Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única nesta quarta-feira (21), em sessão marcada por volatilidade, conforme os traders reagiam a avanços de negociações para encerrar a guerra da Ucrânia, ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e estoques em baixa da commodity nos EUA.
Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para dezembro fechou em alta de 0,03% (US$ 0,03), a US$ 108,82 o barril. Já o petróleo WTI para o mesmo mês caiu 0,68% (US$ 0,67), a US$ 97,15 o barril, na Nymex.
O petróleo passou a recuar, revertendo alta observada mais cedo, em meio à posição dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que concordaram em retomar as negociações trilaterais com Washington para encerrar a guerra na Ucrânia.
Putin recebeu nesta quarta-feira, em São Petersburgo, o enviado dos EUA Steve Witkoff para discutir uma saída negociada para a guerra. O encontro ocorreu um dia após o representante de Donald Trump conversar com Zelensky e líderes europeus em Oslo.
A commodity vinha mais firme antes dessa informação diante dos estoques de petróleo nos EUA, que apresentarem queda de 3,06 milhões de barris na semana.
Já no Oriente Médio, petroleiro foram atingidos nesta quarta-feira por projéteis perto do Iraque e Omã, de acordo com a agência britânica de UKMTO (Operações de Comércio Marítimo, em inglês).
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou em artigo publicado no Financial Times que Teerã está disposta a buscar uma solução diplomática para o conflito, mas preparada para se defender.
Apesar dos ataques contínuos, os embarques de petróleo do Oriente Médio superaram os níveis pré-guerra. Os fluxos através de Ormuz e rotas de exportação alternativas atingiram uma média de mais de 24 milhões de barris por dia na semana até 18 de outubro, acima do nível pré-guerra de 23,3 milhões de barris por dia, de acordo com a Kpler.
O contrato futuro do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (21) revertendo parte das perdas registradas recentemente. Investidores ponderam os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e no Leste Europeu – que pressionam os preços do petróleo.
Os juros dos Treasuries e o dólar operam perto da estabilidade, o que dá fôlego ao metal precioso.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (Bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,18%, a US$ 4.150,00 por onça-troy. Já a prata para o mesmo mês recuou 0,5%, a US$ 57,71 por onça-troy.
A posição do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que teria concordado em retomar as negociações trilaterais com os EUA e a Ucrânia para encerrar a guerra no Leste Europeu pressionaram os preços do petróleo, o que abriu espaços para a alta do ouro.
No radar geopolítico, também há expectativas para um diálogo diplomático para resolver o conflito no Irã, após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, dizer que Teerã está disposto a buscar uma solução para encerrar a guerra.
Apesar da queda nos preços do petróleo hoje, analistas da Kotak Neo afirmam que os valores elevados da commodity continuam a complicar as perspectivas para a política monetária, o que implica pressão de baixa para o ouro.
No entanto, a análise destaca que uma fraqueza do dólar americano e dos rendimentos dos títulos do Tesouro temlimitado maiores perdas para os metais preciosos.
“Na ausência de dados econômicos relevantes dos EUA, as movimentações no mercado de títulos e a evolução dos preços do petróleo bruto devem ditar o ritmo das negociações nas próximas sessões”, pondera.
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos tiveram queda de 3,06 milhões de barris, a 412,517 milhões de barris, na semana encerrada em 16 de outubro, informou nesta quarta-feira (21) o DoE (Departamento de Energia, na sigla em inglês) do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperavam queda de 300 mil barris.
Os estoques de gasolina caíram 2,952 milhões de barris, a 205,31 milhões de barris, enquanto a projeção era de estabilidade. Já os de destilados subiram 1,675 milhao de barris, a 104,286 milhões de barris, enquanto a previsão era de queda de 1,3 milhão de barris.
A taxa de utilização da capacidade das refinarias caiu de 93,5% na semana anterior para 93,4% na mais recente, contra expectativa de alta a 93,6%.
Os estoques de petróleo no centro de distribuição de Cushing tiveram crescimento de 987 mil barris, a 27,594 milhões de barris. Já a produção média diária dos EUA caiu 410 mil barris na semana, em 16,269 milhões de barris.
