O futuro da colaboração entre agências e clientes


O aeroporto de Lisboa estagnou este verão segundo dados publicados pela Vinci, dona da ANA. Nos Açores, o tráfego de passageiros caiu 6,4% face ao mesmo período do ano passado, quando a Ryanair ainda voava para Ponta Delgada. Em sentido oposto, o Francisco Sá Carneiro foi o que mais cresceu.
Durante o terceiro trimestre passaram 10,21 milhões de passageiros pelo Aeroporto Humberto Delgado, menos 0,2% do que no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela Vinci. No acumulado de janeiro a setembro, o crescimento é de apenas 0,7%.
Já o Porto voltou a registar um crescimento, com 5,43 milhões de passageiros a passarem pelo Francisco Sá Carneiro no terceiro trimestre, mais 7,1% do que no período homólogo. No acumulado do ano o aumento é exatamente da mesma ordem.
Também a crescer estão os aeroportos de Faro e Funchal, com crescimentos de 3,7% e 3%, respetivamente. Nos Açores, a ausência da Ryanair desde março faz-se notar nos números, com menos 6,4% de passageiros entre julho e setembro deste ano, tendência que se agrava para 8% quando contabilizados os primeiros nove meses.
Estes comportamentos individuais ditaram um crescimento homólogo de 2,1% no terceiro trimestre para o conjunto dos aeroportos nacionais, com um total de 22,5 milhões de passageiros. No acumulado do ano, o aumento é de 2,4% para 57,3 milhões de passageiros. Isto depois de setembro ter terminado com uma variação de 1,5%.
Dados que comparam com a quebra agregada de 1,5% em setembro nos aeroportos do grupo Vinci. No terceiro trimestre, o recuo é mais ligeiro: -0,6%. Neste período, destaque para os crescimentos da Sérvia (6,7%), Costa Rica (5,6%) e Cabo Verde (5,5%).
A chegada de Américo Pinheiro à liderança da fábrica de tapetes Ferreira de Sá é uma história para contar. "Fui eu que fui ter com eles", diz ao ECO Avenida. Tinha feito uma carreira em marcas de luxo, trabalhando no grupo LVMH, e queria voltar para Portugal.
Os 80 anos da Ferreira de Sá e a sua experiência na produção de tapetes tinham tudo para o seduzir. Américo Pinheiro vê nessa história o ponto de partida para construir uma…
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Ver todos os planosHá um ano, quando a Ferreira de Sá começou a trabalhar a sua nova coleção de tapetes, a palavra de que falavam era desarranjo. O que tinham em mente era desconstruir, despentear, decompor o conhecido e fazer tudo novo. Essas ideias acabaram por se cruzar com Fernando Pessoa e o seu Livro do Desassossego, e Desassossego é o nome da mais recente coleção da marca de Silvalde, Espinho, que foi apresentada esta quinta-feira, no Palácio do Grilo, em Lisboa. Entre heterónimos do poeta e Ofélia, entre botanical silk e o nó manual português, o tufting industrial e o tear.
Luxo é criar uma emoção, diz Américo Pinheiro, CEO da Ferreira de Sá, o gestor convocado para construir a marca de tapetes atrás da fábrica de 80 anos. "Antes de tudo está…
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Ver todos os planosO Grupo Volkswagen estará a ponderar um congelamento salarial até 2030, para reduzir os custos. O jornal Süddeutsche Zeitung, que teve acesso a documentos internos da empresa, avança que a medida é extensiva aos colaboradores de todo o mundo. O ECO contactou a Autoeuropa que não “comenta rumores” e a comissão de trabalhadores diz não ter sido abordada. Mais, espera um aumento salarial, tal como acordado, ainda este mês.
“O maior grupo automóvel europeu prevê congelar os salários de muitos dos seus 600.000 colaboradores em todo o mundo até 2030”, escreveu o Süddeutsche Zeitung citado pela Efe. Este congelamento “implicaria, para os afetados, uma perda real de rendimentos de 10%”. O jornal acrescenta que a medida afetará todas as unidades de produção do grupo, já que “todas as marcas, regiões e empresas” terão de contribuir para os objetivos de poupança.
O grupo alemão recusou-se a comentar a notícia, que classificou como especulações e fonte oficial da fábrica da Volkswagen Autoeuropa seguiu o mesmo exemplo quando contactada pelo ECO.
Já a comissão de trabalhadores sublinhou os acordos assinados. “Temos um acordo até junho que prevê um segundo aumento já este mês e não fomos abordados oficialmente sobre essa situação”, disse ao ECO Rogério Nogueira, o atual coordenador da Comissão de Trabalhadores.
Os trabalhadores tiveram aumento salarial de 2,8% com um mínimo de 50 euros em janeiro deste ano. E está acordado um novo aumento de 2,5% em outubro, mais uma vez com um mínimo de 50 euros. O acordo assinado previa ainda o pagamento de um prémio de 500 euros pago no mês seguinte à assinatura do mesmo.
O acordo tinha uma vigência de 18 meses — até junho de 2027 –, e garantiu aos trabalhadores uma majoração de até 150% do Prémio de Objetivos de 2026 e 2027 na sua totalidade.
