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Incêndio destrói casa em Valongo e causa um ferido grave

Alerta para a ocorrência foi dado às 17h29, e o incêndio já estava extinto à chegada dos meios ao local, tendo causado um ferido grave que foi transportado para o hospital. A casa ficou inabitável.

© HENRIQUE CASINHAS/OBSERVADOR

No local estiveram oito viaturas e 21 operacionais, entre os quais os bombeiros voluntários de Ermesinde, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital São João, a PSP e elementos da Câmara Municipal de Valongo
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Associação de Cegos lança campanha contra sistema Volta

A associação apresentou queixas ao Governo, ao Provedor de Justiça e à ASAE e lançou a campanha "Quero o meu dinheiro do Volta" no Dia Mundial da Bengala Branca.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Para a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal "Um sistema verdadeiramente sustentável tem de ser também verdadeiramente inclusivo"
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Líbano pede a Rubio que pressione Israel a cessar ataques

Presidente libanês Aoun instou o secretário de Estado dos EUA a exigir a Israel o fim dos ataques ao sul do Líbano e o cumprimento do acordo-quadro de junho.

© ALEXANDROS BELTES/EPA

A ofensiva israelita ao Líbano começou a 2 de março deste ano, depois de o movimento xiita libanês Hezbollah ter lançado ataques contra Israel
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Zelensky pede à NATO que não interrompa envio de armas

Kiev suspendeu missões após restrições norte-americanas à Starlink. Rússia lançou quase mil drones em menos de 24 horas. Zelensky exige intercetores e munições para F-16.

© UKRAINE PRESIDENTIAL PRESS SERVICE HANDOUT/EPA

Zelensky denunciou ainda que as falhas nas comunicações via satélite da Starlink foram deliberadas
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"Vende-se". Bordalo II instala placa em frente à câmara

Colocação da placa no letreiro da marca institucional Porto., na Praça General Humberto Delgado, foi partilhado através de um vídeo nas redes sociais do artista. Pelas 18h40, já tinha sido retirada.

Nos últimos anos, Bordalo II tem feito várias intervenções artísticas referentes a questões da atualidade
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Vaticano. Secretário de Estado preocupado com saúde do Papa

O secretário de Estado do Vaticano admite que o nódulo cancerígeno removido pode condicionar a viagem à América Latina prevista para novembro.

© Mario Guzman/EPA

O pontífice norte-americano está a recuperar e já retomou algum trabalho no quarto do hospital
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Fernando Pimenta pede maior investimento público no desporto

O canoísta olímpico defendeu menos impostos sobre artigos desportivos e denunciou as precárias condições de treino. Vanessa Fernandes alertou para o abandono dos atletas após a carreira.

© Jakub Kaczmarczyk/EPA

Fernando Pimenta defendeu uma redução da tributação, propondo que parte das receitas arrecadadas reverta diretamente para o financiamento do desporto
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EN243 reabre sexta em Alcanena, oito meses depois da Kristin

Troço entre Moitas Venda e Videla volta a estar acessível às 16h00 de sexta-feira. Obras de 150 mil euros pela IP duraram pouco mais de um mês.

© agência lusa

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De olho na liderança: dupla de Stefani vence estreia no WTA de Wuhan

Logo Agência Brasil

Campeã no WTA de Pequim no último domingo (11), a dupla da brasileira Luisa Stefani voltou à quadra nesta quinta-feira (15) para a estreia WTA 1000 de Wuhan, também na China. Principal cabeça de chave do torneio, a parceria Brasil-Canadá avançou às quartas de final após derrotar por 2 sets a 0 (parciais de 6/1 a 6/3) a norte-americana Quinn Gleason e a norueguesa Ulrike Eikeri.

Stefani e Dabrowski jogam novamente na quadra dura de Wuhan à 1h30 (horário de Brasília) desta sexta (16). Elas enfrentarão a dupla da mexicana Giuliana Olmos e a estoniana Ingrid Neel.

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Boa vitória hoje, condições muito diferentes de Pequim, bola mais pesada, bola maior, condição mais úmida e lenta. Fizemos alguns ajustes, mas de qualquer forma foi um bom primeiro jogo. Começamos abaixo no segundo set, com poucos pontos fazendo a diferença para o 3 a 0 [das adversárias], poderia ter sido 2 a 1. Mantivemos a calma para conseguir a virada jogando melhor. Agora é preparar para o próximo jogo e continuar nos adaptando às condições aqui em Wuhan", analisou a brasileira de Stefani, de 29 anos.

