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Normal view

Latino voters helped put Trump back in the White House. What's their next move?

The path to a U.S. House majority runs through heavily Latino districts in states such as Arizona, Colorado and Texas, where Democrats are counting on disaffected Trump supporters to swing back their way.

Outrage after Meta suspends No Kings Instagram account during protests

18 October 2026 at 20:00

‘Meta owes us an explanation,’ group says as organizers fear censorship after account goes dark for several hours

The coalition leaders behind nationwide pro-democracy protests that have drawn millions of Americans to the streets in recent years were frustrated when its Instagram account was temporarily shut down during its latest demonstration on Saturday.

The No Kings movement’s account went dark for several hours while protests focused on increasing early voter turnout were underway, sparking censorship fears.

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© Photograph: Madison Swart/AP

© Photograph: Madison Swart/AP

© Photograph: Madison Swart/AP

Eleitor sem biometria pode votar no segundo turno das eleições

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O cadastro biométrico na Justiça Eleitoral não é obrigatório para o exercício do voto. O eleitor que não tiver a biometria cadastrada ou tiver problemas no reconhecimento da biometria dentro da seção eleitoral, poderá votar também no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25) de outubro.

A coleta da biometria foi feita até dia 6 de maio, quando o cadastro eleitoral foi fechado. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não tem biometria cadastrada por diferentes razões.

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Vale destacar que a identificação biométrica não é adotada nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil.

Para que serve

Todas as seções eleitorais do Brasil contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas.

Ter a biometria cadastrada facilita a identificação do eleitor na hora da votação. Para os eleitores que têm biometria cadastrada, a identificação é feita antes da liberação do voto, por meio da impressão digital. 

Identificação do eleitor

Se a pessoa tiver as digitais coletadas no cadastro biométrico, o sistema eletrônico poderá realizar até quatro tentativas de validação.

Se a identificação não for confirmada nas quatro tentativas, o mesário perguntará a data de nascimento do eleitor para garantir o exercício do voto.

Caso o eleitor não tenha o cadastro biométrico, a confirmação da identidade do eleitor é feita com um documento oficial com foto, como a Carteira de Identidade Nacional ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Coleta e segurança da biometria

A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitor de forma única.

Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a captura e armazenamento das impressões digitais, da assinatura do cidadão e da fotografia digital. O antigo título de eleitor não trazia a foto do cidadão.

Além de dar mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes, diz o TSE.

Habitualmente, a biometria é captada no momento do alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção dos eleitores que se cadastram no exterior, e pelo eleitor antigo que precisa atualizar algum dado pessoal.

A biometria é obrigatória para realizar qualquer operação eleitoral, como o tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral para outra cidade ou revisar dados pessoais (mudar o nome ou o estado civil, por exemplo).

Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado

 

Termina neste domingo prazo escolher idioma da prova do Enem 2026

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Termina neste domingo (18) o prazo para que os candidatos inscritos automaticamente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 selecionem o idioma de preferência para a prova de língua estrangeira. As opções são inglês ou espanhol e a escolha deve ser feita na Página do Participante.

Pela primeira vez, o exame nacional contou com inscrição automática para estudantes concluintes do ensino médio na rede pública com o objetivo de aumentar a participação desse público no exame.

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De acordo com a retificação do Edital nº 64/2026 do Enem, se o participante nessas condições perder o prazo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará a prova de inglês, e o participante não poderá alterar a opção.

A prova de língua estrangeira conta com cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.

Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.

Questionário socioeconômico

O participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.

Para preencher o questionário socioeconômico do Enem 2026, o candidato também deve acessar a Página do Participante do exame. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.

O formulário online, com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, mapeia a realidade social, econômica e educacional dos participantes.

Os dados fornecidos não podem ser alterados.

Somente após preencher o questionário socioeconômico, o candidato terá acesso à informação sobre seu local de prova.

Provas

As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.

O primeiro dia do Enem terá duração de cinco horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.

No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão cinco horas para fazer as provas.

Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Enem 2026

Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.

Pela primeira vez, além de promover o acesso ao ensino superior, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

 

Brasileiros participam de ato pró-Lula em Lisboa neste domingo (18)

18 October 2026 at 16:24

Brasileiros que moram em Portugal participaram, neste domingo (18), de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A mobilização "Caminhada pela Virada", como está sendo chamada, contou com a presença do cantor pernambucano Alceu Valença.

Com cartazes em defesa da democracia, da Amazônia e contra a entrega de recursos naturais aos Estados Unidos, o grupo se concentrou às 10h30 de Lisboa (6h30 de Brasília) na histórica Praça Luís de Camões.

Priscilla Aguiar/Cortesia
Alceu Valença participou de ato pró-Lula em Lisboa - Priscilla Aguiar/Cortesia

O ato seguiu em caminhada às 11h30 de Lisboa (7h30 de Brasília) em direção a Ribeira das Naus, sendo embalado pelo grupo de Maracatu Baque do Tejo.

Com 26.401 votos, Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL) em Portugal, o segundo maior colégio eleitoral brasileiro na Europa, no primeiro turno. O senador recebeu 19.412 votos.

© Priscilla Aguiar/Cortesia

Brasileiros participaram de ato em apoio a reeleição do presidente Lula, neste domingo (18), pelas ruas de Lisboa

No crew, a cargo bed, and pontoons: Ukraine’s MAT1LDA robot is built to cross water with 400 kg

18 October 2026 at 17:19

crew cargo bed pontoons ukraine’s mat1lda robot built cross water 400 kg · post amphibious ground video tencore амфібійний нрк у вод ukraine news ukrainian reports

Ukrainian company Nodrics has developed MAT1LDA, an eight-wheeled amphibious ground robot that can carry supplies across water, swamps, and rough terrain, robot-maker Tencore said, Ukrainian military outlet Militarnyi reported on 17 October. The machine joins Tencore’s new family of ground robots, which the company has also shown in the US.

Ukraine’s ground robots now haul supplies and evacuate wounded soldiers through zones where drones make every move deadly, and the Defense Ministry has launched its first competitive tender for them.

500 kg on land, 400 kg afloat

A petrol engine drives MAT1LDA’s eight wheels, and side pontoons keep it afloat, so it can cross water, marshland, and rough ground without preparation, Militarnyi said. Its makers claim it carries up to 500 kg on land and 400 kg on water, with a range of up to 160 km on land and 50 km on water.

Its open frame lets crews swap equipment quickly to suit the task, fitting cargo containers or evacuation stretchers.

Ukraine's Gyurza-2 armored vehicle. Source: The Ukrainian Defense Ministry
Explore further

Robots won’t replace armored vehicles, says Ukrainian company that builds both. It reveals one job they can’t do

Four robots, one system

MAT1LDA is part of the Tencore Ecosystem, which brings together four classes of ground robots for military and civilian work, Militarnyi reported earlier. Besides the amphibious eight-wheeler, it includes the tracked TerMIT, the wheeled TOR 4×4, and the TRAX Utility firefighting and rescue robot. The company says it has delivered more than 4,000 robots to Ukraine’s armed forces since the full-scale invasion, used across more than 50 brigades.