Em comunicado, divulgado horas depois da publicação deste artigo, os trabalhadores da Autoeuropa consideram que as notícias de que o Grupo Volkswagen estará a ponderar o congelamento dos salários até 2030, “são motivo de enorme preocupação e exigem uma resposta firme por parte de todos os representantes dos trabalhadores”. “A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa não aceitará uma decisão desta natureza” e que “sejam, mais uma vez, os trabalhadores a pagar a fatura”. E deixam uma uma ameaça: “Caso esta estratégia venha a ser concretizada, reagiremos com firmeza e determinação, recorrendo a todos os meios de intervenção e mobilização ao nosso alcance para defender os salários, os direitos e o poder de compra dos trabalhadores”.
“Não aceitaremos que esta restruturação sirva de justificação para congelar salários, retirar direitos ou impor novos sacrifícios aos trabalhadores. A defesa do poder de compra, da valorização salarial e do futuro da Autoeuropa será sempre uma prioridade da Comissão de Trabalhadores”, acrescenta o mesmo comunicado. A comissão garante que “continuará a acompanhar esta situação e a intervir junto das estruturas internacionais de representação dos trabalhadores, para combater qualquer tentativa de impor medidas que prejudiquem os direitos, os salários e o futuro dos trabalhadores de Palmela”.
Este congelamento salarial somar-se-ia aos esforços do grupo alemão para reduzir as despesas, que incluem, entre outros, um corte de 100 mil postos de trabalho nos próximos anos. A reestruturação do grupo passa ainda pelo corte, já este ano, de mais 50 mil postos de trabalho, dos quais metade na Alemanha e os restantes noutros países da Europa. Entre as medidas apresentadas para reestruturar o grupo está também a redução para metade do número de modelos disponibilizados.
(Notícia atualizada às 21h14 com o comunicado da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa)
A Casais Construction, empresa do Grupo Casais, acaba de concluir a obra de reabilitação da nova sede da Fundação Mestre Casais (FMC), localizada na Quinta do Souto, em Parada de Tibães, Braga. A inauguração decorreu na passada sexta-feira, com a presença de elementos do Governo e da autarquia.
“O novo espaço, cuja inauguração oficial assinala um marco importante para a região e para o Grupo, honra as origens da empresa e reforça o seu compromisso inabalável com o território minhoto onde a Casais foi fundada”, refere a empresa, em comunicado enviado às redações esta segunda-feira.
A intervenção a cargo da Casais Construction centrou-se, nesta fase, na reabilitação do anexo da Quinta do Souto, estando prevista, para o futuro, a reabilitação do edifício principal.

Esta obra pautou-se por uma abordagem de “transformação responsável do património construído existente”.
O Grupo Casais sublinha que, ao privilegiar a reabilitação, contribui diretamente para a “valorização do território partilhado e estende o ciclo de vida do edifício, respeitando a sua história, a identidade local e criando um espaço com um impacto duradouro e positivo na comunidade”.
António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais, referiu que “reabilitar este espaço na Quinta do Souto tem um significado muito especial para o Grupo Casais”.
“Mais do que uma obra de engenharia, é o regresso às nossas origens e uma demonstração prática da nossa visão para o setor: uma construção cada vez mais sustentável, que valoriza o património existente e cria um impacto positivo na comunidade. Entregamos hoje uma obra que preserva a identidade local e que dota a região do Minho de um espaço de excelência focado na inovação e na sustentabilidade humana”, frisou.
Também o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, deixou o seu reconhecimento relativamente ao papel da Fundação: “O trabalho desenvolvido pela FMC desde 2021 tem sido notável. Ao promover e democratizar a investigação em áreas cruciais como a construção, o ambiente, a energia e a mobilidade, cumprem um papel essencial: afinal, a qualidade das decisões depende sempre em boa medida da informação que está disponível e da capacidade de a poder entender”.
Por fim, José Mendes, diretor executivo da FMC, considerou que “tendo instalações próprias fica tudo mais fácil”.
“Com estas condições de excelência, podemos fixar mais a equipa e desenvolver de forma mais estável a nossa atividade, intensificando a produção de conhecimento, os debates, as bolsas e a nossa conferência anual”, referiu.
A nova sede, agora edificada e dotada das “melhores condições” pela Casais Construction, servirá de casa para as atividades da FMC.
O conteúdo Casais reabilita edifício numa quinta em Braga para ser sede da fundação aparece primeiro em O MINHO.

© NUNO VEIGA/LUSA
Uma comitiva da Lufthansa, empresa vencedora da privatização da TAP, reuniu-se em 2025 com a Câmara de Beja para avaliar a possibilidade de instalar uma escola de pilotos na cidade, indicou o ex-presidente do município.
A revelação foi feita pelo agora vereador do PS Paulo Arsénio, que liderou a Câmara de Beja entre 2017 e 2025, após o anúncio do Governo, no passado dia 14, de que a proposta da Lufthansa para a aquisição de 44,9% do capital da TAP inclui um investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, no distrito de Santarém.
Numa nota publicada na sua página pessoal no Facebook, consultada pela agência Lusa, Paulo Arsénio revelou ter recebido, a 18 de junho de 2025, um “e-mail muito particular”, assinado por Maximilian Kiewel, responsável da Lufthansa pela Política de Defesa e Relações com a NATO.
Segundo Paulo Arsénio, Kiewel indicou na mensagem “que Beja era uma solução de excelência para uma escola de pilotos de nova geração da Força Aérea Alemã (formados atualmente pela Lufthansa), bem como da NATO“.