Segunda melhor dupla da temporada, Stefani e Dabrowski podem alcançar a liderança caso conquistem o título em Wuhan. Além do WTA 1000 de Pequim, brasileira e canadense levaram o troféus em outros quatro torneios: WTA 1000 de Dubai, WTA 500 de Estrasburgo e dos WTA 250 Eastbourne (Inglaterra) e SP Open. 

A dupla já está classificada para o WTA Finals, torneio que reunirá as oito melhores duplas do ano, em Indian Wells (Estados Unidos), entre 8 e 15 de novembro.

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ANEPC garante segurança na remoção de amianto em escola

Comunidade escolar pediu suspensão dos trabalhos iniciados segunda-feira no edifício antigo. Proteção Civil e DGS deram sinais contraditórios sobre os riscos.

© Getty Images

O receio com a segurança das obras causou alarme na comunidade escolar, e foi permitido que os alunos faltassem às aulas enquanto não fossem esclarecidas as medidas de segurança
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Participação do Brasil em pesquisas clínicas cresce após marco legal

Logo Agência Brasil

O marco legal para a realização de pesquisas clínicas no Brasil está impulsionando a participação do país em estudos globais. Esta é a avaliação de pesquisadores e representantes da indústria farmacêutica reunidos no fórum para jornalistas Saúde como Investimento, realizado em San Jose, capital da Costa Rica, entre os dias 6 e 8 de outubro. 

Dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) mostram que a posição brasileira no ranking de países que mais fazem esses testes subiu da 18ª para 12ª, de 2025 até o primeiro semestre de 2026. A associação também projeta que a 10ª posição possa ser alcançada em pouco tempo, com os novos investimentos previstos, superiores a R$ 2 bilhões anuais. 

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A Lei 14.874, ou Lei de Pesquisa Clínica, tramitou no Congresso por quase 10 anos, sendo finalmente sancionada em maio de 2024 e regulamentada pelo governo federal em outubro de 2025. Este é o primeiro marco legal sobre pesquisas clínicas instituído no Brasil, atividade que antes era regulada apenas por normas do Conselho Nacional de Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

As pesquisas clínicas são uma etapa fundamental para o desenvolvimento de novos medicamentos, tecnologias e procedimentos de saúde. Geralmente contemplam três fases em que essas inovações são testadas em um número crescente de pessoas, para comprovar se são seguras e eficazes. Isso só acontece depois de testes bem sucedidos em laboratório e animais. 

No Brasil, as pesquisas clínicas só são permitidas após aprovação de um comitê de ética, responsável por resguardar os direitos dos participantes, e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que verifica se os procedimentos pretendidos atendem aos requisitos de boas práticas. 

Novos prazos

A nova lei criou o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, reorganizando os fluxos de trabalho dos comitês, e encurtou os prazos de análise. Agora, o parecer ético deve ser emitido em até 30 dias úteis, e a avaliação da Anvisa, em até 90 dias úteis, excluindo prazos de recurso e esclarecimentos. 

A presidente da Roche Brasil, Lorice Scalise, lembra que nos casos de pesquisas multicêntricas, que recrutam voluntários em diversas cidades, somente o prazo de análise ética poderia se estender por um ano, e só depois a análise sanitária era iniciada. Hoje, os dois processos podem ocorrem em paralelo. 

"Vamos supor que tem dez centros participando de um estudo. Antes a gente precisava da aprovação do comitê de ética local de cada centro de pesquisa. Agora um comitê acreditado é responsável por fazer a comunicação com os demais e dar o parecer final", explica. 

Scalise avalia que a lei simplificou a análise regulatória sem perder o rigor. "A Anvisa é uma das agências mais renomadas, é referência no mundo inteiro. A gente ainda tem alguns gargalos de fila (de processos para análise), mas todas as questões estão sendo trabalhadas. Hoje, a gente tem um excelente processo", acrescenta. 

