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Whistleblower exposes Meta, Bolsonaro, and Cerimedo election meddling partnership

Police officers transfer close advisor of President Rodrigo Paz, Argentine Fernando Cerimedo, from the Justice Palace to the Palmasola prison in Santa Cruz, Bolivia on August 21, 2026. Photo by RODRIGO URZAGASTI / AFP via Getty Images

This story originally appeared in Panamerican Dispatch on Oct. 14, 2026, and is shared here with permission.

On August 18, Fernando Cerimedo was arrested in Santa Cruz, Bolivia, for hiring hitmen to assassinate his ex-partner, Nadia Beller, who was pregnant at the time, after she threatened to go public about his large-scale illegal bot farm operations to throw elections for far-right candidates across Latin America. Still recovering from the multiple gunshot wounds she miraculously survived, she gave an interview this week on the Ventana al Mundo program on Mexico’s public television network, Channel 14. During the interview, she explained how Cerimedo and a member of the Bolsonaro family, who is assumed to be Flavio’s brother Eduardo, met with Meta officials to plot interference in Brazil’s presidential elections. She also said Cerimedo’s largest bot farms are still operating, and that his group is planning to interfere in the Claudia Sheinbaum administration in Mexico. You can watch her interview below. Beneath that, is a transcribed and translated excerpt from her interview.

“In early August, Fernando sent me a photo with one of the Bolsonaros in the United States. I can’t pin down the exact date right now, because, as I told you, my phone is with the public prosecutor’s office. But between the first and the fifth of that month, while he was in the United States, he sent me a photo and told me they were discussing the campaign, that he was going to seek financing and that he was going to take part in that campaign, in that election, one way or another. And what they did with Meta is straight out of a playbook. They have very good contacts at Meta. In fact, there was a journalist whose page they had taken down themselves, and Fernando stepped in to get it restored, and he told me at least three times that he had very good relationships at Meta and could get any page taken down or put back up. I have no doubt that his team, his group, intervened for this. I understand there are complaints about electoral violations by Meta, that some dirty war campaigns were allowed through, along with the suspension of Lula’s accounts. I have not the slightest doubt that this was part of a strategy by this team to strip away Lula’s visibility.

The bot farm they took down here is tiny, it’s minuscule. From the very first day I gave interviews, I said there was a much bigger one. I told them where it was. They never touched it. I imagine it’s still active. I don’t think it’s in the same location anymore. It was in the business district. They never touched it, and the same goes for Argentina. I know they have their own bot farms there too. I imagine Fernando’s arrest caused some disruption, and for a moment they went inactive, but they’re fully active now. I’m a victim of it myself, because it spreads lies. His lawyer goes out and says some outrageous thing, and it immediately gets amplified by their bots. So I myself am a victim of their farms, and they use them everywhere, in every single country, with exactly the same modus operandi.

He also told me he was going to get involved in the Mexican election and would have his own candidate, because they were extremely interested in removing her, the president, from office. How do they get involved in elections? As you mentioned before: by distorting public debate, through cognitive fraud, dirty war tactics, buying influencers, their coordinated bot farms that organize attacks, that manufacture trending topics. All of that, what does it do? It distorts public debate.”

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Nueva encuesta confirma deterioro de imagen de Trump, incluso en medios afines

La aprobación de Donald Trump cae al 36%, su nivel más bajo en sondeos de Fox News. El costo de la vida domina las preocupaciones económicas de los estadounidenses a semanas de las elecciones de noviembre.
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ANEPC garante segurança na remoção de amianto em escola

Comunidade escolar pediu suspensão dos trabalhos iniciados segunda-feira no edifício antigo. Proteção Civil e DGS deram sinais contraditórios sobre os riscos.

© Getty Images

O receio com a segurança das obras causou alarme na comunidade escolar, e foi permitido que os alunos faltassem às aulas enquanto não fossem esclarecidas as medidas de segurança
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Chuva transborda Córrego Barrinha e causa transtornos aos moradores de Rio Verde (GO)

A chuva forte que atingiu Rio Verde, no Sudoeste goiano, na noite de quarta-feira (14/10), fez o Córrego Barrinha transbordar e provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade. A força da enxurrada assustou moradores, dificultou o trânsito e deixou um homem em situação de risco.

O homem foi arrastado pela correnteza quando tentou recuperar um capacete que havia caído na água. Com a força da enxurrada, ele foi parar debaixo de um carro. Pessoas que presenciaram a cena ficaram assustadas, e outro homem conseguiu retirá-lo debaixo do veículo. Apesar do susto, a vítima já está em casa e se recupera.

Na região do Espelho d’Água, o transbordamento do Córrego Barrinha chamou a atenção pela velocidade com que a água tomou as vias. No Bairro Dona Gercina, ruas também ficaram alagadas, dificultando a passagem de veículos e pedestres.

