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Espanha concentra quase um quarto das posições financeiras de Portugal na Zona euro


Espanha é o principal parceiro financeiro de Portugal, concentrando cerca de um quarto das posições financeiras externas portuguesas perante países da Zona Euro. A relação é, contudo, profundamente assimétrica, conclui um estudo elaborado por economistas do Banco de Portugal e do Banco de Espanha, divulgado esta quinta-feira.

A análise intitulada “Perspectives on Iberian Economic Integration“, apresentada esta tarde num seminário sobre integração económica ibérica, no Banco de Portugal, em Lisboa, assinala que Portugal tem um peso muito mais reduzido nas posições financeiras externas espanholas face ao cenário inverso.

De acordo com os dados citados pelos economistas, no final de 2025, os ativos financeiros portugueses perante Espanha ascendiam a 66,7 mil milhões de euros, enquanto os passivos atingiam 91,4 mil milhões de euros. Estes montantes representavam, respetivamente, 24,1% dos ativos e 23,1% dos passivos portugueses perante a Zona Euro.

Em sentido inverso, Portugal representava apenas 3,7% dos ativos e 1,4% dos passivos espanhóis perante os restantes países da moeda única.

Uma assimetria que ganha especial relevo num dos principais canais de ligação financeira entre os dois países, o setor bancário. De acordo com o estudo, com base em dados relativos à média de 2022 e 2025, Espanha representava 12,6% das exposições externas ponderadas pelo risco do sistema bancário português, constituindo o segundo mercado estrangeiro mais relevante neste indicador, atrás da Polónia.

Em contrapartida, Portugal ocupa o quinto lugar entre os países com maior peso nas exposições externas do sistema bancário espanhol, representando 3,8% do total, atrás do México, do Reino Unido, dos Estados Unidos e do Brasil.

A diferença é igualmente visível quando se comparam as exposições bancárias antes e depois da ponderação pelo risco. No caso português, o peso de Espanha passa de 5,5% das exposições externas originais para 12,6% das exposições ponderadas pelo risco.

Fonte: “Perspectives on Iberian Economic Integration”, Ocasional Paper

“A proximidade geográfica e a presença de filiais no estrangeiro podem ajudar a explicar a importância das ligações bancárias bilaterais entre Espanha e Portugal”, referem os autores, recordando que estudos anteriores demonstram que o crédito transfronteiriço aumenta com a proximidade geográfica e com a presença de sucursais e filiais no mercado de destino.

Embora a assimetria das exposições relativas espelhe diferenças na distribuição geográfica das carteiras internacionais dos dois sistemas bancários, as diferenças de dimensão também são relevantes para determinar o valor absoluto das exposições bilaterais.

A análise, alerta, contudo que “uma maior concentração das exposições em Portugal não deve ser necessariamente interpretada como um sinal de maior vulnerabilidade financeira”, uma vez que “as implicações sistémicas das exposições bilaterais também dependem do seu valor absoluto, das respetivas características de risco e da capacidade dos bancos para absorver perdas”.

“Além disso, as exposições bancárias no âmbito da União Bancária estão sujeitas a um quadro comum de supervisão e resolução bancária”, vincam. Porém, a importância de Espanha não se limita à banca já que o país vizinho representa 19,7% das posições das empresas não financeiras, pelo que cria um “canal de transmissão financeira assimétrico, mas potencialmente sistémico”.

Paralelamente, Espanha é também o principal parceiro de Portugal em matéria de investimento direto estrangeiro (IDE), tanto em termos de stock de investimento como de número de empresas, enquanto Portugal constitui um destino frequente para os investidores espanhóis, embora o seu peso no investimento direto total de Espanha no estrangeiro continue a ser limitado.

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Barclays suprimirá alrededor de 5.000 puestos de trabajo debido al desarrollo de la IA

"Aproximadamente el 60%" de estos recortes de empleo "afectan a las funciones de apoyo, en particular mediante una reducción del número de desarrolladores de software, ya que la IA hace que nuestros equipos sean más productivos", precisó Leer

"Aproximadamente el 60%" de estos recortes de empleo "afectan a las funciones de apoyo, en particular mediante una reducción del número de desarrolladores de software, ya que la IA hace que nuestros equipos sean más productivos", precisó
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Advogada de tribunal europeu dá razão à Caixa contra o Fisco em disputa com duas décadas

✇ECO
By: ECO

O caso tem mais de duas décadas e opõe a Caixa Geral de Depósitos (CGD) à Autoridade Tributária portuguesa. Em 2005, o banco público pediu ao Fisco para que aceitasse uma dedução ao seu lucro tributável de 100% do valor dos dividendos que tinha recebido de quatros empresas. Anos mais tarde, a AT concluiu que só podia deduzir 50%, pois a Caixa não detinha participações há mais de um ano. Agora, a advogada-geral do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) deu razão ao banco do Estado.

