Agente de IA apagou a temporada inteira de um reality show sueco
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A professora Manuela Isidro, do Grupo Disciplinar 300 da Escola Secundária de Olhão, participou, entre 4 e 10 de outubro, numa formação internacional em Split, na Croácia, no âmbito do programa Erasmus+.
Promovida pelo Platform21 – Teacher Training Centre, a ação centrou-se na utilização da inteligência artificial (IA) em contexto educativo, com destaque para a diferenciação pedagógica e a criação de estratégias de aprendizagem adaptadas às necessidades de cada aluno.
Ao longo da semana, os participantes experimentaram ferramentas digitais como Diffit, Wayground, Brisk Teaching, MagicSchool e CapCut, que ajudam a preparar aulas, adaptar recursos e criar conteúdos interativos. O programa incluiu ainda atividades sobre pensamento crítico, criatividade e trabalho colaborativo.
Outro dos pontos altos foi a abordagem a práticas de apoio a alunos com necessidades educativas especiais, complementada por uma visita a uma sala sensorial, um espaço pensado para promover a regulação emocional e a aprendizagem destes alunos.
Saliente-se que a mobilidade permitiu à docente conhecer novas metodologias de ensino e partilhar experiências com profissionais da educação de diferentes países. Os conhecimentos adquiridos poderão agora ser aplicados na escola, contribuindo para diversificar as práticas pedagógicas e promover uma aprendizagem mais inclusiva.
Importa ainda destacar que este tipo de participação insere-se no objetivo do reforço na formação contínua dos professores e acompanhamento à crescente integração das tecnologias digitais no ensino.
Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem.
“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.
A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.
“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado.
Entre as perguntas estão:
A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população.
"A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico", avalia Beatriz.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo.
As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.
“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.
Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.
“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.
Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.
“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”.
“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.
A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.
“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.
“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.
O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento.
Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.
As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica.



Mais de metade das publicações publicitárias analisadas pela #Pub nas redes sociais não estava corretamente identificada. Para combater a falta de transparência no marketing de influência, o projeto sem fins lucrativos lançou uma plataforma que recorre à inteligência artificial (IA) para detetar potenciais infrações no Instagram e no TikTok, alertar influenciadores e facilitar denúncias por parte dos consumidores.
A ferramenta monitoriza diariamente uma amostra aleatória de mais de mil perfis de influenciadores portugueses e classifica as publicações como potencialmente publicitárias, devidamente identificadas ou de natureza orgânica, avança a plataforma. Os primeiros resultados, relativos a 2.113 publicações de 780 influenciadores, apontam para uma taxa de 52,7% de publicidade não corretamente identificada, segundo os dados da #Pub, sustentados por 484 votações de utilizadores.
Nesta fase inicial, foram alertados 147 perfis para possíveis incumprimentos e terão sido apresentadas 40 denúncias à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).
A plataforma permite consultar os conteúdos analisados, contestar as classificações, contactar diretamente os influenciadores e denunciar situações potencialmente irregulares. Mantém também um histórico dos perfis monitorizados, que poderá ajudar as marcas a avaliar as práticas de identificação publicitária dos criadores de conteúdos com quem colaboram.
“O objetivo da plataforma é diminuir o número de publicações publicitárias não identificadas nas redes sociais através do awareness criado pelos avisos aos perfis de influencers e pela facilidade de denúncia para os consumidores”, explica citado em comunicado Diogo Abrantes da Silva, fundador da #Pub – Hashtag Pub e embaixador do Pacto Climático Europeu.
O responsável considera que, apesar da maturação do mercado português de marketing de influência, persistem problemas na identificação dos conteúdos comerciais. “A publicidade não identificada é imoral para os consumidores”, afirma, defendendo que as relações de proximidade estabelecidas entre influenciadores e seguidores podem dificultar a distinção entre recomendações genuínas e mensagens publicitárias.
A monitorização abrange influenciadores que trabalham em Portugal e têm mais de 30 mil seguidores, sendo possível sugerir novos perfis para análise. Além da plataforma, a #Pub publica diariamente na sua conta de Instagram alertas dirigidos a influenciadores e marcas sobre possíveis situações de incumprimento.
O projeto disponibiliza ainda o código-fonte em regime open source, permitindo a sua utilização e adaptação por terceiros.
A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, informou hoje que os sete países mais desenvolvidos (G7) vão realizar exercícios de defesa contra ciberataques impulsionados por Inteligência Artificial (IA).
Durante uma reunião com os restantes responsáveis pelas finanças e pelos bancos centrais do G7, Satsuki Katayama expressou as preocupações do Japão relativamente à “gestão dos riscos que a IA acarreta”.
A responsável explicou, depois numa conferência de imprensa, que os países do G7 “decidiram realizar simulações a este respeito”, uma decisão que caracterizou como um “avanço importante” dos países do G7 (Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Japão).
O Japão tem vindo a registar uma onda de ciberataques a empresas de vários setores que resultaram na fuga de dados de milhões de pessoas.
Ainda não foi confirmado se estão relacionados com a utilização de ferramentas de IA, mas meios de comunicação e especialistas afirmam que é provável que os atacantes tenham utilizado agentes com esta tecnologia.
Em paralelo, a Coreia do Sul também tem registado vários incidentes relacionados informações de empresas financeiras e bancos, que segundo as autoridades sul-coreanas, poderão ter sido realizados com IA.


