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Xpeng integra Google Play nos cockpits inteligentes em parceria alargada com a Google

A Xpeng anunciou esta quinta-feira a alargamento da sua parceria com a Google, passando a integrar nativamente o Google Play nos cockpits inteligentes dos seus carros elétricos, numa operação cuja distribuição está prevista para o início de 2027, de forma progressiva nos mercados internacionais.

A integração, desenvolvida sobre a base do Android Automotive OS, permitirá aos condutores e passageiros aceder diretamente a centenas de aplicações de terceiros — de música e podcasts a streaming de vídeo, navegação, jogos ou serviços de carregamento e estacionamento — provenientes de mais de 100 países e regiões, sem necessidade de recorrer a um smartphone, informou a montadora chinesa em comunicado.

“O nosso trabalho conjunto com o Google Maps demonstrou o que as duas empresas podem alcançar. Com o Google Play, alargamos esta abordagem da navegação a um ecossistema digital mais abrangente”, afirmou Xianming Liu, vice-presidente da Xpeng e responsável pelo General Intelligence Center.

A Google sublinha que o ecossistema de aplicações automóveis “continua a crescer rapidamente”. “A integração oferece aos condutores ainda mais opções para aceder às aplicações de entretenimento e aos serviços do dia a dia de que gostam, diretamente através do ecrã do automóvel”, disse Haris Ramic, diretor de produto do Android para automóveis da Google.

O anúncio surge na sequência da integração do Auto SDK do Google Maps, revelada em julho de 2026, que introduziu funcionalidades cartográficas essenciais para os sistemas avançados de assistência à condução da marca nos mercados internacionais. Os utilizadores poderão ainda interagir com as aplicações através do assistente de voz multilingue com inteligência artificial da Xpeng.

Fundada em 2014 e sediada em Guangzhou, a Xpeng posiciona-se como uma empresa de “Inteligência Artificial Física” (Physical AI), desenvolvendo internamente os seus sistemas avançados de assistência ao condutor e de cockpit inteligente. Em Portugal, a marca é distribuída pelo Grupo Salvador Caetano.

A empresa não revelou ainda quais os modelos abrangidos nem os mercados onde a funcionalidade estará disponível, indicando apenas que mais detalhes serão divulgados “oportunamente” e que a disponibilidade poderá variar consoante o modelo e os requisitos de segurança.

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CTT vão financiar projetos ambientais em Sintra-Cascais e agricultura regenerativa para compensar emissões

Os CTT anunciaram esta quinta-feira os projetos ambientais que vão financiar no âmbito da sua iniciativa de compensação carbónica, após uma votação pública que decorreu entre 06 e 20 de outubro, tendo sido escolhidos um projeto de preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais e outro de agricultura regenerativa em vários países europeus.

Segundo a empresa, o projeto de Preservação do Parque Natural de Sintra-Cascais venceu na categoria de iniciativas nacionais, com 115 votos, enquanto o AgreenaCarbon Project, dedicado à promoção da agricultura regenerativa na Europa, foi o mais votado na categoria internacional, reunindo 154 votos.

O apoio aos dois projetos permitirá compensar 241 toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO₂) associadas à atividade de transporte e distribuição do serviço Correio Verde dos CTT.

A iniciativa nacional tem como objetivo preservar a fauna e a flora do Parque Natural de Sintra-Cascais através da recuperação de habitats naturais, plantação de espécies autóctones, erradicação de espécies invasoras e implementação de medidas de controlo da erosão.

De acordo com a empresa, estas intervenções procuram reforçar a conservação da biodiversidade e aumentar a resiliência dos ecossistemas da área protegida.

Já o AgreenaCarbon Project apoia a adoção de práticas de agricultura regenerativa em explorações agrícolas de dez países europeus, promovendo medidas destinadas a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e a aumentar o armazenamento de carbono nos solos.

O projeto visa igualmente melhorar a saúde dos solos, a retenção de água e a capacidade de adaptação das explorações agrícolas aos impactos das alterações climáticas.

Com esta iniciativa, os CTT afirmam reforçar o seu compromisso com soluções de mitigação das alterações climáticas, apostando em projetos de conservação da natureza e regeneração dos ecossistemas.

Os CTT empregam mais de 14 mil trabalhadores e registaram, em 2025, rendimentos operacionais de 1.288,1 milhões de euros. A empresa tem como meta eletrificar a totalidade da sua frota de distribuição de última milha até 2030.

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Mars reduz emissões em 6,4% em 2025 e atinge maior corte anual da sua história

Mars

A multinacional norte-americana Mars reduziu em 6,4% as emissões absolutas de gases com efeito de estufa (GEE) em toda a sua cadeia de valor em 2025, registando a maior redução anual da sua história, segundo o relatório de sustentabilidade divulgado pela empresa.

De acordo com o relatório Sustainable in a Generation 2025, a redução acumulada das emissões atingiu 16,9% face ao ano de referência de 2015, ao mesmo tempo que o negócio cresceu cerca de 75%.

A empresa destacou ainda que cumpriu, em 2025, a sua meta de redução de emissões dos âmbitos 1 e 2 definida no âmbito da iniciativa Science Based Targets, ao alcançar uma diminuição de 42,6% em comparação com os níveis registados em 2015.

“A sustentabilidade é central para a forma como crescemos e prosperamos, não apenas porque é a coisa certa a fazer pelo ambiente, mas porque é a única forma de construir resiliência em toda a nossa cadeia de valor”, afirmou o presidente executivo (CEO) da Mars, Poul Weihrauch, citado no relatório.

Segundo o responsável, a empresa continuou a registar “progressos significativos” ao longo de 2025, enquanto procura reforçar a resiliência das comunidades, dos trabalhadores e das cadeias de abastecimento.

No âmbito da sua estratégia ambiental, a Mars expandiu os projetos de agricultura climaticamente inteligente para cerca de 77 iniciativas em 26 países, abrangendo 12 culturas agrícolas.

Entre os projetos destacados encontra-se o programa Protect the Peanut, através do qual a empresa investiu cerca de 5,2 milhões de dólares ao longo de cinco anos para desenvolver variedades de amendoim mais resistentes à seca e às doenças.

A empresa salientou igualmente o programa Raising Rice Right, que prevê um investimento de 20 milhões de dólares entre 2020 e 2030 para promover práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de arroz e reforçar a resiliência dos agricultores.

Numa outra iniciativa, a Mars associou-se à PepsiCo e à ADM para lançar um programa de agricultura regenerativa na Polónia, apoiando 24 agricultores em mais de 5.450 hectares. A empresa está envolvida em culturas regenerativas de trigo numa área de 3.450 hectares destinada ao fornecimento de marcas como Whiskas e Pedigree

No setor da energia, a companhia anunciou em 2025 o programa Renewables Acceleration (RAcc), destinado a alargar o acesso à eletricidade renovável às cadeias de valor dos seus fornecedores e parceiros.

Segundo a Mars, esta iniciativa poderá permitir evitar cerca de três milhões de toneladas de emissões até 2030, o equivalente a aproximadamente 10% da atual pegada carbónica da empresa.

