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Europastry apresenta investimento de 48 milhões na nova fábrica do Carregado

Esta nova unidade de produção representou um investimento de cerca de 48 milhões de euros e foi especialmente desenhada para o fabrico de produtos totalmente cozidos (fully baked). A infraestrutura reforça a capacidade produtiva e a autonomia logística da Europastry, permitindo uma resposta mais rápida e flexível às exigências do mercado.

A nova fábrica ocupa uma área de 13.500 metros quadrados. As instalações estão preparadas para a instalação de linhas adicionais e incluem um armazém de produtos congelados. A nova unidade já criou mais de 100 postos de trabalho diretos.

Este investimento reforça o papel de Portugal na estratégia de crescimento internacional da Europastry, um dos líderes globais no setor das massas congeladas para padaria e pastelaria. “Queremos transformar investimento industrial em crescimento sustentável, emprego qualificado e mais produção portuguesa nos mercados internacionais”, afirma Luís Costa, Diretor Geral da Europastry em Portugal.

Com esta segunda fábrica no Carregado, a Europastry reforça a sua rede industrial em Portugal, composta por quatro unidades: duas no Carregado, uma em Tábua e outra na Trofa. A operação portuguesa combina uma presença comercial sólida com investimento industrial, criação de emprego e uma crescente vocação exportadora.

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Sindicato ameaça convocar greves na Volkswagen na Alemanha a partir de janeiro

O sindicato IG Metall ameaça com uma greve entre os trabalhadores do Grupo Volkswagen na Alemanha a partir de janeiro, caso a empresa não recue no plano de renegociar os acordos coletivos.

“Não procuramos o conflito, mas estamos preparados”, afirmou, esta sexta-feira, o sindicato aos meios de comunicação locais na Alemanha, face à possibilidade de iniciar greves ou outras ações sindicais assim que o período obrigatório de paz laboral terminar, em 31 de dezembro.

O sindicato afirmou que a Volkswagen notificou a rescisão de 10 dos 13 acordos coletivos no final do ano.

Esta medida voltaria a colocar em cima da mesa de negociações questões como os salários, a jornada de trabalho, os bónus e as regras de contratação.

Desta forma, o IG Metall deu até ao final do mês para que a Volkswagen recue na decisão. Se a empresa se recusar, o sindicato advertiu que organizará greves e outras formas de ação sindical depois do período obrigatório de paz laboral.

O confronto surge quando o presidente executivo (CEO), Oliver Blume, avançou com um plano de reestruturação, cortando postos de trabalho, reduzindo os custos das fábricas e a burocracia na Alemanha, ao mesmo tempo que se liberta liquidez para investir em carros elétricos, ‘software’ e tecnologia de condução autónoma.

O sindicato pretende que as negociações formais tenham início em 24 de novembro, antes do prazo-limite de 03 de dezembro, e afirmou que as conversações deveriam começar nas fábricas cujas perspetivas a longo prazo são incertas, segundo a Bloomberg.

Na última semana, soube-se que a Volkswagen propôs um congelamento salarial na Alemanha até 2030, com os salários fixados nos níveis de 2026.

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Nearing Visabeira assume controlo maioritário da Anywind e reforça aposta na energia eólica

A Nearing Visabeira, subsidiária do Grupo Visabeira, concluiu um investimento estratégico na Anywind, através do qual assumiu uma posição maioritária no capital da empresa especializada em engenharia e soluções para ativos de energia renovável, com particular enfoque no setor eólico, revelou hoje o grupo.

A operação insere-se na estratégia de crescimento e diversificação da Nearing Visabeira, que pretende acelerar a sua expansão nas energias renováveis e reforçar as capacidades em infraestrutura eólica, tanto em projetos onshore como offshore, em vários mercados internacionais.

A Anywind, com 23 anos de atividade, é uma empresa portuguesa especializada em engenharia, instalação, operação e manutenção de infraestruturas de energia eólica, cujos  serviços cobrem todo o ciclo de vida dos ativos de energia renovável, desde a consultoria, engenharia e licenciamento até à instalação, operação, manutenção, desmantelamento e reciclagem. A empresa disponibiliza ainda soluções de armazenamento de energia, ligação à rede, evacuação e injeção de eletricidade.

Com presença na Europa, designadamente em Espanha, França, Bélgica, Países Baixos, Croácia e Alemanha, a Anywind, com sede na Covilhã, passará a desempenhar um papel central no desenvolvimento e execução dos projetos eólicos do Grupo Visabeira.

No novo modelo acionista, a empresa mantém a equipa de gestão e a identidade técnica, enquanto os fundadores José Almeida e António Patrício permanecem como coproprietários. A Nearing Visabeira espera que a parceria permita ampliar a presença internacional da Anywind, alargar a oferta de serviços e aumentar a capacidade de execução.