Em causa estão dividendos que a Caixa recebeu de BCP, EDP, antiga Portugal Telecom e Brisa. Em 2005, o banco público apresentou uma declaração de substituição da declaração de rendimentos do exercício de 2003 para que a AT aceitasse uma dedução ao seu lucro tributável de 100 % do valor daqueles dividendos.

Porém, porque participações específicas não foram mantidas durante pelo menos um ano, já não pôde deduzir integralmente os dividendos recebidos ao seu lucro tributável, mas apenas metade, segundo determinou o Fisco em 2009.

O processo, ainda sem conclusão, está atualmente pendente no Supremo Tribunal Administrativo, que pediu esclarecimentos ao TJUE para decidir em relação ao mecanismo existente na União Europeia destinado a eliminar a dupla tributação económica de lucros distribuídos nas relações entre sociedades‑mãe e as suas sociedades afiliadas.

Nas conclusões apresentadas esta quinta-feira, a advogada-geral Juliane Kokott defendeu que, desde que a sociedade cumpra os requisitos para ser considerada sociedade-mãe, deve poder deduzir a totalidade dos dividendos recebidos, mesmo que algumas das participações específicas não tenham atingido o período mínimo de detenção.

Kokott considera que a Diretiva Sociedades‑mães e Sociedades Afiliadas se opõe a um requisito adicional, que não está previsto, de que a respetiva participação social, pela qual foi distribuído um dividendo, também tenha sido detida durante esse mesmo período mínimo de detenção, para beneficiar do mecanismo de eliminação da dupla tributação que prevê.

“Quando uma sociedade beneficiária de dividendos preenche os requisitos para ser considerada sociedade‑mãe, (…) pode, ao usufruir do benefício fiscal previsto [na] diretiva, deduzir da sua própria base tributável a totalidade dos dividendos por si recebidos, ainda que nem todas as suas participações sociais na sociedade distribuidora, pelas quais recebe dividendos, tenham, por sua vez, atingido o período mínimo de detenção”, defendeu.

Segundo a advogada-geral, a prevenção de abusos fiscais já é assegurada pela exigência de manutenção da participação necessária para adquirir a qualidade de sociedade-mãe durante o período mínimo estabelecido.

Embora admita que “é controverso o alcance da disposição relativa ao período mínimo de detenção das participações de uma sociedade‑mãe nas sociedades afiliadas distribuidoras de dividendos”, Kokkot considera que é importante esclarecer o período mínimo de detenção também é relevante em termos concretos em relação a cada uma das participações sociais pelas quais a CGD recebeu dividendos, para que estes possam reduzir a base tributável da CGD.

Embora as conclusões não sejam vinculativas, o TJUE tende a seguir as opiniões dos advogados-gerais.

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Bankinter gana un 11% más en los nueve primeros meses del año, hasta los 901 millones

La consejera delegada de Bankinter, Gloria Ortiz, en una fotografía de archivo.

Bankinter logró anotarse un beneficio neto atribuido de 900,67 millones de euros hasta septiembre. Esto supone un crecimiento de casi un 11% respecto al mismo periodo del año anterior. La entidad lo atribuye al "crecimiento de la actividad con clientes, la diversificación de los ingresos y una gestión disciplinada del negocio".

El margen de intereses en los nueve primeros meses del año se anota una subida del 5,68%, hasta los 1.761 millones de euros. Esto se debe a unos "mayores volúmenes de negocio y una buena gestión de los diferenciales", según ha explicado la compañía dirigida por Gloria Ortiz. El margen bruto, que integra la totalidad de los ingresos, el crecimiento es del 6,5%, hasta los 2.397 millones de euros, impulsado por las comisiones.

Por su parte, los activos totales del grupo alcanzan los 132.149 millones de euros, un 2,7% superior al de hace un año. Los recursos de clientes más los activos bajo gestión suman 163.008 millones de euros, un 7,9% más que a la misma fecha de 2025. Dentro de ellos, los recursos minoristas crecen un 2,2%, mientras que los gestionados fuera de balance (fondos de inversión propios y ajenos, fondos de pensiones, gestión patrimonial, SICAVs e inversión alternativa), lo hacen en un 15,2%.

