A arquiteta Inês Carneiro, de Ponte da Barca, é a vencedora da 22.ª edição do Prémio Fernando Távora, com a proposta “Arquiteturas do Cosmos: Interface com a Física”, anunciou, na segunda-feira à noite, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitetos.
O prémio, que atribui uma bolsa de seis mil euros a uma proposta de viagem, recebeu nesta edição 28 candidaturas, tendo o júri analisado quatro propostas sobre o tema da Habitação que, “apesar da sua atualidade, ficaram aquém das expectativas que a relevância do tema exige”.
“A proposta [vencedora] tem uma dimensão humanista/filosófica, vendo os observatórios astronómicos como instrumentos científicos e megalómanas arquiteturas, mas também filosóficos e políticos. Eles são a prova do despertar do Homem que persistentemente observa o cosmos — a ordem (kósmos) do universo e da matéria — em busca de respostas sobre a nossa origem e posição no mundo, ligando o passado (luz das estrelas) e o futuro”, considerou o júri, citado em comunicado.
No mesmo texto é explicado que a proposta de viagem se concentra numa “travessia pelo deserto, debaixo do território celeste, para documentar, essencialmente, o ALMA – Atacama Large Millimeter Array, o Complexo Solar Cerro Dominador, o ESO Paranal VLT, o ESO La Silla e ainda a Reserva de Céus Escuros de Valle Del Elqui”.
“Espera-se que esta aproximação ao universo se traduza em reflexões ‘in loco’ sobre a nossa posição no mundo, porque mais do que cidadãos da polis, somos cidadãos do cosmos”, acrescentou o mesmo documento.
Citada no comunicado, Inês Carneiro lembra que “no Deserto do Atacama, no Chile, erguem-se, de forma solitária, megalómanas arquiteturas destinadas à observação do cosmos: os observatórios astronómicos”.
“Estes edifícios albergam alguns dos mais avançados futurismos tecnológicos, integrando telescópios de ótica de ponta, sistemas sofisticados de tecnologia e domótica, e afirmando-se como verdadeiras interfaces entre a arquitetura e a física. A relação entre estas duas disciplinas manifesta-se não apenas na missão de compreender as leis do universo, mas também no rigor geométrico e construtivo destas estruturas, na funcionalidade dos seus espaços e na escolha criteriosa da sua localização remota”, acrescentou a vencedora.
Nascida no Porto em 1994, Inês Carneiro viveu entre a cidade e a vila de Ponte da Barca. Ingressou em 2013 no curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto e concluiu os estudos em 2020 com a dissertação de Mestrado Pela “Casa do Espaço” – Projecto do Observatório Astronómico Fernando Lanhas, com a classificação final de 20 valores.
Nesse mesmo ano começou a colaborar com o professor João Paulo Loureiro, no atelier JPL Arquitecto, onde permaneceu até 2022, altura em que iniciou funções no escritório Ventura + Partners, dirigido por Manuel Ventura.
Em paralelo, desenvolve vários projetos ligados ao associativismo e à produção de eventos musicais. Preside desde 2018 à Associação Juvenil do Lima, associação cultural barquense, e dirige o Festival Ecos do Lima. Integra ainda equipas de festivais de maior dimensão, como o Primavera Sound Porto e o Vodafone Paredes de Coura, onde coordena o recinto, aplicando a experiência da sua formação à implantação de estruturas e infraestruturas, bem como à logística e gestão de projeto.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.