“Esta aquisição representa mais um passo importante na concretização da nossa estratégia de crescimento e diversificação no setor da energia, reforçando a nossa ambição de construir uma plataforma internacional de referência na prestação de serviços para as energias renováveis”, afirmou Nuno Terras Marques, CEO da Nearing Visabeira, citado no comunicado.

A Nearing Visabeira, que conta com participação minoritária da Goldman Sachs Alternatives, opera em 11 países e emprega mais de 8.000 pessoas, atuando em serviços de infraestruturas de energia e telecomunicações.

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A inflação pôs ovos e papel higiénico nas máquinas de garra no Japão

À medida que a inflação pesa sobre os orçamentos das famílias japonesas, os grandes espaços de jogos na periferia das principais cidades estão a instalar máquinas de garra com ovos, arroz, detergente para a roupa e outros bens de primeira necessidade. Estes espaços combinam a aquisição de produtos essenciais com o entretenimento, permitindo que as famílias se divirtam sem sentirem que têm de escolher entre comprar os bens de que necessitam e desfrutar de um dia de lazer. Minae Kamata, uma dona de casa de 25 anos, conta que consegui ganhar o prémio após apenas duas tentativas, a 100 ienes

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Kering acelera su transformación ante las dificultades de Gucci

El grupo francés de lujo Kering continúa inmerso en su propio proceso de reestructuración. Luca de Meo llegó como CEO de la empresa con el objetivo de recuperar el crecimiento, mejorar la rentabilidad y reforzar el posicionamiento de sus principales marcas. Sin embargo, los resultados del tercer trimestre de 2026 evidencian que esta transformación llevará su tiempo.

Al ex de Renault le ha tocado lidiar en un contexto económico complejo y caracterizado por la debilidad del consumo de artículos de lujo. Pero también la desaceleración de la demanda en China y una recuperación desigual entre regiones y segmentos de mercado.

Las crudas cifras reflejan que Kering obtuvo unos ingresos de 3.345 millones de euros en el tercer trimestre. Suponen una caída del 1 % en términos comparables de divisas. Durante los nueve primeros meses del ejercicio, los ingresos alcanzan los 10.565 millones de euros, lo que supone un descenso del 2 %.

La compañía atribuye parte de esta evolución a un entorno macroeconómico más débil de lo previsto. El tráfico de clientes en las tiendas continúa siendo el principal obstáculo para mejorar las ventas.

Gucci es la principal preocupación de Kering

En este sentido, Luca de Meo reconoce que "los ingresos del tercer trimestre reflejan la evolución que habíamos previsto". El directivo sostiene que las medidas adoptadas empiezan a producir resultados, aunque insiste en que la transformación del grupo requiere tiempo y una ejecución continuada de las prioridades estratégicas.

La situación de Gucci constituye el principal foco de preocupación para Kering. La firma registró unos ingresos de 1.291 millones de euros durante el tercer trimestre, un descenso del 4 % en términos reportados. Esta evolución contrasta con la caída del 2 % registrada en el segundo trimestre. La importancia de Gucci resulta determinante para el conjunto del grupo, puesto que representa su principal marca y una parte sustancial de sus beneficios. Las ventas de su red minorista directa disminuyeron un 9 %.

Armelle Poulou, directora financiera de Kering, asegura, sin embargo, que "aunque el tráfico es complicado, una vez que el cliente entra en la tienda, la acogida de la novedad es buena".

Gucci sigue priorizando los bolsos, mientras que la ropa y el calzado continúan siendo categorías en las que la marca necesita reforzar su atractivo. Como ha señalado Luca de Meo, "la recuperación de Gucci sigue siendo nuestra principal prioridad".

No todo es Gucci en Kering

Paralelamente a la transformación comercial, Kering está revisando su estructura creativa y organizativa. La renovación de los equipos de diseño de Saint Laurent y Alexander McQueen, junto con las dudas sobre la evolución de Balenciaga y la acogida de la nueva etapa de Gucci, ha suscitado inquietud entre los inversores.

En el segmento de moda y artículos de cuero, los ingresos alcanzaron los 2.743 millones de euros, con un descenso del 3 % en términos comparables. Sin embargo, al excluir Gucci, las ventas minoristas aumentaron un 2 %, impulsadas principalmente por Saint Laurent, Bottega Veneta y Brioni.

Fuera del negocio de moda, la joyería y las gafas destacan como dos de las principales fuentes de crecimiento del grupo. La división de joyería generó 239 millones de euros, con un incremento del 11 % en términos comparables. Boucheron y Pomellato mantuvieron una evolución favorable, mientras que DoDo y Qeelin presentaron resultados más dispares. Kering Eyewear alcanzó unos ingresos de 373 millones de euros, un 4 % más en términos comparables.