© FACEBOOK / HANDOUT/EPA
O anúncio foi feito pela ministra japonesa, Satsuki Katayama. A medida surge na sequência de um aumento de ciberataques e fugas de dados registados no Japão e na Coreia do Sul.

La defensa del siglo XXI ha dejado de centrarse solo en la protección física de infraestructuras militares, más aun cuando España es el segundo país que más ataques de ciberseguridad recibe del mundo en campañas de secuestro de datos, según ha advertido el teniente general Miguel Ivorra, Director General de Estrategia e Innovación de la industria de Defensa del Ministerio de Defensa, en el noveno Congreso Internacional de Inteligencia Artificial organizado por El Independiente.
"Donde hay infraestructura crítica hay valor, y donde hay valor hay interés donde se quiere hacer daño", aseguró Ivorra, y es por eso que "la defensa debe centrarse en la protección de sus fronteras, pero también en blindar sus infraestructuras físicas y digitales", ya que "el entorno estratégico actual es más volátil más incierto, más complejo y más competitivo". Para ello, es exigible obtener "inversiones sostenidas y competitivas además de resilientes, contando con activos propios para mantenerlas y desarrollarlas". Más aun cuando el hecho de dominar la IA "ofrece una ventaja tanto en la defensa como en el ataque".
Pero es que Ivorra advierte, conocedor del papel que puede tener la IA en el plano militar, "todo lo que decidamos hacer con la inteligencia artificial va a ser amplificado por ella misma". De este modo, "una IA bien dirigida multiplica nuestra capacidad de proteger infraestructuras críticas, de anticipar riesgos, de generar empleo cualificado y de consolidar cohesión territorial. Ahora bien, una IA mal dirigida o ignorada, amplifica las brechas, la dependencia y la vulnerabilidad". Pero con una IA bien dirigida, como señala Ivorra, en el Ministerio de Defensa "está cambiando la manera en que anticipamos los riesgos, detectamos anomalías, mantenemos nuestros activos y protegemos sistemas".
Y para desarrollar la IA, "una pieza clave de los futuros sistemas de las que estarán compuestas nuestras fuerzas armadas", es imprescindible "cooperar y ser soberanos, ya que estos no son conceptos antónimos". El objetivo es tener "capacidad de fabricar, integrar y probarla", es decir, "para "ser soberanos tecnológicamente sin necesitar de terceros".
Para ello, el Teniente general asegura que "la autonomía estratégica de un país no comienza cuando se obtiene un producto final. Empieza mucho antes en los centros formativos donde cursan estudios nuestros jóvenes. En una laboratorio, en los centros de investigación y en los hubs, en nuestras pequeñas y medianas empresas y en las startups". La integración de la educación y la industria en el desarrollo de la tecnología es esencial porque "la inteligencia artificial representa un salto cualitativo en el mando y control, en la ciberdefensa y en la simulación de la defensa".
Por otra parte, el desarrollo tecnológico, asegura Ivorra, "no solo persigue únicamente la modernización de capacidades de nuestras Fuerzas Armadas. También persigue el fortalecimiento de una base industrial que es para a la vez, garantía de seguridad, de empleo cualificado, de cohesión territorial y de progreso económico".