O responsável da Lufthansa, acrescentou o socialista, disse também “que acreditava que o projeto seria, a médio e longo prazo, uma tremenda mais-valia para Beja […], nomeadamente com a possibilidade de criação de muitos novos postos de trabalho”.
Quase um mês depois, a 16 de julho de 2025, uma comitiva da Lufthansa, liderada precisamente por Maximilian Kiewel, foi recebida na Câmara de Beja, onde anunciou que pretendia instalar em Portugal uma escola de pilotos ou, “na prática”, duas.
“Uma para formação de pilotos militares da NATO, que começaria com pilotos alemães, numa fase inicial, e que progressivamente se estenderia a pilotos de vários países”, e, por outro lado, “uma escola, de menor dimensão, para treinos de pilotos da Lufthansa“, escreveu Paulo Arsénio.
Segundo o antigo presidente da câmara, “a Lufthansa veio, como cortesia, informar-nos que Beja era uma forte possibilidade para instalação destas valências”.
Por isso, Paulo Arsénio manifestou-se agora “surpreendido” com a escolha de Tancos para acolher a nova escola de pilotos da Lufthansa em Portugal, embora reconheça que não são permitidas escolas de pilotagem na Base Aérea n.º 11, Beja.
“Porém, esta ‘escola de pilotagem’, caso tivesse sido instalada em Beja, seria totalmente diferente das demais”, porque “seria uma escola vocacionada, em primeiro lugar, para a formação de pilotos da área militar” e, depois, “iria abranger o universo NATO”, argumentou.
Na nota que publicou nas redes sociais, Paulo Arsénio considerou “importante saber quem tomou a decisão de Tancos em ‘desfavor’ de Beja e com que argumentos”. “Quando reuni com o Grupo Lufthansa e os seus responsáveis por este investimento, percebi claramente que a sua preferência para esta escola recaía em Beja. Algo se passou, portanto, entre julho de 2025 e outubro de 2026”, frisou o ex-presidente.
O investimento de 500 milhões de euros numa nova escola de pilotos em Tancos, no âmbito da privatização da TAP, foi igualmente questionado, na semana passada, pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).
“A opção do Governo configura mais uma forte desconsideração pelo Baixo Alentejo e, evidentemente, mais um contributo para desvalorizar estrategicamente e de forma clara o Aeroporto de Beja”, disse à Lusa o presidente da CIMBAL, António José Brito.
Também o deputado do Chega por Beja, António Carneiro, criticou a escolha de Tancos para acolher uma escola de pilotos em detrimento da região, considerando tratar-se de “uma decisão que merece uma explicação séria aos habitantes do distrito”.
Por sua vez, o deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, afiançou que a utilização permanente do espaço aéreo em Beja pela Força Aérea Portuguesa não era “compatível com a utilização do aeródromo para a formação de pilotos com alta intensidade, por uma empresa como a Lufhtansa Tecnics”.
La crisis que atraviesa el automóvil alemán sigue golpeando con fuerza a Volkswagen. En el marco de su estrategia para seguir reduciendo costes, el consorcio propietario de marcas como Cupra o Skoda planea ahora congelar los sueldos de más de 600.000 empleados hasta 2030. Una medida que podría llevar a los empleados a perder un 10% de sus ingresos, tal y como ha adelantado el medio alemán Süddeutsche Zeitung y que también afectaría a las plantas españolas de Martorell (Barcelona) y Landaben (Navarra).
El Consejo de Administración ya habría ordenado a los responsables de recursos humanos llevar a cabo una política con cero aumentos salariales, lo que supone que estos se quedarán al mismo nivel de 2026, sin posibilidad de subidas, tal y como indica la misma fuente. El sindicato IG Metall ha apuntado que la medida ha entrado en vigor este mismo octubre, y la ha tildado de "absurda", anticipando una gran resistencia por parte de los propios empleados. La situación se produce en un momento complicado, pues el sindicato reclama una subida salarial del 5% en 12 meses.
Este nuevo capítulo para el gigante teutón tiene lugar después de que el pasado mes de julio se conociera que la compañía podría prescindir de hasta 100.000 trabajadores, tal y como aseguró su consejero delegado, Oliver Blume. Una cifra que doblaría así la estimada inicialmente. Esta decisión apuntaba directamente a reducir "los costes administrativos, de infraestructura y apoyo al negocio principal a un nivel competitivo", lo que serviría para recortar un sobrecoste del 20%, tal y como apuntó el diario alemán Spiegel.
Un recorte con la vista puesta en 2030, y de los cuales 35.000 pertenecerían a la marca Volkswagen, mientras el resto se repartiría entre otras como Audi o Porsche. Este anuncio se produjo apenas unos días después de que el consejo de administración presentara al de supervisión hasta 12 medidas con el objetivo de ser "aún más resiliente, eficiente y ágil", tal y como apunta el grupo en un comunicado. Entre estas se estimó "simplificar gradualmente la gama de modelos hasta en un 50%" para concentrarla en los segmentos de mercados más atractivos. Lo mismo ocurrirá con las opciones de equipamiento en marcas de todo el grupo, como Skoda, Porsche, Audi o Seat & Cupra, que también "se reducirán en un 75%", señalaron en un comunicado.