Um carro ficou ilhado após apresentar problemas ao tentar atravessar um trecho inundado. A orientação das autoridades é evitar áreas alagadas e procurar caminhos alternativos, sem tentar atravessar ruas tomadas pela água.

Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), Rio Verde registrou 36,4 milímetros de chuva durante o temporal. O órgão relaciona a instabilidade ao avanço de uma frente fria pelo Sudoeste goiano, que favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades.

A Defesa Civil alertou para o risco de enxurradas e alagamentos e recomendou que a população não atravesse áreas inundadas. A previsão para esta quinta-feira (15) mantém a possibilidade de novas tempestades em Goiás, com descargas elétricas, eventual queda de granizo e rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h.

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Milei ratifica su alineación con Trump y ofende nuevamente a Lula

Premian en Washington al adalid del ajuste neoliberal en Argentina, responsable de haber destruido hasta el momento más de 370.000 empleos formales y del cierre de unas 30.000 empresas.
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Lula da Silva califica reducción de la jornada laboral en Brasil como una «conquista histórica»

El mandatario brasileño destacó el avance social que supone garantizar mayor tiempo de descanso y bienestar personal sin afectar la remuneración de la fuerza laboral.
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São Paulo terá mais chuvas fortes no fim da tarde desta quinta (15)

Logo Agência Brasil

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climática da Prefeitura de São Paulo (CGE), a cidade deve enfrentar nesta quinta-feira (14) situação parecida com a desta quarta (13), graças à aproximação de uma frente fria.

Entre o final da tarde e início da noite devem ocorrer pancadas de chuva e rajadas de vento em várias regiões da cidade. Além disso, o solo encharcado pela chuva de ontem, mantém elevado o potencial para alagamentos, queda de árvores e deslizamentos de terra.

Notícias relacionadas:

Ontem, as fortes chuvas na capital paulista criaram, pelo menos, 17 pontos de alagamento e inundações, além de três desabamentos. Um deles matou um morador do bairro da Brasilândia, zona norte da capital paulista.

O túnel do Vale do Anhangabaú viveu uma situação caótica, com uma grande inundação que deixou mais de 20 veículos submersos.

Segundo a prefeitura, a chuva intensa acumulou 42 milímetros na região central em apenas 40 minutos. Esse volume representa 37% do total de 112 milímetros previsto para todo o mês de outubro na capital, correspondendo ao esperado para 11 dias.

Atenção

A Defesa Civil de São Paulo publicou dicas para enfrentar as fortes chuvas que devem atingir a cidade nesta tarde/noite:

  • Não atravesse ruas alagadas, enxurradas ou áreas com correnteza, a pé ou de veículo.
  • Evite permanecer em áreas baixas próximas a rios e córregos durante chuvas fortes.
  • Ao perceber rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes ou estalos em encostas, deixe o local e procure abrigo seguro.
  • Durante tempestades com raios e ventos fortes, afaste-se de áreas abertas, árvores, postes e estruturas metálicas.
  • Ao dirigir sob chuva intensa, reduza a velocidade, aumente a distância entre os veículos e nunca tente atravessar trechos alagados.

Confira no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, os impactos das chuvas em São Paulo

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

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Sinking Ships

Sunken-ship-10-15 | Behnam Tofighi/UPI/Newscom

Two ships sink: "A ​container ship and a dry bulk carrier have both sunk near the Strait of Hormuz in the past ‌24 hours after being hit by projectiles in separate incidents, maritime officials said on Wednesday," reports Reuters. One ship was Singapore-flagged and the other was Antigua and Barbuda–flagged; one crew member has died so far, but the majority were safely evacuated. "Attacks around the waterway have surged over the past 10 days, with Iran saying it is stepping up strikes in response to the US blockade of its ports and tougher sanctions introduced last month." Basically, Iran is escalating because the U.S. naval blockade—reinstated in July—has choked off its new oil exports, and Tehran's answer is to make sure no one else's oil gets out either. Shipping volumes in the Strait have plunged as attacks have escalated.

These two are the third and fourth commercial ships to have been sunk since the Iran-U.S. war began in February, depending on how you count. The India-flagged Haji Ali went down off the coast of Oman, and the Malta-flagged container ship Safeen Prestige was struck and later sank in the Strait of Hormuz as well. Back in July, a cargo ship sank after colliding with another vessel in the Strait, though that wasn't technically an attack. And in September, the U.S. destroyed several Iranian tankers—at least two in the Gulf of Oman area and one near Kharg Island, among others. So many ships have been caught in the crosshairs, though relatively few have gone down.