The amphibious MAT1LDA ground robot
The amphibious MAT1LDA ground robot. Photo: Tencore

Tencore calls it Ukraine’s first integrated ecosystem of its kind. Putting the platforms into one system is meant to make them easier to use, maintain, and fit with extra equipment. One of the first shared add-ons is AI KIT, a hardware and software module that lets a robot keep to its route or drive back on its own after losing contact with its operator.

Ground robots from Tencore, clockwise: TerMIT, 4×4 TOR, 8×8 MAT1LDA, and TRAX
Ground robots from Tencore, clockwise: TerMIT, 4×4 TOR, 8×8 MAT1LDA, and TRAX. Collage: Militarnyi

On show in Washington

Tencore displayed MAT1LDA carrying a TerMIT robot at the Association of the US Army’s annual trade show in Washington this month, Breaking Defense reported.

Other Ukrainian makers have built swimming ground robots too: one switches from land to water in seconds, and another can tow 10 tons, its maker says. In April, Tencore formed a joint venture with France’s Shark Robotics.

Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

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A preocupação com os rumos do país e com os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, impulsionou a retomada das ruas pelo movimento estudantil. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destaca o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos realizados pelo país e recupera a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional. Ela menciona a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, depois pelo impeachment de Fernando Collor e contra o governo de Jair Bolsonaro.

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“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, disse Bianca, citando a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, contrário à educação e que representa retrocesso na avaliação da entidade.

A dirigente também aponta os desafios concretos enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento, a necessidade de ampliar a assistência estudantil e garantir condições para que alunos de baixa renda permaneçam nos cursos.

Na entrevista, a presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca ainda a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral e defende que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, ressaltou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes socais de 54 dirigentes de sindicatos, movimento sociais e entidades estudantis, entre elas a UNE. 

Confira as principais propostas dos presidenciáveis para educação

Perfil

Estudante de letras do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a paulista de 25 anos, nascida em Itapevi e criada em Praia Grande, assumiu a presidência da UNE para o mandato de 2025–2027. 

Bianca Borges iniciou a trajetória no movimento estudantil aos 14 anos na Escola Técnica Estadual (Etec) de Praia Grande, onde ocupou o lugar de representante de sala e, junto com colegas, fundou um grêmio.

Formada em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2017, Bianca foi coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP e diretora-geral do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Ela presidiu ainda a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), na qual liderou a resistência às propostas do governador Tarcísio de Freitas de privatização e militarização do ensino público estadual. Além disso, integrou a Organização Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae).

Confira os principais trechos da entrevista com a presidente da UNE:

Agência Brasil: O que explica a decisão da UNE e de organizações estudantis de voltar às ruas neste momento? Quais acontecimentos impulsionaram essa mobilização?

Bianca Borges: Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco. A eleição do Flávio Bolsonaro representa a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, que é contra a educação, um governo de retirada de direitos e de retrocesso. Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim.

Nos levantamos na campanha O Petróleo É Nosso, em defesa da soberania e em defesa dos recursos naturais do Brasil. Enfrentamos a ditadura militar, construímos as Diretas, depois o Fora Collor, o Fora Temer, o Fora Bolsonaro. E agora a gente está na rua porque a eleição do presidente Lula representa, neste momento, algo indispensável para o futuro do Brasil como o país que a gente quer construir. O bolsonarismo não é um inimigo abstrato, é um inimigo muito concreto. A gente viveu quatro anos de enfrentamento sob esse governo e a gente não aceita que eles voltem ao poder.

Agência Brasil: Você avalia que há uma relação do momento atual com a Passeata dos 100 mil, realizada em 1968, durante a ditadura militar?

Bianca Borges: Com certeza. Nós, inclusive, tivemos um ato no centro do Rio de Janeiro, no dia 7 [de outubro de 2026], que foi muito bonito, da Candelária à Cinelândia. Alguns dos presentes, que fizeram parte de outras gerações do movimento estudantil e da política, disseram que havia ali tanta gente quanto na Passeata dos 100 mil. Nas nossas falas ali, reverenciamos esse momento, reverenciamos Edson Luís - um dos nossos mártires e símbolo da luta dos estudantes brasileiros contra o autoritarismo, pelos direitos, pela educação. É um momento em que a nossa indignação se converte nesses protestos que têm tomado o país.
 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 7/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula, no centro da cidade - Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quem está participando dos atos? A UNE percebe uma mudança no perfil dos estudantes mobilizados ou na disposição da juventude para participar da política?

Bianca Borges: Esse nosso levante começou pelas universidades. Logo na segunda-feira, depois da divulgação do resultado do primeiro turno, o primeiro ato foi na UFF [Universidade Federal Fluminense], em Niterói, que na verdade ia ser uma assembleia para os estudantes organizarem sua campanha de apoio ao presidente Lula, suas ações para virar voto, mas a coisa ganhou proporções. Apareceram mais de mil estudantes para a assembleia, ela não coube dentro do auditório da faculdade, então a turma saiu para rua. Na rua, mais milhares de pessoas se juntaram e nós vimos ali a primeira fagulha do que seria esse grande movimento que se desencadeou desde o domingo passado.

O protagonismo e a maioria dos estudantes são universitários, organizados pelos seus centros acadêmicos, pelos diretórios centrais de estudantes, mas também temos tido a feliz surpresa da iniciativa e mobilização dos estudantes secundaristas. Esse ato da Candelária que eu dizia, por exemplo, foi uma convocação inicialmente feita pelos estudantes do Colégio Pedro II, um colégio federal do Rio de Janeiro.

Os grêmios também têm se somado a esse processo. Para nós, é fundamental a gente unir forças e acredito que temos sido bem-sucedidos nisso e em demonstrar essa força nas ruas. Na terça-feira [13], aqui em Brasília, a gente fez uma manifestação muito grande, como há muito não se via nessa cidade, com a sua maioria de estudantes, mas agora com outros setores da sociedade, da classe trabalhadora se somando a nós e isso é imprescindível.

Agência Brasil: Quais são as principais reivindicações que mobilizam os estudantes hoje?

Bianca Borges: Pouco depois que [Jair] Bolsonaro assumiu o governo, em 2019, uma das primeiras medidas que ele apresentou para educação foi o Future-se. Era um projeto que nós considerávamos que atacava o caráter público da universidade e que desvirtuava a universidade pública como nós a conhecemos, formada por esse tripé ensino, pesquisa, extensão, que mantém a universidade como um espaço de pensamento crítico, um espaço de emancipação e também de formação acadêmica e profissional, mas com um papel que vai muito além disso.