La compañía mantiene su objetivo de mejorar el margen operativo recurrente en 2026, aunque ya no espera que este indicador mejore durante el segundo semestre respecto al primero.

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Digi admite sair de Portugal e pede à Anacom que repense decisão de renovar licenças


A operadora de telecomunicações Digi admitiu esta sexta-feira abandonar o mercado português caso as condições concorrenciais não melhorem.

“Um dos desfechos pode ser sairmos de Portugal. É um dos cenários no estudo de Abel Mateus. Se não tivermos os recursos apropriados, a legislação certa, nunca se sabe. Ainda é algo que terá de ser ponderado mais tarde, mas temos de ter as ferramentas necessárias para não o fazer”, disse o diretor executivo do grupo Digi, Valentin Popoviciu, em conferência de imprensa a partir de Lisboa.

A empresa entrou em Portugal em 2024 pede à Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) que reconsidere a decisão de renovar as licenças de espetro para a Meo, a Nos e a Vodafone. Apesar de o regulador ter optado por períodos mais curtos de direitos de utilização, o mais recente player neste mercado defende que não é suficiente para salvaguardar uma concorrência leal no mercado e reitera que a solução seriam leilões.

A subsidiária do grupo romeno Digi Communications, que emprega 1.900 pessoas no país e fez um investimento de 700 mil euros, sugere que os direitos que caducam em 2027 sejam atribuídos por procedimento concorrencial, com um limite por operador e um bloco reservado a quem tem menos espetro de cobertura. Na prática, a empresa que comprou a Nowo pretende que a Anacom faça leilões com diferentes limites de espetro.

“Pedimos que faça um ajuste e nos dê compensações e remédios para que haja um ambiente em que todos possam investir e e competir no mercado“, referiu Valentin Popoviciu, em declarações aos jornalistas, a quem esclareceu que Portugal não é um mercado difícil, mas requer os “recursos adequados disponíveis”. “Os consumidores estão contentes e veem que os valores são estáveis, mas precisamos de volume de mercado, que se consegue com o espetro”, salientou o gestor romeno.

Nós queremos comprar mais espetro, investir mais, mas a Anacom tem de atualizar as condições em 2027 e 2033.

Valentin Popoviciu

Diretor executivo do grupo Digi

“Um leilão com limites para os incumbentes e um bloco reservado à entrante é sempre superior do que uma renovação automática. O que é que a Digi necessita para exercer concorrência? Que se faça um leilão com limites por empresa e bloco reservado. Não se está a prejudicar nenhum incumbente“, explicou o economista Abel Mateus, autor do estudo que serviu de base à contribuição da Digi para a consulta pública da Anacom.

A proposta da Digi é que, caso a Anacom opte pela renovação, deve instituir três condições: a atribuição do bloco de 2×5 MHz (que estão por atribuir desde 2021) na faixa dos 700 MHz ao operador com menos espetro abaixo de 1 GHz, sem que nenhuma empresa perca direitos. Por outro lado, a Digi pede que o regulador associe condições de partilha de espetro e de acesso (roaming nacional) à renovação das licenças da Meo, Nos e Vodafone. E não renovar os 140 MHz que não foram pedidos, alinhando os prazos em 2033.

Sobre estes remédios propostos pela Digi, o economista Abel Mateus disse que têm por base a análise da Lisbon Economics e esclareceu que “estes remédios baseiam-se naquilo de que a Digi precisa para ser um concorrente efetivo no mercado”. “Os dois primeiros são fundamentais para este momento e o terceiro é mais para o futuro”, sublinhou o antigo presidente da Autoridade da Concorrência (AdC). “Não me parece que a Apritel seja contra os remédios que estão aqui pedidos pela Digi”, disse o professor Abel Mateus.

Confrontada com a ideia de que a Digi poderia ter comprado, no leilão de 2021, o lote de 700 MHz que ficou por vender, a operadora com origem em Bucareste retorquiu que pagou mais pelo espetro abaixo de 1 GHz do que os outros pagaram pelos 700 MHz. “Em 2021, a Digi pagou 30 milhões de euros por 2×5 MHz na banda de 900 MHz, 56,2% mais do que os 19,20 milhões de euros que cada titular pagou por um lote de 700 MHz no mesmo leilão”, sustentou a operadora.

Os autores do estudo da Lisbon Economics pretende que a decisão seja avaliada à luz dos dois critérios estabelecidos na lei (o bem-estar dos consumidores e a utilização eficiente do espetro) e que qualquer renovação tenha como condições o acesso às redes e ao roaming nacional, como recomendou a AdC a 9 de outubro, sendo também ponderada a posição do BEREC – Body of European Regulators for Electronic Communications.