De acordo com a presidente da Roche Brasil, a redução dos prazos aumentou a atratividade do Brasil, que já é um destino valorizado para pesquisas clínicas por causa da diversidade genética dos voluntários, o que produz resultados confiáveis para populações variadas. 

A nova legislação também possibilita que o país receba mais ensaios de Fase 1 e Fase 2, que envolvem uma quantidade menor de pessoas, mas têm exigências mais rígidas, já que a segurança do medicamento em humanos ainda está sendo avaliada. 

Somente a Roche pretende investir cerca de R$590 milhões por ano em pesquisas clínicas no país. Entre os estudos já em andamento, há novas medicações sendo testadas no Brasil para Alzheimer, Parkinson, câncer de mama, lúpus, e uma nova opção de caneta emagrecedora.

A diretora de investigação clínica da farmacêutica, Danielle Galbiatti, destaca que essas cifras também promovem o desenvolvimento do setor científico do país:

"É um movimento de união com centros de pesquisa, laboratórios. Com essa projeção e a vinda de novos estudos, existe a necessidade de capacitar os profissionais e as unidades" 

Com isso, a indústria também vem investindo na capacitação de centros das regiões Norte e Nordeste, para diminuir a concentração do Sul e Sudeste e garantir mais diversidade genética, social e cultural. "Um estudo é um ambiente controlado. O centro de pesquisa tem que ter uma equipe muito bem estruturada, porque esse paciente precisa de uma assistência diferente", complementa Galbiatti.

Ela acredita que essa capacitação também será impulsionada pelo Programa Nacional de Inovação em Saúde, lançado em julho pelo governo federal. Entre os princípios do programa constam o fortalecimento da base científica nacional, a integração com o setor produtivo, e o incentivo ao desenvolvimento de tecnologias "emergentes e disruptivas", que sejam de interesse do Sistema Único de Saúde. 

América Latina

Os esforços do Brasil estão alinhados com uma agenda de toda a América Latina. O diretor estratégico do Conselho Administrativo da Fundação de Pesquisa e Inovação da Costa Rica, Mario Urcuyo, declarou no evento que a profissionalização dos centros de pesquisa da região é "a parte mais importante" para enfrentar a grande concentração de investigações clínicas nos Estados Unidos e na Europa. 

"Temos um desafio muito importante, porque nem sempre contamos com coordenadores e monitores de pesquisa. Não existem carreiras profissionais específicas para essas funções e precisamos desenvolver essa estrutura ao longo do tempo", acrescentou. 

De acordo com ele, proporcionar que mais profissionais atuem em pesquisa clínica também gera benefícios para os pacientes em geral:

"Proporciona ferramentas para melhorar a qualidade da assistência, porque os profissionais passam a ter acesso aos mais elevados padrões de qualidade, exigidos para a realização das pesquisas"

Urcuyo defendeu ainda que as pesquisas clínicas oferecem uma grande oportunidade para pessoas com doenças graves acessarem medicamentos promissores de forma antecipada, ao participar dos testes. 

Benefício

A pesquisadora do Centro Médico Nacional 20 de Novembro, referência em pesquisa e tratamentos de alta complexidade do México, Fedra Irazoque, acrescentou que mesmo os participantes incluídos no grupo de comparação, e que portanto não recebem a substância pesquisada, são beneficiados: 

"Estar no grupo placebo não significa ficar sem receber nenhum medicamento, mas sim receber o melhor tratamento já existente. E após algumas semanas, esse paciente também passa a receber a molécula ativa e pode se beneficiar da mesma forma"

Fedra defende que marcos regulatórios, como o que foi aprovado no Brasil, sejam estabelecidos a nível regional. "Não é possível que o Brasil tenha uma regulamentação, a Costa Rica outra, o México outra, sem que cheguemos a um acordo para agilizar esse processo. Assim, poderíamos alcançar uma representatividade muito mais significativa"

*O evento foi realizado pela farmacêutica Roche e a repórter participou a convite da empresa

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SNS: direita quer cobrar a estrangeiros, esquerda rejeita

PSD, Chega e CDS-PP defendem pagamento de cuidados de saúde por não residentes. PS, BE, Livre e PCP acusam a direita de desviar atenção dos problemas reais do SNS.

© DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

O PS considerou que os projetos dos partidos à direita não resolvem os problemas do Serviço Nacional de Saúde e classifica-os como "propaganda"
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Professores levam erro da CGA à Provedora de Justiça

O SIPE exige a suspensão dos cortes e da devolução de valores pagos a mais. Pensionistas afetados perdem em média 93 euros brutos por mês.

© Getty Images

A ministra do trabalho diz que " há obrigação legal de o fazer" quando questionada se há fundamentação legal para o pedido de devolução dos valores pagos a mais
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Priolo mantém população estável de cerca de 1000 aves

Após duas décadas de trabalho de conservação, incluindo a recuperação da floresta Laurissilva, foi possível salvar a ave de "estar à beira da extinção", mas para os peritos "o trabalho não terminou".

© putneymark

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves considera a perda de habitat uma das principais ameaças ao priolo
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União quitou R$ 244 milhões para estados e municípios em setembro

Logo Agência Brasil

O governo federal pagou, em setembro, R$ 244,01 milhões em dívidas de estados e municípios que estavam inadimplentes. Os dados de garantias honradas e de recuperação de contragarantias estão no Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em operações de crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (15).

Do total pago no mês, a maior parcela foi de dívidas do Rio Grande do Sul, que somaram R$ 237,71 milhões; houve também R$ 6,24 milhões para o Rio Grande do Norte e R$ 64,89 mil para o município de Santanópolis (BA).

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No acumulado do ano, as dívidas honradas pela União somam R$ 3,38 bilhões. Desde 2016, a União realizou pagamentos que somam R$ 89,90 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios.

A Lei de Responsabilidade Fiscal diz que o governo federal realiza os pagamentos com a condição de que estados e municípios ofereçam contragarantias em valor igual ou superior.

Assim, caso estados ou municípios deixem de pagar prestações de contratos garantidos, caberá à União, além de honrar as dívidas, executar as contragarantias oferecidas para recuperar o crédito. Além do valor original devido, são cobrados do devedor juros de mora, multas e outros encargos previstos nos contratos de empréstimo.

O Tesouro Nacional destaca ainda que, caso estados e municípios não paguem os compromissos ou atrasem o pagamento, ficam impedidos de obter garantia da União para novos contratos de financiamento por até 12 meses.

Já os estados com Regime de Recuperação Fiscal (RRF) em vigor poderão contratar novas operações de crédito com garantia da União. Entretanto, a União fica impedida de aplicar as contragarantias para aqueles que obtiveram liminares judiciais.

Recuperação

O relatório mostra que, desde 2016, a União recuperou R$ 6,06 bilhões dos entes subnacionais. Em setembro, foram recuperados R$ 6,64 milhões. 

“O principal fator que explica esse baixo volume de valores recuperados é que grande parte das garantias honradas, aproximadamente R$ 80,09 bilhões, são de estados que participam ou participaram do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e, por essa razão, têm o benefício de suspensão temporária da execução da contragarantia", informou o Tesouro

Além disso, há R$ 528,05 milhões que não podem ser recuperados pela União em razão de decisões judiciais.

O relatório mostra ainda que há R$ 1,9 bilhão utilizados pelos estados de Alagoas, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco e Piauí como compensação por perdas na arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2022.

A Lei Complementar 201/2023 prevê o socorro para estados, municípios e Distrito Federal, para compensar as perdas decorrentes da redução de suas arrecadações.

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Docentes usam inteligência artificial para inovar e engajar alunos

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“O que você quer ser quando crescer?”

A corriqueira pergunta feita a crianças sobre qual carreira desejam seguir incentivou a professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP), a usar a inteligência artificial (IA) para mostrar a seus alunos, de 9 e 10 anos, como eles seriam representados, no futuro, desempenhando os ofícios que sonharam.

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A aceleração no tempo da infância à fase adulta, com ajuda do ChatGPT, foi gerada por iniciativa da professora a partir das fotos tiradas, em 2025, dos seus 31 alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Professor Carlos Cristovam Zink, localizada em um bairro de periferia da cidade do interior paulista.

O vídeo com as reações das crianças emocionadas viralizou nas redes sociais e ganhou o mundo. As respostas foram de jogador de futebol a astronauta, passando por veterinária, bailarina, cantor, artista e outras.
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por ChatGPT (@chatgpt)

Giovanna explica que a intenção foi permitir que crianças imaginassem uma fase da vida que ainda está distante para elas.