A universidade tem um papel fundamental para a formação cidadã, para o engajamento político, inclusive. E essa turma [aliada a Jair Bolsonaro] sempre apontou seus canhões para as universidades. Nós já denunciávamos ali o que o futuro se representava.

As falas do [Jair] Bolsonaro chamando centros acadêmicos de ninho de rato, a nomeação de mais de 18 reitores interventores, ou seja, reitores que não ficaram em primeiro lugar na eleição pela comunidade universitária. Essas são algumas das manifestações dessa agenda antidemocrática na educação e que avança sobre os estudantes, coisas que nós já vivemos, já enfrentamos, mas não queremos ter que enfrentar novamente. É por isso que a gente está na rua pela virada com o presidente Lula.
 

Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil. Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil.
Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Museu da República, na capital federal - Foto: Walter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quais propostas e posições políticas de Flávio Bolsonaro levam a UNE a considerar que sua candidatura representa riscos para a democracia e os direitos sociais?

Bianca Borges: O Flávio pouco tem debatido a educação, porque esse não é o centro da preocupação deles. O centro da preocupação deles é privar as escolas e as universidades da possibilidade de desempenhar seu pleno papel como instituições de ensino. Mas, entre as medidas que já estão anunciadas, o “tesouraço” aos direitos sociais e à educação é algo que muito nos preocupa.

As nossas universidades sofrem por um subfinanciamento, que já se estende por mais de dez anos, que teve recomposições orçamentárias importantes neste último governo, mas corremos o risco de retroceder. O retrocesso no financiamento da universidade faz parte de um projeto de desmonte dela. Como a universidade vai desempenhar as suas atividades sem ter condições de pagar bolsas para os seus estudantes de baixa renda, sem ter laboratórios em boas condições?

Agência Brasil: Quais seriam as consequências para as universidades públicas e a assistência estudantil?

Bianca Borges: Uma das poucas coisas que o Flávio falou sobre a educação e sobre educação superior, especificamente, e uma das coisas mais polêmicas é a transferência da gestão das universidades federais. Ele tiraria do MEC [Ministério da Educação] e colocaria no MCTI, no Ministério da Ciência e Tecnologia, um ministério que tem um orçamento infinitamente inferior ao MEC. Ele anunciou essa medida dizendo que era necessário aproximar as universidades do setor produtivo.

Nós defendemos as universidades no centro de um projeto nacional de desenvolvimento, ou seja, nós achamos que elas precisam estar conectadas às demandas produtivas do país também. Mas, da maneira como ele coloca, está claro que ele quer uma universidade que trabalhe exclusivamente voltada aos interesses do mercado. E isso nós não aceitamos. A universidade brasileira é muito mais do que isso.

Agência Brasil: O que a UNE entende por fascismo no contexto brasileiro atual? Quais características do bolsonarismo justificam o uso desse termo?

Bianca Borges: O autoritarismo. E, por autoritarismo, eu quero dizer a deslegitimação da organização popular, das entidades que são representativas de setores populares, o desmonte da estrutura de participação social no governo federal - que foi retomada agora no governo do presidente Lula. A própria criminalização da organização política do movimento estudantil, o incentivo à violência política, que muitas vezes escalona e se torna violência física por parte dos seus asseclas, por parte dos seus apoiadores.

Desde que se iniciou essa mobilização nas nossas universidades, diversas universidades sofreram ameaças de incêndios criminosos através das redes sociais. Isso para nós é muito grave. A sede da União Nacional dos Estudantes na Praia do Flamengo foi incendiada no dia 1º de abril de 1964, no dia do golpe [que instaurou a ditadura militar no Brasil].

Tem dois incêndios na Universidade Federal de Pernambuco que estão sob apuração, a gente não pode afirmar se eles foram criminosos ou não, mas fato é que eles aconteceram depois do recebimento dessas ameaças pelas universidades e pelas entidades estudantis. Esses são exemplos bem evidentes do autoritarismo, do espírito antidemocrático, do fascismo que, infelizmente, é o instrumento dessa turma para chegar ao poder e para construir o Brasil em que eles acreditam.
 

São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE
Presidente da UNE, Bianca Borges - Foto: Karla Boughoff/UNE

Agência Brasil: Por que a UNE decidiu apoiar Lula?

Bianca Borges: O apoio ao presidente Lula, neste momento, representa a possibilidade de a gente barrar a chegada mais uma vez do bolsonarismo ao poder no Brasil. O bolsonarismo representa a violência política, o ódio, a antidemocracia, uma saída autoritária. Nós entendemos que a eleição do presidente Lula representa a possibilidade de seguir fortalecendo a democracia brasileira e seguir fortalecendo a nossa soberania.

O projeto do Flávio, além de fascista, é um projeto completamente entreguista. Ele já falou que colocará sua equipe de transição e seu governo a serviço dos Estados Unidos, já anunciou que quer entregar para o Trump e para as mineradoras americanas as nossas terras raras, que são o petróleo do século 21, como nós temos dito. Esse é um projeto em que nós não acreditamos. Nós acreditamos no fortalecimento de um Brasil democrático e soberano.

Agência Brasil: O que está em jogo nessa eleição para os estudantes e por que a entidade considera esse apoio necessário, embora haja críticas ao governo Lula?

Bianca Borges: Nós avançamos muito nos últimos anos, queremos avançar mais, mas sabemos que esses avanços só serão possíveis sob o governo Lula - dado o cenário a que a gente chegou agora na porta do segundo turno das eleições -, porque é um governo que acredita na educação e que ampliou de maneira sem precedentes na história as universidades federais, os institutos federais, as oportunidades de acesso ao ensino superior.

Contradições existem nesse processo, mas fato é que o governo Lula foi o que mais avançou na educação brasileira, especialmente na educação superior. E é por isso que nós acreditamos que o caminho para avançar é por aí. Sob um governo Flávio, a gente sequer teria legitimidade para protestar, para reivindicar por aquilo que a gente acredita.

Agência Brasil: Que compromissos ainda faltam em relação às universidades, à assistência estudantil e à permanência dos alunos?

Bianca Borges: A consolidação do Plano Nacional de Assistência Estudantil com orçamento robusto, porque existem hoje na universidade brasileira muitos estudantes de baixa renda que enfrentam imensa dificuldade para conseguir permanecer e estudam com dificuldade. [Defendemos] mais investimentos nas universidades públicas como um todo, tanto federais, mas nós temos defendido e estamos apoiando uma proposta de emenda constitucional na Câmara para que as universidades estaduais também recebam repasses do governo federal, para que tenham essa possibilidade de financiamento.

Nas universidades estaduais do Brasil, de um modo geral, existe um um subfinanciamento que é ainda mais grave. [Defendemos] avanços como a efetivação do investimento de 10% do PIB na educação pública, e uma maior fiscalização do ensino superior privado para garantir a sua qualidade.