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Depósitos de combustível da NATO na Margem Sul do Tejo vão ser reabilitados

São depósitos de combustível cruciais para as reservas estratégicas nacionais. Construídos na década de 60, já estão a precisar de obras e vão agora ser alvo de uma reabilitação.

Situados na Trafaria e na Charneca da Caparica, concelho de Almada, a sua localização na Margem Sul do Tejo é estratégica, ao lado da capital para assegurar o abastecimento de Lisboa em caso de necessidade.

Os depósitos da POL NATO são chave para assegurar a reserva estratégica do país em caso de crise energética.

A intervenção vai ficar a cargo da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) e visa “reforçar as condições de segurança e operacionalidade da infraestrutura, que integra parte relevante das reservas estratégicas de produtos petrolíferos do Estado”.

A obra integra um conjunto de investimentos considerados “urgentes e fundamentais para garantir a segurança e a operacionalidade de uma instalação com importância estratégica para o sistema energético nacional”, segundo a tutela, o ministério do Ambiente e da Energia.

As obras destinam-se a “assegurar condições adequadas de funcionamento e segurança, tendo em conta a antiguidade das instalações e as exigências técnicas associadas ao armazenamento e à movimentação de produtos petrolíferos”.

“A segurança das infraestruturas energéticas e a proteção das reservas estratégicas nacionais são fundamentais para garantir a resiliência do abastecimento do país. Esta intervenção permite dar continuidade à modernização de uma instalação com importância estratégica, com especial atenção às condições técnicas necessárias ao seu funcionamento”, disse a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

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Digi pede que renovação do espectro seja feito por leilão

DIGI operadora

A Digi, operadora de telecomunicações de origem romena, pede que a Anacom faça um leilão do espectro com limites por empresas e um bloco reservado em vez de avançar com uma renovação automática.

O licenciamento do espetro em Portugal termina em março de 2027, mas já é conhecido o projeto de decisão da Anacom, que pretende renovar, sem procedimento concorrencial, os direitos de utilização do espetro dos principais operadores em Portugal, NOS, MEO e Vodafone, até 2033 e até 2041-2042.

O mais recente operador, a DIgi, mostrou-se contra esta decisão, apelando a que esta renovação seja feita através de um leilão e não de uma renovação automática. De acordo com um estudo da LSE, pedido pela Digi, caso o regulador avance com esta decisão, obriga a que a entrante sai do mercado, e causará uma perda de 188,5 milhões de euros por ano aos consumidores.

A Digi pede que esta renovação não seja automática, algo que vários operadores europeus já fizeram, e que a Autoridade da Concorrência (AdC) recomendou. Em outubro deste ano a AdC comentou o projeto de decisão da Anacom referindo que esta reponderasse a renovação das faixas de 800, 2100 e 2600 MHz, para que esse espetro seja disponibilizado através de procedimentos competitivo.

Assim sendo, a Digi pede que os direitos sejam atribuídos através de um procedimento concorrencial, com um limite por empresa de 50MHz abaixo de 1GHz(a banda que consegue entrar em casa dos consumidores), e de 2×55 MHz no espetro FDD das faixas dos 1800, 2100 e 2600 MHz, e com um bloco reservado a um operador cuja dotação abaixo do 1GHz seja inferior à menor dotação de um incumbente, líquida desse bloco.  Isto implica que os três operadores podem adquirir 66Mhz e são libertados 20Mhz, e que nenhum dos três operadores fica abaixo de 50Mhz, a menor dotação atual.

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Procura de moeda para destinos fora da zona euro aumenta em 2026, diz Unicâmbio

A Unicâmbio registou este ano um aumento da procura de moeda estrangeira face a 2025, com maior dinamismo nas divisas de destinos fora da Europa, nomeadamente o iene japonês, o won sul-coreano, o baht tailandês, a lira turca e a coroa islandesa.

Em comunicado, a instituição de pagamento refere que o dólar norte-americano e a libra esterlina continuam a ser as moedas mais procuradas, mas que o crescimento de outras divisas indica uma maior diversificação.

“Estamos a assistir a uma diversificação da procura por moeda estrangeira, com algumas divisas asiáticas e de outros destinos fora da Europa a ganharem dinamismo. É um indicador interessante da evolução dos destinos escolhidos pelos portugueses”, afirma o administrador Paulo Jerónimo.

A Unicâmbio, que disponibiliza mais de 56 moedas, observa também que a compra é feita com maior antecedência, com os clientes a recorrerem à reserva através do site e da aplicação Unimoney e a escolherem o balcão de levantamento.

Apesar de a procura continuar concentrada nos períodos de férias, sobretudo verão, Páscoa e Natal, a empresa identifica um aumento nos meses de inverno, associado ao baht tailandês e à coroa islandesa.