Entre os projetos associados ao programa está um acordo com a GoldenPeaks Capital para o desenvolvimento de mais de 100 projetos solares na Polónia, capazes de gerar cerca de 222 gigawatts-hora (GWh) de energia limpa por ano.

A empresa estabeleceu igualmente uma parceria com a Enel North America para apoiar três projetos solares no Texas, que deverão produzir aproximadamente 1,8 terawatts-hora (TWh) de eletricidade renovável por ano e evitar cerca de 700 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) anuais.

O diretor de sustentabilidade da Mars, Alastair Child, considerou que os resultados demonstram que a sustentabilidade está “no centro” da forma como a empresa planeia e investe, defendendo que a concretização dos objetivos climáticos exige colaboração entre empresas, fornecedores, governos, organizações não-governamentais e comunidades locais.

O relatório refere ainda que a empresa mantém uma estratégia assente em objetivos científicos, transparência e mecanismos de governação para acompanhar o progresso das metas ambientais.

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Grupo Inspired escolhe região de Lisboa para estreia mundial de novo modelo educativo

A região de Lisboa foi escolhida pelo Inspired Education Group para ser um dos dois palcos da estreia mundial da Inspired Edge Academy, um novo modelo educativo que promete repensar a forma como as crianças dos 7 aos 10 anos aprendem.

O lançamento está previsto para setembro de 2027 e acontecerá em simultâneo em Londres e na região de Lisboa. Em Portugal, a academia vai funcionar num edifício exclusivo no campus do PaRK International School, em Alfragide.

Com sede em Londres, o Inspired Education Group conta com mais de 125 colégios de topo em todo o mundo

A Inspired Edge Academy é dirigida a crianças entre os 7 e os 10 anos, o modelo propõe uma aprendizagem mais personalizada, próxima e adaptada ao ritmo de cada aluno. Em vez de uma progressão uniforme por idade ou por turma, cada aluno avança ao seu ritmo, com acompanhamento próximo de professores e coaches e com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial que ajudam a personalizar os desafios.

Segundo o grupo, esta progressão baseada no domínio dos conhecimentos permite que determinados conteúdos sejam concluídos em cerca de um terço do tempo de uma sala de aula tradicional. Em colégios do Grupo Inspired que já utilizaram plataformas adaptativas semelhantes, os alunos registaram, após seis semanas, uma melhoria média de 8,1% nos resultados das avaliações.

O objetivo, sublinha o grupo, não é acelerar por acelerar, mas libertar tempo. O tempo ganho será usado para aprofundar conhecimentos e desenvolver competências essenciais para o futuro: pensamento crítico, criatividade, comunicação, colaboração, resolução de problemas, literacia financeira, empreendedorismo e bem-estar.

O modelo prevê ainda um rácio de um adulto por cada 10 alunos.

A organização do dia reflete essa abordagem. As manhãs são dedicadas às aprendizagens fundamentais – incluindo Inglês, Matemática, Ciências, Tecnologias e Línguas – através de percursos personalizados.

À tarde, a aprendizagem assume uma dimensão mais prática e colaborativa, com projetos interdisciplinares. Entre os exemplos previstos estão imaginar e desenvolver uma colónia em Marte ou construir um carro elétrico de competição, onde os alunos terão de conceber e montar o veículo, trabalhar com especialistas e procurar apoio junto de empresas para financiar a participação numa corrida.

“Mais do que introduzir novas ferramentas na educação, este modelo procura repensar a forma como as crianças aprendem. A tecnologia tem um papel importante, mas é o professor que dá sentido à aprendizagem, acompanha cada aluno e cria as condições para que desenvolva todo o seu potencial. Queremos que cada criança tenha um percurso que respeite a forma como aprende, mas também tempo e espaço para experimentar, criar, trabalhar com os outros, resolver problemas e descobrir aquilo em que pode ir mais longe”, afirma Joana Simas, Diretora da Inspired Edge Academy™ em Portugal.

Joana Simas é atualmente Global Head of EdTech Implementation do Inspired Education Group, onde lidera projetos de inovação educativa à escala internacional. A estrutura de liderança internacional da Inspired Edge Academy™ integra ainda Marc Thiessen, CEO; Michael Lambert, Diretor de Educação do Inspired Education Group; e Adam Webster, Diretor do Programa Educativo.

Antes do lançamento oficial, as famílias poderão conhecer e experimentar alguns dos princípios do novo modelo num Open Day imersivo intitulado “Missão Impossível”, que se realiza a 21 de novembro, no campus do PaRK International School Alfragide.

Destinado a crianças entre os 6 e os 10 anos e respetivas famílias, o evento vai transformar as crianças em “Edgineers”, com desafios práticos no Edge Lab – decifrar códigos, construir uma ponte e trabalhar em equipa para resolver diferentes problemas.

Enquanto as crianças participam nos desafios, os pais poderão conhecer a equipa, perceber como funciona o modelo de aprendizagem personalizada, explorar a visão para os espaços de aprendizagem e compreender de que forma professores e coaches acompanham a evolução de cada aluno.

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Startup Portugal lança campanha “Portugal. A great place to start” criada com recurso a inteligência artificial

A Startup Portugal lançou a campanha institucional “Portugal. A great place to start”, desenvolvida com recurso a ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa, para promover o país junto de empreendedores, investidores e talento nacionais e internacionais.

A campanha foi desenvolvida pela agência The Hotel ao longo de cerca de um ano e recorreu a mais de 20 ferramentas e modelos de IA generativa, que permitiram criar mais de 5.000 imagens e 3.000 clips de vídeo, combinados com imagens reais.

A iniciativa, lançada no âmbito dos projetos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pretende reforçar o posicionamento de Portugal como um dos destinos europeus para a criação e internacionalização de startups, segundo a informação divulgada pela entidade.

Partindo da pergunta “Why Portugal?” (“Porquê Portugal?”), a campanha centra-se em histórias reais de empreendedores, empresas e projetos de diferentes setores e geografias, procurando mostrar a capacidade nacional para transformar conhecimento, talento e inovação em valor económico.

“A resposta não está numa única razão, mas numa combinação de talento, inovação, qualidade de vida, capacidade tecnológica e ambição”, afirmou Miguel d’Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal, citado no comunicado.

O responsável acrescentou que o objetivo é dar a conhecer internacionalmente os fatores que tornam Portugal atrativo para lançar novos projetos empresariais.

Por sua vez, Hélder Monteiro, ‘partner’ da The Hotel, destacou o caráter experimental do processo de produção, que combinou ferramentas de IA generativa com um fluxo de trabalho desenvolvido pela própria agência.

“A tecnologia foi essencial para a execução, mas o foco manteve-se sempre nas histórias reais, nas pessoas e nos resultados concretos do ecossistema português de empreendedorismo”, afirmou.

O filme da campanha foi realizado por Tiago Viegas, enquanto a estratégia de meios ficou a cargo da Initiative Media.

A campanha terá presença nacional e internacional e é lançada antes da Web Summit, procurando aproveitar a visibilidade internacional gerada pelo evento tecnológico que decorre anualmente em Portugal.

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Legendre abre escritório em Montreal e estreia-se na América do Norte

O grupo francês Legendre anunciou a abertura de um escritório em Montreal, no Canadá, marcando a primeira presença operacional da empresa fora da Europa e um passo na sua estratégia de expansão internacional.