Ahora bien, la compañía reconoce que los costes operativos suman en estos nueve meses 833,9 millones de euros, un 2,3% superior al montante de hace un año. Pero, al mismo tiempo, señala que se trata de "un crecimiento que sigue contenido y por debajo del crecimiento de los ingresos".

Además, presume de una mejora de la rentabilidad, con un ROE (rentabilidad sobre recursos propios) del 19,2% y un ROTE que se consolida en un 20,4%. Por su parte, la morosidad mejora, con una ratio del 1,84%, 21 puntos básicos inferior a la de hace un año, y con un índice de cobertura del 66,8%.

En España, la cartera de inversión crediticia crece un el 3%, hasta los 69.000 millones de euros y el patrimonio de clientes un 9%, hasta los 238.000 millones, incluyendo recursos minoristas, recursos gestionados fuera de balance y activos bajo custodia. El resultado antes de impuestos de Bankinter España alcanza los 1.050 millones de euros, con un incremento del 10% sobre la misma cifra del año anterior.

En hipotecas, la nueva producción en este tercer trimestre del año suma algo más de 1.500 millones de euros, lo que representa un 8% más que en el mismo trimestre de 2025. De ese volumen trimestral, unos 720 millones de euros en hipotecas corresponden al negocio de España.

En cuanto al saldo total de la cartera hipotecaria del Grupo se acerca a los 40.000 millones de euros y es un 5% superior a la de hace un año. Respecto al segmento de Consumo, el saldo al 30 de septiembre alcanza los 6.000 millones de euros, un 4% más que en el mismo periodo de 2025.

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Fundo de Resolução “em condições” de devolver 1,9 mil milhões ao Estado no início de 2027

✇ECO
By: ECO

O Fundo de Resolução estará “em condições” de devolver já no início do próximo ano um montante 1,9 mil milhões de euros que pediu ao Estado para financiar as resoluções do BES e Banif e ainda o mecanismo de capital contingente do Novobanco, declarou o vice-governador Luís Máximos dos Santos, em entrevista ao Expresso.

“No início de 2027, [o Fundo de Resolução] estará em condições de reembolsar entre 1,7 mil milhões e 1,9 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos que emprestaram dinheiro ao Fundo”, avança Máximo dos Santos, que está a poucos dias de deixar o cargo.

Sem adiantar mais pormenores, o mesmo responsável considerou apenas que se trata de “uma verba significativa” que o Fundo de Resolução se prepara para devolver. No final do ano passado, o Fundo de Resolução devia 7,5 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos.

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Bankinter Portugal já utilizou cerca de 75% da garantia pública de crédito à habitação e admite pedir mais quando esgotarem

Bankinter

O Bankinter Portugal já utilizou cerca de 75% da garantia pública ao crédito à habitação. A revelação foi feita pelo CFO (Administrador Financeiro) do Grupo Bankinter Jacobo Díaz, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do terceiro trimestre. “Já foi utilizada cerca de três quartos (quase 75%) da linha”, disse. O que, segundo as contas do Jornal Económico, equivale a ter concedido crédito com garantia pública no montante de 437,5 milhões de euros.

O banco diz que está “num bom caminho”, que ainda tem margem e que, se chegar ao limite, pedirá um reforço ao Estado.

Ao Bankinter foi atribuída uma quota de 60 milhões de euros na linha da garantia pública do Estado para o crédito à habitação jovem (destinada a mutuários até aos 35 anos).

Gloria Ortiz, CEO do Bankinter, revelou ainda que, ao nível da produção hipotecária Portugal cresce quase 20%, contra 40% na Irlanda. Em Espanha, a queda homóloga da nova produção atenuou-se de 40% (1.º trimestre) para 28% (2.º) e 9% (3.º) e o banco espera que continue a atenuar-se.

O banco não vê, por ora, travão à procura de crédito por causa da subida de taxas, nem menor produção hipotecária no próximo ano.

Questionado sobre a exposição à divida francesa o CFO explicou que o Bankinter em Portugal não tem carteira própria.