A Unicâmbio sublinha ainda a relevância do dinheiro físico em viagem, em destinos onde o numerário é muito utilizado, e perante imprevistos como o apagão de abril de 2025.

Segundo o Barómetro Europeu sobre a Necessidade de Preservar o Numerário, da GAD3, citado pela empresa, 70% dos portugueses afirmaram atribuir maior importância ao numerário depois do apagão e 97% defendem que deve continuar garantida a possibilidade de pagar em dinheiro.

“O importante é não depender de uma única forma de pagamento”, afirma Paulo Jerónimo.

A Unicâmbio permite reservar moeda e levantá-la em mais de 80 balcões, incluindo nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada, e trocar no regresso a moeda não utilizada.

Fundada em 1992, a Unicâmbio é uma instituição de pagamento registada e supervisionada pelo Banco de Portugal.

A Unicâmbio, no comunicado, não quantifica o aumento da procura nem indica o período de comparação.

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Renovação de licenças proposta pela Anacom fixa mercado das telecomunicações em 20 anos


A proposta de renovação de licenças para telecomunicações, apresentada pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), fixa o mercado por 20 anos e evita que os consumidores ganhem até 3,5 mil milhões de euros nos próximos 15 anos, por haver um panorama menos concorrencial, conclui um estudo da Lisbon Economics, encomendado pela Digi, apresentado esta sexta-feira.

A Digi pediu ao economista Abel Mateus para analisar o que o projeto de decisão do regulador, para os direitos de utilização de espetro da Meo, Nos e Vodafone, não teve em conta: o impacto da renovação no bem-estar dos consumidores e na utilização eficiente do espetro, os dois critérios centrais na defesa do consumidor.

Segundo a investigação da Lisbon Economics, a Anacom calculou o valor da renovação para os três principais operadores, de 550,3 milhões de euros (359,5 milhões a valor atual), mas não mediu o custo para os consumidores. Num mercado mais competitivo e com capacidade para atrair mais novos entrantes, os consumidores teriam um ganho de até 3,5 mil milhões de euros nos próximos 15 anos, o que perfaz um excedente de cerca de 32,3%.

“A decisão vai definir o mercado por 20 anos [até à década de 2040]”, afirmou o professor académico Abel Mateus, autor principal do estudo e fundador da Lisbon Economics, em conferência de imprensa. “Tenho pena que um tema como este não tenha suscitado um debate público. O regulador tem de permitir que haja concorrência. O espetro, que permite as comunicações móveis, é um bem público, como a segurança ou a educação“, alertou o economista.

A distribuição do espetro abaixo de 1 gigahertz (GHz) é considerada o principal obstáculo à concorrência. Porquê? A Digi detém 5,6% do espetro em utilização e a Meo, Nos e Vodafone 94,4%, mas a operadora romena tem de instalar 437,6 estações por megahertz (MHz) para obter uma cobertura eficiente, enquanto os incumbentes têm 99,7 estações (4,39 vezes menos).

“[Abaixo de] 1 GHz é o que permite entrar nas casas, pelas paredes, portanto uma empresa que não tenha acesso suficiente vai estar sempre limitada no seu impacto. Não entendo como uma regulador decide com base em critérios qualitativos. Não há um critério científico. o critério de um regulador, seja ele qual seja, deve ser o bem-estar social, ainda mais quando é um serviço prestado à comunidade”, referiu Abel Mateus, em declarações aos jornalistas.

Em causa está o facto de a Anacom ter decidido prolongar um conjunto de direitos de utilização de frequências em várias faixas do espetro (intervalos de frequência) por períodos que vão até 2033 e 2042, dependendo da faixa em si e da empresa (Meo, Nos ou Vodafone). Ou seja, o regulador optou por períodos mais curtos para manter a capacidade de intervenção no mercado. No entanto, como as operadoras tinham pedido o prolongamento das licenças por 20 anos, têm estado em diferendo. A Apritel, que as representa, caracterizou a decisão de “errada”, porque “prejudica Portugal” e penaliza “a capacidade de investimento” das empresas.

A Digi também se mostrou contra, desde logo, a decisão abrange 487 MHz – quase metade dos 1.000 MHz atribuídos em Portugal – e porque seriam renovados sem procedimento concorrencial 467 MHz, dos quais 140 que as empresas não pediram. “Abaixo de 1 GHz, a banda que assegura a cobertura no interior dos edifícios e fora das cidades é renovada em 92 dos 112 MHz dos três operadores, sem procedimento concorrencial”, lê-se na análise entregue ao regulador a 8 de outubro, precisamente na véspera do fim da consulta pública sobre o sentido provável de decisão sobre a renovação dos direitos de utilização do espetro pelo regulador.

