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Governo ‘dá’ 667 milhões aos municípios do Minho: Guimarães é quem mais recebe

12 October 2026 at 16:05

Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.

De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).

No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.

Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).

No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.

Distrito de Braga

Amares – 15.472.638 euros

Barcelos – 67.430.659 euros

Braga – 69.847.301 euros

Cabeceiras de Basto – 18.095.387 euros

Celorico de Basto – 20.663.455 euros

Esposende – 17.478.545 euros

Fafe – 35.793.572 euros

Guimarães – 75-661.898 euros

Póvoa de Lanhoso – 17.123.023 euros

Terras de Bouro – 13.095.503 euros

Vieira do Minho – 14.698.923 euros

Vila Nova de Famalicão – 59.355.925 euros

Vila Verde – 34.784.838 euros

Vizela – 14.125.160 euros

Total – 473.626.827 euros

Distrito de Viana do Castelo

Arcos de Valdevez – 26.517.721 euros

Caminha – 12.699.506 euros

Melgaço – 12.855.327 euros

Monção – 18.027.381 euros

Paredes de Coura – 12.996.839 euros

Ponte da Barca – 14.202.199 euros

Ponte de Lima – 32.224.516 euros

Valença – 12.492.641 euros

Viana do Castelo – 39.246.384 euros

Vila Nova de Cerveira – 12.183.265 euros

Total: 193.445.779 euros

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Artigo sobre importância da escuta vale distinção internacional a investigador da UMinho

12 October 2026 at 15:26

Luís Miguel Loureiro, investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, foi distinguido pela International Listening Association (ILA) como autor do melhor artigo publicado em 2025 na International Journal of Listening, a principal revista científica mundial de estudos sobre Escuta, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a academia minhota explica que o argumento central do artigo laureado desenvolve-se a partir da noção de que, no ecossistema comunicacional contemporâneo, a Escuta se torna, não só, essencial à própria existência da comunicação, mas um imperativo ético, uma vez que a saturação ruidosa do visível, a velocidade e o frenesim da experiência social encapsulam o indivíduo e constituem um bloqueio a uma comunicação que produza significado, diferença e relação com o outro.

O prémio foi atribuído pela primeira vez nos quase 40 anos da International Journal of Listening, editada pela ILA e que faz parte do vasto portefólio de revistas científicas do grupo Routledge/Taylor & Francis. A revista integra o nível mais elevado de indexação Scopus, encontrando-se no primeiro quartil da escala global de referenciação, na área da Comunicação – um dos indicadores mais utilizados na medição da qualidade da ciência produzida à escala global.

O júri do conselho editorial da International Journal of Listening – formado por 40 investigadores de universidades espalhadas pelos cinco continentes, das Américas à Europa, da Oceânia à Ásia e a África – avaliou todos os trabalhos do último ano nesta publicação, destacando “Toward an Understanding of Listening as Ethics”, de Luís Miguel Loureiro, “pelo contributo inovador no avanço da pesquisa em Escuta”.

Ruído bloqueia compreensão da diferença e do outro

O artigo parte da teoria dos sistemas do sociólogo Niklas Luhmann e de duas experiências de silêncio e de ruído, para propor que, num mundo comunicacionalmente afundado no ruído, na intensidade e na aceleração, as práticas de Escuta se tornam decisivas para a própria comunicação. “O problema não é apenas som e informação em demasia, mas um ambiente que fecha o sujeito na sua subjetividade e bloqueia o acesso ao significado dos acontecimentos e à diferença”, nota Luís Miguel Loureiro.

“Escutar deixa de ser um mero complemento da comunicação, para se transformar num ato decisivo, criador da própria instância comunicacional, por isso, um ato com profundas consequências éticas, sociais e políticas, no qual o sujeito-ouvinte é, verdadeiramente um sujeito político, um sujeito de ação ligado ao mundo e ao outro”, diz o autor, citado no comunicado.

Biografia

Luís Miguel Loureiro tem 57 anos e é natural da Gafanha da Nazaré, no distrito de Aveiro. Inicialmente licenciado em Bioquímica, em Coimbra, em 1992, concluiria, vinte anos depois, o doutoramento em Ciências da Comunicação, na UMinho, onde é atualmente professor no Departamento de Ciências da Comunicação do Instituto de Ciências Sociais, sendo diretor da licenciatura em Ciências da Comunicação. Acumula estas funções com as de investigador integrado do CECS e membro da equipa de coordenação do Barómetro para a Qualidade da Informação da UMinho.

Além do trabalho recente na área dos estudos da Escuta, os seus interesses de investigação têm vindo a desenvolver-se em torno da interseção entre jornalismo de guerra e propaganda, ativismo em rede e cultura visual.

Antes da carreira académica, foi jornalista durante três décadas, fundando a Rádio Terra Nova, na Gafanha da Nazaré, e passando depois pelas redações da Rádio Nova, da Rádio Comercial e, principalmente, da RTP, onde foi grande repórter e jornalista de investigação premiado (UNESCO, AMI, SPA). Para manter a ligação ao jornalismo, passou este ano a dirigir, pro-bono, o novo jornal digital De Norte a Sul.

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Construtora de Caminha ganha obra de quase meio milhão de euros em Cerveira

12 October 2026 at 11:26

A Câmara de Vila Nova de Cerveira adjudicou à Engigreen, Unipessoal Lda, construtora sediada em Caminha, a obra de requalificação do Centro Escolar de Covas pelo valor de 442.954 euros (mais IVA).

Segundo o contrato público publicado no portal Base.gov, hoje consultado por O MINHO, o prazo de execução é de 180 dias.

A empreitada de requalificação global do Centro Escolar de Covas será paga com 370 mil euros contemplados no orçamento municipal de 2026 e o valor restante no do próximo ano.

“A adjudicação é feita pelo valor de 442.954,92 euros, a que acresce o IVA à taxa legal em vigor. O
encargo resultante do presente contrato, no montante de 469.532,22 euros, com o compromisso n.º 1304/2026, de acordo com o previsto no n.º 3 do artigo 5.º da LCPA, na importância de 369.756,62 pelo orçamento do ano de 2026 e no valor de 99.775,60 euros pelo orçamento do ano de 2027 e pela seguinte rubrica da classificação económica do orçamento do Município de Vila Nova de Cerveira, que apresenta a dotação disponível de € 370.265,00 (trezentos e setenta mil e duzentos e sessenta e cinco euros) e de € 100.000,00 (cem mil euros), respetivamente”, pode ler-se no contrato.

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