Segundo as contas apresentadas esta quinta-feira, o Bankinter Portugal continuou a acelerar a sua atividade comercial nos primeiros nove meses de 2026. A carteira de crédito atingiu os 12 mil milhões de euros em setembro, crescendo 9% face ao período homólogo de 2025 e acrescentando 1 mil milhões de euros face ao fecho do exercício anterior, numa trajetória de expansão que se tem mantido ao longo do ano.

O Administrador Financeiro do Bankinter, Jacob Días,  revelou que em Portugal a taxa de morosidade (Non-Performing Loans) em Portugal estava em 1,36% no final de setembro — um nível de risco contido, que se mantém claramente abaixo do praticado pelo setor bancário português e que evidência a solidez da carteira de crédito.

A captação e gestão de património de clientes manteve uma dinâmica ainda mais robusta. Os recursos totais de clientes atingiram os 21 mil milhões de euros, com um crescimento de 18% homólogo — depois dos 21% registados ao longo de 2025 —, enquanto os ativos sob gestão acumulam uma valorização de 114% desde o início da operação. O rácio de empréstimos sobre depósitos (LtD) situou-se nos 114%, refletindo um crescimento equilibrado entre o crédito concedido e o financiamento captado junto dos clientes.

A conta de resultados confirma a solidez da evolução comercial, realça o Bankinter. Entre janeiro e setembro de 2026, a margem de juros atingiu 240 milhões de euros, mais 13% do que no período homólogo de 2025, e as comissões líquidas cresceram no mesmo ritmo, somando 67 milhões de euros.

Acrescem outros resultados negativos de 5 milhões de euros, o que resulta numa margem bruta de 302 milhões de euros, um crescimento de 12%. A gestão contida dos custos operativos, que aumentaram 10% para 98 milhões de euros, permitiu melhorar o rácio de eficiência em 0,5 pontos percentuais, para 32%, e gerar uma margem de exploração de 205 milhões de euros, também 12% superior à do ano passado. As provisões cresceram apenas 6%, totalizando 27 milhões de euros, sustentando um resultado antes de impostos de 178 milhões de euros, 13% acima do registado entre janeiro e setembro de 2025.

Estes resultados confirmam o peso crescente de Portugal dentro do Grupo Bankinter e a capacidade do banco de crescer rentavelmente em todos os negócios, num contexto de rigor disciplinado nos custos e de qualidade creditícia de excelência.

Exposição a dívida francesa

A CEO do Bankinter explicou na conferência de imprensa que a carteira de dívida pública do Grupo Bankinter é essencialmente de dívida pública espanhola, cujo prémio de risco se mantém contido, abaixo do francês e do italiano, sendo das que revela melhor comportamento. Não foram dados números sobre exposição direta a dívida francesa, nem sobre a forma como a dívida pública está contabilizada no banco, se em yield to maturity ou em mark to market.

A situação de França “não é a mesma” que a de outros países afetados na crise soberana, disse Gloria Ortiz que sublinhou que França tem uma enorme capacidade económica, apesar de as finanças públicas “requererem atenção”, sendo que o momento pré-eleitoral não ajuda a que as mensagens sejam tranquilizadoras.

O banco está convencido de que a situação em França se “equilibrará” quando acabar o período de transição, e de que não haverá problemas na dívida pública europeia, embora o momento seja volátil e os prémios de risco de alguns países possam subir.

Sobre outros temas, a CEO disse que banco tem sensibilidade positiva à subida de taxas, pelo que a margem de juros deve crescer num horizonte de um ano. A nível trimestral pode estabilizar ou contrair ligeiramente. Mas o guidance só será dado em janeiro.

A CEO do banco diz que o investimento em IA e tecnologia não visa reduzir pessoal e ambiciona, a prazo, um rácio de eficiência perto de 30%, “ainda que muito ambicioso”. Há formação em IA para todos os colaboradores.

Gloria Ortiz comentou ainda a atividade da Tulp Group (plataforma holandesa especializada em intermediação e financiamento hipotecário), adquirida a 100%, dizendo que “segue sua atividade normal de intermediação digital em hipotecas. O que estamos fazendo agora é trabalhar para ter uma estrutura para poder financiar diretamente nós através da Tulp”.

As primeiras hipotecas devem ser contabilizadas no final de dezembro ou em janeiro de 2027, inicialmente sob a marca Complet.