“Para mim, como professora, é muito significativo criar situações em que os alunos se sintam valorizados e vejam que alguém acredita neles, que têm potencial para irem além.”

A professora contou à Agência Brasil que desde a infância tinha o desejo de lecionar. Neste 15 de outubro, Dia do Professor, a jovem de 27 anos comemorou mais um ano de atuação no magistério, carreira que abraçou há 8 anos, em 2018.

Apesar do tempo na profissão, a docente admite que ainda não tem capacitação em inteligência artificial, mas conta que está sempre antenada nas inovações e usa as tecnologias intuitivamente para ter ideias e produzir recursos visuais que tornem suas aulas mais interessantes.

“Mais do que utilizar uma tecnologia nova, nosso papel é encontrar formas de despertar a curiosidade das crianças, fortalecer a autoestima e ampliar os horizontes delas. Quanto mais conseguirmos mostrar o que são capazes de aprender, criar e sonhar, mais sentido terá o nosso trabalho.”

Professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP) que usou I.A  em ação com estudantes.  Foto: Giovanna Macedo/ Arquivo pessoal Professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP) que usou I.A  em ação com estudantes.  Foto: Giovanna Macedo/ Arquivo pessoal
Professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP) - Giovanna Macedo/ Arquivo pessoal

Após a repercussão da atividade realizada com auxílio de IA generativa, Giovanna confessa ter planos de fazer uma especialização em metodologias e didática para aprimorar seus conhecimentos da nova tecnologia.

“Gostaria que experiências como essa inspirassem outros educadores a explorar novas metodologias e a pensar em maneiras criativas de aproximar os conteúdos escolares da realidade dos alunos.”

Cultura digital 

Nesta nova cultura digital, em que quadro negro e giz vem sendo substituídos por computadores, as escolas precisam acompanhar as mudanças sociais e tecnológicas com responsabilidade, diante de um cenário em que os estudantes já crescem com acesso a informações entregues em segundos, mas que, muitas vezes, não sabem transformar esse conteúdo em conhecimento. 

O posicionamento é de Kassula Correa, diretora-geral da Start Anglo Bilingual School, uma escola privada do Rio de Janeiro.

“Uma criança pode ter facilidade para mexer no celular e, ainda assim, não saber pesquisar com profundidade, identificar uma informação falsa ou compreender os riscos de compartilhar determinados dados.”

Para a educadora, o uso da inteligência artificial ainda deve considerar as diversidades em sala de aula.

“Precisamos oferecer ferramentas, formação e condições para que o professor consiga ensinar a essa geração em que cada criança tem seu ritmo, suas dúvidas e sua maneira de aprender.”

Mesmo em tempos de transformação digital, Kassula defende que a escola preserve o papel de ambiente de desenvolvimento socioemocional.

“Por mais que a tecnologia avance, a escola continua sendo um lugar de relações humanas. É onde a criança aprende a conviver, a lidar com dificuldades, a se conhecer e a descobrir do que é capaz.”

Formação de professores

Brasília (DF), 14/10/2026 - Dia do Professor: realidade e desafios da inclusão digital no ensino público. O professor do Distrito Federal, Marcio Luiz Dias. Atua há 13 anos na formação de professores para utilização das tecnologias educacionais, com ênfase na Inteligência Artificial na Educação. Foto: Marcio Luiz Dias/Arquivo Pessoal Brasília (DF), 14/10/2026 - Dia do Professor: realidade e desafios da inclusão digital no ensino público. O professor do Distrito Federal, Marcio Luiz Dias. Atua há 13 anos na formação de professores para utilização das tecnologias educacionais, com ênfase na Inteligência Artificial na Educação. Foto: Marcio Luiz Dias/Arquivo Pessoal
Professor Marcio Luiz Dias atua há 13 anos na formação de professores para utilização das tecnologias educacionais, com ênfase na Inteligência Artificial - Marcio Luiz Dias/Arquivo Pessoal

O professor, doutorando e mestre em Educação, Marcio Luiz Dias, atua há 13 anos na formação continuada em tecnologias educacionais do corpo docente da rede pública de ensino do Distrito Federal. Seu foco é a inteligência artificial na educação.