A empresa pretende que a atividade internacional represente 20% do volume de negócios até 2030.

Fundada em 1946, a Legendre desenvolve, projeta, constrói, reabilita, opera e investe em edifícios e espaços de vida, a pensar nas gerações futuras. É uma empresa familiar liderada por Vincent Legendre, neto do fundador.

A companhia, que já atua no Reino Unido, Portugal, Suíça, Jersey e Guernsey, reforça assim a sua atividade no continente americano depois de mais de uma década de investimentos no Quebeque. A presença da Legendre no Canadá remonta a 2014, quando realizou o primeiro investimento em Montreal, no Hôtel Alt, no bairro de Griffintown, em parceria com o promotor Devimco.

Desde então, participou em vários projetos residenciais e mistos, entre os quais o Novia, em Longueuil (357 habitações, escritórios e espaços comerciais), o Manoir Grace Dart, em Mercier (300 habitações), e o bloco 4 da Esplanade Cartier (205 habitações), junto à ponte Jacques-Cartier, em Montreal.

Nestes empreendimentos colaborou com parceiros locais como LSR GesDev, Maître Carré, TGTA, Prével e Ipso Facto.

Com o novo escritório, a empresa deixa de se limitar ao investimento e passa também a identificar terrenos, lançar e desenvolver projetos de promoção imobiliária por conta própria na área metropolitana de Montreal.Para liderar esta fase, a Legendre contratou Clément Bonnemaire, que integrou a equipa a 28 de setembro.

O responsável, com experiência no mercado imobiliário local, ficará encarregado de identificar e desenvolver oportunidades que consolidem a presença do grupo a longo prazo.A expansão internacional da Legendre arrancou em 2015 no Reino Unido, onde atua na construção e promoção imobiliária nos segmentos residencial, de escritórios e hoteleiro.

Em 2017 chegou a Jersey, com a entrega de um empreendimento de quase 280 habitações na frente marítima de St Helier. Em 2019 instalou-se em Portugal (Lisboa e Porto) e em 2022 abriu escritório em Genebra.

Fundada em 1946 e liderada por Vincent Legendre, neto do fundador, a Legendre desenvolve, projeta, constrói, reabilita, opera e investe em edifícios e espaços. Conta com cerca de 2.500 colaboradores em 21 localizações em França e no estrangeiro e prevê um volume de negócios de mil milhões de euros em 2025.

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ECO.AP 2030 ultrapassa 900 entidades e reforça monitorização da descarbonização na Administração Pública

O programa ECO.AP 2030 integrou nos últimos doze meses mais 80 entidades públicas, elevando para 901 o total de organizações registadas e contabilizando 785 Gestores de Energia e Recursos (GER), de acordo com o Relatório Síntese com dados a 30 de setembro de 2026.

Este reforço traduz-se numa maior capacidade técnica das entidades públicas para implementar medidas de eficiência energética, hídrica e de descarbonização.

De acordo com o documento divulgado pela Adene – Agência para a Energia, entidade responsável pela operacionalização do programa, o Barómetro ECO.AP integrou no último ano mais 1.918 instalações e 9.352 veículos.

A plataforma passou também a abranger a iluminação pública e os equipamentos urbanos, tendo registado 2.731 instalações nesta nova área de monitorização e análise.

O compromisso com o planeamento estratégico registou igualmente progressos significativos, com mais 26 entidades a verem validados os respetivos Planos de Eficiência e Descarbonização ECO.AP 2030, totalizando 116 organismos com planos aprovados para os períodos de 2025-2027 e 2026-2027.

No decorrer de 2026, os Ministérios da Agricultura e Mar, das Finanças e da Justiça publicaram formalmente as respetivas metas, juntando-se aos setores da Saúde e da Defesa Nacional e elevando para cinco as áreas governativas com objetivos publicados.

A coordenação territorial conheceu um incremento expressivo, contando atualmente com 32 Coordenadores de Energia e Recursos (CER), o que representa mais 15 do que no período homólogo, destacando-se a adesão de 22 municípios que reforçam a articulação e a implementação local do programa.

Em paralelo, verifica-se uma aposta contínua nas energias renováveis, com a inscrição de mais 18 instalações de sistemas solares térmicos e 22 sistemas fotovoltaicos, contabilizando globalmente 98 e 104 instalações registadas no barómetro, respetivamente.

Na vertente da capacitação, o programa promoveu 22 iniciativas no último ano que envolveram 1.658 participantes e cerca de 64 horas de atividade. No total acumulado, o ECO.AP 2030 soma já 150 ações e 8.088 participantes, num esforço contínuo de divulgação, capacitação e partilha de boas práticas.

A Adene, liderada por Nelson Lage, sublinha que estes resultados confirmam a consolidação do programa como um instrumento de referência para a eficiência de recursos e a integração progressiva da descarbonização nas práticas de gestão da Administração Pública.

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Antas da Cunha ECIJA lança hub de inovação em Madrid dedicado a legal tech e inteligência artificial

A sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA anunciou hoje o lançamento de “The Garage by ECIJA”, um hub de inovação jurídica e inteligência artificial instalado em Madrid, que servirá toda a rede ECIJA nos seus projetos de legal tech.

O espaço, com uma área superior a 700 metros quadrados, situa-se no centro de Madrid, na Glorieta de Rubén Darío, e reúne uma equipa multidisciplinar de mais de 70 profissionais — advogados, engenheiros e consultores — que trabalham diariamente com fabricantes de inteligência artificial e empresas tecnológicas.

Em comunicado, Fernando Antas da Cunha, managing partner da Antas da Cunha ECIJA e sócio da ECIJA, afirmou que o projeto se insere na estratégia de “Full AI Firm” da sociedade, sublinhando que o objetivo é que os clientes passem a percecionar a firma “como uma plataforma tecnológica global, que presta serviços jurídicos” e que integra a inteligência artificial na organização do conhecimento, no desenho de processos e na criação de produtos.

Segundo o advogado, a firma já tem em funcionamento em clientes alguns produtos e softwares de legal tech e estão previstas novas iniciativas, como o primeiro “Portugal Legal Tech Safary day”, a realizar em dezembro no espaço de Madrid e destinado exclusivamente a empresas e in house lawyers portugueses. Estão também planeados “Legal Days”, “safaris de inovação”, workshops, laboratórios práticos, demonstrações, casos de estudo e um “Open Challenge” dirigido ao ecossistema de legal tech.

O projeto será liderado por Juan Luis Moreno, engenheiro de telecomunicações com mais de 25 anos de experiência em estratégia digital, inovação e transformação empresarial.

A 14 de outubro, o projeto esteve na base da atribuição ao CEO da ECIJA, Alejandro Tourinho, do prémio “Lifetime Contribution to Innovation Award”, nos “Legal Geek Leaders in Tech Law Awards”.

Um ano depois de ter conquistado os títulos de “European Law Firm of the Year” e “Law Firm of the Year: Iberia”, o “The Garage by ECIJA” está também na origem das nomeações da ECIJA em sete categorias dos “The Lawyer European Awards 2026”.