Preço baixou 5% com mais operador, mas Digi construiu estações 30% mais baratas

O estudo da Lisbon Economics, que demorou cerca de quatro meses a fazer, indica que a entrada de um quarto operador teve efeitos positivos nas mensalidades pagas pelos consumidores. No ano passado, o primeiro completo após a entrada do quarto operador, o valor médio pago por cliente móvel reduziu 4,8%, de 8,37 euros para 7,97 euros mensais. Em 2026, as marcas de baixo custo dos três operadores estabelecidos baixaram o seu plano mais barato (Amigo, Uzo…) para cinco euros.

“O que aconteceu no mercado é que este entrante beneficiou de ser o último a entrar, porque tinha a tecnologia disponível (existem legacy costs) e conseguiu construir os sites (torres) a um custo mais baixo do que os outros. Houve um custo médio 30% mais baixo”, revelou o professor Abel Mateus, que foi o primeiro presidente da Autoridade da Concorrência. Então, o trio de incumbentes acabou por responder à oferta de valor mais baixo com preços também inferiores.

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CARRIS e STCP assinam protocolo de cooperação estratégica

A CARRIS e a STCP assinam, esta sexta-feira, 23 de outubro, um protocolo de cooperação estratégica destinado à partilha conhecimento e ao desenvolvimento conjunto de soluções para os desafios da mobilidade e acessibilidade urbana.
As duas operadoras públicas, que asseguram o transporte coletivo de passageiros em Lisboa e no Porto, unem esforços com a responsabilidade comum de promover cidades mais sustentáveis, acessíveis, inclusivas e eficientes.
A parceria vai materializar-se em ações de formação, programas de intercâmbio de trabalhadores, conferências e iniciativas direcionadas às escolas e à comunidade. Além disso, o acordo prevê candidaturas conjuntas a programas de financiamento nacionais e europeus, bem como projetos focados na preservação, recuperação, valorização e inovação dos sistemas de carros elétricos históricos de ambas as cidades.
Para Rui Lopo, presidente do Conselho de Administração da CARRIS, este passo é fundamental para reforçar a resposta a metas exigentes, como a descarbonização, a transformação digital, a evolução tecnológica, a segurança e a qualificação dos recursos humanos.
Na mesma linha, Luís Osório, presidente do Conselho de Administração da STCP, destaca que o propósito concreto do protocolo é juntar a experiência das equipas para melhorar o serviço prestado aos cidadãos.
O responsável da operadora portuense sublinha que a cooperação vai permitir aprender em conjunto e dar maior alcance a projetos comuns, com o objetivo final de tornar o transporte público uma escolha cada vez mais atrativa, ao mesmo tempo que se valorizam os trabalhadores e o património identitário das duas instituições.
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Volvo recortará 2.500 empleos tras registrar importantes pérdidas por la escasa demanda

Día aciago para Volvo. El fabricante sueco ha anunciado este viernes que llevará a cabo 2.500 despidos a nivel mundial para ahorrar costes tras registrar unas pérdidas de más de 500 millones de euros en el tercer trimestre. Una noticia que ha provocado un castigo en los mercados, pues sus acciones han llegado a desplomarse hasta un 27% en la Bolsa de Estocolmo, alcanzando mínimos históricos.

El fabricante, propiedad del grupo chino Geely, pretende reducir sus costes mediante el reajuste de su plantilla, con el objetivo de ahorrar unos 450 millones de euros en gastos indirectos y costes variables. Unas medidas que se tomarán en forma de rescisión de contratos de consultoría, la rotación natural de personal o programas específicos de indemnización. Volvo espera que las medidas surtan efecto a finales de 2027, cuando sus gastos indirectos deberían ser casi un 25% inferiores a los de 2024, tal y como ha reseñado la marca.

Esta drástica medida llega tras el anuncio de sus resultados financieros y es que las cosas no han marchado según lo esperado en el tercer trimestre del año. Entre julio y septiembre, la enseña registró unas pérdidas de 515 millones de euros, frente al beneficio de unos 406 millones obtenido durante el mismo periodo del año anterior. Los ingresos trimestrales descendieron un 23%, hasta los 6.020, frente a los 7.780 de la misma época de 2025.

Una evolución de sus cuentas que no ha hecho más que incrementar la preocupación entre sus filas ante una demanda débil y una crisis que también golpea con fuerza a los fabricantes germanos. Dada la situación, la compañía ya ha advertido de que no cumplirá sus previsiones para este año en cuanto a ventas o flujo de caja, lo que explica el batacazo bursátil. Dada la situación, el presidente y consejero delegado de Volvo Cars, Håkan Samuelsson, ha defendido la necesidad de adoptar nuevas medidas para impulsar una recuperación.