Agência Brasil: O que a UNE diria aos jovens que não se identificam com nenhum dos candidatos e não acreditam que a política institucional seja capaz de responder às suas necessidades?

Bianca Borges: Esse tem sido nosso principal desafio: encantar os que não estão encantados com a política e com as possibilidades que se colocam. Eu acho que de maneira justa existem muitas insatisfações entre a juventude, mas o caminho para a gente efetivar os direitos é participar de uma luta coletiva.

[Precisamos] ver qual é o governo que teve compromisso em abraçar bandeiras populares, como é o fim da escala de 6x1, para melhorar a vida da classe trabalhadora, qual é o governo que criou o Pé-de-Meia para ajudar os estudantes que ainda estão no ensino médio, qual é o governo que deixa um legado de transformações para juventude. Tem gerações que se desconectaram disso, porque são gerações já posteriores, mas pense só o que era a universidade brasileira há 20 ou 30 anos. A gente tinha uma universidade muito mais restrita do que a gente tem hoje.

Só foi possível [ampliar o acesso] porque tivemos governos que apostaram que os estudantes mais pobres poderiam acessar a universidade brasileira. Eu coloco a universidade e educação aqui com centralidade nessa resposta, porque é o nosso principal passaporte para o futuro, para uma vida mais digna. Em um país como o Brasil, a educação ainda é sinônimo de dignidade, de poder viver uma vida melhor, proporcionar uma vida melhor para nossa família.

A educação para nós é central, mas a juventude também está muito ligada nas lutas da classe trabalhadora. A pauta pelo fim da escala 6x1 contagiou a sociedade, contagiou muito a juventude.

Agência Brasil: Como a UNE pretende manter a mobilização para além do período eleitoral?

Bianca Borges: O caminho para que as mobilizações sejam longevas, com certeza, é a organização dos estudantes no movimento estudantil, que sigam participando, assim como estão participando intensamente agora nas assembleias dos centros acadêmicos, dos diretórios centrais dos estudantes, que sigam se organizando permanentemente, porque o nosso desafio não vai acabar no segundo turno.

Independentemente do resultado eleitoral, seja com Flávio Bolsonaro, em que nós teremos que resistir muito em defesa da democracia e em defesa dos nossos direitos, seja com a reeleição do presidente Lula, que nos levará a um cenário de luta pelas nossas reivindicações, a nossa batalha com certeza não termina no dia 25 de outubro. Que o movimento estudantil siga amparado por ampla maioria dos estudantes, como está sendo agora, e que a maioria dos estudantes se veja no movimento estudantil, com certeza, é o caminho para que nós sejamos vitoriosos e sejamos longevos nessas mobilizações.

** Em pronunciamentos e entrevistas, o candidato Flávio Bolsonaro tem dito que irá investir em educação e manter o piso constitucional para a área. No programa de governo, ele propõe a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas, a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Venezuela Popular Consultation: 37,205 Projects Put to Historic Vote

18 October 2026 at 16:24
Venezuela popular consultation allows communities to choose development projects in more than 5,400 communes.

Venezuela popular consultation lets more than 5,400 communes choose from 37,205 community projects, expanding participation to condominium boards.

Related: Venezuela Holds the Second National Popular Consultation of 2026


Venezuela Popular Consultation Becomes Democratic Tradition

The Venezuela popular consultation is taking place across the country on Sunday, October 18, as more than 5,400 communes choose between 37,205 community development projects.

Venezuela’s Sectoral Vice President for Planning, Ricardo Menéndez, said the Second Popular Consultation of 2026 reaffirms the principles of grassroots democracy and strengthens the country’s participatory political system.

Menéndez described the consultation as a space that brings neighbors together to improve daily life and build broad national consensus.

The official said the exercise has become part of the democratic culture of the Venezuelan people. He argued that participation has gradually become a cultural practice within each commune, helping to create a new form of government and reorganize the state.

Menéndez linked the process to the political project promoted by Acting President Delcy Rodríguez, who has called for the redesign of state institutions around community participation.

The consultation allows residents to decide which projects should receive public financing and which priorities should guide local development.

The process is based on proposals selected during open community assemblies. Residents first identify local needs, then rank projects and submit them for a national vote.

The initiative seeks to move beyond traditional representative democracy by giving communities a direct role in allocating public resources.

More than 5,418 communes are participating in the vote. Each community is choosing among seven projects selected during assemblies held in the weeks leading up to the consultation.

The projects were developed through the Concrete Action Agendas, a planning process designed to identify local needs and organize community priorities.

The proposals address basic services and infrastructure needs, including drinking water, road repairs, school rehabilitation, health centers, electricity, public lighting, agriculture and sports facilities.

The consultation is taking place in 11,495 voting centers across Venezuela. Authorities said the centers will remain open as long as voters are waiting in line.

The process is supported by more than 12,700 electoral tables and approximately 48,086 communal councils organized within the country’s communes.

Unlike ordinary elections, the popular consultation allows citizens aged 15 and older to participate. The rule expands participation to young people who are not yet eligible to vote in general elections.

🇻🇪 Venezuela inicia hoy 18 de octubre la Segunda Consulta Popular Nacional de 2026. Millones de ciudadanos participan en más de 11.000 centros de votación*en todo el territorio nacional. #18Oct #ConsultaPopular2026 #ConsultaPopular #Venezuela pic.twitter.com/bNHaAyEqay

— teleSUR TV (@teleSURtv) October 18, 2026

Venezuela Popular Consultation Expands Participation

Venezuela’s Ministry of Popular Power for Communes | Venezuela’s National Electoral Council

The Venezuela popular consultation includes a major new feature: for the first time, condominium boards are participating in the process.

Approximately 120,000 condominium boards and neighborhood organizations are voting on 428 projects related to health, school rehabilitation, roads, agriculture and sports areas.

The inclusion of condominium boards expands the consultation beyond the traditional communal councils and communes that have participated in previous editions.

The change reflects an effort to involve urban residents who organize through apartment buildings and housing associations rather than through formal communal structures.

The government says the incorporation of condominiums will allow resources to reach communities that previously had limited access to participatory budgeting.

The initiative is also intended to strengthen links between residents, local authorities and state institutions.

The 428 condominium projects were selected through assemblies held in buildings and residential complexes. Residents identified needs such as repairs to common areas, water systems, electrical installations, elevators, roofs and access routes.

The projects are concentrated in several states, including Anzoátegui, Aragua, Carabobo, Lara, Miranda, Zulia and Caracas.

The pilot program covers approximately 40,097 families and includes 461 condominiums and 83 neighborhood organizations.

Authorities say the experience will be evaluated before condominium boards are incorporated more broadly into future consultations.