Why does the decline of religion matter? "The decline of American religion over the last thirty years bears…a significant responsibility for the dysfunctional state of American politics," writes Jacob Williams for Cracks in Postmodernity, reviewing Shadi Hamid and Matthew Kaemingk's new book, Can Religion Save Democracy? "Religious communities—churches, mosques, and synagogues—channel our spiritual impulses in a healthy direction. Religion—actual, traditional, 'organized' religion—appeals to mankind's need for wonder, mystery, and ultimate purpose; and it schools those impulses into forms conducive to civic virtues like humility, tolerance, forbearance, and constructive disagreement."

"Religion does all this," continues Williams, "because it achieves the Augustinian virtue of desacralizing politics and lowering its stakes to a less eschatological plain, in which we see political conflict as 'serious but not sacred.' Our need for ultimacy is directed onto what is actually ultimate—God—and not onto conflict with our fellow man. We learn epistemic humility by hedging our arguments with the recognition that, as Muslim scholars put it, 'God knows best.' Ritual formation reminds us at a deep 'pre-rational level' that we are not divine and that losing an earthly struggle is not final: 'prayer…is a daily concession speech.' Even belief in Hell, paradoxically, makes us less judgmental about one another's flaws, since if true evil will be punished in the hereafter, we can easily face the prospect of its survival in the here and now."


Scenes from New York: Comedian Shane Gillis is apparently in hot water, once again, for hosting Saturday Night Live and offending people with the jokes in his monologue. Gillis was, of course, fired from SNL back in 2019, immediately after being hired, because of anti-Asian slurs he'd used in a podcast the year prior, while doing a bit where he was pretending to be a landlord. The first time he was invited back to give a monologue, he "bomb[ed] on 'SNL' with Down syndrome and gay jokes," according to The Daily Beast. And then this most recent time, he offended people by saying, "I haven't been to the gym in so long, I didn't know women just dress like whores now." Given the prevalence of "scrunch butt"–style leggings, I kind of think he's dead-on, but I've also long been a Gillis apologist.

"In that very same monologue, Gillis denigrates men, gay men, his sisters, and himself—repeatedly," writes Reason's Robby Soave. "He admits that he's fat and ugly. That's the basis of the humor. It does not suggest that he has some problem with women or enjoys laughing at their expense and solely their expense. He's doing observational comedy, and no one is spared, not even Gillis." Gillis seems dumb as a bag of bricks, but he's actually quite incisive.

I do think there's a deeper thing going on, though, given that Gillis keeps getting into trouble, which is that bro-y culture no longer unites us as a country. Bros are dwindling in number and prominence. Gillis isn't widely regarded as funny because the culture killed off the bro. And I, for one, mourn that loss.


QUICK HITS

  • Anthropic reportedly plans to IPO next month; OpenAI intends to wait until 2027.
  • "When President Trump announced that Katie Zacharia would serve as the next White House press secretary, he referred to her as an attorney. But she hasn't passed the bar exam in the U.S.," reports The Wall Street Journal. "Zacharia sat for the California bar exam after graduating from law school at Pepperdine University in 2011, according to a person with direct knowledge of the matter, but she didn't pass." Truth be told, I don't think the fact that she hasn't passed the bar yet represents herself as a lawyer matters all that much; I think the fact that she seems terrible at public speaking is the greater problem, given her new role.
  • James Talarico continues to really like his own line that "the Bible is silent on the issue of abortion." I don't think he's especially persuasive to the Catholic voter he was confronting in the above clip, who countered with an invocation of the Ten Commandments, but I guess voters will decide soon enough.
  • "With less than three weeks until Election Day and Republican approval numbers down, President Donald Trump is taking unorthodox measures to drum up support for the GOP," writes Ryan Curtis for Reason. "Last week, Trump sent out $90 payments to over 20 million Americans on Medicare Part B—which covers doctor visits and regular checkups. The money was made available to help seniors 'pay for their Medicare Part B premiums,' which cost $202 per month."
  • Watch the quote-tweeted video only if you dare:

These people will drag you back to 2020 tomorrow. We don't have to live like this. https://t.co/5U3DvNkrp8

— Mary Katharine Ham (@mkhammer) October 14, 2026

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Europe shuts US out of Russian assets conversation

"These are frozen Russian assets held in Europe, belonging to Russians who are destroying Ukraine and killing people there every day... the idea of releasing these assets is completely out of the question," said Finnish Prime Minister Petteri Orpo.

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O decolonialismo atrapalha o estudo da História

Decolonialismo impede estudo sério da História: mestiçagem não é só estupro, Inquisição freou senhores todo-poderosos e índios tinham escravos.