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Bankinter já usou 75% da garantia pública e apela a “consenso” na crise da habitação


O Bankinter Portugal já utilizou praticamente 75% da sua quota-parte da linha garantia pública no crédito à habitação para os jovens e, perante a onda de protestos nas ruas em várias cidades na Europa, a líder máxima do banco espanhol apelou a um consenso político para que sejam implementadas “políticas de longo prazo eficazes” a combater essa crise.

“Trata-se de um problema estrutural que exige políticas a longo prazo e que, por isso, o ideal seria que houvesse um consenso entre todos os partidos”, declarou Gloria Ortiz em conferência de imprensa de apresentação dos resultados relativos aos primeiros nove meses do ano.

“É isso que eu pediria: que, no que diz respeito aos aspetos estratégicos e aos problemas estruturais que nos afetam, sejam capazes de chegar a um consenso e que possamos ter políticas de longo prazo que sejam, no final de contas, eficazes”, salientou.

Ortiz deseja estabilidade nas políticas porque “as que são aplicadas num dia e no dia seguinte já não o são, não têm qualquer impacto”.

Não só Espanha, mas também em Portugal e noutros países, sobretudo a população mais jovem tem saído às ruas em protesto contra a falta de soluções para a crise da habitação.

É por isso que pediria que, no que diz respeito aos aspetos estratégicos e aos problemas estruturais que nos afetam, sejam capazes de chegar a um consenso e que possamos ter políticas de longo prazo que sejam, no final de contas, eficazes.

Gloria Ortiz

CEO do Bankinter

A CEO do Bankinter considerou que os bancos podem e estão a fazer a sua parte que é a concessão de crédito, apesar de insistir na ideia de que deve haver “um plano a longo prazo com medidas que realmente combatam os problemas estruturais existentes”.

No que toca a Portugal, onde registou um aumento de 13% dos resultados antes de impostos para 178 milhões de euros até setembro, o banco já usou praticamente 45 milhões do plafond de 60 milhões de euros que lhe foi atribuído pelo Estado português no âmbito da linha de garantia pública para os jovens, revelou o administrador financeiro Jacobo Dias.

“Está no bom caminho. Se chegássemos ao limite, certamente pediríamos mais, mas ainda não chegámos ao limite e continuamos a progredir. A verdade é que continuamos muito empenhados nestas medidas de apoio e, se fosse necessário, solicitaríamos mais, mas, por enquanto, ainda temos alguma margem”, declarou o responsável.

Gloria Ortíz, CEO do Bankinter, com o administrador financeiro, Jacobo Díaz.DR

“Não haverá problemas com dívida pública europeia”

Gloria Ortiz comentou ainda a instabilidade nos mercados obrigacionistas que estão a deixar França sob intensa pressão com os juros a dez anos a superarem a fasquia dos 5% pela primeira vez desde 2002. A líder do Bankinter afastou uma crise como a que tivemos na Zona Euro em 2010.

“É verdade que as suas finanças públicas exigem atenção e que a situação atual, na véspera das eleições, não contribui para que as mensagens transmitidas sejam tranquilizadoras”, começou por dizer relativamente a este tema.

“Mas acho que a situação vai certamente voltar ao normal quando este período de transição terminar. E, por isso, estamos convencidos de que não haverá problemas com a dívida pública europeia, embora, logicamente, estejamos a atravessar um período de volatilidade e haja momentos em que os prémios de certos países possam aumentar”, considerou ainda.

O Bankinter registou lucros de 901 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 11% em termos homólogos.

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Barclays sobe lucros para 7 mil milhões até setembro e corta 5 mil postos de trabalho devido à IA

O banco britânico Barclays anunciou hoje lucros atribuíveis de 5.837 milhões de libras (6.963 milhões de euros) até setembro, um aumento de 17% em termos homólogos, e um corte de 5.000 postos de trabalho devido à implementação de IA.

Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, a instituição britânica aponta que o lucro antes de impostos atingiu 8.388 milhões de libras (10.007 milhões de euros), mais 15% que no mesmo período do ano passado, enquanto as receitas totais aumentaram 8% para 23.866 milhões de libras (28.471 milhões de euros).

Já as despesas operacionais cresceram 4% face ao período homólogo para 13.625 milhões de libras (16.254 milhões de euros).

O banco anunciou, ainda um programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de libras (597 milhões de euros).

Citado no comunicado, o presidente executivo do Barclays, C. S. Venkatakrishnan, enalteceu o bom desempenho do banco no período e reforçou a confiança de que a instituição vai atingir as metas de 2028.