Dada la situación, el gigante teutón centrará sus inversiones y recursos en productos de mayor valor añadido, lo que se traduciría en un recorte de la producción que pasaría de los 12 a los 9 millones de vehículos al año. Un plan impulsado por Blume que pronto hizo que miles de alemanes salieran a la calle. El sindicato IG Metall organizó protestas en todo el país, con hasta 500 personas que marcharon con bocinas y sirenas hasta el edificio de la dirección, asentado en Wolfsburgo.

A indústria alemã perdeu quase meio milhão de postos de trabalho com contribuição para a Segurança Social entre 2019 e 2025, enquanto no setor de serviços foram criados mais de 2,2 milhões empregos, foi anunciado esta segunda-feira.
Segundo um estudo publicado esta segunda-feira pelo instituto económico Ifo, no final de 2025, havia menos 496.000 ou menos 7,1% pessoas empregadas na indústria face ao início de 2019.
No mesmo período, o número de postos de trabalho no setor dos serviços subiu 2,2 milhões ou 9,8%, principalmente nas áreas de saúde e serviços sociais, bem como na administração pública.
“A Alemanha está a passar por uma mudança estrutural cada vez mais acentuada. Precisamente os setores que até agora sustentaram a nossa prosperidade estão em declínio”, afirmou Joachim Ragnitz, diretor adjunto da delegação do Ifo em Dresden, encarregada do estudo.
Ragnitz destacou que “os novos postos de trabalho não estão a ser criados onde a Alemanha é especialmente produtiva e inovadora”, o que, advertiu, pode travar o potencial de crescimento do país no futuro.
Precisou que o emprego está a diminuir em quase todos os setores industriais, o que atribuiu para uma menor competitividade, especialmente em relação à China.
O responsável do Ifo apontou que os setores chave tradicionais alemães, como a indústria automóvel e a engenharia mecânica, são especialmente afetados.
Assim, a indústria automobilística e os respetivos fornecedores eliminaram 123.500 postos de trabalho, o que representa um decréscimo de 13%, no fabrico de produtos metálicos foram cortados 115.600 empregos, menos 13,7%, e na engenharia mecânica, 64.500 – menos 5,9%. Estes três setores representam cerca de 60% dos cortes de pessoal na indústria, estimou.
Se somarmos o setor de trabalho temporário, no qual se perderam 243.000 empregos, muitos na produção, a indústria perdeu até cerca de 628.000 postos de trabalho ou 8,6%.
Por outro lado, o setor de serviços experimentou um forte crescimento, com 391.500 novos postos de trabalho na área da saúde, mais 15,6%, e 254.200 no setor social, mais 18,8%, além de 102.400 em lares de idosos, mais 9,7%.
A razão principal, segundo Ragnitz, é o envelhecimento da população. O número de trabalhadores com contribuição para a segurança social na administração pública cresceu em 328.700 ou em 18%, em parte porque os postos dos funcionários que se aposentavam foram preenchidos novamente.
Entre os prestadores de serviços privados, as empresas de tecnologias da informação foram as que mais cresceram, com 328.600 postos de trabalho ou 39,2%, provavelmente como consequência de uma maior digitalização, aponta o estudo.
Enquanto isso, o número de trabalhadores com formação profissional diminuiu em 252.000, menos 2,2%, enquanto para os com grau de licenciatura foram criados 1,8 milhões de postos de trabalho ou mais 32,5%.

© PAULO NOVAIS/LUSA
CC OO, UGT, CGT, CNT, la Unión de Actores y Actrices, CO.BAS, Intersindical y la Confederación de Sindicatos de Inquilinas han registrado este lunes por la mañana en el Ministerio de Trabajo la huelga general del 11 de noviembre. Sin los habituales reproches que los sindicatos pequeños suelen dedicar a los grandes, estas centrales han llamado de la mano a la ciudadanía a no acudir a sus puestos de trabajo ese día.

© Chema Moya (EFE)
O Grupo Volkswagen, que integra as marcas automóveis VW, Seat, Cupra, Audi, Porsche e Skoda, está a ponderar um congelamento salarial dos seus trabalhadores até 2030, pretendendo reduzir os custos além da reestruturação já apresentada.
O jornal Süddeutsche Zeitung, citado esta segunda-feira pela agência Efe, diz ter tido acesso a documentos internos da empresa e que “o maior grupo automóvel europeu prevê congelar os salários de muitos dos seus 600.000 colaboradores em todo o mundo até 2030“.
Segundo os planos da empresa, este congelamento “implicaria, para os afetados, uma perda real de rendimentos de 10%”.
O jornal acrescenta que esta medida afetaria todas as unidades de produção do grupo, já que “todas as marcas, regiões e empresas” teriam de contribuir para os objetivos de poupança.
O grupo alemão recusou-se a comentar a notícia, que classificou como especulações.
O principal sindicato do setor, o IG Metall, apontou que o plano da administração é absurdo e, em comunicado, alertou que deverá motivar “uma forte resistência” a nível mundial.
O congelamento salarial somar-se-ia aos esforços do grupo para reduzir as despesas, que incluem, entre outros, um corte de 100.000 postos de trabalho nos próximos anos, assinala a Efe.
O grupo, que, com as joint-ventures chinesas chegou aos 680.000 postos de trabalho em 2023, anunciou em dezembro de 2024 um primeiro corte de 50.000 lugares até 2030 na Alemanha.