"La revolución de la IA va a saltar por delante y no nos vamos a dar cuenta". Así de tajante se muestra Antonio Miguel Carmona, Presidente de Advance Microsystems QS, Consejero de Air China y profesor de la Universidad de Beijing, cuando habla del papel de España y Europa en la Inteligencia Artificial. Principalmente ve a España por detrás del resto de países en el desarrollo de la IA porque "no tenemos centros de datos suficientes y estamos regulando para no ponerlos nunca".
Afincado en China, Carmona conoce a la perfección cómo Pekín se está empleando para, en algún momento, superar a Estados Unidos en el desarrollo de la IA. "El partido lo está perdiendo China con EEUU, pero Pekín va a terminar ganando en los modelos abiertos y en la relación calidad-precio", advierte, mientras que en el terreno español se muestra crítico: "Somos un país muy atrasado y tenemos que coger el ritmo".
Por parte de las administraciones públicas, Rosalía Machín, Comandante de la Guardia Civil, Jefatura de Transformación Digital y Ciberseguridad, advierte de un dato que preocupa: un tercio de las denuncias que se presentan en la Guardia Civil son en el ámbito digital. La Comandante, que destacó el término de "resiliencia operativa" como uno de los principales ejes del papel de la IA en la Guardia Civil, asegura que "estamos en una nueva revolución industrial", y es por eso que para el cuerpo su centro de trabajo no es solo la seguridad física, sino también "la seguridad en el ámbito digital".
En la misma mesa redonda, también se tuvo la oportunidad de conocer el lado más humano que necesita la IA. Para ello, Jesús Avezuela, Director General de la Fundación Pablo VI, tomó como base de su argumento la encíclica del papa León XIV, Magnifica Humanitas: "la tecnología es la fuente del progreso y es la fuente de que cada vez seamos mejores como sociedad, pero al mismo tiempo para ser mejores, la persona tiene que estar en el centro".
Además, puntualizó la idea de que la Iglesia no está en contra de la tecnología, "ya que nos hará mejores", pero sí advirtió que "cada ciudadano tiene la posibilidad de elegir la lógica del poder y la fuerza o la lógica del cuidado, de la empatía y de la paz".
En la tercera mesa, titulada Infraestructuras inteligentes para la sostenibilidad de recursos esenciales y moderada por Eduardo Pascual, Secretario autonómico de Innovación, Conselleria de Industria, Innovación, Turismo y Comercio, los ponentes compartieron los casos de aplicación de la IA dentro de Iberdrola y Veolia y el Conselleria de Industria, Innovación, Turismo y Comercio
Noticia en ampliación...