Fundada em 2015, a Antas da Cunha ECIJA é uma sociedade de advogados ibero-americana com foco no direito digital e mais de 200 profissionais em Portugal, entre Lisboa, Porto e Braga.

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Intuição, emoção e empatia: tudo o que a IA e os algoritmos ainda não aprenderam

Num mundo em que a inteligência artificial está a tomar conta de tudo e um ritmo alucinante, que espaço ainda resta às capacidades humanas, seja nas empresas, nas universidades, nas decisões políticas ou no jornalismo? Esta e outras questões mereceram a reflexão de protagonistas de renome no regresso da edição ao vivo do podcast “Puxar Pela Cabeça”, um programa da Amrop Portugal, conduzido por Maria da Glória Ribeiro e que conta com o JE como parceiro.
Para esta conversa, moderada por João Marcelino, diretor do JE, a Universidade Católica Portuguesa recebeu Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, Mário Crespo, jornalista, Adolfo Mesquita Nunes, Assunção Cristas, Rui Miguel Nabeiro e Maria da Glória Ribeiro. Estes especialistas que partilharam visões e experiências distintas sobre as transformações que poderão marcar a próxima década.
Confrontada com todas possibilidades que se colocam através da tecnologia, Maria da Glória Ribeiro, diretora da Amrop Portugal e consultora, considera que as capacidades humanas “serão sempre as mais importantes” e define tudo aquilo que a tecnologia está a replicar como algo que “está ligado ao cérebro mas não à mente, sem intuição ou emoção”. A especialista considera que essas qualidades vão ficar para os humanos e que será tudo isso “que nos irá distinguir dos humanóides que nos vão substituir”. Num contexto em que os recrutamentos têm uma boa dose de tecnologia a determinar se determinado candidato é o melhor para a função, Maria da Glória Ribeiro não tem dúvidas: “Nunca aceitaria que um candidato fosse excluído através da avaliação de uma ferramenta de IA. As conversas até podem ser online mas nada é decidido sem uma reunião presencial”.
 
Decisões ao ritmo do algoritmo
A anfitriã deste encontro, Isabel Capeloa Gil, começou por ser desafiada para projetar o futuro do ensino superior, num mundo em rápida mudança alavancada na tecnologia. Para a reitora, o ensino superior “é muito mais do que um criador de emprego ou criar braços para a indústria” e terá que regressar à sua função primordial: a de articular a formação de um profissional com a formação de um cidadão que deve estar preparado para refletir e resistir à desinformação. Para Isabel Capeloa Gil, o mercado precisa de pessoas que pensem e que tragam valor e quanto a IA, terá o seu papel como extensão das possibilidades do ser humano.
Para Rui Miguel Nabeiro, CEO da Delta, a tecnologia é muito importante mas seja a IA ou qualquer outro mecanismo, tem que trazer sempre eficiência. Reconhece que a Delta está a aprender a melhor forma de adotar tecnologia e que isso também trouxe um maior acréscimo de trabalho: “A fórmula mágica é continuar a trabalhar junto dos nossos clientes para conquistar o top10 mundial que é o nosso objetivo”.
O advogado e ex-governante Adolfo Mesquita Nunes, autor do livro “Algoritmocracia”, expôs algumas das suas teses sobre a forma como os algoritmos estão a tomar conta das nossas vidas e como querem acima de tudo, a nossa atenção: “Os algoritmos escolhem aquilo que nós vemos e são eles que vão tomar decisões. Vão entrar na nossa vida em decisões que nunca pensamos atribuir-lhes competências”.
E como será no campo da energia e da sustentabilidade? A advogada e também ex-governante, Assunção Cristas, sublinha que “o grande desafio é tornar estas possibilidades tecnológicas como alavancas da sustentabilidade” e apesar de reconhecer dificuldades, considera que “o conhecimento vai permitir-nos esta evolução de forma sustentável e a fazer escolhas mais informadas”. Com Portugal a receber investimento no sector dos centros de dados, a advogada da Vieira de Almeida não tem dúvidas da importância de trazer estas infraestruturas para Portugal: “Serão muito importantes, serão âncoras de desenvolvimento, mas é preciso que tudo isto seja verdadeiramente bem feito”.
O jornalista Mário Crespo não tem dúvidas que os mecanismos atuais de IA permitem produzir coisas absolutamente sublimes, como um discurso muito bem escrito, mas deixou a pergunta: “Será que isso substitui a eloquência de um grande orador? Creio que não”. Para este profissional da comunicação com muitos anos de trabalho nos EUA, “habituamo-nos a reduzir os nossos standards de exigência e a aceitar a solução mais cómoda”. E como vê a relação de Trump com o Chat GPT? “Utiliza-o de forma muito curiosa e muito ridícula. Vivemos numa fase de absurdo”, realça.
 
“Para as empresas, há mais desafios para além da IA”
Rui Miguel Nabeiro reconhece a importância da tecnologia e não a desvaloriza, mas como CEO de uma das empresas mais importantes do país (e que quer crescer a nível mundial), realça que “é preciso perceber que há muito mais desafios para as empresas do que a IA”. E concretiza: “A gestão das pessoas é o mais importante, assim como a capacidade de conhecer os nossos clientes e de humanizar essa relação. Naturalmente que as tecnologias são fundamentais mas não podem ser o único tema nem o único desafio. E se a IA nos disser para lançar um produto no mercado e se não corre bem? Há muitos desafios para lidar e as pessoas estão nesse caminho”. Este responsável destaca ainda que “quando definimos determinados valores para a Delta, como o humanismo e a proximidade, sabemos que isso terá sempre um custo. Mas o bem-estar é algo que valorizamos e isto é um círculo virtuoso”.
 
“Preservar a empatia é essencial”
Isabel Capeloa Gil não tem dúvidas que a IA é imparável e que tentar evitá-la, no âmbito do ensino superior, “é como tentar parar o mar com as mãos”. Qual a solução? “Temos que potenciar uma adoção ética. A forma como os modelos de IA são utilizados e a forma pedagógica com que são utilizados é a chave. No meu entender, não basta que o estudante reproduza o que está na IA, é preciso trabalhar com os alunos para os sensibilizar que a capacidade de dominar o seu futuro será a capacidade de resolver aquilo que lhes vai aparecer pela frente”. Assim, é necessário um processo de evolução pessoal e quem sai da universidade “tem que entender o algoritmo e saber lidar com isso para perceber o que está por trás de tudo isto. Mas o pensamento crítico e a criatividade vem através de outros instrumentos”. E aqui, a reitora dá especial ênfase à empatia: “Temos que preservar a empatia e isso é essencial. Temos que ser capazes de ler e compreender aquilo que lemos, é um problema central. Tem que haver literacia e numeracia”.
 
“Novas gerações devem fazer perguntas”
Para Adolfo Mesquita Nunes, “somos todos responsáveis pela delegação de poder que confiamos à IA”. E que papel cabe às novas gerações nesse desafio? “Há mais emprego, mas as empresas contratam cada vez menos jovens. É importante que as novas gerações tenham a capacidade para fazer perguntas, para questionar constantemente”. O advogado considera que “no dia em que delegármos tudo na máquina, acabou a supervisão humana. E as máquinas vão ficar cada vez mais sofisticadas. Temos que ser donos das decisões”. O ex-governante lança um olhar no futuro e deixa um prognóstico: “Cada um de nós vai pagar de forma diferente consoante aquilo que o algoritmo sabe sobre nós e qual a nossa capacidade financeira. Vamos querer isto?”. Para Adolfo Mesquita Nunes, “a IA gere riscos brutais que podem determinar a existência de uma empresa ou os valores de uma família”.
 