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No mês passado, o Brasil viu a historiadora Mary Del Priore pedir uma escolta policial para lançar História das Mestiçagens no Brasil, uma coletânea de ensaios organizada por ela junto com Gian Melo. Pelo simples fato de ser sério, o livro contradiz a o dogma do movimento negro brasileiro de que a mestiçagem deve ser lastimada, pois decorre exclusivamente do estupro perpetrado por senhores de escravos. Esse amável segmento da nossa sociedade não tem escrúpulos em fazer ameaças de violência física, e os hooligans de uma Federal recentemente espancaram um estudante de história por usar uma camisa da banda “Death in June” sem que ninguém fosse punido. Depois de se esclarecer que era uma camisa de banda e não uma homenagem nazista, os estudantes justificam a agressão alegando que o estudante era racista e xingou o colega de macaco.

Tudo isso é muito cansativo, pois já faz 13 anos que o sociólogo Demétrio Magnoli foi fisicamente impedido de falar num evento literário pelo crime de ser contra as cotas raciais – como o leitor pode ler aqui, neste veículo financiado pela abominável Fundação Ford que elogia a ação dos vândalos e chama Magnoli de racista. A essa altura, a gente suspira e pergunta: Quousque tandem? Até quando?

Na História tal como na Ciência

No artigo anterior, apontei que a partir do século XIX o establishment científico aboliu a ideia do Criador versado em matemática do cristianismo e instituiu, tacitamente, o materialismo, que é compatível tanto com o deísmo de alguns iluministas quanto com o ateísmo dos darwinistas. O problema é que admissões tácitas não são combatidas, pois para refutar é preciso enunciar. Quando há uma instituição por detrás de tal enunciado, a crítica tem um alvo claro.

No caso das ciências naturais, a instituição que ocupou a posição de vidraça era a Igreja Católica. Depois do caso Galileu, porém, a Igreja conseguiu recompor suas relações com a ciência e entregou cientistas do quilate do Pe. Lemaître. E mais: participar do processo de uma canonização atestando milagres não destrói a reputação de cientista nenhum, mesmo que suas conclusões contrariem os pressupostos do materialismo. Quando canonizações acontecem, porém, nenhum destaque é dado ao lado científico – e o divórcio entre religião e ciência permanece no público. Do lato materialista, não temos nenhuma autoridade científica de peso enunciando e provando o materialismo – temos apenas propagandistas aparentemente avulsos como Sagan e Dawkins que apenas pressupõem o materialismo e são apresentados como arquétipos de cientistas. E a mesma mídia fica promovendo cristais, horóscopo e outras bobagens New Age.

Ocorreu-me que algo similar se dá com a disciplina de História, trocando a Igreja pelo Estado. É fácil atacar uma historiografia oficial; no entanto, os críticos raramente oferecem uma contra-história coesa, que possa ser atacada. A Fundação Ford financia gente de toda qualidade: desde Florestan Fernandes (1920 – 1995), que tinha formação demais para dizer que mestiçagem é consequência de estupro, até ONGs de militantes acerebrados que fazem o papel de hooligans e difamadores. Há uma institucionalidade, mas é oculta e não oferece uma visão do todo – só tece críticas à visão positiva que o Estado ou estudiosos importantes como Gilberto Freyre ofereçam. As consequências disso para a educação nacional são esse adestramento à Paulo Freire, no qual a criança tem que aprender a ser “crítica” porque o “conteudismo” é ruim.

O acriticismo decolonial

O resultado é essa prepotência arrogante que tanto caracteriza os wokes: eles objetivamente não sabem de nada – pois não há um currículo “conteudista” –, mas se sentem a palmatória do mundo porque são “críticos”. A postura arrogante é um fim em si mesmo, e o próprio conceito de estudo é difícil de captar por uma mente criada nestes moldes. Quanto à objetividade, ela é abertamente criticada.

Porém, é evidente que também é possível aderir acriticamente ao decolonialismo pregado pela Fundação Ford e similares, segundo o qual o Brasil jamais deveria ter sido descoberto pelos portugueses e o povo brasileiro jamais deveria ter se formado. Segundo essa cartilha, a descoberta do México pela Espanha é o pior dos crimes… mas o verdadeiro genocídio indígena, perpetrado pelos anglófonos no território tomado do México, é tratado como uma nota de rodapé pela História. Pouco importam os sacrifícios humanos aos quais os astecas submetiam os demais ameríndios; o certo é que as Américas jamais deveriam ter sido descobertas pelas coroas ibéricas. Não é nem descoberta, é “invasão”. O Brasil é o país mais racista do mundo porque teve escravidão; já os EUA, que tiveram escravidão sem alforria e chegaram à II Guerra Mundial discriminando negros, são um modelo em que o Brasil tem que se inspirar para ser melhor.

