Benjamin Moser e os judeus que se opuseram ao sionismo

© Universal Images Group via Getty

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El 75.º aniversario del Premio Planeta se ha celebrado por todo lo alto con la elección de Isabel Allende como flamante ganadora en una velada literaria celebrada esta noche en la Fira de Barcelona que ha contado con la presencia de los reyes de España. En una fecha especial para el grupo multimedia, el premio que nació en 1952 recae en una firma con peso en la literatura como es el de Allende, tras años en los que los nombres de los autores estaban muy vinculados a los canales del grupo como Juan del Val y Sonsoles Ónega. Nombres que contrastaban con una tradición literaria con autores como Ana María Matute, Camilo José Cela, Mario Vargas Llosa o Eduardo Mendoza y que levantaron sonadas críticas. El finalista, Sergio Hernández, guionista y autor de manga se estrena con una novela y se convierte en una apuesta de la editorial para llegar a nuevos públicos.
Isabel Allende se ha alzado con el premio con la novela La hora antes del alba, una novela sobre una joven torturada bajo la dictadura que tendrá que sanar tanto las heridas de su traumática experiencia como las de su país. Allende ha recibido el premio visiblemente emocionada ante la gran ovación del público presente. "Nunca me había presentado a un concurso, era un desafío tan peligroso como casarse a los ochenta años".
La autora ha desvelado que la novela es la secuela de La casa de los espíritus que publicó hace 45 años. Una historia que se ha animado a escribir en este momento ante el crecimiento de los nacionalismo extremos y el fascismo, ha asegurado.
"Es una novela que se gestó en cuarenta años preguntándome por la vida de Alba", ha destacado la escritura. "En Chile la democracia se terminó en horas. Alba es un víctima de la dictadura pero pertenece a una familia muy especial con espíritus", afirma. La autora asegura que no es una continuación en sentido estricto sino una "una novela que cierra el universo de La casa de los espíritus, pero que puede ser leída de manera independiente".
Nacida en 1942, Isabel Allende dio sus primeros pasos en el periodismo en Chile. El golpe de Estado de 1973 la empujó al exilio en Venezuela, donde concibió su ópera prima y éxito superventas internacional La casa de los espíritus (1982). Una novela que inauguró una narrativa marcada por la memoria colectiva de América Latina y la lucha por el espacio de la mujer en el continente.
A lo largo de cuatro décadas, sus libros ha transitado por la novela histórica, la autoficción, el relato breve y la narrativa juvenil, con títulos como De amor y de sombra, Eva Luna, Paula, Hija de la fortuna o la más reciente Violeta que se han llegado a convertir en coleccionables de kiosko. Reconocida con el Premio Nacional de Literatura de Chile (2010) y la Medalla Presidencial de la Libertad en EE. UU. (2014), la autora compagina su labor literaria con la Fundación Isabel Allende, dedicada a la protección de mujeres y niñas en situación de vulnerabilidad.
"Yo empecé a escribir en pleno boom latinoamericano hace 45 años. Ahora vivo en EE.UU y me he vuelto más concisa, más directa en mi forma de escribir y en lo que leo", destacó en la rueda de prensa. La escritora sensible con las realidades sociales que hay en cada momento, asegura las tiene que reflejar en sus novelas.
El finalista de esta edición es Sergio Hernández Carrasco que se ha destacado por una novela de ficción histórica en la que la trama gira en torno al intento de asesinato de Antonio Machado. La añoranza es una novela protagonizada por la poesía y el exilio. Hernández es autor valenciano de varias novelas gráficas de manga y esta es su primera obra de narrativa. Se dio a conocer en el panorama del cómic con Backhome (Planeta Cómic, 2020). Una obra, ilustrada por Toni Caballero y publicada inicialmente en la revista Planeta Manga, dio el salto internacional tras traducirse al francés y al italiano. "Mi padre ha sido librero y sé lo que significa este premio", ha dicho un emocionado Hernández. " La añoranza es una novela que me ha transformado al escribirla a mí y a mi idea del país en el que vivimos", ha destacado.
O escritor e jornalista Joaquim Letria morreu hoje, aos 82 anos, em sua casa, disse à Lusa fonte familiar.
O jornalista encontrava-se há ja algum tempo debilitado, mas não estava doente, acrescentou a mesma fonte.
Nascido a 08 de novembro de 1943, em Lisboa, filiou-se, aos 16 anos, no Partido Comunista Português, desvinculando-se em outubro de 1968, após a invasão de Praga.
Começou a carreira de jornalista em 1963, no Diário de Lisboa. Foi repórter internacional da agência The Associated Press e correspondente da Deutsche-Presse Agentur até 1970.
Mudou-se para Londres depois de ter sido selecionado para a BBC, regressando a Portugal em 1974 para dirigir a informação da RTP pós 25 de Abril.
Fez parte da equipa criadora do Expresso, concebeu e fundou O Jornal, o Tal & Qual e a revista Sábado. Também foi autor e apresentador de múltiplos programas de rádio e televisão, presidente do Sindicato dos Jornalistas e porta-voz do Presidente da República General Ramalho Eanes.
Com Lusa
O conteúdo Morreu o jornalista e escritor Joaquim Letria aparece primeiro em O MINHO.