El mercado chino lastra a la marca

Tal y como viene siendo habitual en el automóvil europeo, uno de los grandes problemas viene desde el mercado chino, donde sus ingresos son cada vez menores ante la feroz competencia local. De acuerdo con el informe de resultados de la enseña, sus ingresos en el mercado asiático se han reducido en torno a un 50% interanual, mientras que las ventas también se han desplomado un 40% en el tercer trimestre.

Samuelsson ha advertido de que los fabricantes occidentales deben cambiar su estrategia para competir en este mercado. El modelo tradicional de desarrollar vehículos en Europa y venderlos a precios superiores en China ha perdido eficacia ante el avance de las marcas locales y la presión sobre los precios. Para recuperar competitividad, Volvo pretende aprovechar las tecnologías y plataformas de su matriz, Geely, y desarrollar vehículos más adaptados a las preferencias de los consumidores chinos.

A estas dificultades se suman también los problemas en Estados Unidos, donde los aranceles y los cambios en los incentivos para comprar eléctricos están afectando a la demanda y a los márgenes. La situación refleja los desafíos de buena parte de la industria europea, que debe afrontar la transformación hacia el eléctrico, la presión sobre los precios y la competencia de los fabricantes asiáticos.

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Fabricante de ‘drones’ recebe injeção de 28 milhões e abre nova unidade na Trofa

A Beyond Vision, fabricante portuguesa de ‘drones’, recebeu um investimento de 28 milhões de euros para reforçar a sua capacidade produtiva e vai abrir uma unidade industrial no concelho da Trofa, distrito do Porto.

A nível infraestrutural, a empresa adquiriu um espaço na Trofa para albergar a equipa do Norte, mas está a expandir noutras frentes, nomeadamente na sua sede em Alverca e em Oeiras, no distrito de Lisboa, cuja obra já arrancou.

Dário Pedro, CEO da Beyond Vision, explica que o objetivo é “aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao ‘pipeline’ em Defesa”. “Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa”, acrescenta.

A empresa quer reforçar a sua presença “na Europa, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil, sempre com foco em Defesa, segurança e infraestruturas críticas”.

A injeção de capital surgiu de dois fundos de investimento nacionais – Indico Capital Partners e Lince Capital, com reforço da ActiveCap.

A expansão surge para responder à procura crescente de ‘drones’ para fins militares, sendo que Stephan de Moraes, presidente da Indico Capital Partners, considera que este investimento “dará a robustez financeira necessária para escalar a produção e competir mundialmente em importantes segmentos de veículos autónomos não tripulados”.

Na mesma nota de imprensa, Lavin Peixe, head of venture capital da Lince Capital, diz que “o atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em Defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente”.

“Acreditamos que a Beyond Vision, pela sua capacidade tecnológica, experiência e ambição, está bem posicionada para aproveitar este momento e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema nacional mais forte em tecnologias de elevado valor acrescentado”, sublinha.

De acordo com o jornal ECO, o objetivo da fabricante era este ano ter capacidade para produzir cerca de 500 VTOL (drones de asa em multirotor) e cerca de 800 multirotores.

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Portugal consegue escalar? Cinco desafios para a próxima década


Nos últimos dez anos, Portugal demonstrou uma capacidade notável para atrair investimento, criar novos polos de inovação, afirmar-se como destino para talento internacional e modernizar setores tradicionais da economia. Mas a pergunta que deverá marcar a próxima década não é se Portugal consegue crescer. É se Portugal consegue escalar.

Num contexto global cada vez mais competitivo, crescer já não basta. A capacidade de transformar boas ideias em empresas globais, talento em produtividade e investimento em valor sustentável será o verdadeiro fator diferenciador. Para isso, identifico cinco desafios.

O primeiro é a dimensão empresarial. Portugal continua a ter excelentes empresas, mas poucas com dimensão global. Precisamos de facilitar o crescimento orgânico, mas também fusões, aquisições e alianças estratégicas que permitam consolidar setores, entrar em novos mercados e reforçar competências.

O segundo é a produtividade. O crescimento sustentável dependerá menos do aumento dos recursos disponíveis e mais da capacidade de gerar mais valor por cada euro investido e por cada hora trabalhada. Isso exige melhor gestão, inovação, digitalização e processos eficientes.

O terceiro é o talento. Atrair pessoas qualificadas não chega. É necessário desenvolvê-las, retê-las e criar condições para que tenham impacto. A competição por competências críticas é hoje global. A formação contínua, a requalificação profissional e uma ligação mais próxima entre universidades e empresas assumem um papel central.

O quarto é a transformação tecnológica. A inteligência artificial, a automação e os dados estão a redefinir modelos de negócio. O desafio já não é adotar tecnologia, mas integrá-la na estratégia, redesenhar operações e convertê-la em crescimento, competitividade e valor.