Ele compreende que a formação continuada é indispensável tanto para professores com formação analógica quanto para os recém-formados em licenciaturas.

“No campo digital, as mudanças ocorrem em velocidade tão rápida que torna praticamente impossível que o currículo das faculdades esteja sempre atualizado.”

Marcio acha legítimo o receio de alguns colegas professores em utilizar a inteligência artificial na educação, no entanto, avalia que este é um caminho sem volta. “É algo que se popularizou há relativo pouco tempo, mas que tem ampliado sua presença de forma rápida e abrangente.”

Nas capacitações oferecidas pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), a orientação aos docentes é mediar para que a classe supere o uso mecânico das ferramentas digitais. 

“O Currículo em Movimento das Escolas Públicas do DF preconiza que a formação continuada extrapole o uso instrumental das tecnologias e passe para o uso crítico, colaborativo e focado na intencionalidade pedagógica”, relaciona o professor Marcio Luiz.

Já a gestora educacional Kassula Correa defende a importância de valorizar a experiência analógica prévia dos docentes e aproximá-la das novas tecnologias de forma prática, contínua e acolhedora.

“Muitos deles desenvolveram estratégias incríveis de ensino usando quadro, livros, papel e muita criatividade. O que precisamos é aproximar esses profissionais das novas possibilidades, respeitando suas trajetórias.”

Tarefas

A IA também pode contribuir diretamente para automatizar e otimizar rotinas burocráticas e repetitivas, como tarefas administrativas e operacionais, e também para desenvolver atividades que promovam mais a colaboração e o significativo engajamento estudantil, lista o professor do DF.

Como consequência direta, o professor Marcio Luiz aponta para a liberação de tempo de qualidade para que o professor estude mais, planeje as aulas e se dedique ao acompanhamento individualizado das necessidades dos estudantes.

“Nós professores nos vemos com uma série de rotinas burocráticas, repetitivas, cansativas que, embora essenciais para o andamento da escola, tomam nosso tempo para estudar, planejar aulas, testar formatos e adequações, bem como acompanhar de maneira mais próxima nossos estudantes.”

Apesar de a tecnologia trazer agilidade na hora de diversificar exercícios, adaptar níveis de dificuldade, elaborar planos de aula e agilizar correções objetivas, a diretora Kassula ressalta que a escolha da melhor estratégia para a turma depende exclusivamente do julgamento humano do educador.

“A qualidade do ensino continua dependendo da capacidade de transformar os recursos tecnológicos em experiências que ajudem o aluno a aprender. Avaliar o desenvolvimento de uma criança exige compreender seu percurso, suas dificuldades e seus avanços.”

Sala de aula

O professor do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (CEMI) de Taguatinga, cidade do Distrito Federal, Jaime Guilherme de Oliveira, ensina computação gráfica para estudantes de 14 a 18 anos do ensino médio. Muitos deles sequer têm computador em suas residências.

Vindo do mercado corporativo, na rede pública, o docente passou por capacitações via Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) da secretaria de educação do DF.

São eles: Cursos de Linguagens Digitais e IA na Prática Docente, além de pós-graduação em Proficiência em Tecnologias Digitais para uma Educação Empreendedora e cursos online permanentes.

Como resultado do aprendizado incorporado, Jaime Guilherme coloca a inteligência artificial para trabalhar a seu favor na rotina docente, como na criação de conteúdo para as aulas expositivas que facilitem sua compreensão; no planejamento das atividades de cada turma; na elaboração de avaliações adaptadas às necessidades de alunos com neurodivergências ou necessidades específicas; e no desenvolvimento de jogos educativos para fixação e revisão dos conteúdos.

É de autoria do tutor Jaime, via ChatGPT, o jogo interativo Arena ABNT, com as regras, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ensinadas de forma lúdica para a escrita de trabalhos acadêmicos.

Nas dinâmicas pedagógicas, Jaime vê a IA como uma oportunidade para aproximar os alunos das transformações do mundo do trabalho.

O docente, no entanto, reflete que mais importante do que saber gerar conteúdo é saber por que este está sendo criado, para quem será destinado e quais consequências poderá produzir.

“A ferramenta pode fazer muito por nós, mas a intenção, a sensibilidade, o pensamento crítico e a responsabilidade continuam sendo essencialmente humanas.”