Adesão por um bom historiador

É possível aderir a esse credo tácito de maneira irrefletida sem ser uma pessoa burra ou incompetente – muito pelo contrário. Tomemos como exemplo a obra A heresia dos índios (1995), do historiador Ronaldo Vainfas. No caso em tela, a hercúlea tarefa do historiador é, munido de conhecimentos antropológicos conquistados no século XX, consultar aos arquivos da Inquisição Portuguesa para reconstruir um pouco da realidade brasileira quinhentista a partir de uma história maluca que consta num processo.

A história maluca é a do português Fernão Cabral, senhor de escravos de Jaguaripe, Bahia, que em 1585 se tornou Tupã ou Deus para os índios rebeldes que queriam escravizar os portugueses e viver cultuando Tupã-Açu (Deus Grande) sob a sua própria Igreja. Esta tinha o seu próprio Papa, um certo índio Antônio que fora batizado e fugira para o mato. Em sua igreja, os índios cultuavam uma pedra antropomórfica à qual chamavam de Tupã-Açu (Deus Grande) e faziam festas em que todos fumavam tabaco, bebiam álcool e bailavam. Os índios fugiam das outras propriedades e das reduções jesuíticas para as terras de Fernão Cabral, onde podiam ter várias mulheres e comer carne nas sextas-feiras, conforme os costumes antigos. Diante da insatisfação dos outros proprietários, o governo acaba destruindo a Igreja dos índios e tudo volta ao normal.

Tudo poderia ter sido esquecido, se a primeira Visitação do Santo Ofício não tivesse ocorrido em 1591. Aí, uma montanha de gente correu para denunciar Fernão Cabral; e o visitador do Santo Ofício, preparado para lidar com cristãos novos judaizantes, falsos padres, bígamos e sodomitas, viu-se metido com a indecifrável cosmovisão tupi compartilhada por mestiços e até por brancos. Nisso, acabou achando que os maiores crimes dos homens tatuados era comer carne às sextas-feiras, sem saber que as tais tatuagens eram feitas em rituais antropofágicos.

Moralização sem lastro

Sem dúvida, é um trabalho de fôlego e que não está ao alcance do militante woke. No entanto, chama a atenção a moralização não-argumentada por parte do autor. A epígrafe já dá o tom: “Povos e povos indígenas desapareceram da face da terra como consequência do que hoje se chama, num eufemismo envergonhado, o encontro de sociedades do antigo e do novo mundo.” Uma epígrafe curiosa para uma obra que não versa sobre extermínio de índios, mas sim sobre sua aculturação forçada. É muito fácil encontrarmos no Brasil obras – quase sempre lacrimosas – sobre a aculturação de índios, mas não tanto sobre real genocídio. As palavras perdem o sentido.

A despeito de toda a qualidade da pesquisa, a tônica do livro é a de que o Brasil não deveria ter sido descoberto, que o “colonialismo” é mau e que a religião pré-cabralina dos índios, dotada de “conteúdo anticristão e antiescravista [sic!]”, era boa. Os tupis viviam procurando a Terra Sem Mal – por isso eram nômades – e os portugueses transformaram o Brasil na “Terra dos Males Sem Fim”. No fim do livro, chega a dizer: “É com algum constrangimento que devo reconhecer esta máxima vitória do sistema colonial, capaz de invadir a própria mitologia tupi, colonizando-lhe o imaginário: a Terra Sem Mal dos tupinambás se converteria numa utopia escravocrata.” (p. 277) Pelo que Vainfas escreve de maneira mais livre, fica parecendo que os tupis não tinham escravos. A Terra Sem Mal original não tinha escravos porque se parecia com a Cocanha, onde a comida vem sem esforço e o trabalho é desnecessário. Se a nova Terra Sem Mal tem escravos brancos, isso é apenas sinal de um humaníssimo desejo de vingança.

Após passar páginas e páginas criticando a demonização dos índios pelos inquisidores (mesmo frisando que os portugueses não fossem afeitos a tal coisa), Vainfas escreve: “Não resta dúvida de que [o visitador] Heitor Furtado derrotou, no teatro da Inquisição, o arrogante senhor de Jaguaripe, apesar de jamais ter entendido, realmente, o que fora a santidade [dos índios]. Bastava-lhe, porém, rotulá-la como idolatria e, por conseguinte, como heresia; bastava-lhe obrigar Fernão Cabral a curvar-se perante ele, visitador, com súplicas de misericórdia. No teatro barroco da Inquisição, mais valia a representação da heresia, creio eu, do que a vitória da fé” (p. 238, ênfase minha). Ou seja, os inquisidores agiam por puro sadismo, em vez de ter alguma intenção nobre.