“No terceiro trimestre tivemos um crescimento homólogo de 7% na concessão de empréstimos nas nossas unidades de negócio com maior rentabilidade no Reino Unido, destacando-se especialmente a banca corporativa no Reino Unido, que teve um aumento homólogo de 14%”, referiu.

Venkatakrishnan justificou ainda o programa de recompra com a “forte criação de capital” e bom rácio de fundos próprios.

Depois do anúncio dos resultados, a administradora financeira do Barclays, Anna Cross, anunciou que a instituição prevê cortar este ano 5.000 postos de trabalho – o equivalente a 5% da sua força laboral – devido à integração de inteligência artificial (IA).

Em conferência de imprensa, em Londres, Anna Cross explicou que já foram eliminados mil postos de trabalho desde o início do ano e que se esperam reduzir outros 4.000 até ao final do trimestre.

Segundo o banco, a maior parte dos cortes vai afetar funções operacionais e de gestão em toda a instituição.

De acordo com Venkatakrishnan, a decisão resulta “dos investimentos em tecnologia” que têm sido feitos ao longo dos anos e que continuam a ser realizados.

A tecnologia, de acordo com o responsável, permitiu otimizar fluxos de trabalho e reduzir a necessidade de determinados perfis, como programadores.

Em Portugal, o Barclays vendeu, em 2016, o negócio da banca de retalho ao Bankinter.

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Juros da dívida sobem a dois, cinco e 10 anos

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quarta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, bem como com os de França no prazo mais longo.

Às 08:20 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,950%, contra 3,938% na quarta-feira.

Os juros a cinco anos também subiam, para 3,515%, contra 3,502%.

Os juros a dois anos avançavam para 3,211%, contra 3,196% na véspera.

Os juros da dívida francesa subiam para 5,046%, um máximo desde julho de 2002, contra 5,012% na véspera.

Em sentido contrário, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,400%, contra 3,417%, bem como os dos Estados Unidos, que cediam para 5,078%, contra 5,121%.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para 164,7 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:20:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

22/10…….3,211…3,515…..3,950

21/10…….3,196…3,502…..3,938

Espanha

22/10…….3,234…3,587…..4,084

21/10…….3,228…3,571…..4,076

Grécia

22/10…….3,332…3,878…..4,440

21/10…….3,320…3,846…..4,410

Itália

22/10…….3,613….4,082…..4,613

21/10…….3,574….4,043…..4,576

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

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Lucros do Bankinter crescem 11% até setembro. Portugal contribui com 178 milhões

✇ECO
By: Lusa

O banco Bankinter, presente em Portugal, teve lucros de 901 milhões de euros até setembro, mais 11% do que no mesmo período de 2025, anunciou esta quinta-feira o grupo financeiro espanhol.

O resultado antes de pagar impostos ascendeu a 1.267 milhões de euros, um aumento de 10,8% comparando com os primeiros nove meses do ano passado, comunicou o grupo Bankinter à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha.

Em Portugal, onde o Bankinter está desde 2016, o resultado antes do pagamento de impostos foi 178 milhões de euros, um aumento de 13% comparando com os três primeiros trimestres (janeiro a setembro) de 2025, revelou o banco, num comunicado.

Ainda em Portugal, a carteira de crédito ascendeu a 12.000 milhões de euros no mesmo período (mais 9% do que em 2025) e o património dos clientes gerido pelo banco cresceu 18%, para 21.000 milhões de euros.

A margem bruta (que reflete todas as receitas) em Portugal cresceu 12% até setembro.

Já a nível global, a margem bruta de todo o grupo Bankinter chegou aos 2.397 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 6,49% do que no ano passado.

A margem de juros do Bankinter (a diferença entre juros que pagou e cobrou) cresceu 5,68% no mesmo período, para 1.761 milhões de euros.

Quanto à rentabilidade do grupo, a rentabilidade sobre os capitais próprios (ROE) situou-se em 19,2% no final do terceiro trimestre.

O banco Bankinter teve lucros de 1.090 milhões de euros em 2025, mais 14,4% do que em 2024.

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Lucros do Bankinter sobem 11% para 901 milhões de euros com Portugal a contribuir com 178 milhões

Bankinter

O Grupo Bankinter apresentou um lucro líquido de 901 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 11% face ao mesmo período do ano anterior. O resultado antes de impostos atingiu 1.267 milhões de euros (+10,8%). Portugal contribuiu com um resultado antes de impostos de 178 milhões de euros, mais 13% do que há um ano, reforçando o peso da operação portuguesa no desempenho global.