“A Europa tem que se emancipar”
Mário Crespo não tem dúvidas de que a Europa tem um grande desafio e que esse repto é para já: “Tem que se emancipar porque deixou-se atrasar face aos EUA. Há pulsões nos governos europeus que mostram uma vontade de libertação, é visível no Reino Unido, no Canadá. Olhamos para a China e percebemos que há ali um método. Nos EUA, a governação de Trump prometeu uma poupança de trilhões ao erário público e isso foi confiado a Musk: foi um desastre humanitário completo”. O jornalista deixou um cenário do que eram as redações e da forma como estas também foram perdendo a memória: “Nas redações é fundamental a memória de redação e mesmo nas nossas famílias havia sempre aquele respeito pelos mais velhos, que eram instituições. Agora já não é assim. O fact checking deve ser usado, eu faço isso e todos os que trabalham nesse meio”.
 
Regulação e competitividade
Para Assunção Cristas, antiga governante e advogada da Vieira de Almeida, não devem haver clivagens entre os dois conceitos: “É importante que haja regulação porque isso transforma-se numa vantagem competitiva. Quando as pessoas usam menos o seu carro próprio e usam um carro elétrico de uma plataforma, tomam uma decisão muito mais sustentável”. Mas há riscos e os maiores passam pelas cisões e as fissuras “que podem ser criadas na sociedade fruto da evolução tecnológica e da transição energética”. Assim, “temos que confiar na regulação e em quem pode liderar a mudança”, concluiu.
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Mastercard alarga à Europa programa que ajuda banca a reduzir contestações de compras legítimas

A Mastercard anunciou na quinta-feira o alargamento à Europa do programa First-Party Trust, que visa ajudar comerciantes e bancos a distinguir fraudes de casos em que os próprios titulares de cartões contestam compras legítimas, reduzindo devoluções de valores desnecessárias.

A iniciativa permite que os comerciantes partilhem provas — como dados da compra, entrega do produto ou serviço e autenticação do pagamento — com os bancos emissores dos cartões, tanto no momento da transação como durante o processo de contestação. O objetivo é apoiar decisões mais fundamentadas sobre pedidos de devolução do valor pago, conhecidos como chargebacks.

A Mastercard prevê que as transações mundiais que originam contestações atinjam 324 milhões em 2028, acima dos 261 milhões estimados para 2025, num aumento de dois dígitos impulsionado pelo crescimento do comércio digital.

“À medida que o comércio digital continua a crescer, reforçar a confiança em todo o ecossistema de pagamentos torna-se cada vez mais importante”, afirmou Michele Centemero, vice-presidente executivo de Serviços Europa da Mastercard, citada no comunicado.

O programa foi lançado em 2024 nos Estados Unidos, Canadá, América Latina, Caraíbas e Ásia-Pacífico. A Mastercard prevê disponibilizá-lo na Europa de Leste, Médio Oriente e África em outubro de 2026, com a expansão a toda a Europa prevista para julho de 2027.

Além da partilha de provas, o First-Party Trust estabelece critérios mais claros para a análise das contestações pelos bancos e prevê proteções para os comerciantes que cumpram os requisitos definidos, incluindo pequenas empresas.

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Fidelidade lança novo ‘website’ no âmbito do plano de transformação digital e omnicanal

A seguradora Fidelidade anunciou o lançamento de um novo ‘website’, uma iniciativa inserida no seu programa de renovação dos canais digitais do grupo que tem a finalidade de reforçar a estratégia de transformação omnicanal e aproximar a empresa de clientes, mediadores e parceiros.

De acordo com o comunicado divulgado pela seguradora, a nova plataforma integra simuladores evoluídos, uma imagem renovada, navegação mais intuitiva e novas funcionalidades de ‘self-service’.

O objetivo passa por garantir uma experiência integrada e personalizada ao longo de toda a jornada do cliente, desde a descoberta de soluções até à contratação e utilização dos serviços, diz a companhia liderada por Rogério Campos Henriques.

A estrutura tecnológica adotada permite flexibilidade para acompanhar a evolução da oferta e adaptar conteúdos às necessidades dos utilizadores, articulando de forma mais próxima os canais digitais, a rede de mediação e as equipas de apoio ao cliente, explica a seguradora.

O diretor de Marketing e Clientes da Fidelidade, Sérgio Carvalho, sublinha no comunicado que a nova ferramenta materializa uma visão estratégica para proporcionar “experiências mais simples, mais personalizadas e mais integradas”, permitindo aos clientes o contacto através do ponto de interação que lhes for mais conveniente.

Fundada em 1808, a Fidelidade é líder de mercado no setor segurador em Portugal nos ramos vida e não vida, registando uma quota de mercado de 28,1% em 2025. A companhia, que conta com 2,4 milhões de clientes no país e mais de 10 milhões a nível global, está presente em 14 países e registou em 2025 um volume global de prémios de 6,5 mil milhões de euros.

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Elon Musk invierte 89.000 millones en Skydance, la nueva compañía surgida de la fusión de Paramount y Warner

El magnate Elon Musk, propietario y consejero delegado de Tesla y SpaceX, ha inyectado 1.000 millones de dólares (unos 891 millones de euros) en el recién creado conglomerado mediático y de entretenimiento Skydance, surgido de la reciente fusión entre Paramount Skydance y Warner Bros Discovery, según ha informado la cadena de televisión CNBC citando a una fuentes familiarizada con el asunto.

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© Gonzalo Fuentes (REUTERS)

Elon Musk, consejero delegado de Tesla y SpaceX.
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Blip avança com despedimento coletivo em Portugal

Empresa de software para apostas desportivas e casinos online anunciou os despedimentos por email. Qualidade e Produto são as secções mais afetadas. Há cortes também em Malta, Roménia e Reino Unido.

A redução de pessoal não se limita ao escritório português. Também haverá cortes em Malta, na Roménia e no Reino Unido
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Nearing Visabeira assume posição maioritária na Anywind

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By: ECO

A Nearing Visabeira comprou uma posição maioritária na Anywind, empresa especializada em serviços e soluções para infraestruturas de energia renovável, com foco no setor eólico, de acordo com um comunicado esta quinta-feira divulgado.

“Este investimento representa um marco relevante na estratégia da Nearing Visabeira para acelerar a sua expansão no setor das energias renováveis e reforçar as suas capacidades na área da infraestrutura eólica“, assinala a subsidiária do Grupo Visabeira.

O objetivo é que a Anywind assuma um papel “central” no desenvolvimento e execução de projetos eólicos do grupo, onshore e offshore, em diversos mercados internacionais.

“Esta aquisição representa mais um passo importante na concretização da nossa estratégia de crescimento e diversificação no setor da energia, reforçando a nossa ambição de construir uma plataforma internacional de referência na prestação de serviços para as energias renováveis”, refere Nuno Terras Marques, CEO da Nearing Visabeira, citado em comunicado.