Na verdade, porém, a rotulação de heresia é uma obsessão de Vainfas, já que não aparece em momento nenhum na pluma de Heitor Furtado para aplicar aos índios. Os pagãos eram idólatras sem serem hereges, pois só pode ser herege o batizado que alega crer em Cristo. Se uma pessoa abandona o cristianismo após o batismo, ela é apóstata, não herege. Essa obsessão custou nada menos que o título do livro, que anuncia uma coisa cuja existência não se prova. Por tudo quanto Vainfas descreve, depreende-se que os índios criaram uma nova religião sincrética que misturou a devoção mariana dos jesuítas com os ritos pré-cabralinos em torno de uma maraca antropomórfica. Não há menção a Cristo; só a Deus Grande (a pedra), Deus (o próprio Fernão Cabral), Mãe de Deus (uma índia) e Santinho (um índio).

Mas vamos ao que me parece mais prejudicial: toda essa moralização não tem anúncio, nem justificativa. Por tudo quanto o próprio Vainfas escreveu, o leitor pode concluir que a vida tupi anterior à chegada dos portugueses era infernal. Os tupis tinham grande honra em tomar vários nomes e fazer várias tatuagens de jenipapo. Cada nome e cada tatuagem valia para um guerreiro morto e devorado por eles num ritual. Seu horizonte de vida era seguir os conselhos de um pajé (um feiticeiro, um sacerdote avulso) que se comunicava com espíritos e dizia para onde eles deviam seguir. Tudo isso – os deslocamentos e as guerras – para chegar à Terra Sem Mal, que, antes de os portugueses chegarem, eles acreditavam estar no litoral. Como o litoral não estava inabitado, é claro que isso envolveu fazer guerra, ganhando nomes, tatuagens e escravos. Você queria viver assim, numa eterna peça “Esperando Godot” adaptada por Tarantino?

É digno viver desse jeito? Vainfas não gosta da escravidão. Eu tampouco. Acrescento que não gosto de guerras vãs, nem de canibalismo ou morte na flor da idade. A sociedade tupi tinha alguma perspectiva de acabar com todos esses males? A Terra Sem Mal, onde as flechas caçam sozinhas, estava ao seu alcance?

De minha parte, acho engraçado que a frase “é a cultura deles” só serve para os ditos ocidentais (isto é, europeus e seus descendentes não-miscigenados na América e na África). Ninguém diz que matar judeus é da cultura dos alemães e que o auto de fé é uma tradição da cultura espanhola. Dos europeus, exige-se elevação moral. Aos índios, o relativismo moral e a angustiosa vida sangrenta que sua cultura acarretava.

Avaliação com os dados disponíveis

Um dado relevante, que já abordei noutra ocasião aqui na SCF, é que o modelo espanhol de ocupação ultramarina é muito mais institucional e estatizante do que o Português – e o português, a seu turno, muito mais institucional e estatizante do que o holandês. Enquanto a Inquisição Espanhola tinha tribunais na América, a Inquisição Portuguesa, mesmo sob os Filipes, não tinha nenhum. Por isso as pessoas precisavam esperar a Inquisição vir para poder denunciar senhores de terra que viviam no Brasil oprimindo os outros, sem nenhuma restrição.

Chamou-me a atenção, na pesquisa de Vainfas, que a recepção aos índios apóstatas era um dos dois malfeitos de Fernão Cabral que chocaram a população baiana: a outra era o assassinato cruel de uma índia grávida. Por desgostar do mexerico da índia Isabel com a sua esposa, ele ordenou que fosse lançada viva à fornalha, e que quem tentasse impedir tivesse semelhante sorte. As súplicas da índia à Virgem Maria não surtiram efeito. O fato, passado em Jaguaripe, foi bem conhecido pela Cidade da Bahia (de que dista cerca de 100 km em linha reta). Ainda que os maus tratos aos serviçais não fosse do escopo da Inquisição, já houve até denunciante dando piruetas hermenêuticas para tentar fazer do tratamento pouco cristão um assunto inquisitorial, como revelou o historiador Luiz Mott em “Tortura de escravos e heresias na Casa da Torre”.

Querendo ou não, Vainfas mostra muito bem que o típico senhor de terras luso-brasileiro se considerava um Deus em suas terras, e só a Inquisição poderia colocar-lhe freios. Fernão Cabral passou quase um ano preso e foi condenado a dois anos de degredo, bem como a pagar uma pesada multa equivalente ao preço de 20 escravos africanos. Certamente merecia mais, e talvez só tenha escapado de arder na fogueira por ser cristão velho. Mas já é alguma coisa. A moral da história, para mim, é que a Inquisição Portuguesa foi um importante contrapeso aos senhores todo-poderosos da iniciativa privada – figuras encontradiças no Brasil, mas não na América Espanhola. A caracterização da Inquisição como essencialmente malvada dificulta a percepção do real equilíbrio de poder no Brasil, e pinta os déspotas desta terra de iniciativa privada como vítimas de um sadismo maniqueísta, como se o inquisidor não pudesse ter nenhuma preocupação política e social. Visão pobre que em nada ajuda a compreensão histórica.