O livro “Memórias de um Museu, um contributo para a História do Museu Nogueira da Silva”, de Helena Trindade, é lançado no sábado, às 17:00, nesta unidade cultural da Universidade do Minho, sita na Avenida Central, em Braga.
A apresentação da obra cabe à professora Laura Castro, que foi vice-presidente do Património Cultural, I.P. e diretora regional de Cultura do Norte. A entrada é livre.
De acordo com a UMinho, “a publicação, lançada no cinquentenário da morte de António Nogueira da Silva (1901-1976), regista quase meio século de atividade deste museu que nasceu do seu generoso legado à UMinho. Mais do que um registo histórico, o volume de 310 páginas reúne olhares, memórias e documentos que revelam a transformação do espaço, a riqueza artística das suas coleções, a ação cultural e a ligação à comunidade, permitindo preservar e projetar o legado para as próximas gerações, explica a autora, que trabalhou quatro décadas nesta casa”.
O Museu Nogueira da Silva possui um emblemático jardim e coleções de pintura, escultura, mobiliário, vidro, tapeçaria, tecido, ourivesaria e porcelana, que constituíam o recheio da casa da família Nogueira da Silva, num edifício projetado por Rodrigues Lima. Possui peças únicas dos séculos XV a XX, algumas delas presentes em exposições como a “Europália” na Bélgica, “Encompassing the Globe” nos EUA ou em instituições como o Museu Nacional de Arte Antiga e o Museu da Presidência.
Tem ainda um Centro de Documentação Fotográfica com valiosos arquivos, um espaço evocativo da escritora Maria Ondina Braga (1922-2003), uma casa de chá no jardim, além de galerias e auditórios onde acolhe as mais diversas manifestações culturais, como concertos de jazz e música clássica, ações infantojuvenis e mostras de arte contemporânea. Está integrado na Rede Portuguesa de Museus, na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea e é parceiro de associações como a ASPA, a Encontros da Imagem e o Sindicato da Poesia, entre outros.
O conteúdo Braga: Livro assinala meio século do Museu Nogueira da Silva aparece primeiro em O MINHO.
O professor Pedro Morgado, da Escola de Medicina da Universidade do Minho (EMUM), vai lançar o seu livro “A sociedade ansiosa” no próximo sábado, às 18:30, na Livraria Centésima Página, em Braga. A entrada é livre.
A apresentação da obra estará a cargo de Tiago Brandão Rodrigues, ex-ministro da Educação, e de Felisbela Lopes, professora do Instituto de Ciências Sociais da UMinho.
“Uma em cada três pessoas enfrentará pelo menos uma perturbação de ansiedade ao longo da vida. Num mundo demasiado rápido e exigente para a nossa biologia, o cérebro nem sempre distingue o perigo real de um falso alarme, gerando ansiedade, que é uma proteção moldada pela evolução natural”, explica a UMinho, em comunicado enviado às redações.
No volume de 212 páginas editado pela Ideias de Ler, o psiquiatra Pedro Morgado explora, à luz da ciência, a ansiedade e o seu papel na vida atual, mostrando que compreendê-la é o primeiro passo para evitar que nos controle e que ser feliz não é viver sem ansiedade, mas aprender a viver com ela.