A rendibilidade dos capitais próprios (ROE) do Grupo Bankinter situou-se em 19,2% e o ROTE em 20,4%. A margem financeira alcançou níveis recorde de 1.762 milhões de euros, com um crescimento de 5,7%, beneficiando do aumento dos volumes de negócio e da gestão dos diferenciais. As comissões líquidas subiram 12,9% para 651 milhões de euros, impulsionadas pela gestão de ativos, intermediação bolsista, negócio transacional e receitas de investimento alternativo. A margem bruta (produto bancário) avançou 6,5% para 2.397 milhões de euros.

Os custos operacionais totalizaram 833,9 milhões de euros, um aumento contido de 2,3%, abaixo do crescimento das receitas. O resultado da margem operacional subiu 8,8% para 1.563,6 milhões de euros. O rácio de eficiência (cost-to-income) consolidou-se em 34,8%, beneficiando da estrutura leve do Grupo e da aplicação de medidas de transformação digital, incluindo inteligência artificial generativa.

Na qualidade dos ativos, o rácio de morosidade melhorou para 1,84% (21 pontos base abaixo do valor de há um ano), com um índice de cobertura de 66,8%.

No balanço, a carteira de crédito totalizou 87.134 milhões de euros, mais 5,6%. Os recursos de clientes e os ativos sob gestão somaram 163.008 milhões de euros (+7,9%), com os recursos de clientes a crescerem 2,2% e os recursos geridos fora de balanço a avançarem 15,2%. Os valores sob custódia subiram 14,2% para 96.226 milhões de euros. No conjunto, os volumes de negócio com clientes (crédito, recursos e ativos sob gestão) atingiram 250.142 milhões de euros, mais 7,1%.

O rácio de capital CET1 reforçou-se para 13,2%, muito acima do mínimo exigido pelo BCE (8,6%).

Atividade em Portugal cresce 13%

Portugal manteve um ritmo de crescimento superior ao do Grupo. A margem bruta, que integra a totalidade das receitas, avançou 12% e o resultado antes de impostos chegou a 178 milhões de euros (+13%). A carteira de crédito atingiu 12.000 milhões de euros, com um aumento de 9%. O património gerido dos clientes — que inclui recursos de clientes, recursos fora de balanço e ativos sob custódia — cresceu 18%, totalizando 21.000 milhões de euros. O país consolida-se como a segunda geografia do Bankinter em volume de negócio e receitas.

Outras geografias

Em Espanha, o resultado antes de impostos atingiu 1.050 milhões de euros (+10%), com a carteira de crédito a crescer 3% e o património dos clientes a avançar 9%. Na Irlanda, o volume de negócio com clientes subiu 26%, a margem bruta cresceu 19% e o resultado antes de impostos chegou a 41 milhões de euros (+21%).

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Bankinter dispara el beneficio un 11% en los nueve primeros meses del año, hasta los 900 millones

Bankinter tiene a tiro de piedra volver a pulverizar su propio récord anual de beneficios. El banco ha elevado en los nueve primeros meses del año las ganancias un 11%, hasta los 901 millones de euros. El número ya ronda los 1.090 millones que ganó en todo el año pasado, su récord sin contar los 1.333 millones que se embolsó en 2021 por el efecto extraordinario de la venta de Línea Directa.

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© Cristina Arias (Cristina Arias)

Sede de Bankinter en Madrid.
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Prestação de novos créditos à habitação dispara 14% num ano

O DN escreve que contrair crédito para comprar uma casa está cada vez mais caro. No Público, o ministro da Defesa defende um serviço militar voluntário para os jovens já no próximo ano.

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La banca afronta una factura millonaria al tener que devolver el dinero a sus clientes víctimas de fraude

El cliente siempre tiene la razón, también en cuestiones relacionadas con fraudes bancarios. La justicia europea ha puesto el punto final a las disputas entre las entidades y las víctimas de fraudes, incluso aunque hayan cometido una negligencia grave, como llevar anotada la clave en la tarjeta de crédito, dictar por teléfono el código de un solo uso o instalar una aplicación de control remoto en el ordenador a solicitud de un desconocido. De entrada, las entidades financieras no podrán aducir ese motivo para denegar la devolución del dinero, como hacían hasta ahora, de acuerdo con una reciente sentencia del Tribunal de Justicia de la Unión Europea (TJUE). Los bancos tendrán que reclamarle, a posteriori, el dinero al cliente.