Desafios: da cópia ao aprendizado

Em sua atuação como formador de outros professores, Marcio Luiz Dias enxerga que o acesso a dispositivos móveis e à internet no Distrito Federal é amplo, mas o principal desafio consiste em transformar a conectividade em uso crítico, cidadão e produtivo. E o educador estimula a conectividade para ir além:

“O letramento digital deva atuar fortemente contra riscos, como aplicação de golpes e fakenews propagadas pelas redes sociais, bem como de se tornar uma fonte de novos aprendizados dos quais a pessoa necessite no campo pessoal ou da cidadania.”

Tratando especificamente dos estudantes, o professor Marcio estimula que os profissionais da educação tenham autoridade para estabelecer que a IA seja utilizada pelos estudantes como ferramenta de apoio para assimilar, raciocinar, pesquisar, questionar, debater.

“Reconheço que isso não é fácil, mas o caminho do letramento digital, da formação docente, de estipular e cobrar a análise, a síntese e a argumentação do aluno já foram testados com sucesso”, conclui Marcio.

 O combate ao "atalho" exige dos alunos capacidade de análise, síntese e argumentação própria, desenvolvidas via letramento digital.

Dentro do ambiente escolar, o professor Jaime Guilherme de Oliveira ensina aos jovens que a IA deve ser usada com intencionalidade clara; caso contrário, os atalhos da ferramenta geram entregas vazias. "Quando existe uma intenção clara, a ferramenta amplia o alcance de quem já tem algo a dizer."

Futuro da IA na Educação

O professor de Taguatinga, Jaime Guilherme, projeta a presença crescente da IA no planejamento docente e na personalização da aprendizagem. Ele defende que a tecnologia não substitui o professor, que tem papel insubstituível na mediação pedagógica, orientação ética, checagem de dados e formação crítica dos alunos.

IA e rede pública

O Ministério da Educação (MEC) informou à Agência Brasil que uma nova resolução sobre o uso de inteligência artificial deverá ser publicada em breve, sem precisar uma data.

O documento terá o objetivo de ampliar o uso pedagógico da tecnologia, preservar a autonomia dos professores e garantir a proteção dos estudantes.

Com a futura publicação, a pasta busca estabelecer diretrizes claras e segurança jurídica para que gestores e redes de ensino façam uso das novas tecnologias de forma segura, inclusiva e responsável.

“A partir da resolução, o país passa a contar, de forma inédita, com um parâmetro nacional unificado para orientar a adoção consciente e ética da inteligência artificial em todas as etapas de ensino”, diz a nota do MEC.

Sobre conectividade nas escolas públicas de educação básica em todo o país, o MEC tem a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec).

Em julho deste ano, 108.658 escolas estavam conectadas dentro dos parâmetros de qualidade adequados, classificadas nos níveis 4 e 5 do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o que corresponde a 78,7% das 138.086 escolas monitoradas.

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Sáchez arrisca multa por conferência de imprensa na Moncloa

É o quinto processo do género contra o primeiro-ministro espanhol em oito anos. Os anteriores quatro resultaram em multas que somam 6.600 euros no total.

© JAVIER LIZON/EPA

Este é o quinto processo de sanção da JEC de que é alvo Pedro Sánchez desde que chegou a primeiro-ministro, que lhe custou um valor total de 6.600 euros
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NATO promete reforçar defesa após ataques no mar Negro

O secretário-geral da NATO encontrou-se com o Presidente romeno e com o primeiro-ministro búlgaro, na cimeira da UE, depois de um ataque a um navio no mar Negro. Oito pessoas estão desaparecidas.

© ESTONIAN MINISTRY OF DEFENCE / HANDOUT/EPA

“A NATO reforçou a sua presença ao longo do flanco oriental, incluindo através do aumento das capacidades de combate aos drones”, afirmou Rutte
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Salários da função pública em negociação segunda-feira

Sindicatos pedem aumentos bem acima dos 2,3% previstos no acordo plurianual. Governo diz estar disponível para analisar propostas e garantir "soluções equilibradas".

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A confirmar-se o cumprimento da meta prevista no acordo, a base remuneratória da administração pública subirá dos atuais 934,99 euros para 995,51 euros em 2027
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