Já este ano, o grupo anunciou o corte de mais 50.000 postos de trabalho, dos quais metade na Alemanha e os restantes noutros países da Europa. Entre as medidas apresentadas está, ainda, a redução do número de modelos em oferta do Grupo para metade.
As receitas globais da PwC cresceram 3,5% para 60,2 mil milhões de dólares (cerca de 53,6 mil milhões de euros) no ano terminado a 30 de junho. Um crescimento que, apesar de traduzir uma aceleração face ao período homólogo, fica aquém daquele que foi apresentado por outras big four, nomeadamente a Deloitte e a EY.
“Alcançámos um crescimento robusto, mesmo perante a incerteza económica e geopolítica”, afirma Mohamed Kande, presidente global da PwC, citado pelo Financial Times. O resultado foi influenciado pelo desempenho da PwC na região da Europa, Médio Oriente e África, que cresceu apenas 0,7%, num período que tem sido marcado pelo conflito no Médio Oriente e por um abrandamento na prestação de serviços de consultoria para o governo da Arábia Saudita.
A região da Ásia-Pacífico — a menor da PwC — registou o crescimento mais célere, de 7,7%, à medida que começou a recuperar de escândalos na China e na Austrália que afetaram os seus negócios nesses mercados. Os números para Portugal ainda não são conhecidos.
O desempenho nas várias regiões levou a PwC a alcançar um crescimento das receitas globais de 3,5%, acima do aumento de 2,7% no período homólogo, mas atrás da subida de 3,8% da Deloitte e de 4,7% da EY, refere o Financial Times.
A PwC no Reino Unido já tinha anunciado que as receitas tinham caído pela primeira vez em mais de uma década, penalizadas por um abrandamento do negócio de consultoria no Médio Oriente. A consultora britânica descreveu este período como um “ano desafiante [para o Médio Oriente]” que “reflete o impacto do conflito regional, maior disrupção do mercado e oscilações cambiais”.
Além da incerteza geopolítica, a PwC global está também, assim como as outras big four, a lidar com o impacto da inteligência artificial (IA) no seu negócio, reestruturando as suas operações para usar esta tecnologia e desenvolvendo um conjunto de novos serviços para os seus clientes, nomeadamente consultoria para a implementação de IA.
No entanto, a incerteza sobre como esta tecnologia se integra na infraestrutura tecnológica já existente tem travado o setor de consultoria. O crescimento das receitas de Advisory da PwC — a sua maior divisão — desacelerou para 3% no último ano, face a 4,5% anteriormente, totalizando 25,8 mil milhões de dólares.
Já os segmentos de auditoria e de fiscal registaram crescimentos de 2,6% e de 6,3%, respetivamente, para 20,5 mil milhões e 13,9 mil milhões de dólares.
A PwC adianta ainda que continuou a aumentar a sua equipa, tendo alcançado quase 370 mil colaboradores no final de junho, em comparação com 364 mil no mesmo período anterior.
Iberdrola ha lanzado una nueva funcionalidad de su Asistente Smart Avanzado que bonifica a los hogares que adapten el uso de su climatización y el agua caliente, permitiendo un ahorro de entre 100 y 300 euros al año, en función de las características de la vivienda y de los consumos gestionados, informó la energética.
Así, para una vivienda de 100 metros cuadrados y cuatro ocupantes que dispongan de aire acondicionado, el ahorro se sitúa en torno a los 100 euros. Mientras que, para la misma vivienda que disponga de aerotermia el ahorro se eleva hasta los 300 euros anuales, estimó la eléctrica.
En concreto, el sistema realiza esta gestión de manera automática, respetando los parámetros establecidos por los clientes, sin que tengan que cambiar así sus hábitos ni renunciar al confort de su vivienda.
La iniciativa, apoyándose en la Inteligencia Artificial (IA), permite que los equipos de climatización y agua caliente adapten su funcionamiento para aprovechar los momentos en los que la electricidad es más barata, es decir: cuando hay más generación renovable. De esta manera, la tecnología se ocupa de gestionar los consumos de la vivienda y el cliente obtiene a cambio mejores condiciones económicas.
El responsable de Smart Clima en Iberdrola, Víctor Carballo, consideró que con esta nueva funcionalidad, "la flexibilidad energética deja de ser un concepto lejano y se convierte en ahorro real para los hogares". "Queremos que la tecnología se ocupe de optimizar la energía para que el cliente pueda disfrutar de su casa con el mismo confort y a un precio mejor", dijo.
La solución, en un primer momento, está dirigida a instalaciones que cuentan con dispositivos Airzone, compatibles con la mayoría de los equipos de climatización, y estén integradas con el Asistente Smart Avanzado.
Para facilitar el acceso a esta tecnología, Iberdrola incorpora de serie en sus sistemas de aerotermia los dispositivos Airzone, lo que permite que los equipos puedan beneficiarse desde el primer día de una gestión energética inteligente, automática y orientada al ahorro.
La energética dispone de una oferta integral para la instalación de equipos de aerotermia, que incluye el suministro eléctrico, la instalación y puesta en marcha con condiciones económicas especialmente competitivas gracias al aprovechamiento de los Certificados de Ahorro Energético (CAE), promociones especiales como la Campaña Renove, con la que actualmente se consiguen descuentos de hasta el 85% del coste total, y diferentes soluciones de financiación sin comisiones.