The expansion is significant because urban housing has become a central issue in Venezuela. Many buildings require maintenance after years of limited investment, economic pressure and damage caused by natural disasters.

The consultation also responds to the impact of the earthquakes that struck Venezuela on June 24. Some communities have proposed projects to rehabilitate vulnerable housing and repair public infrastructure affected by the tremors.

The government says the process ensures that resources are directed according to community priorities rather than decisions made exclusively by central authorities.

The consultation is the eighth national popular consultation organized since 2024 and the second held during 2026.

The first consultation of 2026 took place on March 8. The second was originally scheduled for July 12 but was postponed because of the June earthquakes.

Delcy Rodríguez announced the new date after community organizations requested additional time to address the damage caused by the seismic events.

The consultation is therefore taking place amid reconstruction efforts in areas affected by the earthquakes, including La Guaira and other parts of central Venezuela.

The government has emphasized that the process is supported by Article 70 of the Venezuelan Constitution, which recognizes referendums, consultations and other forms of direct participation.

The constitutional framework provides the legal basis for citizens to participate in decisions affecting public life, including the selection of local development projects.

Community Projects Target Basic Services

Venezuela’s Ministry of Planning | Venezuela’s Communes and Social Movements

The Venezuela popular consultation is designed to direct public resources toward projects identified by residents themselves.

The proposals reflect the immediate needs of communities across the country. Water supply is one of the most common concerns, with approximately 14 percent of the projects related to improving access to drinking water.

Water shortages have affected many Venezuelan communities because of damaged infrastructure, irregular electricity supply and limited maintenance capacity.

Other projects focus on road repairs, public lighting, electricity, school rehabilitation, health centers, sports facilities and agricultural production.

The projects are intended to address both immediate needs and longer-term development goals.

In Mérida state, for example, more than 1,700 community projects are being voted on. Local priorities include roads, water, education and public services.

In Caracas, communities have proposed projects to rehabilitate vulnerable housing damaged by the June earthquakes, repair building facades and improve communal spaces.

The consultation gives residents the opportunity to select the project they consider most urgent. The winning project is expected to receive financing, while other proposals may be included in a project bank for future funding.

The process is intended to prevent resources from being allocated according to political discretion or administrative convenience.

The government says the consultation is part of a broader effort to build what it calls a communal state. That model seeks to strengthen local organizations and give communities greater authority over public resources.

The communal model is based on the idea that citizens should participate directly in decisions affecting their neighborhoods, rather than relying solely on elected representatives.

The government argues that the consultation creates a new form of governance in which communities become the foundation of public planning.

Critics question whether the process has sufficient transparency and whether resources are distributed equitably across all regions.

They also point to Venezuela’s economic difficulties, including inflation, shortages and limited access to foreign currency, which can affect the implementation of approved projects.

The government has responded by saying that the consultation is a mechanism for organizing communities and directing scarce resources toward priority needs.

The participation of condominium boards and neighborhood associations could make the process more inclusive, but it also increases the administrative challenge of verifying projects and ensuring that funds are used correctly.

The consultation’s results will provide information about the priorities of Venezuelan communities. They may also influence future planning and budget decisions.

Geopolitical Context

The Venezuela popular consultation has political significance beyond local development because it forms part of the government’s effort to strengthen communal democracy.

The process is designed to consolidate the role of communes, communal councils and neighborhood organizations in public administration.

The government presents the consultation as a response to external pressure and as evidence that Venezuela’s political system remains active despite economic difficulties and international sanctions.

The consultation also has a regional dimension. Venezuela’s communal model has been promoted as an alternative to traditional representative democracy and has influenced political debates in other Latin American countries.

The inclusion of condominium boards could expand the model to urban communities that have historically been less connected to communal structures.

The process may therefore influence how other governments think about participatory budgeting, local planning and community organization.

The consultation is taking place during a period of reconstruction following the June earthquakes. The government is seeking to demonstrate that communities can participate in decisions about recovery and public investment.

The popular consultation also reinforces the government’s argument that public resources should be directed toward social needs rather than private profit.

The challenge will be to ensure that approved projects are completed and that communities can monitor their implementation.

The Venezuela popular consultation is therefore both a voting exercise and a broader political process aimed at reorganizing the state around community participation.


Eleições: quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo

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O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.

A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda fase, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isto porque cada turno é considerado uma eleição independente.

Notícias relacionadas:

O eleitor tem até 60 dias, após cada turno, para apresentar a justificativa de ausência no dia de cada pleito. Clique aqui e saiba como justificar.

O primeiro turno das Eleições de 2026 registrou um recorde de 33,4 milhões de eleitores ausentes, o que representa 21,08% do eleitorado.

Cargos em disputa

Os eleitores de todo o país escolherão o próximo presidente da República e os governadores de cinco estados, mais o Distrito Federal, onde também haverá segundo turno, pois nenhum dos candidatos obteve 50% dos votos mais 1. Haverá segundo turno no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Vale lembrar que o trabalhador que deixou de votar porque está escalado ou cumprirá expediente não pode ser impedido de exercer seu direito ao voto no próximo domingo (25).

O empregador deverá organizar a jornada para permitir que o trabalhador tenha tempo para o deslocamento até a seção eleitoral, entre 8h e 17h, no horário de Brasília.

Voto em trânsito

Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram à Justiça Eleitoral para votar no segundo turno das eleições, ou seja, poderão votar fora do domicílio eleitoral em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim.  

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador).

A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou pela internet, via Autoatendimento Eleitoral.

Ausência justificada 

Nas eleições de 2026, o prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Se o eleitor não votar no 2º turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.

O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, disponível para smartphone e tablets, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em um cartório eleitoral.

Após a eleição, o requerimento deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da justiça eleitoral.

 

Flávio comemora entrevista de lobista e deputada do PL quer proteção para testemunha

18 October 2026 at 14:07

Flávio Bolsonaro (PL), candidato que disputa o segundo turno da Presidência da República contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comemorou a entrevista dada pela lobista Roberta Luchsinger à CNN Brasil, em que ela disse que Lula "continua mentindo", o chamou de "mau-caráter" e ainda faz ataques a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente.

"Bomba na família Lula. Mentiroso e mau-caráter. Fala tudo, Roberta", escreveu Flávio. O líder da oposição na Câmara, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse que protocolou ofícios à Polícia Federal, ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a proteção de Luchsinger e também disse que irá pedir a convocação do ministro da Justiça, Wellington César, à Comissão de Segurança Pública para prestar esclarecimentos.

Em outra frente, a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que é procuradora da mulher na Câmara, disse que pedirá proteção a Luchsinger.

"Como Procuradora da Mulher na Câmara, solicito sua inclusão imediata no Programa de Proteção a Testemunhas, diante da gravidade das denúncias e dos riscos à segurança dela e de suas filhas", afirmou.