A contratação de executivos nos segmentos de infraestrutura cresceram 150% no primeiro semestre de 2026, de acordo com a Flow Executive Finders, consultoria estratégica especializada na seleção de executivos C-level para grandes empresas.
O movimento de alta está relacionado ao volume de investimentos já contratados no país, na visão de Igor Schultz, sócio da consultoria. Aeroportos, terminais portuários, rodovias, ferrovias, hidrovias e projetos hídricos concentram a maior parte dos projetos em execução ou planejamento.
“Quando olhamos os planos de investimento dos clientes que atendemos, o pipeline que ainda está por vir sustenta a demanda em 2027. A agenda de infraestrutura no Brasil está no início da sua fase de execução, e enquanto os projetos avançarem, a demanda por executivos capazes de conduzi-los de ponta a ponta vai continuar”, afirmou.
A carteira também inclui áreas como energia, gás, saneamento e logística hídrica, nas quais a demanda por projetos está em alta.
A indústria de óleo e gás, por exemplo, cresceu 106% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O número doi impulsionado por concessões em Santa Catarina, Paraná e estados do Nordeste.
Fator China
A consultoria pondera, no entanto, que esse movimento pode ser revertido nos próximos dados. Isso passaria pelo impacto de mudanças da China para reduzir a independência de algumas áreas, especialmente no agronegócio, o que pode impactar a infraestrutura construída no Brasil para atender esses negócios.
“É um movimento que precisa ser acompanhado de perto. O Brasil ainda tem uma agenda relevante de expansão e modernização dos ativos, e a questão será entender como esses projetos vão se adaptar às mudanças no perfil da demanda global. Para os executivos, isso exige cada vez mais capacidade de avaliar cenários e tomar decisões de investimento com visão de longo prazo”, pontuou Igor Schultz.
Com esse cenário em vista, a a Flow Executive Finders destaca que maior parte das posições mapeadas está no C-level responsável pela gestão de Capex (investimento em ativos de longo prazo). São profissionais que precisam participar desde a estruturação do investimento, passando pela implantação do ativo, até a transição para a operação.
O dólar aproximou-se de R$ 5, e a bolsa superou os 208 mil pontos nesta terça-feira (20). O desempenho positivo dos ativos brasileiros foi impulsionado pela desvalorização da moeda norte-americana no exterior, pelo fluxo de investimentos estrangeiros e pelo cenário eleitoral.
No mercado internacional, a queda do petróleo também contribuiu para o apetite por risco.
Números do dia
Dólar comercial: R$ 5,019 (-0,58%);
Dólar em outubro: queda de 3,02%;
Dólar em 2026: recuo acumulado de 8,56%;
Ibovespa: 208.295,98 pontos (+1,57%);
Petróleo Brent: US$ 108,79 por barril (-0,69%).
Câmbio
O dólar comercial encerrou esta terça vendido a R$ 5,019, com queda de 0,58%. Esse foi o terceiro pregão consecutivo de baixa frente ao real. Durante a sessão, a moeda chegou a se aproximar de R$ 5,00, acompanhando o movimento de desvalorização no mercado internacional.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, recuava cerca de 0,26% no fim da tarde. A queda refletiu, entre outros fatores, dados mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos e expectativas sobre a trajetória dos juros estadunidenses.
A redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, também contribuiu para o movimento. Quando esses rendimentos caem, investimentos em outros mercados podem se tornar relativamente mais atraentes, favorecendo a entrada de recursos em países emergentes, como o Brasil.
No mercado doméstico, a perspectiva de entrada de capital estrangeiro na Bolsa ajudou a sustentar o real. A movimentação ocorre em meio à expectativa dos investidores sobre os desdobramentos da disputa presidencial, que também influencia a percepção de risco dos ativos brasileiros.
Ibovespa
O Ibovespa encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, com valorização de 1,57%. Durante a tarde, o principal índice da B3 chegou à máxima de 208.941,57 pontos, avanço de 1,88% em relação ao fechamento anterior.