João Bento, ex-CEO dos CTT – Correios de Portugal tornou-se sócio não-executivo da empresa de investimento Caldrew Capital. O gestor que liderou o operador postal até abril juntou-se à sociedade especializada em aquisições criada pelo investidor Manuel Queiroz Pereira e pelo empreendedor João de Sousa Aroso, fundador da Leadzai.
A Caldrew Capital considera que João Bento “dispensa apresentações no mundo empresarial português”, porque não só preside aos conselhos de administração do grupo Altri e da Lisnave Estaleiros Navais, como foi CEO dos CTT, da Efacec e da Gestmin, bem como COO da Brisa.
“Com um percurso marcado pela transformação e criação de valor, aliado a uma vasta experiência em órgãos sociais, passou a carreira a conduzir grandes organizações em períodos de mudança, sendo reconhecido pela clareza de juízo que acionistas e conselhos procuram quando os desafios aumentam”, informou esta segunda-feira a empresa, numa publicação na rede social LinkedIn.
“Esse juízo é precisamente o que as empresas com que trabalhamos mais vão precisar. Investimos em PME lideradas pelos seus fundadores, com fundamentos sólidos, num momento em que o crescimento adicional depende menos de capital e mais de profundidade de gestão e de governance. O João construiu ambas em larga escala, e ajudará a apoiar os nossos fundadores a fazer o mesmo”, defende a empresa fundada em 2026 e com sede em Lisboa.
Numa entrevista recente ao ECO, João Bento deixou claro que saía dos CTT sem falar propriamente de reforma. Em declarações antes de deixar a liderança dos correios, descreveu a transição como uma decisão tomada “na idade certa”: não quer deixar de trabalhar, mas quer deixar de ser executivo. Aos 65 anos, quase em simultâneo com o fim do mandato, passou “para o outro lado” da relação entre chairman e CEO – primeiro na Altri e depois na Lisnave – e deixou pistas sobre o futuro. “Estou aberto a considerar uma posição não executiva internacional se aparecer. Mas não farei nada por isso”, disse ainda.
Quando os CTT anunciaram que João Bento iria abandonar o cargo de CEO, explicaram que se deveu ao facto de, “tendo completado 65 anos, decidiu, conforme o seu plano pessoal, terminar a sua carreira executiva no final do atual mandato do conselho de administração dos CTT”, concluindo assim as suas funções na Assembleia Geral Anual, a 30 de abril de 2026.
Elon Musk se ha comprometido a regalar una acción de SpaceX a cada niño de Estados Unidos. El director ejecutivo de la compañía anunció la iniciativa en X, la red social de su propiedad, pocas horas después de que Anthropic PBC, su competidora en el sector de la inteligencia artificial (IA), comunicara que reservará una parte de sus acciones para financiar iniciativas de beneficio público.
"El año que viene, daré una de mis acciones de SpaceX a cada niño de Estados Unidos. Esto será solo el primero de muchos regalos", escribió Musk en una publicación. Por el momento, no está claro cómo se llevaría a cabo la distribución de las acciones. Musk tampoco ofreció detalles sobre el mecanismo de la donación ni explicó cómo se gestionarían las participaciones destinadas a los menores. Según estimaciones de la Oficina del Censo de Estados Unidos, el país cuenta con aproximadamente 72 millones de niños. Si cada uno recibiera una acción al precio actual de 146 dólares, el valor total de la iniciativa rondaría los 10.500 millones de dólares.
La propuesta de Musk llegó después de que Anthropic anunciara sus planes de destinar el 5% de sus acciones a un fondo dedicado a financiar iniciativas que contribuyan al "bien público". La compañía, desarrolladora del asistente de inteligencia artificial Claude, se prepara para una salida a bolsa que podría convertirse en una de las más importantes de la historia del sector tecnológico. Anthropic ha advertido en numerosas ocasiones sobre los riesgos que la IA podría representar para la sociedad, en un contexto en el que los reguladores de todo el mundo intensifican sus llamamientos para establecer normas que controlen esta tecnología.
Entre las prioridades del nuevo fondo se encuentra abordar el impacto de la inteligencia artificial en el mercado laboral, una de las principales preocupaciones relacionadas con la expansión de estas herramientas. Tras el anuncio de Anthropic, publicado el domingo, Musk respondió a la cuenta de la compañía en la antigua Twitter y recomendó que las acciones se entregaran "directamente al público". La empresa también explicó que el porcentaje destinado al fondo podría aumentar. Según su propuesta, el consejo de administración tendría la facultad de añadir un 2 % adicional por cada incremento del 50% en el valor de la compañía por encima de una referencia inicial establecida.
La iniciativa de Musk coincide con el programa Trump Accounts, impulsado por la Administración del presidente estadounidense Donald Trump. El plan contempla una aportación de 1.000 dólares para los niños estadounidenses nacidos entre 2025 y 2028. Gwynne Shotwell, presidenta de SpaceX, afirmó a principios de este año que ella y su marido habían donado acciones de la compañía espacial para incorporarlas a las cuentas de inversión de más de dos millones de niños en Estados Unidos. Este antecedente muestra que ya existen iniciativas destinadas a proporcionar activos financieros a los menores, aunque todavía no se conocen los detalles que permitirían ejecutar una distribución de acciones de SpaceX a una escala tan amplia como la planteada por Musk.