A Nearing Visabeira recorda que a Anywin tem presença internacional, nomeadamente na Europa em países como Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Croácia e Alemanha, oferecendo um “portefólio abrangente que cobre todo o ciclo de vida dos ativos de energia renovável, incluindo consultoria, engenharia, fornecimento de equipamentos, instalação, operação, manutenção, desmantelamento e reciclagem”.

Por seu lado, José Almeida e António Patrício, fundadores da Anywind, que permanecem como coproprietários e equipa de gestão destacam que “a entrada da Nearing Visabeira representa um momento decisivo para a Anywind”. “Esta parceria reforça a nossa ambição de expandir internacionalmente e desenvolver novas capacidades, mantendo o compromisso com serviços especializados e de elevada qualidade no sector da energia eólica“, acrescenta.

Não foram divulgados os valores envolvidos na operação.

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Lucros da Navigator emagrecem quase 45% no final do 3º trimestre

A The Navigator Company registou um lucro de 65,4 milhões de euros no final dos nove primeiros meses do ano, menos 44,8% que os 118,3 milhões verificados no mesmo período do ano passado. No período em referência, a Navigator registou um EBITDA de 212 milhões de euros, com uma margem EBITDA de 16%. O volume de negócios totalizou 1.333 milhões de euros, menos 10,5% que os 1.489,3 milhões atingidos ao cabo dos primeiros nove meses do ano passado.

Em comunicado enviado à CMVM, o grupo indica que “estes resultados refletiram um contexto macroeconómico e de mercado extremamente exigente, a par do aumento significativo dos custos de energia (eletricidade e gás natural) e logística, que estão a condicionar a procura em todos os mercados da Europa”.

A 30 de setembro de 2026, o endividamento líquido da Navigator situava-se em 765 milhões de euros, “refletindo o elevado nível de investimento realizado ao longo do período e a manutenção de uma estrutura financeira sólida e equilibrada”. O rácio Dívida Líquida Remunerada/EBITDA situou-se em 2,66, com o aumento face ao período homólogo a resultar da redução do EBITDA. A dívida líquida remunerada diminuiu cerca de 5 milhões de euros em termos homólogos, mantendo o Grupo uma maturidade média da dívida de cinco anos.

“As linhas de longo prazo, disponíveis e não utilizadas da Navigator, ascendem a 323 milhões de euros. A maturidade média da dívida mantém-se assim adequada, com um perfil de reembolsos bem escalonado, com 95% do total de endividamento contratado e utilizado com cariz sustentável e 57% da dívida total emitida a taxa fixa, diretamente ou através de instrumentos financeiros de cobertura de taxa de juro”.

O aumento dos custos da energia “continua a pesar sobre a competitividade da indústria exportadora portuguesa. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os preços de mercado do gás natural mais do que triplicaram e os da eletricidade mais do que duplicaram. A persistência destes níveis de preços acentua as diferenças face a mercados com condições energéticas mais favoráveis, condicionando o investimento e a capacidade das empresas nacionais para competir no exterior”.

As medidas adotadas durante a crise energética de 2022 e 2023 “oferecem referências para responder aos desafios atuais. Também os mecanismos de apoio utilizados noutros países europeus evidenciam o papel que estes instrumentos podem desempenhar na preservação da atividade industrial. A sua aplicação em condições comparáveis no espaço europeu poderá contribuir para atenuar os diferenciais de custos e salvaguardar o contributo da indústria para as exportações e para a economia nacional”, refere ainda o documento.

Na Europa, “a procura aparente de UWF diminuiu 2% em termos homólogos até setembro, confirmando uma desaceleração do ritmo de contração do mercado. Num contexto de aumento das importações, as entregas dos produtores europeus ao mercado interno reduziram-se 4,7%, refletindo uma maior orientação para os mercados de exportação”.

Nos primeiros nove meses de 2026, “a Navigator manteve um desempenho superior ao da indústria. A taxa operativa de produção (OR) da indústria europeia de UWF (medida como a produção em proporção da capacidade instalada) situou-se em 84% – 2pp acima do período homólogo – enquanto a Navigator registou uma taxa operativa de 89%, 5pp acima da média da indústria”.

“Num mercado europeu marcado por elevada intensidade competitiva e maior pressão das importações de origem asiática, a diferenciação do portefólio assume particular relevância. As marcas de fábrica representam mais de 70% das vendas do ano, enquanto a percentagem de produtos premium no mix se mantém elevada, aproximadamente 50%”.

O mercado europeu de Tissue “continua a demonstrar resiliência, mesmo num contexto mais competitivo e exigente. As vendas do negócio Tissue fora de Portugal representaram 79% do volume total nos primeiros nove meses de 2026 (vs. 54% em 2022, antes da integração da Tissue Ejea e Tissue UK), sendo os mercados mais representativos, o mercado espanhol, com 33% do total de vendas, o britânico, com 28% do total de vendas, e o francês, com peso de 16% das vendas”. O desempenho refletiu um contexto de maior intensidade competitiva, sobretudo no Reino Unido, e de gestão disciplinada de margens, em paralelo com a implementação de um programa de transformação industrial destinado a reforçar estruturalmente a eficiência da operação naquele país.

Esse programa contempla a otimização da estrutura produtiva e de custos, bem como uma maior disciplina comercial na alocação de volumes, encontrando-se atualmente na fase mais exigente da sua implementação e prevendo-se a sua conclusão no final do primeiro semestre do próximo ano. Em paralelo, refere o grupo, avançaram os trabalhos preparatórios para a instalação da nova máquina de Tissue no complexo industrial de Aveiro, um investimento estratégico que permitirá reforçar a integração industrial do negócio e apoiar o crescimento futuro da operação internacional, em particular no Reino Unido.

No que diz respeito à estratificação por segmento de clientes, o At Home ou Consumer (retalho) tem registado um peso crescente, representando atualmente cerca de 84% das vendas, sendo que o segmento Away from Home (grossistas – canal Horeca e escritórios) representa os restantes 16%.

O negócio de Tissue da Navigator dispõe agora de dez tecnologias proprietárias incorporadas nos seus produtos e marcas , mais três face ao período homólogo, potenciando a estratégia de diferenciação da gama. As marcas próprias, as marcas sob licenciamento da P&G e as marcas que incorporam tecnologias inovadoras representam, em conjunto, mais de 20% do valor das vendas de produto acabado.

“A Navigator reforçou, nos primeiros nove meses de 2026, o seu compromisso com a modernização e a descarbonização das operações, com um volume de investimento que ascendeu a 174 milhões de euros, dos quais uma parte significativa (48% do total) diz respeito a investimentos em matérias ambientais ou de cariz sustentável criadores de valor. Além de investimentos direcionados à descarbonização, ao desempenho ambiental, à manutenção da capacidade produtiva e à modernização de equipamentos para melhoria da eficiência, o montante contempla projetos estruturais e de segurança com impacto relevante na redução futura dos custos variáveis. Neste âmbito, a execução de todos os projetos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) encontra-se substancialmente concluída, em estrita conformidade com os compromissos assumidos com as autoridades nacionais”.