O resultado levou o índice ao maior nível desde 9 de outubro. O desempenho foi favorecido pelo ingresso de recursos estrangeiros e pelo avanço de ações de empresas sensíveis às expectativas de juros e à atividade econômica.
A expectativa de condições financeiras mais favoráveis pode beneficiar empresas que dependem de crédito e consumo. Juros menores, por exemplo, tendem a reduzir o custo de financiamento e podem estimular a atividade econômica, embora os efeitos variem conforme a situação de cada companhia.
Petróleo recua
No mercado internacional, o petróleo Brent, referência para as negociações globais, fechou em queda de 0,69%, a US$ 108,79 por barril.
A baixa ocorreu em meio a notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo relacionado ao conflito no Oriente Médio. A perspectiva de redução das tensões geopolíticas diminuiu parte da pressão sobre os preços do petróleo.
Como o produto afeta os custos de energia e transporte, a queda influencia as expectativas de inflação mundial. Uma redução sustentada dos preços pode aliviar pressões inflacionárias e influenciar as decisões de política monetária das principais economias.
Michael O'Leary, presidente executivo da transportadora aérea Ryanair, antecipa que devido ao aumento dos preços do petróleo e aos impostos europeus voar irá tornar-se muito mais caro em 2027.
É do interesse nacional: presidente dos EUA suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa. Donald Trump suspendeu novas sanções contra a Rússia que tinham sido aprovadas pelo Congresso. O Presidente norte-americano assinou na sexta-feira um decreto presidencial que suspende um novo e abrangente pacote de sanções dirigido à economia russa, afirmando que a suspensão é do interesse nacional. O pacote aprovado em setembro, batizado em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham (morreu em julho), restringia de forma mais rápida o fluxo de recursos financeiros que alimentam a guerra contra a Ucrânia. As novas sanções aprovadas
FMI prevê que economia timorense continue a crescer nos próximos anos, ainda que enfrente desafios relacionados com a sustentabilidade orçamental e a dependência das receitas petrolíferas.
El alza mensual del 0.6% en los precios al consumidor estuvo liderada por el incremento de 9.1% en la gasolina debido a las tensiones energéticas globales. En 2026, EE.UU. acumula un récord de 158 días con el combustible por encima de los cuatro dólares por galón.
Es la consecuencia de la guerra en Irán y su impacto en los mercados energéticos: menor oferta de petróleo, precios del crudo más altos e inflación disparada en muchos países. Como resultado de esta crisis de suministro y precio, la demanda mundial de petróleo se ha resentido sensiblemente. Durante el cuarto trimestre de este año, el planeta consumirá 2,5 millones de barriles diarios menos que hace un año. Sin duda, el deterioro de las perspectivas económicas globales ha influido en este comportamiento del mercado, en el que el consumo de diésel representa el 25% de la caída.
Es el análisis que ha hecho hoy la Agencia Internacional de la Energía (AIE) en su informe mensual de octubre, donde augura que la oferta irá recuperándose a medida que el conflicto en Oriente Medio se pueda reconducir, aunque advierte de que por ahora el proceso será largo.
Se da la paradoja de que en España el comportamiento está siendo inverso. Actualmente consumimos un 7% más de gasolina y un 4,5% más de queroseno para aviación -según datos de CORES (Corporación de Reservas Estratégicas de Productos Petrolíferos)- y sólo hemos reducido en torno a un 1,9% el consumo de diésel. Y si miramos más atrás, consumimos actualmente un 8,5% más de petróleo y sus derivados que hace una década. El incremento de precio no está frenando la demanda de petróleo, y en los nueve primeros meses de este año ya hemos consumido 45,5 millones de toneladas, frente a los 41,9 millones del mismo periodo de hace una década, según datos de la Corporación de Reservas Estratégicas de Productos Petrolíferos (CORES).