Según el índice de multimillonarios de Bloomberg, Elon Musk es, con diferencia, la persona más rica del mundo, con un patrimonio neto superior a los 900.000 millones de dólares. Las participaciones que posee en SpaceX representan la mayor parte de esa fortuna, con un valor aproximado de 700.000 millones de dólares. El resto procede principalmente de sus intereses en Tesla Inc., Boring Company y Neuralink. Sin embargo, el historial del empresario incluye numerosas propuestas que finalmente no se materializaron, así como anuncios cuyos objetivos posteriormente matizó o presentó como bromas. Por ahora, no se sabe si el compromiso de distribuir acciones de SpaceX entre los menores estadounidenses llegará a concretarse en los términos anunciados.
El anuncio de Anthropic se produce mientras la compañía avanza hacia una esperada oferta pública inicial de acciones (OPI), que podría situar su valoración entre 1,5 y 2 billones de dólares. En este contexto, tanto la propuesta de Anthropic de destinar parte de su capital a fines sociales como la promesa de Musk de repartir acciones entre los niños estadounidenses sitúan en primer plano el debate sobre la responsabilidad pública de las grandes empresas tecnológicas.
No obstante, ambas iniciativas presentan diferencias importantes: mientras Anthropic ha comunicado un plan para constituir un fondo de beneficio público, Musk todavía no ha detallado cómo financiaría, organizaría o ejecutaría la distribución anunciada. Por tanto, la promesa de entregar una acción de SpaceX a cada niño estadounidense sigue pendiente de aclaraciones que permitan determinar su viabilidad y sus condiciones reales.

Todas as empresas de seguros autorizadas com atividade em Portugal nos ramos de crédito, vão poder aderir ao protocolo que regulamenta a atribuição de garantias do Estado às operações de seguro de crédito à exportação. As garantias serão atribuídas através de uma linha do Banco de Fomento – a Linha Fomento Exportação Curto Prazo de 500 milhões de euros –, cujo protocolo foi publicado esta segunda-feira em Diário da República, e que determina que o montante mínimo por operação de exportação é de 20 mil mil euros.
O Banco de Fomento tem o mandato para atuar como Agência de Crédito à Exportação, relativamente à gestão de garantias do Estado referentes a operações de créditos à exportação. Isto quer dizer que a instituição liderada por Gonçalo Regalado vai emitir garantias pública para cobertura das operações elegíveis, mas são as seguradoras que oferecem produtos de seguros enquadráveis na respetiva linha. O modelo replica o que o Banco de Fomento faz com as instituições bancárias que atribuem crédito com garantias do BPF — que é um banco promocional grossista e, como tal, não atua ao nível do retalho. São por isso as seguradoras que avaliam a elegibilidade das operações.
A Linha Fomento Exportação Curto Prazo, que tem uma dotação de 500 milhões de euros, vigora até 31 de dezembro de 2027, mas pode ser prorrogável por períodos sucessivos de 12 meses.
O montante máximo garantido pelo Estado em operações de curto prazo é de cinco milhões de euros por operação, considerado de forma individual ou agregada, ou de vinte milhões de garantia viva por importador, considerado de forma individual ou agregada. Contudo, existe a possibilidade de ser acordado outro montante máximo garantido por segurado.
O nível de garantias a conceder a cada seguradora é definido por ordem de entrada das operações que estas submetem ao BPF e à Entidade do Tesouro e Finanças, no âmbito da Linha, numa lógica de first come, first served.
Em caso de sinistro — ou seja, se a empresa importadora não pagar à empresa nacional e esta acionar o seguro –, a indemnização efetivamente paga pela seguradora em cada operação de curto prazo para os riscos previstos beneficia de garantia do Estado português, de 95% para sinistros resultantes da insolvência declarada judicialmente da empresa devedora; ou insolvência de facto; concordata judicial; concordata extrajudicial, desde que celebrada com a generalidade dos credores do devedor e oponível a cada um deles; incumprimento, ou mora, que prevaleça pelo prazo constitutivo de sinistro indicado na apólice; a rescisão ou suspensão arbitrária do contrato comercial por parte do devedor; recusa arbitrária do devedor em aceitar os bens ou serviços encomendados.
A seguradora, em contrapartida, pode receber a garantia a 100% para sinistros resultantes de uma decisão do Governo ou de autoridades públicas do país do devedor ou de um país terceiro que impeçam o cumprimento do contrato ou ainda por moratória geral decretada pelo governo do país do devedor ou de um país terceiro interveniente no pagamento. Mas também:
Mas existe um cap rate de 10%. Ou seja, o limiar aplicável aos sinistros acumulados, líquidos das recuperações, que é expresso em percentagem do valor acumulado do montante garantido às operações em vigor que determina a suspensão da subscrição de novas apólices ao abrigo da Garantia de Carteira.
Assim, as seguradoras têm de assumir por conta própria até 5% de cada indemnização por sinistro, “com caráter irrenunciável e não retrocedível ao Estado, sendo vedada qualquer retrocessão, direta ou indireta, para entidades públicas”, diz o despacho. Mas, a seguradora pode recorrer a um resseguro privado e é a ela que cabe fixar o prémio aplicável às coberturas assumidas por conta própria.
