governi e banche centrali comunicano i loro piani di politica economica, possono influenzare questa visione del futuro e indirizzare l’economia nella giusta direzione. I nuovi modelli si sono rivelati estremamente utili per affrontare le recessioni economiche che ci hanno colpito.

“Il lavoro dei premiati ci ha fornito una solida base teorica per i modelli oggi utilizzati da banche centrali e governi di tutto il mondo. Grazie a essi, siamo meglio attrezzati per gestire gli shock economici, come le crisi energetiche o le improvvise variazioni nei consumi delle famiglie”

ha detto John Hassler, presidente del Comitato per il Premio in Scienze Economiche.

Quanto vale il Premio Nobel

Il Premio della Banca di Svezia per le scienze economiche non è tecnicamente un Nobel come gli altri, ma un premio della Banca di Svezia per le scienze economiche dedicato alla memoria di Alfred Nobel. L’anno scorso è stato assegnato al francese Philippe Aghion, al canadese Peter Howitt e all’americano-israeliano Joel Mokyr per il loro lavoro sull’impatto dell’innovazione sulla crescita economica.

Come gli altri premi Nobel, quello per l’economia consiste in un diploma, una medaglia d’oro e un assegno di 12 milioni di corone svedesi pari a circa 1,06 milioni di euro. I vincitori riceveranno i loro premi durante cerimonie ufficiali il 10 dicembre, anniversario della morte di Alfred Nobel, a Stoccolma, ad eccezione del Nobel per la Pace che viene consegnato a Oslo.

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