Recuperación frágil en el Golfo
En términos globales, según el diagnóstico hecho público hoy por la Agencia Internacional de la Energía, la recuperación en la producción de petroleo empezó a notarse en septiembre, cuando la oferta global de crudo aumentó en 2,5 millones de barriles diarios en comparación con los datos del mes anterior. Fueron los países del Golfo Pérsico los que comenzaron a remontar su producción, fundamentalmente con Arabia Saudí a la cabeza. La producción de petróleo en septiembre alcanzó los 102,3 millones de barriles diarios. Se trata de una recuperación que la AIE califica de "frágil". El año se cerrará con una reducción media anual de 5,8 mb/d y no será hasta el próximo año cuando se pueda alcanzar una oferta diaria de crudo en torno a los 107-108 millones de barriles.
Ante este panorama tan complejo, el pasado 2 de octubre, los líderes del G7 anunciaron su compromiso de acelerar la liberación de reservas estratégicas de petróleo, dando prioridad a la rápida inyección de suministros de diésel al mercado en las próximas semanas. Será la AIE la que en las próximas horas pueda anunciar la vía oficial para ejecutar esta nueva acción colectiva para aliviar la tensión energética mundial y asegurar el abastecimiento.
Sin duda, los nuevos ataques en el Golfo y la escalada bélica en la zona están complicando que el mercado del petróleo vuelva a niveles anteriores al inicio del conflicto el pasado febrero. Es el mercado del diésel el que mayor impacto está sufriendo. Su demanda es muy relevante para la actividad económica y, pese a que las exportaciones mundiales de diésel en septiembre fueron 700.000 barriles diarios inferiores a las del año pasado, el aumento de los precios ha complicado el abastecimiento de combustible y el margen de refinado a nivel global.
Impacto en las reservas mundiales
La demanda de gasóleo, relativamente inelástica al precio, se ha mantenido fuerte, según la AIE, al estar en muchos casos respaldada por medidas gubernamentales para mitigar la inflación. La producción mundial de gasóleo se redujo a 26,4 millones de barriles diarios en el segundo trimestre -1,5 millones menos cada día que el año pasado-, mientras que en el tercer trimestre la caída se profundizó hasta los 1,7 millones de barriles diarios.
De igual manera, esta reducción de la oferta ha provocado que las reservas mundiales de petróleo se resientan. En septiembre se redujeron en 10 millones de barriles. Pese a que los inventarios terrestres de crudo se hundieron en 113 millones de barriles, la caída fue compensada en gran medida por un incremento de las reservas en depósitos marinos. Hoy los inventarios globales de petróleo se sitúan 509 millones de barriles por debajo de los niveles previos a la guerra del Golfo (2,4 millones de barriles diarios menos). Se prevé que la reducción de inventarios de combustible se acelere en octubre a medida que la demanda aumente con la llegada del otoño e invierno.
La reciente escalada bélica en Oriente Medio ha frenado la recuperación del suministro energético que comenzaba a percibirse en la región y que, según la AIE, se acercaba a niveles previos a la guerra. Los ataques a infraestructuras energéticas, los daños en refinerías y las tarifas récord en los buques cisterna han elevado exponencialmente los costes de transporte y el precio de los futuros del crudo Brent.
Es la energía que aún mueve el mundo y se paga cada vez más cara. El petróleo se encuentra a poco más de 6 dólares de rozar los máximos del pasado mes de marzo. El fracaso del acuerdo de paz en Irán que se produjo en junio no ha hecho más que recuperar niveles de precio disparado hasta rondar los 104 dólares por barril. Una circunstancia que podría llevar hoy mismo a la Agencia Internacional de la Energía (AIE) a evaluar y autorizar una nueva liberación de reservas estratégicas, tal y como hace una semana plantearon los países del G7.
En nuestro país el impacto que una subida de este tipo tiene sobre nuestra economía es cada vez mayor. Pese a estar inmersos en un proceso de descarbonización y de generación de cada vez un mayor volumen de energías limpias, combustibles fósiles como la gasolina, el diésel o el queroseno de aviación siguen moviendo nuestra economía y cada vez, en muchos casos, con un mayor consumo de este tipo de combustibles.