Chamada de pilantra por Lula em entrevistas, a lobista revidou e disse que o presidente é mau-caráter, mentiroso, senil e machista. Ela também relatou receber ameaças de morte e temer pela segurança das filhas.

Nessa entrevista, ela disse que quer fazer um acordo de delação premiada e disse que não irá poupar nem Lula e nem Lulinha. A lobista e o filho do presidente são investigados pela Polícia Federal por tráfico de influência.

O PL, partido de Flávio, também celebrou as declarações de Luchsinger. "O Brasil precisa saber o que está acontecendo. Mentiroso e mau-caráter. Lula pai da mentira. Fala tudo, Roberta, Lula corrupto e mentiroso. Acabou pro Lula, delata Roberta", escreveu o partido em publicação no X.

Do outro lado, petistas optaram por não reagir em peso nas redes sociais. O deputado André Janones (Rede-MG), que comanda o "Exército do Lula", canal do WhatsApp com 5 milhões de pessoas focado em angariar votos para a reeleição de Lula, conclamou apoiadores a ignorar tudo relacionado à entrevista.

"Se a campanha tiver que responder alguma coisa, vai responder na televisão, no jornal, onde a lógica do algoritmo não funciona", disse Janones." Você não vai engajar em nada negativo ao presidente."

O ministro da secretaria da Presidência, Guilherme Boulos, comentou fazendo contrastes entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). "Quando o filho de Lula foi citado numa investigação, o presidente chegou e disse: investiga. Quando Flávio estava sendo investigado, Bolsonaro disse numa reunião de ministros que ia trocar o diretor da Polícia Federal, e, se preciso, trocar até o ministro para poder proteger o filho dele", disse.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República divulgou nota dizendo que o presidente não manteve contatos com a lobista e desconhece os relatos que ela faz e estranha ela ter dado entrevista perto do segundo turno das eleições.

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger. Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimendo de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta", diz o comunicado.

 

© Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à presidência da República

Pedro Sánchez en Fuenlabrada: monumento a la cursilería

18 October 2026 at 12:14
Begoña Gómez y Pedro Sánchez se abrazan en Fuenlabrada.

Pablo Iglesias ha sido sin lugar a dudas el político más cursi del último medio siglo. Decía cosas como que la gente de Podemos era toda muy maja, no había más que ver cómo se abrazaban cuando se veían, cómo se besaban cuando salían a calentar a las masas en los mítines de Vista Alegre. Ya hemos visto cómo se las gastan en ese mundo. Ni siquiera han sido capaces de pactar una lista única "para frenar al fascismo", que de por sí tendría que ser un fin tan prioritario como para dejar a un lado cosas tan peregrinas como quién va primero y quién va segundo en las listas de Burgos. Los cuchillos en la extrema izquierda hacen el mismo daño que los que se usan en cualquier otro rincón ideológico. Por mucho que el pinchazo lo den con una sonrisa en los labios.

Pero a Iglesias, en esto de la cursilería, le ha salido un competidor muy cualificado. El presidente del Gobierno aprovechó el mitin de Fuenlabrada del pasado sábado para lanzar una idea movilizadora para la campaña que concluye el 29-N: "La fuerza del amor". Ese fue el mensaje que colocó Ferraz en la red social X como colofón de un acto en el que lo más importante fue el beso que se dieron Pedro Sánchez y su mujer en el centro del escenario. El líder del PSOE le dio las gracias a Begoña Gómez, "por ser mi mujer", pero remató la faena con un rotundo: "Que lo escuchen alto y claro, te quiero".

En la grada fue el delirio. No hay más que ver las imágenes de la ex vicepresidenta María Jesús Montero aplaudiendo como loca. Si me preguntaran qué me gustaría tomar, diría: "Lo mismo que ella", como hizo una clienta del Katz`s Deli de Nueva York en una de la mejores escenas de Cuando Harry encontró a Sally.

No es la primera vez que Sánchez exhibe en público su amor por Begoña. Ya lo hizo en aquella carta que publicó en X el 24 de abril de 2024, en la que se planteó si le merecía la pena seguir ocupando la presidencia del Gobierno. En ella también confesó: "Soy un hombre profundamente enamorado de mi mujer".

No dudo que Pedro quiera a Begoña. Pero ese no debería ser un tema de campaña. Se quieran o no, a Sánchez se le debería votar o no por otras cosas. No vayamos a convertir las campañas en una competición de a ver quién quiere más a su pareja. Sorprende que el PSOE hay descubierto la "fuerza del amor" como motor electoral. Como si fuera un partido hippie. Cuando vayas a un mitin del PSOE, no te olvides de llevar flores en el pelo.

En su detallada crónica en El Independiente, Juanma Romero, citando fuentes de la dirección socialista, apunta: "Nuestra militancia se siente identificada con Begoña. Sufre con ella". En resumen, "Begoña suma". Recordemos que la esposa del presidente está acusada de delitos de malversación y tráfico de influencias. Suma, por tanto, como víctima. En esa lógica del victimismo, tal vez si estuviera imputada por dos delitos más sumaría el doble que ahora. Es un tema a estudiar por los estrategas de campaña del PSOE. Los que, por cierto, diseñaron con todo detalle las palabras, la música y el beso del acto. Nada fue casual en Fuenlabrada. Eso lo sabe hasta el apuntador.

A esta izquierda paupérrima de ideas sólo le faltaba vender el amor como patrimonio socialista

Sánchez habló de amor y habló de Maricarmen, pero no mencionó a Montse Mínguez, la hasta hace tres días portavoz de la Ejecutiva socialista. Esa cuyo marido tiene un holding con más de 30 pisos para alquilar y al que no le tiembla el pulso si tiene que hacer un desahucio. Con ella no hubo amor, tan sólo olvido.

El problema de hacer del amor campaña es que no se sabe qué hacer luego si resulta que los amantes se separan, Dios no lo quiera. ¿Valdría menos el Sánchez divorciado que el amante fiel -al menos teóricamente- que vemos ahora? ¿Acaso no hay divorciados en la dirección del PSOE? ¿Tienen menos opciones de escalar puestos los que se han separado que los que conviven con su pareja desde hace siglos?

Sacar a pasear el amor como bandera electoral es casi tan peligroso como arremeter contra los rentistas. Porque luego resulta que hay muchos en la dirección del PSOE que tienen más de una vivienda, hasta llegar al campeón Sergi Vélez, que además de gran tenedor parece que tiene dos sociedades en Panamá; será para pagar más impuestos.

La demagogia funciona durante un rato. Tampoco engaña a mucha gente. Pero puede dar un poco de vidilla a los que tienen que explicar cosas tan graves como el caso Ábalos, el caso Cerdán, el de la fontanera de Ferraz, el acoso a la juez Biedma, o la condena del Fiscal General del Estado. Todo eso pasa porque en la derecha no hay amor. De hecho, la campaña del amor tiene su reverso: el odio de la derecha. ¡Como si Abascal o Feijóo abofetearan a los suyos en sus mítines! Ellos también quieren a los suyos. Los aman con pasión y quieren que les voten, ellos y sus familias.