Os prémios dos contratos de seguro a celebrar com a garantia do Estado, de acordo com as regras internacionais devem ser calculados, com base no capital seguro e ter em consideração o prazo total em risco, a avaliação do risco coberto, quanto ao devedor e ao respetivo país, e a qualidade da cobertura. “O prémio é fixado individualmente para cada limite de crédito estabelecido pela empresa de seguros, dentro do intervalo compreendido entre as taxas anuais mínimas e máximas fixadas nas tabelas” publicadas no despacho, “que tem em conta as condições de pagamento da exportação segura, expressa em meses, e a classificação de risco país da OCDE (Grupos 1 a 7), em que o Grupo 1 é o melhor risco e o Grupo 7 o risco mais agravado”. Os valores máximos variam entre 0,210 e 3,750, mas estes valores são revistos regularmente e publicados no site da OCDE e do Banco de Fomento.
Mas, as seguradoras vão ter de entregar ao Estado, “diretamente ou através do BPF, conforme indicação da ETF, uma percentagem do prémio cobrado, que pode ir até 75% do mesmo.
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Sempre que a vigência da apólice seja inferior a um ano, o prémio aplicável será ajustado proporcionalmente ao período efetivo de vigência. O prémio mínimo, por apólice, não pode ser inferior a 400 euros. E a seguradora pode cobrar encargos administrativos aos segurados.
Os protocolos assinados com as seguradoras têm a vigência da linha, independentemente do momento de adesão. As seguradoras podem pedir a revisão ou fazer cessar a sua adesão ao Protocolo com 90 dias de antecedência face ao início do período subsequente de renovação da Linha. E o BPF pode cancelar a adesão da empresa de seguros ao protocolo com efeitos imediatos caso esta incumpra qualquer obrigação prevista.
As regras determinam ainda que a cessação da Linha Fomento Exportação Curto Prazo ou a cessação da adesão ao Protocolo não prejudica a cobertura pela garantia de carteira das operações de seguros de crédito à exportação aprovadas antes da data de cessação e que estas se mantêm cobertas, até à extinção integral das obrigações decorrentes dos respetivos contratos de seguro (incluindo eventuais sinistros verificados após a cessação mas relativos a operações já incluídas na carteira) ou ao esgotamento do cap rate, consoante o que ocorrer primeiro.
O protocolo que dita as regras de atribuição das garantias para os seguros de crédito à exportação, mas também créditos financeiros, caução e investimento português no estrangeiro e demais instrumentos de apoio à internacionalização e à exportação com garantia do Estado, aplica-se “às operações de curto prazo para mercados com riscos não negociáveis, que exclui os países da União Europeia, Austrália, Canadá, Islândia, Japão, Nova Zelândia, Noruega, Suíça, Estados Unidos e Reino Unido”. Esta exclusão é necessária para que este apoio não seja considerada um ajuda de Estado e assim colidir com as regras europeias.
As empresas exportadoras que venham a contratar as apólices de seguro para minimizar os riscos de exportar, devem ter a situação contributiva e fiscal regularizada à data da contratação da respetiva apólice, não podem estar em dificuldades financeiras (situação de falência, insolvência ou em liquidação) e têm de ter capacidade económico-financeira adequada. A cobertura pelo seguro está limitada à percentagem do crédito seguro que for fixada nas condições da apólice, mas “não pode ser superior a 90% do crédito seguro”. Sendo que a percentagem não coberta é da responsabilidade do segurado e não pode ser garantida por uma terceira entidade.
A indemnização é paga às empresas no prazo de 30 dias a contar da data em que a seguradora disponha de todas as informações e elementos necessários à admissão e regulação do sinistro, verificado e devidamente participado. Mas, se o segurado não tiver recebido a indemnização nesse prazo, por razões que lhe não sejam imputáveis, terá direito a receber juros de mora.
Já as empresas que compram os produtos e serviços às empresas portuguesas têm de estar devidamente constituídas e em situação regular, exercendo a sua atividade de forma legal, não podem estar em situação de falência, insolvência, liquidação judicial ou administrativa, nem sujeitas a processo ou procedimento de efeito equivalente na jurisdição aplicável e não podem ser alvo de sanções ou integrar qualquer lista nacional ou internacional de sanções, designadamente as adotadas pela União Europeia e pelas Nações Unidas no âmbito do combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo. Além disso, nem as empresas, nem os seus sócios, acionistas ou beneficiários efetivos, podem integrar quaisquer listas ou bases de dados relacionadas com práticas de corrupção ou suborno de agentes públicos estrangeiros, designadamente as emanadas da recomendação da OCDE sobre crédito à exportação, nem estarem sujeitas a investigações, condenações ou medidas restritivas neste âmbito.
(Notícia atualizada com mais informação)
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A Sumol+Compal, empresa portuguesa de bebidas não alcoólicas, passou a contar com Sérgio Leal como diretor de inovação. O ex-McDonald’s assumiu o cargo em setembro, de acordo com o seu perfil do Linkedin.
Sérgio Leal, que esteve cerca de 20 anos na McDonald’s, os últimos sete como diretor de marketing e comunicação, saiu da empresa no final de março. Na sequência dessa saída, João Pedro Machado, diretor de transformação digital da McDonald’s Portugal desde outubro de 2024, assumiu a liderança da nova direção — que junta essa área ao marketing.
O novo responsável da Sumol Compal integrou, em julho, a direção da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing (APPM), assumindo também a presidência dos APPM Marketing Awards 2026, atribuídos na última semana.
O português foi um dos dez finalistas da edição deste ano dos European Marketer of the Year, uma das mais prestigiadas distinções europeias na área do marketing.