En España consumimos actualmente un 8,5% más de petróleo y sus derivados que hace una década. El incremento de precio no está frenando la demanda de petróleo, y en los nueve primeros meses de este año ya hemos consumido 45,5 millones de toneladas, frente a los 41,9 millones del mismo periodo de hace una década, según datos de la Corporación de Reservas Estratégicas de Productos Petrolíferos (CORES).
Mientras la generación eléctrica renovable aumenta y la potencia de energía solar fotovoltaica se incrementa, en España la demanda de petróleo no deja de crecer. Una transición renovable de dos velocidades que parecen tirar en sentido opuesto en el nuevo modelo energético que se quiere instalar en nuestro país desde hace décadas.
El turismo disparado eleva el consumo de queroseno
La razón se esconde en elementos como el turismo y la lenta transición eléctrica que arrastra la movilidad. En el primer caso, en España el turismo internacional no ha hecho más que aumentar año a año. Según datos del Instituto Nacional de Estadística (INE), solo entre enero y agosto de este año llegaron a nuestro país 70,4 millones de visitantes internacionales, un 5,4% más que en el mismo periodo que el año pasado. Si comparamos la evolución del turismo en la última década, las cifras reflejan bien la causa del incremento de consumo de derivados del petróleo en nuestro país. En comparación con 2016, España recibe ahora un 33% más de visitantes, y la mayor parte de ellos llegan por vía aérea.
Es ahí donde se explica el imparable aumento de demanda de queroseno en nuestro país. En los nueve primeros meses de este año España ha consumido 6,25 millones de toneladas, lo que supone una cantidad un 33% mayor de lo que se consumió en el mismo periodo de 2016. Las opciones de combustibles sostenibles para la aviación (SAF) tienen aún una presencia mínima en el sector.
Junto a la aviación, el otro factor que está determinando el incremento imparable de consumo de petróleo en España, pese a su encarecimiento, es el transporte por carretera. En este ámbito el proceso de electrificación avanza a un ritmo demasiado lento y lo hace además con una apuesta mayoritaria hacia opciones híbridas de gasolina. Esta circunstancia hace que la demanda de este combustible fósil esté incrementándose. Además, en el caso del diésel para camiones y el sector logístico, el consumo se ha mantenido prácticamente invariable, con un parque móvil con niveles ínfimos de electrificación y con el gasóleo como opción preferente para el 95% del transporte de mercancías.
Liberar reservas estratégicas
Lo hace en una suerte de 'transición' desde el diésel, cuya demanda se ha reducido levemente en los últimos años. Actualmente el gasóleo representa una demanda de 22,1 millones de toneladas entre enero y septiembre. Pese a su leve contención, el diésel sigue siendo el combustible más demandado, cuatro veces más que la gasolina. Hace una década el parque móvil situaba a los motores diésel como los más demandados, si bien ahora apenas representan entre el 3 y el 4% de las nuevas ventas. La 'migración' se está haciendo actualmente desde los vehículos diésel hacia opciones de gasolina e híbridos.
Este miércoles la Agencia Internacional de la Energía publica su informe mensual sobre el mercado de petróleo, pero será mañana jueves cuando su junta de gobierno decidirá sobre posibles medidas de intervención activa para frenar el alza de precios. Su decisión llegará después de que los países del G7 hayan solicitado liberar 100 millones de barriles de petróleo y combustibles refinados de las reservas estratégicas de los países miembros de la AIE. Una liberación que se debería producir en un periodo de 4 meses.
Pese a que la AIE ya avanzó una autorización a dar ese paso, todo apunta a que podría tomar nuevas decisiones para aliviar la tensión de los mercados, en particular sobre el precio del diésel. La medida orientada de modo específico al gasóleo busca evitar un shock directo en la cadena logística, la agricultura y el transporte de mercancías, donde los problemas de suministro empiezan a detectarse. En las reuniones que la AIE celebra entre hoy y mañana, la junta fijará las cuotas exactas, el calendario de descarga y el volumen final que aportará cada país miembro.