En El Independiente siempre hemos creído en la capacidad de la Inteligencia Artificial para cambiar las cosas. Cuando hicimos el Primer Congreso en Alicante, hace ya nueve años, parecíamos unos frikis, pero ahora todo el mundo utiliza la Inteligencia Artificial, desde los estudiantes, a los jubilados; ingenieros, abogados, y, por supuesto, los periodistas la usamos a diario. Ahora es normal escuchar en el tren una conversación que concluye con un definitivo: "Se lo voy a preguntar a Chatgpt".
Lo dije hace unos años en este foro: la IA supone una revolución de mayor alcance incluso que internet. Estamos ante un cambio tan profundo que no adivinamos siquiera hasta dónde nos puede llevar. Tanto en el desarrollo del conocimiento, como en los peligros que conlleva el uso de una herramienta tan poderosa.
Ahora nos enfrentamos a dos tipos de miedos. Uno financiero y otro que tiene que ver con la seguridad.
Recuerdo que un día, cuando estábamos cerrando la lista de participantes en este Congreso, me llamó Antonio Miguel Carmona y me preguntó: "¿Has visto los resultados de Anthropic?". Estamos hablando de una de las estrellas a escala global de la IA, cuya valoración para una próxima OPV se estima en 2 billones de dólares. Pues bien, en 2025, Anthropic tuvo unas ventas de sólo 4.600 millones y unas pérdidas de 42.000 millones. La valoración actual de la compañía se aproxima al billón de dólares. ¿Valen tanto dinero estas empresas o se está creando en torno a ellas una burbuja especulativa?
Yo diría que el miedo a los problemas de seguridad de la IA es real, pero se está exagerando para ocultar el temor al estallido de la burbuja en torno a las empresas punteras de IA. Tengan en cuenta que Nvidia, por ejemplo, vale en bolsa 5,5 billones de dólares, más de dos veces y media del valor del PIB de España, y más que el PIB de cualquier país, a excepción de EEUU y de China.
Durante el mes de septiembre, algunos zares de la IA, como Dario Amodei (Anthropic), Ellon Musk o Sam Altman {Open Al), abogaron por poner freno al desarrollo de la Inteligencia Artificial. Hay que avanzar más despacio, advirtieron, porque necesitamos dar mayores garantías de seguridad.
Sin embargo, Donald Trump terció en el debate afirmando: "Quien gane la batalla de la IA, gana". El presidente de Estados Unidos sitúa esa carrera en el plano netamente geopolítico, una competición directa con China por la supremacía mundial. En ese planteamiento coincide plenamente con Kai-Fu Lee, que afirmó en 2021, durante su participación en el Congreso de IA de Alicante, que la competencia por el liderazgo tecnológico se decide casi exclusivamente en los avances en la Inteligencia Artificial.
Creo que no hay que ponerle puertas al campo, pero hay que ser prudentes. Defender la industria del automóvil no está reñido con estar a favor de los límites de velocidad en carretera.
En este sentido me preocupa Europa, siempre pendiente de la regulación, pero todavía muy lejos del lugar que le correspondería en la carrera global entre EEUU y China.
Me llama la atención que los países europeos sigan siendo tan ingenuos respecto al papel de la IA en el plano político. La semana pasada, el primer ministro británico, Andy Burnham, afirmó que, sin ninguna duda, Rusia había interferido en el referéndum sobre el Brexit de hace diez años. Por su parte, el canciller alemán Friedrich Merz dijo estar convencido de que el ascenso de Alternativa por Alemania tiene que ver con el apoyo que recibe del Kremlin.
¿Están nuestros sistemas de seguridad y nuestros servicios secretos preparados para evitar una acción directa de una potencia extranjera en los procesos electorales? Veo muy preocupados a los partidos políticos por estimar el impacto de la ley de nietos en las próximas elecciones, pero no he escuchado a nadie hablar sobre el peligro de una injerencia no deseada.
La Inteligencia Artificial no está presente en el debate político, ni siquiera en su posible influencia en el resultado electoral
Es más, en esta precampaña que ya se ha iniciado, ningún partido está poniendo sobre la mesa el papel de la IA y su impacto en la productividad y el empleo.
El gobierno –lo ocupe quien lo ocupe– debe ser consciente de que nuestro futuro va a depender en gran medida de la incorporación de la IA a nuestro sistema productivo y a nuestra vida cotidiana.
Para mí, el mayor peligro de la IA no es que una máquina nos pueda ganar jugando al ajedrez o al tenis, sino que se pueda convertirse en una herramienta capaz de alterar la soberanía popular, la democracia, sin que seamos conscientes de ello.

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR
Pela decisão, o Facebook, uma das redes sociais operadas pela Meta, deve abster-se de reduzir a distribuição de publicações, impedir recomendações ou restringir resultados de busca. A Meta controla também Instagram e WhatsApp. A decisão determina tratamento igualitário entre as candidaturas e prevê medidas contra restrições desiguais.
A decisão foi proferida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informar ao TSE que comandos para geração de imagens de inteligência artificial não permitiam gerar imagens de Lula. Contudo, a criação de imagens relacionadas ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) está liberada.
Na decisão, o ministro ressaltou que as medidas determinadas por ele não alcançam o conteúdo de opiniões manifestadas pelos usuários das redes sociais e devem ser aplicadas igualmente às candidaturas de Lula e Flávio.
“Estão presentes, portanto, a probabilidade do direito, nos limites das medidas a seguir, e o perigo de dano, evidenciado pela proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026, e pelo início, em 22 de outubro de 2026, dos períodos em que a lei veda a publicação de novos conteúdos sintéticos e o impulsionamento de propaganda eleitoral. Eventual falha nesse intervalo não poderá ser reparada após o pleito”, justificou o ministro.
IA
Sobre as falhas na geração de conteúdos de inteligência artificial de Lula, Belizze disse que não há provas de que a Meta agiu para barrar conteúdos favoráveis a Lula.
“Ao menos em exame preliminar, verifica-se que a ferramenta de controle de prompts desenvolvida pela representada apresentou falha. Não há, contudo, elementos que permitam afirmar que essa falha tenha decorrido de critério deliberado ou que o episódio tenha se repetido de forma sistemática”, completou.
Outro lado
Após o PT denunciar as falhas, Meta declarou que a recomendação de candidatos foi proibida, conforme determinação do TSE. A plataforma também informou que tomou medidas adicionais para restringir as recomendações.
“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmou a empresa.

© ANTÓNIO COTRIM/LUSA