A avaliação da história deveria se dar em termos de valores positivos, tais como a dignidade das pessoas que vivem numa dada conjuntura, ou a distribuição do poder na sociedade estudada. É isso permite a construção de uma agenda positiva para o país e a compreensão da realidade.

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Elenco de “Avenida Brasil 2” se reúne pela primeira vez e revela novidades da continuação

Os fãs de “Avenida Brasil” tiveram uma prévia do que vem por aí na continuação da novela. Parte do elenco da nova produção se reuniu publicamente pela primeira vez na quarta-feira (14), durante o Upfront Globo 2027, realizado em São Paulo, evento em que a emissora apresentou novidades sobre seus próximos projetos.

Entre os artistas que marcaram presença estavam Adriana Esteves, Murilo Benício, Débora Falabella, Cauã Reymond, Eliane Giardini, Marcos Caruso, Leticia Isnard, Thalita Carauta, Karol Lannes, Thomas Aquino, Jessica Ellen e Mel Maia.

A sequência contará novamente com personagens que conquistaram o público em 2012. Adriana Esteves voltará como Carminha, Débora Falabella interpretará Nina, Murilo Benício retomará o papel de Tufão e Cauã Reymond estará de volta como Jorginho. A trama também apresentará novos personagens e conflitos.

Durante o evento, Adriana brincou sobre os desafios de reviver a vilã que marcou sua carreira. “Estou preocupada com meus picos de pressão, porque fazer a Carminha não é nada mole”, comentou.

Débora Falabella também deu pistas sobre a produção e afirmou que a história terá uma nova abordagem. “Avenida Brasil volta toda repaginada”, declarou.

Mel Maia também retorna à trama

Conhecida por interpretar Rita na primeira fase da novela original, Mel Maia está confirmada no elenco da continuação. A atriz aproveitou a ocasião para brincar sobre a possibilidade de ganhar uma produção própria no futuro.

“E ainda bem que eu volto pra Avenida Brasil 2, mas eu não volto com uma Nina não, gente. Quem sabe a minha próxima personagem não ganhe uma novelinha só pra ela?”, disse.

O que vai acontecer em “Avenida Brasil 2”?

A história se passa 14 anos depois dos acontecimentos que agitaram o fictício bairro do Divino. Nesse novo cenário, Tufão construiu uma carreira de sucesso como empresário e sua família parece viver uma fase tranquila e unida.

Carminha, por sua vez, terá passado anos na prisão e, após recuperar a liberdade, aparentará ter mudado de vida. A personagem passa a ser reconhecida pelo trabalho social voltado a famílias em situação de vulnerabilidade, realizado depois da desativação do lixão onde vivia Lucinda, sua mãe.

A antiga vilã também tentará reconstruir a relação com a filha, Agatha, interpretada por Karol Lannes. A aproximação fará com que Carminha volte a ser aceita pela família de Tufão. No entanto, a produção deixará em aberto uma questão central: a transformação da personagem é verdadeira ou faz parte de um novo plano?

Em comunicado à imprensa, o autor João Emanuel Carneiro adiantou que a trama vai explorar os impactos do retorno de Carminha na vida dos antigos personagens, especialmente na trajetória de Nina. A continuação também mostrará novos rostos e revelará o que aconteceu com os moradores do Divino ao longo dos anos.

Novos personagens movimentam o Divino

Além de recuperar figuras conhecidas, a novela apresentará novos conflitos e relações. Thomás Aquino interpretará Renan Vitória, um líder comunitário que se aproxima de Carminha. A relação entre os dois promete trazer disputas e questionamentos sobre quem realmente controla os rumos do bairro.

Jéssica Ellen dará vida a Jade, uma jovem que sonha em estudar engenharia genética nos Estados Unidos e busca se afastar de um relacionamento tóxico. Já Thalita Carauta interpretará Salomé, personagem que deve acrescentar humor e carisma à história.

Com o retorno de parte do elenco original e a chegada de novos personagens, “Avenida Brasil 2” pretende revisitar o universo que marcou a teledramaturgia brasileira, apresentando novas disputas e mostrando como a vida dos moradores do Divino mudou com o passar do tempo.

Adriana Esteves, Débora Falabella, Murilo Benício e Cauã Reymond estão entre os artistas confirmados | Foto: Globo/ Maurício Fidalgo

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'Incoherent,' 'deeply problematic,' and 'bad,' Europe reacts to Trump's recent pro-Russian turn

"Every step now to help the Russians increase their financing of the war is a bad sign. We very much stick to Volodymyr Zelensky's view on this," Swedish Prime Minister Ulf Kristersson.