“Numa era em que até o descanso tem de ser instagramável, Pedro Morgado faz a conta à tirania das múltiplas exigências da sociedade moderna – do trabalho, da família, das redes, da aparência, do relógio – que o corpo e a mente é que pagam… para acabar de vez com a retórica culpabilizadora da autoajuda”, definiu a economista Susana Peralta.
“Mais do que simplesmente documentar a realidade de uma humanidade ansiosa, este livro mergulha no problema e investiga-o de dentro para fora”, comentou também o conhecido neurocientista António Damásio.
A sessão na Centésima Página insere-se no ciclo “3 Dias, 2 Encontros Sobre Saúde Mental”, do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da UMinho.
O programa prossegue naquela livraria esta quinta-feira, às 18:30, com a exibição-debate da curta-metragem “Sometimes I think about dying”, de Stefanie Abel Horowitz; e no dia 31, às 18:30, há uma conversa sobre a experiência psicótica a partir da obra “O papel de parede amarelo”, com Matilde Gomes, Afonso Fernandes e Teresa Tomaz.
O livro “A sociedade ansiosa” vai ser ainda apresentado pelo autor esta sexta-feira, às 21:30, na Biblioteca Municipal de Paredes de Coura.
Pedro Morgado nasceu em Bragança, em 1983, e fez a formação superior em Braga, onde vive. É coordenador regional de Saúde Mental do Norte, psiquiatra e coordenador da Unidade de Perturbações Obsessivo-Compulsivas do Hospital de Braga, professor de Psiquiatria e Comunicação Clínica na EMUM, além de investigador no ICVS e no Centro Clínico Académico de Braga. Foi distinguido pela FLAD e pelo Colégio Europeu de Neuropsicofarmacologia, entre outros prémios científicos, e é (co)autor de mais de cem publicações na área, incluindo os livros “Manual de Tratamento da Ansiedade”, “Casos Clínicos em Psiquiatria e Saúde Mental” e “Competências de Comunicação na Relação Clínica”.
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A partir de viagens por Portugal, arquivos e relatos, o escritor reconstrói trajetórias de personagens negros pouco conhecidos. A jornada também se cruza com a história da migração cabo-verdiana para Lisboa e com a trajetória do próprio escritor.
O escritor está no Rio de Janeiro para participar do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ), no centro da capital fluminense, às 17h30 desta quarta-feira (14).
Autor de seis romances, traduzidos em várias línguas, Arena escreveu Siríaco e Mister Charles, vencedor do Prémio Oceanos de Literatura, na categoria Prosa, em 2023. Atualmente, reside em Cabo Verde, na cidade de Praia.
Com o tema “Romance histórico: onde a realidade encontra a ficção”, o encontro gratuito propõe uma conversa sobre memória, pertencimento, identidade e as marcas do passado colonial que permanecem no presente.
A partir da obra de Arena, o evento busca aproximar experiências históricas e culturais de Cabo Verde e do Brasil, dois países atravessados por deslocamentos populacionais, encontros entre diferentes culturas e pelas relações entre África e Europa.
O autor conta que Debaixo da nossa pele fala da miscigenação e da circulação dos povos da África para a Europa. O público poderá perceber semelhanças com a formação do Brasil.
“Debaixo da nossa pele fala dessa condição humana de deslocamento das pessoas de um país a outro, levadas por questões econômicas, sociais e políticas. O livro faz essa síntese, pois a circulação continua ainda hoje, é positiva, abre oportunidades de novas janelas de vida para muitas pessoas”, diz Arena.
Para o escritor, a história tem um poder atrativo mais forte do que o presente.
“Sou levado a encontrar, no meio dos fatos históricos, os vazios. São esses vazios que eu pretendo preencher através da minha ficção. Aproveito episódios verídicos que são muito inspiradores para que nós imaginemos uma personagem. Fico com vontade de saber mais, senão eu invento a personagem”, afirma o autor.
Arena conheceu a literatura brasileira aos 12 anos, com a obra de Jorge Amado. Ele se identificou com o livro Meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos, que também fez parte da sua formação. Para ele, foi uma porta de entrada de uma literatura que não era portuguesa, europeia nem africana.
“Nós, das antigas colônias portuguesas, recebemos a literatura brasileira como uma janela para um mundo muito semelhante ao nosso".
"Jorge Amado, com sua Bahia, está na formação de muitos autores lusófonos na África. Depois, vamos crescendo e encontrando Guimarães Rosa, José Lins do Rêgo, Graciliano Ramos. O romance da década de 30 fala dos retirantes, da seca. É uma realidade muito próxima da nossa”, diz Arena.
O autor acredita que um clube de leitura é um reduto onde se mantém ainda uma magia e em que se ouve falar de invenções.
“Há um pacto do autor com o público. O escritor sabe que o que ele inventou não existiu. O leitor sabe que o romance saiu da imaginação. Isso cada vez mais num mundo acelerado, com redes sociais, com streamings”.

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