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© Marcos Villaoslada (EFE)

La presidenta de la Asociación Española de Banca (AEB), Alejandra Kindelán.
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Sonangol abre a porta a reforçar no BCP se Fosun sair

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By: ECO

A petrolífera estatal angolana Sonangol está disponível para reforçar a sua participação no BCP BCP 2,14% se os chineses da Fosun venderem a sua posição no banco português.

Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a companhia petrolífera continua a ver “valor estratégico” nas suas participações no BCP e também na Galp, onde detém 19,9% e 16,9% (indiretamente), respetivamente.

“Em relação a uma potencial saída da Fosun do BCP, a Sonangol não tomou, até este momento, nenhuma decisão de aumentar a sua participação”, referiu numa entrevista por escrito.

“Qualquer potencial oportunidade será cuidadosamente avaliada, tendo em conta a sua adequação estratégica, os retornos esperados, as condições de mercado e a alocação eficiente de capital”, frisou ainda o responsável.

A Fosun detém 20,45% do BCP, mas está a avaliar as opções para a sua participação no banco português, revelou o Expresso em abril.

O ECO adiantou que a seguradora Ageas poderá regressar à estrutura acionista do banco, onde pode assumir uma participação de 5%, em caso de saída da Fosun.

O Jornal de Negócios noticia esta quarta-feira que, por causa do programa de recompra de ações do BCP, a Sonangol terá de vender ações do banco para não superar a fasquia dos 20%, que obrigaria a autorização do Banco Central Europeu (BCE).

As ações do BCP estão a subir 1,8% para 1,118 euros e desde o início do ano acumulam uma valorização de 23%, superando o desempenho do PSI.

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Santander em parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de IA para a banca

Santander Ana Botín

O Banco Santander está a reforçar a parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de inteligência artificial especializados em tarefas bancárias, com o objetivo de melhorar a qualidade do atendimento ao cliente e reduzir custos operacionais, anunciou o banco numa nota de imprensa esta quarta-feira.

No âmbito do Santander AI Lab, a instituição está a testar e a aperfeiçoar modelos e agentes de IA adaptados a necessidades específicas da banca, passando progressivamente de grandes modelos de uso geral para versões mais pequenas e especializadas.

Em casos de uso experimentais, esta abordagem permitiu reduzir os custos de processamento de cerca de 5 euros por interação para aproximadamente 0,03 euros, mantendo elevado desempenho. Num projeto-piloto de atendimento ao cliente, o banco melhorou a qualidade das conversas e cortou os custos de serviço em mais de 50%.

O Santander criou a plataforma Model Arena para avaliar modelos de pesos abertos (open-weight) em tarefas bancárias e identificar o mais adequado a cada caso. O banco está também a especializar modelos com o Nvidia NeMo Customizer e a usar a família de modelos NVIDIA Kumo para dados estruturados, além de industrializar a inferência com a solução Nvidia Dynamo-Triton.

Para dar continuidade ao trabalho, as duas empresas firmaram um acordo-quadro de colaboração de três anos. O entendimento abrange modelos fundacionais, agentes de IA, prevenção de fraude e combate ao branqueamento de capitais, tomada de decisões em tempo real e tecnologias de simulação, incluindo o conceito de “digital twin”.

“A Nvidia é um parceiro fundamental nas infraestruturas, no software e na investigação, impulsionando de forma significativa os mais recentes avanços em inteligência artificial”, afirmou Iñaki Bernal, responsável global de Inteligência Artificial do Santander.

“Ao conjugarmos estas capacidades com a escala do Santander em áreas de negócio, clientes e geografias, acreditamos estar numa posição única para transformar, com sucesso, esses avanços em capacidades bancárias concretas”, acrescenta-

Já Aser Blanco, responsável global pelo setor bancário na Nvidia , destacou que a banca é um dos setores mais intensivos em dados e que “o custo por resultado de inteligência é uma métrica fundamental”. Segundo ele, o Santander está a demonstrar como a abordagem com modelos mais pequenos e especializados com dados próprios funciona em produção e à escala de um banco global.

O Santander AI Lab continua a desenvolver processos rigorosos de experimentação, otimização de desempenho e testes adversariais a sistemas de IA conversacional, antes de implementar à escala as soluções que demonstrem valor em todo o Grupo.

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