Enquadrada na estratégia de transformação industrial da empresa, a reconversão da PM3, já em funcionamento, resultou de um investimento de cerca de 30 milhões de euros. Vai permitir produzir até cerca de 100 mil toneladas anuais de papéis kraft de baixas gramagens, numa gama entre 30 e 90 g/m², destinados a aplicações de embalagem flexível. A intervenção dotou a máquina de tecnologia de última geração, aumentando a flexibilidade operacional, a eficiência energética e a qualidade do produto final.

 

Perspetivas até ao final do ano

“Apesar da incerteza geopolítica, da volatilidade dos mercados energéticos e de um contexto económico exigente, os indicadores do 3.º trimestre reforçam as perspetivas favoráveis para os próximos meses. Na Pasta, a recuperação dos preços em setembro e a melhoria da disponibilidade operacional favorecem a atividade e o aumento dos volumes destinados ao mercado”.

No Packaging, “a procura crescente por soluções sustentáveis, o alargamento da base de clientes e o arranque da PM3 reforçam o potencial de crescimento. No Tissue, o Grupo beneficia da expansão internacional e prossegue o programa de eficiência operacional no Reino Unido. No Papel de Impressão e Escrita, os aumentos de preços ao longo do ano e a ausência de novas paragens industriais relevantes sustentam uma perspetiva positiva para os próximos trimestres”.

“A Navigator manterá o foco na execução dos programas de eficiência, na otimização da base industrial, na inovação e na diversificação do portefólio. A gestão integrada da cadeia de valor e a solidez financeira mantêm a Empresa bem posicionada para reforçar a competitividade e criar valor de forma sustentável no longo prazo”, conclui o comunicado.

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Apesar de Demna, Gucci segue em rota descendente (e cai 6% nas receitas)


A Kering registou receitas de 3.345 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 1% em termos comparáveis, segundo a apresentação de resultados divulgada esta quinta-feira. A mais importante queda aconteceu na Gucci, cujas vendas caíram 6%, para 1.291 milhões de euros, prolongando uma sequência de mais de três anos de quebra, de acordo com a Reuters.

A marca italiana continua a ser o porta-aviões do grupo Kering, representando cerca de metade do lucro do grupo, e “a recuperação da Gucci continua a ser a nossa prioridade central”, refere Luca de Meo, presidente executivo da empresa, em comunicado.

“As receitas do terceiro trimestre refletem a distribuição temporal que antecipávamos, num contexto macroeconómico mais fraco”, admitiu ainda. “Estamos a reforçar gradualmente a sua atratividade e a acelerar o desenvolvimento de produto”. 2026 é o primeiro ano completo de trabalho do novo diretor criativo da marca, Demna Gvasalia, em torno de quem estão criadas enormes expectativas após o trabalho na Balenciaga.

Segundo a Kering, “a marca prosseguiu a transformação da oferta, aperfeiçoando a arquitetura de produtos e preços, melhorando a qualidade e reduzindo o tempo de chegada dos produtos ao mercado”.

“Para concretizar todo o potencial do grupo, é necessário recuperar a dinâmica da Gucci, acelerar a excelência do produto, executar o nosso plano de ação na China, tirar pleno partido da plataforma do grupo e consolidar uma cultura de execução em toda a organização”, admite o CEO.

No terceiro trimestre, as vendas na rede de lojas próprias, incluindo o comércio eletrónico, diminuíram 4% em termos comparáveis, com uma evolução desigual entre regiões e casas. Por outro lado, as receitas de vendas por grosso e outras aumentaram 3%. A área de moda e artigos de pele, que inclui a Gucci, recuou 3% no trimestre, para 2.743 milhões de euros. Em sentido contrário, a joalharia cresceu 11%, para 239 milhões, e a ótica avançou 4%, para 373 milhões, em termos comparáveis.

No conjunto dos primeiros nove meses, as receitas da Kering atingiram 10.565 milhões de euros, com uma queda de 2% em termos reportados.

Os resultados do 3.º trimestre de 2026 e dos nove primeiros meses do ano

“A transformação da Kering é um processo que se prolonga por várias temporadas. Ainda assim, as melhorias que observamos no grupo, em particular na atratividade das marcas e nos principais indicadores operacionais, reforçam a nossa confiança na direção definida e a determinação das equipas em concretizá-la”, diz ainda.

A apresentação do grupo aponta para uma melhoria da margem operacional recorrente em 2026 face a 2025. Luca de Meo pretende duplicar a margem de 11,1% registada no ano passado até ao final da década e a empresa prevê um novo mapa de fornecedores e pelo menos 125 encerramentos de lojas até ao fim deste ano, tendo já encerrado 105 (e inaugurado 23).

A análise por áreas, mostra que no terceiro trimestre, as receitas da Kering Fashion & Leather Goods totalizaram 2.743 milhões de euros, menos 1% em termos reportados. Excluindo a Gucci, as vendas a retalho aumentaram 2%, impulsionadas pelo crescimento contínuo das outras marcas do portefólio do grupo, como fez questão de notar Luca de Meo.

“A complementaridade do nosso portefólio está refletida na dinâmica sólida da Saint Laurent, da Bottega Veneta e da Brioni, bem como da KeringEyewear e da KeringJewelry. Estamos também a intensificar a renovação da Balenciaga e da Alexander McQueen”, referiu.

A Saint Laurent foi impulsionada por uma dinâmica sustentada na América do Norte e na Europa Ocidental, diz a Kering, lembrando a saída de Anthony Vaccarello ao longo da última década, enquanto a Bottega Veneta, que abriu este ano a sua primeira loja em Portugal, voltou a superar o desempenho dos principais mercados. O grupo frisa que a maison avançou com a estratégia de diversificação, sobretudo na área de pronto-a-vestir. Romain Spietzer foi nomeado presidente execuitvo da marca.

Por seu lado, a Balenciaga mantém-se sob pressão, ao passo que a Alexander McQueen prossegue a estratégia de reposicionamento. Tanto neste caso como no da Bottega Veneta, deverão, em breve, ser anunciados novos diretores criativos.

No terceiro trimestre, a Kering Jewelry voltou a apresentar um desempenho sólido. “As receitas totalizaram 239 milhões de euros, mais 12% em termos reportados”. Várias marcas viram as suas lideranças mudar ao longo do ano. Charlotte Fournet foi nomeada presidente executiva da Pomellato e Krizia Cucurachi como presidente executiva da DoDo. O grupo também fez mudanças em Itália. Sabina Belli nomeada presidente da Kering Italia.

A diretora financeira da Kering, Armelle Poulou, não confirmou esta quinta-feira, durante a apresentação destes números, se a Kering mantém o objetivo de regressar ao crescimento em 2026, segundo a Reuters. A resposta foi remetida para o dia em que forem conhecidos os resultados anuais.

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Quebra na procura e maiores custos de energia voltam a travar lucros da Navigator


O resultado líquido da Navigator baixou 44,8% para 65,4 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, segundo adiantou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “Estes resultados refletiram um contexto macroeconómico e de mercado extremamente exigente, a par do aumento significativo dos custos de energia (eletricidade e gás natural) e logística, que estão a condicionar a procura em todos os mercados da Europa“, justifica a empresa.