Puede ser que odien a Sánchez, o a Leire Díez, pongamos por caso, pero como Óscar López odia a Díaz Ayuso, y Óscar Puente odia a casi todos los que no son del PSOE. El odio, como el amor, queridos amigos, no es patrimonio de una ideología, como la propiedad de las viviendas. Son de los que lo practican, de los que los poseen (los pisos, claro).

Yo no creo que este mitin empalagoso de Fuenlabrada mueva a mucha gente. Más bien pienso que algún votante socialista se sentirá un poco avergonzado de esa exhibición tan innecesaria como falsa. Sin embargo, en la dirección del PSOE están encantados con la fórmula del amor, con el beso de Fuenlabrada. Oscar López, ministro, lo resumió con una frase para la historia: "Pedro está como una moto". Esto es lo que hay, amigos, no le pidan peras al olmo.

Feijóo, contra el PSOE por su "estrategia del miedo": "Viene el PP, sí. Que tengan cuidado los okupas, los delincuentes y el clan de Sánchez"

18 October 2026 at 11:52
El presidente del Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo (d), el alcalde de Badalona, Xavier García Albiol (i), durante un acto de precampaña del PP, en el Palau de Congressos de Catalunya, este domingo

El presidente del PP, Alberto Núñez Feijóo, participó este domingo en un mitin preelectoral de su partido de cara a las próximas generales, en donde se presentó además la candidatura del alcalde de Badalona, Xavier García Albiol, como número uno de la lista provincial al Congreso de los Diputados. "Gracias, presidente. Estaremos a la altura política, ante la gran responsabilidad que hay en juego", trasladó el representante municipal ante los centenares de asistentes populares. Al igual que Feijóo, en el cierre, Albiol cargó contra Sánchez y se centró en algunos ejes discursivos que el PP quiere asentar en esta campaña para, al menos en Cataluña, contrarrestar el auge de Vox: seguridad, perfil contra la ocupación y discurso duro contra la inmigración ilegal. Todo ello, sin agresión directa para no perjudicar la suma como en 2023. Incluso consideró que un gobierno de coalición puede funcionar.

"Tengo mucho trabajo en Badalona. Si doy este paso no es para calentar una silla, es para poner voz a los problemas reales que tienen los vecinos y vecinas de Cataluña"se comprometió Albiol ante Feijóo. Este, le respondió tajantemente, dándole un voto de confianza y marcando mucho más ese perfil competitivo ante Vox. Anunció que le encargará liderar la próxima ley nacional para la antiokupación en el Congreso. "Para que Cataluña sea una voz determinante en España tiene que tener diputados con conocimientos, no que vengan a aprender. Albiol es el político 'peatonal', que sabe cómo funciona Cataluña" y su gente. "Tolerancia cero, protección máxima para el ciudadano honrado", afianzó el dirigente del PP. Indicó que "cada día ve a su partido más en forma".

En su cierre, Feijóo, bajo el lema 'Por fin' tras el adelanto de generales, cargó contra Sánchez y que opte por la vivienda y el "miedo", nuevamente, como estrategia electoral. Criticó lo primero, cuando el Gobierno "ha creado el problema" ocupacional o no ha fomentado la construicción de viviendas públicas en ocho años de mandato. Arremetió contra a casos como el de Montse Mínguez, la diputada y exportavoz nacional del PSOE tras su dimisión, en la diana de la oposición tras conocerse que su pareja posee un negocio con 30 viviendas a su disposición, algunas de ellas de lujo. "Taparon las mentiras de Marruecos con la vivienda, las de la vivienda con las pensiones. Encadenan una mentira con otra, es un no parar. Ya no cuela, los españoles los tenemos calados". La izquierda viene aprovechando las declaraciones de José María Figaredo, portavoz económico de Vox, sobre la necesidad de un modelo mixto de pensiones, o de Ester Muñoz, que consideró en un podcast que el sistema está al borde de "petar", para alertar de la garantía de esta prestación pública. Feijóo lo acredita.

Taparon las mentiras de Marruecos con la vivienda, las de la vivienda con las pensiones. Ya no cuela

Respecto al miedo, clave en la movilización de las izquierdas y para Sánchez en 2023, por la previsión de un pacto de PP y Vox que ahora parece más claro, Feijóo calificó de falta de originalidad a la sala de máquinas electoral de los socialistas. "Cuidado que viene el PP. Es el dóberman de hace 30 años", se refirió al spot publicitario del PSOE de Felipe González en la campaña previa a su derrota electoral frente a José María Aznar en 1996. "Ya no pueden meter miedo, pero sí la mano en el bolsillo. Lo han hecho a los españoles, y han robado a manos llenas",cuestionó Feijóo los casos de corrupción juzgados e investigados en torno a los socialistas. "Viene el PP, sí, cuidado. Que tengan cuidado los okupas, los delincuentes y el clan de Sánchez", expresó.

Poner de relieve Ceuta, Marruecos o la financiación

Ante los suyos, el presidente del PP catalán, Alejandro Fernández, y la secretaria general del Partido Popular Europeo, Dolors Montserrat, clamó por "apretar". Ven encarrilado un éxito electoral. Cargó Feijóo, además, por algunas prácticas del PSOE en precampaña como el 'correo' fake de buzoneo digital en el que como si fuese el presidente del PP, se apunta que tocará las pensiones, la sanidad así como otros servicios públicos. El asunto ha generado debate, porque desde el PP se considera suplantación de identidad pese a que al final del mensaje el PSOE reconoce la autoría. "El Feijóo de verdad les manda este mensaje: a todos los sanchistas a sueldo para mentir y difamar, el 29-N os váis a la calle", dijo.

Como quien toca sus mejores temas en un festival, Feijóo apuntó que se exclarecerá todo lo que pasó en Ceuta, las relaciones del Gobierno de Sánchez con Marruecos, o cuestiones como la de "sicarios a sueldo" contra la jueza Beatriz Biedma. "¿Qué tiene Marruecos de él? Amenaza la soberanía española y piden el voto para Sánchez. ¿Por qué creéis que le prefieren más a él que a mi? Marruecos defiende sus intereses, y Sánchez también. Yo defiendo los de españa. Buena vecindad también", recalcó el popular pese a todo. Abogó por más recursos para los Cuerpos y Fuerzas de Seguridad del Estado, por el refuerzo de las fronteras.