"A exploração em larga escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na nossa bela e nova Gronelândia!", declarou Trump. O anúncio surge após assinatura de acordo de segurança com a ilha.
Segundo Donald Trump, os especialistas acreditam que as reservas de petróleo "de fácil acesso" da Gronelândia são "muito maiores do que as de quase qualquer outro território do mundo"
Entre os novos equipamentos petrolíferos que chegaram na semana passada encontram-se duas plataformas de perfuração, mas também 11 novas sondas de intervenção em poços de petróleo.
Míssil lançado pelos rebeldes houthis apoiados pelo Irão e petróleo russo de volta ao mercado norte-americano. Entre a escalada militar e os acordos de Trump e Putin, o mundo está perigoso.
Margem de refinação da Galp atinge 33,8 dólares por barril no terceiro trimestre. Mas custo dos fretes está a disparar porque petroleiros estão a desviar-se para rotas mais longas para evitar ataques.
Secretário-geral da Organização de Países Exportadores de Petróleo atribui a "escassez" que o mundo sofre, atualmente, de "diesel, combustível para aviões e gasolina" à falta de investimento.
Os principais momentos da entrevista do antigo PM na SIC Notícias. Ainda, após anúncio do acordo entre os EUA e a Rússia para o fornecimento de diesel, os preços do petróleo já estão a mudar.
O líder da igreja católica anunciou que tem um nódulo no pulmão. E ainda, o Presidente da Ucrânia exige o fim de ataques russos como condição para deixar de atacar refinarias de petróleo.
Trump garante que Putin, se comprometeu com 300 mil toneladas de gasóleo "para o mercado americano e mundial". Ainda, Proteção Civil do Panamá apela a cidadãos para manterem a calma após sismos.
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No último sábado, em São Paulo, vi uma peça de teatro que me tocou profundamente. Se chama Mi Madre y El Diñero, do dramaturgo, ator e diretor mexicano Anacarsis Ramos e sua companhia Pornotráfico. A peça faz parte do Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas Mirada e mostra de maneira contundente as dificuldades de uma mulher que, após 60 anos trabalhando, ainda sofre com a falta de dinheiro.
Esta “personagem” é Josefina Orlaneta e é a mãe do autor. Ela começou a trabalhar com apenas cinco anos de idade vendendo lanches na rua e, em seis décadas de vida, exerceu mais de 40 ofícios. O espetáculo é uma tragicomédia no qual, em hora e meia de duração, faz sentir que conhecemos como ninguém a protagonista. E de fato a encontramos em carne e osso pois é ela mesma, a senhora Josefina, que atua ao lado de seu filho. Seu último emprego, portanto, ela nos conta com muita graça, é ser atriz!
Esta peça vem na onda da autoficção, um gênero que na literatura tem conquistado espaço e corações. No palco, essa forma de narrar se mostrou extremamente eficiente para explicitar o contexto econômico em que a vida de uma trabalhadora pobre se desenrola na virada dos séculos XX e XXI. O texto torna palpável a desigualdade que marcou a trajetória de Josefina.
Quando ela, por exemplo no início dos anos 2000, consegue finalmente alguma estabilidade ao abrir um pequeno mercado, não demora muito para que as lojas do Oxxo acabem com seu sonho. Oxxo é a cadeia mexicana que agora domina muitos pontos de comércio em São Paulo, sufocando pequenos negócios.
O próprio autor e diretor, ao contracenar com a mãe, faz um comovente discurso em que diz (mais ou menos com estas palavras): se chegou aos 66 anos ainda sem dinheiro, a mãe não deveria considerar-se uma fracassada, mas sim uma vítima do sistema econômico. Anacarsis conta que decidiu fazer a peça (e assim conseguiu convencer Josefina a participar) para levar sua mãe a viajar pelo circuito internacional dos festivais de teatro. Quem sabe, ele diz, ganharão algum dinheiro. A considerar o sucesso entre o público, espero mesmo que estejam recebendo um bom dinheiro; terminamos todos aplaudindo de pé.