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Ambev prorroga inscrições do Edital Brasilidades 2026 para projetos de Carnaval

A Ambev prorrogou o prazo de inscrições do Edital Brasilidades 2026 para projetos culturais relacionados ao Carnaval. A nova janela ficará aberta até 03 de novembro para projetos de Carnaval, ampliando a oportunidade para iniciativas ligadas a uma das principais manifestações culturais do país.

Ao todo, o edital prevê R$ 67 milhões em recursos incentivados para apoiar projetos culturais e esportivos que valorizem a diversidade e a pluralidade dos diferentes Brasis. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pela Plataforma Prosas, seguindo os critérios de elegibilidade e documentação previstos no regulamento.

Nesta etapa, exclusiva para projetos relacionados ao Carnaval, podem ser inscritas iniciativas vinculadas às leis de incentivo de Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. O Edital Brasilidades 2026 contempla diferentes linguagens culturais, reforçando a atuação da companhia no incentivo à cultura e sua conexão com as paixões nacionais.

Serviço

O quê: Edital Ambev Brasilidades 2026

Prorrogação: até 03 de novembro de 2026

Quem pode participar: projetos culturais relacionados ao Carnaval

Onde: inscrições gratuitas pela Plataforma Prosas

Atenção: projetos vinculados às leis de incentivo de São Paulo, Alagoas e Pará não poderão ser inscritos nesta etapa.

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Brasil aprova redução de semana de trabalho sem cortes

Proposta, popularmente chamada "fim da escala 6x1", ou seja, cinco dias de trabalho e dois de descanso, foi aprovada em dois turnos no Senado numa mesma sessão plenária e agora vai a promulgação.

© Isaac Fontana/EPA

Presidente brasileiro, Lula da Silva, celebrou a aprovação: "Lutamos, discutimos e pressionamos para garantir que o Congresso votasse ainda este ano o fim da 6x1!"
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Brazil Launches Crackdown on Suspected Amazon Arson Network

Amazon rainforest fires in Amazonas, Brazil, as firefighters tackle blazes and smoke worsens air pollution in Manaus.

Brazil deploys 300 firefighters as a surge in fires worsens air pollution in Manaus and investigators probe suspected organized arson.


Brazil has launched joint operations to track down those suspected of deliberately setting fires in the Amazon rainforest, as a sharp rise in blazes blankets Manaus with toxic smoke and pushes air pollution to critical levels for the city’s 2.3 million residents.

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Authorities suspect an organized network is deliberately destroying native vegetation in preserved forest areas to facilitate the illegal seizure of public land, Environment Minister João Paulo Capobianco said at a news conference Wednesday. Investigators are working to identify and prosecute both those who set the fires and those suspected of directing them.

Capobianco described the situation as an “impressive display of deliberate action.” He and Jair Schmitt, head of Brazil’s environmental protection agency Ibama, cited reports of people throwing fuel-filled bottles from moving vehicles along roads and repeatedly reigniting fires in areas where firefighters had already extinguished them.

The scale of the fires has escalated sharply. Amazonas state recorded 1,608 fire hotspots in the first part of October, already exceeding the 874 registered throughout October 2025, according to Brazil’s National Institute for Space Research (INPE).

September saw more than 3,700 hotspots, four times the number recorded a year earlier. Fires burned 291,060 hectares that month, 38.8% above the historical average, according to official data.

In October, the area affected has approached 220,700 hectares, 249% above the usual level, according to the Federal University of Rio de Janeiro’s Laboratory for Environmental Satellite Applications.

The government has deployed 11 aircraft and approximately 300 firefighters to the hardest-hit areas. Difficult terrain and adverse weather conditions have complicated efforts to contain the blazes. Authorities have also warned that extreme drought and high temperatures associated with El Niño are accelerating the spread of fires across northern Brazil.

Smoke from fires in Amazonas and Pará states has engulfed Manaus, where air quality has deteriorated to critical levels. Concentrations of fine particulate matter known as PM2.5 have exceeded the maximum levels recommended by the World Health Organization, increasing the risk of acute respiratory problems, particularly among children, older people and those with pre-existing medical conditions.

The Civil Police of Amazonas has opened 120 investigative proceedings into suspected environmental offenses. Investigators are using thermal drones and conducting continuous ground patrols to gather evidence and identify those responsible.

The investigations come as Brazil prepares for a presidential runoff on Oct. 25 between incumbent Luiz Inácio Lula da Silva and opposition senator Flávio Bolsonaro, who received the most votes in the first round. Asked whether the fires could be politically motivated to undermine Lula’s candidacy, Capobianco said investigators were examining that possibility but stressed that the theory had yet to be substantiated.

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