O quinto é a competitividade estrutural do país. A simplificação administrativa, a estabilidade regulatória, a eficiência da justiça económica e uma fiscalidade orientada para o crescimento continuarão a ser fatores decisivos para atrair investimento e aumentar a confiança.

Estes desafios têm um denominador comum: a capacidade de execução. Portugal não parte do zero. Tem talento, espírito empreendedor, capacidade de adaptação e empresas que já competem com sucesso internacionalmente. O que tem faltado, demasiadas vezes, é continuidade na estratégia, rapidez na decisão e disciplina na concretização.

A próxima década será, por isso, menos uma questão de potencial e mais uma questão de concretização e criação de escala. Num mundo onde a velocidade da mudança continuará a acelerar, os países que conseguirem escalar serão os que transformarão ambição em execução, conhecimento em inovação e visão em crescimento sustentável. Portugal tem condições para estar entre eles. A questão é se conseguiremos atuar à escala dessa ambição. Quero acreditar que sim.

 

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Operación en el corazón de Azca: Monthisa pone a la venta los locales de Uniqlo y Nike y la sede de Revolut

No es nada habitual que salga a la venta en un inmueble en Azca, el corazón financiero de Madrid, donde los dueños guardan esas propiedades como tesoros del Monopoly. Pero ahora surge una oportunidad. La inmobiliaria Monthisa, de la familia Montoro, ha puesto a la venta el activo de uso mixto del número 85 del paseo de La Castellana, que alberga las tiendas de Uniqlo, Nike y las nuevas oficinas de Revolut.

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© Pablo Monge

Locales comerciales de Nike y Uniqlo, situados en el Paseo de la Castellana, 85, en Madrid.
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Gasóleo russo a caminho dos EUA depois de acordo entre Trump e Putin

O ano de 2026 poderá ficar para a história como o ano dos cisnes negros: eventos muito improváveis, mas que acabaram por concretizar-se.

A guerra dos EUA/Israel contra o Irão, poderá ser um deles, assim como os ataques do Irão aos seus vizinhos, a par da maior crise energética da história.

Mas nas últimas semanas está a formar-se mais um cisne negro, impensável em 2022 quando a Rússia está invadiu a Ucrânia: a aproximação de Washington a Moscovo, com a Ucrânia a ficar aparentemente para trás, depois dos ataques de Kiev a refinarias russas, que encostaram Vladimir Putin a um canto.

Um sinal dos tempos é que um petroleiro carregado com 40 mil toneladas de gasóleo russo está neste momento a caminho de Nova Iorque, com chegada prevista a 7 de novembro, marcando o regresso das exportações russas de gasóleo, revela a “Reuters”.

O mercado mundial de energia está neste momento apertado de gasóleo, depois dos ataques a refinarias cruciais no Médio Oriente pelo Irão e os seus aliados.

E Donald Trump tem eleições intercalares cruciais no dia 3 de novembro, que serão decisivas para os dois últimos anos do seu mandato. Se os democratas ganharem vantagem no Congresso, o líder republicano terá a vida mais difícil até ao fim.

O presidente norte-americano tem efetuado alterações numa nova lei de sanções contra a Rússia para facilitar a chegada do combustível russo aos EUA, numa tentativa de controlar os preços do ‘diesel’, esperando que o mundo receba 300 mil toneladas de gasóleo russo numa fase inicial, incluindo os EUA.

Ao mesmo tempo, tem ameaçado a Europa com a suspensão de envio de gasóleo norte-americano, se a Europa não libertar reservas estratégicas do combustível.

O Agioi Fanendes, com pavilhão de Malta, estava atracado no porto russo de Primorsk no Mar Báltico, a 22 de outubro, e vai rumar à Costa Leste dos EUA.

OS EUA levantaram sanções às exportações russas de gasóleo e anunciaram um cessar-fogo aos ataques a infraestruturas energéticas entre a Rússia e a Ucrânia.

A Rússia vai colocar no mercado 2,25 milhões de barris de gasóleo imediatamente, seguido de 500 mil toneladas e novembro, mais um milhão de toneladas.

O Kremlin estima que o país consiga aumentar as exportações de gasóleo entre 3-3,5 milhões de toneladas mensais até ao final do ano.

A “Reuters” dá conta que gasóleo foi carregado no porto russo de Primorsk na semana passada, mas o seu destino final não é claro, com alguns dos navios destinados, para já, a Gibraltar, Port-Said ou o Atlântico.

A Rússia tem-se limitado a exportar gasóleo para o Brasil e para a Turquia, assim como para países africanos, desde que arrancou o embargo europeu aos combustíveis russos.

O petróleo sobe mais de 1% para 114 dólares esta sexta-feira.

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