Mas por que afinal estou falando de uma peça de teatro em uma coluna que deveria falar de meio ambiente? Bem… a resposta está no final da peça, quando o diretor confessa que apesar de ter convencido a mãe pela promessa que poderiam embolsar algum din-din, sua maior intenção era mesmo denunciar o modelo econômico que exclui uma parcela da população. Um modelo que mantém países, estados e bairros sempre na periferia das oportunidades.
Ligando os pontos, a questão que logo me deixou inquieto foi a geografia em que a peça ou a vida de sua personagem principal se passa. Josefina e sua família quase sempre viveram em Campeche, um dos estados mais pobres e violentos do México. Suas cidades na costa do Golfo do México não têm o glamour de destinos turísticos próximos como Playa del Carmen e Cancun, que são parte da mundialmente conhecida Riviera Maia e promovem seus luxuosos resorts nas águas azuis do Caribe.
Em Campeche, nos anos 1970, foi encontrado o maior campo de petróleo em alto mar do México. Esta descoberta transformou a economia do país de maneira radical, tornando-o menos rural e um dos principais exportadores de petróleo. Naquele momento, o campo descoberto foi considerado a segunda maior reserva de hidrocarbonetos do mundo, apenas atrás de reservas na Arábia Saudita. Isso ajudou a consolidar a empresa nacional de petróleo, a Pemex, e atraiu as grandes do setor ao país: Chevron e ExxonMobil.
E vejam a ironia, o primeiro poço a ser explorado levou o nome de Cantarell, em homenagem do pescador que avistou uma mancha negra de petróleo saindo do mar, no local onde a Pemex tinha uma sonda de pesquisa. Esta homenagem a ele parou por aí, pois, como tantos outros pescadores, ele morreu na pobreza depois que a atividade petrolífera em alto mar acabou com a pesca em Campeche.
O Brasil também descobriu sua “mina de ouro” há cerca de duas décadas, quando a Petrobras iniciou a exploração do Pré-Sal. Os royalties fluíram para cidades e estados. O principal estado a se beneficiar foi o Rio de Janeiro. Pergunto: quantas Josefinas ainda existem no Rio que não viram a cor do dinheiro da exploração do petróleo? Mulheres que lutam em empregos mal pagos para manter as suas famílias.
Agora, estamos vendo o mesmo enredo a se descortinar na foz do rio Amazonas. Bem na frente dos nossos olhos uma corrida pelas riquezas que supostamente sairão da exploração em alto mar. Essa expectativa já alterou a vida do Oiapoque, cidade mais ao norte do país e que abrigará as bases para a extração do ouro negro. Reportagens da BBC e da Folha de São Paulo nos contam sobre um fluxo migratório que gera sobrecarga nos serviços públicos, além de invasões de terra e desmatamento para criação de novos bairros.
Eu poderia fazer uma peça de teatro listando todos os projetos de “desenvolvimento” do Brasil que não deixaram nada além de um legado de destruição e miséria. Mas acho que seria uma peça entediante, para não dizer deprimente. Vou deixar o teatro ao Anacarsis enquanto, inspirado por sua obra, levanto esta questão: o que acontecerá com a economia da costa amazônica se aqui, como no México, a exploração do petróleo causar vazamentos em alto mar? Basta lembrar que é na foz do rio Amazonas que está uma das maiores atividades pesqueiras de todo o Brasil.
Na minha coluna de estreia, eu falei da maldição dos recursos naturais e como ela está presente em muitos países que têm petróleo e minérios. Há muita riqueza, mas o povo vive na pobreza. Países em que, como Josefina, crianças começam a trabalhar muito cedo. Na peça, eu fiquei arrepiado ao ouvir a protagonista contar que sua primeira lembrança quando criança era aquela em que ela já trabalhava nas ruas.
Será que, daqui a 60 anos, vamos ter que contar as histórias de muitas Josefinas? As Josefinas brasileiras que neste momento não estão vendo a cor do dinheiro deste modelo de desenvolvimento feito apenas para os verdadeiros donos do dinheiro?