"No permitamos que también invadan nuestra democracia. El 29-N elegimos entre sumisión o defensa de España", enlazó Feijóo su discurso con una mirada permanente a la seguridad, volvió a la okupación. Pero derivó en lo económico, en "que tengáis que pagar más" por los acuerdos en financiación, en el deterioro del transporte o los Rodalíes. "No les vamos a pasar ni una. Desde Barcelona les pido a los españoles que tampoco lo haga" a la hora de ejercer el voto. "La gente no puede más, los precios se han disparado, las neveras vacías, el carburante por las nubes. Y ellos con sus consignas y mirándose el ombligo". "Presumen de economía mientras la gente no llega a final de mes". "Presumen de tener más dinero que nunca, si han subido reiteradamente los impuestos. Ya está bien de exprimir y asfixiar a la clase media de este país".

Hizo un enfrentamiento entre conceptos. "Pensiones, sanidad, educación pública, viviendas, sí; chistorras, joyas en cajas fuerte, pisos para un ministro, no. Decencia sí, Sánchez no", lanzó. "España necesita un cambio. Tenemos que cambiar. ¿Os imagináis con esta pesadilla hasta 2032, con los paseos de socialistas por los juzgados? ¿Os imagináis a alguien ante un juzgado popular, que ayer fue aclamada como heroína?", preguntó Feijóo en referencia a Begoña Gómez, esposa del presidente. "Para que el cambio sea incuestionable hace falta una mayoría grande", y "Cataluña es crucial para hacerlo". "Os lanzo una pregunta, ¿lo ha hecho mejor Colau en Barcelona o Albiol en Badalona?". "Ese es el dilema", por eso apreció que ningún voto de centro, dijo, puede ir a las izquierdas. "Por centenares de votos" el PP no logró escaños en Cataluña, remarcó, por lo que llama a que la sociedad "vaya a por todas".

¿Dónde está la Ley de Partidos cuando más se necesita?

En España parece que hemos desarrollado una habilidad extraordinaria para aprobar leyes, presumir de democracia y después descubrir que, cuando llega la hora de aplicarlas, todo son explicaciones, matices y excusas.

Hoy toca volver a hacer una pregunta incómoda: ¿para qué sirve la Ley de Partidos si nadie quiere explicar hasta dónde llega y si se están utilizando todos los mecanismos que contempla?

Conviene recordar la historia. En 2002, el Gobierno de José María Aznar impulsó la Ley Orgánica de Partidos Políticos, que contó con un amplio respaldo parlamentario, incluido el del PSOE. No fue una ley cualquiera. Nació en una España que todavía sufría el terror de ETA, con asesinatos, amenazas, extorsiones y familias obligadas a vivir con miedo por defender la libertad.

Aquella ley estableció instrumentos para defender nuestra democracia frente a quienes pretendieran utilizarla para destruirla desde dentro. Y su artículo 9 no deja lugar a dudas sobre la preocupación que la inspiró: contempla, entre otras conductas, el apoyo o la legitimación de la violencia terrorista y la inclusión reiterada en listas electorales de condenados por terrorismo que no hayan rechazado públicamente sus fines y métodos.

La memoria de las víctimas no prescribe porque a algunos les resulte políticamente incómoda

¿Y qué ocurre ahora? Que volvemos a encontrarnos con la presencia de antiguos condenados por su relación con ETA en candidaturas de EH Bildu. La actualidad nos lleva directamente a Navarra, donde Floren Aoiz encabeza la candidatura de esta formación al Senado para las elecciones del 29 de noviembre.

Y aquí es donde quiero detenerme. Porque no basta con encogerse de hombros y responder que han cumplido sus condenas y que, por tanto, asunto cerrado. El cumplimiento de una pena es una cuestión de justicia; la memoria de las víctimas y la responsabilidad de los partidos son cuestiones que no podemos despachar con una frase hecha.

Cumplir una condena no borra la historia ni obliga a los ciudadanos a olvidar. Pero tampoco debemos confundir las cosas: haber sido condenado por pertenencia a ETA no supone, por sí solo, una prohibición automática de presentarse a unas elecciones. Precisamente por eso hay que leer la ley, examinar las circunstancias concretas y exigir que las autoridades competentes actúen conforme a derecho. La Ley de Partidos no permite ilegalizar una formación por una simple sospecha, pero tampoco debería convertirse en papel mojado cuando existen hechos que merecen ser examinados.

Por eso pregunto al Gobierno: ¿se han revisado las circunstancias de estas candidaturas? ¿Se ha comprobado si concurren los requisitos legales previstos? ¿Qué explicación se ofrece a los ciudadanos que recuerdan perfectamente lo que ETA hizo en este país?

Y pregunto también a la oposición: ¿a qué esperan para exigir explicaciones, reclamar una revisión jurídica rigurosa y pedir que se utilicen todos los instrumentos legales disponibles?

No estoy pidiendo que se vulnere la ley para satisfacer a nadie. Estoy pidiendo exactamente lo contrario: que se aplique con rigor, sin mirar quién puede salir beneficiado o perjudicado políticamente. Porque aquí hay algo que no deberíamos perder jamás de vista: las víctimas de ETA no pueden convertirse en una nota a pie de página de nuestra historia. Sus familiares no tienen por qué aceptar que su dolor se trate como una molestia del pasado. Y quienes defendemos una España democrática tenemos derecho a exigir que la memoria, la justicia y la dignidad no dependan de los intereses de cada partido.

Cumplir una condena no borra la historia ni obliga a los ciudadanos a olvidar

Yo recuerdo a Miguel Ángel Blanco. Recuerdo a Ortega Lara y el sufrimiento que padeció durante su secuestro. Recuerdo a tantos guardias civiles, policías, militares, concejales y ciudadanos asesinados por defender aquello que otros querían destruir. Y me niego a aceptar que, con el paso del tiempo, acabemos acostumbrándonos a todo. No se trata de venganza. Se trata de principios. Se trata de explicar a las nuevas generaciones que en España hubo una organización terrorista que asesinó para imponer sus ideas y que ninguna aspiración política puede justificar aquel terror.

Por eso, cuando hablamos de la Ley de Partidos, no hablamos de un simple artículo del BOE. Hablamos de los límites que una democracia debe defender, de la responsabilidad de quienes aspiran a representarnos y de la obligación de las instituciones de actuar con transparencia.

¿Dónde está la Ley de Partidos?

Porque si existe un instrumento legal para impedir que un partido incurra en determinadas conductas de apoyo o legitimación del terrorismo, lo mínimo exigible es que se examinen los hechos cuando surgen dudas fundadas. Que se explique qué se ha revisado, qué requisitos se cumplen y qué actuaciones corresponden. Ni impunidad ni atajos: ley y responsabilidad.

Por respeto a quienes ya no están, por respeto a sus familias y por dignidad democrática, España no puede permitirse olvidar de dónde venimos. Las leyes se escriben para defender la democracia, no para decorar el BOE. Y la memoria de las víctimas no prescribe porque a algunos les resulte políticamente incómoda.

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