O EBITDA situou-se nos 212 milhões de euros, um número que compara com os 300 milhões reportados no período homólogo de 2025, com uma margem de 16%. Já volume de negócios totalizou 1.333 milhões de euros, menos 10,5% que os 1.489,3 milhões entre janeiro e setembro do ano passado.

“O aumento dos custos da energia continua a pesar sobre a competitividade da indústria exportadora portuguesa. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os preços de mercado do gás natural mais do que triplicaram e os da eletricidade mais do que duplicaram”, destaca a empresa em comunicado.

Segundo a Navigator, “a persistência destes níveis de preços acentua as diferenças face a mercados com condições energéticas mais favoráveis, condicionando o investimento e a capacidade das empresas nacionais para competir no exterior”, acrescentando que “as medidas adotadas durante a crise energética de 2022 e 2023 oferecem referências para responder aos desafios atuais”.

O aumento dos custos da energia continua a pesar sobre a competitividade da indústria exportadora portuguesa. Entre dezembro de 2025 e setembro de 2026, os preços de mercado do gás natural mais do que triplicaram e os da eletricidade mais do que duplicaram. A persistência destes níveis de preços acentua as diferenças face a mercados com condições energéticas mais favoráveis, condicionando o investimento e a capacidade das empresas nacionais para competir no exterior.

Comunicado de apresentação de resultados

“Também os mecanismos de apoio utilizados noutros países europeus evidenciam o papel que estes instrumentos podem desempenhar na preservação da atividade industrial. A sua aplicação em condições comparáveis no espaço europeu poderá contribuir para atenuar os diferenciais de custos e salvaguardar o contributo da indústria para as exportações e para a economia nacional”, alerta.

Apesar do travão na rentabilidade, a empresa controlada pela Semapa destacou a evolução favorável dos preços do packagingnos nove meses, assim como no segmento de Papel de Impressão e Escrita não revestido (UWF). “A diversificação do negócio continua a ser um dos principais pilares de criação de valor, com Tissue e Packaging a representarem mais de 30% do volume de negócios e cerca de um terço do EBITDA nos primeiros nove meses de 2026.

No mercado europeu de tissue, a Navigator destaca que este segmento “continua a demonstrar resiliência, mesmo num contexto mais competitivo e exigente”. As vendas fora de Portugal representaram 79% do volume total nos primeiros nove meses de 2026 (vs. 54% em 2022, antes da integração da Tissue Ejea e Tissue UK), sendo os mercados mais representativos, o mercado espanhol, com 33% do total de vendas, o britânico, com 28% do total de vendas, e o francês, com peso de 16% das vendas, detalha.

A dívida líquida da Navigator situava-se em 765 milhões de euros, no final de setembro, “refletindo o elevado nível de investimento realizado ao longo do período e a manutenção de uma estrutura financeira sólida e equilibrada”. O rácio Dívida Líquida Remunerada/EBITDA situou-se em 2,66, com o aumento face ao período homólogo a resultar da redução do EBITDA.

“Perspetivas favoráveis” apesar da volatilidade na energia

Apesar da incerteza geopolítica, da volatilidade dos mercados energéticos e de um contexto económico exigente, a papeleira realça que “os indicadores do terceiro trimestre reforçam as perspetivas favoráveis para os próximos meses”.

Na pasta, a recuperação dos preços em setembro e a melhoria da disponibilidade operacional favorecem a atividade e o aumento dos volumes destinados ao mercado. Já no packaging, “a procura crescente por soluções sustentáveis, o alargamento da base de clientes e o arranque da PM3 reforçam o potencial de crescimento”.

No segmento tissue, o grupo adianta que beneficia da expansão internacional e prossegue o programa de eficiência operacional no Reino Unido. “No Papel de Impressão e Escrita, os aumentos de preços ao longo do ano e a ausência de novas paragens industriais relevantes sustentam uma perspetiva positiva para os próximos trimestres”, reforça.

“A Navigator manterá o foco na execução dos programas de eficiência, na otimização da base industrial, na inovação e na diversificação do portefólio. A gestão integrada da cadeia de valor e a solidez financeira mantêm a empresa bem posicionada para reforçar a competitividade e criar valor de forma sustentável no longo prazo“, conclui.

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SRS Legal assistiu Indico Capital Partners e Lince Capital na captação de 28 milhões pela Beyond Vision

A SRS Legal assistiu as sociedades Indico Capital Partners e Lince Capital na ronda de financiamento que permitiu à Beyond Vision captar 28 milhões de euros para aumentar a sua capacidade industrial no fabrico de drones.

Paulo Bandeira, sócio do departamento de Corporate & Finance, liderou a assessoria jurídica prestada aos clientes, acompanhado por Solange Fernandes, coordenadora na área de Startups da sociedade de advogados.

“O investimento na Beyond Vision reflete a crescente relevância das tecnologias de dupla utilização e o papel do capital de risco no desenvolvimento de empresas portuguesas com capacidade de competir internacionalmente”, explica Paulo Bandeira citado em comunicado.

“A convergência entre inovação tecnológica, indústria e defesa cria novas oportunidades de investimento, mas também desafios jurídicos e regulatórios que exigem uma abordagem multidisciplinar e um conhecimento aprofundado destes mercados. Esta operação traduz a experiência da SRS Legal no acompanhamento de investidores e empresas tecnológicas de elevado potencial de crescimento, bem como a capacidade que temos vindo a desenvolver em setores estratégicos como a Defesa e Segurança, cada vez mais relevantes para a economia portuguesa e europeia”, acrescenta.

Na operação participou também a gestora de private equity ActiveCap.  destina-se a reforçar a capacidade
industrial da Beyond Vision, acelerar o desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência
artificial e apoiar a expansão internacional da empresa.

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CEOE rectifica y no impugnará finalmente la huelga general por la vivienda antes del 11 de noviembre

“Nosotros impugnaremos. Se ha trufado de temas laborales para intentar que sea legal, pero nosotros consideramos que no lo es”. Así se refirió este lunes Antonio Garamendi a la huelga general por la vivienda que tendrá lugar el 11 de noviembre. Sin embargo, según ha adelantado eldiario.es y ha confirmado CEOE a EL PAÍS, la patronal no impugnará finalmente el paro convocado por los sindicatos antes de su celebración.

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© Lavandeira jr (EFE)

El presidente de la CEOE, Antonio Garamendi atiende a la prensa tras participar en el Foro La Toja, el 3 de octubre.
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Las grandes empresas de España tributan solo un 8,9% de sus beneficios

Las grandes empresas españolas, aquellas con una cifra de negocios superior a los 1.000 millones de euros al año, tributaron en 2024 a un tipo efectivo del 20,6% sobre su base imponible, que es la magnitud del impuesto de sociedades sobre la que se calcula el pago. Sin embargo, cuando las cuentas se realizan sobre sus beneficios contables, el porcentaje de gravamen cae notablemente, hasta el 8,9%. La diferencia refleja la distancia entre las ganancias que las compañías registran en sus balances y la cantidad sobre la que finalmente se calcula el impuesto.

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© Altea Tejido (EFE)

La sede de la Bolsa española, en una imagen de archivo.
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